por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



terça-feira, 31 de maio de 2011

um poema é pouco

um poema
é muito pouco
numa cidade tão grande

às vezes as horas passam
com uma rapidez defeituosa
além das palavras
com uma rapidez cansada
que há nas falas

numa cidade tão
grande não nego
um poema é quase nada
que se acaba
por entre as mãos
se desmancha no sol
se cobre com o pó dos telhados
de prédios cansados de olhares hostis

um poema é quase nada
em meio a tanto silêncio
cá entre nós a mais perfeita fronteira
que nunca se apaga

deveriam escrevê-lo
em minúsculas pedras
em cuja forma os olhos descrevem
as ondulações de um fio
mas para quem sabe vê-las
e vê-las é libertar-se do rio
que corre por dentro
com suas margens de vazio

altina siebra Para Socorro Moreira




Prezada amiga,

um misto de tristeza e saudade me envolveu ao saber da partida de D. Valdenora para outros caminhos que Deus lhe designou.
Conheci sua mãe nas minhas idas à casa de D. Ivone, de quem era cunhada. Apesar de ter convivido tão pouco com ela e de ter-me ausentado do Crato há bastante tempo, lembro, perfeitamente, do seu sorriso aberto, seu timbre de voz marcante e da espontaneidade e alegria ao comunicar-se com todos. Ela pertencia, como minha mãe e outras mães de muitos dos colaboradores do Azul Sonhado, à geração das Mães e Esposas em tempo integral. Preocupavam-se com tudo relacionado a orientação e educação dos filhos, sem esquecer da formação religiosa. Preparava o caldinho do marido com ressaca ou do chá para quando estava doente; o lanche e comida preferida de cada rebento, a roupa engomada, os sapatos engraxados, as unhas cortadas, a cabecinha limpa; além de dar conta da feira, da administração da casa e, ainda ter tempo de ser professora.
Com D. Valdenora vai um tempo gostoso do Crato, onde as famílias se visitavam e tiravam uma prosa nas calçadas de suas casas.
De tudo isto vocês, familiares, nada esquecerão, mas o que a fará mais presente em seus dias será o exemplo e todos os ensinamentos que lhes transmitiu e que se perpetuará por todas as gerações. Ela será eterna e estará velando por todos que ama.
Você, amiga, é da estirpe de sua mãe, lutadora, guerreira, saberá, portanto, superar, com dignidade, esta ausência física dela.
Que Deus a tenha!.

Um abraço fraterno

Tininha

abraço-te

soube agora da dor que sentes
da memória em chamas
então Sacerdotisa,
abraço-te com o mais
profundo carinho
...



Meus sentimentos.


do teu amigo,
Domingos Barroso.

A divina conformação - Emerson Monteiro

Na Palestina, depois que Jesus fora executado e as coisas pareciam retornar à antiga normalidade, um dos seus apóstolos, o de nome João, não se aquietava, a procurar canto, qual dizem dos que lutam e nada conseguem para aceitar as situações difíceis.

Durante semanas, sua vida era só amargura, sofrimento por cima de sofrimento. A ferida aberta com a perda do Mestre parecia crescer cada dia um pouco mais. Aonde seguisse, levava consigo a saudade imensa da presença divina, fugindo-lhe do ânimo o gosto de pelejar, e ninguém conseguia consolá-lo. Tornara-se, por isso, a maior preocupação dos amigos e familiares.

Alguém lembrou, então, de Maria de Nazaré, a quem devesse procurar, na busca de palavras de conforto, pois se revelara exemplo perfeito de resignação face à inominável tragédia que também lhe vitimara.

Destarte, João viajou ao lugar em que morava a mãe de Jesus.

Numa demorada conversação dos dois, a santa mulher indicou a João que chegasse ao Mar da Galiléia, porquanto, nas suas margens, acharia motivo suficiente de recobrar forças e firmeza de tocar adiante a vida.

João aceitou o conselho e buscou as praias daquele mar, em que permaneceu algum tempo. Relembrava os passeios felizes de vezes anteriores, absorto nos transes da dor. Certa tarde, preso à beleza das águas azuis, se deixava inundar de gratas recordações, quando avistou, deslizando em sua direção, no fino espelho das ondas, o vulto magnânimo de Jesus.

Um perfume de incenso raro, nessa hora emanava pelo ar, idêntico ao que experimentara junto da cova em que depositaram o santo corpo do Mestre, nas proximidades de Jerusalém.

Perante o inesperado fragor, quis esmorecer sob o peso das emoções ali vividas. Fechou os olhos, na mais fervorosa contrição, e ouviu nos refolhos da alma lacerada, translúcido, o falar do Verbo de Deus:

– Estimado João, jamais queira imaginar que habito longínquas paragens afastadas de quem amo. Saiba, no entanto e sempre, que quando alguém chamar com sinceridade ao seu lado estarei, na eternidade dos verdadeiros sentimentos, contra qualquer obstáculo; pois não há distância entre os que se amam.

Dali em diante, tocado pelos eflúvios da revelação inesquecível, o apóstolo se rendeu ao abençoado reencontro e entregou-se ao poder da conformação, para realizar o trabalho evangélico que viera cumprir na Terra.

Meus Sentimentos, socorro.

Querida amiga,

Sinta-me pertinho de você neste momento de saudade.
Por tudo que sei a respeito de D Valdenora, sei que cumpriu
na íntegra sua doce missão.

Abraços: Liduina.

POR EDILMA ROCHA SARAIVA


Mamãe Valda

Os filhos sabem,
que num momento difícil
podem chegar de mansinho
e contemplar a figura da mãe.
Ficam ali calados
num porto seguro...
Para os adultos
o seu olhar é ainda o mesmo de antes
embora existam rugas e cabelos brancos.
E quando no final do corredor comprido
aquela antiga cadeira está vazia...
Ficou ali apenas
a lembrança do afago de suas mãos
e o calor dos seus braços..
A figura da mãe se foi...
O tempo ficou diferente
o dia comprido,
a dor sufocada no peito
numa sensação esquisita...
Isso é dor!
A hora do adeus... e até breve...
Envolto no azul sonhado
a lembrança da mãe Valda...
Momento para refletir na razão da vida
e no seu tempo tão curto...
Ficaram os exemplos,
de luta, determinação e renúncia...
Naquele porta retrato
a imagem eternizada
Mamãe Valda !

EDILMA




O anjo de Guarda- Por Mônica Buonfiglio




Seu anjo de guarda pessoal está junto de você desde seu nascimento, e ali permanecerá até a hora de seu desencarne. É ele quem irá orientar você em seu próximo estágio de aprendizado do Eu superior, para um possível retorno à Terra.

Os anjos são seres inteligentes, lembra-se? Então, para entrar em contato com seu anjo da guarda, você não pode se fragilizar perante ninguém, e deve pensar. Mas pensar em coisas boas, é claro. Quando pensa, você está com Deus, e faz uma ligação com o elo mental de seu anjo. O que acontece então? Segundo os textos angelicais, os anjos não têm memória. Existe um lugar chamado memória káustica, que armazena todos os pensamentos da humanidade. Seu pensamento demora dois dias para chegar até essa dimensão. Quando, finalmente, o anjo recebe seu apelo, ele começa a trabalhar para a obtenção daquilo que você pediu, fazendo com que tudo aconteça aqui na Terra, como se fossem coincidências. Por isso, é muito importante não comprar briga com qualquer pessoa.

