Onde anda
Com quem se deseja andar?
Mergulhando o seu olhar
Em qual céu, açude ou mar?
No coração feminino
Há sempre um impulso infantil
de correr para um ninho
De achar o tal caminho
no qual se vive a sonhar
Dormir de alma colada
Sem relógio despertar
Desejo filogénetico,
de amar, e de amar!
Ocultos
Que culpa tem aquela mulher,
De nos labirintos do coração,
ficar atordoada?
Ela se espreguiça em todas as praias
Queima a pele de lembranças
Lava a mágoa e a saudade
Enquanto isso,
Seu barco perdido,
Veleja no mar
Esqueça...
Nem julgue,nem desculpe
Siga entre os jasmins
Respire o jardim
O que podia ter sido
Deixou de existir!
Aprenda sobre ti...
Não é em mim que te escondes
Em ti não consigo ficar pronta.
por José do Vale Pinheiro Feitosa
Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.
José do Vale P Feitosa
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Segunda encomprida a semana
Noites chuvosas
Dias de tédio
Voz calada
Corpo cansado
Alguns restos, na mala
Rua vazia...
Onde estamos?
Onde estão as noites de verão,
Os dias de primavera,
A voz cantante, o corpo dourado,
As praças cheias,
Os banhos de cascata,
O refresco de cajá,
O pão com nata..
Onde estão todos?
Do lado de cá nada está !
Noites chuvosas
Dias de tédio
Voz calada
Corpo cansado
Alguns restos, na mala
Rua vazia...
Onde estamos?
Onde estão as noites de verão,
Os dias de primavera,
A voz cantante, o corpo dourado,
As praças cheias,
Os banhos de cascata,
O refresco de cajá,
O pão com nata..
Onde estão todos?
Do lado de cá nada está !
Fim do dia
Mais um Domingo que finda
Sem passeio no campo
Sem a tua companhia
Meu canto é no travesseiro
Que arrumo noite e dia
Fica difícil aturar
A falta que não existe
Mas a morte
Tem seu dia!
Nestas horas lentas,
Em que o dia se escoa,
Como um rio na planície
Vivo um abraço imaginário,
Esperando a noite chegar.
Quem te acorda
Da corda e do som?
Uma angústia, uma ausência.
Gole amargo é fel do não!
Abre a janela.
A luz te invade
Como em labirintos
A deixar passar o vento
Que se sente, sem se ver
Sono que se vai
O lado vazio e silencioso da cama
Arrumo o lençol que fala.
resposta ao tempo,
Que a cor vem tomar...
Exposta ao vento,
Que seu calor vem esfriar
Mesmo assim quero ativo,
Na primeira,
Na Segunda,
Pessoal, sempre, interno,
Silente
Céu eterno!
Chão acaba
Falta o ar.
Respirar para aturar.
Respirar para esperar,
Presente com tinta
Futuro sem papel
Passado amarrado
Pipas voam alto do além para cá...
Conquista espaço,
Na janela do quarto
Vejo um pedaço do céu!
Mais um Domingo que finda
Sem passeio no campo
Sem a tua companhia
Meu canto é no travesseiro
Que arrumo noite e dia
Fica difícil aturar
A falta que não existe
Mas a morte
Tem seu dia!
Nestas horas lentas,
Em que o dia se escoa,
Como um rio na planície
Vivo um abraço imaginário,
Esperando a noite chegar.
Quem te acorda
Da corda e do som?
Uma angústia, uma ausência.
Gole amargo é fel do não!
Abre a janela.
A luz te invade
Como em labirintos
A deixar passar o vento
Que se sente, sem se ver
Sono que se vai
O lado vazio e silencioso da cama
Arrumo o lençol que fala.
resposta ao tempo,
Que a cor vem tomar...
Exposta ao vento,
Que seu calor vem esfriar
Mesmo assim quero ativo,
Na primeira,
Na Segunda,
Pessoal, sempre, interno,
Silente
Céu eterno!
Chão acaba
Falta o ar.
Respirar para aturar.
Respirar para esperar,
Presente com tinta
Futuro sem papel
Passado amarrado
Pipas voam alto do além para cá...
Conquista espaço,
Na janela do quarto
Vejo um pedaço do céu!
E os bruxos?
Poções mágicas , nas palavras
Encantam , mordiscam
se entocam , e se calam
Hoje é dia delas ...
Não tenho o instrumental
que preciso :
Caldeirão , vassoura,
e um punhado de ervas ...
Não sei fazer mandingas
Basta um cheiro de carinho
e o feitiço se completa !
Já fui queimada tantas vezes
Que o fogo do inferno
apenas me alumia.
Já rezei sortilégios
e tudo
já perdeu o seu mistério
Fiquei com medo
Perdi o jeito
meu nariz cresceu!
E aquela ruga ,que ficou no peito
Rebelde
não volta pro nariz
A metade da maça ...?
-Nunca comi !
Pensamento te libera
Suave e alegremente
Tal qual soltamos um pássaro
Da gaiola ou do viveiro!
Solta de ti,
Ainda seguro teu cheiro,
No fio do teu cabelo,
Que não se aparta de mim
Brusca, abrupta
Inconseqüente demência
Qualquer coisa justifica.
O impulso do desejo
Mas o vazio que fica
Na dor de qualquer partida
É fruta que não almejo
Na fome do meio-dia!
A fonte não secara
A festa mal começara
As noites iluminadas
E a vida nos sorria!
O terreno nem foi estrumado
O enredo foi cortado
E as palavras nunca ditas
Morreram desajustadas
Mas o que resta de pendência
Também pode ser zerado
Na conta do nosso tempo
Tudo já foi perdoado!
Suave e alegremente
Tal qual soltamos um pássaro
Da gaiola ou do viveiro!
Solta de ti,
Ainda seguro teu cheiro,
No fio do teu cabelo,
Que não se aparta de mim
Brusca, abrupta
Inconseqüente demência
Qualquer coisa justifica.
O impulso do desejo
Mas o vazio que fica
Na dor de qualquer partida
É fruta que não almejo
Na fome do meio-dia!
A fonte não secara
A festa mal começara
As noites iluminadas
E a vida nos sorria!
O terreno nem foi estrumado
O enredo foi cortado
E as palavras nunca ditas
Morreram desajustadas
Mas o que resta de pendência
Também pode ser zerado
Na conta do nosso tempo
Tudo já foi perdoado!
Escondida no tempo
Consistente e insistente
Persiste minha agonia
Processo da dúvida,
Que se afasta todo o dia .
Dias de silêncio
Coração em guerra,
Passa frio
Come o que sobrou do ontem
Engorda de esperança
Para morrer de alegria!
Risos, gargalhadas
Numa sintonia errada
Sinalizando caminhos
Quando eu crescer
Quero ser gueixa ou ameixa
Um doce, que se derreta
Na boca do teu carinho!
Nem tudo pode
No tempo,
Desenhar o seu destino
Fica faltando um arabesco
O nome de um brinquedo,
Um cofrinho ou um potinho
Nem tudo dói, quando falta
Mas a dor de uma saudade
Machuca e deixa roxinho
O canto de qualquer braço!
Se não fosse a poesia
Que me transporta aos oásis
Eu morreria de tédio!
Oásis que mata a sede
Mostra a beleza do céu
O poder do sol,
A magia da lua
E verdeja o sono
No vento de uma palmeira,
Enquanto você não chega!
Persiste minha agonia
Processo da dúvida,
Que se afasta todo o dia .
Dias de silêncio
Coração em guerra,
Passa frio
Come o que sobrou do ontem
Engorda de esperança
Para morrer de alegria!
Risos, gargalhadas
Numa sintonia errada
Sinalizando caminhos
Quando eu crescer
Quero ser gueixa ou ameixa
Um doce, que se derreta
Na boca do teu carinho!
Nem tudo pode
No tempo,
Desenhar o seu destino
Fica faltando um arabesco
O nome de um brinquedo,
Um cofrinho ou um potinho
Nem tudo dói, quando falta
Mas a dor de uma saudade
Machuca e deixa roxinho
O canto de qualquer braço!
Se não fosse a poesia
Que me transporta aos oásis
Eu morreria de tédio!
Oásis que mata a sede
Mostra a beleza do céu
O poder do sol,
A magia da lua
E verdeja o sono
No vento de uma palmeira,
Enquanto você não chega!
