por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



quarta-feira, 21 de março de 2012

Jorge Goulart - Por Norma Hauer



Nosso querido Jorge Goulart partiu para sua última viagem depois de haver corrido o mundo, fazendo sucesso onde se apresentava. Uma pequena biografia em sua homenagem: Foi a 16 de janeiro de 1926 que nasceu, aqui no Rio de Janeiro, Jorge Neves Bastos, que se tornou conhecido como JORGE GOULART.
E por que Goulart? No início de sua carreira, havia um fortificante de grande aceitação naquela época, de nome Elixir de Inhame Goulart. Foi então aconselhado a adotar o nome artístico de Jorge Goulart. E com esse nome, tendo conhecido o compositor Ari Barroso, este gostou de sua voz e deu-lhe para gravar um samba seu em parceria com Fernando Lobo, de nome "Xangô”, ao mesmo tempo em que o levou para a Rádio Tupi. Isso se deu em 1945.

Gravou outras composições, mas ainda não era um nome conhecido do público, até que lançou, em 1950, para o carnaval de 1951, seu primeiro grande sucesso:"Balzaquiana". Naquela ocasião, estavam muito em moda "os brotinhos", a partir de gravação de Francisco Carlos da marchinha de Humberto Teixeira e Lauro Maia, "Meu Brotinho".

Então surgiu a "Balzaquiana"
"Não quero broto,
Não quero, não quero,
Não quero não.
Não sou garoto ,
Pra viver mais de ilusão.
Sete dias por semana,
Eu preciso ver minha Balzaquiana.

" O francês sabe escolher,

Por isso ele não quer Qualquer mulher.

“Papai” Balzac já dizia

Paris inteiro repetia Balzac atirou “na pinta”.

Mulher só depois dos trinta.

"Balzaquiana" chamou a atenção para a voz de Jorge Goulart, logo convidado por Lamartine Babo para gravar os hinos do América (time do coração de Lamartine) e do Madureira.

Goulart, conhecido, foi convidado para participar do filme "Rio, 40 Graus", quando "estourou" com o samba de Zé Ketti "Eu Sou o Samba". Isso em 1956.

A partir dai, fez parte de um dos maiores programas musicais da Rádio Nacional: "Um Milhão de Melodias", onde cantava com a orquestra da emissora, ficando conhecido em todo o Brasil.

Como música romântica, lançou uma grande composição de Braguinha, que se expraiou por toda parte: "Laura". Talvez seu maior sucesso no gênero romântico.

Lembrar Jorge Goulart, é também lembrar de "Couro de Gato", de Grande Otelo e Rubens Silva.. ."aquele gato que tanto zombava de mim. Aquele gato não é mais gato, hoje é tamborim"... Mas foi em 1964 que João Roberto Kelly deu para Jorge Goulart aquele que ainda hoje é um dos maiores sucessos dentro e fora do carnaval:"CABELEIRA DO ZEZÉ":

"Olha a cabeleira do Zezé,
Será que ele é?,
Será que ele é?..."

Depois de 1º de abril de 1964, foi afastado da Rádio Nacional, acusado de comunista (o que ele nunca negou) e saiu por esse mundo, levando a beleza de sua voz para terras estranhas, como as da então União Soviética e outros países da Europa (do leste e do oeste), sempre recebido com carinho, acompanhado de sua companheira Nora Nei, com quem, regressando ao Brasil, se casou.
Pouco tempo depois, foi acometido por um câncer, exatamente em seu bem mais precioso: suas cordas vocais. Antes de ser operado para a retirada do tumor, gravou várias músicas, copm elas enriquecendo seu repertório.

Superando o grande trauma que foi a perda das cordas vocais, hoje ele se apresenta fazendo "mímica", usando "play-back", o que o faz ser aplaudido em todos os lugares por onde passa, até mesmo nas apresentações carnavalescas no palco que todos os anos é erguido na Cinelândia, em frente à Câmara Municipal. Anualmente, por ocasião de seu aniversário, ele é homenageado em algum teatro ou casa de “shoiw” carioca. Sempre aplaudido, apesar de usar “play back”.
Jorge Goulart é um grande exemplo de perseverança, que não se entregou quando perdeu seu mais precioso bem: sua voz.
A PARTIR DE HOJE É UMA GRANDE SAUDADE

Narrando acima um resumo biográfico de Antonio Maria, citei sua composição "Meninio Grande", gravada por Nora Ney.

Nora foi companmheira de Jorge Goulart e foi ela que solicitou a Antonioo Maria que compusesse uma canção para que ela homenegeasse Jorge Goulart.


Norma

Por Socorro Moreira





Assusta, derrama,desconserta

Chama,embriaga, entontece.

Culpa, pecado- signo de uma geração
Desculpa da curiosidade-
Apelo inevitável.-

Fome de carinho
Amor encarnado!

Olhar que busca
- Alma encantada!

E nega, e deixa, e chora
Sorri da loucura, e foge.

Quase entrega...
 Integra, recua.
Abraça o destino
Desiste, procura

Belisca a própria pele,
Mordisca a isca
Fareja a seiva que libera

Levita, deixa escapar o chão
Boca aberta, olhos cerrados...
- Descompassa o coração.

Encolhe-se, desnuda-se
Encontros no clarão da lua
Despedidas em poças
Buracos dos olhos, buracos da chuva

Vício de amar
Suspiros, saudades.

terça-feira, 20 de março de 2012


Show Baile
Hugo Linard e Orquestra
14 de abril de 2012
22 h, no Crato Tênis Clube.

