por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



domingo, 16 de janeiro de 2011

Josenir Lacerda, Feliz Aniversário !







Ilustre cordelista , nacionalmente reconhecida , é coisa nossa !
Cratense da clara e da gema.
Tem o nosso carinho incondicional !

Para Norma Hauer




Foto: Norma Hauer e Jorge Goulart

Jorge Goulart- Por Norma Hauer



Foi a 16 de janeiro de 1926 que nasceu, aqui no Rio de Janeiro, Jorge Neves Bastos, que se tornou conhecido como JORGE GOULART.
E por que Goulart? No início de sua carreira, havia um fortificante de grande aceitação naquela época, de nome Elixir de Inhame Goulart. Foi então aconselhado a adotar o nome artístico de Jorge Goulart.
E com esse nome, tendo conhecido o compositor Ari Barroso, este gostou de sua voz e deu-lhe para gravar um samba seu em parceria com Fernando Lobo, de nome "Xangô, ao mesmo tempo em que o levou para a Rádio Tupi.
Isso se deu em 1945.

Gravou outras composições, mas ainda não era um nome conhecido no meio radiofônico, até que lançou, em 1950, para o carnaval de 1951, seu primeiro grande sucesso:"Balzaquiana". Naquela ocasião, estavam muito em moda "os brotinhos", a partir de gravação de Francisco Carlos da marchinha de Humberto Teixeira e Lauro Maia, "Meu Brotinho".

Então surgiu a "Balzaquiana"

"Não quero broto,
Não quero, não quero,
Não quero não.
Não sou garoto ,
Pra viver mais de ilusão.
Sete dias por semana,
Eu preciso ver minha Balzaquiana."

"Balzaquiana" chamou a atenção para a voz de Jorge Goulart, logo convidado por Lamartine Babo para gravar os hinos do América (time do coração de Lamartine) e do Madureira. Os hinos foram lançados como marchas, na Rádio Mayrink Veiga.

Goulart, conhecido, foi convidado para participar do filme "Rio, 40 Graus", quando "estourou" com o samba de Zé Ketti "Eu Sou o Samba". Isso em 1956.

A partir dai, fez parte de um dos maiores programas musicais da Rádio Nacional: "Um Milhão de Melodias", onde cantava com a orquestra da emissora, ficando conhecido em todo o Brasil.

Como música romântica, lançou uma grande composição de Braguinha, que se expraiou por toda parte: "Laura". Talvez seu maior sucesso no gênero romântico.

Lembrar Jorge Goulart, é também lembrar de "Couro de Gato", de Grande Otelo e Rubens Silva..
."aquele gato que tanto zombava de mim.
Aquele gato não é mais gato, hoje é tamborim"..

Mas foi em 1964 que João Roberto Kelly deu para Jorge Goulart aquele que ainda hoje é um dos maiores sucessos dentro e fora do carnaval:"CABELEIRA DO ZEZÉ":

"Olha a cabeleira do Zezé,
Será que ele é?,
Será que ele é?..."

Depois de 1º de abril de 1964, foi afastado da Rádio Nacional, acusado de comunista (o que ele nunca negou) e saiu por esse mundo, levando a beleza de sua voz para terras estranhas, como as da então União Soviética e outros países da Europa (do leste e do oeste), sempre recebido com carinho, acompanhado de sua companheira Nora Nei, com quem depois foi casado.

Regressando ao Brasil, e devido também ao hábito de fumar, foi acometido por um câncer, exatamente em seu bem mais precioso: suas cordas vocais. Antes de ser operado para a retirada do tumor, gravou várias músicas que antes foram conhecidas pelas interpretações de outros cantores, mas que vieram enriquecer seu repertório.
Após o falecimento de Nora, também vítima do cigarro, Jorge Goulart casou-se recentemente com uma pessoa muitíssimo simpática, que lhe tem grande amor e afeição

Superando o grande trauma que foi a perda das cordas vocais, hoje ele se apresenta fazendo "mímica", usando "play-back", o que o faz ser aplaudido em todos os lugares por onde passa, até mesmo nas apresentações carnavalescas no palco que todos os anos é erguido na Cinelândia, em frente à Câmara Municipal.

Nos anos de 2009 e 2010 fez várias apresentações em alguns palcos (um deles o Salão do Fluminense Futebol Clube , outro no Clube Militar) em alguns colégios e Igrejas, estes com fins beneficientes.

Hoje, completando 85 anos, continua firme e preparando novas apresentações, nas quais sempre leva alguns convidados, como Peri Ribeiro, Adelaide Chiozzo, Ademilde Fonseca e outros colegas ainda em atividade.

A Jorge Goulart, PARABÉNS pelo seu aniversário , que continue firme em suas atividades

Norma

Foto: Norma Hauer e Jorge Goulart

Poema sugerido por Cristina Diôgo





Prazer de Servir

-Gabriela Mistral-




Toda a natureza é um desejo de serviço.
Serve a nuvem, serve o vento, servem os vales.

Onde haja uma árvore para plantar, planta-a tu.
Onde haja um erro para emendar, emenda-o tu.
Sê aquele que afasta a pedra do caminho,
O ódio dos corações e as dificuldades do caminho.


Existe a alegria de ser bom e o prazer de ser justo.
Existe, sobretudo o sublime, a imensa alegria de servir.


Como seria triste o mundo se tudo já tivesse feito;
Se não houvesse um roseiral para plantar,
uma empresa que iniciar.


Que não te atraiam somente os trabalhos fáceis.
É tão belo fazer uma tarefa que os outros recusam!


Mas não caias no erro de que só se conquistam mérito,
Com os grandes trabalhos, há pequenos serviços
que são imensos serviços: adornar a mesa,
arrumar as cadeiras, espanar o pó.


O serviço não é só de seres inferiores.
Deus que dá o fruto e a luz, é o primeiro a servir.
Poder-se-ia chamá-lo assim: "Servidor".
E ele, que tem os olhos em nossas mãos,
nos pergunta todo dia; "Servistes hoje? A quem?
A árvore, ao teu amigo, ou aos teus familiares?".