Na trilha de Maria
Na trilha de Maria
Você corta o filme,
amarga o recado;
deixa o mel,
na porta do enxame;
deixa a flor ,
na madrugada aberta,
morrer na manhã .
Tudo começou, nem sei quando.
Buscando na arte,
o caminho da expressão?
Quem me ajudou foi o amor,
e um grande professor,
que pelos meus descuidos,
aproveitei tão pouco!
Meu nome é Maria.
Filha de um casal de artistas.
Arte e religião.
Uma melada de tinta,
e um pensamento cristão ?
Ousei ser criança
Ousei todas as idades,
e aqui estou...
em versos brincando,
no azul sonhado!
Apenas ser humano
quero banhar-me na fonte de todos os desertos.
Quero delírios de todas as sedes,
e ao fim , apenas um oásis .
Quero o céu causticaste
A agonia da visão que esmaece
ao fim , um céu de estrelas
Quero no direito a todos os erros ,
anar-me da realidade
Cometer pecados , encerra-los no sótão,
E ao fim , apenas os acertos.
Quero navegar no mar das dúvidas,
naufragar sob o seu peso ,
E ao fim, emergir
com um punhado de certezas !
Quero clamar pela chegada ,
mesmo sem encontrá-la.
Sangrar nas mãos,
as tranças das incertezas...
E ao fim, apenas a relva da campina
Quero ser apenas humano ,
E ao fim, disto ter certeza !
(Perseu)
amarga o recado;
deixa o mel,
na porta do enxame;
deixa a flor ,
na madrugada aberta,
morrer na manhã .
Tudo começou, nem sei quando
Buscando na arte,
o caminho da expressão?
Quem me ajudou foi o amor,
e um grande professor,
que pelos meus descuidos,
aproveitei tão pouco!
Mas da vida...aproveitei foi muito!
Meu nome é Maria.
Filha de um casal de artistas...
Arte e religião.
Uma melada de tinta,
e um pensamento cristão ?
Ousei ser criança
Ousei todas as idades,
e aqui estou..
em versos brincando,
no azul sonhado!
Durmo ouvindo o sol
do teu ronco
Teu coração sacoleja,
no trilho de Maria,
por novas fantasias!
Escondida no Tempo
Consistente e insistente
Persiste minha agonia
Processo da dúvida,
Que se afasta todo o dia
Dias de silêncio
Coração em guerra,
Passa frio.
Come o que sobrou do ontem
Engorda de esperança
Para morrer de alegria!
Risos, gargalhadas
Numa sintonia errada
Sinalizando caminhos
Quando eu crescer
Quero ser gueixa ou ameixa.
Um doce, que se derreta.
Na boca do teu carinho!
quero banhar-me na fonte de todos os desertos.
Quero delírios de todas as sedes,
e ao fim , apenas um oásis .
Quero o céu causticaste
A agonia da visão que esmaece
ao fim , um céu de estrelas
Quero no direito a todos os erros ,
anar-me da realidade
Cometer pecados , encerra-los no sótão,
E ao fim , apenas os acertos.
Quero navegar no mar das dúvidas,
naufragar sob o seu peso ,
E ao fim, emergir
com um punhado de certezas !
Quero clamar pela chegada ,
mesmo sem encontrá-la.
Sangrar nas mãos,
as tranças das incertezas...
E ao fim, apenas a relva da campina
Quero ser apenas humano ,
E ao fim, disto ter certeza !
(Perseu)
amarga o recado;
deixa o mel,
na porta do enxame;
deixa a flor ,
na madrugada aberta,
morrer na manhã .
Tudo começou, nem sei quando
Buscando na arte,
o caminho da expressão?
Quem me ajudou foi o amor,
e um grande professor,
que pelos meus descuidos,
aproveitei tão pouco!
Mas da vida...aproveitei foi muito!
Meu nome é Maria.
Filha de um casal de artistas...
Arte e religião.
Uma melada de tinta,
e um pensamento cristão ?
Ousei ser criança
Ousei todas as idades,
e aqui estou..
em versos brincando,
no azul sonhado!
Durmo ouvindo o sol
do teu ronco
Teu coração sacoleja,
no trilho de Maria,
por novas fantasias!
Escondida no Tempo
Consistente e insistente
Persiste minha agonia
Processo da dúvida,
Que se afasta todo o dia
Dias de silêncio
Coração em guerra,
Passa frio.
Come o que sobrou do ontem
Engorda de esperança
Para morrer de alegria!
Risos, gargalhadas
Numa sintonia errada
Sinalizando caminhos
Quando eu crescer
Quero ser gueixa ou ameixa.
Um doce, que se derreta.
Na boca do teu carinho!
Os fios não ligam nós...
que a vida desata !
Alminha branca,
que tudo enxerga
numa tela de paz
Se todos te entendessem
o mundo seria azul
cercado de branco,
por todos os lados !
Estou num sonho
País de mascarados
Casca de beleza
alegria e bondade.
Onde está você meu palhaço?
Vestida de bruxa,
descalça lhe procuro
No castelo dos subterfúgios
você foi internado.
Serpentinas no meu rosto,
soltam-se, desenhando lágrimas
Máscara de amizade,
escondendo paixão
Máscara de humor,
escondendo angústia
Máscaras...
Descolem-se de mim !
O itinerário dos ventos
intriga e confunde
Sem trilhas e senhas,
arrasta gente !
que a vida desata !
Alminha branca,
que tudo enxerga
numa tela de paz
Se todos te entendessem
o mundo seria azul
cercado de branco,
por todos os lados !
Estou num sonho
País de mascarados
Casca de beleza
alegria e bondade.
Onde está você meu palhaço?
Vestida de bruxa,
descalça lhe procuro
No castelo dos subterfúgios
você foi internado.
Serpentinas no meu rosto,
soltam-se, desenhando lágrimas
Máscara de amizade,
escondendo paixão
Máscara de humor,
escondendo angústia
Máscaras...
Descolem-se de mim !
O itinerário dos ventos
intriga e confunde
Sem trilhas e senhas,
arrasta gente !
Se você ainda dorme,
Vive no azul de mim
Neste imundo rumo,
limpos vagabundos
exploram um mundo
que guardei pra ti !
Construímos tantos corpos de papel
Pichamos muros
pintamos telas no céu
fizemos abrigos subterrâneos
descobrimos mapas de labirintos;
Nossa floresta era imensa
nos perdemos no caminho
catando flores
e destruindo ninhos
Olhei demais pro céu.
Pensando que você,
fosse um passarinho !
Vive no azul de mim
Neste imundo rumo,
limpos vagabundos
exploram um mundo
que guardei pra ti !
Construímos tantos corpos de papel
Pichamos muros
pintamos telas no céu
fizemos abrigos subterrâneos
descobrimos mapas de labirintos;
Nossa floresta era imensa
nos perdemos no caminho
catando flores
e destruindo ninhos
Olhei demais pro céu.
Pensando que você,
fosse um passarinho !
Poeta, nada mais
Poetas não tem corpos, para serem tocados
Sentidos, para serem feridos
São penas, tinta, papel.
Poetas não têm dor,
Não sofrem, e sentem
Mas mentem, em corpos de papel.
Poetas não são vários, diferentes, diversos
É a tinta, benta, aspergida aos ventos
Em gotas, em versos.
Poetas não são plurais, mortais
Poetas são fatais,
São versos.
Nada mais !
À toa...
Vamos ser juntos,
em separados ?
Galho e folha
Céu e mar...
II
A solidão
nos leva a qualquer pão:
de queijo, de gente
Solidão no olhar
perdido no mar
Solidão humana,
Deus preenche !
III
Voltou esfuziante
Olhou para o céu,
e viu estrelas no dia.
Viu passarinhos
rouquinhos de cantar
Viu a poesia
entristecida e comum,
dançar de alegria
Brando é o vento
da sabedoria !
IV
Vira-lata cibernético
Homem das esquinas e meninas
É minha cachaça,
meu porre diário,
minha poesia
É meu chapa
mestre da prosa,
atiçador da palavra.
meu número de sorte!
Meu Lancelot, mito,
vício,
homem e lorde !
Poetas não tem corpos, para serem tocados
Sentidos, para serem feridos
São penas, tinta, papel.
Poetas não têm dor,
Não sofrem, e sentem
Mas mentem, em corpos de papel.
