por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



terça-feira, 14 de junho de 2011

As fases de uma sessão de cinema - José do Vale Pinheiro Feitosa

Este texto vem a propósito deste festival que parece ter acabado de acontecer na cidade e como uma lembrança dos apaixonados textos do José Nilton Mariano sobre o cinema.


Peguei e contei tintim por timtim: existiam oito momentos espetaculares numa sessão de cinema. Não uma sessão genérica, mas em qualquer uma dos quatro cinemas da cidade: Cine Rádio Araripe, Moderno, Cassino e só depois a Educadora. Depois destes cinemas os momentos espetaculares foram outros. Outra contagem.

Como dizia, eram oito momentos. O primeiro de todos é estar livre de algum castigo e os pais permitirem o deslocamento do sítio pelo vazio entre a casa e a sala de projeção. A permissão era a vitória do convencimento. O pedido bem feito e a realização do desejo que dependia de autorização. Assim que era autorizado, era como a abertura de uma porta de liberdade.

O segundo era consequência: tomando banho, calçando sapatos e roupa de sair. O ritual do aprontar-se era mudança de status. O abandono do rotineiro, do interior das coisas, com a vestimenta da aventura e da liberdade, conquistar o sonho pela estrada.

O terceiro era chegar até a porta do cinema. Ainda fechada. Esperar a abertura da bilheteria e enquanto isso negociar alguma revista em quadrinho antiga, comprar pedaços de fita de algum filme.

O quarto momento era entrar no cinema, com o ingresso na mão (teve um tempo que era um desafio entre a lei e o fora dela - passar por Audízio Teles o comissário de menores). Multiplicar os sonhos de futuras aventuras ao examinar os cartazes dos filmes que iriam passar.

O quinto era entra no salão. Aquele clima de aviação dos ventiladores, a penumbra e as cadeiras enfileiradas. Qual fileira escolher? O pomposo clima das cortinas que escondiam a tela onde a aventura se desenrolaria. Claro que o som musical da espera, além da meninada trocando falas à distância.

O sexto era quando a tela se abria, o badalo de início tocava e as luzes se apagavam. Toda a expectativa do prestes a acontecer explodia no coração pequeno daquele tempo. Batia como se tivesse pulando de uma grande altura. Surgiam as luzes dos jornais e o trailer.

O sétimo era a realização. A aventura comendo solto. A narrativa envolvendo. As angústias dos personagens e a volúvel emoção da platéia. Toda emoção tocada por breves mudanças de cena. Entre um momento e outro.

A oitava era quando a tela era encerrada pela cortina. As luzes se acendiam e as portas do cinema nos devolviam ao mesmo da rua. Ao cotidiano mediano do já conhecido. O lento mudar da vida. Como numa câmara lenta.

Mas pensando bem são três momentos: o antes, o durante e a tristeza do depois, prontinha para conquistar novos antes. Ou melhor, novo ciclo de oito ou de três momentos espetaculares.
video

Abertura do filme Quando Setembro Vier. Uma água com açúcar filmada para que eu me apaixonasse por Gina Lollobrigida e sonhasse com a paisagem da Itália.

Sergio Endrigo





Sergio Endrigo (15 de junho, 1933 - 7 de setembro, 2005) foi um cantor e compositor italiano. Nascido em Pula (Ístria) na atual Croácia, venceu como compositor o Festival de Sanremo de 1968 com a canção "Canzone per te", na voz de Roberto Carlos. Nesse mesmo ano, representou a Itália no Festival Eurovisão da Canção com a canção "Marianne".

"Luna Rossa" - por Socorro Moreira







Noite quente
Noite voa
Um pingo de orvalho
é mar !
Teu pensamento
imã meu olhar
Fases que se fecham
Esperança tênue
Rasuro um verso
e o risco foge...

Cortamos elos
Tecemos tramas
Nada resta
de tantas retas...
Apenas arcos e flechas
sem miras certas!

Círculo confidencial...
Espero-te!
Ilusão acesa,
sofre o apagão
Tremor de mãos
Sinal que rasga...
Espera finda!

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Horas que se arrastam
Nas sandálias da velhice
Zoadas da natureza
Sol que alcança o pico,
esfria meu olhar castanho

A carroça passa
Os cachorros ladram
Os lobos uivam...
Luna, Luna...
Ilumina a alma que me acha!

Luna das bruxas
dos gatos nos telhados
quebra-quebra de vasilhas
leite derramado
pensamentos viajantes
Um a um,
respondem !

Falam versos
Recitam loas e pecados
Curam a dor da alma
Teu coração sangra ?
Deixa que eu te assopre
com meus cantos !


por socorro moreira


Por João Nicodemos




Santo Antônio,

Deixe a via lapidada

Use um limo ou aspirador

Preciso enxergar o reflexo

Do meu amor.



Santo Antônio,

Sonhar um tiquinho de nada

É como enganar a dor.

Dizimando esse complexo

Ainda encontro amor.



Santo Antônio,

Colocam você de

Ponta cabeça,

Ainda acham

A piada engraçada?



Santo Antônio,

Na minha calçada

Você é acendedor de lampião!

Vem iluminar o coração

Dessa amante atrapalhada.



