por José do Vale Pinheiro Feitosa
Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.
José do Vale P Feitosa
segunda-feira, 26 de março de 2012
A Atração dos Fatos - José do Vale Pinheiro Feitosa
Obrigado !
Faltam-me palavras para agradecer a profusão de gestos carinhosos ,recebidos recentemente, quando do encantamento da minha insubstituível D. Ninette. Em meio à dor e ao desespero da perda , essa solidariedade cai como um lenitivo para a ferida aberta e sangrante. Como um barco à deriva estou, e o consolo dos amigos é-me como um vento cálido a bafejar-me as velas , impulsionando-me para um longínquo mas possível porto seguro.
Obrigado por tudo !
domingo, 25 de março de 2012
Ainda Somos a Mesma Planta- José do Vale Pinheiro Feitosa
A cidade e o futuro - Por José de Arimatéa dos Santos
Ainda Somos a Mesma Planta - José do Vale Pinheiro Feitosa
sábado, 24 de março de 2012
Nota de pesar.
Chega o dia,em que as nossas mães começam a viaja sem a nossa companhia... É a lei natural da vida.
Maria Ninete Pinheiro Teles Vieira,despediu-se da vida terrena, deixando a sua família construída, mas eternamente saudosa.
Somos contigo, amigo Zé Flávio!
Minha Tia High Tech e o Pterossauro Chinês - José do Vale Pinheiro Feitosa
sexta-feira, 23 de março de 2012
O TUCANO
O tucano transpira pelo bico
O tucano colore o azul do dia,
Chico Anísio - José do Vale Pinheiro Feitosa
Por que o humor e a tristeza tão distantes entre si como as estrelas do sol têm uma igualdade que normalmente não suspeitamos? A lua não é o contrário do sol, assim como a tristeza não é do humor. A lua, como a terra são pedaços de estrelas iluminadas, assim como o humor e as tristezas são pedaços do viver.
Mas não é a veneração da morte. Ao contrário é a extensão deste ato de bem viver, bem rir e bem chorar. Chico Anísio nos fez rir de nós mesmos igualando os atos típicos a insignificâncias que uma vez desfeitas tornam a paisagem mais ampla.
Os livros de Chico, as pinturas, as músicas, os roteiros e suas encenações expõem o engano e ele, no entanto, não venceu o engano. Experimentou todos eles. Não alinhavou perfeições, mostrou e viveu o imperfeito ato de exagerar em vícios e atos que superavam o desgaste para em seguir viver um amor eterno. Até que nestes últimos minutos de 23 de março de 2012 jurava que aquela era o amor mulher de sua vida.
Os maraguapenses, os cearenses têm uma dívida imensa com este homem que saiu daqui ainda criança. Aquela família foi-se, mas cultivou o seu território de um modo tão intenso que todos os cearenses se orgulham de igualmente pertencerem a essa nação.
A criatividade e a ousadia deste gênio da raça nos deixam uma lição para não se esquecer. Não queiramos nos igualar ao que ele foi. Isso é insuperável. Portanto não basta ser cearense, é preciso muito esforço para sermos engraçados.
E nós cearenses poderíamos, no entanto, guardar uma lição permanente do mestre: a sutileza. A sutileza comove muito mais do que certa grossura e humilhação que se pretende como humor. O humor nos reflete, nos opõe, mas nos constrói ao invés de destruir. Embora possa destruir certos atos e situações.
MEU ADEUS A UM CHICO EM MUITOS - por Ulisses Germano
Chico Anísio foi embora
Para nunca mais voltar
O Brasil agora chora
O humor foi descansar
De ver tanta palhaçada
Da política engraçada
Que ele soube imitar
Ele era um em muitos
Personagens bem reais
Que ainda estão vivinhos
Com seus trejeitos banais
Do Maluf ao Zé Sarney
O escracho era a lei
Que já não existe mais!
