por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



quarta-feira, 28 de setembro de 2022

 A “SABEDORIA” DE BRIZOLA – José Nilton Mariano Saraiva

Depois de passar por “N” partidos de espectros políticos os mais disformes ao longo da sua agitada e instável carreira política, eis que na atualidade Ciro Gomes se acha filiado ao PDT, agremiação criada por Leonel Brizola (que nos deixou já há um certo tempo).

Ególatra, maquiavélico e intransigente (mas metido a esperto), sempre que possível Ciro Gomes cita-o em seus pronunciamentos, à busca de uma identidade com o próprio, claramente objetivando auferir dividendos. Nada mais irreal ou mentiroso, já que Brizola era um líder nato, nacionalista ao extremo e dono de um carisma difícil de encontrar nos políticos atuais.

Arrogante, aloprado e messiânico, Ciro Gomes concorre pela quarta vez à Presidência da República, sem que haja conseguido a adesão de ninguém, em razão da sua propensão a querer que os mortais comuns lhes devotem obediência cega e irrestrita. Tanto, que até os próprios irmãos, Cid e Ivo Gomes (sujas crias políticas), resolveram “bater de frente” com ele ao apoiar para o governo do Ceará o candidato do PT, seu arquirrival.    

Assim, faltando menos de uma semana para a votação no primeiro turno da eleição presidencial e com sofríveis 7,0% (sete por cento) das intenções de voto nos mais diferentes institutos de pesquisa, intimamente Ciro Gomes não tem como não reconhecer que sua estratégia de tentar denegrir o preferido da maioria da população – Lula da Silva – através de virulentas e descabidas acusações, não deu resultado e, pior, só favoreceu e muito o fascista do Bolsonaro (a quem – é imperativo que não esqueçamos - já favorecera na eleição passada, quando viajou a Paris, deixando seus adeptos sem pai nem mãe, na mais absoluta orfandade).

Agora, desesperado com a perspectiva real de ter até menos votos do que a “estreante” Simone Tebet, tentou atrair os holofotes midiáticos ao lançar um ridículo “manifesto à nação", no bojo do qual julga estar sendo vítima "de uma gigantesca e virulenta campanha, nacional e internacional". De novo quebrou a cara, já que a repercussão foi pífia, ou inexistente.            

Isso nos remete à “sabedoria” do Brizola, fundador do PDT, que lá atrás já afirmara em uma entrevista... “francamente, não me causa nenhuma impressão nem ao povo brasileiro esses candidatos que se apresentam com programinha impresso, sem ouvir ninguém, sem ouvir a população; apenas reúne uns tecnocratas entre quatro paredes que lhes dizem... “está aqui o programa”.

Definitivamente, o “coroné” dançou solenemente e, agora, tende a receber o justo prêmio a que faz jus: o esquecimento, o ostracismo o desterro político por parte da população.

Vade-retro.

quinta-feira, 15 de setembro de 2022

MICHELLE: “VINGANÇA DO MULHERIO” ??? - José Nílton Mariano Saraiva

Que o Bozo não é chegado nem um pouco às mulheres e até mesmo nutre por elas uma ojeriza que não consegue disfarçar, isso metade do mundo e a outra banda já sabem desde tempos imemoriais.

Tanto que o próprio, recorrentemente arrogante e desrespeitoso com elas, nunca deu a mínima bola para as constantes denúncias sobre; ao contrário, parece até se comprazer em mostrar isso, publicamente ou no privado (até focando na própria esposa, Michelle, ao comentar, sem que ninguém houvesse perguntado, que quando a conheceu ela “já era mãe solteira”; quer algo mais humilhante e vergonhoso ???).

Mas, eis que, visando “turbinar” sua atual campanha à reeleição, de repente a direção do partido ao qual está filiado resolve recorrer aos préstimos de “marqueteiros profissionais”, que lhe “prescrevem o remédio” tido como de maior eficácia e eficiência para mudar o sombrio quadro atual: trazer para os palanques da vida (inclusive para a TV) a fim de comandar a festa, ninguém menos que aquela mulher que tanto em suas mãos sofreu: a própria esposa, Michelle, que de pronto aquiesceu sem maiores exigências (estaria ela considerando a rara oportunidade como uma espécie de “vingança do mulherio” ???).

E isso – depender potencialmente de uma mulher para tentar conseguir alguma coisa mais à frente – deve impor ao misógino um imenso suplício, um grande sofrimento moral, uma aflição intensa, um abatimento desmedido e uma dor prolongada, só comparável ao suplício aplicado a Tântalo, personagem mitológico grego, que era morrer de sede e fome porque, sempre que se aproximava do lago ou da árvore dos frutos, a água lhe fugia e a árvore levantava-se até onde não podia ser alcançada.

Resumo de tudo isso ??? Presumivelmente, após a fragorosa derrota nas urnas, temos tudo pra ter um casamento desfeito, porquanto à mulher certamente serão destinadas humilhações e blasfêmias mil (e que ela, depois de “engrossar o pescoço” durante a campanha, não mais aceitará passivamente).

A conferir. 

terça-feira, 13 de setembro de 2022

 O “MENINO DE RECADO” DO BOZO – José Nílton Mariano Saraiva

E como não poderia deixar de ser, os “nobres e dignificantes ensinamentos” (???) do traste que está Presidente da República, no tocante ao uso da violência desmedida na perspectiva de uma (iminente) derrota eleitoral, reverbera por essas bandas.

E o “MENINO DE RECADO” do Bozo é ninguém menos que o truculento e despreparado deputado Delegado Cavalcante, figura menor e desprezível da população cearense, que, ao entrar na “polícia” e tratar diuturnamente com marginais de alta periculosidade (onde parece ter assimilado o suprassumo do seu modus operandi),    mais tarde, ao adentrar a arena “política” (baixa), encontrou um ambiente favorável à expansão de sua personalidade doentia, grotesca e bestial (trata-se de uma excrescência com assento na Assembleia Legislativa, onde dia a dia expõe sua índole agressiva, perversa e violenta).  

