por José do Vale Pinheiro Feitosa
Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.
José do Vale P Feitosa
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
A conquista nda velhice- Lya Luft
Manhã de Setembro- por Socorro Moreira
Nós e a Música Popular Brasileira !
A Volta
Composição: Ronaldo Bôscoli
Quero ouvir a tua voz
E quero que a canção seja você
E quero, em cada vez que espero
Desesperar, se não te ver
É triste a solidão
É longe o não te achar
É lindo é o teu perdão
Que festa é o teu voltar
Mas quero que você me fale
Que você me cale
Caso eu perguntar
Se o que te fez mas lindo ainda
Foi a tua pressa de voltar
Levanta e vem correndo
Me abraça e sem sofrer
Me beija longamente
O quanto a solidão precisa pra morrer
Levanta e vem correndo
Me me abraça e sem sofrer
Me beija longamente
O quanto a solidão precisa pra morrer
O quanto a solidão precisa pra morrer
*Sempre gostei de letras de cançoes. Cantá-las , entendendo a mensagem . Descobrir se elas fazem jus às melodias. Não sei de quem mais gosto, se do poeta ou do músico !
E quando a música marca uma história nossa, quando a elegemos num momento mágico ( geralmente sentimental), ela passa a nos companhar, como joia de família, só que ninguém deseja, nem consegue furtar.
Tenho uma irmã que tem "Eu sei que vou te amar", em todas as vozes, arranjos, versões e gravações. Eu tenho infinitas canções, que gosto de ouvir, cantarolar, e guardar , como uma carta do passado , que nunca se amassa.
Acho primorosos os repertórios de Elis, Nana, Elizete, Gal, Bethânia, Nara, Rosa Passos, Cida Lôbo, Leny de Andrade, grandes intérpretes femininas da música popular brasileira, entre outras.
Todos os dias, sinto vontade de homenagear um dos nomes da nossa música, ou vários !
Façam isso, vocês também !
Revelem as suas preferências musicais.
A poesia de Isabella Pinheiro
O mundo que vejo não é o mundo que quero
Quero o mundo com cores
Borboletas e muitas flores
Quero o mundo sorrindo
Quero o mundo feliz
Quero o mundo comigo
Quero o mundo sem mendigo.
Vamos parar de poluir
Vamos juntos trabalhar
E o mundo salvar
Vamos nos ajudar
Um papel faz diferença
Vamos todos cuidar
E no lixo jogar
Vamos deixar o mundo uma beleza.
Vamos cuidar da natureza!
Nem se despediu de mim - José do Vale Pinheiro Feitosa
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
o Mono Liso

O sorriso enigmático do velho Monolo Toledo destoava, totalmente, da atmosfera ritualística que o envolvia naquele momento tão solene e compenetrado. Um risinho a meio pau que lhe imprimia uma cara meio de sarcasmo, meio de menino pego em traquinagem. Extraíssemos o ambiente pesado, a moldura tenebrosa que amparava a cena, mal saberíamos se o rosto era de satisfação por ter preparado alguma pegadinha a um amigo, se bebera um remédio amargo a contragosto ou se fora flagrado na cama com uma beata. Acentuava o enigma o cenário carregado e o figurino de Monolo. O paletó que detestava, meio amarrotado, meio pegando marreca; as flores ao derredor; o caixão de terceira; o rosto grave dos circunstantes ; o choro de cebola cortada dos dois filhos; o murmurejar mecânico das preces pelos irmãos de culto. Como uma jabuticaba em nuvem de clara de ovo, saltava aquele risinho enigmático de Mono( assim era carinhosamente conhecido entre os amigos), confrontando a austeridade monástica do velório.