Nossos anjos, além de inteligentes, são também muito sensíveis. Quando agimos com infidelidade, nós os magoamos muito. Ele saem de perto de nós e vão para o plano astral, esperando o momento em que paramos de sofrer. Uma atitude positiva diante da vida facilita muito o trabalho deles. Aliás, uma atitude positiva diante da vida facilita tudo, e não só nosso contato com eles e o desempenho de seu trabalho. Quando estamos otimistas, nossas auras se expandem e o contato fica mais fácil. Através de nossos sonhos ou de nossas mentes, nosso anjo nos intuirá para o caminho certo, aquele que devemos seguir.

A melhor maneira de conversarmos com nosso anjo da guarda é sendo criativo. Não fique "mendigando" para o seu anjo. Converse com ele como se estivesse conversando com uma criança, sem pressionar nem cobrar resultados.

Existem muitas formas de se pedir algo ao nosso anjo de guarda. Você pode fazer uma prece (apenas pensar ou falar em voz baixa o que você deseja), ou fazer uma oração (falar em voz alta).

Pode-se, também, usar o correio angelical, que é feito da seguinte forma: primeiro defina o pedido ou pedidos a serem feitos. Depois, redija uma carta, dirigindo-a a seu anjo de guarda: "Ao meu anjo de guarda (nome do anjo) ou ao anjo supremo". Coloque nela os seus pedidos, enumerando-os, caso você queira. Não se esqueça de incluir a frase: "Para o bem de todos os envolvidos". No final da carta, escreva: "Bendito é o meu desejo, porque ele é realizado". Feito isso, abra sua Bíblia no salmo 91, e coloque ali a carta com os pedidos, deixando-a ficar por sete dias. Faça as orações que desejar, durante os sete dias, lembrando-se que toda oração é boa, se feita com fé. No oitavo dia retire a carta e queime-a. O ato de queimar o papel faz com que você invoque as forças dos elementais do fogo, e a fumaça transforma seu pedido em essência, levando-o para outra dimensão. Jogue as cinzas embaixo de uma árvore frondosa ou em um jardim.

Monica Buonfiglio

A maior saudade - Por : Rosa Guerrera



...A maior saudade que existe, não é aquela da infância que se foi nem dos amigos que partiram, nem da carícia de nossos pais ...hoje tão longe de nós .A maior saudade é aquela que se estampa no espelho da vida retratando a nossa realidade nos dias de hoje. É a SAUDADE do abraço que não demos, das nossas mãos que se fecharam no momento do perdão, saudade do sorriso que negamos, das palavras que faltaram, das canções que esquecemos de cantar ... Saudade do colorido que apagamos, das poesias que rasgamos, do jardim onde deixamos murchas rosas e orquídeas, do rio que nos esquivamos de mergulhar, do sol que não soubemos aproveitar o seu calor. Saudade das estradas que não nos interessamos em desbravar, dos tempos que partiram e não soubemos vivê-los.. Enfim, a maior de todas as saudades, é aquela quando a gente reflete, e finalmente entende que tudo isso possui apenas um nome : Saudade de NÓS.

rosa guerrera
foto : Fábio Vasconcelos

Clausura - Por Rejane Gonçalves



Fiquei guardado dentro das paredes redondas sem ver o mundo e descobri que, por mais que me pusesse na ponta dos pés aguacentos, os tijolos estariam ainda a um palmo acima de mim.
Antes do confinamento, uma camada de lama fina, mingau ocre, por vezes vermelho, marrom, estagnava-se ao meu redor e não ligava a mínima para minhas intromissões em seus domínios. Eu podia brincar com as flores do cajueiro, que despregadas pelo vento, deslizavam naquela gelatina escura, andar sobre ela, ou até entrar nela, mexê-la para lá e para cá como se eu fosse uma colher de pau a desandar um angu.
Desenvolvi nesse tempo um apurado senso de observação, que me fazia saber de imediato a quem pertencia o pé que deixara suas marcas nas margens já meio endurecidas da lama, se era de homem ou de mulher, se andava apressado ou devagar. Houve dias em que nomeei, com todas as letras, o dono ou a dona do pé. Tornei-me com a anuência de todos um profundo conhecedor de pegadas.
Meu olho tem cílios que se expandem, muitas vezes ultrapassam a fina camada de lama e desenham um círculo azulado e lacrimoso em torno dela. Do alto, é como ver um ovo a fritar, quebrado numa frigideira, a gema no centro, a clara densa, derramada por sobre a gema e por todos os lados, um lençol que embora cumprisse a sina de cobrir, o fizesse com transparências.
Quando recolho os cílios, deixo nos lugares, por onde eles se estenderam, berços de umidade que podem servir de nascedouro e abrigo às plantinhas diáfanas, às penugens verdes que farão cócegas nos pés das mulheres que se debruçam sobre mim e abrem minhas pestanas, para ver se estou vivo ou morto. Elas seguram pequenas panelas arredondadas, mergulham essas panelas dentro de mim, uma, duas, três, várias vezes. Dias há em que são muitas as mulheres. Não me dão descanso. Nem me sobra um tempo para fechar e abrir o olho, umedecê-lo, descansá-lo. Depois da saída da última mulher eu fico parado, me privo de qualquer movimento, evito a formação de bolhas, fujo das ondulações. Sereno. Porque me assalta o pavor do olho seco. Um olho precisa estar molhado, disto eu bem sei, nem que seja à custa de colírios.
Desde que fiquei preso no meio desse muro redondo, não tenho mais contato com a lama, não afago as flores empapadas do cajueiro e quase mulher nenhuma, ou mesmo homem me procuram. Ao terminar a construção da pequena muralha, os operários tocaram-me com o respeito próprio dos devotos e no meio deles um, que parecia chinês, não parava de fazer reverências, de sorrir, em frente à ponta da muralha que se unira com unhas e dentes à outra ponta. Estava finalmente concluída. E eu protegido. Preservado.
No meio da mata silenciosa, viúva de tantos animais, semi-vestida, cada dia mais nua, eu era apenas um olho. Um olho d’água. Livre.


Rejane Gonçalves

Estudos mostram que oração ajuda na cura de doenças graves- Colaboração de Stela Siebra Brito




A influência da fé na cura das mais diversas doenças é uma realidade entre médicos de todo mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo, há mais de 10 anos exige-se que todos os programas de residência para psiquiatras incluam no currículo questões religiosas e espirituais. No Brasil, embora a questão ainda seja tratada com cautela, muitos médicos já admitem ter testemunhado casos impressionantes que a ciência não tinha como explicar.

Segundo revela o Instituto de Pesquisas Psíquicas Imagick, estudos científicos em torno da cura pela fé começaram com o médico americano Harold Koenig . Ele e sua equipe concluíram que, ao rezar, pacientes religiosos controlam indiretamente suas doenças. 'Acreditam que não estão sozinhos na batalha e que Deus está cuidando pessoalmente deles. Isso os protege do isolamento psicológico que domina a maioria dos doentes.