Gabriela Mistral - Poetisa chilena (7/4/1889-10/1/1957). Foi a primeira escritora latino-americana a receber o Prêmio Nobel de Literatura, em 1945. Sua poesia única e repleta de imagens singulares não mostra influências do modernismo nem das vanguardas. Lucila Godoy Alcayaga nasceu em Vicuña, uma vila do norte do Chile. Seu noivo cometeu suicídio em 1907, fato que marcou a obra e vida de Gabriela Mistral. Ela nunca se casou e se dedicou somente ao trabalho. Venceu um concurso literário chileno em 1914 com Sonetos de la Muerte, assinados com o pseudônimo Gabriela Mistral. Seu primeiro livro de poesias, Desolación (1922), inclui o poema Dolor, no qual fala da perda do amado. Representou seu país como consulesa em Nápoles, Madri, Lisboa e Rio de Janeiro. Em 1954 publica Lagar. Lecionou literatura espanhola na Universidade de Columbia. Morreu em Hempstead, no estado de Nova York.

Interessante !

FOLHA.com 13/01/2011 - 16h31
Astrônomo defende novo zodíaco; veja se o seu signo mudou
DE SÃO PAULO

As mudanças no alinhamento da Terra podem ter alterado as datas de muitos signos do zodíaco. É o que defende o astrônomo Parke Kunkle em entrevista à rede NBC. Segundo ele, pode até mesmo haver um novo signo: Ophiuchus.
Ophiuchus, também conhecido como Serpentário, é um signo que já existia em algumas versões do zodíaco. Também há uma constelação com o mesmo nome.
Kunkle diz que conforme a Terra e o Sol se movimentam, os signos mudam. Segundo ele, essa mudança não aconteceu do dia para a noite.
Os 12 signos que conhecemos hoje foram definidos há quase 3.000 anos, quando a astrologia começou, e desde então, sua posição em relação ao Sol mudou.
Veja as mudanças no zodíaco de acordo com Kunkle.
Capricórnio: 20/01 a 16/02
Aquário: 16/02 a 11/03
Peixes: 11/03 a 18/04
Áries: 18/04 a 13/05
Touro: 13/05 a 21/06
Gêmeos: 21/06 a 20/07
Câncer: 20/07 a 10/08
Leão: 10/08 a 16/09
Virgem: 16/09 a 30/10
Libra: 30/10 a 23/11
Escorpião: 23/11 a 29/11
Ophiuchus: 29/11 a 17/12
Sagitário: 17/12 a 20/01



Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/860078-astronomo-defende-novo-zodiaco-veja-se-o-seu-signo-mudou.shtml

NOTÍCIAS DO NOSSO LIVRO !

Amigos e Amigas

O projeto do nosso livro está bem encaminhado. Temos ótimos textos, seja poesia, seja prosa.
Continuo fazendo uma leitura cuidadosa. Pois é isso que sou: uma leitora.
Breve estarei remetendo todos os textos para Socorro, que é a responsável pelo contato com diagramador e editor.

Sim, que sugestões vocês dão para o título do livro? Aguardamos (Socorro e eu).

Abraços para todo mundo da poesia e da prosa, da música e da letra, da água e do fogo, da terra e do ar. E claro, das estrelas.

Stela

* Recebemos a primeira sugestão (para o título) do nosso colaborador ASSIS LIMA :

"Chão e estrelas"
Ganhou meu voto ! 
 


Vitrine virtual - Fotos de Emerson Monteiro

Esta casa tem história. Vamos relatá-la?
Esta flor tem delicadeza ...Vamos defini-la ?
Esta imagem tem mistério...Vamos desvendá-lo ? 

pra recordar o vinil ...

Um filme, uma música ...

Empadão de Palmito




Massa
500g de farinha de trigo
1 colher (chá) de sal
250g  de margarina gelada
3 gemas
50ml de água gelada


Faça uma cova com a farinha misturada com o sal. Jogue a margarina , as gemas e a água no meio e apertar com as pontas dos dedos até começar a dar liga. Não trabalhe demais a massa, este é o segredo para uma massa leve. Divida a massa em duas, sendo uma delas algumas gramas a mais que a outra. Esta será o fundo do empadão. Envolva em filme plástico com folga e aperte com um prato até que fique com 1cm de espessura. Leve à geladeira para descansar por 30 a 40 minutos.
Abra a massa mais pesada entre dois filmes e forre o fundo da forma. Espalhe o recheio frio e cubra com a outra massa.
Pincele gema e leve ao forno pré-aquecido a 180ºC por 40 a 50 minutos ou até que a superfície esteja bem corada.


Recheio de palmito

2 colheres (sopa) de azeite
1 dente de alho picadinho
1/2 cebola picadinha
1 vidro de palmito de qualidade
1/2 xícara de azeitonas verdes ou pretas picadas
1 xícara de leite
2 tomates maduros sem pele e sementes picados
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
cheiro verde picado
sal e pimenta do reino moída na hora
molho de pimenta a gosto


Escorra o palmito, lave bem e coloque numa panela. Cubra com água e leve ao fogo. Deixe 5 minutos depois que abrir fervura. Escorra e pique. Este processo vai tirar a acidez do palmito.
Refogue o alho no azeite. Junte a cebola e espere murchar e ficar transparente. Coloque os tomates picados e o palmito e deixe refogando por alguns minutos. Junte as azeitonas, o leite e tempere com sal e pimenta. Deixe mais alguns minutos até todo o tomate se desfazer e formar um molho grosso. Vá polvilhando a farinha de trigo aos poucos até que fique cremoso. Não deixe muito duro. Desligue o fogo e junte o cheiro verde. Misture bem e espalhe num prato. Cubra com filme plástico bem rente e deixe esfriar completamente antes de empregar.

Sugestões:
Substituir o palmito por frango, atum, ou bacalhau.
Associar ao recheio , um vidro de requeijão ou uma lata de creme de leite sem o soro

Receitas de Família




Tenho pilotado mal o fogão. fases...
Hoje vou subir a serra. Catar galinha caipira por aí. Fazê-la misturada com arroz e pequi.
As festas de final de ano  deixaram seus resíduos: fastio !
Gostaria de abrir espaço para um bloco :" Receitas de família".
Peço a colaboração especial de Fátima Figueiredo, que herdou todos os segredos culinários da  sua sogra, Dona Olga ( exímia culinarista).
Confio muitíssimo na alquimia  dos cozinheiros .Meus filhos, com exceção do Victor,  cozinham melhor do que eu.
Vou aguardar sugestões. Poderíamos  postar todos os domingos uma receita  diferente para o almoço em família.

Quem se habilita ?