Vem Santo Antônio

Sopra o vidro

Faz tua arte.

Quero um amor esculpido

Antes que o amanhã

Chegue tarde.



Se não houver jeito não

Se o tempo gastou-me um bocado,

Ainda resta o inusitado

-“Santo Antonio,

Você é casado?”





Sempresoll

O trem - Por José de Arimatéa dos Santos

O trem por muito tempo foi o transporte mais avançado em épocas passadas. Várias cidades brasileiras ainda preservam as suas estações, verdadeiras relíquias arquitetônicas e culturais que dizem muito em relação ao ontem.
Infelizmente preferiram as estradas e abandonaram os trens. E hoje se vê o quanto erraram nossos gestores quando abandonaram esse importante meio de transporte. Ainda bem que já voltaram a construir novas linhas de trens, principalmente para o transporte urbano. As cidades crescem e os ônibus não têm condições de suprir a necessidade da população e os trens são uma ótima alternativa para resolver o caos do transporte urbano. É necessário investir em grandes distâncias para o transporte de mercadoria. E o trem cabe bem nesse processo. O trem mais do que nunca é vanguarda e desenvolvimento para o Brasil.
Imagem: Estrada de Ferro Madeira-Mamoré - Porto Velho, Ro
Foto: José de Arimatéa dos Santos

RABECA FALADEIRA - por Ulisses Germano

A rabeca está dizendo
Que a dor já vai passar
Quando vejo alguém sofrendo
Faço tudo pra ajudar

O meu arco não tem flecha
Nunca soube arremessar
Só estico a minha mecha
Pra fazer nota soar

E soando vou suando
Tocador que me tocar
Quem me toca está amando
Ou um dia vai amar

 
Dedicado ao cantador e tocador rabequeiro João Nicodemos

A "Lista de Schindler" - José Nilton Mariano Saraiva




Pobre, porém carismático, desenvolto, audacioso, envolvente e, essencialmente “bicão”, o empresário alemão Oskar Schindler tinha uma verdadeira obsessão (ou objetivo maior de vida): “juntar dinheiro, muito dinheiro”, a fim de usufruir os prazeres da vida. E a oportunidade perfeita para isso se lhe apresentou com a deflagração da Segunda Grande Guerra Mundial, quando, antevendo benefícios futuros, radicou-se na Polonia e, na base de “muita conversa e gentilezas mil”, ardilosamente aproximou-se dos principais líderes regionais do exército alemão e, traficando influência, conseguiu financiamento pra abrir uma “fábrica de panelas”, com mercado garantido pelos “novos amigos”, usando para tanto a mão de obra barata dos miseráveis judeus moradores do Gueto de Cracóvia.
Com o acirramento do confronto, o alto comando alemão em Berlim exacerbou em termos de violência, ordenando a execução sumária de todos os judeus que, a critério de cada ocupante de chefia, fossem considerados “não produtivos” (especialmente idosos, crianças e doentes de qualquer idade); na Polonia, muitos foram encaminhandos para uma espécie de “ante-sala da morte”, o campo de concentração de Plaszow (inclusive os empregados da fábrica de Schindler).
Valendo-se das amizades com os integrantes da cúpula alemã, Schindler mostrou-lhes a dificuldade que enfrentaria pra manter o negócio, do prejuízo que teria por falta de mão-de-obra “especializada”, e, especialmente, do iminente “fechamento da torneira” (cessação das propinas destinadas aos graduados alemães) em razão do “stop” no faturamento, findando por convencê-los a liberar os presos durante o dia; à noite, voltavam pra dormir no campo de concentração (uma espécie de regime semi-aberto, como o vigente hoje no Brasil pra certos “privilegiados”).
No entanto, as coisas ficaram ainda mais negras para os alemães quando os russos, tal qual um incontrolável rolo compressor, avançaram através dos territórios dominados pelos germânicos. A ordem de Berlim, então, foi desativar às pressas alguns dos campos de concentração (Plaszow estava na agenda), via eliminação incontinente dos seus moradores, livrando, como sempre, tão somente os fortes, que pudessem empreender uma longa travessia na neve, rumo a outras unidades mais afastadas, onde mais cedo ou mais tarde também seriam descartados.
E aí aflorou a “sensibilidade” do alemão Schindler. Testemunha ocular dos abusos e barbaridades perpetradas por seus conterrâneos contra aquela gente humilde e sofrida, à qual findara por se afeiçoar no convívio diário, “escancarou o cofre”, pegou até o último centavo da imensa fortuna que houvera amealhado (pra “usufruir os prazeres da ida”, lembremo-nos), corrompeu o “novo chefe alemão” de plantão e “comprou” a liberdade de cerca de mil e duzentas pessoas, devidamente relacionadas em diversas laudas de papel, naquela que posteriormente ficou mundialmente conhecida como a “lista de Schindler”.
Transportou-os para a sua cidade natal - Brinnlitz – onde “inventou” uma fábrica de “projéteis pra armas militares” (na realidade, apenas para mante-los ocupados, já que sem nenhum “know-how” na atividade); tanto que, em off, dizia claramente que se sentiria “terrivelmente frustrado se algum daqueles projéteis servisse pra matar alguém”.
Com o fim da Guerra e a vitória dos aliados, teve que fugir e acabou se livrando de ser preso em razão de portar um documento subscrito por aqueles 1.200 judeus que salvara, onde atestavam a grandiosidade do que ele havia feito.
Anos depois, após sua morte na Alemanha, o corpo do “alemão” Schindler foi transladado e enterrado em Jerusalem, onde ainda hoje é cultuado como um herói “israelense”.
Uma particularidade: certamente que visando estabelecer uma espécie de “simbiose” com a “negritude” que foi o aterrorizante período nazista, o filme de aproximadamente 3 horas de duração foi rodado em “preto-e-branco” e, só nos últimos 5/10 minutos, nas cenas em que alguns dos antigos componentes da “Lista de Schindler” (ainda vivos em Israel), prestam-lhe uma comovida homenagem, ao depositar um pequena pedaço de pedra sobre o seu mausoléu, na tela repentinamente afloram as cores, o colorido, a vida, enfim, como a anunciar que os tempos são outros.
Sem dúvida, um filme tocante, sensível, de balançar e mexer com a estrutura de qualquer ser humano.