Em um estudo com 455 idosos internados, Koenig observou que a média de internação dos que frequentavam a igreja mais de uma vez por semana era quatro dias. Já os que iam raramente ou nunca chegavam a passar até 12 dias hospitalizados.

Outra pesquisa, feita pela Faculdade de Medicina de Dartinouth, revelou que a probabilidade de pacientes cardíacos morrerem após a cirurgia era 14 vezes maior entre os que não participavam de atividades religiosas. Em seis meses, 21 morreram. Já todos os 37 que se declararam extremamente religiosos tiveram alta.

O médico Herbert Benson, da Faculdade de Medicina de Harvard, afirma que o estresse é responsável por pelo menos 60% das doenças que atingem o homem moderno. Além disso, faz o organismo produzir o agente inflamatório interleucina-6, que está associado a infecções crônicas, diabetes, câncer e doenças cardiovasculares.

Segundo o médico, ao rezar ou meditar seguidas vezes, o paciente atinge um estado de relaxamento capaz de reduzir o impacto dos hormônios no organismo. A oração continuada desacelera os batimentos cardíacos, o ritmo de respiração, baixa a pressão sanguinea e reduz a velocidade das ondas cerebrais, melhorando a condição física. Ele comprovou que pessoas que raramente iam à igreja tinham altos níveis de interleucina-6 no sangue, enquanto nos frequentadores assíduos esses índices eram significativamente mais baixos.

Diário de São Paulo – 16/09

Um ramalhete especial! Assinado: seus colegas do S.João Bosco.


Senti-me criança, aprendendo a lidar com a dor da perda. Lembrei o rostinho de todos os meus colegas de tempo de escola.De repente o medo da orfandade se dissipou: era fato!
Não importa a idade , a impressão é que estamos soltas de um útero amoroso, e que temos o nosso próprio destino.
O sentimento mais especial que existe é a amizade.
Diferente do amor (exceto o incondicional), que tem presente, passado e futuro, enquanto verbo.
Mas falemos de eternidade. O amor incondicional e os amigos, caminham juntos eternidade afora.
No plano material, olho os  bisnetos da minha mãe, e sinto que ela é deveras eterna, em todos os planos. 

Socorro

Recebi o inesperado : carinho em profusão. Sinto que não sou, nem estou sozinha. Obrigada, queridos!

Cara Socorro,

ficamos todos abatidos com sua perda.Difícil imaginar que acabamos por perder uma das únicas pessoas que podíamos contar para tudo nessa vida. Mas sei que vc mais uma vez encontrarà forças para sobrepassar mais esse obstáculo. Força !

 Zé Flávio e Fabiana

Socorro,

Meus sentimentos.

Agraço,

Emerson.

Oi menina.

Eu até que teria algumas palavras, tais como: " Lamento ter que dizer: - enfim ela descansou" ou ainda:
"Agora temos mais uma mãezinha no céu intercedendo por nós." Palavras que, infelizmente, nem amenizam a
dor nem matam saudades. Então, esqueçamos as palavras, conte comigo sermpre e sinta meu abraço bem
forte, extensivo a toda a família. Qeu Deus lhes dê forças pra enfrentar com sabedoria a falta que ela fará.
Beijos, com carinho e com saudades.

Mariade Jesus Andrade
Tomei conhecimento da sua dor e é por isso que aqui estou para te abraçar.Sei ,entretanto, que uma criatura como você , tão abençoada, forte no amor e na poesia vai saber lidar muito bem com essa perda. Não é um momento fácil mas certamente uma das maiores oportunidades que temos para crescermos na confiança e na esperança em Deus. Estou de cá pedindo a Ele proteção e conforto para você e toda sua família.
Meu carinho é todo seu
Abraços
Márcia

Socorro,
também estou sem palavras com o falecimento de dona Valda. Pode parecer clichê, mas a vida é mesmo assim. Espero que Deus cubra todas vocês com muito conforto e abnegação, pois essa é a Sua vontade. Estou rezando por ela.
Qualquer coisa, estou aqui.

Luiz Pereira

Socorro,

Cheguei há 5 minutos de Barbalha e na hora em que entrei em casa o telefone tocou. O primeiro ímpeto foi sair e lhe procurar para dar um abraço, mas não consegui saber onde vc estava. Em todo caso, receba nossa solidariedade junto com a absoluta certeza que D. Valdenora está em local bom e em excelentes comapnhias. Abraços

Joaquim Pinheiro


Cheguei! Convocado pela ausência manifesta na voz da filha. Que a filha é como finalidade de uma mãe. De uma mãe em expansão, sobretudo amor. Amor é o lento mover de grãos ao soprar do desejo de permanência no tempo e no espaço. A permanência que também é mover-se num teatro de eventos inventados e outros manifestados. O tempo que é esta regra de finitude. O espaço que é constituído partes da permanência e do tempo. E os três juntos e mais suas fusões são a filha que ama a mãe que ama a filha e ama a mãe. Neste eterno mover-se de grãos soprado no interregnos dos lapsos de presença. Ou seja, da ausência manifesta na voz da filha.



Com palavras e sentimentos,



José do Vale, Tereza, Raul, Ruy, Sofia, Laura e Claudia.



SOCORRO, QUERIDA AMIGA E PRIMA, RECEBI A NOTICIA DO PASSAMENTO DA NOSSA ESTIMADA E CARINHOSA VALDA, O RONALDO ME AVISOU POR TELEFONE.
ESTOU TRISTE.
A CLÃ DOS LIMA LÁ DO CÉU RECEPCIONOU ELA COM CARINHOSA ALEGRIA:, TIA BIBIA, BAZINHA, MAMAE ROSALIA, ALDENORA, ROSALI. ALMERY. FLAVIO, HUMBERTO, RIBAMAR, MAE CANDINHA, NOSSA ELEGANTE SINHÁ, TIO CHIQUINHO, MOREIRINHA, MEU PAI VICENTE, TIO DIÉ, TIO LIMA, E TANTOS OUTROS DA CLÃ PERSONAGENS QUE PERTECERAM E PERTECEM A NOSSA HISTORIA DE FAMILIA ESTÃO AO SEU LADO LHE GARANTIDO PAZ, E VIDA ESPIRITUAL TRANQUILA DE LUZ E AMOR FRATERNO NO AFETO DO NOSSO PAI JESUS E NO AMOR DO ESPIRITO SANTO.

MEU CARINHOSO E FRATERNO ABRAÇO DE APOIO E SAUDADE, A VOCÊ, CATARINA, VERÔNICA , ZÉLIA, ALFREDO E TODOS OS DEMAIS DA FAMILIA.

BEIJOS E ABRAÇOS FRATERNOS DE LOURDES, ANDRE VICENTE E FAMILIARES.

Edmar Lima Cordeiro

Abracei pessoalmente inúmeros amigos, e seria impossível citar tantos nomes.
Descobri que tenho tantos primos afastados... Mas eles estavam lá pela "Tia" querida; os amigos da minha mãe, o povo da Batateira , a quem ela acolhia, e cuidavam dela, ao lindo de todo tempo de vida .

A DOR PESSOAL JUNTA-SE Á DOR DE TODOS QUE A AMAVAM. 