PRK-30 - Por Norma Hauer


Foi em 14 de janeiro de 1901 que nasceu, no bairro de Santa Efigênia, em São Paulo, LAURENTINO BORGES SÁES, que ficou conhecido como o grande humorista LAURO BORGES, criador do programa PRK-30, um dos mais importantes, no gênero, no rádio brasileiro

PRK-30 foi primeiramente lançado na Rádio Mayrink Veiga como PRV-8. Esses dois prefixos de rádio são fictícios.
A PRK-30 fazia, no rádio, o que o recente programa Casseta e Planeta fazia na televisão: paródias de programas famosos. Isso é exemplo do que dizia o saudoso "Chacrinha": nada se cria, tudo se copia.

Mas vamos a Lauro Borges; antes de dedicar-se ao humorismo, Lauro Borges foi jogador de futebol, que obteve alguns sucessos. Começou ainda em São Paulo, como estudante do Ginásio São Bento. Passou por alguns clubes pequenos, até ser contratado pelo então Palestra Itália, hoje Palmeiras; passou por outros clubes paulistas. Seguindo para a Bahia, foi tri-campeão pela Associação Atlética da Bahia nos anos de 1924, 25 e 26.

Mas a partir de 1926 veio residir no Rio de Janeiro, foi funcionário da Light, enquanto aguardava para jogar no Botafogo(1927). Mas foi no Flamengo, onde atuou entre 1928 e 1931, jogando ao lado do então futuro técnico do Flamengo , do Vasco e da Seleção Brasileira : Flávio Costa, que obteve seus maiores êxitos como jogador.

Mas seu futuro estaria no rádio. Desde menino gostava de fazer imitações de sons de animais e vozes humanas, daí, seu destino maior:a PRK-30.
Na PRK-30 fazia vários personagens, modificando a entonação da voz, quando compunha esses personagens.

Ao lado do antigo cantor Castro Barbosa (aquele que primeiro gravou "O Teu Cabelo Não Nega") a PRK-30, já então na Rádio Nacional, alcançou um dos maiores sucessos, no humorismo radiofônico, ao lado do "Balança, Mas Não Cai" e do "Trem da Alegria" .

Foram três marcos da época de ouro do rádio.

PRK-30 estreou na Rádio Mayrink Veiga no dia 19 de outubro de 1944, permanecendo naquela emissora por quase 2 anos. Saiu do ar no dia 1° de setembro de 1946

PRK-30, NA RÁDIO NACIONAL.
Foi no dia 27 de setembro de 1946 que LAURO BORGES estreou seu programa na Rádio Nacional. O primeiro programa lotou o auditório de então PRE-8 e foi prestigiado por alguns artistas da Rádio Mayrink Veiga.
Pelas ondas curtas da Nacional atingiu todo o Brasil . Nessa época a Rádio Nacional já era a maior emissora do país. Por aí pode-se imaginar o que foi a PRK-30 naquela emissora.

Em 1950, Lauro Borges passou a transmitir o PRK-30, com o nome de PRK-15, na Rádio Record de São Paulo, fazendo o itinerário constante entre o Rio e São Paulo para apresentar seus programas.
Na Rádio Nacional de São Paulo, também com o auditório lotado, estreou no dia 17 de março de 1955.
Já nessa época a TV, inaugurada em 1950 foi tomando conta do público e os programas radiofônicos montados foram chegando ao fim.

Lauro Borges faleceu em 11 de junho de 1967, por causas nunca esclarecidas.
Inquérito sobre o assunto foi arquivado em 12 de outubro de 1972, sem solução.

Norma

Em sussurro... - por Socorro moreira



Sou das madrugadas
Sono chega, sono vai
sono volta com os cheiros da noite
e povoa a minha solidão
nas cruzadas dos pensamentos

Contenho-me e não entro
nos vãos dos teus sonhos
Dou-te a liberdade de viver encantamentos
ser feliz, sem a minha presença
Mas, e se essa intenção ,por descuido,
tocar a campainha do teu coração?
Aí, me vejo na tela das tuas imagens
Correndo  em minha direção
Um sorriso confiante...
Aquele que nem pergunta,
mas ganha  resposta sussurrada:
Eu cuido do nosso coração !

sábado, 15 de janeiro de 2011

Um filme, uma música !

O coração fala com razão : Palavras a uma mãe.- Por João Marni de Figueiredo



“... Na realidade o homem não era necessário...” Conclui-se que até o Criador comete enganos.Ama sem limites. Deus é uma mãe. No entanto, nenhuma mãe joga seu filho às feras! E por que acontece? Certamente porque este não é um mundo no qual ficar só seja a melhor alternativa, quando o melhor mesmo é padecer no paraíso.
Lembre-se do Salmo sobre o dom (mater): “Inútil te será levantar de madrugada e trabalhar o dia todo, porque Deus, àqueles a quem ama, concede-lhes enquanto dormem!” Isso não significa que devamos viver no mar morto do cotidiano, mas como escoteiros, no “sempre alerta”. Sofrem nossos filhos por que vacilamos? Muitas vezes não.
O que é de arrepiar é que nunca damos as costas a eles.Nós é que somos os duendes, iguais pelicanos a beliscar o próprio peito, na escassez, alimentando os filhotes. É uma obrigação quase um estigma: amor. De alguma forma, talvez providencial, gerir defende-lo igual leoa, e depois observa-lo de longe com a nostalgia de tê-lo perdido porque todos se vão...
Quer saber, rompa a camisa de força das convenções sociais, jogue-as num canto e enfrente o futuro sem medos.O que os filhos fazem pode afastar o nosso orgulho, mas não e nunca, o nosso amor por eles. Faça o que tem que ser feito, pois não há sofrimento neste chão que o céu não cure. E lembre-se: “Todo duende é uma criança medrosa, não importa a sua idade” (Barros Amaral).
“Todo ser humano é um estranho ímpar” (Drummond).