Poetas não são vários, diferentes, diversos
É a tinta, benta, aspergida aos ventos
Em gotas, em versos.
Poetas não são plurais, mortais
Poetas são fatais,
São versos.
Nada mais !
À toa...
Vamos ser juntos,
em separados ?
Galho e folha
Céu e mar...
II
A solidão
nos leva a qualquer pão:
de queijo, de gente
Solidão no olhar
perdido no mar
Solidão humana,
Deus preenche !
III
Voltou esfuziante
Olhou para o céu,
e viu estrelas no dia.
Viu passarinhos
rouquinhos de cantar
Viu a poesia
entristecida e comum,
dançar de alegria
Brando é o vento
da sabedoria !
IV
Vira-lata cibernético
Homem das esquinas e meninas
É minha cachaça,
meu porre diário,
minha poesia
É meu chapa
mestre da prosa,
atiçador da palavra.
meu número de sorte!
Meu Lancelot, mito,
vício,
homem e lorde !
Estou num bonde sem desejos
Onde alegrias fazem coro
Mas o solo é contralto
A estrada de sonhos é planalto
O córrego azulado
Esverdeia goticulas de fel
Pedras soltas
Interceptam a caminhada
Saímos uns
Chegamos outros
E nos perdemos antes do começo
e muito antes do fim.
Colher trevos
Em quatro mãos
Se me atrevo
O que se torna?
Companhia?
Solidão ?
Num quadro
Eu fico na parede
Da nossa ficção !
Onde alegrias fazem coro
Mas o solo é contralto
A estrada de sonhos é planalto
O córrego azulado
Esverdeia goticulas de fel
Pedras soltas
Interceptam a caminhada
Saímos uns
Chegamos outros
E nos perdemos antes do começo
e muito antes do fim.
Colher trevos
Em quatro mãos
Se me atrevo
O que se torna?
Companhia?
Solidão ?
Num quadro
Eu fico na parede
Da nossa ficção !
Lua do Crato
Bela noite
Agora madrugada
Durma, encontre a aurora
Sonha mulher ,sonha criança
Dança a tua fantasia
Que a manhã em breve
Te dará como presente
um novo dia !
Cara na Lua
Ele pintou minha cara na lua
E eu engordei de lua a minha cara
Ruga no nariz
Define silhueta bruxa
Queixo pontiagudo
Define o destino da senilidade
E o céu da testa
Ondulado de conflitos
Encolhe-se, adormece.
O tempo passado.
Do futuro será cativo.
Eu sou o meu projeto, objeto e objetivo
verbo e substantivo da minha oração...
Até achar o portal do Nirvana!
Queria que o futuro esperasse
A minha esperança acordar!
Por indisciplina mexi com a tua calma
e perdi de veza parte que faltava!
Não gosto da zoada do besouro
prefiro o motor da minha velha geladeira
Falta grana para pintar a cara do velho
Estamos em sintonia com o destino
Podemos afrouxar as rédeas do carro!
Chove poesia.
Minha mina
que cavo com uma velha pena
onde estou?
as vezes me procuro
e o telefone não funciona
extraviam-se cartas e telegramas
que envio pra mim mesma
assim...não me arrependo de mim...sou assim!
e quando me encontro...um verso apronto!
verbo e substantivo da minha oração...
Até achar o portal do Nirvana!
Queria que o futuro esperasse
A minha esperança acordar!
Por indisciplina mexi com a tua calma
e perdi de veza parte que faltava!
Não gosto da zoada do besouro
prefiro o motor da minha velha geladeira
Falta grana para pintar a cara do velho
Estamos em sintonia com o destino
Podemos afrouxar as rédeas do carro!
Chove poesia.
Minha mina
que cavo com uma velha pena
onde estou?
as vezes me procuro
e o telefone não funciona
extraviam-se cartas e telegramas
que envio pra mim mesma
assim...não me arrependo de mim...sou assim!
e quando me encontro...um verso apronto!
na calada da vida
deixo que as minhas águas
escoem pelos canos
dos meus olhos.
Valha-me noite
Que me cobre de lua;
Salvem-me estrelas
Que me cobrem de luz .
Naturalmente
No próximo encontro
não quero falar do passado
quero todo o presente
(que desconheço...)
na ponta da língua.
Pássaro
peixe ensaboado
tudo voa
tudo escapa.
Mas tua presença
é luz
que não se apaga.
deixo que as minhas águas
escoem pelos canos
dos meus olhos.
Valha-me noite
Que me cobre de lua;
Salvem-me estrelas
Que me cobrem de luz .
Naturalmente
No próximo encontro
não quero falar do passado
quero todo o presente
(que desconheço...)
na ponta da língua.
Pássaro
peixe ensaboado
tudo voa
tudo escapa.
Mas tua presença
é luz
que não se apaga.
Chave do mistério
Você é luz em forma de gente,
você é poema de Drumond,
você é sonho em forma de luz,
você é minha teimosia amorosa,
você é o desafio constante num poema,
você é a resposta poética da vida ,
que cortou a perna,
e passou a usar asas
no imaginar!
Tua luz brilhando
em mim
caindo em pingos,
parece choro
de vela!
Chega logo manhã
neblina o meu caminho verde;
ilumina o meu destino de sozinha...
tolice tentar acertar
o que nunca entortou;
me perdi na zoada
do que já sou;
você é poema de Drumond,
você é sonho em forma de luz,
você é minha teimosia amorosa,
você é o desafio constante num poema,
você é a resposta poética da vida ,
que cortou a perna,
e passou a usar asas
no imaginar!
Tua luz brilhando
em mim
caindo em pingos,
parece choro
de vela!
Chega logo manhã
neblina o meu caminho verde;
ilumina o meu destino de sozinha...
tolice tentar acertar
o que nunca entortou;
me perdi na zoada
do que já sou;
Faz de conta ...
Que hoje é um dia qualquer da minha vida.
Que ele foi recortado do passado.
ou que chegou do futuro, ainda novinho...
Faz de conta que o meu presente é esse dia
E nele eu reponho a poesia, o verde, a minha alegria.
Faz de conta que você contracena comigo...
Que sorri me fala, e segura meu pé, num carinho.
Faz de conta que estamos numa estrada,
Em busca de uma serra, em busca de um cantinho...
Faz de conta... Que o dia está no infinito,
e de lá viver a eternidade...é preciso!
Faz de conta que contigo sou fada sem varinha..
Que tu és mago com cajado, e lanterninha...
Que eu sigo ao teu lado, no silêncio do teu dia
Faz de conta... Que só nós dois existimos...
Que a água está gelada, que a fonte de mim
É você quem mina e mima!
Pára um só minuto...
Abraça-me com todos os beijos que eu perdi...
Como certo dia...
Em que eu vi teus olhos,
e nem versos , fiz!
olhos cor-de-petróleo
apertadinhos e atentos
me descobrem
apesar das voltas
das meias
dos brincos
do vestido longo,
você pára no decote...
me decora,
me põe nua no mundo!
sono e sonho...
lá fora a lua se esconde
e o dia me beija,
me acorda dos teus olhos,
ao teu lado,
ganho o mundo!
Viajar é encontrar
a poesia
no vento e nas nuvens...
Preciso do sol
pra pintar de moreno
a palidez do meu rosto,
catalisar processo bloqueado
é esperar que um açude sangre,
surpreendentemente!
Da inquieta vontade de ser
nasce a decisão de não ter!
Eremita
Passou 2007
Os últimos dias resolveram mudar o ritmo
Fizeram coreografia com um bando de tartarugas...
Céu nublado, tardes quentes, tudo mudo
Comida com cheiro de festa
doce, acastanhada...
Em algumas janelas do tempo o dia esqueceu a neve, o saco de Papai Noel,
e a renas não foram importadas...
Em algumas janelas, existe apenas uma vela!
Ninguém chegou, nem partiu
As bolsas ficaram vazias,
e as sacolas... repletas de plástico, de fios, de futuros descartáveis.
Um pote de balas vazio, um vestido surrado no armário, um sapato apertado
Um perfume de amêndoas, quase enjoativo
Um coração em saltos... Aflição dentro do carro
Falta de um riso largo, e de um choro comovido.
Próxima semana é 2008
sem prata e sem ouro no bolso
Contas na farmácia,carrinho vazio, no supermercado
Arroz, feijão e pão!