IMAGINO-A , AGORA, LUZ INTENSA ... A MOSTRAR-ME O MEU PRÓPRIO CAMINHO. 
ACHO QUE NESTE MÊS QUE SE APROXIMA FALAREMOS DA VIDA, SEU CURSO NORMAL, RELEVANDO AS PERDAS E TRANSMUTANDO AS DORES.

O "AZUL SONHADO"- QUE SEJA SEMPRE UM PORTO DE INFORMAÇÕES, E ENCONTROS  FELIZES!

Abraços.

As manifestações de solidariedade e carinho, muito me comoveram!




israel batista disse...

Querida Socorro meu pesar o nosso Deus que é nosso criador há de te confortar, força querida você supera essa, conte com os ombros amigos desses nossos bogueiros que admira muito esse blog
30 de maio de 2011 00:17

Magali de Figueiredo Esmeraldo disse...

Querida Socorro,

O nosso abraço de solidariedade.

Carlos e Magali
30 de maio de 2011 12:30

Marcos Barreto de Melo disse...

Socorro,

Estou solidário a você neste momento dificil de sua vida.
Abraço,

Marcos
30 de maio de 2011 14:27

Anônimo disse...

Hoje uma chama se apagou. Uma chama que brilhava em seu silêncio de amor. Uma luz que se fez mãe. Uma mãe que trazia, em suas mãos, a marca do tempo. Os sacrifícios que a vida lhe fez dedilhar. Mãe de olhar sereno. Mãe de abraço macio. Mãe abnegada.


Dizem que mães são anjos. Que protegem, que olham, que cuidam, que se doam. Um dia, com a missão cumprida, Deus vem levar de volta esses anjos, para que os dias lhe sejam menos dolorosos, para marcar o tempo dessa caminhada pelo mundo e para que este se constitua apenas numa testemunha de sua passagem terrena pela vida.


Mas eis que chega o dia de voltar para o Pai. É um chamado definitivo. A hora de ter de volta em si esse universo imenso, essa certeza infinita e tardia de que somos parte desse todo e que é hora do retorno, do adeus ou da chegada.


E novamente segue esse anjo para outras paragens. Livre. Transparente ser que somos, sob as bênçãos do Pai.


Um abraço filial a esta que foi mãe a vida inteira – Dona Valda ( Valdenora)




Claude – por todos os que fazem o Cariricaturas

30 de maio de 2011 15:34

Rosemary Borges Xavier disse...

Socorro,
Não nos conhecemos pessoalmente (mas um dia irei aí), pois sempre penso: o porque de estar compartilhando algo com pessoas que nunca convivi, não sei se terei respostas. Estou aqui deixando um abraço à você e a todos os seus, olhando a foto ao lado, vejo um laço eterno que nunca se desfazerá. No Universo não tem porta, não tem janela, não tem teto, não tem chão, não tem parede,mas tem a mão do Criador, estendida, para nos dar o apoio deste retorno. Feliz é quem vem e quem volta levando uma bagagem de VIDA. PAZ no teu coração, que assim seja.

Rose
30 de maio de 2011 16:17

Anônimo disse...

Minha amiga, receba meus sentimentos por sua perda que considero minha também. Nos sentimos sós durante nossa vida em várias ocasiões, mas quando perdemos nossos pais é que conseguimos dimensionar a real solidão. Por favor, lembre-se que estamos, eu e seu inúmeros amigos, para lhe acompanhar por sua tão bonita passagem por aqui.
Tudo que ouvi sobre sua mãe mostrou o grande ser humano que ela foi e a matriarca que sempre será nos corações de seus filhos, netos e bisnetos.
Um grande beijo
Beatriz
30 de maio de 2011 17:24

Dihelson Mendonça disse...

NOTA:

A morte de um familiar dessa magnitude é uma tragédia imensa. Há poucos dias eu perdi a minha prima mais querida, que era como uma irmã para mim, pois crescemos juntos, e até hoje ando abalado com isso. Posso compreender perfeitamente a dor dos familiares, pois já perdi o meu PAI também em situação de sofrimento terrível.

Nessa hora difícil, levo minhas condolências à todos os membros da família, especialmente à Socorro Moreira, e creio que posso falar pelos nossos outros irmãos do Blog do Crato, ao mesmo tempo em que quero lembrar que para nós que temos fé, que acreditamos, existe um criador e nós somos as criaturas. Temos que crer no que dizem as escrituras sagradas, que para Deus, todos estão vivos, e um dia ressucitaremos.

Com certeza, D. Valdenora está no seio do pai, em lugar aonde o sofrimento não poderá mais alcançá-la. E nosso Deus, em sua imensa bondade, há de agora, recebê-la em sua nova morada celestial, com o convívio de todos os que foram antes, até o dia em que nós outros nos reuniremos também, afinal, esta aqui é apenas uma dentre nossas muitas existências.

Nesse momento de dor, de aflição, desejamos que Deus dê aos familiares a conformação, a esperança e a Fé. Essa dor nunca passará totalmente, mas com o tempo virá a certeza de que ela não morreu, de que apenas mudou de endereço e que continua velando por todos os seus filhos, com a mesma dedicação, guiando-os pelo caminho da retidão e do amor.

Desejamos Força e Fé nessa hora difícil a todos os familiares.

Hoje uma chama não se apagou, ela apenas mudou de endereço, de lar, e foi para um lugar bem melhor do que esse nosso mundo de sofrimentos, de angústias, para um lugar reservado aos justos, para viverem com alegria e plenitude ao lado de Deus. É preciso crer acima de tudo, que a morte não existe, e que apenas trocamos de corpos e de planos.

Dihelson Mendonça
Em nome do Blog do Crato.
www.blogdocrato.com
30 de maio de 2011 18:57

Aloísio disse...

Socorro,

Minha solidariedade neste momento de perda irreparável, mas sempre hão de vir forças para superar esta grande dor.

Abraços
Aloísio
30 de maio de 2011 19:06

Emília disse...

Socorro, Pai de Bondade, a toma no teu colo, consola, nessa hora em que perde seu maior e eterno amor.
Um abraço de mainha, e um abraço meu, todo especial!
30 de maio de 2011 21:57

José de Arimatéa dos Santos disse...

Socorro,
Nesse momento tão difícil para você eu só tenho uma palavra:
Força!
30 de maio de 2011 23:41
socorro moreira disse...

Amigos,

Sinto-me comovida , agradecida e confortada com tantos abraços de amizade e soloidariedade.

Qualquer hora , volto ao meu normal.
O espírito de luto é substituído pelo de "luta", como bem colocou Zé do Vale.

Abraços em todos vocês.
31 de maio de 2011 08:34
A primeira casa em que morei, quando cheguei ao Crato foi na casa de dona Valdenora. Que pessoa doce! Me recebeu como se recebe um filho. Me senti logo em casa. Sempre me impressionou a capacidade de receber e acolher que algumas pessoas têm. D. Valda foi grande exemplo disso. E também de força, determinação, compreensão e aceitação da vida. Uma pessoa de fé! uma pessoa de bem e do Bem.
Uns dias atrás me lembrei do Crato que gosto, com tanta saudade... vontade de ver as pessoas, falar sobre o tempo e a vida... Assuntos de quem mora na mesma rua... E pensei em D. Waldenora. Não sei porque, vi sua imagem simpática, atenciosa. Tive vontade de falar com ela...
Junto meu sentimento, ao sentimento de suas filhas e filho, netos e netas, e todos os familiares, e agradeço por termos merecido conviver com pessoa tão querida. D. Val, doadora de vida. É assim que a vejo.
Minha irmã, meu coração está de luto!