Reserva de  mesas  pelos telefones:
35232867
35234305



Desejo - José do Vale Pinheiro Feitosa


Romeiro de Lima - escritor e historiador
(sobrinho do Maestro Fon-Fon)
 


Escritor de Santa Luzia do Norte é premiado pela AAL - 1994


O livro " Império dos Miseráveis", do escritor Antônio Romeiro de Lima, natural de Santa Luzia do Norte, recebeu, no último dia 14, o prêmio da Academia Alagoana de Letras. Inscrita no concurso da AAL na categoria ficção, a obra aborda a questão de corrupção no meio político de Vila Verde, imaginário país do escritor.

A solenidade de entrega dos prêmios aconteceu na última quarta-feira, no auditório da Academia Alagoana de Letras, cujos  trabalhos  inscritos no concurso foram selecionados por uma comissão formada por membros da AAL, entre eles as escritoras Anilda Leão e Theomirtes de Barros.

O livro "Império dos Miseráveis" é o primeiro trabalho literário de Romeiro de Lima, lançado no dia 17 de junho deste ano, e editado pela João Escortecci, com capa e ilustração de José Luiz da Silva. Trata-se de uma viagem pelo inconsciente do personagem .Edgar, cidadão vilaverdense, radicado no município de Santa Luzia do Norte.

"Ele é um sujeito bastante vivido, amadurecido e consciente dos direitos da cidadania, e, nessa condição, tem sua vida pautada na observação e análise dos fatos políticos e, enfim, do desenrolar das tramas sociais, como um todo, praticados pelos detentores do poder, em detrimento da comunidade", diz Romeiro.

O " Império dos Miseráveis" atenta, oportunamente, para a omissão da classe oprimida, para a falta de escrúpulo  dos políticos e para descrença no futuro melhor, enquanto não houver a tomada do poder. E eis que esse sonho acontece, numa trama de muito suspense,  prendendo o leitor até as últimas páginas do livro, que é escrito em português clássico e representa uma boa contribuição do autor para o pensamento moderno. Antônio Romeiro  anunciou para breve uma nova obra, desta vez de conteúdo histórico. 


 reportagem da Gazeta de Alagoas.


Autor: Dário Augusto Alves de Lima




Graciliano Ramos



Graciliano Ramos de Oliveira (Quebrangulo, 27 de outubro de 1892 — Rio de Janeiro, 20 de março de 1953) foi um romancista, cronista, contista, jornalista, político e memorialista brasileiro do século XX, mais conhecido por seu livro Vidas Secas (1938)

segunda-feira, 19 de março de 2012

Conflito de "irmãos" - José Nilton Mariano Saraiva

Em razão da sua comprovada facilidade e habilidade de manipulação das palavras e conseqüente persuasão de analfabetos e ignorantes (visando extorquir-lhes até o último centavo), o “apóstolo” Valdomiro Santiago foi, durante muito tempo, o “queridinho” do “bispo” Edyr Macedo, o todo poderoso proprietário da Igreja Universal do Reino de Deus.
Para tanto, no entanto (sem trocadilho) era regiamente remunerado, em reconhecimento ao seu “gogó-de-ouro”, à sua desfaçatez, à sua falta de vergonha na arte de convencer e enganar o povão.
Mas, aí, a inveja e a cobiça pintaram no pedaço: presenciando no dia-a-dia a extrema facilidade com que o patrão progredia financeira e materialmente, nada mais natural que o “empregado” partisse pra botar o próprio “negócio”, já que conhecedor de todos os labirintos, atalhos, mumunhas, veredas e subterfúgios capazes de, também, como num passe de mágica, o elevar ao “reino dos céus”. E assim deu bye-bye ao “chefe” e fundou uma igreja só pra ele, particularíssima, a Igreja Mundial do Poder de Deus.
Tudo indica que o “cruzado no queixo” foi sentido, que o “baque” provocou certo desconforto, já que o antigo “manda-chuva” (Edyr Macedo), hoje dono de um “brinquedinho” capaz de manipular mentes e corações desavisados, a forte Rede Record, botou seu exército de experientes repórteres pra escarafunchar a vida do antigo aliado.
E a “coisa” (e não há porque duvidar dos documentos autenticados apresentados pela TV) é realmente de assombrar: só no coração do Pantanal, no Estado do Mato Grosso, o “apóstolo” Valdomiro Santiago comprou várias fazendas (conjugadas), que ocupam uma área de 26 mil hectares (o correspondente a 13.400 estádios do Maracanã), onde cria dezenas de milhares de cabeça de gado, tem pista de pouso própria, avião particular e mansão com piscina (vídeos foram mostrados). E tudo adquirido com o suado dinheirinho doado pelos miseráveis que freqüentam a sua Igreja Mundial do Poder de Deus.
Segundo avaliação de “experts”, somando tudo, gado, terras, aviões e benfeitorias, o investimento total de Valdomiro Santiago chega a “irrisórios e desprezíveis” R$ 50 milhões, em dinheiro vivo (mais do que a maioria dos prêmios da Mega-Sena acumulada). O valor seria suficiente para comprar vinte Ferraris 0 km, ou dez coberturas em Nova York (EUA), a cidade mais cara do mundo.
Pena é que nesse autêntico “conflito de irmãos” a Rede Record não faça nenhuma menção ao espetacular patrimônio acumulado do “bispo” Edyr Macedo, e quais os meios utilizados para consegui-lo. Pra você, aí do outro lado da telinha, estaria caracterizada aqui a célebre situação do “sujo-falando-do-mal-lavado” ???

Afasta de mim esse cálice! - José do Vale Pinheiro Feitosa

Reconheço a barra pesada que seria revelar o nome da cidade ou identificar a secretaria municipal onde estas cenas ocorreram. Nada de bom para minha saúde.

Posso dizer que não foi na Paraíba ou mesmo num vale qualquer que forme uma região. Se me perguntarem se os fatos aconteceram no Rio de Janeiro, o Estado, isso lá não garanto.

