por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Inscrito- Por Socorro Moreira


Curso natural
Certezas não esperam
A dúvida não é incógnita
Claros navegam em águas turvas
Espelhos...Vejo-nos
O tempo é quem dita
A gente copia, e às vezes cria
O acaso alberga insights
Eles chegam em hieróglifos
Viver é decifrar-nos.


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Nossas retrospectivas - Por José de Arimatéa dos Santos

Bolo de Natal






Ingredientes

6 ovos
2 xícaras de açucar
1/2 colher de óleo de milho
2 xícaras de farinha
1/2 xícara de amido de milho
4 colheres de sopa de achocolatado
1 colher de fermento em pó
2 caixinhas de morango
1 lata de leite condensado
1 lata de creme de leite
1 canela em pau
3 cravos da índia
1 xícara de água
1 xícara de açucar
500 gramas de chocolate ao leite
1 caixinha de creme de leite
1 colher de mel de laranjeira
1 colher de essência de conhaque
1 xícara de leite
1 litro de chantily
Modo de Preparo

bata no liquidificador os ovos,o açucar,e o óleo, apor 1 minuto,acrescente a farinha de trigo, o leite, o amido de milho, o achocolatado, desligue o liquidificador, e acrescente o fermento em pó. recheio 1 pique os morangos, em cinco,coloque o açucar,a água,os cravos, a canela, misture bem, deixe marinar na geladeira 30 minutos,retire os cravos e a canela, separe a calda do morango, acrescente nos morangos o leite condensado e o creme de leite, reserve recheio 2 derreta o chcolate ao leite,junte o creme de leite,o mel e a essência de conhaque. bata o chantily montagem corte o bolo ao meio camada trufa,morangos,e chantily,cubra o bolo com o restante do chantily,mergulhe alguns morangos no chocolate, e decore em cima do bolo.



Um amor de palavras
Tem doçura nas letras
Tem vontade de viver
Uma frase inteira!

(socorro moreira)




Dedicado a Você
Zizi Possi
Composição: Dominguinhos e Nando Cordel

Vem,
Se eu tiver você no meu prazer
Se pudesse ficar com você
Todo o momento, em qualquer lugar
Ah!
Se no desejo você fosse o amor
Durante o frio fosse o calor
Na minha lua, você fosse o mar
Vem, meu coração se enfeitou de céu
Se embebedou na luz do teu olhar
Queria tanto ter você aqui!
Ah! Se teu amor fosse igual ao meu
Minha paixão ia brilhar, e eu
Completamente ia ser feliz!


Peru de Natal- por José Flávio Vieira



Dr. Túlio Montenegro parou por um momento, no pequeno ambulatório de Cirurgia, observando aquela senhora atarracada e gorducha.Ela entrava para a revisão , com um enorme sorriso estampado no rosto. Em meio àquela simpatia explícita, ele disfarçou um pouco o cansaço e sequer percebeu a enorme caixa que ela trazia nas mãos, amarrada desajeitadamente com cordões. Por um buraco ,no topo, em feitio de periscópio, emergia a cabeça negra e o bico vermelho daquilo que demorou muito a perceber se tratar de um peru.”Taqui queu trouxe pro Senhor, Dr. Túlio” -- foi logo gritando a velha bonachona, desfiando um rosário de agradecimentos, pelo tratamento recebido e pela cura. Dr. Túlio já se acostumara àquilo e agradeceu do fundo do coração pelo presente. Paciente rico sequer retribui o favor, acha que foi tudo obrigação e reclama das mínimas coisas . Aprendera, no entanto, que os pobres mostram-se assim: agradecidos, despojados e são eles que acabam fazendo ou destruindo famas. É que existem tantos e tantos no país e fazem-se tão solidários entre si, que funcionam como uma grande agência publicitária :levam suas mágoas ou agradecimentos de língua em língua, de casa em casa : vox populi, vox dei .Pensou , enquanto a examinava, após um muito obrigado efusivo, na tarefa , digna de Indiana Jones, para transportar aquele presente do interior do estado até à capital. Primeiro a cuidadosa engorda do bicho, forçando milho de goela abaixo, por alguns meses. E o tratamento dos gogos eventuais? Depois a difícil embalagem da ave tão grande, contida dentro de uma caixa de papelão. Sem falar nas dificuldades do transporte do peru, dentro do ônibus, sob protesto do cobrador de dos outros passageiros. Depois ela ainda teve que empreender a caminhada da rodoviária até o hospital , com o peso da penosa grande e gorda e dos anos da carregadora.Aquilo sim, pensou Dr. Túlio com os botões da bata branca, aquilo sim senhor é que era uma retribuição, um reconhecimento pelo trabalho prestado e que gratificava sua alma bem mais que muitos pagamentos de cirurgias de novos ricos.
Depois que a encorpada paciente por fim deixou o consultório, Dr. Túlio acordou para o problema que agora tinha às mãos. Faltavam ainda uns dois meses para o Natal, morava num apartamento confortável e amplo, mas num apartamento ! Não tinha chácaras. Onde diabos iria hospedar aquele bípede por tanto tempo ? Colocou-o na mala do carro e partiu para casa, após o expediente. Ao chegar, já levou uma bronca da mulher pela aquisição de um novo e incômodo hóspede. “Vai melar tudo, não tem lugar para botar este bicho aqui, é melhor dar para o vigia”.Dr. Túlio, pacientemente, explicou à esposa o esforço da senhora para trazer o presente , não parecia justo e cristão livrar-se da lembrança. Finalmente acordaram que o peru ficaria amarrado na área de serviço , esperando para nutrir a ceia de natal dos Montenegro. O bicho acomodou-se por lá. Manteve aquele ar meio passivo, aquele olhar vívido e atravessado e só soltava sua salva de gluglus quando a filha menor de Dr. Túlio, punha-se a incentivar a ave com assovios.A menina, aos poucos foi se afeiçoando ao peru. Sua cachorrinha poodle, Filó, com o passar dos dias, criou uma amizade estreita com o bicho, a tal ponto que só dormia com a cabeça recostada nas suas asas. O afeto da criança terminou por contagiar a babá , a cozinheira e, por fim, a mãe que descobriu a importância da amizade natural que brotou dentro de sua casa e que de alguma maneira contagiou a todos.
Semana antes do Natal, Dr. Túlio Montenegro lembrou-se de um outro desafio. Diferentemente dos perus da Sadia, era preciso matar aquele animal enorme, de véspera. Quem diabos sabia mais fazer isto ? Depois do galeto congelado, do chester temperado, todo mundo desaprendera o ritual macabro : embebedar o peru com aguardente, sangrá-lo friamente , quando já estivesse grogue, pôr na água fervente, despelar e tirar os canhões... Desesperou-se quando descobriu que já não existiam, nesta geração, carrascos de peru! Alguém no hospital informou de uma atendente de enfermagem que era metida em magia negra e que possivelmente ainda devia manter a frieza necessária para tamanho assassinato. Procurou-a e combinou com ela, quase que clandestinamente, como se premeditasse um crime, a possibilidade de realizar este trabalho sujo. Um pouco a contragosto a empreita foi acertada.
Véspera de Natal, a calamidade! Dirigiu-se à área e pediu à cozinheira que colocasse o peru na caixa pois ia levá-lo ao sacrifício. Aí veio a avalanche: a filha começou a chorar e a gritar, a cozinheira e a babá , emburradas adiantaram que não preparariam o peru abatido e a esposa, berrando , avisou logo que se ele inventasse de matar o bichinho, simplesmente não haveria clima nenhum para se fazer a ceia de natal.Até Filó latia sem parar como se acuasse tatu. Dr. Túlio, diante de tantos advogados peruanos, não teve outro jeito, senão recuar. No outro dia, iluminou-se com a certeza de que nunca tinham feito uma ceia mais imersa no espírito natalino. Na área o peru e Filó como que reconstituíam a majestosa cena da manjedoura . Aos amigos e colegas que a partir daí, cientes da história, o perguntavam quando ia matar o peru, ele respondia com o sorriso que havia roubado daquela humilde senhora do interior :
--- O peru, meus amigos, vai morrer de velho, agora ele já é Montenegro !

