por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



terça-feira, 31 de julho de 2012

BB Agência Central agora é Concessionária de Automóveis‏- Colaboração de Geraldo Ananias



No pré-histórico ano de 1963, recém empossado no Banco do Brasil, certo dia ao adentrar os umbrais da vetusta sede da então Agência Central na rua Primeiro de Março, no Rio de Janeiro, de mãos dadas com meu pai, disse-me ele olhando-me nos olhos: "você deve se sentir orgulhoso em ser funcionário deste Banco que é a própria História do Brasil." Tais palavras calaram fundo na alma daquele quase menino, e eu as trouxe no coração pelo resto da vida.
Pois bem. Hoje pela manhã, ao ir à Agência Estilo localizada no mezanino da Agência Central, no Setor Bancário Sul em Brasília, sucessora daquela velha e calejada Agência Central do Rio de Janeiro, e penetrar em seu saguão principal, enorme, tão belo quanto seu antepassado, vi incrédulo, pasmado, chocado, quatro automóveis estacionados em seu centro. Senti-me verdadeiramente tonto. Estaria eu tendo alucinações? fora de meu juízo? algum Mal de Alzheimer estaria acometendo meu sadio cérebro? Desci a escada rolante e verifiquei que realmente haviam transformado o vão central em estacionamento. Lá estavam os carros parados onde já fora o imenso círculo de caixas e plataformas de retaguarda. Descobri de repente que aquilo era um local de venda de automóveis de uma concessionária em Brasília denominada Jorlan. Lá estavam os carros no "show room". Lá estavam as indefectíveis mesas dos vendedores e as belas e gentis recepcionistas. Só faltavam os tradicionai
s cachos de bexigas coloridas. Para ter certeza de que meus olhos não me enganavam, ainda conversei com um vendedor. Era tudo pura verdade.
Quase chorei.
Não que eu tenha algo contra concessionárias de automóveis ou contra seus respeitados trabalhadores. Eles merecem minha admiração e gratidão, pois foi em concessionárias de automóveis que tive muitas alegrias através dos anos ao adquirir, vez por outra, carros zero quilômetro. Ia com minha mulher e meus pequenos filhos e tudo era só alegria.
Mas daí ver uma concessionária transladada para o centro da Agência Central. Sentir um Banco que era do Brasil, parte integrante e indelével de sua História, local onde milhões de pessoas tocavam suas vidas financeiras, faziam seus negócios, alimentavam sonhos e decepções, mas sabiam estar no maior e mais respeitado Banco da América Latina, agora transformado em mera agência de venda de automóveis! Foi uma tristeza indescritível. Senti algo como se a gente entrasse em uma igreja que amávamos, respeitávamos e curtíamos, e lá visse, em pleno altar, montada uma barraca de venda de quitutes de São João, guarnecida por caipiras dançando forró.
Não meus amigos e colegas. Talvez eu esteja caduco, ultrapassado e não compreenda o estranho mundo dos negócios do século XXI. Mas o sentimento foi um só: chafurdaram em solo sagrado.
O BANCO DO BRASIL está diminuído e com ele nossos corações foram enterrados na soleira de uma agência de automóveis.

Cláudio Leuzinger.






segunda-feira, 30 de julho de 2012

 

Tenta Esquecer-me

Mário Quintana
Tenta esquecer-me…
Ser lembrado é como evocar
Um fantasma…
 Deixa-me ser o que sou,
 O que sempre fui, um rio que vai fluindo…
 Em vão, em minhas margens cantarão as horas,
Me recamarei de estrelas como um manto real,
Me bordarei de nuvens e de asas,
Às vezes virão a mim as crianças banhar-se…
Um espelho não guarda as coisas refletidas!
E o meu destino é seguir… é seguir para o mar,
As imagens perdendo no caminho…
Deixa-me fluir, passar, cantar…
Toda a tristeza dos rios
É não poder parar!

 

 

 

Mário Quintana



Mário de Miranda Quintana (Alegrete, 30 de julho de 1906 — Porto Alegre, 5 de maio de 1994) foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro.

Mário Quintana era filho de Celso de Oliveira Quintana e de Virgínia de Miranda, fez as primeiras letras em sua cidade natal, mudando-se em 1919 para Porto Alegre, onde estudou no Colégio Militar, publicando ali suas primeiras produções literárias. Trabalhou para a Editora Globo, quando esta ainda era uma instituição eminentemente gaúcha, e depois na farmácia paterna.

Considerado o "poeta das coisas simples", com um estilo marcado pela ironia, pela profundidade e pela perfeição técnica, ele trabalhou como jornalista quase toda a sua vida. Traduziu mais de cento e trinta obras da literatura universal, entre elas Em Busca do Tempo Perdido de Marcel Proust, Mrs Dalloway de Virginia Woolf, e Palavras e Sangue, de Giovanni Papini.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Vivaldi



Antonio Lucio Vivaldi (Veneza, 4 de março de 1678 — Viena, 28 de julho de 1741) foi um compositor e músico italiano do estilo barroco tardio. Tinha a alcunha de il prete rosso ("o padre vermelho") por ser um sacerdote de cabelos ruivos Compôs 770 obras, entre as quais 477 concertos e 46 óperas. É sobretudo conhecido popularmente como autor da série de concertos para violino e orquestra Le quattro stagioni ("As Quatro Estações")

wikipédia



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Bach



Johann Sebastian Bach (Eisenach, 21 de março de 1685 — Leipzig, 28 de julho de 1750) foi um organista e compositor alemão do período barroco. Mestre na arte da fuga, do contraponto e da música coral, ele é um dos mais prolíficos compositores da história da música ocidental. É, por muitos, considerado como o pai da música.

Devoto admirador de Dietrich Buxtehude, Bach é tido como o maior compositor do Barroco e, por muitos, o maior compositor da história da música, ainda que pouco reconhecido na altura em que viveu. Muitas de suas obras reflectem uma grande profundidade intelectual, uma expressão emocional profunda e, sobretudo, um grande domínio técnico em grande parte responsável pelo fascínio que diversas gerações de músicos demonstraram pelo Pai Bach, especialmente depois de Felix Mendelssohn que foi um dos responsáveis pela divulgação da sua obra, até então bastante esquecida.