"SE A GENTE NÃO GANHAR NAS URNAS, SE ROUBAREM, VAMOS GANHAR NA BALA” foi o que declarou à mídia local (ipsis litteris), num claro incitamento à barbárie, ao divisionismo, ao quanto pior melhor (portanto, se algo acontecer mais à frente, se óbitos em razão de divergências políticas forem registrados, de alguma forma créditos também devem ser direcionados ao dito cujo).

No mais, às autoridades competentes resta tomar as providências preventivas visando impedir a chegada definitiva do caos, em razão do flagrante desrespeito aos limites constitucionais e institucionais por parte de uma figura tão inexpressiva.    

domingo, 11 de setembro de 2022

 Frankenstein e o “coiso” que promete dar um golpe de estado, (por Fábio de Oliveira Ribeiro*)

O “COISO” teve três nascimentos. O primeiro foi natural. Ele foi expulso do útero materno e chorou quando a parteira enfiou a mão na bunda dele. O segundo foi sexual. Ele se esgueirou para dentro do galinheiro e começou a foder galinhas porque nenhuma menina o considerava atraente. O terceiro nascimento do “COISO” ocorreu num Quartel do Exército brasileiro. Lá ele aprender a humilhar, a roubar e até a matar.

 

Homem dono de uma imensa disformidade invisível, o “COISO” acabou sendo expulso do Exército. Mas descobriu que no Brasil a Justiça Militar é capaz de premiar as monstruosidades criadas nos Quartéis, pois a expulsão foi convertida em aposentadoria. Premiado quando deveria ser punido, ele entrou para a política e nela encontrou um ambiente favorável à expansão de sua personalidade doentia.

 

Entre seus iguais, o “COISO” prosperou e até se transformou num modelo de sucesso. Ao contrário do monstro de Mary Shelley o “COISO” descobriu que podia ser aplaudido, reverenciado e até amado. Uma doença sempre parece indício de saúde quando o doente convive apenas com seres igualmente disformes.

 

Ao longo de algumas décadas, as idiossincrasias sexuais, morais e militares do “COISO” se tornaram mais e mais refinadas e cruéis. Frankenstein, o personagem de Mary Shelley, morreu perseguindo de maneira incansável sua criação com medo de que ele desse origem a uma nova raça de seres bestiais, mais fortes e menos sensíveis do que os homens. O “COISO” criado num Quartel não só procriou como ensinou seus filhos a se apropriarem do espaço político para transformá-lo em algo profano e insano Em 2014 a criatura hedionda do Exército brasileiro foi por ele novamente adotada.

 

Nem a mais esquisita, perturbadora e filosoficamente provocativa obra literária do século XIX seria capaz de competir com o que está ocorrendo no Brasil. O monstro de Mary Shelley é vítima e vilão. Ele não pediu para ser criado e provoca dor porque foi condenado à solidão em decorrência de sua própria condição. O ser horrendo, depravado, imoral, impudico, grotesco e indecoroso que pretende se apropriar do Estado brasileiro é fruto de suas próprias escolhas voluntárias. Se um seguidor dele mata alguém por razões políticas, o “COISO” aplaude o crime publicamente. Se alguém não quer cometer violências, ele profere discursos incentivando novas agressões como se isso não fosse crime.

 

A criatura de Frankenstein não é capaz de sentir compaixão porque sua imagem horripilante e desagradável só é capaz de provocar medo e rejeição. O “COISO” brasileiro que pretende governar o país contra a vontade da maioria dos eleitores e sem respeitar quaisquer limites constitucionais e institucionais transpira ódio, perversidade, crueldade, desonestidade e violência. Ele arma e modela milhões de seguidores assim como modelou os próprios filhos.

 

O mal que o personagem de Mary Shelley pratica é repugnante, obriga Frankenstein a agir e deve provocar a reação da sociedade. O mal que o “COISO” espalha com ajuda do Exército brasileiro é banal, programático e aplaudido. A disformidade doentia que ele espalhou editando decretos e fazendo lives para armar, fanatizar e corromper seus seguidores ficará entre nós por muito tempo. A literatura de Mary Shelley entretém e nos faz pensar. A criatura do Exército compromete as instituições, adoece a sociedade e predispõe uma parcela da população a desumanizar e a matar a outra.

 

No galinheiro, o “COISO” se transformou em inimigo da sexualidade humana. Na política, ele restaurou a credibilidade da humilhação, do roubo e do assassinato. Na presidência ele transforma o Estado em inimigo mortal da humanidade. Perto dele, o ser medonho, infeliz, agressivo e solitário criado por Frankenstein é apenas um aprendiz de bicho-papão. O “COISO” do Exército é um ogro sórdido e sorridente, um verdadeiro encantador de assassinos.

 

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*Fábio de Oliveira Ribeiro, 22/11/1964, advogado desde 1990. Inimigo do fascismo e do fundamentalismo religioso. Defensor das causas perdidas. Estudioso incansável de tudo aquilo que nos transforma em seres realmente humanos.

 

sexta-feira, 9 de setembro de 2022

 “IMBROXÁVEL”, SIM, NÃO “IMBROCHÁVEL” - José Nílton Mariano Saraiva


"Segundo o vocabulário ortográfico da língua portuguesa, da ABL (Academia Brasileira de Letras), com “CH” a palavra significa “PREGO”. Com “X”, significa “PINCEL”. Se escrita com “X”, por extensão, a palavra sugeriria que o pincel poderia curvar-se verticalmente para baixo, o que permite o uso do termo na forma figurada da linguagem para um indivíduo sexualmente impotente. O prego, ao contrário do pincel, se mantém firme".

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Durante o doloroso e sofrido processo pandêmico, no Brasil uma das descobertas que causou estupor foi a de que, além da compra de milhões de comprimidos comprovadamente ineficazes para o tratamento da Covid (a cloroquina), o alto comando das Forças Armadas aproveitou a oportunidade para adquirir uma quantidade significativa de um outro comprimido, o VIAGRA, além de centenas de PRÓTESES PENIANAS.