E o vinho espera abril
o milho espera S.João
Até dezembro voltar com cestas de intenções.
Há uma possibilidade de felicidade no ar
Resgatar o coração, perdido na contramão
Há uma possibilidade de alegria no final do dia,
quando o sol esfria
Uma bola prateada, que se chama lua,
enche de volúpia toda nossa vida!
Há uma possibilidade de viver bem
E que Deus permita!
Os últimos dias resolveram mudar o ritmo
Fizeram coreografia com um bando de tartarugas...
Céu nublado, tardes quentes, tudo mudo
Comida com cheiro de festa
doce, acastanhada...
Em algumas janelas do tempo o dia esqueceu a neve, o saco de Papai Noel,
e a renas não foram importadas...
Em algumas janelas, existe apenas uma vela!
Ninguém chegou, nem partiu
As bolsas ficaram vazias,
e as sacolas... repletas de plástico, de fios, de futuros descartáveis.
Um pote de balas vazio, um vestido surrado no armário, um sapato apertado
Um perfume de amêndoas, quase enjoativo
Um coração em saltos... Aflição dentro do carro
Falta de um riso largo, e de um choro comovido.
Próxima semana é 2008
sem prata e sem ouro no bolso
Contas na farmácia,carrinho vazio, no supermercado
Arroz, feijão e pão!
E o vinho espera abril
o milho espera S.João
Até dezembro voltar com cestas de intenções.
Há uma possibilidade de felicidade no ar
Resgatar o coração, perdido na contramão
Há uma possibilidade de alegria no final do dia,
quando o sol esfria
Uma bola prateada, que se chama lua,
enche de volúpia toda nossa vida!
Há uma possibilidade de viver bem
E que Deus permita!
Falando sozinha
Eu te quero sem pé, nem cabeça...
Um querer libertário
Você em você... Nunca em mim!
Procurei-te nos pontos... Só te achei nas canções
Os teus hachurados me incompreendem
Área de intersecção?
Lúdico latido
tem cachorro
brincando de ser menino!
Por indisciplina
mexi com a tua calma
e perdi de vez a parte que faltava!
Estamos em sintonia com o destino
Podemos afrouxar as rédeas do carro!
O vento do teu assobio... É escocês?
Chuva insistente atola meu chamado!
Desenhar é riscar claros e deixar o escuro acontecer!
Juntar pedras no caminho... E apedrejar o Ego!
Quando a gente não pode ser a letra "z"
Conformamos-nos em ser um pingo?
Meus nervos entendem a verdade... Porisso explodem!
Uma gota de vinho na taça... Acho sacrílego lavar tua presença!
O pipoqueiro vai passando... É assim todas as tardes... E todas as tardes,
Amoleço de tédio!
Um querer libertário
Você em você... Nunca em mim!
Procurei-te nos pontos... Só te achei nas canções
Os teus hachurados me incompreendem
Área de intersecção?
Lúdico latido
tem cachorro
brincando de ser menino!
Por indisciplina
mexi com a tua calma
e perdi de vez a parte que faltava!
Estamos em sintonia com o destino
Podemos afrouxar as rédeas do carro!
O vento do teu assobio... É escocês?
Chuva insistente atola meu chamado!
Desenhar é riscar claros e deixar o escuro acontecer!
Juntar pedras no caminho... E apedrejar o Ego!
Quando a gente não pode ser a letra "z"
Conformamos-nos em ser um pingo?
Meus nervos entendem a verdade... Porisso explodem!
Uma gota de vinho na taça... Acho sacrílego lavar tua presença!
O pipoqueiro vai passando... É assim todas as tardes... E todas as tardes,
Amoleço de tédio!
À mercê do sentimento, sempre volto,
quando me procuram...
Linha, casa, botão, gaveta de armário...
Sempre espaçam pra você ficar!
Nunca prendo no abraço
Nunca acordo pra sonhar
Fico à toa numa espera tonta
de janela aberta pro amor chegar!
Ele passa... Não chega!
Ele voa... Não pousa!
É uma borboleta de asa prateada
flor em flor... Não pára de brincar!
E neste sumidouro aonde te encontro
Afundamos todos dentro de algum plano
que Deus permitiu para nos juntar!
quando me procuram...
Linha, casa, botão, gaveta de armário...
Sempre espaçam pra você ficar!
Nunca prendo no abraço
Nunca acordo pra sonhar
Fico à toa numa espera tonta
de janela aberta pro amor chegar!
Ele passa... Não chega!
Ele voa... Não pousa!
É uma borboleta de asa prateada
flor em flor... Não pára de brincar!
E neste sumidouro aonde te encontro
Afundamos todos dentro de algum plano
que Deus permitiu para nos juntar!
Esperas
Madrugada escura
sem cheiro de flor.
De novo, o amor faltou
Aflição no ar
Comum, alastraste
Promessa sem esperança,
e o coração preso em algum vagar
Medo da soltura,
e de no vazio nunca mais amar!
Pesada dos anos, ainda caminho
Me arrasto no tempo sem saber sonhar!
E o amor perdido onde dormirá?
Mudo a cor da parede que me enclausura?
Pinto de amarelo ou da cor da lua..
Infiltro meu olhar em um novo achar!
Espera vazia, surta...
Espera serena, cura
Uma velha dor que não quer passar!
sem cheiro de flor.
De novo, o amor faltou
Aflição no ar
Comum, alastraste
Promessa sem esperança,
e o coração preso em algum vagar
Medo da soltura,
e de no vazio nunca mais amar!
Pesada dos anos, ainda caminho
Me arrasto no tempo sem saber sonhar!
E o amor perdido onde dormirá?
Mudo a cor da parede que me enclausura?
Pinto de amarelo ou da cor da lua..
Infiltro meu olhar em um novo achar!
Espera vazia, surta...
Espera serena, cura
Uma velha dor que não quer passar!
Sumidouro
Fim do amor
Parece música de bar, no final de tarde
Sentimentos dissolvidos como algodão doce
Sempre será como sempre
Dor de amor à gente cura,
Quando o tempo cura a gente!
II
O amor empresta inocência ao coração,
E torna a busca contínua!
III
Ao entardecer, vislumbrando o céu, misturo tintas... Tudo violáceo!
IV
Peço licença ao teu sonho
E entro em tuas ondas
Como flor, no bico do beija-flor!
V
Onde estás, menino do anel de prata?
Teu silenciar me maltrata
Como fruta esbagaçada,
Da mangueira, na calçada!
VI
Estrelas migram
Céu escurece
Luz eremita
Acende caminho
Amores impossíveis
Encontros no infinito!
Parece música de bar, no final de tarde
Sentimentos dissolvidos como algodão doce
Sempre será como sempre
Dor de amor à gente cura,
Quando o tempo cura a gente!
II
O amor empresta inocência ao coração,
E torna a busca contínua!
III
Ao entardecer, vislumbrando o céu, misturo tintas... Tudo violáceo!
IV
Peço licença ao teu sonho
E entro em tuas ondas
Como flor, no bico do beija-flor!
V
Onde estás, menino do anel de prata?
Teu silenciar me maltrata
Como fruta esbagaçada,
Da mangueira, na calçada!
VI
Estrelas migram
Céu escurece
Luz eremita
Acende caminho
Amores impossíveis
Encontros no infinito!
Vejo o mundo cortado em telas
Fascinam-me os caminhos
Entre buracos e flores vejo cores
borro a vida com tintas
faço marinhas
casas de taipa, em pé de serra
Abriram janelas e portas
nem me importa
Estás onde queres
não me feres
fico imóvel, no teu caminhar em mim
Há de ser assim
Uma eternidade basta!
Sinto falta da minha companhia
Aquela que insiste em ficar contigo!
Se o paraíso é colorido
por que insistir no preto ou no branco?
O preto no branco...Parece cinema antigo!
Um sonho termina, outro recomeça
Quem diria que esta tarde escurecida
Fosse a minha paz?
Um triângulo deixa de incomodar
quando se parte em pedaços
ou vira pirâmide de paz!
Dia nublado
sopa na panela
pingos de saudade
escorrem numa tela
tempo abre espaço
afrouxa laço
olha verde, no firmar azul
terra roxa...saída do túnel
Enfim vejo a luz!