Toledo , colocada a vida numa planilha do Excel, teria, certamente um saldo imensamente positivo no que tange à pauta de virtudes. Funcionário graduado do INAMPS, levara a carreira sem máculas. Aposentara-se há uns vinte anos, ainda cinqüentão, sem faltas ao trabalho, sem afastamentos por doenças e sem benefícios. Casara-se ainda no início da profissão com D. Gilbertina e, também nesse quesito, nada havia que o desabonasse. Marido exemplar, nunca se soube de qualquer gambiarra nas instalações familiares do nosso barnabé. Os filhos que vieram foram criados pelo casal com um desvelo invejável. Amparados por tanto cuidado, os meninos seguiram o bom caminho e terminaram formados em advocacia e, bem colocados, cuidaram rapidamente de dar curso às suas vidas , já sem a necessária âncora dos pais. Depois da aposentadoria , Monolo aproximou-se ainda mais de Tina , como familiarmente a chamava: eram duas almas num canudo. Evangélicos de longo curso, tocavam os dias entre cultos, orações e músicas gospels. Com vida tão regrada e filhos independentes, o casal juntara um pé-de-meia razoável , só sangrado , mensalmente, pela obrigatoriedade do dízimo: ofertado alegre e pontualmente a cada dia cinco. A existência de Mono e Gilbertina , de tão exemplar, não mereceria esse relato, não fosse pelo pequeno intervalo de uns três meses que separaram um Toledo perfeito, virtuoso, daquele sorriso enigmático, a meio caminho entre a gozação e a safadeza.
Há exatos três meses, um tufão como que revolveu a vida pacata de Mono e Tina. Os dois já varavam a sétima década, quando, subitamente, uma dor de cabeça atroz acometeu a esposa do nosso barnabé. De início o que parecia uma enxaqueca se foi agravando e em dois dias a levou à cova. O médico, ao dar-lhe a terrível notícia, levou-lhe, também o diagnóstico tardio : “Foi um aneurisma, seu Cassiano !” Seria impossível medir a dor do marido que não perdia apenas uma companheira fiel e amiga, mas de supetão arrastava de roldão a única testemunha ocular da vida de Toledo. Os filhos e os amigos tiveram a absoluta certeza de que o velho não suportaria a perda, cairia em depressão e, em pouco tempo, compraria o ingresso para o mesmo destino da mulher. Temos que admitir que as profecias não estavam de todo erradas.
No primeiro mês , manteve-se Mono praticamente recluso, recusava-se a comer, não dormia mesmo com os efeitos dos sedativos. Os filhos, morando na capital, tiveram que voltar para tocar os rumos da existência. Mono ficou morando na casa enorme que rapidamente se transformou numa imensa e intransponível montanha chamada de solidão. As previsões de todos pareciam estar prestes a se confirmar.
Ao entrar o segundo mês da perda, no entanto, Toledo virou de ponta cabeça. Começou a freqüentar bares, a beber diariamente, a enfurnar-se nos cabarés por semanas. Andava a cada dia com uma garota diferente, geralmente nova e preferencialmente de má reputação. Foi aos poucos dilapidando a poupança ajuntada por tantos e tantos anos: com Viagra, cachaça , farras e mulheres a quem tratava como princesas. Os amigos ficaram escandalizados com a mudança abrupta e a língua do Zé Povinho pinicou rapidamente o oratório de Toledo : imaculado por tantos e tantos anos.
Ontem, em plena atividade libidinosa, Mono foi acometido de um enfarte súbito e, como bom soldado, foi abatido em combate ainda com a espada em riste. E ali estava o sorriso enigmático confrontando a todos: a hipocrisia deslavada dos amigos, a santidade falsa dos irmãos, a revolta econômica dos familiares. Como se perguntasse: E agora reverenciam o longo reinado do virtuoso Toledo ou o curtíssimo e feliz governo do esculhambado Mono ?
A última namorada de Toledo aproximou-se do caixão e, ainda chorosa, cortou radicalmente as críticas veladas dos circunstantes com o único elogio póstumo:
--- Esse MONO, meu povo, era muito era LISO !
J. Flávio Vieira
Saber Envelhecer- por Rosa Guerrera
Poema do Nicodemos - Por João Nicodemos
nunca o chão foi tão macio
nem o amor foi tão inteiro
como dois deuses no cio
nossos corpos se encontraram
e assim se completaram
como a pena e o tinteiro
(João Nicodemos)
Peleja do Metrossexual contra o macho-roots- Jurubeba - Por Xico Sá
Eu venho lá das quebradas
De grotões e de veredas
Donde diabo perdeu as botas
Maconha boa na seda,
Sou Zé Limeira e Breton
Viagem de ácido bom
Lenha nova e lavareda.