Calazans Callou



CALLOU E A TRINDADE


Dia do Trabalhador é dia de festa em Gravatá - PE. Cidade serrana a 85 Km de Recife. A Assomus e MUG, estará realizando evento musical em praça pública. As 22h terá o show do cearense Calazans Callou: Callou tem uma musicalidade áspera, porém cultivável e contagiante. "...meu som eu busco através da poesia cantada, na pancada da zabumba e nos dissonantes overdrives, passeio pelas baladas "Dylianas" com tempero nordestino preparado pelo visionário Zé Ramalho, mergulhando no blues e emergindo no bom e velho rock'n'roll." Callou está gravando seu segundo CD "Das Tensões" que é título de uma das 14 canções em parceria com músicos e poetas do Cariri cearense: Geraldo Urano, Carlos Rafael, Marcos Leonel, Tiago Araripe, Wilson Bernardo, Socorro Moreira, Lupeu Lacerda, Chagas e a pernambucana Geovânia Freitas. Callou será acompanhado pela Trindade: Elton Sancho Pança (Guitarra), Bruno Lee (Bateria) e Marquinhos (Baixo). Quem quiser saber mais sobre Calazans Callou, navegue pela página www.myspace.com/calazanscallouce


Postado por Calazans Callou  no CaririCult às 19:31
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Pincei esta postagem porque ela faz referência a um poema meu  "Na beira do Apa", musicado por Calazans. Detalhe: não escutei a canção 
Pachelly já fez igual. Fiquei emocionada. Melodicamente falando, ficou muito linda !
Dias atrás foi a vez de Ulisses Germano...Instantâneo!
A gente não possue  nada ,além do pensamento calado. Depois que  externamos  uma ideia, um verso, qualquer um tem o pleno direito de  cantarolá-lo . Isso nos honra ! É mágico !
Nunca agradeci aos parceiros citados , nem declarei o quanto me senti viva e desprendida de mim, quando meus versos se tornaram canções.
Beijo-os pelo  dom da criação.
(socorro moreira) 

Lumiar- Beto Guedes

Minha Nova Friburgo ! - por Socorro Moreira



Era gostoso passear nas tuas ruas, praças, olhar orquídeas.
Toda casa me parecia tão linda !
As pessoas tinham o rosado na cara , como se o sangue quisesse espirrar
Rosado do frio e do sol
Da alimentação leguminosa 
Das caminhadas por entre ciprestes e ervas cheirosas
Tuas noites eram silenciosas
Parecia que a insônia esquecera aquela praça
E eu perambulava pelas tuas curvas
Com gosto de licor na boca
Tinha  a impressão de que estava dentro de uma cópia do céu.
Hoje me preocupas
Preocupa-me aquela gente arrumada  pro frio
Os cachecóis úmidos de chuva
E o coração ardendo das perdas e das saudades.
Friburgo raptou um pedaço do meu coração...
Espero que ele esteja vivo e solidário
Com essa gente que no desespero encontrará  o caminho
do reviver, em plácidos recantos.

O Caos


De repente ,tudo desmoronado
A casa, a vida, o sonho
A torre, o caos ...
Cadê o anjo da temperança,
O hierofonte , ou o mago
pra recomeçar a viagem?
De repente o louco está na beira da estrada
O precipício imaginário ou não
está visualizado
A poucos passos
Fatal!

E não adianta dormir, fugir,rezar
E não adianta pedir a  proteção dos santos
Os leões estão soltos na praia
A desgraça não tem antídoto
Seria a paciência, a sorte,
a resistência?
Esperança e fé ...
Elas já partiram !
E se o amor chegar?
A espera é uma eternidade !

Existência. Liduina Belchior.

Dormi tranquila amanheci sorrindo.
Gostaria que essa energia de paz
fosse transmutada a vocês
que tanto amo...
Ouçam comigo nesta manhã
de sábado o canto dos pássaros, sintam
comigo
o brilho verde da grama por cortar,
o cheiro do AMOR
que está a caminho, a alegria dos
mimos recebidos, a importância
do carinho da amizade verdadeira,
a imensidão de sentimentos
resumidos num só: a honra de existir!!!
Viver é o grande presente de Deus.

15 de Janeiro - Por Socorro Moreira


Metade do mês
Metade da cereja
Metade que falta
Metade que completa
Metade do caminho
Todas as metades precisam da sua outra metade
Pelo inteiro, nunca fragmentado
Momento fugaz
Basta o bolo sair do forno,
e esfriar um pouco...
Sempre quis conhecer a minha metade fugidia
escondida
latente
atrofiada
inexplorada
Como ela seria?
Como ela será?
Os próximos nos apontam  fios da meada...
Os próximos nos descobrem e nos entregam
em palavras ou cartões  dobrados
Dourados?
Alguns amassados, amarelados
A coragem de falar na cara
nos desaproxima uns dos outros
Nos deixa mais longe de nós
Mas o tempo  perdoa
Vira e volta
Nesta ou noutra 
A outra- dizem que é  a melhor !

Mulheres que encantaram o mundo



No dia 9 de janeiro, nasceram três belíssimas mulheres.

.

Em 1908, Simone de Beauvoir - filósofa, feminista e escritora francesa;

.

Em 1941, Joan Baez – cantora “folk” dos EUA que participou ativamente do movimento contra a guerra do Vietnam;


.

Em 1959, Rigoberta Menchú - precursora dos direitos humanos na Guatemala, ganhadora do Nobel da Paz (1992)

.

Por Norma Hauer

JOSÉ GONÇALVES
Quem terá sido JOSÉ GONÇALVES?
Ele era, nada mais, nada menos, que o ZÉ DA ZILDA, nascido em 6 de janeiro de 1906, aqui no Rio de Janeiro.
Casado com Zilda Gonçalves, desde 1938, formou com ela uma dupla que começou a atuar na Rádio Transmissora, exatamente onde se conheceram e atuavam com o nome de “Dupla da Harmonia”.
Passando, nesse mesmo ano, para a Rádio Cruzeiro do Sul, a dupla foi ali “batizada” por Paulo Roberto de ZÉ E ZILDA. Assim, mantiveram-se juntos até que Zé faleceu, prematuramente, em 10 de outubro de 1954, aos 48 anos.

A partir de 1946, Jorge Veiga gravou, da autoria de ambos, “Caboclo Africano “; Emilinha Borba: “Nosso Amor”; Marlene , da co-autoria de Adelino Moreira e Zé, o samba “Quebra-Mar”; Orlando Silva, de Zé da Zilda e Marino Pinto fez grande sucesso com “Aos Pés da Cruz”.

Aos pés da Santa Cruz,
Você se ajoelhou
E em nome de Jesus
Um grande amor você jurou;
Jurou mas não cumpriu,
Fingiu e me enganou
P’ra mim você mentiu
P’ra Deus você pecou.