Fascinam-me os caminhos
Entre buracos e flores vejo cores
borro a vida com tintas
faço marinhas
casas de taipa, em pé de serra
Abriram janelas e portas
nem me importa
Estás onde queres
não me feres
fico imóvel, no teu caminhar em mim
Há de ser assim
Uma eternidade basta!
Sinto falta da minha companhia
Aquela que insiste em ficar contigo!
Se o paraíso é colorido
por que insistir no preto ou no branco?
O preto no branco...Parece cinema antigo!
Um sonho termina, outro recomeça
Quem diria que esta tarde escurecida
Fosse a minha paz?
Um triângulo deixa de incomodar
quando se parte em pedaços
ou vira pirâmide de paz!
Dia nublado
sopa na panela
pingos de saudade
escorrem numa tela
tempo abre espaço
afrouxa laço
olha verde, no firmar azul
terra roxa...saída do túnel
Enfim vejo a luz!
Brincando no sol
Devolve a nuvem rosada
que enchia o meu olhar
quando eu te avistava!
Vem
toco em você com jeitinho
Corto as unhas do carinho
para nunca te ferir
Vem
traz o perfume do mato
o frescor da madrugada
o luar lá do quintal...
Traz o amor que se expande
que corre livre no tempo
ao encontro do destino!
Mar que avisteie nele me banhei
barulho na concha do ouvido
canção nunca esquecida
solfejo, e grito!
Olhos no teto
papo pro ar
alma soltinha
querendo te achar
coração batuca um verso
boca reza mistério
nariz fareja jasmins... Volta pra mim?
Você saiu... Sem senha para voltar!
que enchia o meu olhar
quando eu te avistava!
Vem
toco em você com jeitinho
Corto as unhas do carinho
para nunca te ferir
Vem
traz o perfume do mato
o frescor da madrugada
o luar lá do quintal...
Traz o amor que se expande
que corre livre no tempo
ao encontro do destino!
Mar que avisteie nele me banhei
barulho na concha do ouvido
canção nunca esquecida
solfejo, e grito!
Olhos no teto
papo pro ar
alma soltinha
querendo te achar
coração batuca um verso
boca reza mistério
nariz fareja jasmins... Volta pra mim?
Você saiu... Sem senha para voltar!
sem começo nem fim
Amor até quando?
Amor desde quando?
Amor que devolve não guarda
não sabe o lugar do canto
fica encantado num pássaro
mas não voa do seu pranto!
Distâncias que não transponho
pontes quebradas pelas tempestades
pássaros feridos
vôos cancelados...
Estou na lista de espera
estou sempre na janela
de asas cortadas!
Relógio gira lento
nada pra esquecer ou fazer
tudo varrido, sem teias...
Baratas se escondem em buracos...
Eu me escondo no quarto
daquele sol que me queima!
Céu rosado, vento trancado...
Lágrimas soltas,
escorrem caudalosas,
no leito solitário!
Fico onde estás
letra do teu livro
pétala seca
som de um mosquito
livre em mim
Solta em ti!
Tem um poste de luz que incomoda
tem silêncio que não ilumina
tem ausência que geme na distância
tem vôos sem destino
Ponto de saudade que não sai do canto!
Tarde
envelheço de saudade...
Quando finda, esperança nasce
Noite... Traga-me versos!
Amor desde quando?
Amor que devolve não guarda
não sabe o lugar do canto
fica encantado num pássaro
mas não voa do seu pranto!
Distâncias que não transponho
pontes quebradas pelas tempestades
pássaros feridos
vôos cancelados...
Estou na lista de espera
estou sempre na janela
de asas cortadas!
Relógio gira lento
nada pra esquecer ou fazer
tudo varrido, sem teias...
Baratas se escondem em buracos...
Eu me escondo no quarto
daquele sol que me queima!
Céu rosado, vento trancado...
Lágrimas soltas,
escorrem caudalosas,
no leito solitário!
Fico onde estás
letra do teu livro
pétala seca
som de um mosquito
livre em mim
Solta em ti!
Tem um poste de luz que incomoda
tem silêncio que não ilumina
tem ausência que geme na distância
tem vôos sem destino
Ponto de saudade que não sai do canto!
Tarde
envelheço de saudade...
Quando finda, esperança nasce
Noite... Traga-me versos!
Toques e Magia
Não tire seu sorriso...não desconverse!
Contigo sou sozinha...caminho que não finda!
Não fuja de propósito
Não fuja pra valer
Brincar é coisa séria
Difícil é esquecer!
Toque aonde meu corpo deseja,
aonde a alma precisa...
Esse ritual é quase erótico
Toque e magia!
Cada toque jorra verso
leite do nosso mistério!
Que volte a luz
o cheiro das canelas
como antes, como nunca
como num futuro incerto
Que volte a zoada do vento,
no trinco da nossa janela
O calor nas madrugadas,
o roxo da paixão,
o azul da alegria!
Quem provoca,
nem sempre tem coringa na manga
Mas tem manga no pé,
do pomar de outubro!
E tem pano pras mangas?
Com vestido decotado,
o sol castiga...
e ninguém é santo!
O mal é viver de mãos dadas
com o passado esgotado
Se ele persiste,renove-o!
Contigo sou sozinha...caminho que não finda!
Não fuja de propósito
Não fuja pra valer
Brincar é coisa séria
Difícil é esquecer!
Toque aonde meu corpo deseja,
aonde a alma precisa...
Esse ritual é quase erótico
Toque e magia!
Cada toque jorra verso
leite do nosso mistério!
Que volte a luz
o cheiro das canelas
como antes, como nunca
como num futuro incerto
Que volte a zoada do vento,
no trinco da nossa janela
O calor nas madrugadas,
o roxo da paixão,
o azul da alegria!
Quem provoca,
nem sempre tem coringa na manga
Mas tem manga no pé,
do pomar de outubro!
E tem pano pras mangas?
Com vestido decotado,
o sol castiga...
e ninguém é santo!
O mal é viver de mãos dadas
com o passado esgotado
Se ele persiste,renove-o!
Nesga do olhar
Fácil identificar você com uma festa
Teus textos te desnudam
Fecho os olhos e deixo aberta a fresta
Vejo tua pauta escrita na tela
nua , tímida e bela
Festejo teu desconhecido
solto em degraus
para chegar até você
Sigo o teu mapa
Com minha nesga de olhar
Tua poesia despida
Não se intimida.
Sobre ela,repouso o meu olhar!
Teus textos te desnudam
Fecho os olhos e deixo aberta a fresta
Vejo tua pauta escrita na tela
nua , tímida e bela
Festejo teu desconhecido
solto em degraus
para chegar até você
Sigo o teu mapa
Com minha nesga de olhar
Tua poesia despida
Não se intimida.
Sobre ela,repouso o meu olhar!
Antes do carnaval
Quando um busca, encontra!
Um andar pára...
Um silêncio se quebra em duas vozes
E tudo que não existia passa a acontecer,
se um dia começar de novo a correr!
Casa abandonada , ervas no jardim
telha de vidro, fresta de luz ,
resto de lenha para acender a chama
da paixão infinda ...
Por um atalho, volto ao teu quintal ,
em baixo da tua copa , antes do Carnaval!
Um andar pára...
Um silêncio se quebra em duas vozes
E tudo que não existia passa a acontecer,
se um dia começar de novo a correr!
Casa abandonada , ervas no jardim
telha de vidro, fresta de luz ,
resto de lenha para acender a chama
da paixão infinda ...
Por um atalho, volto ao teu quintal ,
em baixo da tua copa , antes do Carnaval!
Viver e sonhar
"Com quem sonha o Saci?
Saci, com quem será?
- Eu sonho com duas pernas
saltando de lá pra cá... "
A gente sonha com o que não se tem...
E se na vida, algo nos falta...
nos sonhos ,tudo se completa!
Mas, por que sonhar à toa?
"VIver é melhor que sonhar..."
As vezes estou cansada de viver...
mas o sonho não pesa...
É transporte em Delta
pro Alfa da alegria!
Estrada do verso
A vontade de amar
busca a unidade do eu fragmentado
Uma estrada curta em cada breve vida
De tão intensa,
paixão resolvida,comprende amor
Acontece da noite pro dia...
numa aurora-madrugada,num verso achado...
Nada em pedaços...
Inteireza contida,ora revelada!
Chave e fechadura ?
Só falta arrumar a casa ...