O que é isso, cachaceiro?,
Peço licença a vocês,
Vou narrar uma peleja
Guardada faz mais de mês,
A de um macho-jurubeba
Encardido feito ameba
Conto ao gosto do freguês!
Do outro lado do ringue
Um sujeito,uhn, autoral...
Bonitinho, mas ordinário
Codinome: me-tros-se-xu-al!!!
Foi criado na Inglaterra
Tem o afeto que se encerra
Na maquiagem do mal.
Os sinos dobram, dom King,
E a contenda começou
O jurubeba enfezado
De cara já perguntou:
-Onde tu compras tem pra homi?
És aquilo que consome?
Qualé, rapá?, androginou?
Com fleugma de bom inglês
O metro não perdeu a linha,
Ajeitou seu terno Armani
Que elegância na bainha!
O jurubeba, eu nao sei,
Mas perdeu logo o fairplay
E pediu uma cachacinha!
Marquinhos deu a cachaça
E o cabra cresceu no jogo,
A Mercearia veio abaixo
Nego fez u´a roda de pôgo.
E o cabôco free-style
Mandou pra casa do caraio
Tudo que tava em jogo!
Foda-se a esportiva
Disse o jurubeba de cara
Não tolero a espécie
Que desgosto!, avis rara...
Lá da terra donde venho
Esse rapaz eu emprenho
Apollinaire, minha vara!.
Donde o metrossexual
Na contramão da barbárie,
Gabola e cheirosinho
Via de longe minha cárie...
Seus perfumes no ajuste
Qual o bolinho de Proust
Levava todos nos ares.
E o vento também levou
O modismo desse metro,
Ele num pega nem u`a letra
De um macho analfabeto...
Prefiro meu travesti
Jesus Cristo!, eu estou aqui
E ai?, estás por perto?
Macho velho, invejoso,
Sou sensível e muito cool,
Só pego “Pati” cheirosa
Te viras com tribufu,
Uso todo meu Lancôme
E não deixo de ser homem
Vade retro, cafuçu!
Se isso é ser macho, haha!...
Renuncio ao velho sapiens,
Gasto minha testosterona
Salve Mussum, dá-me um traguis!
Tu gosta é de cheirar a rolha
E sentir o bouquet da trolha
Afasta de mim esse cálice!
Fala sério, cachaceiro,
Como rejeitas esse bouquet?,
Tua vida bagaceira
É maldição démodé...
Já sei que não te habilitas
Eu sigo In vino Veritas
E vejo os vermes te roer.
Minha antologia de ressacas
É grandeza d´alma, amiúde,
A lua na sarjeta ensina mais
Do que uma obra de virtudes...
Serás um belíssimo defunto
E para a cidade de pés-juntos
Irás gozando toda saúde!
Entrou pela perna do pinto
Saiu pela perna do pato,
Quem quiser que conte outra
E siga Rosseau no contrato,
Pois o homem nasce direito
Mas depois vira um suspeito
Vou m´embora é lá pro Crato!
A UNIÃO TRAZ A FORÇA, PODER, PRESTÍGIO E SOLUÇÕES- Helder Macário de Brito
Aprendizagem-Por: Rosemary Borges Xavier
bodas de alabastro
Ele não envelhece.
As formigas percebo de longe
pelo olhar fundo e antenas flácidas.
Nas cigarras reconheço pela voz.
No meio de uma ária tossem,
tossem muito.
Os elefantes é facílimo observar sua velhice.
Franzem o cenho, separam-se da manada,
seguem um caminho obscuro
e somem.
Os pombos quando envelhecem
tropeçam nos cadarços
dos seus tênis nike
desbotados.
[todo pombo jovem
tem um nike vermelho
tinindo nos pés]
As andorinhas é simples.