O coração tem razão,
Que a própria razão desconhece
Faz promessas e juras, depois esquece.
Seguindo esse princípio.
Você também prometeu.
Chegou até a jurar um grande amor,
Mas depois esqueceu.

O primeiro sucesso da dupla, como cantores, foi em 1954, no carnaval, com o samba “Ressaca”
“Tá todo mundo de ressaca,
Ressaca, ressaca, ressaca”...
Nesse mesmo ano, com o coro artístico da Odeon, fizeram outro sucesso:”Império do Samba”.
No ano seguinte, saiu a gravação de “As Águas Continuam”, embora ZÉ já houvesse falecido.
Com o falecimento de Zé, Zilda compôs em sua homenagem, o samba :”Vai, Que Depois Eu Vou” e “Meu Zé” .
Em 1958. outro samba:”Amor, Vem me Buscar”, dela com Ricardo Galeno.
Em 1961 gravou, de Paquito e Romeu Gentil, ainda em homenagem ao Zé, o samba “Vem Amor”.
Zilda não se conformou com a morte de Zé mostrando o grande amor que os uniu.
Isso é muito bonito, principalmente tratando-se de dois artistas unidos na vida e hoje na morte.

Norma
ALCIDES GONÇALVES
Ele faleceu em Porto Alegre a 9 de janeiro de 1987, mesma cidade onde nasceu em 1 de outubro de 1908.
E quem é ALCIDES GONÇALVES ? Músico e compositor, embora bastante conhecido em sua terra natal, viveu, durante alguns anos aqui no Rio de Janeiro onde fez parte da Orquestra da Rádio Nacional, para onde veio em 1939 e também da de Radamés Gnatalli, no Copacabana Palace.

Suas composições não foram em grande número, mas marcaram sucessos aqui no Rio, principalmente na voz de Francisco Alves, que gravou "Cadeira Vazia"
"entra meu amor, fica à vontade
e diz com sinceridade,
o que deseja de mim..."
ou ainda
"Quem há de dizer,
que quem vocês estão vendo
naquela mesa bebendo
é meu querido amor...;
ou mesmo
"Vocês estão vendo aquela mulher de cabelos brancos,
vestindo farrapos, calçando tamancos..."

Mas isso não é de Lupicínio Rodrigues? É !
Alcides Gonçalves foi para Lupicínio o que Vadico foi para Noel Rosa, Alberto Ribeiro para Braguinha, ou Octávio de Souza para Pixinguinha: O PARCEIRO NUNCA CITADO.
Mas estão lá, também são parte da história de algumas músicas daqueles compositores.

Com "Triste História", ao lado de Lupicínio, Alcides Gonçalves venceu um concurso realizado pela Prefeitura de Porto Alegre.
A primeira composição da dupla, entretanto, foi "Pergunta a Meus Tamancos", que não fez sucesso..

Depois de alguns anos aqui no Rio de Janeiro, regressou a sua terra natal (Porto Alegre) vindo a falecer ali em 9 de janeiro de 1987, aos 78 anos.

Norma
TREM DA ALEGRIA
Um dos mais importantes radialista e compositor de nosso meio radiofônico nasceu em um mês de janeiro, no dia 10, em 1904. Seu nome LAMARTINE DE AZEVEDO BABO.

LAMARTINE BABO, havendo perdido o pai muito cedo, cedo começou a trabalhar, sendo seu primeiro emprego na Light, onde não ficou muito tempo e,aprendendo o Código Morse, foi trabalhar nos Correios.
Mas seu destino era compor e elaborar programas radiofônicos e nisso ele foi um dos pioneiros.

Envolvendo-se com o "Bando dos Tangarás", em 1929, foi orientado por Almirante para ingressar no rádio, o que ele fez em 1929, na então Rádio Educadora do Brasil (PRB-7). Ali lançou os programas "Horas Lamartinescas","Radioletes e "Perfis e Perfídias".Apresentou, ainda um programa com o título de "Clube da Meia-Noite",não aceito pelos censores da época; Lamartine, perspicaz, mudou o nome para "Clube dos Fantasmas". Aí foi aceito.Ah, os censores!!!

Com a vinda de César Ladeira para a Rádio Mayrink Veiga, foi um dos primeiros a assinar contrato com a emissora, levando para lá seus programas e lançando a "Canção do Dia", onde comentava canções suas e de seus colegas. Foi um de seus programas de maior sucesso.

Como compositor, pode-se dizer que estreou com a marchinha para o carnaval de 1931, de nome "Com a Letra A",homenageando uma namorada de nome Alda, que não quis mais saber dele e,no mesmo ano compôs "Uma Andorinha Não Faz Verão". No ano seguinte,"estourou" com "O Teu Cabelo Não Nega",gravado por Castro Barbosa (aquele que depois fez sucesso ao lado de Lauro Borges na famosa "PRK-30).

compositores de Pernambuco, que entraram em ação contra a gravadora Victor Brasileira, por não haverem autorizado o aproveitamento de sua música. As segunda e terceira partes do samba são de autoria de Lamartine. Nas gravações posteriores a Victor foi obrigada a colocar o nome dos Irmãos Valença. E mais: acabou aceitando outras composições daqueles Irmãos, o que levou o então iniciante cantor Carlos Galhardo, a estrear em discos gravando um frevo da autoria dos compositores pernambucanos.

A partir daí o nome de Lamartine passou a figurar em um grande número de composições. A maioria representou sucessos, como "Marchinha do Grande Galo"(carnaval de 1934) "Ride Palhaço"(do mesmo ano) ;"Linda Morena” e "A Tua Vida é Um Segredo"(de 1933);"Na Virada da Montanha"; Hino dos Carnavais Brasileiros"(1938)...
Como compositor romântico, foi autor das letras de "Alma dos Violinos";"No Rancho Fundo";"Mais Uma Valsa...Mais Uma Saudade"; "Eu Sonhei que Tu Estavas Tão Linda";"Serra da Boa Esperança"...

Um cateretê, gravado por Lamartine, com Carmen Miranda, de nome "As Cinco Estações" foi uma brincadeira com os prefixos das primeiras emissoras nacionais.