João Nicodemos

“Eles” tão chegando – José Nilton Mariano Saraiva

Comprovada e irremediavelmente falidos em termos econômicos, enfrentando um avassalador, descomunal e corrosivo processo de decadência, inclusive moral e ética, mesmo assim a nação americana (EE.UU.) se nos apresenta (ainda) como uma das maiores potências do mundo em termos técnico, científico e poderio bélico.
Como, no entanto, a “fonte” que sustentava tudo isso - suas reservas petrolíferas - rapidamente se exauriram em função da “farra” e mau uso durante décadas (seu consumo interno sempre se manteve nas alturas, resultando infrutíferas todas as tentativas de diminuí-lo) bem como ainda não se consolidaram quaisquer outras fontes alternativo-substitutas, no médio prazo, há, sim, a possibilidade iminente de um “stop” da atividade produtiva do próprio país, dentro de certa brevidade.
Portanto, pra que se mantenha a máquina em funcionamento há o imperioso desafio de “encontrar”, "extrair" ou “tomar de conta” de reservas petrolíferas, onde houver petróleo abundante e em excesso (além mares e preferencialmente no Oriente Médio), senão este que ainda é um dos países mais poderoso do mundo inexoravelmente irá à lona, restará nocauteado.
Para a consecução de tal desiderato, uma das mais eficientes armas utilizadas até aqui tem sido a distorção de informações, propagadas por uma mídia amestrada e dócil, espalhada pelo mundo, que tem papel preponderante na fixação do uso de certos métodos heterodoxos de “convencimento”, objetivando sejam atropelados ou aniquilados aqueles que se lhes postarem à frente, ou, até mesmo, os que ousem contestá-los ou confrontá-los (desde quando, por exemplo, os americanos respeitam esses tais fóruns coletivos internacionais tipo a OTAN, ONU, G-8 e tal, quando resolvem que têm de intervir mundo afora ???).
Assim, nada mais conveniente e apropriado (pra eles, americanos) que tentarem difundir e manter o galardão de “xerifes” do mundo, defensores da raça humana, protetores dos desvalidos, última reserva moral do planeta, solução para todos os males dos terráqueos, mesmo que a sua inescrupulosa e belicista prática diária se contraponha a tal teoria; necessário, para tanto, a provocação e manutenção indefinida de um “conflitozinho” básico com um país periférico qualquer (contanto que abarrotado de petróleo) a fim de que, quando a coisa apertar mais e se tornar necessário (como agora, com o Irã e outros países do Golfo Pérsico), possam desestabilizá-los, descredenciá-los, jogá-los às feras, pô-los contra o resto do mundo e, alfim, invadi-los e tomar de conta das suas portentosas reservas minerais.
Afinal, quem não lembra do recentemente ocorrido no Iraque (lá mesmo, vizinho ao Irã), quando os "gringos", sob o fajuto e inconsistente argumento da existência de letais armas químicas com potencial de destruir a própria humanidade (que, desde o começo desconfiava-se, e posteriormente comprovou-se tratar-se de uma deslavada mentira) acionaram sua mortífera e poderosa força bélica, ao custo de bilhões de dólares e milhares de vida humana) com o objetivo único e exclusivo de apoderar-se das portentosas reservas petrolíferas iraquianas, como realmente aconteceu ??? Para tanto, não tiveram nenhum escrúpulo de antecipadamente “anunciar”, para posteriormente executar a “caça”, “julgamento” e “assassinato” em tempo recorde (na forca e com transmissão ao vivo e a cores para todo o planeta), do presidente Saddam Hussein (ou alguém tem dúvida que aquilo ali foi um verdadeiro assassinato, mesmo se sabendo tratar-se de um ditadozinho de quinta categoria) ??? Aquilo foi ou não uma “interferência indevida” em assuntos internos de uma nação independente ???
E a próxima vítima da “imperial” determinação americana deverá ser a nossa vizinha e sofrida Venezuela (dona de uma das maiores jazidas petrolíferas do mundo), daí a midiática e avassaladora satanização do Chávez (sem dúvida um outro ditador perigoso), de par com a suspeita e providencial instalação de bases militares na Colômbia, sob o falso argumento de combate aos narcotraficantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
É imprescindível, pois, que os “sul-americanos” nos cuidemos (o Brasil, em particular), que tomemos nossas precauções, nos mantenhamos de olhos abertos, preparemo-nos pra botar a boca no trombone, porque, quando o nosso pré-sal estiver em sua capacidade plena, quando nos tornarmos exportadores do “ouro negro”, eles já estarão por aqui, na vizinhança, à espreita, esperando pra dá o bote mortal (a propósito, lembram da Base Espacial de Alcântara, no Maranhão, que quase lhes foi entregue de mão beijada por FHC, e onde os brasileiros seriam proibidos até de entrar ???).
Ou alguém tem alguma dúvida de que o deslocamento da 4ª frota naval americana para “exercícios” no “Atlântico-Sul” não guarda um objetivo muito bem definido, tal qual acontece com os navios “yankes” ancorados nas cercanias do Irã ??? Por qual razão não se metem com a Rússia, que se acha assentada e também “nada de braçadas” num mar de petróleo ??? Será que o arsenal nuclear russo os assusta tanto ???
Fica, pois, o alerta: cuidado, muito cuidado, eles tão chegando (e não se trata de nenhuma invasão alienígena).

segunda-feira, 30 de maio de 2011

LUTO - José do Vale Pinheiro Feitosa

As palavras não são apenas os símbolos gráficos e as verbalizações. Elas conduzem a vida assim como o sangue a circular. Traduzem sentimentos e memórias, estes igualmente a seiva, o estrato do ser humano e que por vezes transformamos em extrato e carregamos para exalar em gotas.

Aquela que mais sentimentos e memórias me aplicam é a palavra “luto”. A tristeza profunda pela morte, pela separação sem retorno. E neste sentido o quanto acrescenta de tempo para manifestar os sinais desta tristeza. Entre nós o preto, com os japoneses o azul e o chinês o branco. E aí a minha tristeza se coletiviza não como a soma de todas as tristezas, mas como a contradição da minha tristeza, uma vez que o branco é o oposto do preto e o azul o sonho em construção.

Como serão os próximos tempos sem aquele ente de amor? Quando precisar uma palavra, trocar uma idéia e não for possível a não ser dentro da minha memória? Será que a solidão conseqüente ensinar-me-á a sorver o medo que já antevia e aconteceria, pois com todos isso era verdade?

E aí as perguntas já estão migrando o evento de dor para outra acepção da palavra luto que é a argamassa muito resistente tanto aos ataques externos como o fogo, quanto para manter os conteúdos que não podem escapar.