Como se sabe, VIAGRA (ou sildenafila), é aquela substância que “ajuda” os homens com disfunção erétil a manter uma ereção e, pois, ter uma relação sexual satisfatória (ou seja, levanta o semimorto – ou “pinto” - permitindo a penetração, mesmo que, às vezes, bambo). Não é uma medicação barata.

Já com relação às PRÓTESES PENIANAS, sabe-se que o seu uso é destinado àqueles “infelizes” que não conseguem, de maneira alguma, levantar o “pinto”, mesmo tendo à sua disposição a mais tesuda das mulheres (ou seja, em termos sexuais são um zero à esquerda, nada conseguem). Também não é uma medicação barata.

Fato é que, em sendo produtos com preços um tanto quanto “salgados”, evidentemente que, no caso específico, jamais serão usados pelos pobres cabos e soldados da vida eventualmente “broxas”, mas, sim, por oficiais medalhados e graduados, componentes das três forças (Exército, Marinha e Aeronáutica).

A reflexão nos vem à mente no momento em que, numa solenidade pública e transmitida pela TV para todo o mundo, o “traste” que infelizmente está sentado no trono brasileiro, numa falta de respeito eloquente, usa a própria esposa para puxar o coro de..... “imbroxável, imbroxável, imbroxável” e após sapeca-lhe um beijo de língua (aliás, não é a primeira vez que ele a humilha publicamente, já que, numa outra ocasião disse, sem nenhum pudor, que quando casou ela já era uma “mãe solteira” (e depois ainda se sente magoado quando o chamam de misógino).

Ante tanta arrogância e mau-caratismo, uma pergunta se impõe: até quando o brasileiro vai ter que suportar uma figura tão medíocre e desprezível ??? 

sábado, 3 de setembro de 2022

 

XÔ, “FAVELADOS” – José Nílton Mariano Saraiva

E o Ciro Gomes, quando por ocaso é tentado ou induzido a fugir do script programado, mostra a verdadeira face, desnuda-se de vez e por completo.

Sua mais recente “performance” se deu esta semana quando, elogiado após encontro com empresários na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (para os quais, segundo um seu representante, houvera dado uma verdadeira “aula” sobre economia), saiu-se arrogantemente com a seguinte pérola: “é um comício pra gente preparada; IMAGINA EXPLICAR ISSO NA FAVELA” (o vídeo está disponível na Internet).

FAVELA, como é do conhecimento de meio mundo e da outra banda, é um... “conjunto de habitações populares que utilizam materiais improvisados em sua construção tosca, e ONDE RESIDEM PESSOAS DE BAIXA RENDA”. Portanto, não está inserto aí, que numa favela só existem pessoas despolitizadas, ignorantes e burras, como pode ser interpretada a afirmação pra lá de preconceituosa do Ciro Gomes.

Questionado posteriormente, saiu-se com a velha conversa mole de que haviam interpretado mal suas palavras, que durante sua longeva vida pública sempre privilegiou os pobres e por aí vai (esqueceu que, anos atrás, em diálogo com um também favelado do interior da Bahia, impaciente por não conseguir convence-lo das suas propostas, perdeu as estribeiras e o nominou de “burro”, ao vivo).

Fato é que, o retrato emblemático do “Xô, Favelados” (literalmente) do Ciro Gomes, pode ser confirmado na sua estagnação nas pesquisas (ainda na casa de um dígito, a menos de um mês da eleição presidencial), com tendência inexorável de que será mais uma vez veementemente repudiado pelos mais pobres e favelados.

Como afirmou que esta será a última eleição da qual participará, num futuro que está logo ali na dobra da esquina, Ciro Gomes terá tempo de sobra para refletir o quanto lhe custou o “Xô, Favelados”.  

terça-feira, 30 de agosto de 2022

 AOS INIMIGOS NÃO SE MANDAM FLORES, MAS, SIM, BANANAS... DE DINAMITE – José Nílton Mariano Saraiva


A reflexão do velho e experiente filósofo tem tudo a ver com o debate presidencial de domingo passado (28.08.22), via TV, quando muito se esperava de Lula da Silva, tendo em vista sua estupenda atuação na entrevista ao Jornal Nacional, dois dias antes (de longe a melhor, dentre todos os candidatos).

Até porque, metade do mundo e a outra banda já sabiam que o tema “corrupção na Petrobrás” seria o tema preferencial do primeiro concorrente que lhe fosse questionar naquele momento, e ele próprio já houvera respondido sobre, no mesmo Jornal Nacional, saindo-se relativamente bem (portanto, era só adotar o mesmo discurso).

E quis o destino que, no sorteio prévio realizado, tal questionamento coubesse ao traste que está no poder (o Bozo) que, também já se sabia, viria com a faca nos dentes, babando ódio, estupidez e ignorância.

Assim, faltando com a verdade despudoradamente (por exemplo, que o prejuízo da Petrobras teria sido de R$ 900 bilhões de reais, informação desmentida a posteriori pela mídia) Lula da Silva deveria ter sido mais duro, incisivo e contundente, até porque era previsível.

E, no entanto, por razões difíceis de imaginar, vimos uma resposta claudicante e tímida, passando ao telespectador a sensação de que por um momento houvera tido um “apagão” naquele momento tão importante, quando deveria, sim, partir pra cima (com gosto de gás), trazendo para o centro do ringue, por exemplo, Queiróz e seus generosos cheques à tal Michelle; colocá-lo nas cordas ao pontuar sobre as “peripécias” dos filhos-numerais, responsáveis por polpudas rachadinhas, além do uso desabrido de milhões de fake-news; também poderia mostrar que corrupção grossa grassa no seu governo através do tal orçamento secreto e por aí vai.

A expectativa, pois, é que em um próximo debate Lula da Silva lembre que está tratando com um candidato sem escrúpulo, mentiroso e de caráter duvidoso, adotando desde o início a velha máxima filosofal: “aos inimigos não se mandam flores, mas, sim, bananas... de dinamite”.