J. Flávio Vieira

QUE SEJA INFINITO ... por ROSA GUERRERA



Escreveu Vinicius de Moraes que : "O amanhã não gosta de ver ninguém bem"...
E eu por muito tempo discordei dessa frase.
Hoje entendo que realmente é HOJE o dia do presente!!!
Esse presente
que não é barco a vela,
não é mar sem vento,
não é religião dos covardes
nem refúgio dos fracos ...
Esse presente que tem que ser vivido,
por ser o primeiro passo para saborear a vitória ,
ponto de partida para o progresso,
e força para qualquer argumento.
Valeu Vinicius ! E perdoe um dia eu ter discordado de você !
Hoje sei que tudo tem que ser mesmo infinito enquanto dure !

Em tempos de festas...Hoje é dia Deles!

João Marni
Do Vale


Nosso grande abraço!

A Mítica Siqueira Campos… por: José do Vale Feitosa


.Se fosse assim apenas um traço de juventude a história não se moveria. Os mitos seriam os mesmo e dos céus, assim como das dobras do relevo, nenhuma nova divindade sugeriria. Não se entristeçam, velhos companheiros, seus mitos são inigualáveis. Não há motivos, juventude amiga, para que teus mitos, distintos e próprios, também não prevaleçam. A criação dos nossos mitos cursa como é o movimento geral de todas as coisas conhecidas, desconhecidas e por conhecer.

Como a Praça Siqueira Campos. Um mito eterno gerado numa determinada era do século XX. Quando eles usavam chapéus e terno de linho branco, bigodes finos com Clark Gable ou Robert Taylor. Elas com as saias plissadas e rodadas, blusas de tecido fino, cabelos arrumados em ondas, trunfas ou repartidos ao meio. Falo de uma geração após as melindrosas, falo delas como Ava Garden, Susan Hayworth. As palmeiras e pés de benjamins lá já haviam nascido e o Cine Cassino apresentava os cartazes da noite.

A praça era parada de crianças ao dia, trânsito no centro da cidade, mas na noite é que se realizava como mito. Um mito de adultos e jovens. As crianças não pertenciam às luzes artificiais das sombras noturnas. O mito só lhes seria revelado anos após. Quando toda a homeostasia de seu corpo já não fosse a mesma com a qual nascera. A praça só apresentaria seus mistérios luminosos quando todas as relações de espaço, tempo e iniciativa adquirissem novos significados e impostos significantes.

Só quando as canções românticas reverberaram como primavera, e não mais como aquelas desventuras incompreensíveis, a praça Siqueira Campos passou a ter outra constelação de assentimentos. Antes tivera que se aprovar na Admissão ao Ginásio e no seu segundo ano, como um rito de passagem subir seu degrau de meio fio da rua como se pela primeira. Tudo tão diferente daquelas atravessadas rápidas entre a porta do cinema e a porta do veículo até a casa. Naquela noite entronizou-se no salão jamais pensado, mas de algum tempo atrás já sentido.

O mito da Siqueira Campos lhe veio como tudo que é na vida, com a matéria com a qual a própria se faz. Tereza Abath. Colega da minha irmã, menina com a qual brincara e me igualara nos quantus de todas as crianças. Então por trás do que era o mesmo já era uma outra coisa, tão diferente como o é o céu e a terra, o fogo e a água. O primeiro efeito do mito foi pregar meu olhar no dela e desta liga descarregar relâmpagos e trovoadas de corpo abaixo e do chão até a cabeça tonta e desorientada.

As meninas giravam e os rapazes esperavam. A eles a iniciativa de formular um discurso de convencimento e fazer com que elas parassem de girar no ângulo ancho da praça e viesse para o estreito do rodopio a dois. Como lamentei jamais ter formulado aquele discurso, mas sei que ela e o tempo perdoam os noviços dos mitos vivos. Mas não lamentei a quantidade de vezes que desviei, desnecessariamente, o percurso da camionete pela Pedro II só para passar na frente das janelas, mesmo que fechadas, de Suely.

A Praça Siqueira é um mito que impõe. Não se tem vantagem ou desvantagem por tal. Apenas acontece.

Por: José do Vale P. Feitosa.

Por Rosa Maria Guerrera


Como o vento que passa, a águia que voa , o rio que corre ,e o tempo que escoa por entre nossas mãos , mais um ano se passa no calendário da vida.

As perspectivas crescem, os projetos são programados,e as esperanças alçadas em sonhos se dirigem hoje para um ano que nasce cheio de novos desejos e interrogações.

E o ontem vai se distanciando cada vez mais , para dar passagem a horizontes , onde outras estradas e atalhos se abrem em forma de um presente que ontem se chamou futuro.

Que os sorrisos e as alegrias conquistadas sigam lado a lado com todos aqueles que realizaram seus sonhos , e que o amargor da saudade e das dores que possivelmente tenham existido em dias de tristezas e solidão para outros , se transforme em plantios de sementes que enfeitarão com novas flores muitos jardins .

No mais é só colocar no coração::

Mais sorrisos.............Menos dor .......Muita fraternidade .......Mais amor ........Mais perdão .........Mais Fé ........Coragem para lutar ...e Deus cada vez mais nas nossas ações.
Para você e familiares um Natal feliz e um Ano novo de muita paz .
( Rosa Guerrera)

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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A Privataria Tucana - O Filme