Posteriormente, Hans von Bülow faz referência de Bach como um dos "três bês da música" (Bach, Beethoven, Brahms), considerando o seu Cravo Bem Temperado como o Antigo Testamento da Música.

wikipédia

Na Rádio Azul


Notícias - Eleições 07.10 .2012 para Prefeito e Vereadores




Prefeito Marcos Cunha- 13
Vice Pedro Lobo
Noite iluminada, no Crato Tênis Clube.

16.08.2012 no Sesc Crato e dia 18.08 no Terraçus.


quinta-feira, 26 de julho de 2012

Vestibular em Matozinho


Matozinho teve sua primeira escola regular sob a batuta, ou a palmatória,  de D. Filomena Garrido. Sistemática, rigorosa, D. Filó alfabetizou muitas gerações de matozenses,  com a indispensável ajuda de bolos e chulipas. Cabra aprendia o ABC ou largava  o couro das mãos. Até em Piaget ela daria pesqueiro. Só muitos anos depois,  surgiu o primeiro Grupo Escolar que  estendia os estudos  até o Exame de Admissão , o que já era de causar admiração. Já nos anos 70, fundou-se o Colégio Filomena Garrido, em homenagem à primeira educadora da cidade, naquelas alturas já ministrando aulas na corte celeste. O Colégio fez com que os primeiros matozenses conseguissem completar todo o Ensino Médio. Causou certa estranheza, pois, que a partir dos anos 90 começasse uma avalanche de Faculdades a se instalar na ainda pobre e provinciana vila de Matozinho. Primeiro foi uma Faculdade Pública estadual com um nome meio estrambótico : FAVAJU – Faculdades do Vale da Jurumenha. Oferecia alguns poucos cursos como Contabilidade, Pedagogia, Letras, Geografia.  Instalada por Sindé Bandeira, o prefeito, a FAVAJU era pública, mas cobrava uma ajuda de custo aos alunos, para manutenção. Logo depois, começaram a aparecer extensões de outras Faculdades do Estado, todas elas públicas, mas também pagas . E, por fim, instalaram-se mais três Faculdades particulares em Matozinho. Contavam-se, em poucos anos, mais de sete Faculdades oferecendo cursos superiores, numa região pobre e, mais, com altos índices de analfabetismo.
                                               Como era previsível, rápido se estabeleceu uma grande concorrência por alunos. Sindé Bandeira , preocupado com a sobrevivência dos cursos, encaminhou um Decreto-Lei para a Câmara de Vereadores, aprovado por unanimidade, em que tirava a exigência de qualquer histórico escolar para acesso ao Nível Superior. Basta passar no Vestibular, dizia Sindé! Justificava-se dizendo  não podia haver preconceito: a ordem é inclusão, meus amigos ! Mouco, Surdo, Cego, Doido não podem entrar na Faculdade? Por que analfabeto tem que ser discriminado? Que faça o vestibular! E mais, tem que ter uma pessoa para acompanhar e ler as questões e, também, dar uma ajudazinha. A Secretaria de Educação, também, reuniu-se com as diversas Faculdades no sentido de facilitarem um pouco as questões do exame seletivo. Aí apareceram quesitos mais fáceis como : “O Prefeito de Matozinho é Sinderval: a) Fâmula; b) Hino; c) Bandeira; d) Mastro. Abriram-se ainda cursos superiores em áreas mais apetitosas ao povão : “Chapéu, Arupemba, Balaio e Caçuá”; “Landuá Soca-Soca , Bodoque e Baladeira”; “Macramê, Fuxico, Bordado,  e Frivolitê”; “Rosário de Coco, Passa-Raiva, Filhós e Quebra-Queixo”; “Tabaqueiro, Tamanco, Palito e Chapéu de Couro”.
                                               Tomadas as devidas providências,  a vida universitária em Matozinho tem ido de vento em popa. Daqui a mais dois ou três anos vamos ter doutor de sobra na cidade, já vaticinou Zé Fubuia. O Matadouro Municipal está atrás de contratar um auxiliar de limpador de tripa , mas já veio com exigência : só aceita com nível superior e de anelão no dedo!
                                               Mês passado  aconteceu mais um Vestibular Integrado das Faculdades de Matozinho-- INFAME , nos últimos anos trazendo um grande afluxo de pessoas das cidades próximos que perfazem a Grande Matozinho. Em Serrinha dos Nicodemos, Gilberto da Topic fazia contratos com alguns alunos para levar e trazê-los após as provas . Naquele semestre transportou doze estudantes de Serrinha e mais cinco de Aparecida do Norte, um outro arruado, distrito de Matozinho. Conduzia-os pela manhã e trazia-os após as provas. Marcado o dia da publicação do resultado final  do INFAME, os alunos o contrataram novamente para ir até a  FAVAJU , verificar se tinham sido aprovados. O topiqueiro se dirigiu à Secretaria da Faculdade e lá explicou que se chamava Gilberto e tinha vindo de Serrinha dos Nicodemos e Aparecida do Norte a mando de alguns estudantes para saber se tinham passado no Vestibular. Entregou a relação dos alunos   a uma mocinha fardada, com crachá da Faculdade que a identificava como Secretária. A burocrata folheou uma extensa relação de nomes e foi pouco a pouco procedendo à checklist dos vestibulandos. Parou por um momento o caqueado  e voltou a perguntar o nome do motorista.
                               --  Gilberto de Serrinha do Nicodemos e Aparecida, minha senhora !
                               Passados alguns instantes, a mocinha voltou toda sorrisos e avisou:
                               -- Meus parabéns, por coincidência todos foram aprovados ! Aproveite e dê nossas mais profundas congratulações aos novos universitários, em especial ao Sr. Gilberto ,ao Sr. Nicodemos que obtiveram  médias ótimas  e, principalmente à Sra. Aparecida do Norte, ela é cobra : tirou o segundo lugar !

J . Flávio Vieira

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Um Pensamento, apenas. Liduina Vilar.

Eu amo o pouco que me convém. E, assim, levo minha amada vida a outrem. E esse tanto, termina sendo o maior de mim. Um beijo, meus amigos e amigas do Azul Sonhado.