Corpos de papel,barraco de versos
Se chover ,vai molhar letrinhas
E a permanente vontade de secá-las
decantando o amor inverso
em versos cristalinos!
Saci, com quem será?
- Eu sonho com duas pernas
saltando de lá pra cá... "
A gente sonha com o que não se tem...
E se na vida, algo nos falta...
nos sonhos ,tudo se completa!
Mas, por que sonhar à toa?
"VIver é melhor que sonhar..."
As vezes estou cansada de viver...
mas o sonho não pesa...
É transporte em Delta
pro Alfa da alegria!
Estrada do verso
A vontade de amar
busca a unidade do eu fragmentado
Uma estrada curta em cada breve vida
De tão intensa,
paixão resolvida,comprende amor
Acontece da noite pro dia...
numa aurora-madrugada,num verso achado...
Nada em pedaços...
Inteireza contida,ora revelada!
Chave e fechadura ?
Só falta arrumar a casa ...
Corpos de papel,barraco de versos
Se chover ,vai molhar letrinhas
E a permanente vontade de secá-las
decantando o amor inverso
em versos cristalinos!
Lembranças
Dia amarelo
Se puder podá-lo...verde ficará?
Mas, verde é a cor do fel...
Preciso do vento,
que faz a árvore dançar...
bate em meu rosto,
resseca-me a boca,
enxuga o suor
do meu caminhar.
Tudo acaba em lembranças?
Porisso há dor,
quando fecha um círculo ...
Mesmo que botões,
perfilem, o desabrochar!
Não nasci pérola...
Por que me sinto ostra?
A falta de cortinas
continua me fazendo madrugar
telhas de vidro ofuscam a vista...
Falta energia nas lâmpadas do meu corpo
Minha veia poética, mesmo obstruída,
me protege da solidão.
Sem sair da trilha,
cumpro o meu destino...
O bem-querer é mais terno,
quando libera a paixão?
Nas noites tenho a lua,
que nem precisa falar...apenas brilha!
-Parece uma foto de Buda!
Preciso ir à luta...
Com a garra de uma jovem
e a parcimônia adulta !
Estou em casa
No trecho, em que vivi minha infância encantada:
Pais,avós,bonecas,doce no tacho,
primeira escola,primeiro livro de estória...
O cheiro da "Pedra Lavrada"
é de chuva, , macaúba , manga-rosa...
Que mistura maluca!
Sons na vitrola...
Orlando, Emilinha Borba...
Folguedos na calçada...
Tardes rosa...cor de Aurora!
Cadeiras na calçada, colo de avó,mimos de avô,
assobio de pai,bolos de mãe : pão-de-ló e palmatória!
E o tempo passa...
como o doce do pirulito...
Dissolvido, findo!
E assim , o cabelo fica gris ...
Como as tardes solitárias,
queixosas e saudosas...
-Tudo , em meu coração descansa!
Se puder podá-lo...verde ficará?
Mas, verde é a cor do fel...
Preciso do vento,
que faz a árvore dançar...
bate em meu rosto,
resseca-me a boca,
enxuga o suor
do meu caminhar.
Tudo acaba em lembranças?
Porisso há dor,
quando fecha um círculo ...
Mesmo que botões,
perfilem, o desabrochar!
Não nasci pérola...
Por que me sinto ostra?
A falta de cortinas
continua me fazendo madrugar
telhas de vidro ofuscam a vista...
Falta energia nas lâmpadas do meu corpo
Minha veia poética, mesmo obstruída,
me protege da solidão.
Sem sair da trilha,
cumpro o meu destino...
O bem-querer é mais terno,
quando libera a paixão?
Nas noites tenho a lua,
que nem precisa falar...apenas brilha!
-Parece uma foto de Buda!
Preciso ir à luta...
Com a garra de uma jovem
e a parcimônia adulta !
Estou em casa
No trecho, em que vivi minha infância encantada:
Pais,avós,bonecas,doce no tacho,
primeira escola,primeiro livro de estória...
O cheiro da "Pedra Lavrada"
é de chuva, , macaúba , manga-rosa...
Que mistura maluca!
Sons na vitrola...
Orlando, Emilinha Borba...
Folguedos na calçada...
Tardes rosa...cor de Aurora!
Cadeiras na calçada, colo de avó,mimos de avô,
assobio de pai,bolos de mãe : pão-de-ló e palmatória!
E o tempo passa...
como o doce do pirulito...
Dissolvido, findo!
E assim , o cabelo fica gris ...
Como as tardes solitárias,
queixosas e saudosas...
-Tudo , em meu coração descansa!
..Vida de aposentada
Vida de aposentada cria uma rotina particular.
Conjugação do verbo " blogar" ! Sem intenção de ganhar.
A não ser a leitura compulsiva do presente e releitura do passado ,
antecipando um destino mais sensível ou talvez mais esquisito.
Vivam !
Cansem as vistas com novas paisagens; e as pernas com caminhares.
Fiquem tortos e calejados , na condução de sacos, pacotes e malas.
O futuro nos encontra, antes do dia.
Uma ruga a mais, um sinalzinho novo...
Muitos sinais, pintando o nosso corpo.
Cansaço crônico para vencer desafios.
Perda da ingênua confiança de acreditar em todos.
Fartura nos comes, bebes, fumaças ,e tentativas de restauros.
Saudades sem carências.
Tudo quase pronto.
Tudo quase nu , nas intenções .
Amor por todos.
Ódio nenhum !
veículo do pensamento
qualquer sentimento
me faz chegar lá
entro em sintonia
sinto frio
me aconchego na palavra
que cala e consente
Sinto a paz
do filho adormecido
e a saudade me inquieta
Bem que dizia minha mãe :
Sinto saudades de você,
pequena,
apesar dos sobressaltos
tosse , pesadelos ...
Mãe ,
agora te entendo !
Sou cheia de saudades
apaziguadas pelo tempo
As pessoas entram minúsculas
e saem enormes
rasgando o coração
onde cresceram
Mas tudo se restaura, se renova
Outros afetos chegam
e a florata do amor recomeça
Coração suspira paz
ausência da dor
na suavidade das lembranças
Gosto de preencher as horas
de muitas formas
e o tempo na medida
entrega de bandeja
alternativas
Vivas !
Bendita solidão
que nos deixa perto de nós
e chama , e chama !
Chama que não se apaga
feito vela de uma era.
Daqui a pouco o dia
de novo acontece
Água fazendo zoada na pia
cheiro de café
e a canção da vida
nas buzinas
de quem apressa caminhos.
Desacelero o tempo
e paro num momento ...
momento que chega do futuro
"Olá, como vai"?
"Deus está no meio de nós..."
Creio ,sim !
Mas não gosto de rituais
nem de música gospel.
Sou filha da lua e do sol
Irmã de quem me ilumina !
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Na beira do Apa
Na beira do Apa
tinha uma casa rosada
Onde Marina morava,
Bonita, sem batom!
Na beira do Apa
tinha um pé de manacá
debaixo dele eu fiava
amava e olhava as águas
no turbo turco de um olhar.
Na beira do Apa
a vista era de amizade
uma ponte separava
solo nosso e paraguaio.
Na beira do Apa
uma guarânia ou o Floyd
no bar Getúlio tocava.
A Baby de Bela Vista
fazia doce de abóbora
com ela e os seus filhotes,
comia sempre uns pedaços.
Na beira do Apa
o sol, o céu, estrelas e luas
Não tinham nação, nem noção...
Da saudade que eu sentia
do meu antigo torrão.
.
Um amigo cantava "Marinalva”
Tocava "Mercedita”
florzinha singela,
lembra bem aquela época
onde o tempo era harpa!
(SocorroMoreira)
Amores Clandestinos
O filme “Amores Clandestinos” fez sucesso , nos anos 60. Vinha bem a calhar, dentro do contesto da época.Depois de comprar o ingresso, passar pelo porteiro, delegado de menor, entrava na penumbra da sala, e esperávamos o apagado de todas as luzes.
O único que conhecia todos os segredos ocultos era o Lanterninha. Focava cadeiras vazias, e focava por “descuido” aquelas ocupadas pelos casais, justo, os que fugiam da luz... Dos olhos da família, do preconceito social, e da própria timidez.
Tinham naturezas diversas, posto o dito: amores impossíveis, amores nascentes e crescentes...Amores dos amasses ( puro cheiro, puro sarro)...Amores tímidos, ingênuos e trêmulos ; amores despudorados, explícitos na “safadeza” do poder hormonal...Todos eram instigados , pela cumplicidade de um escuro técnico.