"O livro que desmascarou a imprensa" - Ricardo Kotscho

Do Blog Balaio do Kotscho
O ano em que um livro desmascarou a imprensa

"Se a Gazeta Esportiva não deu, ninguém sabe o que aconteceu" (Slogan de um antigo jornal de São Paulo, nos tempos pré-internet, que ainda inspira muitos jornalistas brasileiros).
***
Daqui a cem anos, quando os historiadores do futuro contarem a história da velha mídia brasileira, certamente vão reservar um capítulo especial para o que aconteceu em 2011. Foi o ano em que um livro desmascarou o que ainda restava de importância e influência da chamada grande imprensa na formação da opinião pública brasileira.
O suicídio coletivo foi provocado pelo lançamento de um livro polêmico, A Privataria Tucana, do premiado repórter Amaury Ribeiro Júnior, com denúncias sobre o destino dado a bilhões de reais na época do processo de privatização promovido nos anos FHC.
Como envolve personagens do alto tucanato em nebulosas viagens de dinheiro pelo mundo, o livro foi primeiro ignorado pelos principais veículos do país, com exceção da revista "Carta Capital" e dos telejornais da Rede Record.
Nos dias seguintes, os poucos que se atreveram a tocar no assunto se limitaram a detonar o livro e o seu autor. Sem entrar no mérito da obra, o fato é que, em poucos dias, A Privataria Tucana alcançou o topo dos livros mais vendidos do país e invadiu as redes sociais, tornando-se tema dominante nas rodas de conversa do Brasil que tem acesso à internet. .
No final de semana, o fenomeno editorial apareceu nas listas de jornais e revistas, mas não mereceu qualquer resenha ou reportagem sobre o seu conteúdo.
Em 47 anos de trabalho nas principais redações da imprensa brasileira, com exceção da revista "Veja", nunca tinha visto nada igual, nem mesmo na época da ditadura militar, quando a gente não era proibido de escrever, apenas os censores não deixavam publicar.
Foi como se todos houvessem combinado que o livro simplesmente não existiria. Esqueceram-se que há alguns anos o mundo foi revolucionado por um negócio chamado internet, em que todos nos tornamos emissores e receptores de informações, tornando-se impossível esconder qualquer notícia.
O que mais me espantou foi o silêncio dos principais colunistas e blogueiros do país _ falo dos profissionais considerados sérios _, muitos deles meus amigos e mestres no ofício, que sempre preservaram sua independência, mesmo quando discordavam da posição editorial da empresa onde estão trabalhando. Nenhum deles ousou escrever, nem bem nem mal, sobre A Privataria Tucana, com a honrosa exceção de José Simão.
Alguns ainda tentaram dar alguma desculpa esfarrapada, como falta de tempo para ler e investigar os documentos publicados no livro, mas a grande maioria simplesmente saiu por aí assobiando e mudando de assunto.
O que aconteceu? Faz algum tempo, as entidades representativas da velha mídia criaram o Instituto Millenium, uma instituição voltada à defesa dos seus interesses e negócios, o que é muito justo.
Sob a bandeira da "defesa da liberdade de expressão", segundo eles sempre ameaçada por malfeitores do PT e de setores do governo federal, os barões da mídia promoveram vários saraus para denunciar os perigos que enfrentavam. O principal deles, claro, era "a volta da censura".
Pois a censura voltou a imperar escandalosamente na semana passada, só que, desta vez, não promovida por orgãos do Estado, mas pelas próprias empresas jornalísticas abrigadas no Millenium, que decidiram apagar do mapa, não uma reportagem ou uma foto, mas um livro.
O episódio certamente será um divisor de águas no relacionamento entre a grande imprensa e seus clientes. Por mais que cada vez menos gente acreditasse nessa conversa, seus porta-vozes sempre insistiam em garantir que a mídia grande era independente, apartidária, isenta, preocupada apenas em contar o que está acontecendo e denunciar os malfeitos do governo, em defesa do interesse nacional e da felicidade de todos.
Agora, caiu definitivamente a máscara. Neste final de semana, ouvi de várias pessoas, em diferentes ambientes, que vão cancelar assinaturas de publicações em que não confiam mais.
Como jornalista ainda apaixonado pela profissão, fico triste com tudo isso, mas não posso brigar com os fatos. Foi vergonhoso ver o que aconteceu e não deu para esconder. Graças à internet, todo mundo ficou sabendo.
E agora? O que vão dizer aos seus ouvintes, leitores e telespectadores?

Oração do Aniversariante

“Concedei, Pai, a graça de olhar em frente, no amanhecer deste dia, agradecer pelo maior presente que já ganhei de tuas mãos: a minha própria vida.
Que ela também seja um presente na vida das outras pessoas e que eu possa fazer dela, além de uma bela dádiva, grande instrumento de aprendizagem.
Que eu possa, daqui para frente, reconstruir a minha história, se for necessário, ou continuar escrevendo-a com base nas tuas santas palavras.
Perdoai-me pelos pecados cometidos ao longo do ano que passou e ajudai-me para que, nesse novo ano de vida, eu possa resistir às tentações que me fazem pecar.
Permita que eu faça como teu amado Filho, que caiu, mas levantou e que eu não esqueça que amanhã haverá sempre um novo dia.
Faz com que meu tempo seja farto de esperança e que o equilíbrio seja a minha palavra de ordem.
Tudo isso para que, chegando meu próximo aniversário, eu possa dizer parabéns para mim mesmo pelos frutos colhidos e muitas felicidades pela vida bem aproveitada, na sua Divina Presença.

Amém!”

ICC ELEGERÁ A NOVA DIRETORIA

Durante todo o dia 30 de dezembro de 2011, em sua sede à Praça Filemon Teles, em Crato, conforme convocação do seu atual presidente, Dr. Manoel Patrício de Aquino, o Instituto Cultural do Cariri permanecerá em Assembléia Geral Extraordinária para eleger sua nova Diretoria relativa ao biênio 2012/2013.

Podem votar e ser votados todos os ocupantes de cadeira do sodalício visando preenchimento dos cargos de Presidente, Vice-Presidente, Secretário-Geral e Tesoureiro, além dos componentes do Conselho Superior.

Desde 8 até 17h, acontecerá a coleta dos votos na composição dos dirigentes da principal instituição lítero-cultural de Crato.

Homenageado do dia: José Flávio Vieira!


..."Existiria a verdade/verdade que ninguém vê..."

DECLARAÇÃO - por Ulisses Germano

QUAL O CONCEITO MODERNO SOBRE MODERNIDADE?

Declaro meu amor a esta cidade
E como a fala é um texo em voz  alta
Vou falar sério do que ainda falta
Pra'este amor ficar mais revigorado
Para que possa ser compartilhado
E expressado como amor maturado

TODAS AS GRANDES CIDADES DO BRASIL SOFRERAM...

Assim como o recreio das Escolas
São miniaturas da sociedade
Os prédios e praças de uma cidade
São as digitais que certifica
Identidade cultural que fica
Saudáveis saudades que a identifica!

...COM A MENTALIDADE TACANHA
A história sempre se repete, sempre!
Algumas, mais iguais que'as outras, ficam
Insistindo em dizer o que ensinam:
"-Retorno com uma roupa diferente
Para que os erros sejam visto de frente
E consertados consequentemente!

A Praça Siqueira Campos
É do povo! É do povo!
Como o ovo é do omelete
É assim que nasce o novo
Na História que se repete!


Sem fazer da razão uma arrogância
Este é meu ato político'amoroso
Não posso aceitar tanta discrepância
Não vejo no ufanismo nenhum gozo
Falo da Antropofagia Banguela
Da pobreza entalada na goela
E do Reino do Poder Orgulhoso


CAFÉ CINELÂDIA - UM ELEFANTE BRANCO

Gomez, Correinha, Mestre Aldenir
E os diletos Irmãos Anicetos
É certo, ninguém pode destruir
Na memória nunca estão quietos
Eles é quem podem nos redimir
CAFETEIRA DO CAFÉ CINELÂNDIA - Foto Rara!