Ulisses Germano
A Felicidade de Tudo Perder - José do Vale Pinheiro Feitosa
O Papa em Cuba ou Cuba no Papa - José do Vale Pinheiro Feitosa
Samba da bênção para Chico Anysio do Brasil
Chico Alves...
Chico Mendes...
Chico Sciense...
Chico Xavier...
Chico Anysio.
Hugo Linard e orquestra! - 14 de abril de 2012, no Crato Tênis Clube
Confirmadas as participações especiais de Hildelito Parente, Leninha Sobreira, Ranier, Marcelo Randemarck, além do corpo da orquestra (métálicos, cordas, teclados, percussão e vocais: Leninha Linard, Peixoto e Álvaro).
Estamos motivados com a grande receptividade dos amantes da boa música, inclusive da comunidade de Juazeiro do Norte.
Ainda restam mesas. Sejam antecipados!
Manteremos reservas até o dia 04.04.2012.
A agonia de perder uma chave- socorro moreira
Zélia, quem sabe?!
Eu também sei.
E não é só a chave da casa, do carro, da porta do banheiro... É a mania de perder tudo o tempo inteiro. Dessa mania, padeço!
Acho que está associada à senilidade... Ou não?
É característica de pessoas esquecidas?
Sou plugada em tanto coisa ao mesmo tempo, que é difícil dar conta de tê-las em meu poder.
Stella diria que é padrão virginiano se organizar pra não se perder... Mas procurar os óculos com ele plantados na testa é coisa de bisavó.
Ah, como eu queria que todas as portas e janelas fossem destrancadas, e desabassem num mundo de pessoas desligadas.
-Que não enxergassem a materialidade.
Acho que no plano espiritual não pagaremos seguros de vida, nem de carro. A moeda é o desejo, a boa intenção.
Pra compensar escancaro meu coração. Gosto de muitos, cada qual do seu jeito com meu jeito.
Santo Antônio nos proteja de perder algum dinheiro!
Felicidade e(m) fim !- socorro moreira
quinta-feira, 22 de março de 2012
A Danação do Trabalho - José do Vale Pinheiro Feitosa
O Paranaporã de Menhã

Os matozenses eram conhecidos, em toda biboca desse mundão de meu Deus, por serem gabões de não mais se ver. Vilazinha perdida lá onde o vento faz a curva, lugar onde se vendia Coca-Cola em dose e onde urubu comia bagaço, o povo, no entanto, respirava ares de grande metrópole. Esta gabolice vinha , talvez, da comparação inevitável com as vilazinhas próximas : Bertioga e Serrinha do Nicodemos, estas bem mais raquíticas e pobres. Um matozense contemplava o leito invariavelmente seco do Paranaporã, com o orgulho de quem visse o Sena, o Tâmisa ou o Danúbio. E foi pela comparação inevitável que “Totonho da Rabeca” , compôs , em homenagem à sua terra natal, o chorinho “Paranaporã de Menhã”, certamente no pensamento de embotar o “Danúbio Azul” de Strauss. A musiquinha, fácil de assoviar, pegou rápido e terminou por se consagrar como o tema de Matozinho, uma espécie de “Cidade Maravilhosa” da catinga.
Terá sido, certamente, esta empáfia que levou o prefeito Sinderval Bandeira, depois de folhear alguns velhos almanaques Capivarol, a construir, uma réplica da Torre Eiffel, logo na entrada da cidade. Dizia que seria o cartão postal de Matozinho e apôs o nome de Torre da Bandeira, sob pretexto de que ali, no topo, estaria eternamente hasteado o panteão municipal da Vila. Na verdade, era uma tentativa de , sorrateiramente, imprimir seu nome na obra, fugindo de perseguições de adversários e da Justiça Eleitoral. Rapidamente o povo, com a sabedoria que lhe é peculiar, batizou a obra de “Torre da Bandalheira”.