Muitas “pernas gordinhas”, (como a canção do Tiago Araripe), molhadas, sedosas, balançavam pés nervosos. Beijos de língua, de pescoço, de outras partes, outros pedaços do corpo... Como mãos, e bochecha do rosto!
Enlevada no enredo do filme, desligava-me da terra. , mas perdia meu olhar, muitas vezes, na doce tensão da espera.Um dia, ele chegou, e sentou-se numa fila adiante de mim. Encostou sua cabeça numa peruca canecalon, loura com a da Marilyn... Meus olhos desviados da tela ficaram lá, pregados e chorosos, naquele bandô total, que recebia afagos, e abraços.
Quando a fita anunciou o “THE END”, sorrateiramente mudei de lugar, e aproximei-me mais um pouquinho, pra descobrir na saída, se era azul, os olhos daquela diva.. O moço correu apressado, antes do acender das luzes. Enfim tudo claro! Eram dois olhos morenos. Olhos conhecidos, subservientes, corajosos e apaixonados....
Covarde, o meu gato!Estava lá, a musa de tantos brotos!Era assim, o cotidiano do maior entretenimento da City....
Divertia, aproximava, e escondia.
Transportava os nossos sonhos para o glamour hollydiano. Se não existisse a censura do Bispo, colada no mural do Café Crato, acho que não teria perdido nenhum drama escandaloso, que o cinema ensinava. Mas eu estava lá... Em todos de Marisol. Joselito, Shirley Temple, Walt Disney...Nunca, em “Amores Clandestinos” – (clássico com Sandra Dee e Troy Donahue – trilha sonora - Theme From A Summer Place... Linda!!!).
Namorei sem pegar na mão... Só no roçar dos braços. Mas não nego a presença do tesão, nas orelhas afogueadas. Namorei com cochichos no pé do ouvido. Com mordidas no pescoço, e balas pepper, zorro, ou anis.Namorei com os meus ídolos... Puros, românticos, sofredores, heróicos, belos, e gentis.
No Cinema não faltava: assovios, suspiros, gemidos, choros... Alguns até convulsivos. (Chorei assim, no filme Irmão Sol e Irmã Lua, e até na Paixão de Cristo).
A vida se harmonizava na sala de projeção.
Tempos sem analistas, psiquiatras...Tempos de sessão de risos com Jerry Levis, Cantinflas, o Gordo e O Magro, e Zé Trindade.
O Cassino de hoje é um campo de energia obscura. Ficou apenas o escurinho do cinema, na beleza deteriorada.
Perdemos a cortina grená. O lanterna iluminando a paixão dos casais...Foram-se o misturado dos perfumes, o mascarem dos chicletes Adams, o estouro das bolas do ping pong, na falta do beijo amado.
Era bom, até cochilar de viver, naquele ninho! Nada mais excitante, aventureiro e libidinoso, do que um encontro clandestino, na sessão das 4, no Cine Cassino.
O Lanterninha que ressuscite essa “Cratíadas”, como já fez Zé do Vale, noutro contexto.
Socorro Moreira
Pra você
A Linha e o Linho
Gilberto Gil
Composição: Gilberto Gil
É a sua vida que eu quero bordar na minha
Como se eu fosse o pano e você fosse a linha
E a agulha do real nas mãos da fantasia
Fosse bordando ponto a ponto nosso dia-a-dia
E fosse aparecendo aos poucos nosso amor
Os nossos sentimentos loucos, nosso amor
O zig-zag do tormento, as cores da alegria
A curva generosa da compreensão
Formando a pétala da rosa, da paixão
A sua vida o meu caminho, nosso amor
Você a linha e eu o linho, nosso amor
Nossa colcha de cama, nossa toalha de mesa
Reproduzidos no bordado
A casa, a estrada, a correnteza
O sol, a ave, a árvore, o ninho da beleza
Insigne
Tantas curvas nos separam
Venha pelos ares
Chegue se puder
Fique se quiser
Não discuto com o destino
Encho-me de todas as vontades
que o possível nos permite.
Quem sabe estávamos inscritos
e agora fomos convocados?
Quem sabe você sempre foi
o anjo da minha guarda?
Aprendi com a vida
Sou imperfeita no amor
Trabalhemos pelo melhor
O mais feliz
Com a certeza de que nos merecemos !
Anos azulados
Anos Azulados
Nasci na década de 50, em agosto de 51. Nada existia de plástico, quase nada de enlatados . O doce era caseiro, o parto era doméstico, tudo se comprava na feira, até o rouge das moças, que não eram tímidas!
Mala de feira, geladeira a querosene, água de quartinha, pote de barro, caneca de alumínio, formas de sonhos (salpicados de açúcar e canela) e chupetas de umburana.
Minha primeira caneta foi Parker; mata - borrão, tinteiro, merendeira, goma arábica, farda com avental, caderno de borrão e caligrafia... De tudo isso só ficou o lápis-de-cor para avivar lembranças!
B A BA... Bá! Soletrávamos para aprender a ler, e depois partíamos para o mundo dos Contos de Fada, das Sherazades, dos Ali Babás... Acho que não perdi um conto, de todos os infantis! Quando a biblioteca se esgotava, a gente botava o povo grande pra inventar estórias, mesmo que fossem mentirosas que não terminassem com uma bela festança, e o desencanto dos sapos! Os personagens eram sempre órfãos, pequenos condes, princesas, madrastas, e um lobisomem. Meu sonho maior de consumo era ganhar uma varinha mágica, com o condão de me fazer moça, antes de ser tia; lua-de-mel no casamento, sem viuvez por chamados de guerra, impaludismo, angina do peito, e por aí afora! Foram tantos os pedidos, que vivi a lua por inteiro, e o sol, no pingo do meio dia!
Existiam as radiolas, tocando seus mambos, suas babalús, seus boleros, e samba - canções .
A Usina de Algodão dos Alminos era o nosso relógio. Ainda existiam as sirenes, nas escolas, avisando recreio, hora de cantar um hino, hora de correr pra casa, e se ocupar das fadas! Minha infância foi num mundo encantado, e mal - assombrado... Escapei das varíolas, cataporas, e falsos crupes... Nas mãos de Dr. Eldon (o meu preferido), Tarcísio Pierre, Júlio Felício, Macário, Gesteira, a gente vivia!
As mães também cooperavam com leite do peito, e comida natural... As modistas nos vestiam com tecidos de Anarruga, Lese, Filó, Tule, Organzas, Cambraias, sem dispensar as Chitas, nos dias de quadrilha. Zenira Cardoso marcava os nossos passos com sotaque francês, e energia festiva.
Hugo Linard já tocava acordeom... Era o caçula de todos os músicos! Os demais eram seresteiros, ou faziam parte da Banda Municipal com todos os dobrados da alma!
Festa de Padroeira tinha tontura de carrossel, cheiro de filhoses, e gosto de caldo de cana. Pipocas... Ora bolas! Chicletes Adams ou ping-pong!
Amendoim Torradinho, nos saquinhos ou no vinil... Mesmo que o corpo, ainda estivesse branco, longe da Cor do Pecado.
Ninguém aprendia a ler, sem passar pelo Externato 5 de Julho, sem conhecer Dona Anilda Arraes, Dona Chiquinha Piancó, Dona Rute e Dr. Zé Newton, Madre Feitosa, Monsenhor Montenegro... Sem falar nas freiras do Sta. Teresa, Patronato, que guardavam no internato, as meninas de outras cidades! O Ensino Público era valorizado, e nada deixava a desejar aos Colégios Particulares! Ser professora primária era o pódio da maioria das moças!
As Academias eram nas calçadas, com muito pula-pula , ou pra achar o cinturão-queimado. Os meninos jogavam futebol para entortar as pernas, e as meninas jogavam chibiú para encontrar o equilíbrio, nos malabarismos domésticos!
Quem não teve uma foto "by" Telma Saraiva? Quem não tomou sorvete em Bantim? Quem não usou Angel Face, Cashemere Bouquet, Vale Quanto Pesa, creme dental Gessy, Contourée, Madeira do Oriente, e perfumes da Coty?
Crato das noites frias de junho, dos balões encantados, das amplificadoras e rádios... Tocando "O GUARANI" ou "LENDA DO BEIJO ".