 

ECONOMIA DE COMUNHÃO

Empresas em Comunhão 19:54 @ 02/11/2008 Empresas em Comunhão Aliando o princípio espiritual “Que todos sejam Um” à doutrina da Economia de Comunhão, que envolve já oitocentas empresas em todo o mundo, o Movimento dos Focolares reúne hoje mais de quatro milhões de seguidores. Em Portugal, dez empresas trocam a “cultura do Ter” pela “cultura do Dar”, seguindo preceitos éticos de uma gestão responsável 2 comentários | publicado por Riozo CAMINHAR SOBRE A ECONOMIA COM CORAGEM 22:35 @ 24/10/2008 (http://www.grupos.com.br/blog/economiadecomunhao/permalink/27302.html) A reflexão a seguir deseja mostrar a necessidade de se criar um espaço para dar condições de formar as pessoas, particularmente os executivos que participam da Economia de Comunhão. Diante dos grandes desafios que esse Projeto propõe é necessário que o executivo seja formado nesta visão, para que seja ao mesmo tempo conceitual e prático. Que consiga bons resultados, ser excelente técnico e possa desenvolver todos os aspectos da espiritualidade da unidade nos processos humanos de desenvolvimento. Evidencia-se esta falta de formação, quando observamos o uso de frases como estas: “ninguém é perfeito”, “cada um tem o seu estilo”, “todo mundo faz assim”, “não há clima em nossa empresa para falar essas coisas”, “isso é fora da realidade”, “no nosso país não dá...”, “na teoria, tudo parece bonito, mas no chão da fábrica isso não funciona”, e assim por diante. Ou conclusões como esta: “Ele é um gênio técnico, mas é intratável como ser humano”. Tais premissas muitas vezes são usadas como pretexto, para não optarmos pela experimentação dos princípios da EdC, no dia-a-dia do mundo do trabalho; outras vezes servem para justificar falhas de formação e deficiências administrativas. Essas lacunas na formação geram conflitos internos nas pessoas, porque elas acabam vivendo valores diferentes nas várias atividades do ser humano, dificultando assim o desenvolvimento completo da experiência de Economia de Comunhão. Desse modo, acabamos nos acomodando com essas “deficiências normais” que prejudicam o desenvolvimento da experiência da EdC e tambem o nosso, como pessoa. Por isso precisamos descobrir uma maneira de crescer continuadamente, em formação e educação. Essa formação deve ir além da aquisição de conhecimentos técnicos, que são importantes e indispensáveis, mas não é suficiente; devemos formar a “pessoa por completo”, particularmente o “executivo” a fim de que seja competente em todos os aspectos da vida da empresa, que, na realidade, não deixa de ser uma conseqüência da sua vida pessoal. Essa conscientização e formação contínua nos dariam a sabedoria para implantar os aspectos da espiritualidade da unidade no mundo do trabalho, envolvendo todas as dimensões da vida empresarial, das mais simples, que podem parecer inexpressivas, até as mais complexas. Existirão as dúvidas porque estamos à procura da “verdade”. Na vivência do dia-a-dia da EdC, notamos que o grande inimigo para seu desenvolvimento não é a dúvida e sim o medo. Nós nos sentimos pressionados constantemente pelo medo! Medo de perder as coisas que pensamos que podem nos proporcionar a felicidade; medo de errar, medo de perder a imagem que outras pessoas fazem de nós, ou daquilo que pensamos ser, medo de perder nosso capital, nossas idéias e tudo aquilo que sonhamos ter. Lembro-me que quando nós fizemos essa escolha, de viver a fraternidade na nossa empresa, ou seja, quando optamos por fazer a experiência de EdC, senti medo. Medo e angústia, porque, como um alarme, me vinham idéias que haviam ficado registradas em minha memória, idéias de coisas que vivenciei em outra época. Embora esse medo fosse real, ele foi acionado por coisas que não existiam mais, por fatos registrados em minha memória. Então, não foi a nova escolha que me deu insegurança, mas foram lembranças de um passado que não existia mais. E a coragem de fazer essa escolha me fez observar esse fenômeno com clareza e constatar que havíamos escolhido o caminho certo. Isso me libertou de temores repletos de falsas idéias. Uma das grandes virtudes da Economia de Comunhão é a abertura, que trará liberdade para que essa experiência venha a ser renovada como qualquer organismo vivo que evolui. É importante lembrar também que o grande propulsor dessa experiência é a fé, e as dúvidas que surgem, são elementos que irão fortalece-la e criar vida nova, eliminando o passado e nos colocando no momento presente. Questionemo-nos! É necessário que nos questionemos continuamente e nos desapeguemos de todos os conceitos, de todas as coisas e ideologias, para estarmos abertos à verdade contida na essência da Economia de Comunhão, que tem suas raízes na Fraternidade Universal. Um outro ponto importante para a Economia de Comunhão é o acompanhamento daquilo que acontece nas empresas para que não haja um distanciamento entre a vida e a teoria. Devemos lembrar que todos os trabalhos acadêmicos e teóricos, também são importantes porque nos indicam o caminho, e são necessários para provar premissas diferentes das aceitas pela sociedade. Mas tudo o que acontece nas empresas e nos pólos é o grande instrumento que irá mostrar a possibilidade de uma vida econômica nova porque contém o poder de transformação pelo exemplo. Podemos ilustrar isso com o que aconteceu com Galileu Galilei (1564-1642) no início da Idade Moderna. Ele convidou a sociedade da época a olhar pelo telescópio que havia inventado (era uma luneta montada num tripé). Com isso Galileu foi um dos protagonistas na criação de uma nova física, segundo a qual a Terra girava ao redor do Sol e que era a gravidade que nos mantinha presos à Terra. Entretanto, muitos relutaram a olhar pelo telescópio porque tinham medo de colocar em questionamento aquilo que acreditavam, ou seja, na antiga física que afirmava que a Terra era o centro do universo. Relutaram porque a constatação de que a Terra gira em torno do Sol os obrigava a mudar a concepção que tinham do Universo.

Leão
22/07 a 22/08




Elemento: Fogo
Estrela Regente: Sol
Palavra-chave: Eu sou
Afinidades: Áries, Gêmeos, Libra, Sagitário
Dia da semana: Domingo
Cor: Dourado
Pedra: Diamante
Metal: Ouro
Planta: Crisântemo, Girassol
Órgão: Coração
Função vital: Visão e Cegueira, sentimento
Incenso: Mirra
Anjo: Michael - Salmo 51

O signo de Leão representa a clareza, a firmeza, a nobreza e a vitalidade. Os leoninos são autoconfiantes, honestos, criativos, extrovertidos e conscientes de seus direitos.