Alfim, convém destacar o papel covarde e vexatório do senhor Ciro Gomes que, em pânico por não conseguir atingir ao menos dois dígitos nas pesquisas faltando pouco mais de um mês para a eleição, tratou de “matar a bola no peito” e servir de bandeja para o Bozo concluir ao gol, ao lembrá-lo (ao Bozo) que a culpa do quadro atual não era dele ou do atual governo, mas, sim, de Lula da Silva e do PT (ou seja, publicamente, para milhões de telespectadores, literalmente eximiu ou isentou o Bozo de toda a lambança que estamos a vivenciar).

Simone Tebet (a “mimadinha” do Pantanal, também adotou idêntico procedimento).

Lamentável.
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Post Scriptum:
Como o Bozo assemelha-se a um quadrúpede, mesmo recebendo tal ajuda providencial do Ciro Gomes, mais à frente cometeu a insanidade de lembra-lo que... "você falou que a missão mais importante de tua esposa era dormir contigo. Pelo amor de Deus, Ciro". E aí, então, Ciro Gomes finalmente “se mancou e voltou ao normal”, ao nominá-lo de sem caráter, de responsável por corromper todas as ex-mulheres e os filhos-numerais e por aí vai. 

sexta-feira, 22 de julho de 2022

 O “ÓBVIO ULULANTE” – José Nílton Mariano Saraiva


Numa recente postagem, já havíamos afirmado o óbvio ululante: “não descobrimos a pólvora, não temos bola de cristal e nem somos nenhum adivinho”; mas, apenas e tão somente, nos adstringimos aos fatos para, então, tomar um posicionamento sobre.

Portanto, não é nenhuma novidade, nem nos causou nenhuma espécie toda essa “rasgação de seda” na briga pela “forçação de barra” da candidatura do PDT à Prefeitura de Fortaleza, quando o protegido dos Ferreira Gomes (Roberto Cláudio) foi ungido à sucessão governamental, desrespeitando um acordo firmado lá atrás (aliás, por qual razão a mídia local e o próprio PT não cobra um posicionamento claro e taxativo do ex-governador Camilo Santana, a respeito).

Vejam, abaixo, nossa premonitória postagem de 04 anos atrás (01.09.2018).

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“PDT: BARRIGA DE ALUGUEL” – José Nilton Mariano Saraiva

Quem, algum dia, imaginaria que o tradicional e glorioso PDT, de Getúlio Vargas e Leonel Brizola, se prestaria a servir como “barriga de aluguel” a fim de saciar a sede de poder de pessoas que vivem a usar a atividade política como um rentável meio-de-vida, daí não se importarem de trocar recorrentemente de partido, o fazendo por mera conveniência???

Como entender que uma agremiação de tantas batalhas e glórias, porquanto forjada na luta pelos direitos dos trabalhadores e dos mais necessitados, não mais que de repente se permita servir de hermético “bunker-protetor” de indivíduos sem identificação nenhuma com o ideário programático da sigla getulista ???

Afinal, ao aceitar o ingresso dos Ferreira Gomes em seus quadros, o PDT nada mais fez do que relegar o belo legado de fidelidade e coerência dos seus dois encimados líderes, porquanto o histórico dos novos integrantes da agremiação não deixa dúvidas: para o atendimento de demandas pessoais, já se serviram de uma miscelânea de agremiações tão díspares quanto diametralmente heterogêneas ideológico-programaticamente, dentre as quais a antiga ARENA (Ditadura), PDS, PMDB, PSDB, PPS, PSB e PROS.

Além do que, ao aceitar sujeitar-se aos Ferreira Gomes, o PDT traiu vergonhosamente um quadro histórico e da estirpe de um Heitor Ferrer, este, sim, um político digno, leal e merecedor do respeito de todos nós, mercê de uma atuação cuja característica maior é a coerência e o respeito à agremiação e aos seus eleitores, daí o ”caminhão” de votos que consegue carrear em cada eleição (a propósito, Heitor Ferrer já deve ter sido expulso do PDT ou “convidado” a de lá se mandar).

OU ALGUÉM TEM ALGUMA DÚVIDA QUE A PRINCIPAL “IMPOSIÇÃO” (DENTRE MUITAS QUE SE SEGUIRÃO) DOS NEO-INTEGRANTES QUE O PDT RECEPCIONOU FOI ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE SERVIR DE “RAMPA” PARA QUE O SENHOR CIRO GOMES TENTE DECOLAR COMO CANDIDATO À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA E, EM TERMOS LOCAIS, GARANTIR QUE A VAGA PARA CONCORRER AO GOVERNO DO ESTADO EM 2022 SEJA ANTECIPADAMENTE RESERVADA PARA O ATUAL DETENTOR DA PREFEITURA DE FORTALEZA (ROBERTO CLÁUDIO) UM MERO E FIEL “SOLDADO” DOS FERREIRA GOMES.

No mais, lembremos do “estrago” que os Ferreira Gomes causaram à família “Novaes” (irmãos Sérgio e Eliana), aqui de Fortaleza, que, de dirigentes estaduais do PSB, literalmente foram “obrigados” a de lá se mandar após a chegada dos sobralenses, só retornando e retomando o comando da sigla após o falecido presidente nacional da agremiação, Eduardo Campos, negar-se peremptoriamente a ceder a Ciro Gomes a vaga de representante do PSB na corrida presidencial, a ele (Eduardo) reservada ???

Como olvidar, ainda, o que o falastrão Ciro Gomes fez com o seu padrinho-político, Tasso Jereissati, responsável pela ascensão dele e da família Ferreira Gomes na política cearense ???)

Enfim, a realidade é que, por falta de seriedade e respeito aos seus eleitores e simpatizantes, a esta altura o “ATESTADO DE ÓBITO” do PDT já terá sido devidamente lavrado no cartório competente, e que na sua “laje-sepulcral” compreensivelmente constará o vergonhoso epíteto de “BARRIGA DE ALUGUEL”.

