por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



terça-feira, 28 de outubro de 2014

Ainda sobre o "BOLSA FAMÍLIA" - José Nilton Mariano Saraiva

Por entender que é preciso que essa questão relativa ao Bolsa Família fique bem esclarecida, abaixo disponibilizamos o número de FAMÍLIAS beneficiadas em cada estado da federação (posição setembro/2014). Para se obter o número de PESSOAS beneficiadas, basta considerar (num cálculo conservador) cada família com 04 integrantes (o casal e 02 filhos). 

BOLSA FAMÍLIA – NORTE-NORDESTE
ESTADOS
FAMÍLIAS BENEFICIADAS
- BAHIA
- 1.815.368
- PERNAMBUCO
- 1.153.941
- CEARÁ
- 1.094.126
- MARANHÃO
-    987.599
- PARÁ
-    887.633
- PARAIBA
-    526.984
- PIAUI
-    458.081
- ALAGOAS
-    441.931
-  R. G. NORTE
-    364.404
- AMAZONAS
-    359.911
- SERGIPE
-    281.897
- RONDONIA
-    115.389   
- ACRE
-      78.619
- AMAPÁ
-      55.346
- RORAIMA
-      48.088
TOTAL
- 8.669.317 (FAMÍLIAS)


BOLSA FAMÍLIA
SUL/SUDESTE/CENTRO-OESTE


- SÃO PAULO
- 1.270.732
- MINAS GERAIS
- 1.148.187
- RIO DE JANEIRO
-     828.716
- R.G. SUL
-     435.962
- PARANÁ
-     407.556
- GOIÁS
-     336.324
- ESPÍRITO SANTO
-     190.670
- MATO GROSSO
-     186.647
- MATO GROSSO SUL
-     146.228
- TOCANTINS
- SANTA CATARINA
- DISTRITO FEDERAL
TOTAL
-     140.108
-     136.279
-       86.373
-  5.313.792 (FAMÍLIAS)

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Social 


Utilizando-se a medida “padrão” internacional de 04 pessoas por família (o casal e 02 filhos), num cálculo “conservador” temos que o Bolsa Família beneficiou 55.932.436 pessoas no total, sendo que no Nordeste 34.677.268 pessoas e Sul/Sudeste/Centro-Oeste 21.255.168 pessoas. 

Alguma dúvida ??? 




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Um reacionário, acrescido de uma irracionalidade patológica, uma vez mandou-me um poema do Maiacovsky usando-o contra o PT e seu governo e, claro, contra toda ideia que não fosse neoliberal. Não conhecia a história de Maicovsky e, invertendo a equação, deturpava o sentido do poeta. Um poema contra a burguesia e sua opressão. Estes dias assisti a dois musicais do Chico Buarque: Saltimbanco Trapalhões e Ópera do Malandro. Ambas críticas dos acordões do capitalismo. Aconteceu que por falar em corrupção, com o selo colado na Dilma e livrando a cara do Aécio algumas frases realçadas serviu de manifesto para algumas palmas da classe média conservadora da Zona Sul. 

Por isso tive dúvidas sobre postar esta música. Mas não. Ela diz. Tudo. Diz principalmente sobre esta malta raivosa antipopular. 

UMA MÚSICA NAS CALÇADAS - José do Vale Pinheiro Feitosa

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Porque nasci ali. No único sítio que levava o nome do rio que corria em todo o seu terreno. Onde vi muito nascer de sol além de treze quilômetros de um belo canavial. E também a lua tomando o céu por trás dos morros onde um dia se ergue a visível estátua do Padre Cícero. Do meu lado esquerdo o Alto do Urubu, coberto de Mata Atlântica ali os pássaros e os urubus como memória do que um dia foi a matança  em suas árvores se abrigavam aos mistério da noite.

A autêntica Batateira. Que carreguei como parte inseparável do meu território corporal, afetivo e memorial. Onde aprendi, onde ensinei, onde fiz e fui feito de brincadeiras de meninos, do povo como eu. Com coisas que saltam da língua, das piadas toscas, dos palavrões. Dos desarranjos. Da tosse, do defluxo, da sapiranga. Do tracoma que andava naquelas áreas úmidas como uma lembrança bíblica do Oriente Médio.  

Do banho no rio. De fazer castelos em sua areia lavada. De deixar minha alta flutuando e rodando como um helicóptero feito as sementes que assim o eram. Como planadoras ficar mais tempo no ar até me afastar da árvore mãe. É assim que escute o comum da minha alma. 

Assim como esta música de João Bosco e Aldir Blanc. Bandalhismo. Escutem só que samba gosto, que violão de roda. E prestem atenção à suave voz de Paulinho da Viola cantado o mundo real de nossas vidas. Só Aldir seria capaz de uma letra desta.

A CASA QUE CAIU NA VIDA DE AÉCIO NEVES - José do Vale Pinheiro Feitosa

Seja porque Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa baixaram na alma de mentes raivosas. Ou porque eles nunca suportaram os partidos de origem trabalhista (mais ainda se socialistas ou comunistas) e sempre tiveram esteatose hepática à simples menção de seus quadros. Quem sabe mais raiva tenham ainda de líderes populares que ousem afrontar as migalhas do banquete que pegam embaixo da mesa da elite nacional e internacional. Seja onde nasça este ódio é preciso considerar algumas coisas.