Negativamente podem ser orgulhosos, presunçosos, inflexíveis e egocêntricos.

Os leoninos são afetuosos, generosos e gostam de demonstrar seus sentimentos. Têm grande necessidade de aprovação e são suscetíveis à lisonja. Precisam estar em evidência, gostam de ser o centro das atenções.

Têm um forte senso de integridade e presumem que ao outras pessoas sejam iguais. Por isso são muito confiantes e sinceros, e estas características podem provocar dificuldades interpessoais. Também podem ser muito impacientes e, com freqüência, obstinados e irritadiços nas discussões. Quando os leoninos não são autênticos e não satisfazem seu desejo por brilho e reconhecimento, podem desenvolver características de indolência, preguiça, falta de coragem e impetuosidade.

Profissionalmente os leoninos atuam bem em posições de responsabilidade, comando e administração. Podem trabalhar em áreas ligadas à política, bolsa de valores, relações públicas, entretenimento, direção de empresa, ensino e pedagogia. Trabalham bem em áreas que requeiram criatividade, confiram distinção e reconhecimento.

A falta de afeto e a timidez podem diminuir seu alto grau de vitalidade. Com isso podem surgir problemas no coração, na coluna, nas costas e na visão. Os leoninos também são propensos a sofrer acidentes, terem febres altas e doenças súbitas.

Como são muito amorosos e afetuosos, os leoninos gostam de se apaixonar e sentem grande atração pelo sexo e o prazer. No amor são calorosos, românticos e generosos. Conduzem a relação como uma peça teatral, como algo mágico e suntuoso. Amam com classe e sem inibição, certos de que sempre agradarão.




® Mulher Virtual - Todos os direitos

Deserto é miragem
Temos pão e temos alma
Meus olhos é que não sabem chorar
A dor fica cristalizada...
Incomoda como pedra no sapato

Mas o dia está tão azul...
A tristeza arranjou uma rede
Pra se acalentar
“Canto triste” deixou de rolar

Momento de choro
João Pernambuco e Hermínio Bello,
Em “Estrada do sertão”...
Traz gente que vem do mar.

socorro moreira

domingo, 22 de julho de 2012


Na Rádio Azul


Hermínio Bello de Carvalho é demais!!!!!!!!!!!!


Desapreço
Áurea Martins

Autor: Hermínio Bello de Carvalho
Álbum: De Ponta Cabeça
Estilo: Música Brasileira
Gravadora: Biscoito Fino
Ano: 2010



Teu desapreço por mim
Foi algo bem doloroso
Feito um pubhal me cravou
A alma, um olho o pescoço
Arranhadura mais forte
Provocou esse desprezo
E gostei menos de mim
E me unhei pelo avesso
Nem sobrou dentro de mim
O tal cachorro travesso
E o que restou para mim
Nem data, nem endereço
E agora pergunto
Mereço?
Mereço?
Mereço?
Mereço?

Canção primorosa



Em 1974, nascia no dia 23 de julho, meu filho caçula, André Ricardo.
Minhas esperas são impacientes... Ainda!
E a Paciência é um dos grandes atributos na perfilação de uma pessoa sábia.
Que ainda me reste tempo pra aprender a ter o que preciso ser!
Adianto-me no desejo de que ele viva o amanhã, no alegre festejo de uma nova idade.
Que Deus lhe cubra de graças!
O maior contentamento das mães é a felicidade dos filhos.

Mireille Mathieu



Mireille Mathieu (Avinhão, 22 de julho de 1946) é uma famosa cantora francesa, tendo interpretado canções em diversos idiomas.



sábado, 21 de julho de 2012



Ernest Hemingway



Ernest Miller Hemingway (Oak Park, 21 de Julho 1899 — Ketchum, 2 de Julho 1961) foi um escritor norte-americano.

Trabalhou como correspondente de guerra em Madrid durante a Guerra Civil Espanhola e a experiência inspirou uma de suas maiores obras, Por Quem os Sinos Dobram. Ao fim da Segunda Guerra Mundial se instalou em Cuba

quinta-feira, 19 de julho de 2012

O futebol no Brasil - Por José de Arimatéa dos Santos

No dia do Futebol, mesmo a saber que todo dia tem futebol seja no PV ou no campinho ali da esquina ou na rua mesmo...
Todos nós somos sabedores dos graves problemas sociais causados pela grandiosa desigualdade social no Brasil, porém o escape da maioria dos brasileiros é o futebol que faz a alegria de todos nós com o futebol arte e as jogadas de encher olhos dos amantes do futebol.
O futebol no Brasil significa alegria e muito brasileiro acompanha seu time diariamente através dos vários noticiosos esportivos que jorram informações futebolísticas. Quem não sabe o jogador que fez o gol da rodada ou o goleiro que fez uma defesa espetacular?
E quanto a seleção brasileira, por enquanto em baixa, significa o futebol arte em que o espetáculo todo brasileiro espera ver sempre. A seleção mais estrelada no mundo do futebol campeã em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002 sempre brilhou nos campos e com grandes jogadores como Pelé, Garrincha, Rivelino, Romário, Ronaldo Fenômeno e muitos mais como Zico, Rivaldo, Bebeto,... E quem sabe Neymar em 2014 entre nesse time cheio de monstros sagrados do futebol mundial.
Futebol a alegria do brasileiro e orgulho de todos nós. Verdadeira arte que integra todo um país. E transforma cada brasileiro em um técnico que sabe escalar seu time e cheio de esperança de mais um caneco aqui no Brasil.

MARINO PINTO-Por Norma Hauer


Foi aqui no Rio de Janeiro que ele nasceu em 19 de julho de 1916. Seu nome: MARINO PINTO, um compositor que obteve grandes sucessos em nosso cancioneiro.
Começou compondo em 1938, com Ataúlfo Alves, sendo que sua primeira gravação, na voz de Aracy de Almeida, já "estourou" . Foi o samba "Fale Mal, Mas Fale de Mim".
No ano seguinte,conheceu Wilson Batista e com ele compôs um dos sucessos, no ano seguinte, de Carlos Galhardo:"Deus no Céu e Ela na Terra".
Já um nome consagrado, passou a conhecer vários sucessos, com parceiros e cantores diversos.