Brincou, principalmente com a Rádio Sociedade, a mais antiga, dizendo que havia sido "parteira de Rio Branco"
Brincalhão como sempre foi, em seus programas gostava de contar que não podia sair de terno preto e gravata branca porque, magro e alto, poderiam confundi-lo com os postes de parada de bondes, que pretos, tinham uma faixa branca.
Havendo sido telegrafista, certa vez ingressou em uma agência dos correios e dois telegrafistas, vendo-o trocaram a seguinte mensagem: "feio, alto e magro..."; Lamartine, dedilhando sobre o balcão da Agência, respondeu :"feio, alto, magro e ex-telegrafista".

Talvez o mais falado e importante programa criado por LAMARTINE BABO tenha sido o "Trem da Alegria", que apresentava com Heber de Boscoli e Yara Sales, sendo os três cognominados o "Trio de Osso", parodiando o “Trio de Ouro”, formado por Herivelto Martins, Dalva de Oliveira e Nilo Chagas.

O "Trem da Alegria" foi lançado na Rádio Mayrink Veiga, daí o trio ser assim denominado por César Ladeira.

Antes de o "Trem da Alegria" partir para a Rádio Nacional, passou a ser apresentado do Teatro João Caetano, tão grande era o público que freqüentava o auditório (pequeno da PRA-9.

Com a morte prematura de Heber de Boscoli, o trio se desfez e quando os ritmos de nossa música começaram a mudar, Lamartine, fazendo parte da União Brasileira de Compositores, dedicou-se mais ao órgão, afastando-se das atividades radiofônicas.

Em junho de 1963 estava sendo ensaiada uma peça em homenagem a Lamartine, com o nome de "O Teu Cabelo Não Nega" da autoria de Carlos Machado.

Convidado a assistir aos ensaios, ficou emocionado e, no dia 16 daquele mês, veio a falecer de ataque cardíaco, com apenas 59 anos.

TREM DA ALEGRIA DOS PARLAMENTARES
Talvez os próprios parlamentares atuais não saibam de onde vem o nome "Trem da Alegria" como é considerada a "marmelada" que eles "inventam" principalmente quando há um grande "benefício" aumentando seus popudos salários em 63 %

Essa denominação veio, exatamente do "Trem de Alegria", de Lamartine Babo e companhia.

É um verdadeiro "trem da alegria" no quial todos eles embarcam

Norma
ÚLTIMA INSPIRAÇÃO
Foi no dia 10 de janeiro de 1947 que ele partiu deixando uma grande lacuna em nossa música.
Seu nome: JOÃO PETRA DE BARROS

Nascido em 23 de junho de 1914, começou sua carreira de cantor ainda no início dos anos 30, tendo sido amigo de Noel Rosa, sendo o primeiro a gravar, de Noel, "Até Amanhã". Foi, também o primeiro a gravar "As Pastorinhas", ainda com Noel vivo e que não fez sucesso.

Naquela ocasião a música chamava-se "Linda Pequena" e alguns versos foram, posteriormente, modificados por Braguinha, que mudou o título de "Linda Pequena" para "As Pastorinhas", deu a Sílvio Caldas para gravar e é sucesso até hoje, sucesso que Noel não conheceu.

Petra de Barros foi também o primeiro a gravar "Última Inspiração", de Peterpan, que vinha a ser cunhado de Emilinha Borba..

De seu repertório constam, ainda: "Santo Antônio Amigo";"Bonequinha de Veludo";"Teatro de Revista";"Flor do Lodo";"Rosa de Veludo" e muitas outras.

Nos tempos dos bondes, dos quais temos saudades, mas que devemos recordar que não eram tão bons assim, acontecia que, quando não havia lugares em seus bancos, a "moçada" viajava nos estribos, expondo suas vidas.
E muitos morreram por causa disso.

João Petra de Barros, viajando no estribo de um bonde “Tijuca” (66), que transitava pela Rua da Carioca, rumo a seu ponto inicial na Praça 15, teve uma de suas pernas esmagada entre o bonde e um caminhão estacionado naquela rua.

Resultado: teve de amputá-la.

Nunca mais foi o mesmo.
Caiu em depressão e, em 10 de janeiro de 1947, com apenas 32 anos, amargurado, pôs fim à sua vida terrena.


Norma

Rosa de Luxemburgo



Rosa Luxemburgo, em polaco Róża Luksemburg (Zamość, 5 de março de 1871 — Berlim, 15 de janeiro de 1919), foi uma filósofa e economista marxista polaca-alemã, mais conhecida como militante revolucionária ligada à Social-Democracia do Reino da Polônia e Lituânia (SDKP), ao Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD) e ao Partido Social-Democrata Independente da Alemanha (USPD). Participou da fundação do grupo de tendência marxista do SPD, que viria a se tornar mais tarde o Partido Comunista da Alemanha (KPD).
wikipédia

No meio das trevas, sorrio à vida, como se conhecesse a fórmula mágica que transforma o mal e a tristeza em claridade e em felicidade. Então, procuro uma razão para esta alegria, não a acho e não posso deixar de rir de mim mesma. Creio que a própria vida é o único segredo.
Rosa Luxemburgo

"Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem"
Rosa Luxemburgo

Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres
Rosa Luxemburgo

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Um filme, uma música !

Noite de paz

Inseguro é qualquer canto...



Quando apago a luz
Meus  filho dorme
O ventilador começa a zoar
e a cortina da janela  entra num balanço suave
A natureza parece quieta, inofensiva
Como os homens, com suas máscaras de santos
O coração fervilha e deseja quietude
A paz tão pretendida é aleatória,
como os desastres que marcam o fim de tudo.

Sonho, visite-me nesta noite  
Ainda existe um céu azul, estrelas, luar,
e corações pulantes que querem viver
o prazer de amar.

Nota de pesar

Chocada com o acontecido nas cidades serranas do Rio de Janeiro.
Morei naquela região, e  considerava-a paradisíaca.
Em 1994  com o coração apertado voltei pro Nordeste. O frio, as flores, as praças, a mata, deixaram em mim lembranças inesquecíveis.
Hoje senti a dor do fim. Mesmo que tudo se restaure, que  a vida volte ao normal, nada será como antes, inclusive as minhas lembranças.