Quando Eduardo Campo surgiu e depois Marina, mesmo quem estava escaldado com o PSDB, veio com a tese que o Governo Dilma estava ultrapassado pelo próprio povo que ajudara. Eles agora estavam numa nova classe média e queriam muito mais do que o Estado poderia oferecer. O exemplo? As manifestações de junho de 2013.

Agora ponha na conta de Gilmar e Joaquim mas abra o olhar para uma megaestrutura sem a qual Barbosas e Mendes não são nada. Ao ponto pacífico: a análise sistemática das valias das manchetes e escolhas jornalísticas dos jornais Estado de São Paulo, Folha de São Paulo e Globo, das revistas Veja, Época e Isto É e Jornal Nacional foram contundentes para uma propaganda negativa e sistemática, criadora de ódio inclusive, contra o governo e o PT. Esta avalanche de matérias pode transformar um pensamento livre em mero “equipamento” de repetição acrítica de propaganda política.

Aí junta a briga de casal, o filho que não estuda, as despesas que não fecham a carestia que é ser de classe média nos bairros chiques e por aí vai e surge um ódio baseado nas tais manchetes. O mundo está em crise e aquela classe média tradicional do Brasil precisa dividir espaços e serviços que antes lhe eram quase que, socialmente dizendo, exclusivo. Avião, Shopping, consumo de linha branca, carro, restaurantes e por aí vai.

Muitos dos raivosos se originam de uma situação em que os avós e pais foram beneficiários do “progresso” do regime militar. Cresceram inclusive nas estatais e nos movimentos da bolsa. Fizeram patrimônio e aí os filhos e netos foram criados, acreditando que aquilo tudo era natural. Aquilo existia desde que o mundo era mundo e eles tinham direito de exclusividade.

Vivem numa sociedade menos exclusiva e mais inclusiva. E será daí por diante. A “meritocracia” de origem não ajuda em sistemas efetivamente democráticos. Os que babam com raiva de nordestino, os conservadores que temem o amanhã, os neoliberais que vêm “totalitarismo” em avanços sociais coordenados, se tornam o resíduo odiento da realidade política e social em transformação.

A campanha de Aécio Neves foi financiada e todas as jogadas maldosas dela tinham uma articulação essencialmente originária em grandes fundos financeiros. Foi uma campanha caríssima e que não se coaduna com as declarações que agora farão à justiça eleitoral.

Como explicar a quantidade imensa de robôs que operaram na Internet, SMS, Whatssap e mais o que aconteceu no Twitter e Facebook. Como em menos de hora foi para a rua milhões de cópias da capa da revista Veja entre sexta e sábado às vésperas das eleições em São Paulo, Brasília e no Rio. E olhem que eram os mesmos cabos eleitorais contratados para bandeiradas do PSDB nas ruas que distribuíam. E quem pagou toda esta logística?

E os robôs que ontem mesmo convocavam manifestações pró-impeachment da Presidenta nas ruas de São Paulo. E os mesmos instrumentos via celular que inundaram os cidadãos com pragas contra nordestinos. Isso tudo demonstra um forte e desleal aparato financiado para golpear o julgamento popular.

Mas e como tirar a história das pessoas?

Falo do porteiro de um prédio na Zona Sul do Rio de Janeiro, com todo o cuidado possível, sentado em sua mesa de trabalho e um morador com a camisa de cima a baixo com bottons do Aécio Neves. E claro agressivamente impondo a vontade dele. O porteiro rindo e sem dizer mais nada. O orgulhoso eleitor saiu para seu voto de “consciência” enquanto o porteiro abria a porta eletrônica para que se fosse.

Quantos anos tens? 48 anos. Desde quando trabalha? Desde os 8. Durante mais de 35 anos de tua vida de trabalho quanto de crédito recebesse para comprar tua casa? Agora. Pago direitinho. Só agora aos 44 anos que tive minha casa e não um barraco no meio da família lá na Rocinha. Agora pago Minha Casa Minha Vida.

Como votar no Aécio? Não pelo que FHC não fez. Mas pelo que Aécio prometia e aí o povo é esperto o suficiente para mesmo não entendendo a linguagem do Armínio Fraga saber quem ia pagar a fatura.

Bolsa família?

Isso é de menos meu senhor. Minha filha faz pós-graduação e todo mundo aqui estuda.  



Por Bruno Pedroza

Faz bem a minha alma de brasileiro "expatriado" ler a noticia das nossas eleiçoes na primeira pagina de importantes jornais desta Europa entusiamada com o Brasil. Tudo elogio à democracia brasileira, a nossa linha de preferencia pelo social neste mundo desregrado e movido pelo lucro de um capitalismo selvagem. Viva o Brasil, e viva o povo brasileiro! Nao vamos nos dividir, vamos trabalhar para um bem comum, nao existe vencedores nem vencidos, existe o Brasil que espera de cad...a um o dever de cidadao e o entusiasmo em continuar sendo exemplo de democracia para o mundo!!!!! Quem souber descaroçar escritos em alemao, holandes, austriaco, italiano, frances, espanhol, e muito mais, pode conferir as noticias que foram manchetes hoje em jornais cotidianos na Europa toda. Continuo orgulhoso e cada vez mais de ser brasileiro e acreditar no meu pais.