Ficam sérias, aliás, seríssimas.
Iniciam um tal de tricotar uma colcha
que não termina nunca
sempre sozinhas
e sisudas.
O papagaio quando começa a envelhecer
parte para um estudo laborioso entre
aramaico e chinês.
Agora o escorpião coisa alguma
indica seu envelhecimento.
Continua o mesmo sujeito desconfiado,
sacana, amoroso, ciumento, misterioso.
Já me dediquei muitas horas de um dia,
muitos dias de um mês, muitos anos
de uma década, quase
toda uma vida
tentando encontrar um vestígio
um sinal sequer da sua velhice.
O escorpião não envelhece.
Não envelhece mesmo.
As luzes neons pelo seu corpo
se tempo chuvoso ou debaixo
do deserto brilham
e nunca cessam.
Só não sabem nadar
nem andar de bicicleta.
Mas isso é um detalhe.
Eu também não sei
nem uma coisa
nem outra
no entanto, envelheço,
envelheço pra chuchu.
Monitores do Projeto No Terreiro dos Brincantes recebem orientações sobre vídeo e fotografia
O projeto consiste na produção de documentários sobre as manifestações da cultura popular da região do Cariri e já foram produzidos oito documentários. O material produzido será disponibilizado na Internet visando democratizar o acesso para pesquisadores, professores e o público em geral, sendo ainda disponibilizado para as escolas públicas.
Para a monitora do Projeto. Tais Haney, o projeto contribui para fortalecer de forma significativa a pesquisa sobre as manifestações artísticas e culturais da região. Ela acrescenta que os monitores passar a conhecer e fazer parte do universo da cultura popular.
Flashes da festa de casamento do André e Linéa
| André e Linéa - " Que seja infinito..." |
| Os irmãos Isabela e Caio |
| Victor,André,Caio,Fred, Isabela ( irmãos) e o primo Sérgio. |
Foi tudo muito alegre, muito farto, muito lindo!
Tal e qual os noivos sonharam.
Agradeço aos ceús estedia especial.Que a felicidade dos noivos seja permanente , e se propague pelo mundo!
Casamentos ainda emocionam muito, sempre !
Pensamento para o Dia 08/09/2011

"Night and day" , cem vezes ! - Por Socorro Moreira
Certas estratégias românticas, além de inocentes são burras. Já nos desculpamos, mas não nos esquecemos dos inúmeros títulos conquistados, coroados com faixa e cetro do nosso discernimento. A ficha caía, mas não voltava para o cofrinho da aprendizagem. De repente até desprezo esse “cofre”. Prefiro-me no tempo em que eu era louca e burra, exatamente porque esse tempo não tem volta. Vivem-se outros episódios.
Tradição Oral - Bisaflor conta histórias - Por: Stela Siebra Brito
Ana Amélia Moreira de Meneses- Donana- Atriz e cantora de teatro de Revista do Crato, nos anos 1900/920
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Por Socorro Moreira
Enigmas - Por: Socorro Moreira
Madrugada e neblina
Esperam o nascimento do dia.
Enquanto todos dormem,
Preparo um sonho,
Mas ele brinca de esconde - esconde.
Foge do meu colo, dos meus beijos.
Ontem eu viajei no destino
Desenhei com cipó
A trilha do caminho
Chamei-te em pensamento
Você e os meus segredos
Encontrei o colo de Gaya
Senti as dores do parto
O pedido de clemência,
E a clemente oferta do amor.
Teu vento faz dançar as minhas folhas
Balança os sinos do meu corpo
Cria um mantra de nós dois.
.
Fios que nos unem não teiam
Não fiam a confusão de tantas vidas
Fios que nos unem se enrolam,
No decifro dos nossos enigmas!
.
Baby,
Eu quase me declaro em todas as notas
A César o que é de César - Por Jose do vale Feitosa
a linha - Por Nicodemos
Aquela de quem digo
é minha,
é minha porque me possui
se com ela meu corpo se
alinha
em sua alma
minha alma
dilui...