Post Scriptum:

O agora candidato a governador Roberto Cláudio e aquele mesmo que, como prefeito da cidade, mandou retirar a placa registradora da inauguração do Parque Parreão, no Bairro de Fátima, na administração Juraci Magalhães, substituindo-a por uma outra onde consta que referido parque foi inaugurado por ele, Roberto Cláudio, no que poderíamos considerar uma vergonhosa e desonesta “APRORIAÇÃO INDÉBITA”). 

sábado, 9 de julho de 2022

“LULA LIVRE” REQUER SEGURANÇA MÁXIMA ( II ) - José Nilton Mariano Saraiva


Por mais incrível que pareça, só agora parte da grande mídia brasileira começa a aventar a possibilidade do ex-presidente Lula da Silva se tornar alvo de atentados no decorrer da campanha eleitoral, tendo em vista o clima beligerante dia-a-dia insuflado pelo “traste” que está no poder, em razão de já vislumbrar uma acachapante e desmoralizante derrota eleitoral.

Assim, tomamos a liberdade de “(RE)POSTAR” parte de um texto de nossa lavra redigido há mais de ano, tratando sobre (não, senhores, não descobrimos a pólvora, não temos “bola de cristal” e nem somos nenhum adivinho).

Vide abaixo:

“No mais, não custa lembrar: como o assassinato da vereadora Marielle Franco, no Rio de Janeiro, foi comprovadamente obra de “milicianos” de aluguel, seria de bom alvitre que O PT E LULA DA SILVA REFORÇASSEM DE IMEDIATO A SEGURANÇA DO EX-PRESIDENTE, porquanto Fabrício Queiroz (apesar de tudo o que fez) está livre e solto para servir de elo entre a família Bolsonaro e a “nata” da criminalidade que habita não só morros, mas até condomínios luxuosos no Rio de Janeiro (lembremo-nos que o provável assassino da vereadora Marielle Franco, o tal do Ronald Lessa, era morador e vizinho de condomínio da família Bolsonaro)”.

Fortaleza, 24.03.21

NA DECADÊNCIA DO RIO DE JANEIRO, A ASCENSÃO DOS "BOLSONAROS" - José Nilton Mariano Saraiva

Cidade litorânea - “abençoada por Deus”, no dizer dos poetas – já que agraciada com uma “beleza natural” ímpar, por anos a fio o Rio de Janeiro funcionou como a “capital” do Brasil e, pois, sede do Governo Federal (com toda a sua estrutura ministerial, administrativa e de segurança reforçada) e, por conta disso, recepcionava delegações do mundo inteiro, advindo daí uma economia pulsante e pujante.
Embora à época o marketing não tivesse ainda uma atuação tão determinante como nos dias atuais, a verdade é que a inexcedível “beleza natural” da cidade se impôs por si só, e os “alienígenas” que lá aportaram exerceram papel decisivo na sua propagação mundo afora, quando da volta às origens. Assim, o Rio de Janeiro tornou-se uma cidade segura, cosmopolita e rebatizada de “cidade maravilhosa”.
Mas, como todo processo desenvolvimentista tem seus ônus e bônus, no Rio de Janeiro não foi diferente; assim, descobriu-se que à beleza natural da cidade poder-se-ia acrescer um handicap poderosíssimo, que decerto atrairia mais e mais gente: surgiu então um tal “carnaval”, festa profana, de produção cinematográfica, com suas estonteantes mulheres seminuas capazes de atrair e deixar a “gringalhada” endinheirada de queixo caído e no mais alto e perene estado orgástico.
Tanto é, que passou a figurar e tornou-se opção obrigatória nos “cardápios” das agências de turismo do mundo inteiro (era algo imperdível, garantiam). E assim, ano após ano, eles, os “gringos”, nos propiciaram suculentas divisas (bônus).
Em contrapartida (ônus), tal enxame de turistas estrangeiros, cheios do vil metal (que lhes permitia extravagâncias sem fim), potencializou o “complexo de inferioridade” e propiciou um profundo sentimento de revolta dos eternos “excluídos da festa”, oriundos não só da sua paupérrima periferia, mas, também, de outros estados brasileiros; iniciava-se ali a gestação do “ovo da serpente”, que mais tarde se materializaria em todo o seu apavorante esplendor: as “milícias”.
Um pouco antes, em termos nacionais, cumprindo promessa de campanha de que se vencedor do pleito presidencial relocalizaria a capital do Brasil para o centro do seu território continental, Juscelino Kubitschek (eleito) do nada erigiu no planalto central do Brasil uma nova, planejada e moderna cidade, Brasília, que tornou-se então a capital do Brasil.
Daí, toda a estrutura governamental (e seus milhares de funcionários) tiveram que pra lá se mandar, a fim de assegurar ao menos o emprego. O Rio de Janeiro dançou solenemente, principalmente no tocante ao quesito segurança, e aí literalmente os “milicianos” tomaram de conta do pedaço, decretando o começo da decadência da “cidade maravilhosa”.
Frustrados e talvez por vingança (perderam o status de capital do Brasil e a segurança reforçada da qual desfrutavam), os moradores da cidade decidiram (equivocadamente) que não mais se preocupariam quando das eleições do executivo e legislativo; e, assim, passaram a eleger figuras menores e medíocres, tais quais Negrão de Lima, Moreira Franco, Eduardo Cunha, Eduardo Paes, Sérgio Cabral, o índio Juruna, Pezão, Agnaldo Timóteo e, mais recentemente, os Bolsonaros.
Expulso do Exército por insubordinação e terrorismo, o paulista Jair Bolsonaro viu na atividade política a oportunidade para “se fazer” na vida, e assim, apoiado por periféricos, elegeu-se Vereador pelo Rio de Janeiro; antes de concluir o mandato elegeu-se Deputado Federal, repetindo a dose em oito oportunidades (durante esse tempo, pulou de galho em galho, demonstrando nenhuma fidelidade partidária, transitando por 08 agremiações, a saber: PDC, PPR, PPB, PTB, PFL, PP, PSC e PSL). Alguém aí lembrou do Ciro Gomes ???).
Nesse ínterim, conseguiu com que três dos filhos fossem eleitos e ingressassem para o legislativo (municipal, estadual e federal) aos quais repassou “nobres ensinamentos” da atividade política (dentre os quais as famosas “rachadinhas”, hoje por eles exercitadas com vigor).
Conclusão: coincidentemente ou não, a decadência do Rio de Janeiro parece ter servido de “rampa de lançamento” para a ascensão do clã Bolsonaro, ao ponto do mentecapto patriarca ser eleito (equivocadamente) para a Presidência do Brasil; como resultado, temos hoje um país destroçado, verdadeiro pária internacional, em razão do seu flagrante despreparo.