Com Alberto Ribeiro, em 1941, compôs para Orlando Silva, o samba "Preconceito". Também com Alberto Ribeiro, um grande sucesso no carnaval de 1941, nas vozes dos "Anjos do Inferno":"Nós os Carecas"...

"Nós,nós os carecas,
Com as mulheres somos maiorais,
pois na hora do aperto
É dos carecas que elas gostam mais".

Foi um carnaval que os carecas ADORARAM.

No ano seguinte, em uma excursão pelo Norte e Nordeste, Orlando Silva lançou um samba de Zé da Zilda,com Marino Pinto, até hoje regravado por vários cantores:"Aos Pés da Cruz".

Luiz Vieira, quando comenta esse samba, gosta de dizer que a cruz não tem "pés"e sim um único pé.

Nesse mesmo ano, Isaurinha Garcia gravou "Teleco-Teco" e Carlos Galhardo, o samba "Largo da Lapa".

"Foi na Lapa, que eu nasci
Foi na Lapa que eu aprendi a ler.
Foi na Lapa que eu cresci
E na Lapa eu quero morrer".


Nos anos seguintes, novamente Carlos Galhardo gravava Marino Pinto, com "Seis Meses Depois" e "Desacordo", ambos Marino teve Waldemar Gomes com parceiro.

Mais uma vez com Wilson Batista, agora na voz de Déo "O Ditador de Sucessos", como foi designado por César Ladeira, gravou "A Morena que eu Gosto". Este samba projetou bem o nome de Déo.

Um grande sucesso de Dalva de Oliveira, foi composto com Herivelto Martins, de nome "Segredo"
. Este samba foi explorado por Dalva durante seu "affaire" com Herivelto, apesar deste ser co-autor da composição.

Nessa época da separação de Dalva e Herivelto, os compositores apoiaram um ou outro. David Nasser, por exemplo, apoiou Herivelto e foi cruel com Dalva, em uma coluna que escrevia no "Diário da Noite".

Já Marino Pinto ficou ao lado de Dalva e, com Paulo Soledade, compôs outro grande sucesso, que também marcou o "affaire" : "Calúnia".

Este foi "forte"..."deixe a calúnia de lado se de fato és poeta...". Mais outro, este com Mário Rossi:"Que Será?", que também foi sucesso na voz de Dalva.

Em 1951 Getúlio Vargas regressou ao poder eleito que fora no final de 50 e Marino Pinto, seguindo a onda, compôs para Francisco Alves gravar, o samba "O Retrato do Velho"

"Bota o retrato do velho outra vez
Bota no mesmo lugar..."

Marino Pinto ainda fez parceria com Haroldo Lobo e Dalva gravou "Foi Bom"; com Tom Jobim "Aula de Matemática", gravação de Carlos José; outra com Paulo Soledade "Cidade de São Sebastião", gravação dos Anjos do Inferno e com Mário Rossi, gravação de Jorge Goulart, "Quem ainda não Pecou" e "Decisão".

Em 1959, João Gilberto "redescobriu" e regravou "Aos Pés da Cruz".

Encerrando, com chave de ouro, sua carreira, em 1965, Marino Pinto compôs uma obra-prima "Valsa de Uma Cidade", em mais uma parceria com Mário Rossi.

Nesse mesmo ano faleceu, no dia 28 de novembro, deixando uma grande bagagem musical.

Lições de Tsunamis e Maremotos


Diante de todas as críticas, ante tantos detratores, temos que concordar, amigos: a EXPO/Crato  tem demonstrado uma pujança impressionante nos seus mais de sessenta anos de existência. Encravada estrategicamente  nas férias de meio de ano, quando incontáveis filhos da terra acorrem com saudades do Cariri, a Exposição  tem se fortalecido ano a ano,  batendo todos recordes de público , se comparada com outros eventos do Sul Cearense. Falar mal da Expocrato já se tornou quase um divertimento por estas bandas , já faz parte do cotidiano da nossa cidade e, a história tem demonstrado, apesar do olho de seca pimenta dos nossos conterrâneos, a Expô só tem prosperado. Sendo assim, diante da imunidade absoluta aos impropérios da população, me sinto à cavaleiro para também pinicar o oratório da nossa mais tradicional festa. Sei que pouca coisa há de mudar, que a festividade continuará com um público invejável e que os organizadores estarão se lixando para minha visão pessoal e realista. Mas que jeito, né? De tanto gritar no deserto a gente termina por se acostumar ao monólogo  e  a perceber miragens de  um tempo mais bonito e menos caótico.Pois aí vão algumas elucubrações de um velho meio ranheta—a quem interessar possa -- e que nas duas últimas Exposições se recusou a participar da pantomima.
                                               Continuo visceralmente contrário às terceirizações dos shows do Palco Principal.  Parece-me de uma imensa preguiça política a terceirização. Sob o pretexto de baratear a programação ao Estado, se obriga a população a engolir shows de péssima qualidade e a preços abusivos . E mais, o  estado se imiscui da sua função básica  de promover Política Cultural. É possível sim, trabalhar com projetos e fazer uma grade gratuita de shows de ótima qualidade como o Festival de Inverno de Garanhuns vem fazendo há vários anos. O que há por traz das negociatas das terceirizações ?
                                               Não existe nenhuma justificativa plausível para a total exclusão dos artistas caririenses na programação principal da Exposição do Crato. Quem decide pela imolação de tantos valores ? Os mesmos que nos palanques enchem a boca chamando  “Cidade da Cultura ? Que homenageiam o grande Gonzagão com o Forró de Plástico: sem Dominguinhos, sem Flávio Leandro , sem Waldonis, sem Flávio José ?  
                                               A mais popular das festas caririenses loteia o Parque Estadual  a preços caríssimos e que termina sendo bancados pelo povo.  Houve shows em que os ingressos chegaram a ser vendidos a mais de cem reais. As barracas do Palco principal cobravam mesas a cinqüenta reais, fora o consumo normal, um pratinho de petiscos vendia-se a quarenta e cinco pilas. Alguns visitantes propunham inclusive  trocar o nome do evento para Explora/ Crato. Espaço público utilizado numa festa pública com tantos envolvimentos do setor privado, como é feita a prestação de contas ?
                                               É de  uma total irresponsabilidade a sujeira do Parque. Sem depósitos adequados e sem a educação necessária, o lixo é jogado no chão e vai se acumulando dia após dia. No sábado aquilo já parecia um grande Lixão. Por que não há coleta sistemática e diária? A higiene da maior parte das barracas era de fazer engulhar. Quem deu o alvará para o funcionamento? Quem fiscaliza o uso e manuseio dos alimentos a serem preparados?
                                               Ficou para mim mais que provado que o atual Parque de Exposição não tem mais estrutura nenhuma para abrigar um evento de tamanha magnitude. O trânsito ficou extremamente caótico, o fluxo no próprio local , no penúltimo dia, estava praticamente impossível e o som das bandas infernizou a vida de toda uma população circunvizinha. A cidade cresceu muito nos últimos sessenta anos, é preciso sim, repensar o espaço. Vamos construir um outro fora da Cidade e pensar em utilizá-lo durante todo o ano em outras atividades. O atual pode se transformar num parque florestal urbano para os deleites de lazer do nosso povo e continuará, sim, presente nas nossas vidas e nas nossas tradições.
                                               Sei perfeitamente que escrevo essas palavras  sobre as águas. Têm a força de um instante líquido e fugaz. Mas deixem-me sonhar que terão o poder de chegar aos tímpanos do tempo com lições de tsunamis e de maremotos.