Na Comemoração dos 200 Anos da Revolução Francesa, foram arrebanhados vários artistas populares com fins de participar das festividades na França. Em Matozinho a lembrança caiu , imediatamente, em “Totonho da Rabeca” que terminou sendo convocado e partiu para as estranjas com a digna missão de representar Matozinho. Uns dez dias depois, Totonho estava de volta da sua viagem diplomática. Voltou importante, falando meio engrolado. Só aprumou quando , no Bar do Giba, resolveu agradecer ,à francesa, um elogio e ao pronunciar o “Merci, Beaucoup!” , Francelino Catavento tomou aquilo como palavrão – “Vá tomar aonde, seu filho duma égua? Repita !” -- e sentou-lhe o braço no escutador de novela do artista. Depois disso, Totonho desistiu, definitivamente, dos galicismos. Ao narrar sua experiência em terras estrangeiras, nosso rabequeiro não conseguia conter o bairrismo epidêmico de Matozinho :
--- Paris é até bonitinha ! Um pouco maior que Matozinho! Mas dos franceses, eu não gostei, não ! Ou povo invejoso das mulestas dos cachorros! Pois vocês acreditam que os miseráveis construíram uma Torre lá também, igualzinha à de Bandalheira ? Pode ser um desaforo desses?
Há uns dois meses, Sinderval entrou na Câmara com um projeto muito mais mirabolante. Resolveu reconstruir em Matozinho as “Torres Gêmeas”, cada uma com sete andares. Uma delas abrigaria a Prefeitura Municipal e a outra a Câmara de Vereadores. Na justificativa, Sinderval lembrava que aquilo era uma homenagem que prestavam à cidade co-irmã de Nova York, além de ser um ato contra o Terrorismo Internacional. A Vila embebeu-se de uma euforia quase que incontida. Sinderval já vislumbrava uma re-eleição saltando da cartola com a nova iniciativa. Não teria maiores dificuldades em ver aprovado o projeto já que tinha ampla maioria na Câmara e a idéia se tornara a notícia mais badalada nas praças, botecos e boticas nas últimas semanas. Qual não foi sua surpresa quando vieram avisá-lo da derrota fragorosa da proposta na última reunião da Câmara. Sinderval procurou, irado, o presidente em exercício “Lulu da Vêmaguete”, seu correligionário ferrenho, cobrando explicações sobre a traição que sofrera. Aquilo se consubstanciava num verdadeiro cataclisma político para o Partido. Vêmaguete , meio atarantado, tentou justificar o ocorrido:
--- Seu prefeito, todo mundo queria a construção e o projeto do senhor, no início, estava certo de ser aprovado por unanimidade. Foi aí que Gerebaldo Mobral, nosso Secretário, nos alertou do perigo. “Se a gente construir essas Torres, meus amigos, fiquem certos de uma coisa. Esses doidos do Afeganistão vem para cá e vão jogar os aviões deles em cima das torres, ora se vão ! Não fizeram do mesmo jeitinho até em Nova York? Se ao menos acertassem só na Torre de Sinderval, ainda vá lá ! Mas vou logo alertando, cambada ! quem avisa amigo é : Vai ser caco de vereador prá todo lado, viu?
J. Flávio Vieira
Desacato- por José do Vale P.Feitosa
Inofensivo aquele Antonio Carlos
Que falava aos corações apaixonados
De costas para as sombras torturadas.
Que nem sequer se incomodou
E pedindo ao Jocafi rimas doces.
Deixa estar eu vou entregar você.
Quem destratou a agonia em dores
Não fui eu, e fui tratando de esquecer.
Leve as manchetes com você.
Inofensivo aquele horror
Que nem sequer pegou
Os desaparecidos ensanguentados
Não adianta me envolver,
Nas sentenças dos torturadores,
A anistia rimará com agonia.
E vá tratando de esquecer
Um a um vai morrer.
Igualmente as garras ensanguentadas.
quarta-feira, 21 de março de 2012
Mazé Sales – Uma palavra viva do Caldeirão
Alexandre Lucas – Como ocorreu seus primeiros contatos com a literatura?