Com essa discórdia não acreditamos em paz - Pedro Esmeraldo




Não podemos suportar as intrigas palacianas provocadas pela mídia inimiga.

Não acreditamos mais que haja uma suspensão permanente de paz harmônica, pois esses inimigos são semelhantes a uma cobra cascavel que desejam dar o bote em seus adversários a fim de esperar ocasião satisfatória na presa desmerecida de seus conterrâneos vizinhos que não possuem prestigio e são sempre desmerecidos por esses políticos que desejam aparecer com o intuito de retirar desta cidade seu patrimônio histórico administrativo e cultural. O pior é que esses inimigos Cratenses, a maioria é filho legítimo da cidade que quer aparecer na surdina, entregando os pontos,dizendo amem e ainda se considera que faz bem a terra.

Não suportamos mais tanto desprezo que nos vem atormentar com idéias fantasiosas e desrespeitosas.

Há anos esses políticos cratenses desavergonhados querem entregar o Crato sem dó e piedade, ansiando o menosprezo total, sem valentia, deixando tudo entregue à própria sorte.

Às vezes, pensamos que o Crato não tem mais aqueles homens vibradores e lutadores, a não ser com raríssimas exceções. Não sabemos o que pensam esses ditos homens, mas repugnamos suas idéias estapafúrdias que vem assolar a mente alquebrada dos filhos ilustres do Crato .

Não queremos permanecer nesse estado de coisa, com pensamento absurdo e de idéias estarrecedoras que nos levam ao desequilíbrio econômico , já que lutamos com forças totais sem precisar utilizar a pieguice que acompanha esses homens malditos que desejam destruir o Crato.

Queremos lembrar que não usamos de artimanhas embusteiras, lutamos com forças equilibradas, mas tudo que vem é a custa do nosso suor e não solapamos o patrimônio alheio.

Observando o comportamento de alguns políticos cratenses que andam em marcha a ré, permanecem alheios aos problemas da cidade.

Não reagem perante o desprezo das autoridade da capital. Não prevalecem o direito de reação. São submissos aos tênues gritos dos chefões políticos e ficam cabisbaixos quando surgem os problemas sérios.

Assim pedimos a esses políticos cheios de medo, afastem-se desse caminho e entreguem o barco a outros que tenham vontade de trabalhar.

Por isso admiramos os cratenses que dizem: para crescer é preciso que haja vozes autênticas a fim de reagir os insultos desses megalomaníacos e que vivem usurpando o patrimônio alheio dizendo lorotas, intrigando os outros porque querem tudo para si.

Com o fito de fugirmos dessa discórdia é necessário que haja preparo de pessoas valentes e que possam assumir com coragem as rédeas do poder cratense. Se por acaso, não reconquistarmos nosso poder de equilíbrio de forças igualitárias, somos favoráveis a uma campanha plebicitária com o desejo de passar o Crato ao vizinho estado de Pernambuco. Só assim fugiremos da desigualdade dos desmerecimentos trazidos por esse povo aventureiro que só deseja tudo para si.







Crato-CE

07/06/2011

“QUINHA DO TAMBORETE, A NOVA CELEBRIDADE DA INTERNET”-Por: Rosemary Borges Xavier