Porém, mais do que tais substantivos vamos encontrar a primeira pessoa do presente do verbo lutar: eu luto.

sábado

poesia de qualquer jeito
é assim que deve ser
dê no que der
poesia nas ruas do centro
mendigos nas calçadas
a vida por dentro
de vidas reviradas
samba na são joão
no anhangabaú
pandeiro e cachaça
depois só o chão
como última graça
poesia nua e crua:
paredes monstruosas
da cidade nua
mas é preciso olho
tarimbado em caos
mãos de metal
lábios de gelo
sempre mais perto
sempre mais perto
assim meu nego

AGRADECIMENTOS DA AFAC-ASSOCIAÇÃO DOS FILHOS E AMIGOS DO CRATO

A AFAC – Associação dos Filhos e Amigos do Crato, informa aos seus associados e aos caririenses residentes em Fortaleza, que já entregou ao Batalhão do Corpo de Bombeiros em Crato, todo o material recebido como doação para distribuição às vítimas das enchentes no Crato.

Foram arrecadados quase 400 kg de alimentos não perecíveis(perto de meia tonelada), 193 peças de vestuário masculino e feminino, toalhas de banho, lençóis, bonés, meias, cintos e calçados.


A AFAC – Associação dos Filhos e Amigos do Crato agradece a todos os caririenses que nos ajudaram com doações, o grande apoio recebido por parte da AUDITECE - Associação dos Auditores Fiscais do Tesouro do Estado do Ceará, a José Airton Brasil e Amarillo Santana da SEFAZ, a toda a diretoria da AFAC, ao Lyons Clube de Fortaleza e a Casa do Leão, à UNIÃO CARIRI – União das Associações dos Filhos e Amigos do Cariri, ao Corpo de Bombeiros sediado em Crato, Defesa Civil em Crato, ao humorista cratense Luciano Lopes (LUANA DO CRATO) e ao Sr. Arnaldo Lima (músico cratense) Antonio Mapurunga, e Capitão Sobrinho(Corpo de Bombeiros do Crato).

Agradece

A AFAC – Associação dos Filhos e Amigos do Crato
A Diretoria

domingo, 29 de maio de 2011

Minha irmã,
meu coração está de luto!

nota de falecimento

É com pesar  que comunicamos o falecimento da Sra Maria Valdenôra Nunes Moreira , genitora da nossa querida Socorro Moreira.
À família nosso abraço de solidariedade.
Jõao Marni e Fatima

Um amigo leve- Danuza leão - Colaboiração de Eurípedes Reis




É SEMPRE ASSIM: com tanto para fazer e sem tempo para nada, a gente acaba negligenciando um monte de coisas, entre elas nossos afetos.
E como os sentimentos não sobrevivem sem uma certa atenção, um dia se começa a achar que o coração não consegue -e nunca mais vai conseguir- gostar, ou ao menos sofrer por alguém.
Mas o tempo passa, aquele amigo que a gente via o tempo todo viaja e um belo dia você sente saudades dele. Preste atenção: esse fato é mais merecedor de uma comemoração do que qualquer data querida. Ter saudades de um amigo, há quanto tempo isso não acontecia? Ah, que coisa boa.
Uma simples saudade faz com que você se sinta viva, mesmo que sejam saudades apenas de um amigo -como se um amigo pudesse ser chamado de "apenas". Mas tantas vezes você amou apaixonadamente, e quando ele fez uma viagem sentiu um alívio, até para descansar de tanta paixão e poder se encher de cremes, sem ele por perto para reclamar? E tem melhor do que de vez em quando ter aquela cama enorme só para você, e até dormir com a televisão ligada?
Ter um amigo é coisa muito boa, e sendo um que não te patrulha, não te inveja, não te analisa nem discute a relação, é bom demais -e raro. Um amigo tão bom que te aceita do jeito que você é, que não faz perguntas indiscretas, que te entende e está por ali sem ser, jamais, invasivo. Você sabe de certas particularidades dele, ele das suas, mas delas não falam, só quando é necessário. E com pouca intimidade.
O excesso de intimidade pode ser fatal, mesmo entre mãe e filho, marido e mulher. A intimidade física não é nada, perto da dos pensamentos e sentimentos. Pode ser pior do que ouvir a pergunta "em que você está pensando?". Pode sim: é quando alguém tenta analisar a razão pela qual você disse ou fez determinada coisa num determinado dia, pretendendo, assim, conhecer você melhor do que você mesma se conhece.
Um distanciamento saudável é indispensável às boas relações humanas.
Qual a primeira qualidade que deve ter um amigo? Bem, além das clássicas, como lealdade, fidelidade, discrição sobre as intimidades que ouviu nas horas do aperto, disponibilidade para escutar as histórias, bom humor, e mais o quê? Leveza. Ter um amigo leve é uma benção dos céus.
Não espere dele considerações sobre a vida e a complexidade dos sentimentos humanos, mas ninguém será melhor companhia para jantar, viajar, conviver, do que um amigo leve. Já pensou, passar três dias seguidos com um amigo profundo? Se estiverem tomando banho de mar, ele pode se lembrar do tempo em que era criança, falar da relação que tinha com a mãe e o pai, e daí para cair no divã é um pulo; eles gostam de falar como são tolos os banqueiros e políticos, que só pensam em dinheiro e poder e não compreendem que a vida real etc. etc., quanta profundidade.
Com essa mania, quando estão numa rede em frente à praia, comendo um camarãozinho frito e tomando uma cerveja estupidamente gelada, se esquecem de que nessa hora o bom é não pensar em nada.
É isso que faz um amigo leve; ele não diz nada, apenas usufrui a vida, e quem tiver a sorte de estar perto dele vai ter momentos de grande felicidade - ou pelo menos quase isso.
Com um amigo assim, até a vida fica mais leve.

TEMPO


“Como o homem seria desgraçado se não tivesse o dom maravilhoso de imaginar, de fantasiar, de sonhar! O que teria sido de mim se todo eu estivesse amarrado a este quotidiano doméstico e social! Mas não. Desde criança que sei que há um reduto inexpugnável: a clandestinidade do espírito."(Miguel Torga)