Mazé Sales - "A Flor e as Fontes" de Vicente de Carvalho foi um poema que me emocionou bastante na minha infância. Ai como eu sofria com o sofrimento da flor! Então, fiz um poeminha para minha mãe. Enquanto escrevia os diários ia também fazendo versos. Minha infância foi recheada por literatura de cordel. Dobrava versos na tipografia São Francisco, antiga Lira Nordestina, e Dona Ana Silva me presenteava com muitos cordéis que eu lia em casa para a família.
Alexandre Lucas - Fale da sua trajetória:
Mazé Sales - Escrevi vários cadernos de "matérias" de poesias e algumas peças de teatro. Fui à gráfica e vi que não era pra mim. O custo era alto. Como me disse o dono de uma gráfica: "Publicar livros fica pra quem é rico e vaidoso". Fiquei muito triste. Então, resolvi selecionar somente uns cinco poemas que cabia no meu orçamento e assim nasceu Banquete dos Deuses, em 1997. É como dar a luz ao filho desejado.
Alexandre Lucas – Você é filha de Maria de Lourdes Andrade Sales uma remanescente da Comunidade do Caldeirão . Quais as memórias que sua mãe contava dessa comunidade?
Mazé Sales - Tudo o que minha mãe falava sobre o Caldeirão está ali, contado em forma de teatro. Ela contava que havia abundância de tudo, muita fartura. Tudo era de todos. O que me impressiona é saber que havia no sítio Caldeirão muitas fruteiras: bananeiras, laranjeiras, etc. E hoje, você chega lá e pensa que era fruto da imaginação das pessoas. Que naquele lugar não poderia produzir nada. Mas, voltando à realidade da época: havia uma comunidade, sob a liderança do Beato José Lourenço cujo lema era trabalho, disciplina e oração, então, podiam tirar leite das pedras e transformar um deserto em um pomar.
Alexandre Lucas – Você publicou o Auto do Caldeirão - dos calheiros da santa cruz do deserto e do Beato José Lourenço ( Teatro). Como foi essa experiência?
Mazé Sales - Tal como Padre Cícero: Filho do Crato, Pai do Juazeiro foi direcionado aos alunos com os quais eu trabalhava e como os colegas pediam fotocópias, resolvi publicá-los. Era como se estivesse prestando uma homenagem póstuma a todos os mortos no massacre do Caldeirão, bem como aos que sobreviveram e tiveram que calar como se nada tivesse acontecido. Ou falaram baixinho e eu fui juntando os sussuros e os medos e fiz deles uma teia onde a aranha conta a sua história.
Alexandre Lucas – Você escreveu outra peça de teatro em 1999: Padre Cícero: Filho do Crato Pai do Juazeiro. Essa obra levanta que discusão?
Alexandre Lucas – Como você define a sua poética?
Mazé Sales - Dizem que definir é limitar. Eu acho que não definir é não saber. E agora? Minha poética é tão minha que não encontra ressonância em nada, a não ser em mim mesma, sem ser original. Talvez em Manuel Bandeira eu tenha me inspirado, mas a minha leitura foi de cordel. Nunca conseguir fazer um soneto nem um cordel porque ambos tem que ser perfeitos. E a imperfeição é um traço forte no que faço, às vezes sem querer. E ainda acho belo, como toda mãe coruja.
Alexandre Lucas – Como você ver a relação entre arte e política?
Mazé Sales - Se "a vida imita a arte e a arte imita a vida" a política deveria administrar a vida em sociedade refletindo sobre as necessidades do povo, visto que os bens são do povo e a estes devem servir e os administradores são colocados pelo povo para cumprir com sua missão de bem administrar e não apenas para o bem estar dos políticos. Proporcionando bem estar a todos, visto que num país rico não poderia haver pobreza. E a arte critica, por mais comportada que seja, essa realidade. A arte é (o) a porta voz da sociedade.