Declaro para os devidos fins,
Não sou candidato a vereador
Nem sei em quem ainda vou votar!
O que sei é que quem governa-a-dor
Pode, quem sabe um dia, melhorar
É só saber que quem se comunica
Nunca, em tempo algum, se entrubica
Pode até ver elefante saltar!

 Ulisses Germano
Crato-CE.

P.S.


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Açucenas- Por Socorro Moreira





Ser a mulher da sua vida?
Ele, companheiro de vida!
Quem dera!

Sou a sempre amiga
Que se emociona
Quando o encontro prospera.

Sou a de coração pleno,
Ora vazio...

Rezar é redescobrir mistérios

Ele é o meu secreto
Ora voa, ora fica perto.

Nunca sabemos o quanto de vida nos espera
Apenas apostamos num imenso sol
Que queima a nossa história
E ainda nos aquece.

Antes de dormir ele vagueia no pensamento
Depois adentra meu sonho
E mata a minha serpente

Nosso veneno é suave
Antídoto dessa vida em larva
Ontem terremoto
Hoje um jardim de açucenas.





Por Lya Luft








Canção para um desencontro




Deixa-me errar alguma vez,
porque também sou isso: incerta e dura,
e ansiosa de não te perder agora que entrevejo
um horizonte.
Deixa-me errar e me compreende,
porque se faço mal é por querer-te
desta maneira tola, e tonta, eternamente
recomeçando a cada dia como num descobrimento
dos teus territórios de carne e sonho, dos teus
desvãos de música ou vôo, teus sótãos e porões,
e dessa escadaria de tua alma.




Deixa-me errar mas não me soltes
para que eu não me perca
deste tênue fio de alegria
dos sustos do amor que se repetem
enquanto houver entre nós essa magia.

Língua de Papagaio por José do Vale Pinheiro Feitosa



Língua de papagaio é seca. É a metáfora da seca. Como o Rio Batateira é a metáfora do Cariri. Sem ele, Cariri não há mais, assim como nem os cariris sobreviveram. Teu ser exangue retornará ao pó sem metáfora do vieste do pó, pois o pó a que retornarás não é o mesmo do qual vieste. O pó do qual vieste é o pó que cria, gera, organiza, torna-se vida. Neste pó há o Verbo, o devir da transformação sendo o mesmo mas nunca igual. Este pó em que o Batateira deixa de ser a metáfora do Cariri, é um pó inerte, sem desejo, nele nada para ouvir-se, algo para estimular o olhar, nada, nele não há nada. É esquecimento em estado bruto.
A água é do povo como ar é do Condor. A água é pública, coletiva, andarilha ao encontro de todos, a água de jusante a montante, a água é quase tudo de cada um, somos nós, os humanos, a umidade da terra. E de onde vêm as águas? De todos os lugares, dos céus e da terra, a água circula, troca lugar no vai e vem dos líquidos, sólidos e vapores. A água troca de lugar em todos sentidos de seus estados e deixa de assim ser quando o distribuidor natural muda de natureza.
Desmataram o alto o Urubu, o Alto do Cochos e o riacho dos cochos, afluente do Batateira secou. Desmataram as encostas de mata atlântica do Araripe e a fonte reduziu-se. A indústria vil, este galpão da renúncia fiscal projetou-se sobre as matas que naturalizavam as nascentes de pequenas levadas. O Sítio do Fundão foi lancetado e o poço do Jatobá, uma lembrança de areia saudosa da umidade, acumula os rejeitos de alguma bebedeira com latas de cerveja. Desmataram nossas vida e nem demos conta que não era o progresso mas a trilha torta para nossas almas desérticas.
A lenda do Padre Cícero foi revesitada. Ou melhor, foi confirmada. Afinal a Pedra da Batateira caiu sobre o Crato e o esmagou.



por José do Vale Pinheiro Feitosa



Ari Monteiro - por Norma Hauer



No dia 20 de dezembro de 1905, nasceu ARI MONTEIRO, compositor que, dentre outras músicas, lançou algumas enaltecendo São Jorge.

O famoso Dicionário de Ricardo Cravo Alvin relaciona uma série de composições de ARI MONTEIRO e o nome dos diversos cantores que as gravaram, mas não cita nenhuma das muitas que Carlos Galhardo gravou. Aliás, quem mais compôs com Ari Monteiro também não é citado: Roberto Martins.

Carlos Galhardo gravou "apenas" 34 composições de ARI MONTEIRO. Nenhuma foi relacionada por Ricardo Cravo Alvin. Dessas, a maioria tem Roberto Martins como co-autor.

Iniciando uma série de músicas sobre São Jorge, Carlos Galhardo gravou em 1946 "São Jorge;no ano seguinte "Dentro da Lua"; em 1948 "23 de Abril"; e em 1955 "Novamente Abril" , todas de Ari Monteiro (duas com Roberto Martins). Apenas "Meu São Jorge" (1951) não leva o nome de Ari Monteiro.

Para o carnaval, Galhardo gravou "Cadê Zazá?", "Até Moscou";"Dias de Festa";"Neste Mundo e no Outro"; "Canta Vagabundo";"Alegria da Cidade";"Laurindo"...

Também são de Ari Monteiro, "Noites de Junho"; "Pecado Original";"Domingo Feliz";" "Papai do Meu Coração";"Tempos de Criança";"Prece";"Olhos Divinos";"Por

que Cantam os Passarinhos?"...

ARI MONTEIRO fez dupla com outros compositores, como Irani de Oliveira;

Peterpan; Newton Teixeira; Arnaldo Passos, tudo gravado por Carlos Galhardo.

Completando a falta de informação de Ricardo Cravo Alvin, quero registrar uma bela composição de ARI MONTEIRO e Peterpan, de nome

MISTÉRIOS DA NOITE"

Tarde morre o dia,

Triste como sempre...

Cedo a noite vai chegar.

Maior será então

A minha grande mágoa,

Meus olhos já estão

Ficando rasos dágua.

Pois quando anoitece

Muito mais padece

Quem tiver no coração a sombra da tristeza.

Não sei o mistério que a noite tem,

Que faz crescer no coração da gente

A saudade de alguém.

Lançada por Carlos Galhardo na Rádio Mayrink Veiga, essa valsa não foi gravada. Está apenas"gravada em minha memória".

Em que data Ari Monteiro faleceu???

Esta composição de Ari Monteiro, também em parceria com Peterpan, foi gravada por Carlos Galhardo em 1946 e também não consta do Dicionário de Ricardo Cravo Albin.

DOMINGO FELIZ

Você se esqueceu tão depressa,

Dos beijos de amor que me deu.

Abraços e tantas promessas

Você tudo, tudo, esqueceu.

Mais uma lembrança perdida,

Mais uma loucura que eu fiz,

Eu hei de lembrar toda vida,

Daquele domingo feliz.

Tudo passou, Tudo acabou.

Só a saudade em mim ficou.

Eu não terei, tudo me diz

Outro domingo assim feliz.

Por isso, se nossa memória falar, tudo ficará no esquecimento aqui nesta parte da comunidade.