Aos fatos!

Esta coisa que balança entre o público e o privado. Que gera uma corrida de aventureiros pelos fundos das verbas do povo que deveria ir para o povo. E não vão. A ganância é tanta que sempre se pretende ganhar mais por menos feito. Aí o déficit do que já é pouco se amplia ainda mais. Escoa para os “esquemas” que criam “riquezas” para ganhar “eleições” e deixando um número de “sócios” com os “bolsos” abarrotados.

Pois é: o grande sonho de uma geração de sanitaristas, educadores, humanistas e outros mais, de uma sociedade democrática e protegida pela municipalização virou a “vantagem” da espertaria que privatiza os bens públicos.

Como diz a grosseria popular: a “sacanagem” se municipalizou. Então estão explicados, em princípio, como os fatos se sucederam: sem respeito humano, sem ética, uma esculhambação que derruba todos os limites da honra das pessoas.

O primeiro personagem é o típico homem de “negócio”. Conhece os “trâmites” das licitações, carrega na algibeira os “fornecedores” por onde anda e por aí “faz” grana que financia a “política” e então fica de município em município fazendo “negócio”. Sanitarista ou professor assalariado para eles é um esquerdista “dinossáurico” e eles se agarram às maçanetas do poder como uma craca ao casco de um navio.

O segundo personagem é uma mulher bonita, técnica, com curso superior, ambiciosa e que pelas “qualidades” ocupa cargo de chefia. O marido também foi um secretário só que de outra pasta e agora não mais exerce função nenhuma no novo governo.

É neste ambiente que o homem de “negócio” e a mulher de “qualidades” se encontram, só que ele é o chefe. Mas isso não é tão a seco assim. Há que lubrificar o choque de interesses, piadas, encontros públicos e almoçarem juntos numa repartição junto com outro terceiro personagem de importância relativa.

Enquanto a mulher se esquiva entre uma piada e outra, põe gelo no fervor dos olhares do homem, as coisas vão para um desfecho em que ele já se imagina vencedor do certame. Ele ganha todas as licitações em que participa. Só que ela é casada e o marido um homem acima do desenvolvimento estatural e alguns excessos ponderais para a média nacional, sem contar para um “nanismo” relativo do homem de “negócio”.

Interpretado os fatos, ponderamos que a grosseria típica desta época, somada à arrogância do poder e da vitoriosa “carreira” nas verbas públicas, levou o baixinho a uma escorregadela indevida. Não foi a única, talvez nem a primeira e certamente não será a última. A não ser a respeito desse assunto especificamente quando seria melhor que ele se tornasse monge.

Este negócio de e-mail a nossa avó bem que disse que tivéssemos cuidado: o bicho é viral e se espalha feito epidemia. E não foi aí que o cara, “tomado” da sutileza com que as percentagens são negociadas nas licitações, veio para cima da mulher com muitas “qualidades”.

Para Cc.: “eu sei que você saiu com o fulano. Agora tem que ser comigo.” O bisavô de qualquer um já avisara: a chantagem funciona até certo limite, a partir daí se declara guerra. No estilo “mafioso” da “negociação” o malandro pretendia ganhar a mulher de outro com mais de um metro e oitenta e que já fora secretário e até mais do que este que era o famoso vice de “negócio”.

Até aí ela segurou a barra, mas a arrogância é assim: não tem um limite em razão do outro. Avança de qualquer modo e naquela grosseria que lhe cabe disse por e-mail que já tinha praticado cinco atos solitários só pensando nela. Isso, convenhamos, não é sedução e nem objetividade: é puro desperdício. Todo desejo é apenas para o outro e como o outro. Uma fantasia já resolvida em si mesma, com o outro apenas na imagem, se torna uma traição da própria essência que é o desejo que ela despertou no homem.

O marido foi instado a tomar providências. Os verdadeiros móveis da convocação ele jamais o saberá, pois se sobrepõe, a qualquer um, a honra matrimonial. Não interessa a interioridade do orgulho feminino ferido, apenas a honra familiar traída. E o marido se tornou um gigante de ódio.

Mas aí surge a contradição máxima. Ir para cima do conquistador “internético” e dar-lhe uns merecidos safanões se tornaria a vingança do corno. E o baixinho ainda sairia com os roxos da face como medalha do conquistador que levou ao desespero um homem daquele tamanho. Então foram enormes noites solitárias a pensar numa solução para a ação. O segundo ato foi preparar a munição para a vingança uma vez concluída qual arma seria mais eficiente.

Tudo pronto. Ação!

Sete horas da manhã o “marido” furioso se encontra na porta da secretaria. A vida segue normal: funcionários com ar de enfado da rotina entrando e assinando o ponto. O guardador de carros arrumando vagas na rua. Pessoas em busca de recursos. No outro lado da calçada a vida normal, especialmente do café onde as pessoas vão tomar conhecimento das novas fofocas do mundo e da cidade.

Aí o homem de “negócio”, já pelas nove horas da manhã estaciona tomando de pronto duas vagas sem necessidade. Só para mostrar poder. Desce do seu carro e naquele andar rapidinho de quem tem pernas curtas, com o corpanzil acima do peso como é devido a todo mundo que ganha bem, vai em direção de sua sala.

Encontra o “maridão” acumulado de fúria pela espera. O homem de “negócios” o cumprimenta e o outro diz que precisava conversar com ele no gabinete de “negociações”. Ambos sobem uma escada, passam por uma guarda de segurança que se posta ali para proteger as autoridades. O baixinho nem se aproveitou do descanso ao colocar sua pasta cheia de processos em sua de sua mesa. Não deu tempo e a tempestade vociferante despejou-se sobre sua honra, sua covardia, sua inação.