Afinal... Resposta ao teu bilhete, Nicodemos ( foto de Emerson Monteiro)



O afinal é sucessivo.
As oportunidades de mudanças criam novos desafios.
Aprendo muito, quando arrumo e desarrumo minhas malas
Aprendo quando estou na rodoviária esperando a hora da chegada,
e às vezes da partida
Para o que ficam
deixo um pensamento humano :
que a vida lhes sorria!
Existem pessoas que eu boto no meu barco
Justo um, semelhante àquele que a minha mãe construiu
nos seus pensamnetos de união.
Intuitivamente sei quem pertence á tribo
dos que acreditam num destino luminoso e comum.
A criação de um novo espaço tem cheiro de tinta fresca
Redes na varanda
e café  coado no pano
Tem música baixinho
Silêncios e murmúrios de sorrisos.

Abraços aos chegantes.
Esta casa não tem Gerente
Usem os nossos  espaços com inspiração e ternura no coração.

Bilhete
Estou no camarote um,
caso queira me dirigir um
sorriso, um breve olhar...

assisto a tudo sem piscar
com o coração tranquilo
e com a esperança de sempre
no afinal
feliz

Pensamentos de Padre Fábio de Melo

 A maior prisão que podemos ter na vida é aquela quando a gente descobre que estamos sendo não aquilo que somos, mas o que o outro gostaria que fôssemos.
Geralmente quando a gente começa a viver muito em torno do que o outro gostaria que a gente fosse, é que a gente tá muito mais preocupado com o que o outro acha sobre nós, do que necessariamente nós sabemos sobre nós mesmos.
O que me seduz em Jesus é quando eu descubro que nEle havia uma capacidade imensa de olhar dentro dos olhos e fazer que aquele que era olhado reconhecer-se plenamente e olhar-se com sinceridade.
Durante muito tempo eu fiquei preocupado com o que os outros achavam ao meu respeito. Mas hoje, o que os outros acham de mim muito pouco me importa [a não ser que sejam pessoas que me amam], porque a minha salvação não depende do que os outros acham de mim, mas do que Deus sabe ao meu respeito.

Socorro,lembrei de vc
abraços
fatima

Irmã Maria Célia - por Joaquim Pinheiro















Em recente viagem ao Crato tive a satisfação de rever a minha prima Maria Célia Esmeraldo Pinheiro, freira da congregação missionárias de Jesus Crucificado, irmã da Madre Esmeraldo, falecida em 2007 e filha do meu Tio e Padrinho José Pinheiro Gonçalves (Zé Pinheiro do Belmonte). Fazia alguns anos que não a encontrava e a satisfação foi enorme ao vê-la alegre como sempre, vendendo saúde e com aparência de 60 anos apesar dos 80 bem vividos. Os 55 anos a serviços dos menos favorecido certamente rendeu-lhe a tranqüilidade típica dos que cumpriram sua missão e colhem os frutos das sementes plantadas. No descontraído papo no terraço da casa de minha mãe, ela relatou episódios que a minha memória havia perdido. Segundo ela, no dia em que foi para o convento, meu padrinho ficou muito triste, chegando às lágrimas. Do alto da descontração dos meus quatro anos, me ofereci para dormir como padrinho para ele não chorar de saudade. O gesto sensibilizou meu padrinho e certamente contribuiu para que me presenteasse com o mais incrementado velocípede da época. Era grande, vermelho, importado e passou vários dias exposto e chamando a atenção da criançada logo na entrada da loja FC Pierre, na Santos Dumont. Era meu sonho de consumo. Pouco antes havia pedido para meu pai comprar. Pedido recusado com o argumento do preço alto, “mais caro que um boi”.
O veículo fez o maior sucesso com os primos e colegas da vizinhança. E eu fiquei tão vaidoso que “Seu” Diomedes foi chamado para registrar a pose.


Apesar do sucesso, nos primeiros dias provocou mal estar. Sentindo-me o legítimo dono, não permitia que ninguém andasse no veículo, situação essa contornada pela habilidade de minha mãe. Ela organizou fila com as oito crianças do meu tope e estabeleceu a regra do uso. Cada coleguinha daria uma volta completa no terraço, e eu, como era o dono, tinha direito a dose dupla. Convenceu-me que era vantajoso para mim.
Na semana seguinte, meu padrinho foi na nossa casa e fui convidado a demonstrar minha habilidade ao “volante”. Para me exibir, pedalei em alta velocidade esquecido que o terraço tinha fim e que no final havia dois batentes. Passei “voando”, me estatelando no chão, parando quase na calçada da rua. A visita terminou na emergência do hospital S. Francisco, com passagem posterior na clínica do Dr. Dalmir Peixoto, para raio X em um dos braços. Lembro que chorei muito, menos pelas escoriações e dores generalizadas, mas pelo temor de ter quebrado o estimado velocípede.

Dia 14 de Janeiro

Meu PC apresentou problemas. Estou  num Cyber sem saber dirigir as teclas. Um texto de Joaquim Pinheiro chegou truncado , e eu preciso que ele seja reenviado.
Pediria a minha amiga Stela usar  um outro e-mail: ayloan@gmail.
Como puderam perceber todos os colaboladores são também administradores.Possuem plena permissão para convidar e autorizar novos participantes, inclusive  mudar as configurações : cores, letras, fotos, layout, etc.
Vou vivenciar um velho sonho : Liberdade incondicional , num blog de amigos. As primeiras postagens referem-se ao salvamento de textos assinados por mim, que estavam  noutros espaços. Eles entretanto não teem maior importância do que cada postagerm, de qualquer um de vocês.
Tentei fazer um blog pessoal, mas minha natureza coletiva  falou mais alto.

Um grande abraço em todos que já fazem parte da sala. Amigos queridos, de todas as minhas horas.

José de Alencar - Uma lição de vida

(Recebido por e-mail)


"A humildade não está na pobreza,
não está na indigência,
na penúria, na necessidade,
na nudez e nem na fome".

Na semana passada, o vice-presidente da República, José Alencar,
de 77 anos deu início a mais uma batalha contra o câncer.
É o 11º tratamento ao qual se submete.

*Desde quando o senhor sabe que, do ponto de vista médico,
sua doença é incurável?

JA - Os médicos chegaram a essa conclusão há uns dois anos
e logo me contaram.
E não poderia ser diferente,
pois sempre pedi para estar plenamente informado.
A informação me tranquiliza.
Ela me dá armas para lutar.
Sinto a obrigação de ser absolutamente transparente
quando me refiro à doença em público.
Ninguém tem nada a ver com o câncer do José Alencar,
mas com o câncer do vice-presidente, sim.
Um homem público com cargo eletivo não se pertence.