Norma Hauer

Por Norma Hauer


ALMIRANTE = MAIS UM ANO SEM ELE

INCRÍVEL !!! FANTÁSTICO!!! EXTRAORDINÁRIO !!!

Ele foi uma pessoa INCRIVEL, Seus trabalhos foram FANTÁSTICOS e tudo que fez foi EXTRAORDINÁRIO.

Nasceu há 100 anos no dia 19 de fevereiro, recebendo o nome de Henrique Foreis Domingues. Com esse nome, só os mais íntimos o conheceram, mas como ALMIRANTE ficou conhecido,através do rádio,em todo o território nacional.

E por que ALMIRTANTE?

Por ele ter feito o serviço militar na Reserva Naval e seus colegas terem feito uma brincadeira com ele;por causa de sua altura(1,81m) foi apelidado de Almirante.

Foi um dos radialistas e produtores radiofônicos que mais tempo atuou no rádio, tendo suas atividades começado no final da década de 20. Nos anos 30 e 40 manteve-se firme, cada vez com mais audiência e somente uma doença grave o afastou da Rádio Tupi,em janeiro de 1958.

Nessa data teve um derrame seriíssimo, que o manteve afastado de qualquer atividade física e intelectual durante todo o resto da década de 50,precisando reaprender a falar, tal foi sua falta de nexo e de memória.

Entre os anos de 1963 e 1971 manteve duas colunas semanais de nome “Incrível! Fantástico! Extraordinário” e “Cantinho das Canções” e uma semanal intitulada “Pingos do Folclore”no jornal “O Dia”.

Suas atividades artísticas começaram com a criação de um conjunto de nome “Flor do Tempo”,logo transformado em “Bando de Tangarás”, do qual fizeram parte Braguinha (como João de Barro), Alvinho, Henrique Brito e Noel Rosa. O nome foi sugerido porque -explicou Braguinha- tangará é um pássaro que canta em grupo com outros 5 tangarás. Esse grupo foi inspirado no “Turunas da Mauricéia”, que havia vindo do nordeste em 1927, tendo à frente o cantor Augusto Calheiros.

O “Bando de Tangarás” começou apresentando-se em circos e teatros mambembes cantando emboladas e outros ritmos nordestinos.

No final de 1929, as gravadoras estavam interessadas em novos compositores e cantores, daí o grupo entrar no campo das gravações.

Suas primeiras gravações foram "Mulher Exigente” e “Conseqüências do Amor”.

Desfez-se o grupo no final dos anos 20 e Almirante, assim como os demais componentes passaram a atuar sozinhos. Foi quando Almirante gravou um samba que teve muito sucesso, de nome “Na Pavuna”, sendo o primeiro a usar percursão em uma gravação popular.

Convidado por Ademar Casé,Almirante foi um dos primeiros a compor programas elaborados, que tiveram como precursores Renato Murce na Rádio Clube) e Valdo Abreu(na Mayrink Veiga).

Mas os de Almirante eram de um nível superior porque ele ia “fundo” em suas pesquisas e,ao longo de sua carreira, criou mais de uma dezena deles e compôs um arquivo que,doado ao Governo do antigo Estado da Guanabara, transformou-se no Museu da Imagem e do Som, no qual ele foi um dos primeiros diretores.

Depois do “Programa Casé”, Almirante passou a fazer parte do elenco da Rádio Nacional,transferiu-se para a Tupi,regressando à Nacional e terminando suas atividades radiofônicas na Rádio Tupi,em 1958.

Foi nesta Rádio que criou seus mais interessantes programas, como é exemplo o “Tribunal de Melodias”, um dos muitos que teve a participação dos ouvintes.

Ao longo de sua carreira criou os seguintes programas:

“Incrível! Fantástico! Extraordinário!”; “Onde Está o Poeta ?”;”Carnaval Antigo”; “O Pessoal da Velha Guarda”;”Coisas do Arco da Velha”;”Instantâneos Sonoros”;”Anedotário dos Professores;”História das Danças”;”Aquarelas do Brasil”:”Caixa de Perguntas”;”Orquestras de Gaita” e “Dicionário de Gírias”, que pretendia publicar, mas não o fez.

Almirante faleceu no dia 21 de dezembro de 1980.

Hoje, referendamos sua memória, pelo grande vulto que deixou marcas em nossa música e nosso rádio.

Essa é nossa SAUDADE.

Norma Hauer

Nuno Roland - por Norma Hauer


“Eu sou o pirata da perna de pau,
Do olho de vidro,
Da cara de mau...”


Ele não conheceu muitos sucessos, mas dois marcaram seu carnaval com motivos humorísticos: um foi o “pirata da perna de pau”, outro foi o miado do “gato na tuba”.

“Todo domingo, havia banda no coreto do jardim,
‘Inda’ de longe, a gente ouvia a tuba do Serafim.
Porém um dia, entrou um gato, na tuba do Serafim...
E o resultado, dessa ‘melódia’
Foi que a tuba tocou assim:
Pom, pom, pom...MIAUAU...
Pom, pom, pom... MIAUAU...”


E quem foi ele?
Seu nome era Reinold Correia de Oliveira; nasceu em 1° de março de 1913, em Joinville – S.C., mas ficou conhecido no meio radiofônico como NUNO ROLAND.

Menino pobre, com 13 anos começou praticando profissões modestas, já na cidade de Porto da União, no mesmo estado.

Em seguida foi para o Rio Grande do Sul, para servir ao Exército e ali, como cantor, fez parte da banda do 1° Batalhão de Caçadores, dando início à carreira que marcou sua vida.
Com 19 anos estreou na Rádio Gaúcha (1932), indo para São Paulo em 1934, para trabalhar nas Rádios Record e Educadora Paulista.

Foi quando teve a oportunidade de gravar seu primeiro disco “Cantigas de Quem te Vê”, uma canção de Sivan Castelo Neto, que não vingou, mas abriu-lhe as portas para o mundo das gravações.

Já no Rio de janeiro, passou a atuar no Copacabana Pálace, onde se manteve de 1939 a 1948.

Nessa época gravara seus dois primeiros sucessos: “Amor por Correspondência” e “Mil Corações”. Em 1938 gravou “Rosário de Lágrimas” e no ano seguinte uma versão de um tango que estava fazendo sucesso internacional: “Por Vos, Yo me rompo todo”.

Em 1941 regravou alguns sucessos antes lançados por outros cantores, como “Maria” e “Os quindins de Iaiá”, de Ari Barroso, “Maria Boa”, de Assis Valente e “É Bom Parar”, de Rubens Soares. E, da autoria de Pedro Caetano, “Guarapari”.

Nessa época já fazia parte do cast da Rádio Nacional e do Trio Melodia, com Albertinho Fortuna e Paulo Tapajós.
E nos carnavais de 1946 e 1947 o povão cantou com ele “Pirata da Perna de Pau” (1946) e “Tem Gato na Tuba” (1947). Músicas que não podem faltar nos blocos populares mesmo de nossos dias.

Ainda em 1947, conheceu outro sucesso: “Fim de Semana em Paquetá”, de Braguinha e Alberto Ribeiro.