J. Flávio Vieira

Colaboração de TL- Teka L Maia




A palavra "coisa" é um bombril do idioma. Tem mil e uma utilidades. É aquele tipo de termo-muleta ao qual a gente recorre sempre que nos faltam palavras para exprimir uma idéia. Coisas do português.

A natureza das coisas: gramaticalmente, "coisa" pode ser substantivo, adjetivo, advérbio. Também pode ser verbo: o Houaiss registra a forma "coisificar". E no Nordeste há "coisar": "Ô, seu coisinha, você já coisou aquela coisa que eu mandei você coisar?".

Coisar, em Portugal, equivale ao ato sexual, lembra Josué Machado. Já as "coisas" nordestinas são sinônimas dos órgãos genitais, registra o Aurélio. "E deixava-se possuir pelo amante, que lhe beijava os pés, as coisas, os seios" (Riacho Doce, José Lins do Rego). Na Paraíba e em Pernambuco, "coisa" também é cigarro de maconha.

Em Olinda, o bloco carnavalesco Segura a Coisa tem um baseado como símbolo em seu estandarte. Alceu Valença canta: "Segura a coisa com muito cuidado / Que eu chego já." E, como em Olinda sempre há bloco mirim equivalente ao de gente grande, há também o Segura a Coisinha.

Na literatura, a "coisa" é coisa antiga. Antiga, mas modernista: Oswald de Andrade escreveu a crônica O Coisa em 1943. A Coisa é título de romance de Stephen King. Simone de Beauvoir escreveu A Força das Coisas, e Michel Foucault, As Palavras e as Coisas.

Em Minas Gerais, todas as coisas são chamadas de trem. Menos o trem, que lá é chamado de "a coisa". A mãe está com a filha na estação, o trem se aproxima e ela diz: "Minha filha, pega os trem que lá vem a coisa!".

Devido lugar: "Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça (...)". A garota de Ipanema era coisa de fechar o Rio de Janeiro. "Mas se ela voltar, se ela voltar / Que coisa linda / Que coisa louca." Coisas de Jobim e de Vinicius, que sabiam das coisas..

Sampa também tem dessas coisas (coisa de louco!), seja quando canta "Alguma coisa acontece no meu coração", de Caetano Veloso, ou quando vê o Show de Calouros, do Silvio Santos (que é coisa nossa).

Coisa não tem sexo: pode ser masculino ou feminino. Coisa-ruim é o capeta. Coisa boa é a Juliana Paes. Nunca vi coisa assim!

Coisa de cinema! A Coisa virou nome de filme de Hollywood, que tinha o seu Coisa no recente Quarteto Fantástico. Extraído dos quadrinhos, na TV o personagem ganhou também desenho animado, nos anos 70. E no programa Casseta e Planeta, Urgente!, Marcelo Madureira faz o personagem "Coisinha de Jesus".

Coisa também não tem tamanho. Na boca dos exagerados, "coisa nenhuma" vira "coisíssima". Mas a "coisa" tem história na MPB. No II Festival da Música Popular Brasileira, em 1966, estava na letra das duas vencedoras: Disparada, de Geraldo Vandré ("Prepare seu coração / Pras coisas que eu vou contar"), e A Banda, de Chico Buarque ("Pra  ver a banda passar / Cantando coisas de amor"), que acabou de ser relançada num dos CDs triplos do compositor, que a Som Livre remasterizou.         Naquele ano do festival, no entanto, a coisa tava preta (ou melhor, verde-oliva). E a turma da Jovem Guarda não tava
nem aí com as coisas: "Coisa linda / Coisa que eu adoro".

Cheio das coisas. As mesmas coisas, Coisa bonita, Coisas do coração, Coisas que não se esquece, Diga-me coisas bonitas, Tem coisas que a gente não tira do coração. Todas essas coisas são títulos de canções interpretadas por Roberto Carlos, o "rei" das coisas. Como ele, uma geração da MPB era preocupada com as coisas.

Para Maria Bethânia, o diminutivo de coisa é uma questão de quantidade (afinal, "são tantas coisinhas miúdas"). Já para Beth Carvalho, é de carinho e intensidade ("ô coisinha tão bonitinha do pai"). Todas as Coisas e Eu é título de CD de Gal. "Esse papo já tá qualquer coisa...Já qualquer  coisa doida dentro mexe." Essa coisa doida é uma citação da música Qualquer Coisa, de Caetano, que canta também: "Alguma coisa está fora da ordem."

Por essas e por outras, é preciso colocar cada coisa no devido lugar. Uma coisa de cada vez, é claro, pois uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa. E tal coisa, e coisa e tal. O cheio de coisas é o indivíduo chato, pleno de não-me-toques. O cheio das coisas, por sua vez, é o sujeito estribado. Gente fina é outra coisa.. Para o pobre, a coisa está sempre feia: o salário-mínimo não dá pra coisa nenhuma.