Muito tenho meditado sobre o tempo e sua não linearidade. Ora, as coisas são contadas por nós mas esta numeração é subjetiva embora pareça exata. Conheço gente de vinte anos mais travada ou impedida do que alguns de oitenta e seis, tendo meu pai como exemplo. Sei de mulheres que vivem uma relação tão solitária e desamorosa que, só quando esta se acaba, é que começam a experimentar verdadeira experiência amorosa com a vida. Ou seja, pode –se , em uma semana, ou até mesmo num dia , viver uma intensidade , um gozo, uma plenitude emocional que os trinta anos anteriores não foram capazes de proporcionar. Há assuntos nos quais me sinto com 5 anos de idade, outros, 180, noutros, um mês. Se para se mudar uma vida basta um dia, esta é única compensação que temos para o inevitável tempo perdido. Minha estratégia é alinhar-me a ele, ao implacável Tempo rei, sabedora de que ele não para e não espera ninguém. Tento ir junto, saboreando o presente, criando alternativas que o otimizem e me adiantem umas “casas” nos departamentos onde o perdi.
Lembrei –me agora de uma vez, no interior do Espírito Santo, em que conheci um lavrador a quem pedi informação e ele, atencioso, seguira ao meu lado pela estrada de terra, para me deixar no destino que eu queria naquela zona rural. O sol da tarde calma, nosso passos e a conversa rolando. Como o é o nome do senhor? Ah, minha fia, meu nome é Rosa. Que bonito, tipo Noel Rosa, Guimarães Rosa, o seu é como? O meu é Rosa Maria. Meu deus, nome de mulher! E o pessoal não ficou de chacota com senhor não? Nada minha fia, é que minha mãe teve nove filhos. Tudo menino-home. Quando chegou na minha vez, que eu sou o último, a parteira falou que mais um que ela tivesse ia virar anjo, porque ela já estava de ventre cansado. Ah, ela não duvidou e falou: “ não quero nem saber, seja home ou mulher, o que sair daqui vai se chamar Rosa Maria. Sempre quis uma filha só pra botar este nome!.” E assim foi, minha fia, era eu e é meu nome. Eu gosto sabe, acho bonito ter nome de flor.
Fiquei olhando aquele homem lindo, muito preto , a pele do corpo sem camisa reluzia fina sobre a musculatura definida pela malhação na lavoura diária. Deve ter uns setenta anos, pensei fixando meus olhos nas mãos calejadíssimas. O cabelo começando a embranquecer na frente a raiz. Quanto anos o senhor tem seu Rosa? Ih, minha fia, agora ocê me apertou sem me abraçar. Ocê sabe que eu não sei?! Então porque o senhor não pergunta à sua mãe. Num cunhici, ela morreu no parto. Depois meu pai até falou de trocar meu nome, mas foi enrolando e não quis trair a vontade dela, né? Mas eu não sei mesmo minha idade. Mas o senhor não faz nem uma idéia assim mais ou menos? Quantos anos o senhor dá pro senhor? Ah, eu já tô aí beirando os quarenta, ou cinquenta, por aí.
Me enterneci. Não tinha importância o código. Não interferia no seu roteiro, não era decisivo no tema da felicidade. Os olhos de Rosa Maria seguiam sorridentes entre a verde mata do norte capixaba e eu encantada ao lado daquela entidade, aquele preto velho com postura de carvalho. Seu Rosa Maria impunha respeito pela sua extrema felicidade e a mim, especialmente encantava por colocar esta subjetividade simbólica numérica no seu devido lugar. Quase chegando na fazenda aonde eu ia, ainda insisti: Será que não há um jeito de o senhor saber ? Óia ,minha fia, tem sim. Diz que lá par cima , ali pertinho da Serra da Boa Vista, mora um que nem eu assim, que eu mamei na mãe dele. Então eu penso em falar com ele e pela idade dele tirar a minha, porque eles falam que nós mamamos na mesma época. A mãe dele inda tá viva. Não é de hoje que tô pra ir lá perguntar a véia, menina, mas cadê tempo?
(Elisa Lucinda)

FONTE: http://www.escolalucinda.com.br
Imagem captada do windows

Barbalha, Pau da Bandeira de Santo Antônio - Por José de Arimatéa dos Santos

Festa popular
Em que nos ombros
De muitos trabalhadores
Carregam a esperança
A alegria e a paz
De uma manifestação
Bem brasileira
Cultural e religiosa
Nas ruas
Da cidade bem caririense,
Barbalha!

No mar-Por: Rosemary Borges Xavier

Na porta esperei teu olhar
E você não veio para me acalmar
No mar vou te esperar
Para poder me contentar
Neste azul sonhar
Quiçá podendo assim nos contemplar

Luciano - José do Vale Pinheiro Feitosa

O maior sinal da presença de algo vivo, especialmente se um animal, é a modificação que exerce no espaço em que habita. Seja este espaço um local de sedentarismo ou um de caça, colheita ou trabalho. Sendo que as duas últimas são inerentes à humanidade.

Pois Luciano, um Paraibano de Solânia, é a expressão máxima daquela observação. Não mais do que um 1 metro de 66 centímetros, o homem aí dos seus 46 anos, conversa pelos cotovelos. Mas não é balbucio de coisa qualquer. Luciano faz platéia, tem um coletivo de amizade que passa lhe cumprimentado ou se torna freguês da sua barraca de vender coco verde.

Logo depois da curva do Calombo, sentido Túnel Rebouças-Ipanema, na Lagoa Rodrigo de Freitas, numa área em que o terreno desce para a baixada que tem início no arco em frente ao Corte do Cantagalo. A barraca do Luciano fica logo no início desta baixada sob frondosas árvores, próximo ao gramado e a área em volta dela, com mais de mil metros quadrados, sempre está absolutamente limpa.

Não é incomum nas manhãs iniciais de sua atividade ver o Luciano lavando o asfalto da região com algum detergente para retirar o cheiro do xi-xi de cães que levam madames e cuidadores a passear. Tudo absolutamente varrido e nenhum detrito que escape da atividade do paraibano deixa de ir para as lixeiras que espalha para os seus fregueses.

Muito antigamente chegava antes das seis horas. Tinha um senhor que passeava com seus animais que o esperava para dar água de cocô aos referidos. Estes quando viam Luciano descer do ônibus de onde chegava, de São Cristóvão, corriam para ele, abandonando o dono: o homem dos cocos era mais importante.

Mas hoje, com a idade, tem evitado a hora. Especialmente nos feriados e domingos: é dia de assaltante. Pouca gente andando na Lagoa naquela hora torna Luciano o alvo dos malandros que só levam o que levam por que ameaçam. Luciano já levantou facão para o ar como a dizer que tinha arma. Já se afastou do local por observar dois homens assuntando a oportunidade de levar-lhe o que tinha de troco.

Ali na barraca dele tudo é limpo e o incrível do mistério: Luciano olhando para a casca do coco verde, como um leitor de búzios, traduz qual é doce e qual não é. Ele escolhe seus cocos com o fornecedor seguindo tais critérios de quase adivinhação que só não é, pois acerta todas. Como é que você descreve este método? Ele pega dois cocos e diz: não tem como descrever eu sinto olhando para a casca dele. Abre os dois e traduzem o que disse quando a água ainda estava escondida.

Antigamente um coco pagava outros sete, mas hoje, a economia está mais estável: um coco paga dois e meio. Convenhamos, sempre existirá o problema de escala para dar sustento a Luciano, mas com uma margem de lucro desta, incluindo o gelo e o trabalho dele, é uma margem e tanto e o homem tem uma vocação espetacular para atender ao público.

Se todos os atendimentos que existem no mundo fossem daquele modo, a sensação de bons serviços seria fundamental. Olhem que esta coisa não é verdade nem com os médicos que são aqueles humanos que atendem outros em sofrimento. Tem doutor que é tão preguiçoso quanto um porco esparramado na umidade ou seus olhos brilham tantos cifrões que lembram uma cornucópia jorrando.

O general Inverno - Emerson Monteiro



Assisti recentemente ao filme Guerra e Paz (1957), superprodução do diretor americano King Vidor, com Henry Fonda, Audrey Hepburn e Mel Ferrer, dentre outros destaques, que aos dez anos vira pela primeira vez no Cine Moderno, em Crato, bem cuidada e rica montagem cinematográfica do célebre romance de Leon Tolstói, obra imorredoura da literatura universal.