Em 1969, apresentou-se em Carnavália, de Sidney Miller no Teatro Casa Grande, espetáculo que durou quase um ano.

Em dezembro de 1975 sofreu um acidente automobilístico, no qual perdeu uma perna e, dias depois (em 20 de dezembro) não resistindo, veio a falecer aos 62 anos.

Norma

QUANDO... por Rosa Guerrera


Quando nada mais
eu tiver para escrever...
Quando a saudade
não conseguir mais espaços dentro de mim
ou ainda quando
o meu corpo não atender
o calor da minha pele ..
não sentindo mais
desejo por um tímido carinho ...
E eu compreender que o meu poema
chegou ao fim ...

Descerei ao meu passado
e a minha juventude distante
e abrirei o meu primeiro poema .

Nele encontrarei
na voz das coisas mortas
a certeza de que fiz algo importante na vida :
AMEI !
Feliz Natal e Um Novo daqueles.

COMO É DOCE UM DESPERTAR
Nos teus braços sou um lago,
Água calma a viajar,
Teus cabelos, caracóis,
Guardam tanto sobre nós.

Dunas são nossos lençóis
E o vento é construir
A estrada a seguir.
Não sou mais tão solitário.

Meus dedos são operários,
Tecendo mil labirintos.
Teu riso enche meu lago
De sorrisos, de afagos,
De mesuras que ofusco.

Nessa noite, em que te busco
Me desfaço em paixões.
Sou poeta, sou menino
Corredor, sou arvoredos
De passagens, sem ter medos.

O teu corpo é um mistério.
Teus segredos são etéreos.
O lago são teus abraços
Espirais que prendem em laços
Estrelas e vagalumes,
E são nuvens que escondem
Meus segredos e cansaços.

"Os covardes não têm vez" - José Nilton Mariano Saraiva

Comandada pelo virtuosismo e beleza do fenomenal futebolista argentino Lionel Messi (disparado o mais perfeito jogador de futebol da atualidade), a equipe espanhola do Barcelona triturou o time brasileiro do Santos Futebol Clube, aplicando-lhe tonitruante e sonoros 4 x 0, na final do Campeonato Mundial de Clubes, promovido pela FIFA.
Tal qual uma orquestra afinada, onde todos seguem a partitura com desenvoltura, leveza e maestria, a equipe catalã mostrou ao mundo (aleluia, aleluia) que o “futebol-arte” ainda sobrevive, que o “conjunto” é fundamental num esporte coletivo e que quando há “seriedade e comprometimento” na busca de um objetivo, tudo fica mais fácil. Humildes, seus integrantes suam a camisa, se doam por completo, evitam o cai-cai exaustivamente usado por essas bandas, atropelam (com elegância) o adversário e impõem seu jogo refinado. Enfim, a mistura de tudo isso se traduz na competência com que a bola é tratada e, consequentemente, no prazer que é ver o Barcelona jogar.
Lembrando muito a seleção holandesa que encantou o mundo na Copa do Mundo de 1974 (também conhecida por “Laranja Mecânica”), na equipe espanhola jogador nenhum guarda posição, existe uma rotatividade que confunde o adversário, o toque de bola é sempre rápido, preciso, passes curtos e objetivos, sempre em busca do gol.
Da parte da equipe brasileira, a acomodação, a pasmaceira, a preguiça (esse tal de Ganso, parece que já entra em campo cansado), o não saber como parar o adversário e a impotência flagrante, traduzida no “estrelismo” de jogadores que, muito antes de jogar bola ou ao menos suarem a camisa, se preocupam mais com o “visual”, com o corte moikano nos cabelos pixains (vocês viram alguém com esse tipo de cabelo no time adversário ???).
Jogando com o time todo atrás (antes da linha do meio campo), não se poderia esperar um outro resultado (foi até pouco), até porque, já nos ensinava o grande filósofo Branxu, duzentos anos atrás, na vida, em qualquer ramo de atividade, os competentes se estabelecem, enquanto “os covardes não têm vez”.
Só uma dúvida: e o paparicado, indisciplinado, boçal e arrogante jogador Neimar, anunciado, cantado e decantado em versos e prosa, em trovas e poesia, pela mídia tupiniquim, alguém o viu em campo ??? Ele esteve presente no gramado ??? Chegou mesmo a ofuscar o Messi ??? Sério ???

domingo, 18 de dezembro de 2011

Flor de Lótus- colaboração de Corujinha Baiana


***
No dia em que a flor do lótus desabrochou
a minha mente vagava e eu não a percebi.
***
Minha cesta estava vazia
e a flor ficou esquecida.
***
Somente agora, e novamente,
uma tristeza caiu sobre mim.
***
Acordei do meu sonho sentindo o doce rastro
de um perfume no vento sul.
***
Essa vaga doçura
fez o meu coração doer de saudade.
***
Pareceu-me ser o sopro ardente do verão
procurando completar-se.
***
Eu não sabia então,
que a flor estava tão perto de mim.
***
Que ela era minha
e que essa perfeita doçura
tinha desabrochado no fundo do meu coração.
***
( Rabindranath Tagore )
***
*Rabindranath Tagore escritor, poeta e músico indiano ( 7/05/1861-07/08/1941 ). O primeiro asiático a receber o Prêmio Nobel de Literatura , em 1913.
***
www.algosobre.com.br/biografias/rabindranath-tagore.html
http://www.starnews.2001.com.br/lotus/lotus/_gallery.htm
***

Se eu soubesse que tu virias ... Por Rosa Guerrera


Se eu soubesse que tu virias,
eu juro que teria te esperado...

Se eu soubesse...
Se eu adivinhasse que em teus braços
conheceria o verdadeiro amor ,
Jamais teria deixado
que pousasse no meu rosto
o mais leve beijo,
o mais leve ardor.

Ah se eu soubesse que tu virias !
Se eu imaginasse que o amor
tivesse no seu âmago
esse gosto híbrido,
esse queimor doce , profundo,
essa ânsia sutil e morna ...

Eu juro meu amor
Que teria guardado só para ti
as mais profundas inocências
da minha meninice.

Ari Monteiro- Por Norma Hauer


No dia 20 de dezembro de 1905, nasceu ARI MONTEIRO, compositor que, dentre outras músicas, lançou algumas enaltecendo São Jorge.

O famoso Dicionário de Ricardo Cravo Alvin relaciona uma série de composições de ARI MONTEIRO e o nome dos diversos cantores que as gravaram, mas não cita nenhuma das muitas que Carlos Galhardo gravou. Aliás, quem mais compôs com Ari Monteiro também não é citado: Roberto Martins.
Carlos Galhardo gravou "apenas" 34 composições de ARI MONTEIRO. Nenhuma foi relacionada por Ricardo Cravo Alvin. Dessas, a maioria tem Roberto Martins como co-autor.
Iniciando uma série de músicas sobre São Jorge, Carlos Galhardo gravou em 1946 "São Jorge; no ano seguinte "Dentro da Lua"; em 1948 "23 de Abril"; e em 1955 "Novamente Abril" , todas de Ari Monteiro (duas com Roberto Martins). Apenas "Meu São Jorge" (1951) não leva o nome de Ari Monteiro.