A coisa pública não funciona no Brasil. Desde os tempos de Cabral. Político quando está na oposição é uma coisa, mas, quando assume o poder, a coisa muda de figura. Quando se elege, o eleitor pensa: "Agora a coisa vai." Coisa nenhuma! A coisa fica na mesma. Uma coisa é falar; outra é fazer. Coisa feia! O eleitor já está cheio dessas coisas!

Coisa à  toa. Se você aceita qualquer coisa, logo se torna um coisa qualquer, um coisa-à-toa. Numa crítica feroz a esse estado de coisas, no poema Eu, Etiqueta, Drummond radicaliza: "Meu nome novo é coisa. Eu sou a coisa, coisamente." E, no verso do poeta, "coisa" vira "cousa".

Se as pessoas foram feitas para ser amadas e as coisas, para ser usadas, por que então nós amamos tanto as coisas e usamos tanto as pessoas? Bote uma coisa na cabeça: as melhores coisas da vida não são coisas. Há coisas que o dinheiro não compra: paz, saúde, alegria e outras cositas más.

Mas, "deixemos de coisa, cuidemos da vida, senão chega a morte ou coisa parecida", em Canteiros, baseado no poema Marcha, de Cecília Meireles, uma coisa linda. Por isso, faça a coisa certa e não esqueça o grande mandamento: "amarás a Deus sobre todas as coisas".
ENTENDEU O ESPÍRITO DA" COISA"  ? 

(autor desconhecido)

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Carrossel - Emerson Monteiro

Há paz, paz definitiva, no olho do furacão, conceito de religiões orientais. Esta paz existe dentro de tudo, inclusive no coração das pessoas. Há inércia absoluta no centro dos eixos em circunvolução. O carrossel e o carrossel deste chão em movimento guardam em si a Paz.

Qual nos acontecimentos fervilhante dos dias, quem gira e passa são as coisas. As dez mil coisas, que vêm e vão rumo do monumental desconhecido. O tempo, esse ente abstrato, permanecerá indeclinável, eterno. O desejo da perpetuação mora, sim, nos objetos e nos sujeitos. Apelos em forma de vontade ainda para permanecer vive no âmago das peças que somos em atividade constante, que vagueiam pelos ares em torno dos eixos, dos centros, das ilusões lá de fora.

O Amor, por exemplo, equivale, com isso, à completa ausência do ódio, da antipatia. O Silêncio, à inexistência dos ruídos. Paz, à exclusão absoluta das guerras, dos conflitos, querelas, desavenças.
Esse mergulho ao fundo último da gente representa a ação que salvará o princípio original, continuação da espécie através da descoberta providencial do Eu verdadeiro. Envolvimentos outros com estilhaços que voam nos territórios em permanente queda livre arrastam a desfiladeiros mortos do passado.

A presença de tudo que se esvaia fala do prazer dos perdidos desesperos, conquanto o expresso da sequidão invade vales de solidão, ressacas, saudades imensas, doses que sucedem alegrias, nos instantes seguintes do gozo físico. 

Portanto o ritual da salvação significa o respeito das leis do firmamento, da Lei. Domar o touro bravo da fome de carregar cacarecos ao lombo, escolher o pólo inefável das emoções, do melhor para nós sempre. Conter o infinito em Si, a chave, a porta.

Pisar devagar, concentrar o pensamento e fustigar as alturas. Viajar ao País dos Mistérios através do longo tempo eterno, inevitável, que nos contém perpendicular, frontal, a escorrer cá bem dentro a subjetividade. E sair pelas vaidades, quando quiser abandonado aos ventos o calendário.

Assim, no foco quente do presente queima o carvão aceso do futuro e forma fogueiras de brasas apagadas no passado aqui junto dos pés, horas mal digeridas, inaproveitadas, matérias orgânicas em matérias inorgânicas dos ponteiros dos relógios que não param, oxigênio em carbono, todo tempo até os estertores da máquina da vida na carne; vidas que voam, que voam em busca de novas vidas.

Nessa lenda de que o tempo passa, quem passa são os objetos e as pessoas. Nem o piso onde pisa desliza, pois o palco do Universo habita o âmago do permanente no tudo com destino ao Nada finalmente.

Clementina de Jesus da Silva



Clementina de Jesus da Silva (Valença, 7 de fevereiro de 1901 — Rio de Janeiro, 19 de julho de 1987) foi uma cantora brasileira de samba. Também era conhecida como Tina ou Quelé.

Olinda é só para os olhos.- fotos de Stela Siebra !



O BRASIL AINDA TEM MAIS PÚBLICO DO QUE POVO!