Calcei sandálias pisa-na-fulô, fiz primeira comunhão em traje de noiva, e arranjei os primeiros namorados, desfilando na Praça Siqueira Campos ( com saltos) ou nas procissões (com farda de gala). As tertúlias nas casas de família, os passeios nos açudes e cascatas eram permitidos... Faziam a nossa felicidade!
Tenho lembranças tão antigas, que a minha mãe diz: "Eu tenho é medo que você se lembre da hora em que nasceu". Tava muito escuro de onde eu sai. Precisava da luz desta cidade cearense, e não tive dúvidas: cheguei, sem vontade de partir!
Suspiros
Depois de alguns uivos,
novos suspiros..
E traição existe?
Existe a crudelíssima vida
que interrompe,
o bom da harmonia
A cura da dor
É um porre maior
que o próprio amor!
"Curare”
Doutor,
o antídoto da dor
é a dor?
Sentimento
despido de sonhos
teimoso, vive!
Sem fotografia na bolsa
Sem telefone no bolso
Te ligo, e me ligo
Dia e noite
Noite e dia!
Guerra fria
alma em agonia
o amor acaba,
o conflito fita
Rugas
marcas,
sinais do tempo
fora das fotos
que foram nuas
Olhar fugitivo
amor esquivo
perdido e esquecido,
na primeira mágoa
no primeiro instante
-Vinho envelhecido ,
me aguarde!
Triângulo Natural
Triângulo natural
O mar banhou-me com seu olhar
Nuances de azul e verde
espumas num delírio contido
Areia batida, salgada de mar
sereno tempo
Nublada vida
Ares desobstruídos
Vôos inalcançáveis
Compromissos cancelados,
antes de um veredicto.
meus pés pousam em terras desconhecidas,
mas não se atrevem a trilhar novo caminho
Fixo-me na linha do horizonte,
e na terra eu finco a vida.
Pensamento foge da morte
Brinca no mar...
Busca o céu que habitas.
E SE EU TE PEGAR, NO SENTIDO DO ALÉM?
E se eu te pegar com os olhos
Trazer-te pra dentro de mim?
Mostro o luminoso e o assombroso
Que a Pandora soltou, e ficou em mim
E se eu te tocar em todas as tuas letras
E com elas compor, uma nova sinfonia?
E, na hora “h”, descobrir no “g” do teu “x”,
Que sou o “z” da tua vida?
“Vês”? Meu “cê” é teu...
Eu "te" aprendi, nos "erres" da minha língua!
Meus médicos, nossos médicos !
Se é pra homenagear médicos, cada um tem os seus. Eu procuro viver sem procurar a doença , mas a gente tem que viver é sem provocá-la. Do tempo que eu nasci até 1975 só conhecia um doutor : Eldon Cariri. Depois que voltei, ele estava aposentado, e fiquei aos cuidados do Dr. Zé Flávio. Mas o Crato sempre rendeu bem , na área da saúde, tendo em vista a qualidade dos seus profissionais.Hoje o médico de família foi substituído pelos diversos especialistas.
Não posso esquecer as corridas que a minha mãe deu para Dr.Tarcísio Pierre, Dr Humberto Macário, Dr.Luciano Brito, nas nossas crises de garganta, nas suas crises de vesícula , e nos pequenos dodóis dos meus filhos, quando eram crianças. O Victor( meu menino do meio) é tão estudioso, que na maioria das minhas indisposições , permito que me cuide. Guardo os males maiores para a perícia incontestável do meu amigo e médico Dr. Zé Flávio.
A saúde, bem tão precioso , sem dúvidas , depende mais dos nossos hábitos de vida do que do péssimo atendimento público . Saúde no Brasil , se você não pagar caro por ela , pode mesmo morrer à míngua , como dizia minha avó , que era cliente de dois médicos de antigamente : Dr. Macário e Dr. Gesteira.
Imagino que, se eu comer e beber com disciplina e parcimônia, praticar alguma atividade física , evitarei os males que nos pegam de surpresa, mas que vivem latentes, no nosso organismo. Mesmo quem é portador de doenças graves , mas controláveis, pode ter qualidade de vida, e longevidade.
Acho que esse arrodeio todo foi pra expressar o meu carinho especial por Dr. Eldon, a quem muito considero, que me fez falta, e de quem sinto uma grande e terna saudade. Felizmente continua vivo e ativo. Estudiosíssimo , e paciente, sempre resolvia os nossos casos com sabedoria. Preciso fazer-lhe uma visita qualquer dia. Uma amiga próxima me contou que, depois de aposentado ele começou a estudar grego, tocar piano, e navegar na internet. Às vezes nos encontramos , e é sempre um momento de emoção.Nem vale ficar falando...Abraços a quem está vivo, e mora no Crato, eu posso fazê-lo , pessoalmente.
Quando ele chegou no Crato ,depois de formado ,tinha como especialidade a Pediatria. Foi meu primeiro médico. Um dia chegou para visitar-me a chamado da minha mãe, que desconfiava que eu estava com crupe. Na realidade era um falso crupe. Eu tinha dois anos e lembro do fato, perfeitamente. Ele me examinou, e falou: Maria do Socorro , eu quero ouvir sua voz. Eu pedi a minha mãe que armasse uma rede. Comecei a empurrar o pé na parede pra impulsionar o balanço, e cantei em toda altura ( roucamente) uma canção que estava em voga : Índia. Ele achou muita graça, claro !
Depois especializou-se em obstetrícia , e ajudou a nascer todos os meus irmãos , os meus filhos e sobrinhos. Todo mundo da minha família tem um caso de amor com aquele doutor. Porisso , devemos-lhe tanto !
Que Deus proteja a sua lucidez , por muitos e muitos anos.
Que deus ilumine a administração pública do país , no sentido de priorizar a saúde , valendo-se da sua competência e sensibilidade. Nem todo cidadão comum, em tempo algum, tem condições de pagar um plano de saúde ,que lhe garanta atendimento integral.
Da minha parte sou feliz e segura , nas mãos do Dr. Zé Flávio.
Insone
Um movimento insone
Um jeito insano de varar a noite
Eclipse mental
Ensaios de luz
Holografias ?
Eu pensei , você chegou !
E a sinastria ?
A intersecção é o conjunto União
Um diagrama luminoso como a lua cheia.
- Os elementos são estrelas !
Versos são pingos do céu
na minha rosa calma
Dançam nas entrelinhas
Acalmam sentimentos
Mergulham paixão dentro de um tempo
Escapam do momento sem perdão.
Meu pedaço de rua
"Se essa rua fosse minha, eu mandava ladrilhar..."
Uma travessa entontecida ,
quando fico de lá pra cá
É quase o fim e o começo
É esse , o meu endereço.
Daqui avisto a Igreja
Escuto o badalar dos sinos
A voz do Padre
A reza dos fiéis
Daqui não saio
Daqui alguém me tira
Um dia
No amanhecer ou entardecer.
Agora é hora do ângelus
O silêncio é fato
O astral é fado.
Todo mundo se entoca
Pra tomar café
Pra ver TV
Ou pra fazer o quê ?
Cada pessoa que passa
É como um ovni
Capto o sinal de vida
Sinto-me abduzida
Por essa fauna,
que parece flora
E o meu pensamento colhe !
Deus do céu
Protege essa tarde morena
e silenciosa
Protege os passos e pensamentos
De quem por ela corre
Lenta, absorta
ou devotadamente
Uma travessa entontecida ,
quando fico de lá pra cá
É quase o fim e o começo
É esse , o meu endereço.
Daqui avisto a Igreja
Escuto o badalar dos sinos
A voz do Padre
A reza dos fiéis
Daqui não saio
Daqui alguém me tira
Um dia
No amanhecer ou entardecer.
Agora é hora do ângelus
O silêncio é fato
O astral é fado.
Todo mundo se entoca
Pra tomar café
Pra ver TV
Ou pra fazer o quê ?
Cada pessoa que passa
É como um ovni
Capto o sinal de vida
Sinto-me abduzida
Por essa fauna,
que parece flora
E o meu pensamento colhe !
Deus do céu
Protege essa tarde morena
e silenciosa
Protege os passos e pensamentos
De quem por ela corre
Lenta, absorta
ou devotadamente
Assinar:
Postagens (Atom)