A "mulher do tamborete" foi batizada de Ângela Maria da Silva, acha lindo o nome recebido, e é conhecida no bairro do Coque como "Quinha". Apelido de infância. "Nasci para ser cantora", diz a vendedora de banquinhos de madeira. A mãe sonhou com o estrelato desde que Ângela Maria se entende por gente. A fama acaba de chegar para ela, aos 44 anos. Mora na Favela do Papelão (Coque), periferia das mais pobres do Recife, a mais nova celebridade da internet. A prova do sucesso: já foi visto mais de 55.145 vezes um vídeo caseiro que mostra Quinha cantando para vender os bancos que ela fabrica no quintal de casa com madeira colhida no lixo. Foi gravado por um grupo de estudantes secundaristas. Está no Youtube, site popular de compartilhamento na rede mundial de computadores, sob o título "mulher do tamburete" - assim mesmo, com “u”. Tamborete, no Nordeste, é sinônimo para banco simples, sem encosto, feito de pau. "Nunca imaginei que a internet me levasse tão longe nem que essa gente toda me visse e gostasse da minha voz", diz ela. A vendedora deixou sua casa de dois cômodos sem reboco para ver o próprio show por três vezes. Assistiu em computadores de conhecidos. As imagens dela na labuta diária foram gravadas do alto de uma varanda de um prédio residencial do bairro da Boa Vista. No vídeo ela aparece interpretando uma composição de sua autoria. "É assim a música: O tamborete só paga cinco, óia. E ainda serve pra sentar, pra conversar, pra namorar, falar de bem, falar de mal, óia”tamburete", entoa um de seus versos, em timbre alto, soltando o quanto pode a voz. "A partir dali, virei a cantora dos bancos", diz, orgulhosa com a repercussão. Foi tanta que, na semana passada, a melodia criada por Quinha do Tamborete ganhou versão na voz da personagem Dulce, uma vendedora de cocadas interpretada pela atriz Cássia Kiss, na novela das 19h da TV Globo, Morde e Assopra. Dulce sofre com a pobreza e com a discriminação. Um roteiro que muito se assemelha ao da vida real de Quinha e da maioria dos residentes do Coque, comunidade onde 6 em cada 10 pessoas são consideradas indigentes e sobrevivem com apenas 1/4 do salário mínimo.
Ao Coque, a ilustre cidadã recifense Ângela Maria deu o que há muito os moradores não sentiam: auto-estima. É ela passando e os vizinhos elogiando. Para os moradores da Favela do Papelão, tida como área violenta bem próxima ao Viaduto Joana Bezerra, Quinha é o retrato de uma maioria de gente trabalhadora, do bem, que lá reside. "É bonito aparecer na internet como uma pessoa que luta pelo pão. Para mim, tudo mudou", afirma a nova celebridade da internet. Por onde anda hoje, ela distribui autógrafos ("Acho ótimo porque a sociedade pode ver que no Coque tem gente guerreira"). Os amigos e familiares se emocionam com cada novidade ("Uns até choram"). Aumentou a venda dos banquinhos fabricados por ela com resto de madeira desprezada por outros ("Eita, deixa eu contar: até passei a ganhar mais madeira do povo"). O preço do tamborete continua o mesmo: "É R$ 5,00, óia". Só cresceu a disposição da vendedora para fabricar, junto com o marido e instrutor de carpintaria Francisco José. Aprendeu a serrar e martelar há 15 anos para ajudar seu Francisco no sustento dos dois filhos, Aliete e Francisquinho. Atualmente desempregado, seu Francisco dedica-se à fabricação artesanal do tamborete. "Só volto para casa quando vendo todos os tamboretes que tenho. Tem vezes que são cinco, seis. Depende da madeira que ganho". Nas ruas dos bairros dos Coelhos, Cabanga, Mustardinha ou Centro do Recife, é reconhecida. "Pedem pra eu cantar e eu canto". Na filmagem improvisada pelos estudantes ou numa conversa sentada no quintal da casa modesta localizada no beco da rua Apuã, os olhos de Quinha do tamborete brilham de emoção ao cantar. Sem esforço, ela assume seu lado Ângela Maria. Diverte-se, mas continua preocupada com o básico: comida no prato. Os sonhos dela? Ter carteira assinada como vendedora e ganhar uma maquita, instrumento para cortar madeira, para vender bancos nas ruas e cantar mais e mais.

Fonte: Reportagem: Silvia Bessa/DP/D.A Press. Imagens: Teresa Maia/DP/D. A Press.
Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM. BR
13/06/2011 | 09h44 | Sucesso

RODA DE HISTÓRIAS COM BISAFLOR

TEIMOSIA (Conto russo)

Uma ponte estreita ligava duas montanhas. Em cada uma das montanhas vivia uma cabra.
Havia dias em que as cabras atravessavam a ponte e iam pastar na montanha do outro lado.

Aconteceu que um dia as cabras encontraram-se no meio da ponte. Nenhuma queria ceder passagem à outra. Como nenhuma delas queria recuar e nenhuma delas podia avançar, ali ficaram enfurecidas, durante algum tempo.

Finalmente, entrelaçaram os chifres e começaram a se empurrar e só conseguiram cair da ponte abaixo. Molhadas e furiosas saíram do rio e subiram a encosta a caminho de casa, cada uma murmurando para si:

“Vejam só o que a teimosia dela provocou.”

SACRIFÍCIOS

Uma velha senhora se aproximou do Guru e ofereceu-lhe o fruto da romã. Ele pegou e logo fez soar o pequeno tambor.

O marajá vendo isso, logo perguntou ao Mestre: "Eu lhe ofereci tanta riqueza e você não tocou o tambor para mim?

O Mestre respondeu:

"No sacrifício não é quantidade que conta, é a qualidade. É natural para um marajá oferecer ouro, mas o grande sacrifício é feito quando uma mulher faminta e de idade, oferece a única romã, para o Guru, apesar de sua fome”.