Alexandre Lucas - Qual a contribuição social do seu trabalho?
Desejo- José do Vale P.Feitosa
Pinga,fura,pula, escorre
Chupa.Engole uma poça,
Canto de nidação.
A geração dos desejos,
O levante das satisfações,
O furor dos suspiros realizados.
E nem acabam já são desejados
Em tempestades de fantasias,
Com a armadura da busca.
E pinga, fura,escorre,
Migra na contracorrente,
Mergulha na intensidade.
Engole o destino preponente,
Digere os detalhes materiais,
Chupa tudo que parece aquilo.
Uma poça úmida de desejos,
A implantação que funde,
O separável para mais outra.
Implantar a semente que deseja
Outro encontro de espremer espaço,
O momento de agitar suspiros.
ASSIS VALENTE- Norma Hauer
Z´É E ZILDA- por Norma Hauer
Quem teráo sido ZÉ E ZILDA ?
Ele era, nada mais, nada menos, que o José Gonçalves, nascido em 6 de janeiro de 1906, aqui no Rio de Janeiro e ela ZILDA GONÇALVES, nascida em 18 de março de 1921.
Ambos formaram a dupla ZÉ E ZILDA.
Casados, desde 1938, formaram uma dupla que começou a atuar na Rádio Transmissora, exatamente onde se conheceram e atuavam com o nome de “Dupla da Harmonia”.
Passando, nesse mesmo ano para a Rádio Cruzeiro do Sul, a dupla foi ali “batizada” por Paulo Roberto de ZÉ E ZILDA. Assim, mantiveram-se juntos até que Zé faleceu, prematuramente, em 10 de outubro de 1954, aos 48 anos.
A partir de 1946, Jorge Veiga gravou, da autoria de ambos, “Caboclo Africano” ; Emilinha Borba: “Nosso Amor”; Marlene , da co-autoria de Adelino Moreira e Zé, o samba “Quebra-Mar”; Orlando Silva, de Zé da Zilda e Marino Pinto fez grande sucesso com “Aos Pés da Cruz”.
Aos pés da Santa Cruz,
Você se ajoelhou
E em nome de Jesus
Um grande amor você jurou;
Jurou mas não cumpriu,
Fingiu e me enganou
P’ra mim você mentiu
P’ra Deus você pecou.
O coração tem razão,
Que a própria razão desconhece
Faz promessas e juras, depois esquece.
Seguindo esse princípio.
Você também prometeu.
Chegou até a jurar um grande amor,
Mas depois esqueceu.
O primeiro sucesso da dupla como cantores foi 'RESSACA"
“Tá todo mundo de ressaca,
Ressaca, ressaca, ressaca”...
O segundo sucesso foi
SACA-ROLHA
As águas vão rolar
Garrafa cheia eu não quero ver sobrar
Eu passo mão na saca saca saca rolha
E bebo até me afogar
Deixa as águas rolar
Se a polícia por isso me prender
Mas na última hora me soltar
Eu pego o saca saca saca rolha
Ninguém me agarra ninguém me agarra
Da autoria de ambos e Waldir Machado
Nesse mesmo ano, com o coro artístico da Odeon, fizeram outro sucesso: ”Império do Samba”.
No ano seguinte, saiu a gravação de “As Águas Continuam”, embora ZÉ já houvesse falecido.
Com o falecimento de Zé, Zilda compôs em sua homenagem, o samba :”Vai, Que Depois Eu Vou” e “Meu Zé” .
Em 1958. outro samba:”Amor, Vem me Buscar”, dela com Ricardo Galeno.
Em 1961 gravou, de Paquito e Romeu Gentil, ainda em homenagem ao Zé, o samba “Vem Amor”.
Ela não se conformou com a morte de Zé mostrando o grande amor que os uniu.
Isso é muito bonito, principalmente tratando-se de dois artistas unidos na vida e hoje na morte.
Assim, ambos merecem nossa Saudade.
Norma Hauer - 19 de mar