Para o carnaval, Galhardo gravou "Cadê Zazá?", "Até Moscou";"Dias de Festa";"Neste Mundo e no Outro"; "Canta Vagabundo";"Alegria da Cidade";"Laurindo"...

Também são de Ari Monteiro, "Noites de Junho"; "Pecado Original";"Domingo Feliz";" "Papai do Meu Coração";"Tempos de Criança";"Prece";"Olhos Divinos";"Por
que Cantam os Passarinhos?"...

ARI MONTEIRO fez dupla com outros compositores, como Irani de Oliveira;
Peterpan; Newton Teixeira; Arnaldo Passos, tudo gravado por Carlos Galhardo.

É incrível! Nenhuma delas consta do Dicionário de Ricardo Cravo Alvin!

Completando a falta de informação de Ricardo Cravo Alvin, quero registrar uma bela composição de ARI MONTEIRO e Peterpan, de nome

MISTÉRIOS DA NOITE"
Tarde morre o dia,
Triste como sempre...
Cedo a noite vai chegar.
Maior será então
A minha grande mágoa,
Meus olhos já estão
Ficando rasos dágua.

Pois quando anoitece
Muito mais padece
Quem tiver no coração a sombra da tristeza.
Não sei o mistério que a noite tem,
Que faz crescer no coração da gente
A saudade de alguém.

Essa não foi gravada. Está apenas"gravada em minha memória".

Em que data Ari Monteiro faleceu ?

Norma

Amanhã é o primeiro aniversário de Laura!

Que ela seja feliz por toda sua longa vida!

* Laura é neta do escritor José do Vale Feitosa


Natal em Fortaleza- Colaboração de Ismênia Maia- fotos de T.Lisieux






Desejo a todos um Feliz Natal e um Ano Novo de realizações de todos os desejos de saúde, paz, fraternidade. Não esqueçam o motivo principal desta festa: o nascimento de Jesus em cada coração aberto para a compaixão.

Nos ombros do destino- Lançamento em Crato, no dia 17.01.2012


Geraldo Ananias Pinheiro nasceu em Santana do Cariri (CE), em 17.4.1951. Cresceu no Sítio Almécegas, município do Crato (CE), onde viveu até os 19 anos. É funcionário aposentado do Banco do Brasil. Ex-professor da Fundação Educacional do Distrito Federal. Matemático, advogado, pós-graduado em Direito Público e escritor. É sócio efetivo-acadêmico do Instituto Cultural do Cariri (Matrícula C30SL-01/2009 — Cadeira nº 30 – Secção Letras – Patrono Tomé Cabral Santos).

Exerce a atividade de Assessor Executivo na União Pioneira de Integração Social (UPIS), em Brasília (DF).

Além de diversas matérias literárias publicadas, é também autor dos livros de contos e crônicas Foi Assim... e Réstias do Tempo e do romance Levado ao Vento (Editora Thesaurus, 2006, 2008, 2010, respectivamente, Brasília-DF).

Esses feitos vêm lhe trazendo grandes alegrias e realizações. Tem recebido felicitações dos mais diversos recantos do País. Casado, três filhas, um filho e um neto, reside em Brasília desde quando migrou do Ceará. É uma pessoa religiosa, amiga, extrovertida, feliz. Seu hobby é escrever.

Adora a família e é fortemente ligado às suas origens. Tem como fonte de inspiração literária a gente e as coisas de sua terra.

E-mails para contato com o autor:
geraldo.ananias@terra.com.br
ge_ananias@hotmail.com


Livros do autor

Foi Assim...

Foi Assim...

Geraldo Ananias Pinheiro

Levado ao vento

Levado ao vento

Geraldo Ananias Pinheiro

Nos ombros do destino

Nos ombros do destino

Geraldo Ananias Pinheiro
Réstias do tempo
Réstias do Tempo


Aguardem convite oficial!

Peru da mamãe


ingredientes
Peru:
1 peru grande congelado (aproximadamente 4,2kg)
6 dentes grandes de alho
2 cebolas médias picadas bem miúdas
1 pitada de noz moscada
2 folhas de louro picadas
1 pitada de ervas finas
1 fio de azeite
2/3 de xícara de vinagre de vinho tinto
8 laranjas
1 litro de suco de laranja
1/2 colher de sobremesa de maisena
Água
Sal a gosto


Farofa:
6 pães velhos
2 cebolas médias
70g bacon picado
Fígado do perú picado
Uva passa a gosto
Azeitona a gosto
1/2 maço de cheiro verde
1 fio de azeite
preparo
Peru:
Deixe-o descongelando da noite para o dia na temperatura ambiente.
Limpe-o bem: lavar em água corrente, por dentro e por fora, tirar a glândula que fica logo acima do rabo. Importante:
não tirar a pele do pescoço e a do rabo que estão sobrando, ela será necessária.
Espremer as laranjas e juntar o suco e os gomos aos demais ingredientes (com exceção dos 1 litro de suco). Temperar o
perú em todas as partes com este molho por dentro e fora, deixar repousar enquanto se faz a farofa. Importante: deixar
o perú repousar com as costas para baixo.


Farofa:
Picar a cebola em pedaços bem miúdos. Ralar o pão no ralador grosso.
Fritar o bacon na própria gordura e separar. Fritar o fígado do perú no óleo que saiu do bacon e separar. Juntar todos os
ingredientes (inclusive o óleo do bacon) numa bacia e misturar bem. Verifique o sal.
Continuação do Peru:
Com a farofa feita, podemos recheá-lo com a mesma. Encher bem o perú e fechar com a pele que está sobrando. Prender
com palitos de dente. Encher, inclusive, a parte do pescoço com a farofa. Prender a pele também com palitos.
Em uma forma de metal de aproximadamente 15cm de altura (ou a mais profunda possível) colocar o perú com o peito
virado para baixo. Colocar o suco de laranja de forma que o perú seja coberto em sua maior parte.
Levar o perú ao forno 300 graus máximo coberto com 2 folhas de papel alumínio.
Após 20 minutos, diminuir a potência da parte superior do forno.
A cada 1 hora de cozimento, retirar o perú do forno e regar com o caldo.
Após 3 horas, virar o peru com o peito para cima.
Continuar retirando o perú do forno e regando com o caldo.
Quando o perú estiver cozido, retirar o caldo em sua maior parte e levar ao fogo.
Em uma panela média, misturar o caldo junto com a maisena diluída em água aos poucos. Deixar engrossar e regar o
peru novamente com o caldo. Voltar ao forno por 5 minutos e servir com arroz branco.


Paladar

Pavê Clássico


ingredientes
20 biscoitos champagne
500 ml de leite
1 colher (sopa) de essência de baunilha
2 colheres (sopa) de chocolate em pó
2 colheres (sopa) de açúcar
Para o 1° creme:
2 xícaras de leite
100g de açúcar
½ xícara de leite condensado
4 gemas
1 colher (sopa) cheia de maisena
1 pitada de sal
1 colher (café) de essência de baunilha
Para o 2° creme:
2 xícaras de creme de leite fresco
1 xícara de açúcar
3 claras
preparo
Para o 1° creme, ferva o leite, metade do açúcar e o leite condensado. Bata as gemas com a maisena, o restante do açúcar e a baunilha. Tempere esta mistura com o leite fervendo e volte tudo ao fogo para engrossar o creme. Reserve. Para o 2° creme, bata as claras com metade do açúcar e reserve, bata o creme de leite com a outra metade do açúcar e reserve. Junte os dois. Para montar o pavê, umedeça os biscoitos no leite com açúcar e chocolate em pó e espalhe no fundo de uma travessa de vidro. Espalhe sobre eles o 1° creme, e por último o 2° creme.