Os decibéis da voz do “gigante” ferido inundaram o espaço inteiro do quarteirão. O pessoal que estava no café saiu de lá e se aglomerou na calçada com os olhos espiando as janelas abertas por onde vazavam “elogios” dantescos. Os funcionários que estavam nas salas, em todos os andares, se agitaram com a gritaria. A secretária do indigitado homem de “negócio” usou os arquivos de ferro como casamata de proteção.

E a coitada da guarda de segurança? Pois é: o gigante começou a vociferação ainda com a porta aberta. A segurança que estava sentada numa mesa próxima à porta deu um pulo tão logo soaram as primeiras sílabas e postou-se após o verbo em posição de ênclise. E dali agiu com a voz sumida na audioamplicação presente: gente, por favor, pare com isso. Gente pelo amor de Deus!

O escândalo tomara o coração da cidade. Não foi uma simples audiência localizada: foi um verdadeiro comício. Seu filho disso, daquilo e daquilo outro. Seu isso e seu aquilo. Vai querer minha mulher, mas não vai levar. Mas eu vou te dar o que você quis dar para ela. Tome aqui! Tome! É todo meu! Leve o que é meu!

E abrindo um vidro jogou um líquido gosmento sobre o rosto do baixinho pálido e estático com os costados sobre um forte armário de aço. O coitado ainda se protegeu levando a mão em defesa do rosto e aquela gosma ficou pingando na ponta dos dedos como uma cópula de sucesso.

Leve! Leve o que é meu! O gigante finalizava sua ação e começava a se retirar deixando um homem empalidecido ao extremo, as pernas bambas e um grande alívio. Ele esperava que daquele vidro saísse um ácido com poder de corroer até as madeiras daquelas famosas caras. Ele limpou alguns dedos nas bordas do armário, buscou papéis para recompor-se dos excessos de gosma logo ao amanhecer.

A guarda de segurança, com a boca escancarada, os olhos esbugalhados, afastou-se para que o marido refeito e vitorioso de seu ato seguisse em frente sem que o corpo dela serviço de empecilho ao livre ir e vir daquela ira. Tão logo conseguiu soltar a respiração, pensou em ir arrumar um pacote de papel toalha para limpar os excessos do chefe.

A rua inteira só comentava o ocorrido e as versões se multiplicaram na rosa dos ventos da cidade. Alguns dias depois um amigo perguntou ao marido sobre a natureza da vingança. Ele respondeu: matutei muito o que deveria fazer até tomar a decisão. Então passei cinco dias juntando e misturando com um pouco de soro para se manter aquoso. Agora o mais gostoso de tudo é que todos os dias eu recebo a oferta de sêmen para ampliar o volume sobre aquele desgraçado. Tamanho é o número de desafetos do homem.

A história, dizem, não terminou aí. Alguém viu o baixinho, que por conta da exposição e do lava rosto em sêmen terminou sendo exonerado, indo, em segredo fazer um exame de sangue. Dizem que é prevenção primária do HIV. Afinal foi uma chuva de esperma sem camisinha.

Por Stela Siebra



Chego já, vai dar tempo de ir acompanhar a procissão. E tomar banho de bençãos e de chuva.
Agradecer ao santo pelas infinitas bençãos e graças que sempre derramou sobre minha família. Meus avós já reverenciavam São José; meus pais também. E eu também.
São José é o santo padroeiro da Ponta da Serra. E ainda lembro-me das novenas e festas que havia todo ano.
Uma novena, procissão com velas acesas, leilão (ocasião em se arrematava galinha assada e se bebia guaraná) Essas coisas tinham um grande valor, representavam um acontecimento significativo.
Havia a festa profana, mas era carregada de louvações ao sagrado.
Essas lembranças são parte da minha história, da história da minha família na Ponta da Serra. É bom lembrar e me deixar inundar de gratidão e reverenciar a serra do Juá (que trazia um friozinho bem grande e que, qual mãe, oferecia sua sombra e suas lajes derramando água para inesquecíveis banhos).
Vejam, quantas lembranças boas o dia de São José me trouxe. E tem mais... A Ponta da Serra é o meu Sertão, é o espaço onde meu silêncio encontra as palavras melhores, porque mais antigas, mais impregnadas de infinito. A Ponta da Serra foi onde pela priveira vez eu vi o Cosmos.

Stela Siebra



José Zumba, ou simplesmente Zumba

  Segundo o pesquisador Antônio Romeiro de Lima (2008), Zumba era um artista plástico brilhante, descendente de africanos, nasceu em Santa Luzia do Norte,  no dia 30 maio de 1920. Com a morte de sua mãe, aos dez anos, fora levado a Pernambuco, aos doze anos, já se encontrava na Escola de Belas Artes, sob a  orientação do professor Edson Figueredo, dava os primeiros passos na aprendizagem das artes. Retornou a Alagoas para servir o Exercito.

 A maioria de suas pinturas retrata as figuras de negros velhos, escravos, cenas de trabalho, belas negras, dentre outras gravuras. Foi agraciado com o diploma de Cidadão de Maceió, do Ordem de Mérito dos Palmares, diploma da Escola de Belas Artes, Comenda Desembargador Mário de Gusmão.

Zumba chegava a afirmar que o Brasil é um país anticultural. ’Não vendo os meus quadros. Troco-os por dinheiro para não morrer de fome’ (LIMA, 85-6). É com certa magoa, por ser negro, por ser de “Cor”, mesmo diplomado com todos os méritos não recebeu os louros da sociedade alagoana, mas sim,  foi quase esquecido com sua genialidade.