Che Guevara






Ernesto "Che" Guevara (Rosário, 14 de junho de 1928 — La Higuera, 9 de outubro de 1967) foi um político, jornalista, escritor e médico argentino-cubano.Guevara foi um dos ideólogos e comandantes que lideraram a Revolução Cubana (1953-1959) que levou a um novo regime político em Cuba.Guevara participou desde então até 1965 na organização do Estado cubano desempenhando vários altos cargos da sua administração e de seu governo, principalmente na área econômica, como presidente do Banco Nacional e Ministro da Indústria, e também na área diplomática, encarregado de várias missões internacionais.

A figura desperta grandes paixões na opinião pública a favor e contra, convertendo-se em um símbolo de importância mundial, para muitos dos seus partidários, representa a luta contra a injustiça social ou rebeldia e espírito incorruptível, enquanto ele é visto por muitos dos seus detratores como um criminoso responsável pelo assassinato em massa, acusando-o de má gestão como ministro da Indústria.

wikipédia


LINDA BATISTA - por Norma Hauer


“A VERGONHA É A HERANÇA MAIOR QUE MEU PAI ME DEIXOU”

Na data da 14 de junho DE 1919 nasceu, em São Paulo, Florinda Grandino de Oliveira, que ficou conhecida como LINDA BATISTA, uma das cantoras que mais marcaram nossa música popular.

Irmã de Dircinha Batista e filha de um ventríloquo famoso (Batista Júnior), que fazia 22 vozes diferentes, sem mexer os lábios, era normal que ainda criança começasse a estudar violão, instrumento com o qual passou a acompanhar sua irmã Dircinha, que embora mais jovem, iniciou sua carreira antes.

Começou sua carreira apresentando-se na Rádio Cajuti, levada por Francisco Alves a seu programa exatamente para substituir Dircinha, que havia faltado. Foi o ponta-pé inicial para ficar conhecida como uma das maiores cantoras de nosso cancioneiro.

Ainda em 1935 tomou parte do filme "Alô, Alô Carnaval",um dos primeiros a utilizar artistas radiofônicos para as telas dos cinemas. Nesse filme, apareceram Linda e Dircinha, esta vestida de pirata interpretando "Pirata", de Braguinha.

Simultaneamente com sua vasta carreira de cantora, atuou ainda nos filmes :"Carnaval em Marte";"Carnaval em Caxias";"É Fogo na Roupa":"Está com Tudo";"Agüenta Firme, Isidoro";"Tudo Azul";"Banana da Terra";"Depois eu Conto"...

Entre 1938 e 1946 atuou no Cassino da Urca. Quando os cassinos foram fechados em 1946, passou a atuar, em 1947, na boate Vogue, onde se apresentou durante 5 anos.

Sua primeira gravação se realizou em 1940, com o samba "Macaco Quer Banana". Nesse mesmo ano, conseguiu seu primeiro sucesso gravando, de Herivelto Martins, o samba "Bom Dia", com as "Três Marias".

Nessa época conheceu Getúlio Vargas e passou a ser assídua freqüentadora do Palácio do Catete e, dizem as más línguas, que não era apenas para cantar. Posteriormente, foi amiga de dois outros presidentes: Juscelino e João Goulart.

No período da Segunda Guerra, gravou "Tudo é Brasil", "A Pátria Está te Chamando", da autoria de Grande Otelo e "A Cobra Está Fumando", em referência ao símbolo da FEB.

Em 1944 gravou seu primeiro grande sucesso para o carnaval:"O Clube dos Barrigudos"

Você já viu um barrigudo dançar?
Quá,quá,quá...
Quando ele dança,
Sacode a pança
Quá,quá,quá...

Em 1945 novo sucesso: "Coitado do Edgard"; nesse mesmo ano, gravou "O Boteco do José". Em 1947 novo sucesso com "Pobre Vive de Teimoso".

COITADO DO EDGARD

Edgard chorou
Quando viu a Rosa,
Dançando toda prosa,
Com uma linda baiana, que ele não deu.
Coitado do Edgard...
Chorou de dar pena,
Chamou Madalena,
Entregou-lhe o pandeiro e desapareceu
Coitado do Edgard...

Terminada a guerra fez uma excursão ao Norte e Nordeste, acompanhada de Dircinha, Dorival Caymmi e o Trio de Ouro apresentando o "Show da Vitória".

Voltando ao Rio e à Rádio Nacional passou a gravar Lupicínio Rodrigues com o samba "Migalhas".

Em 1950 gravou "Nêga Maluca", de Fernando Lobo e Evaldo Ruy. Este foi seu maior sucesso no carnaval, não apenas de 1950, como em muitos outros. A fantasia de "Nêga Maluca" tornou-se um símbolo em vários carnavais.


NEGA MALUCA
Estava jogando sinuca,
Uma “nega” maluca me apareceu
Vinha com o filho no colo
E dizia pro povo que o filho era meu
Não senhor..
Toma que o filho é seu
Não senhor...

Ainda em 1950, naquela euforia da Copa do Mundo e do "já ganhou", Ari Barroso compôs o samba "O Brasil há de Ganhar", Linda gravou e... o Brasil não ganhou.