Paladar

Vários dos nossos amigos/colaboradores aniversariam nos próximos dias.

Feliz aniversário, Sagitarianos!

Dia 18 ( hoje), a cantora e compositora Auci Ventura
Dia 20( terça-feira) , o médico e escritor Zé Flávio
Dia 21 (quarta-feira), a fotógrafa Nívia Uchôa; os médicos e escritores João Marni e José do Vale Feitosa.
Eu prepararia uma festa para esse povo, se todos estivessem perto!


Nosso grande abraço !





sábado, 17 de dezembro de 2011


FOTO MOSTRA A CORAGEM DA MULHER

Minha amiga Edênia Marul, ex-coordenadora do Centro Cultural do BNB em juazeiro, atualmente morando em Salvador, mandou e-mail com uma foto da Presidente Dilma em 1970, como ré, respondendo por crime contra a Segurança Nacional, como as autoridades de então enquadravam os que eram contra o regime militar. A foto é sugestiva: a ré, combatente contra a ditadura, barbaramente torturada, hoje é presidente do Brasil, eleita com os votos de 56% dos brasileiros. Sucedeu Lula, outro perseguido da ditadura. Lula, por sua vez, substituiu Fernando Henrique Cardoso, aposentado compulsoriamente e exilado durante o governo militar. Depois da redemocratização (1984), a corrente política que apoiou e participou da ditadura militar elegeu um único Presidente, Fernando Collor de Melo, que governou pouco mais de 3 anos. Antes dele, considerando da redemocratização anterior (1945), chegaram ao poder pelo voto uma só vez, 1960, com Jânio Quadros cujo governo durou apenas 7 meses. Resumindo, nos últimos 66 anos, a facção mais à direita e reacionária, comandou legitimamente o governo menos de 4 anos. Mandaram outros 20 anos graças ao golpe militar. Não foi a toa que logo depois do assalto ao poder (em 1964) eliminaram eleições diretas. Um dado estatístico dá pista de como os governos dos generais eram distante da população brasileira que pretendiam representar: na eleição e 1989, a primeira escolha direta de presidente pós 64, os identificados como seguidores do regime de exceção obtiveram pouco mais de 15% dos votos (Maluf, 9%, Guilherme Afif, 5%, Aureliano Chaves 1%). Voltando à foto, há um detalhe bem significativo. Dilma, apesar da prisão e das torturas sofridas, apresenta-se com postura corajosa, cabeça erguida e olhar firme. Do outro lado da bancada, os oficiais representantes do Estado, na condição de juízes militares encarregados de julgá-la, estão de cabeça baixa e escondem os seus rostos com mão, certamente envergonhados do papel que lhes foi imposto.

Eternizada!


Há uma luz... - Por José de Arimatéa dos Santos

Foto: José de Arimatéa dos Santos

Magistral Abidoral.

Suspeito que sou, nem por isso mesmo, deixaria aqui de fazer menção ao Show de Abidoral Jamacaru.

Ninguém mais do que eu tem acompanhado a trajetória deste compositor Magistral. Desde os Festivais, o Grupo Nessa Hora, até os dias de hoje. Pouparia até de fazer os comentários já previsíveis do: Abidoral é isto, Abidoral é aquilo, mas ressaltaria apenas que dentre tantos que estendem a voz por tantos, Abidoral nunca deixará de ser isto e nem aquilo que seja o que de melhor simboliza nossa musicalidade. Inovador, renovador, autêntico, conciso, inteligente, visionário e atual.

Denominamos de “ícone” a isto e ou aquilo que alguém por excelência atinja e faça-se destacar pela unicidade.

Autoral, plural, fenomenal, magistral, musical, universal e para sempre... O Jamacaru Abidoral.




Não tinha ângulo para mostrar todos os músicos, mas em nome de todos, Parabéns!



Não Abidoral, deixe os aplausos por nossa conta!


Fotos: Pachelly Jamacaru

III Natal Solidário - Emerson Monteiro

Será no dia 25 de dezembro, às 14h, no Estádio Mauro Sampaio Castelo Branco, o Romeirão, em Juazeiro do Norte, a realização da festa dos Anjos Solidários – Cevema relativa ao III Natal Solidário. O exemplo dos dois anos anteriores já oferece à instituição beneficente lugar expressivo junto às populações carentes, que, decerto, comparecerá em apreciável multidão para comemorar o nascimento de Jesus, numa bem sucedida iniciativa.

Após esforços desenvolvidos durante todo o ano visando arrecadar recursos destinados a prêmios distribuídos em sorteios sucessivos e demais atrações do grande evento, a data permanecerá na lembrança de todos pelo brilho de que se revestirá, vistos os preparativos desenvolvidos e a organização que caracterizam o grupo filantrópico coordenado pelos empresários Luiziane e Tadeu Alencar, responsáveis por práticas permanentes. Com isto visam, sobretudo, dar testemunho do serviço fraterno aos juazeirenses, unindo a iniciativa privada e o poder público em demonstrações coletivas de solidariedade.

A fórmula de gerar benefícios sociais desenvolvida pelos Anjos Solidários durante todo o ano vem surtindo seus efeitos promissores, ocasionando a aproximação das classes aquinhoadas com os que ainda não usufruem das benesses da justiça comunitária.

À medida que outras lideranças compreendam a importância de práticas semelhantes, haverá mais sensibilidade nas relações entre os extremos sociais, isto alimentando a possibilidade cristã da fraternidade verdadeira.

Deste modo, os Anjos Solidários – Cevema convida todos os cidadãos de Juazeiro do Norte a comparecer ao Estádio Romeirão, na tarde do dia 25 de dezembro do corrente ano, no objetivo de vivenciar a bela festa natalina de 2011, com isto repetindo os bons resultados obtidos nas vezes passadas.

Enquanto almeja aos caririenses votos plenos de Felicidades neste Natal, seguido de um Ano Novo pródigo das melhores realizações, na Luz do Amor e da Bondade ensinadas pelo Divino Mestre Jesus.
Passageiro de um mundo passageiro
Passageiro desse mundo ligeiro
Passageiro do mundo do dinheiro
Passageiro aprendiz de feiticeiro
Passageiro derradeiro justiceiro
Passageiro da bola sem goleiro
Passageiro passageiro passageiro...
Por que tudo passa tão ligeiro?

(Ulisses Germano)


Porque estamos de passagem, companheiro!

Frase antológica (Mário Quintana)

Inserta numa das últimas postagens do Zé Flávio, uma frase que entendemos possa ser classificada como antológica (não fosse Mário Quinta um gênio), daí sua repetência:

“Os espelhos partidos têm muito mais luas”...

Mário Quintana