Este alagoano de Santa Luzia do Norte foi um grande batalhador. Sustentou esposa e filhos com sua arte, pintando diariamente e saindo para vender as telas pelas ruas da cidade, repartições públicas e casas de colecionadores. (Gazeta de Alagoas, 2011)

O sociólogo e político Floretan Fernandes, coloca essa questão de “preconceito de cor”, como um elemento categórico de pensamento.  Para ele, essa categoria foi criada para assinalar, vários tipos de elementos, no que se refere, por exemplo, as questões emocionais e cognitivamente a todo o modelo tradicional de relação racial. Assim sendo, quando se fala de “preconceito de cor”, tanto mulatos quanto negros, não se fazia qualquer distinção entre ambos no momento de preconceito, ou melhor, não distinguiam o preconceito propriamente dito da descriminação. Tanto um quanto outro estão elencados em um mesmo bojo conceitual. Todavia, estas apreciações forjadas pelos negros possuíam integral consciência, no tocante, ao contexto sócio-histórico pátrio. O preconceito sempre ofereceu um leque de alegações emocionais, como também morais e racionais, para o processo de distinção e formação de camadas sociais hierarquizadas. No entanto, a partir da ocasião em que o negro começou a se compreender, conseguiu explicar a situação posta, sendo esta conseqüência ou reflexo deste “preconceito de cor”.Eles começam a se notar como sujeitos históricos iguais aos demais. E entenderam que todas as discrepâncias socioeconômicas e políticas não eram frutos de questões psicológicas ou biológicas, mas sim, por conjunturas exteriores, produzidas pela atuação coletivista dos homens. Esta categoria de preconceito, no caso brasileiro, devia ser encarada como fator da desigualdade racial e devia ser combatida ferrenhamente.  (IANNI, 44-5)

Em entrevista dada ao escritor Tancredo Moraes, pelos entremeios dos anos de 1940-60, Zumba falou de sua vida sofrida na década de 1930, quando na ocasião perdera seu pai. Relembrou os estudos em Garanhuns e Gravatá e da consideração ao arquiteto Edson Figueiredo que  sempre acreditou em seu talento. De sua terrinha natal (Santa Luzia do Norte, Alagoas), solveu a secular  tradição das festas populares, e a cultura lagunar – as margens da lagoas Mundaú.

O arruado, a vegetação nativa e exótica, a igreja, a história, as pessoas e as águas do Mundaú serviram de inspiração a esse artista que nasceu vocacionado para as artes e que fez da pintura a sua principal profissão. (Gazeta de Alagoas, 2011)

No dia 30 de outrobro de 1996, veio a falecer levando para a eternidade à tristeza e a frustração por não ver seus projetos realizados.

Referência bibliográfica

IANNI, Octavio (org) Florestam Fernandes. In: col. Sociologia Grandes Cientistas Sociais. 2ª ed. São Paulo Ática, 2008. 


LIMA, Antonio Romeiro de. Santa Luzia do Norte: um pouco de sua história. Maceió: Esmal, 2008. 


Referência Eletrônica 

Gazeta de Alagoas. José Zumba: o homem que marcou a história das artes plásticas em Alagoas. VIEGAS, Osvaldo, 2011. Disponível em: http://www.interjornal.com.br/noticia.kmf?cod?=12755562


autor: Dário Augusto

por socorro moreira


Esbarrei no velho mandacaru, "que só flora na seca , quando a chuva chega”.

Nas voltas, a tarde se despedia
Barulhos urbanos não se ouviam
A paz dos feriados
deslizava, se infiltrava, e corria...
Como um rio, em tudo que se via
Banhei-me nessas águas,
e fechei o dia com uma noite morna,
serena e sem curvas tortuosas...
Respirei no alívio de um pesadelo findo,
e de um sonho colorido
com frutos do mandacaru,
ainda inteiros, vivos!

Desenredo por José do Vale PInheiro Feitosa


E foi por volta da meia noite. Ali quando o 1 deixa de ser e não se torna 2. É outro. Com as mesmas horas do canto do galo. As mesmas matinas e já não é o mesmo. Quando as alterosas deitam sombras nos vales a lembrar-lhes que apenas os são pelos píncaros que ali se ergueram. E neste deixar de ser para dar vazão àquele dos primeiros segundos, um riacho serpenteia, entre morros, das Gerais, no Desenredo de Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro.

Por toda terra que passo,
Me espanta tudo que vejo,
A morte tece seu fio,
De vida feita ao avesso,
O Olhar que prende anda solto
O olhar que solta anda preso,
Mas quando chego eu me enredo,
Nas tramas do teu desejo.

Pois nas trilhas de um continente que começa nas franjas do semi-árido e termina nas torrentes tropicais, meu coração desejava tal amplitude. E apenas em Minas iria entendê-lo. O segredo de tudo que acontece ou acontecerá em Outubro se encontra nas Gerais.

O mundo todo marcado,
A ferro, fogo e desprezo,
A vida é o fio do tempo.
A morte é o fim do novelo.
O olhar que assusta anda morto,
O olhar que avisa anda aceso
Mas quando chego eu me perco,
Nas tramas do teu segredo.

Rompendo a selvageria destrutiva das máquinas. A volúpia criativa das finanças em busca de saldos que assim os perpetue. Que chora o atropelamento que a vida não promete. Que se embriaga de vinhos numa enoteca como se executasse uma obra de arte.

Eh! Minas,
Eh! Minas
É hora de partir,
Eu vou,
Vou me embora prá bem longe. (BIS)

O segredo de tudo está em Minas Gerais. Os demais campos já estão conquistados. Apenas Minas tem meandros que a hegemonia viciada não penetra. Não procurar as retas, as curvas dominam. Encontrar ladeiras que se desdobram, becos que levam a uma minúcia que tanto pode ser a essência como um arranjo barroco.

A cera da vela queimando,
O homem fazendo seu preço,
A morte que a vida anda armando,
A vida que a morte anda tendo,
O olhar mais fraco anda afoito,
O olhar mais forte indefeso,
Mas quando eu chego eu me enrosco,
Nas cordas do teu cabelo.