Em 1951 passou a ter um programa próprio na Rádio Nacional, de nome "Coisinha de Linda", onde lançou "Ó de Penacho", em alusão aos funcionários “empistolados” que ingressavam no serviço público, sem fazer concurso, já na letra Ó.
Esse fato também inspirou Klecius Caldas e Armando Cavalcanti para compor “Maria Candelária”.

Nesse mesmo ano fez tourné internacional apresentando-se em Portugal, em Roma e também na boate Vogue de Paris.

Retornando ao Brasil, gravou aquele que pode ser considerado seu maior sucesso fora do carnaval: o samba de Lupicínio Rodrigues "Vingança”.

VINGANÇA

Eu gostei tanto
Tanto quando me contaram
Que “ lhe” encontraram
Bebendo e chorando
Na mesa de um bar
E que quando os amigos do peito
Por mim perguntaram
Um soluço cortou sua voz
Não lhe deixou falar
Mas eu gostei tanto
Tanto quando me contaram
Que tive mesmo que fazer esforço
Pra ninguém notar

O remorso talvez seja a causa
Do seu desespero
Você deve estar bem consciente
Do que praticou
Me fazer passar essa vergonha
Com um companheiro
E a vergonha
É a herança maior que meu pai me deixou

Mas enquanto houver força em meu peito
Eu não quero mais nada
Só vingança, vingança, vingança
Aos santos clamar
Você há de rolar como as pedras
Que rolam na estrada
Sem ter nunca um cantinho de seu
Pra poder descansar.fgrfgrtg


Em 1952, após o falecimento trágico de Francisco Alves, gravou "Chico Viola", de Nássara e Wilson Batista e nesse mesmo ano , de Ari Barroso, outra música marcante: "Risque".

“Risque, meu nome do teu caderno...”

Em 1955 deixou a Rádio Nacional e passou a atuar na Mayrink Veiga.

Em 1960 apresentava-se na boate "Night and Day" e no ano seguinte gravou "Quero Morrer no Carnaval". Não aconteceu, mas foi seu "canto de cisne".

Nessa época afastou-se, juntamente com Dircinha, do meio musical , sendo posteriormente amparada pelo cantor José Ricardo, até seu falecimento.

Durante sua carreira, entre 1937 e 1961, Linda Batista gravou músicas de quase todos os compositores de sua época, como Lupicínio Rodrigues ; Ari Barroso; Wilson Batista; Herivelto Martins; Roberto Roberti; Aldo Cabral; Grande Otelo; Haroldo Lobo; Custódio Mesquita...e também de sua autoria. Isso a fez ser homenageada pela SBACEM.

Dentre as chamadas "Rainhas do Rádio", Linda Batista foi a que "reinou" por mais tempo. Seu "reinado" durou 11 anos, de 1937 a 1948, quando a Revista do Rádio passou a fazer concursos, anualmente, para escolha das "rainhas do Rádio".

Linda Batista faleceu em 17 de abril de 1988.

Dez anos depois (em 1998) realizou-se um espetáculo teatral, da autoria de Sandra Werneck, de nome "SOMOS IRMÃS", com Rosa Maria Murtinho, mostrando a carreira de Dircinha e Linda, do apogeu a seu fim melancólico.
O espetáculo excursionou por vários estados, sempre com sucesso. E relembrou a vida de duas cantoras que enriqueceram o cancioneiro de nossa terra.

Norma

Desencarnou Ana Gaspar - Euripedes Rodrigues dos Reis


Na quarta-feira, dia 25 de maio de 2011, desencarnou em São Paulo, uma amiga muito querida. Ana Gaspar. Ela, muito jovem, juntamente com um grupo de companheiros, fundou, a mais de 60 anos, o Centro Espírita Nosso Lar – Casas André Luiz.

Entre muitas qualidades, que tinha esta criatura muito estimada, destaco sua capacidade de realização. Com espírito crítico aguçado e um grande conhecimento da Doutrina Espírita, Ana construiu, ao longo de sua existência, uma base educativa para todos os que tiveram o privilégio de conviver com ela.

Lembro-me, que, após alguns anos como trabalhador do Centro Espírita Nosso Lar Casas André Luiz, no bairro de Santana, em São Paulo, ela me convidou para fazer algumas palestras. Me senti inseguro e disse: mas, Ana, como eu vou falar para as pessoas fazerem algo, que eu mesmo, tenho muita dificuldade de realizar? Ao que ela, sabiamente, me respondeu: os ouvidos mais próximos, quando você falar, serão os seus! É a sua oportunidade de transformação.

Eu tenho muita história envolvendo a Ana. Algumas pessoas tinham medo dela. Sua vontade e sua força empreendedora faziam-na muito especial. Era uma pessoa muito forte.

Uma história que me marcou muito envolvendo a Ana, e que já tive oportunidade de comentar neste espaço, foi quando eu era editor da Mundo Maior Editora.

Todo o processo de construção de um livro é uma atividade apaixonante. Em março de 2004 vivi uma experiência riquíssima. Tínhamos o desafio de em quarenta dias produzir 13 novos títulos para a Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

Entre as publicações estariam os livros designados como vencedores do concurso, escolhidos pela comissão julgadora do “Concurso Literário Espírita João Castardelli”. Pessoas da mais absoluta confiança coordenavam o processo. Na reta final eles se mostraram preocupados.