       Em 2003 o Ceará era o terceiro Estado com maior número de analfabetos. Lembro que ao ler esta triste estatística fiquei muito triste, mas como não conseguia dimensionar o estrago que isso representava para o nosso Estado pensei, cá com meus botões: A conivência é para a corrupção, o que a compaixão é para o amor. Meu sendo prático-político hoje não mais aceita apontar culpados, embora a polêmica em torno da educação seja inevitável. Sei que não tenho tempo de vida suficiente, nem os responsáveis por essa bagaceira pedagógica, para um dia ver meus irmãos brasileiros lendo estampado nas manchetes de primeira página: AGORA TODOS OS BRASILIANOS SABEM LER E ENTENDER. Nossa utopia invalidará nossas ações? O cio de ensinar vencerá o cansaço? 
      O fato é que as estratégias neoliberais fracassaram. Foi uma ação inconscientemente intencional? Esse desprezo pelo pobre, pelo suburbano, pelo favelado, enfim, esse abandono total em relação as pessoas que vivem à margem e abaixo da linha da pobreza está documentado e evidenciado em outra estatística entristecedora: 8 milhões de analfabetos funcionais no Nordeste.
     Qual a estratégia de ação? Sim, pois agora vamos ter que repensar tudo! Bem que o governo federal poderia adotar o slogan: BRASIL, TUDO POR FAZER! Seria bem mais honesto com todos nós professores e educadores. Acho que nenhum professor deveria ter medo de falar. É preciso dar voz e vez para os educadores, já que o sujeito da educação é uma entidade coletiva, ou pelo menos deveria ser.
       Não quero mais falar sobre educação, o que já foi escrito sobre esse tema já é o suficiente para resolver uma boa parte dos problemas. O que cabe agora é agir! Mas como agir se tudo está fragmentado? A greve dos professores das universidades federais do Brasil inteiro está passando  completamente desapercebida pela mídia e boa parte da população sabe que o Corinthias é campeão e que um tal de Cachoeira é um corrupto convicto. Afora esses fatos corriqueiros, tudo continua seguindo o ritmo de Abrantes que as classes dominantes querem em relação as mudanças essenciais e pertinentes. A coisa é tão ridícula que hoje temos em no Ceará dois sindicatos de  professores. Existe atualmente um sindicato que é visivelmente ligado ao governo do Estado, e o outro atrelado a outra corrente dos gritos de protesto do tipo "o povo unido jamais será comido!". Tudo que é fragmentado se tranforma em uma anomalia.
       Parei! Não falarei mais desse assunto. Quando observo a paisagem política de meu país dá vontade de elouquecer. Paulo Freire morreu triste, Dom Helder morreu triste! Eu os vi e senti na pele o quanto foi pesaroso para os dois que tanto amavam nosso país e que tinham a exata medida de tudo o que se passou e se passava com a nossa gente que inventou o samba, o baião, o chorinho, o maxixe, enfim, essa gente humilde das peladas que reinventou o futebol.
       O certo é que temos que investir na nova geração para que ela não venha a ser corrompida. Só tenho fé na juventude. É preciso entender Paulo Freire e superar, como ele mesmo disse, a nossa raiva frustrando nossos inimigos na dominação que eles estabeleceram sobre nós.
        Mas como "frustrar nossos inimigos" diante de tanta corrupção institucionalizada? A solução que eu encontrei foi criar um partido político em que eu pudesse me filiar. Um partido político muito parecido com o espírito de nossa Padaria Espiritual, a Constituição Federal desconcertante de Capistrano de Abreu, o humor nordestino de Quintino Cunha misturado com Barão de Itararé, Henfil... Foi assim que surgiu em Fortaleza no ano de 1996 o PARTIDO DAS QUESTÕES PERTINENTES (P.Q.P). Um partido humorístico mais sério até hoje criado no Brasil. Um partido político que luta pela sua clandestinade, já que apoia publicamente o VOTO NULO como ação revolucionária para reverter este quadro absurdo que dá voz e vez a um Maluf, um Collor e tantos outros ícones de nossa falta de vergonha que eu não tenho como listar.  Um partido político que não tem filiados e sim engredientes, pessoas pensantes  numa composição para o preparo de nossas utopias. 
      O dia 9 de julho de 2012 na cidade do Crato-CE. (só no Crato, mesmo) aconteceu a primeira reunião não oficial do Partido das Questões Pertinentes que gerou esta ata fresquinha que segue abaixo.


“O BRASIL NÃO TEM POVO, O BRASIL TEM PÚBLICO”       Lima Barreto

            Aos dias nove de julho de 2012 DC, em Crato de Açúcar - Ceará, por volta de 15:38, lua minguante, a diretoria do Partido das Questões Pertinentes (P.Q.P.) sem atas, só com caqui, nós da confraria novo sol temos pressa, pouco como nós , matutamos as implicações jurídico constitucionais a cerca do voto nulo, que tem como estofo a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Escorçamos aqui a democracia como cerne da facultabilidade votal nos dando suporte para proclamarmos legitimamente o voto nulo.
            Em segundo momento dessa reunião ponderamos sobre as cores do símbolo maior do Partido das Questões Pertinentes (P.Q.P.). O fundo amarelo ovo representa, veementemente, os que estão nos acentos do Congresso brasileiro. O losango, ostentando a cor azul turquesa molhada, representa a fragilidade dos elementos vitais da subsistência humana. As letras que compõem a sigla do P.Q.P. tem como cor frontal o vermelho desbotado, representando a falácia ideológica, e nos seu contornado o verde musgo ressapiado, representando a não dimensão cuidante do homem com sua casa ou planeta Terra.  A úvula palatina representando o grito que deve ser gritado e a seu lado o siso careado representado a Antropofagia Banguela.  
            Sobre a confecção da camisa flâmula terá os seguintes destaques no seu anverso e verso. No anverso a bandeira do Partido das Questões Pertinentes, e no verso a citação do filósofo brasileiro Lima Barreto: “O Brasil não tem povo, o Brasil tem público”, e a nossa proposta da campanha eleitoral de 2012 – VOTE NULO.

Crato de Açúcar, 09 de Julho de 2012.

            Presentes nesta reunião Ulisses Germano Leite Rolim (Presidente Vitalino – Educaducador); Ezelita Girão de Menezes Magalhães (Professora BR.); Beethoven Simplício Duarte (Secretário de missões especiais do partido).


O BRASIL AINDA TEM MAIS PÚBLICO DO QUE POVO!

     
       Ulisses Germano


      
      

quarta-feira, 18 de julho de 2012

José Augusto Maropo- Grande músico - Ilustre visitante!






Jose Augusto Maropo
Professor, Médico, Músico!
Estudou na instituição de ensino Universidade Federal da Paraíba (UFPB).
Mora em João Pessoa.
De Nova Olinda, Ceara Brasil!
Quanta gente boa ainda desconhecemos... Quanta coisa ruim, em termos musicais, nos são impostas pela mídia.
Quem explica?


Luar de julho !

Hugo Linard(acordeon), Maropo(EX Ases do Rítmo) na flauta transversal, bandolin e sax, o seu amigo de João Pessoa no vilão 7 e um outro grande músico de cavaquinho, de João Pessoa passando pelo Crato. 

Eles fizeram a festa  lembrando a brasilidade do "Chorinho".
Noite acontecida com muita boa sorte!
Presenças musicais (Peixoto, Abidoral...),artistas, amigos, iluminados pela noite cratense, e unidos pelo amor à Música!



...
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência, não pensar...

Fernando Pessoa

Pérola da MPB



Não há vagas

O preço do feijão
não cabe no poema. O preço
do arroz
não cabe no poema.
Não cabem no poema o gás
a luz o telefone
a sonegação
do leite
da carne
do açúcar
do pão

O funcionário público
não cabe no poema
com seu salário de fome
sua vida fechada
em arquivos.
Como não cabe no poema
o operário
que esmerila seu dia de aço
e carvão
nas oficinas escuras

- porque o poema, senhores,
está fechado:
“não há vagas”

Só cabe no poema
o homem sem estômago
a mulher de nuvens
a fruta sem preço

O poema, senhores,
não fede
nem cheira

( Ferreira Gullar )