. A Semana SESC de Artes Cênicas do SESC Juazeiro, terá início no dia 22 de março e vai ter em sua programção o OVERDOZE, onde acontecerá várias apresentções teatrais e musicais, que se iniciaram às 17h do dia 31 de março e seguirá pela madrugada, terminando ás 05h da manhã do dia 01 de abril. ENTRADA FRANCA Mais informações: (88) 3587.1065

domingo, 18 de março de 2012

Amanhã, 19 de março-festa do Padroeiro do Ceará-Festa do Padroeiro do Bairro do Seminário- Dia de São José!




Dia de chuva...Será?
Procissão de velas e oração
Santo da minha simpatia
Protetor da família
E dos homens que atendem por Zé!

Dia de subir e descer ladeira
De enxergar o Crato
- O Vale, do alto...!

Stela, corre, menina!
- A Pedra Lavrada tá na calçada.



(socorro moreira)


Otaviano Romeiro (Maestro Fon - Fon) - texto 2


Fon-Fon e sua orquestra
 



Resumo do texto do blog: http://santaluziadonorteal.blogspot.com.br/
Autor : Dário Augusto (sobrinho de Fon - Fon)


Desde molecote (criança) Fon - Fon se dedicou a música - " filho de Amaro Romeiro e Luzia de Assis, - (...) - aos oito anos de idade, em sua cidade natal ( Santa Luzia do Norte, Alagoas), tocava zabumba na banda de pifanos pertencente a família Mucumba, que residia no emblemático povoado do Quilombo (Gazeta de Alagoas, 2010).


Instrumentista, autor de sambas, choros e arranjos para interpretes famosos, Otaviano Assis Romeiro, vulgo maestro Fon-Fon, foi uma das principais personalidades da música popular brasileira.O apelido famoso "foi lhe dado pelo clarinetista Dedé, seu estimado colega de Regimento, no tange a falta de clareza dos agudos emitidos pelo saxofone, que faziam lembrar as buzinas dos automóveis (ROMEIRO DE LIMA. p.83)


A primeira gravação foi em 1923, interpretando ao saxofone o choro "Cláudio" de Paulino de Oliveita Santo, com acompanhamento de um conjunto regional (Gazeta de Alagoas, 2010). Por  essa época, começou a tocar em "dancings". Numa festa em que Dedé faltou, substituiu-o na clarineta, interpretando, com muito sucesso, You Are Mesnt for Me. Em 1935, Fon-Fon formou sua própria orquestra - tentativa que não logrou êxito.


Fon-Fon forma outra orquestra - " com alguns alagoanos nela integrados - passou a atuar no Cassino em Copacabana, Rio de Janeiro, com arranjos especiais do maestro Rodomés Gnatalli (ROMEIRO DE LIMA. p. 83). Pioneirismo em âmbito nacional, Fon-Fon foi o primeiro maestro a utilizar naipes de saxofones, obtendo uma acústica especial.



Com o mesmo estilo das orquestras de danças norte-americanas que faziam sucesso na época, como as de Benny Goodman. Tommy Dorsey e Artie Shaw, a Orquestra de Fon-Fon alcançou muito êxito entre a aristocracia/elite carioca, frequentadora do cassino (CIFRATIGA- FON -FON)




Em 1941, voltou a Buenos Aires (deixou o Exército em 1930, quando passou a atuar em conjuntos  - com um deles foi a Buenos Aires), - entre os anos 1942-47, fez inúmeras gravações para a Odeon, "acompanhando Atualfo Alves e sua academia na gravação do clássico "Ai que saudade da Amélia", de Atualfo Alves e Mário Lago. Em 1944, gravou a pouca " Rato, rato" de Caseniro Rocha e Cláudio Manuel da Costa, o Cipó. No mesmo ano, a catora Odete Amaral, gravou seu choro, "Murmurando", com letra de Mário Rossi e interpretado por Odete Amaral, que se tornou um clássico do choro cantado' (GAZETA DE ALAGOAS, 2010). "Curiosamente esse clássico, foi gravado pela primeira vez não por Fon-Fon, mas pela orquestra do maestro palestino Simom Bountman, em 1944, merecendo posteriomente letra de Mário Rossi, interpretado por Odete Amaral, e só depois o próprio Fon-Fon o gravou". (Bau De Long Playing).


Ainda na Odeon, Fon-Fon e sua orquestra acompanharam, entre outros, Francisco Alves, Gilberto Alves, Atualfo Alves, Odete Amaral, Jararaca e Ratinho, Dercilha Batista, Moreira da Silva, Joel e Gaúcho Almirante, Emilhinha Borba, Raul Torres e Serrinha e Aracy de Almeida. (GAZETA DE ALAGOAS, 2010)


Posteriormente ele dirigiu Dalva de Oliveira, Moreas Neto, Herivelto Martins, Orlando Silva e Carmem Miranda.


Pela etiqueta London, gravou seu único Lp, - não editado no Brasil. Em 1947, recebeu um convite do Club Champs Elysées - indo em seguida para Paris. "Permaneceu ma Europa, excursando por diversos  países. Inclusive a Grécia, onde morreu. Nasceu em Santa Luzia do Norte Alagoas, em 31 de janeiro de 1908 e faleceu em Atenas, capital da Grécia em 10 agosto de 1951. "Foi sepultado no cemitério de São João Batista no Rio de Janeiro. Citado na Enciclopédia da Música Brasileira Erudita, Folclórica e Popular (ROMEIRO DE LIMA. p.83)





Referencia Bibliográfica

 LIMA, Antonio Romeiro de. Santa Luzia do Norte: um pouco de sua história. Maceió: Esmal, 2008.