Aprendemos que bom é reler; e, no caso dos filmes, rever. Atualizar a leitura de peças antes conhecidas, quando, então, desaparecerá a ansiedade em conhecer o final, e se mergulhará na interpretação dos detalhes com visão mais ampla e apurada no tempo.

Depois disso, a trama romanceada nos personagens russos das guerras napoleônicas impõe sua força ao decorrer dos acontecimentos, mostrando capacidade extrema daquele povo de resistir aos desafios de sua história. A beleza exótica de Audrey Hepburn domina o papel de Natasha, personagem ingênua, contraponto ideal para mundos em conflito, a inocência original que nutre de ânimo os vencidos. Enquanto que o senso crítico de Pierre (Henry Fonda) conduzirá testemunho do contexto em queda livre diante do inesperado, formulando meios de superar o imperfeito.

Mas o que toca na essência do drama significaria a destruição das tropas francesas em retirada convulsa, vítimas da eficiência do general Inverno, com o que não laborou Napoleão Bonaparte no ímpeto das conquistas, vendo-se em condição de fragorosa decepção, ao furor das baixas temperaturas, da fome e da neve, dizimando preciosos efetivos. Esta lição Hitler não aprenderia, lá na frente, quando jogou os alemães a circunstâncias parecidas, no mesmo território, amargurando a maior derrota das campanhas nazistas aos custos, inclusive, de rendição humilhante na Segunda Grande Guerra, mérito do bem sucedido general Inverno.

Recordo, na fleuma dos soviéticos perante a dor, sua busca pela transformação socialista que propôs e que redundaria no fracasso de 70 anos de vivências do recente século. Com a fibra heróica da civilização milenar, o sonho justo e igualitário ver-se-ia por terra, face às humanas limitações em realizar a perfeição nos grupamentos comunitários. Eles, os russos, chegaram longe nesse projeto de transformação social, contudo haverá longo percurso pela frente até a concretização plena da solidariedade e da paz em termos coletivos, porquanto, no íntimo, o egoísmo ainda impera e detém a consciência das massas. Sem o aprimoramento real dos indivíduos jamais se chegará à verdadeira fraternidade neste chão, pois.

sábado, 28 de maio de 2011

Nota!

 Aguardamos o reenvio de fotos dos autores :
Corujinha Baiana e Luiz Pereira

Autores do livro "No Azul Sonhado"

Mara Thiers
Everardo Norões
Marcos Barreto
Nicodemos
Tetê Barreto


Autores do livro "No Azul Sonhado"

Aloísio

Liduína

Chagas

Cristina Diogo

Nilo Sérgio

Autores do Livro "No Azul Sonhado"


telma brilhante



Ulisses Germano

tiago araripe
Manoel Severo

Pachelly Jamacaru

Pedro Esmeraldo

Joaquim Pinheiro
José Flávio


Mariano



Domingos Barroso

Autores do Livro "No Azul Sonhado"

Stela Siebra
Abidoral Jamacaru
edmar lima cordeiro
Geraldo Ananias
João Marni
Isabela Pinheiro
Marcos Leonel
Magali
roberto jamacaru
Dedê

Fotos dos autores do livro "No Azul Sonhado"

rosa guerrera
emerson monteiro
lupeu lacerda
José do Vale
telma brilhante
socorro moreira
Carlos Esmeraldo
Bernardo Melgaço
Brandão

Assis Lima

CIRO MONTEIRO - por Norma Hauer


O CANTOR DAS MIL E UMA FÃS
Ele nasceu no dia 28 de maio de 1913, no bairro do Rocha, aqui no Rio de Janeiro,
indo morar, ainda criança, em Niterói onde começou a cantar, com seu irmão, em festinhas particulares.

Nessa época, Sílvio Caldas o conheceu e propôs que cantassem em dupla, como Sílvio fazia com Luiz Barbosa.
No começo, ele e não se interessou, mas depois foi contratado por César Ladeira para cantar na Rádio Matyrink Veiga, onde conheceu a cantora Odete Amaral com quem se casou em 1941.

Foi quando fez a primeira gravação de "Se Acaso Você Chegasse", de Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins, que abriu a porta tanto para o Ciro, como para o Lupicínio.
Foi este samba que projetou o nome do compositor gaúcho. Isso em 1937. Nessa época, Ciro Monteiro já despontava no programa "Picolino", de Barbosa Júnior, na Rádio Mayrink Veiga.

No início de 1949 Ciro transferiu-se para a Rádio Nacional,
Nesse ano a Mayrink sofreu o então maior golpe em sua existência. Quase todos seus "cartazes" a deixaram.

Seu segundo sucesso foi o samba de Ataulfo Alves e Wilson Batista "Oh, Seu Oscar", o estivador que, chegando do trabalho a vizinha lhe falou que sua mulher o deixara, pela orgia.
O samba "O Bonde de São Januário", da mesma dupla, além de fazer apologia ao bonde, elogiava o trabalhador.
A letra original dizia "o "bonde São Januário, leva mais um grande otário, sou eu que vou trabalhar." O DIP ( a censura do Estado Novo) não permitiu e Ataúlfo substituiu para "o bonde São Januário, leva mais um operário, sou eu que vou trabalhar".

Mas o "povão" fez outra letra:"o bonde São Januário leva mais um grande otário p'ra ver o Vasco apanhar".

Foi o primeiro a gravar o samba "Beija-me", de Roberto Martins e Mário Rossi, em 1943. Samba hoje mais uma vez fazendo sucesso na voz de Zeca Pagodinho.

BEIJA-ME
Beija-me
Quero teu rosto coladinho ao meu.
Beija-me
Eu dou a vida palo beijo teu.
Beija-me
Quero sentir o teu perfume
Beija-me
Com todo o teu amor
Senão eu morro de ciúme."
17:36 (1 hora atrás)
Norma
CIRO MONTEIRO -2-
Também Geraldo Pereira marcou o repertório de Ciro Monteiro, que foi o primeiro a gravar "Escurinho", assim com a "Falsa Baiana".

FALSA BAIANA

"Baiana que entra na roda, só fica parada,,
Não bole, nem nada
Não sabe deixar mocidade louca...

Como compositor, seu maior sucesso foi "Madame Fulana de Tal".

Até Luiz Gonzaga, o "rei do baião" e Humberto Teixeira, o "doutor do baião" fizeram, para Ciro Monteiro, o samba"Meu Pandeiro".

Quando eu morrer quero os braços de fora
P'ra tocar o meu pandeiro..."

Em 1965 apresentou-se na TV Record, em São Paulo, com o "show" Bossaudade"

Nesse mesmo ano, com Dilermando Pinheiro, ainda em São Paulo, apresentou o espetáculo “Telecoteco-opus 1” , da autoria de Sérgio Cabral. E com Eliseth Cardoso gravou um LP de nome “A Bossa Eterna de Eliseth e Ciro”.
E vários outros LPs na Odeon, um deles com Jorge Veiga..

No ano em que faria 90 anos (2003) vários cantores o homenagearam no Teatro Sesi.

Ciro Monteiro faleceu em 13 de julho de 1973, aqui no Rio de Janeiro, aos 60 anos.

Norma