Um dos livros havia sido examinado e existia o propósito dos membros da comissão em colocá-lo como finalista. Era o livro “Todos os Animais Merecem o Céu”. Só que pairava entre os membros da comissão uma preocupação. Embora perfeitamente verossímil, o livro continha alguns pequenos detalhes que os membros nunca haviam lido em nenhuma obra espírita. E uma das preocupações era a que não houvesse, nas obras vencedoras, nada que viesse a conflitar com os ensinamentos da Doutrina Espírita.

Surgiu-me uma idéia: Buscar uma consultoria específica para esse assunto. A Ana era uma pessoa que amava e entendia sobre os animais, e que, realmente, conhecia o Espiritismo. Pedi à Ana, o apoio com a leitura atenta que lhe era peculiar. Uma semana depois, recebo uma ligação da Ana, tecendo elogios ao livro e somente mostrou uma preocupação. Embora, a maioria dos assuntos abordados, fossem do seu conhecimento, havia alguns detalhes, descritos na obra que – embora perfeitamente possíveis – ela não havia visto em lugar nenhum.

A Ana, então, sugeriu que conversássemos com o autor. Identificado quem era (até aquela altura não havia sido revelado o nome do autor) mantive um contato telefônico com a pessoa: Marcel Benedeti. Marcamos uma reunião na qual estavam presentes a Cida Quintal, o João Carlos (que coordenavam o concurso) a Ana, eu e o Marcel. Marcel, na época, era um jovem médico veterinário. Perguntei-lhe: de onde ele tirou alguns detalhes para a obra? E ele nos contou uma história fantástica: “Desde criança eu sempre gostei de animais. Uma verdadeira atração. Qualquer animal: gato, cachorro, cavalo ,papagaio, enfim, todos os animais. Dos 5 aos 10 anos eu via espíritos. Isso me causava alguns transtornos porque eu não sabia diferenciar o encarnado do desencarnado. Eu falava com eles. Isso provocava alguma reação da minha mãe. Aos 10 anos parei de ver espíritos com aquela frequência. Foi quando me decidi: seria médico veterinário. Mas meus pais lutavam com dificuldade e não podiam pagar uma faculdade pra mim. Estudei, com muita vontade, e passei no vestibular na Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho – campus Botucatu. Mudei-me pro interior.

Naquela altura eu já tinha uma namorada em São Paulo, mas, eu só podia vê-la ocasionalmente, pois não tinha dinheiro para viajar. Ela me escrevia longas cartas. Eu “tentava” responder, mas, só saiam um ou dois parágrafos. Escrever não era o meu forte. No dia da minha formatura foi um momento ímpar. Emocionante mesmo. Meus familiares e minha namorada vieram de São Paulo para a minha formatura. Era um momento importante para mim.

Estávamos nós, os formandos, no palco, e eu sorria. Notei na platéia, próximo aos meus pais, sentadas, duas figuras – um cavalheiro vestido todo de branco, com um cachorro nos braços e um padre. Ambos sorriam para mim. Estranhei porque não os conhecia. Num momento em que desviei o olhar, ao retornar minha vista para a eles, notei que haviam sumido. Resumindo – eram espíritos. Eu tornara, na minha formatura, a ver espíritos. Voltei para São Paulo cheio de planos.

Muita dificuldade pro início das atividades. Uma noite, no meu quarto, repousando, acordo assustado. Senti a presença de um Espírito. Era o padre que eu vira no dia da festa. Ele se apresentou como “meu amigo espiritual” e me disse que eu tinha uma missão. Que era pra eu ler muito, me capacitar, antes de começar o trabalho. Eu não tinha dinheiro pra comprar todos aqueles livros que ele mencionara. Mas, surpreendentemente, chegavam às minhas mãos, vindas pelas mais distintas fontes, as obras que ele mencionara.

Após alguns anos ele voltou a aparecer e me disse: Agora você está preparado para a segunda etapa da sua missão. Pegue um caderno que você irá acompanhar o que acontece com os animais no mundo espiritual. Aquela pessoa de branco que estava comigo na sua formatura é um medico veterinário e irá te acompanhar e esclarecer todas as suas dúvidas. Parecia um filme no qual eu interferira. Perguntei... anotei... fiz pesquisas. Aproveitei as experiências na minha clínica. Anotava tudo.

Um certo dia o padre me falou: agora está na hora de você escrever um livro. Mas como? Eu? Não sei escrever. Definitivamente não tenho habilidade para a escrita. Lembrei-me do tempo da escola, quando recebia as cartas da namorada e não conseguia passar de dois parágrafos na resposta. Mas o padre insistiu. Comecei, titubeante, mas com o tempo saiu.”

Eu sempre digo: se não fosse a Ana, não teríamos publicado este livro que se tornou um sucesso editorial e um dos marcos da Literatura Espírita.

Agora a querida companheira vai para o outro plano. E, tenho certeza, logo, logo ela estará trabalhando do lado de lá. Nos ajudando, nos inspirando, com aquele energia realizadora dela, que eu sempre admirei.