Gazeta de Alagoas.Quem quer conhecer o Maestro Fon - Fon? 2010.

Referências eletrônicas

Bau De Long Playing:Elizeth Cardoso – Zimbo Trio – Jacob do Bandolim – Conjunto Época de Ouro – Ao Vivo No Teatro João Caetano – Vol. 1 (1968). Postado em 22/10/2011. Disponível - em: http://www.baudelongplaying.com/archives/3732. Retirado as 11 horas do dia 12  de março de 2012. 

CIFRANTIGA - FON – FON)- Disponível em: - http://cifrantiga2.blogspot.com/2006/09/fon-fon.html#ixzz1pCAMBfbg. Retirado as 15 horas do dia 12 de março.) 



(CIFRANTIGA – Moreas Neto – Disponível em: http://cifrantiga2.blogspot.com/2010/11/moraes-neto.html#ixzz1pCArE4gd. Retirado as 12 hs: 12 min. Do dia 13 março de 2012.) 

ps. Aceito visitas ...kkk
Participem ...um abraço.







Nossas boas vindas ao novo colaborador Dário Augusto,(D.Fernando)!

Sinta-se em casa. Abraços dos que fazem, "No Azul Sonhado"!

Nota de afeto (para Ana de Sousa)- socorro moreira


Hoje é a missa de sétimo dia da “Dinha” dos meus irmãos mais novos.
Ela entrou na família aos 14 anos pra segurar Zélia Moreira. De babá passou a chefe da nossa cozinha, e com a família ficou, até sair pro altar. Comovida lembro a sua voz entoada, cantando os sucessos de Adilson Ramos e Anísio Silva, enquanto labutava.
De noitinha vestia saia justa, calçava salto alto, arrumava o cabelo, pra noivar, nas cadeiras da calçada.

Isso me faz lembrar que a vida é curta... A última viagem pode até tardar, mas ninguém foge do embarque.

-Uma partida sem malas. Parece que deixamos quem somos, no coração dos afetos.

Colaboração de Eurípedes Reis



O Laço e o Abraço

Mário Quintana

Meu Deus! Como é engraçado!
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço...
Uma fita dando voltas.
Enrosca-se, mas não se embola,
vira, revira, circula e pronto:
está dado o laço.

É assim que é o abraço:
coração com coração,
tudo isso cercado de braço.
É assim que é o laço:
um abraço no presente,
no cabelo,
no vestido,
em qualquer coisa onde o faço.

E quando puxo uma ponta,
o que é que acontece?
Vai escorregando...
Devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.
Solta o presente,
o cabelo, fica solto no vestido.
E, na fita, que curioso,
Não faltou nem um pedaço.

Ah! Então, é assim o amor, a amizade.
Tudo que é sentimento.
Como um pedaço de fita.
Enrosca, segura um pouquinho,
Mas pode se desfazer a qualquer hora,
Deixando livre as duas bandas do laço.

Por isso é que se diz:
laço afetivo, laço de amizade.
Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.
Porque quando vira nó,
Já deixou de ser um laço!

Sentimentos. Liduina Vilar.


Sentimentos.

Estar sob o céu de Sousa, sob seus ares, sob seu calor e sob sua música é ficar nos braços da paz, do amor e do entusiasmo. É experimentar todas as formas de olhar e de existir na paixão e suas instâncias. É vivenciar o brinquedo de amar, é sorrir como criança, é dançar a canção do namoro, é curtir os melhores beijos - os mais intensos, os mais estonteantes. Dois dias nos braços, equivalem a uma provisão de carinho por tempo indeterminado. Porque se vive intensamente cada minuto. E a qualidade desses momentos se transforma em magia. Rejuvenesce, traz alegria.

Revival


ANTONIO MARIA- Norma Hauer



Foi a 17 de março de 1921 que nasceu, em Recife, o cronista, locutor esportivo, produtor de rádio e compositor Antônio Maria Araújo de Morais, que se tornou conhecido como ANTÔNIO MARIA.,

Bem jovem, aos 17 anos, já fazia produções musicais na Rádio Clube de Pernambuco, mas aos 19 “pegou um ita no norte e veio ao Rio morar”, onde residiu em um conhecido edifício da Cinelândia, em que já moravam Fernando Lobo e Abelardo Barbosa (o Chacrinha).

Apesar dessa proximidade e de trabalhar como locutor esportivo da Rádio Ipanema, não se deu bem, passou necessidades e resolveu regressar a Recife, indo depois para Fortaleza, onde trabalhou na Rádio Clube do Ceará.

Ainda ali não se fixou, indo para Salvador trabalhar nas emissoras associadas , regressando, definitivamente ao Rio, para trabalhar na Rádio Tupi e depois na TV Tupi, quando de sua inauguração em janeiro de 1951. Na mesma época passou a fazer crônicas para o matutino “O Jornal”, onde permaneceu por 15 anos.

Em 1952 ingressou na Rádio Mayrink Veiga contratado com um alto salário, devido à influência do então Presidente Vargas, a quem ajudara na campanha política para seu regresso ao governo em 1951.

Seria corrupção ??? Tem jeito.

Mas foi de grande importância para a recuperação da emissora, que sofrera em 1948, com a ida de seus principais artistas para a Rádio Nacional, Carlos Galhardo, inclusive.

Na mesma época produziu alguns jingles” como aquele que dizia:

A criança acordou,

Dorme, dorme filhinha.

Tudo calmo ficou

Mamãe tem Aurissedina”

E se tornou bastante conhecido quando Nora Ney gravou “Ninguém me Ama” e “Menino Grande”.

NINGUÉM ME AMA

Ninguém me ama
Ninguém me quer
Ninguém me chama
De "meu amor"
A vida passa
E eu sem ninguém
E quem me abraça
Não me quer bem.