domingo, 3 de julho de 2022

 “A POLÍTICA É DINÂMICA” - José Nílton Mariano Saraiva        

Como o candidato Lula da Silva, num misto de desprendimento e amor à pátria, acaba de afirmar que não pretende concorrer à reeleição na perspectiva de ser sufragado este ano, e levando em conta aquela máxima de que... “a política é dinâmica” (autor: Luiz de Gonzaga Fonseca Mota, ex-governador do Ceará), começam a surgir no horizonte conjecturas às mais díspares e, teoricamente, de difícil concretização.

Sabe-se, por exemplo, que o ideal para o Brasil seria que se “cortasse o mal pela raiz”, eliminando-se o Bozo de forma acachapante ainda no primeiro turno, de maneira que aos mal-intencionados não sobrasse questionamentos/espaço para se insurgirem com o resultado das urnas eletrônicas (urnas eletrônicas, sim senhor, queira ou não o Bozo).

Uma dessas conjecturas seria que, ao constatar não ter cacife ou votos suficientes para chegar lá, o senhor Ciro Gomes (em meados de julho/agosto, já que não consegue atingir os dois dígitos nas pesquisas), num último resquício de grandeza que lhe reste (difícil de acreditar, não ???), abdicasse/desistisse da sua candidatura e recomendasse aos seus seguidores o voto em Lula da Silva (afinal, o perigo iminente atende pela denominação de “fascismo” e seu representante mor é Jair Bolsonaro, secundado por seus milicos asquerosos).

De outra parte, sabe-se que “acordos políticos”, normalmente firmados pelas cúpulas respectivas (o “povaréu” deles só toma conhecimento a posteriori), contemplam sempre o “médio/longo prazo”.

Assim, ao insistir na candidatura, mesmo sabendo não ter a mínima chance de chegar lá, Ciro Gomes, na verdade, não está mais do que tentando obter um acordo que de alguma forma lhe renda dividendos nesse “médio/longo prazo”.

Como já deve ter “se mancado” que só conseguirá alçar voos mais altos se obtiver o “aprovo” (ou a indicação) de Lula da Silva, a “moeda de troca” (já que Lula da Silva não pleiteará a reeleição), seria que conseguisse com o próprio a chancela para ter o apoio do PT na eleição presidencial de 2026, como cabeça de chapa (por mais incrível que pareça, essa é uma possibilidade real, se Ciro Gomes é um dos protagonistas; portanto, atentem pra isso).

Até porque, quem conhece Ciro Gomes sabe que, por ter passado boa parte dos últimos meses a escrachar com desmedida virulência Lula da Silva e o próprio PT, ele não sentiria o menor constrangimento ou o mínimo de vergonha em, de público, desdizer tudo o que disse ao longo da campanha, a fim de firmar tal acordo (afinal, a política não é dinâmica ???).

Evidentemente que, tanto da cúpula do PT, como dos seus milhões de correligionários, tal cenário jamais seria aceito ou sequer imaginado, até mesmo porque, se conseguir eleger Fernando Haddad governador de São Paulo (como tudo está a indicar), o candidato natural do partido para suceder Lula da Silva, em 2026, seria o próprio Haddad (um quadro competente, respeitável e por demais qualificado).

Se o “dinamismo” da política comportará tal tese - desculpar e, ainda por cima, apoiar Ciro Gomes numa futura eleição presidencial em troca do seu apoio no momento atual - é algo que não passa pela cabeça de ninguém (a não ser do próprio Ciro Gomes).

Alfim, não devemos olvidar, jamais, em tempo algum, o que Ciro Gomes fez com o seu “padrinho político”, Tasso Jereissati, que o catapultou do anonimato sobralense e o fez conhecido nacionalmente.

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Post Scriptum:

OU SERÁ - MESMO - QUE O “DINAMISMO” DA POLÍTICA COMPORTARÁ TAL TESE (o apoio petista a Ciro Gomes em 2026) ???

quinta-feira, 30 de junho de 2022

 A “PILANTRAGEM” PASTORAL – José Nílton Mariano Saraiva

Contemplados com os dois maiores orçamentos do Governo Federal, o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação desde sempre foram (e são), o “objeto de desejo” daqueles que almejam se locupletar com o dinheiro público (os integrantes dos “centrões” da vida, por exemplo).

Aqui, um adendo: quem não lembra que, ainda no governo Dilma Rousseff, o senhor Ciro Gomes não mediu esforços a fim de viabilizar o irmão Cid Gomes como Ministro da Saúde (plano A). Não o conseguindo, fê-lo Ministro da Educação (plano B), de onde saiu em tempo recorde, após briga intestina com o marginal Eduardo Cunha (então presidente da Câmara Federal).

Mas, retomando o fio da meada, a novidade que veio à lume, nos dias atuais, é que com a chancela declarada do atual ocupante do Palácio do Planalto (aqui, em termos de Ministério da Saúde, cuja dotação orçamentária é de R$ 159 bilhões anuais), novos atores entraram em cena: os pilantras e mafiosos “pastores evangélicos” (é evidente que nem todos o são).

Arrogantes, desonestos, puxa-sacos asquerosos, com sede desmedida de poder e grana e sem nenhum escrúpulo, literalmente tomaram de assalto as instalações do Ministério da Educação, contando para tanto com o beneplácito do “evangélico mor” (o próprio pastor ministro, Milton Ribeiro).

E aí se destacaram os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, tanto que o próprio Ministro da Educação afirmou peremptoriamente e sem nenhum constrangimento que a prioridade dada a Gilmar Santos e Arilton Moura teria sido um...  “PEDIDO ESPECIAL DO PRESIDENTE JAIR BOLSONARO” (conforme vídeo divulgado pela mídia). 