*O senhor costuma usar o futebol como metáfora
para explicar a sua luta contra a doença.
Certa vez, disse que estava ganhando de 1 a 0.
De outra, que estava empatado.
E, agora, qual é o placar?

JA - Olha, depois de todas as cirurgias pelas quais
passei nos últimos anos, agora me sinto debilitado
para viver o momento mais prazeroso de uma partida:
vibrar quando faço um gol.
Não tenho mais forças para subir no alambrado e festejar.

*Como a doença alterou a sua rotina?

JA - Mineiro costuma avaliar uma determinada situação dizendo que
"o trem está bom ou ruim".
O trem está ficando feio para o meu lado.
Minha vida começou a mudar nos últimos meses.
Ando cansado.
O tratamento que eu fiz nos Estados Unidos me deu essa canseira.
Ando um pouco e já me canso.
Outro fato que mudou drasticamente minha rotina foi a colostomia
(desvio do intestino para uma saída aberta na lateral da barriga,
onde são colocadas bolsas plásticas),
herança da última cirurgia, em julho.
Faço o máximo de esforço para trabalhar normalmente.
O trabalho me dá a sensação de cumprir com meu dever.
Mas, às vezes, preciso de ajuda.
Tenho a minha mulher, Mariza e a Jaciara
(enfermeira da Presidência da República)
para me auxiliarem com a colostomia.
Quando, por algum motivo, elas não podem me acompanhar,
recorro a outros dois enfermeiros, o Márcio e o Dirceu.
Sou atendido por eles no próprio gabinete.
Se estou em uma reunião, por exemplo, digo que vou ao banheiro,
chamo um deles e o que tem de ser feito é feito e pronto.
Sem drama nenhum.

*O senhor não passa por momentos de angústia?

JA - Você deveria me perguntar se eu sei o que é angústia.
Eu lhe responderia o seguinte:
desconheço esse sentimento.
Nunca tive isso.
Desde pequeno sou assim, e não é a doença que vai mudar isso.

*O agravamento da doença lhe trouxe algum tipo de reflexão?

JA - A doença me ensinou a ser mais humilde.
Especialmente, depois da colostomia.
A todo momento, peço a Deus para me conceder a graça da humildade.
E Ele tem sido generoso comigo.
Eu precisava disso em minha vida.
Sempre fui um atrevido.
Se não o fosse, não teria construído o que construí
e não teria entrado na política.

*É penoso para o senhor praticar a humildade?

JA - Não, porque a humildade se desenvolve naturalmente no sofrimento.
Sou obrigado a me adaptar a uma realidade em que dependo
de outras pessoas para executar tarefas básicas.
Pouco adianta eu ficar nervoso com determinadas limitações.
Uma das lições da humildade foi perceber que existem pessoas
muito mais elevadas do que eu,
como os profissionais de saúde que cuidam de mim.
Isso vale tanto para os médicos Paulo Hoff, Roberto Kalil,
Raul Cutait e Miguel Srougi
quanto para os enfermeiros e auxiliares de enfermagem
anônimos que me assistem.
Cheguei à conclusão de que o que eu faço profissionalmente
tem menos importância do que o que eles fazem.
Isso porque meu trabalho quase não tem efeito direto
sobre o próximo.
Pensando bem, o sofrimento é enriquecedor.

*Essa sua consideração não seria uma forma
de se preparar para a morte?

JA - Provavelmente, sim.
Quando eu era menino, tinha uma professora que repetia
a seguinte oração:
"Livrai-nos da morte repentina".
O que significa isso?
Significa que a morte consciente é melhor do que a repentina.
Ela nos dá a oportunidade de refletir.

*O senhor tem medo da morte?

JA - Estou preparado para a morte como nunca estive nos últimos tempos.
A morte para mim hoje seria um prêmio.
Tornei-me uma pessoa muito melhor.
Isso não significa que tenha desistido de lutar pela vida.
A luta é um princípio cristão, inclusive.
Vivo dia após dia de forma plena.
Até porque nem o melhor médico do mundo
é capaz de prever o dia da morte de seu paciente.
Isso cabe a Deus, exclusivamente.

*Se recebesse a notícia de que foi curado, o que faria primeiro?

JA - Abraçaria minha esposa, Mariza e diria:
"Muito obrigado por ter cuidado tão bem de mim".

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Uma parábola

UMA PARÁBOLA


Você sabe a diferença entre o filósofo e o teólogo? O primeiro é o homem cego num quarto escuro procurando um gato preto. O segundo é o homem cego no quarto escuro procurando um gato preto que não está lá.
Essa historinha foi um teólogo quem me contou. Como sou poeta, vou meter o bedelho e continuar. O terceiro é o poeta: o homem cego no quarto escuro procurando um gato preto que não está lá, com uma pedra em cada mão.
O filósofo não encontra o que procura, mas sabe que está lá. O teólogo também não encontra o que procura, mas sabe que existe. O poeta é cego como os outros, porque todo homem é cego, mas bate uma pedra contra a outra e vê a iluminação no escuro. Saber que existe essa iluminação lhe basta.



Anais Nin



Anaïs Nin (21 de fevereiro de 1903, Neuilly, perto de Paris — 14 de janeiro de 1977, Los Angeles) batizada Angela Anais Juana Antolina Rosa Edelmira Nin y Culmell, foi uma autora nascida na França, filha do compositor Joaquin Nin, cubano criado na Espanha e Rosa Culmell y Vigaraud,de origens cubana, francesa e dinamarquesa. Anaïs Nin tornou-se famosa pela publicação de diários pessoais, que medem um período de quarenta anos, começando quando tinha doze anos. Foi amante de Henry Miller e só permitiu que seus diários fossem publicados após a morte de seu marido Hugh Guiler.


Não vemos as coisas como são: vemos as coisas como somos.
Anais Nin

É monstruoso dizer-se que o artista não serve a humanidade. Ele foi os olhos, os ouvidos, a voz da humanidade. Sempre foi o transcendentalista que passava a raios X os nossos verdadeiros estados de alma.
Anais Nin

A vida contrai-se e expande-se proporcionalmente à coragem do indivíduo.
Anais Nin

O único transformador, o único alquimista que muda tudo em ouro, é o amor. O único antídoto contra a morte, a idade, a vida vulgar, é o amor.
Anais Nin