Vim pela noite tão longa,
De fracasso em fracasso
E, hoje, descrente de tudo
Me resta o cansaço,
Cansaço da vida,
Cansaço de mim,
Velhice chegando
E eu chegando ao fim

Esse , ao lado de “Menino Grande”, também de Antonio Maria, foram os maiores sucessos de Nora Ney. Essas composições projetaram os dois: Antonio Maria e Nora Ney.

. Depois surgiram “Valsa de Uma Cidade”; “Se eu Morresse Amanhã” e inúmeros outros quando fez parceria com Fernando Lobo, Zé da Zilda, Vinícius de Morais...

Com a televisão passando a dominar os meios de comunicação, principalmente após a inauguração da TV Globo em 1965, não mais surgiram grandes compositores em nossa música popular, de modo que o que fica é a lembrança e a saudade constante de vultos com o talento Antonio Maria.




César Guerra-Peixe



César Guerra-Peixe (Petrópolis, 18 de março de 1914 — Rio de Janeiro, 26 de novembro de 1993) foi um compositor brasileiro, filho de imigrantes portugueses de origem cigana.

Bobby Solo


Bobby Solo (Roma, 18 de março de 1945) é o nome artístico do cantor Roberto Satti, chamado de Elvis Presley italiano.

Nota!




As reservas de mesa  já estão sendo feitas.

Entrem em contato  conosco:

Ulisses Germano
Fabíola Alencar
Francíria Alencar
Carminha
Marisa Sobreira
Socorro Moreira

Telefones gerais:
35232867 e 35234305

sábado, 17 de março de 2012

LANÇAMENTO DO CORDEL - UMA RUMA DE RIMA NO RUMO ALOSTRÓFICO

Aconteceu  no entardecer de hoje, Pça Siqueira Campos, o lançamento do cordel de Ulisses Germano e Bastinha Job.
Momento agradabilíssimo!
Participação especial dos músicos  Nicodemos e Abidoral Jamacaru.
Agradecemos o apoio promorcional do Sesc. Agradecemos a alegria do evento, com presenças queridas.
Parabéns, Ulisses e Bastinha. Foi tudo muito lindo!

Vida - Por José de Arimatéa dos Santos

José de Arimatéa dos Santos
Na vida que segue
Tem dias quentes
Que nos deixam ardentes
Como dias de frio e alegres

Que dicotomia incrível
Tem essa vida
Cheias de momentos de ida
Mas também de volta memorável

Sentimentos maravilhosos
De vida vivida
E da certeza de alegrias revividas

Esse é o tempo certo
De viver o momento
Da vida presente

Receita de Bolinho de chuva prático



2 ovos
¾ de xícara (chá) de açúcar
2 colheres (sopa) de manteiga
½ colher (chá) de sal
1 colher (sopa) de fermento em pó
1 xícara (chá) de leite
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
Óleo de canola para fritar
Açúcar e canela em pó para polvilhar

Modo de preparo

Numa tigela, junte os ovos, a manteiga, o açúcar e o sal e misture muito bem.
Acrescente alternadamente à mistura o leite e a farinha de trigo.
Mexa sempre com uma colher.
Junte o fermento e misture bem.
Numa panela média, coloque bastante óleo.
Leve ao fogo alto para aquecer.
Quando o óleo estiver quente, abaixe o fogo.
Com 2 colheres (sobremesa), modele os bolinhos.
Encha uma das colheres com a massa.
Passe de uma colher para a outra, até que a massa fique com um formato arredondado.
Com cuidado, coloque pequenas porções de bolinhos no óleo quente.
Deixe fritar até que os bolinhos fiquem dourados.
Com uma escumadeira, retire os bolinhos.
Coloque sobre um prato forrado com papel-toalha.
Num prato fundo, coloque açúcar e canela em pó e misture bem.
Passe os bolinhos por essa mistura até envolvê-los completamente.
Sirva a seguir.


Fonte: http://www.comidaereceitas.com.br/bolos/bolinho-de-chuva-pratico.html#ixzz1pP276xc7


Museu Vivo- Zé Flávio!


Ontem, nas falas de Zé Flavio, refleti sobre uma das suas incríveis colocações: “não gosto de viver do passado.A gente tem que se focar no presente, caminhando na estrada do futuro”.Não foram exatamente estas palavras, mas a ideia está correta.
Também sou de viver o presente... Mas o “revival” é possível, ainda neste século. Depois, o que teremos pra reviver? Daí a urgência ou necessidade de se criar coisas novas, com base nas conquistas do passado. Falo das artes,da história... E, notadamente da Música, que está inserida nestes dois aspectos.
A verdade é que não podemos ser eternamente repetitivos, nem tão pouco excluir o que foi e será ótimo em todos os tempos. Aí ele explica a imortalidade de certos autores...
No final da entrevista ( engraçada e emocionante), Zé Flávio foi merecidamente aplaudido pela pessoa/artista e médico que representa pra quem o conhece, em contextos diversos.
Grande homem, grande amigo: engraçado e emocionante!
Aguardamos com impaciência seus textos semanais, e seus futuros trabalhos: teatro, romance, contos, crônicas e histórias! 

Você é nosso orgulho, caríssimo!

Socorro Moreira

Canhoto (violonista)



Américo Jacomino (São Paulo 12 de fevereiro de 1889 — 7 de setembro de 1928) foi um violonista brasileiro, popularmente conhecido por Canhoto, em virtude de executar o dedilhado no instrumento com esta mão esquerda, sem inversão do encordoamento. Canhoto foi um dos responsáveis pelo “enobrecimento” deste instrumento musical no Brasil. O violão era, até sua época, considerado um instrumento de menor importância, e mesmo, dito que só marginais faziam uso dele.