Fato é que, a atuação dos dois, no Ministério da Educação, nos últimos dois anos expôs um portentoso esquema de tráfico de influência e corrupção dentro da pasta.

Assim, desde a posse do ministro Milton Ribeiro, em junho de 2020, os religiosos Gilmar Santos e Arilton Moura levaram dezenas de prefeitos para reuniões em palácio e, segundo acusaram os próprios, a posteriori, cobravam propina (dinheiro graúdo e barras de ouro) para facilitar o repasse de verbas para seus municípios (100 mil de um, 50 de outro e por aí vai). 

Arilton Moura, por exemplo, esteve 35 vezes no Palácio do Planalto desde o início do governo Bolsonaro, enquanto Gilmar Santos esteve outras 10 vezes no mesmo período.

A realidade é que o estrago foi tão grande e imoral, que não só o ministro Milton Ribeiro, mas Gilmar Santos e Arilton Moura foram alvo de mandado de prisão e busca e apreensão pela Polícia Federal.

Não se sabe, a partir de então, se serão confinados ou não.

terça-feira, 21 de junho de 2022

A "BOUTIQUE DA LIMPEZA (*) – José Nílton Mariano Saraiva


Desempregado, oriundo da construção civil (servente), já cansado de perambular atrás de alguma ocupação que permitisse sua “reinserção” do mercado de trabalho, aquele senhor de meia idade encontrou uma certa dificuldade em concretizar sua aspiração (um novo emprego) em razão de não ter sequer a educação básica formal normalmente exigida numa ocupação “quebra-galho”.

Mas, de repente, uma luz no fim do túnel: já cansara de ouvir, na telinha, menção a um tal de “empreendedorismo”, passível de concretização desde que o interessado tivesse coragem e ousadia. E isso, ele tinha de sobra. Agora, era só partir pro abraço.

Morador de uma “comunidade”, paradoxalmente encravada vizinha a diversos condomínios de alto padrão, num bairro classe média alta por demais concorrido, descobriu um “ponto”, de esquina, onde poderia experimentar o tal “empreendedorismo”, que certamente o levaria ao sucesso dentro de pouco tempo, transformando-o em “empresário”.

E embora o “ponto” fosse um tanto quanto modesto em termos de espaço (media exíguos 2,0m x 2,0m e uma só porta) entendeu que, “empreendendo”, dali partiria para voos mais altos, à frente.

Juntou as parcas economias conseguidas no emprego anterior (que conseguira poupar com muito esforço), adquiriu duas ou três prateleiras dessas desmontáveis (que era o que cabia no espaço) e preencheu-as com tubos de detergentes, água sanitária, alguns pacotes de bombril, esponjas, caixa de fósforos, Q-Boa, sabão em barra e só. E depois de muito pesquisar, resolveu “batizar” a sua “obra-prima” com um pomposo “Boutique da Limpeza” (para tanto uma vistosa placa foi confeccionada).

Decidiu, então, que precisaria de uma funcionária para “tocar” o negócio, de um celular para que ela atendesse e anotasse os inúmeros pedidos que decerto seriam feitos, além de um “entregador”. E, para que os ”coitados” não ficassem desconectados do mundo ou ficassem estressados, adquiriu uma TV LED, 32 polegadas, tinindo de nova, um “birô” e uma cadeira.

Quanto a ele, após “empreender” (e agora na condição de “empresário”) merecia um descanso: ir pra casa, deitar na rede e assistir TV o dia todo e todos os dias, somente retornando após o sol se pôr, a fim de “fechar o caixa”.

Ao final do primeiro dia o ”estoque” permaneceu intocado, mas, segundo ele, em razão da “falta de costume” do pessoal dos condomínios vizinhos e circunvizinhos; com uma semana, a coisa não mudou nada; depois de um mês, a única “baixa” no estoque se deu porque ele próprio levou pra casa um detergente, uma Q-Boa, uma água sanitária e um pacote de bombril.

Como “compensação”, chegaram o boleto do aluguel, a conta da luz e a obrigação de pagar, em dinheiro vivo, a remuneração pactuada com os “diligentes” funcionários (a vendedora e o entregador).

Resumo: a muito custo conseguiu com que o proprietário do “imóvel” (2,0m x 2,0m, lembremo-nos), aceitasse sua proposta de rescindir o contrato e perdoasse a multa contratual, em troca de “tudo” que tinha dentro: as prateleiras, o estoque, a mesa, a cadeira, o birô e a TV.

“Empreendedorismo”, nunca mais (quem mandou não consultar o Sebrae ???).

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(*) trata-se de um fato real (como não lembrar, se a vistosa placa continua lá ???)

sábado, 18 de junho de 2022

PARQUE PARREÃO I - “DÉJÀ-VU” - José Nílton Mariano Saraiva


O PDT (onde quem manda e desmanda, apita e silencia, pinta e borda, faz e desfaz é o Ciro Gomes) se prepara para lançar o ex-prefeito de Fortaleza, senhor Roberto Cláudio Rodrigues Bezerra, à governadoria do estado, independentemente do acordo firmado lá atrás pelos irmãos Ferreira Gomes com o então governador Camilo Santana, de que o candidato seria a senhora Izolda Cela (que substituiu Camilo Santana quando da sua desvinculação para concorrer ao Senado Federal).

Portanto, para se conhecer um pouco do “modus operandi” do senhor Roberto Cláudio, atente para o abaixo:

Nas administrações (sucessivas) de Juraci Magalhães e Antônio Cambraia a cidade de Fortaleza experimentou um surto de desenvolvimento inquestionável, tanto que, para corroborar isso, à época a muito bem bolada propaganda oficial anunciava que para se constatar o progresso vigente na cidade bastava “abrir a janela” e lá estavam viadutos, parques, novas ruas, praças, etc.