Minhas homenagens à querida amiga e mestra.

Colaboração de Ângerla Lobo



Assim parece-nos ter agido o poeta Augusto Frederico Schmidt, que toca nossos corações com os seguintes versos:

"Os que se vão, vão depressa,

Ontem, ainda, sorria na espreguiçadeira.

Ontem dizia adeus, ainda da janela.

Ontem vestia, ainda, o vestido tão leve cor-de-rosa.

Os que se vão, vão depressa.

Seus olhos grandes e pretos, há pouco, brilhavam.

Sua voz doce e firme faz pouco ainda falava.

Suas mãos morenas tinham gestos de bênçãos.

No entanto hoje, na festa, ela não estava.

Nem um vestígio dela, sequer.

Decerto sua lembrança nem chegou, como os convidados,

Alguns, quase todos, indiferentes e desconhecidos.

Os que se vão, vão depressa

Mais depressa que os pássaros que passam no céu,

Mais depressa que o próprio tempo,

Mais depressa que a bondade dos homens,

Mais depressa que os trens correndo, nas noites escuras,

Mais depressa que a estrela fugitiva que mal faz traço no céu.

Os que se vão, vão depressa.

Só no coração do poeta, que é diferente dos outros corações,

Só no coração sempre ferido do poeta

É que não vão depressa os que se vão.

Ontem ainda sorria na espreguiçadeira,

E seu coração era grande e infeliz.

Hoje, na festa ela não estava, nem sua lembrança.

Vão depressa, tão depressa os que se vão ..."

.............................

Não permita que sua dor, seja ela causada pelo motivo que for, o impeça de perceber a beleza de cada momento.

Não deixe que suas lágrimas, por mais sentidas e justas que sejam, turvem sua visão, impossibilitando que seus olhos vejam a vida com clareza e serenidade.

Dedique aos amores que partiram pensamentos otimistas e repletos de confiança no reencontro futuro, sem desespero nem revolta.

Se hoje pareceu-lhe que ninguém é capaz de entender a dor que lhe invade intensamente o peito, saiba que nada, nem mesmo nossas angústias, passam despercebidas ao Pai.

Falta-nos palavras que possam trazer-lhe o conforto necessário, mas gostaríamos que soubesse que também nos sentimos órfãs.







UMA VERGONHA NACIONAL-Colaboração de Nancy Sierra

 

"No  futebol, o Brasil ficou entre os 8 melhores do  mundo e todos
estão tristes.
 
  Na  educação é o 85º e ninguém  reclama..."
 
EU  APOIO ESTA TROCA: TROQUE  01 PARLAMENTAR POR 344  PROFESSORES
 
O  salário de 344 professores que ensinam é igual  ao  de 1 parlamentar
que rouba
 
Essa  é uma campanha que vale a pena!
 
Repasso  com solidária revolta!

Prezado  amigo!

Sou  professor de Física, de ensino médio de uma  escola pública em uma
cidade do interior da  Bahia e gostaria de expor a você o  meu  salário
bruto mensal:  R$750,00

Eu  fico com vergonha até de dizer, mas meu salário  é R$750,00. Isso
mesmo! E olha que eu ganho mais que outros colegas de profissão que não
possuem  um curso superior como eu e recebem minguados  R$540,00. Será
que alguém acha que, com um  salário assim, a rede de ensino poderá
contar  com professores competentes e dispostos a  ensinar? Não querendo
generalizar, pois ainda  existem bons professores lecionando, atualmente
a regra é essa:

O professor faz de conta que dá  aula, o aluno faz de conta que aprende,
o  Governo faz de conta que paga e a escola aprova  o aluno mal
preparado. Incrível, mas é a pura  verdade! Sinceramente, eu leciono
porque sou um  idealista e atualmente vejo a profissão como um  trabalho
social. Mas nessa semana, o soco que  tomei na boca do estomago do meu
idealismo foi  duro!

Descobri que um  parlamentar brasileiro custa para o país R$10,2
milhões por ano...
São os parlamentares mais caros do mundo.
Na  Itália, são gastos com parlamentares R$3,9  milhões, na França,
pouco mais de R$2,8 milhões,  na Espanha, cada parlamentar custa por ano
R$850  mil e na vizinha Argentina R$1,3 milhões.
É PRA LAMENTAR!!!...

Trocando  em miúdos, um parlamentar custa ao país, por  baixo, 688
professores com curso superior  !


Diante  dos fatos, gostaria muito, amigo(a), que você  divulgasse minha
campanha, na qual o lema  será:

'TROQUE  UM PARLAMENTAR POR 344  PROFESSORES'.

Alois Alzheimer



Aloysius Alzheimer (Marktbreit, 14 de junho de 1864 — Breslau, 19 de dezembro de 1915) foi um neurologista alemão conhecido sobretudo por ter sido o primeiro autor a reconhecer com entidade patognómica distinta a doença neurodegenerativa que hoje tem o seu nome (doença de Alzheimer ou mal de Alzheimer) Alzheimer trabalhou também com Emil Kraepelin,autor da primeira classificação moderna dos vários tipos de doença psicótica.
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