Uma dessas obras e de grande utilidade foi o PARQUE PARREÃO I, localizado no Bairro de Fátima (vizinho à Rodoviária, entre as avenidas Borges de Melo e Eduardo Girão) porquanto um local destinado a prática de caminhadas, recitais, concertos, atividades físicas, reencontro de amigos e por aí vai; enfim, um agradável e aprazível local para onde acorriam os moradores não só do Bairro de Fátima, como também de diversos bairros circunvizinhos, principalmente nas manhãs e finais do dia (de segunda a domingo), sob a vigilância da Guarda Municipal.

Compreensivelmente, a fim de registrar para a posteridade sua marca, a administração de então (Juraci Magalhães) fincou numa das laterais do parque um modesto pedestal, encimado por uma placa onde registrado estavam os nomes do prefeito e secretário responsáveis (Juraci Magalhães/Antônio Cambraia), a data da inauguração (03 DE SETEMBRO DE 1993) e outras informações básicas.

Vida que segue, após a saída da dupla Juraci/Cambraia, o PARQUE PARREÃO I, por descaso e falta de manutenção, enfrentou um desgastante e corrosivo processo de degradação, com o consequente afastamento daqueles que o frequentavam, tendo em vista a invasão do pedaço por marginais de alta periculosidade (em razão da repentina ausência da Guarda Municipal).

Eis que, quando assumiu a cadeira de prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio houve por bem empreender a “recuperação” do PARQUE PARREÃO I, só que com um detalhe ESTARRECEDOR e de uma DESONESTIDADE a toda prova: mantido o pedestal original, a placa com os nomes de Juraci Magalhães e Antônio Cambraia foi substituída incontinenti por uma outra, onde (até hoje) os frequentadores tomam conhecimento que o PARQUE PARREÃO I foi “INAUGURADO” EM 16 DE SETEMBRO DE 2014, na administração do prefeito Roberto Cláudio Rodrigues Bezerra, tendo como secretário da prefeitura um tal Samuel Antônio Silva Dias e chefe da regional IV o senhor Francisco Airton Morais Mourão (ou seja, entre setembro/1993 e setembro/2014 – longevos e incríveis 21 anos - o PARQUE PARREÃO I nunca existiu e nunca foi usado pela população; tudo foi apenas um sonho de verão, uma simplória lembrança, espécie de “DÉJÀ-VU” (sensação de que uma cena ou experiência que se está vivendo nesse momento já aconteceu).

Além do desrespeito patente a um dos maiores prefeitos de Fortaleza (já falecido), tal atitude simbolizou uma irresponsável e abusada tentativa de APROPRIAÇÃO INDÉBITA, porquanto os fortalezenses que usam o PARQUE PARREÃO I (ainda hoje) sabem que o próprio foi idealizado, projetado e inaugurado pela dupla Juraci Magalhães/Antônio Cambraia (no dia 03 de Setembro de 1993, é necessário que se repita).

Conclusão: do jeito que está, temos configurada uma situação ilegal, imoral e amoral e, se resta uma nesga de honestidade ao senhor Roberto Cláudio, a placa original (com os dados corretos) teria que ser reposta e, ao seu lado, aí sim, um outro pedestal e uma outra placa informariam da REINAUGURAÇÃO (e não “INAUGURAÇÃO”) do PARQUE PARREÃO I, na administração Roberto Cláudio, como prefeito da cidade. É o mínimo que se poderia esperar de pessoas com um átimo de ética, sensatez, bom senso, honestidade e clarividência.

Afinal, a persistir tal proceder (registrar como se fosse suas grandes obras realizadas por administradores passados) se atingir o governo do Estado Roberto Cláudio se sentira à vontade para detonar de vez com a memória da cidade, já que dentro em breve uma simples reforma de um hospital, de uma ponte sobre um rio qualquer, dos viadutos, túneis e elevados que proliferam pela cidade, e por aí vai, terão “INAUGURADOS” e terão sua paternidade desonestamente atribuída ao senhor Roberto Cláudio.

O PARQUE PARREÃO I está aí mesmo pra quem quiser comprovar; é só lá comparecer e constatar o que foi exposto.

sexta-feira, 17 de junho de 2022

“MORALMENTE FERIDO” – José Nílton Mariano Saraiva

A verdade é que “sacanearam” com o Luiz Esteves. Afinal, com 16 anos de casa e após 13 anos como titular absoluto do Jornal do Meio Dia (da TV Verdes Mares), de repente o recém-criado cargo de “Editor-Chefe” é entregue a uma alienígena (Nádia Barros) que chegou um dia desses (menos de 03 anos) ao Grupo Edson Queiroz, para com ele dividir a bancada.
Portanto, ficar parabenizando o Luiz Esteves pela mudança de canal é pura hipocrisia (ou falta de semancômetro) dos telespectadores; assim como é também hipocrisia o próprio declarar que pediu pra sair em busca de novos desafios, novos horizontes.
Ninguém deixa para trás todo um passado construído com dedicação extrema, até porque a ascensão a um cargo de chefia, por competência ou antiguidade, é sempre o objetivo maior de quem trabalha.
Assim (e em razão de ter-se tornado uma figura pública), deveriam, ele e seus patrões, explicar aos telespectadores o real motivo de sua saída: a falta de respeito e consideração por um profissional que sempre “vestiu a camisa” da empresa ao longo desse tempo (que o deixou visivelmente contrariado e moralmente ferido, após ser “preterido” por uma novata, recém-chegada à emissora (qual o critério de ascensão funcional lá ???).
Não conhecemos pessoalmente o Luiz Esteves (ou familiares), nunca o vimos fora da telinha, não sabemos onde mora e nem temos procuração nenhuma para emitir tal opinião, mas nos negamos a participar dessa farsa do “politicamente correto” (aquele lance de deixar a “porta aberta” para um questionável retorno, a posteriori).
Aliás, a TV Verdes Mares tem perdido bons e competentes profissionais de uns tempos até aqui: André Alencar, Alana Araújo, Luiz Esteves dentre outros.


"BOSTONARISMO" OU A ESSÊNCIA DO "BOLSONARISMO"

 "BOSTONARISMO", ou a essência do "BOLSONARISMO" 

"Violência acima de tudo, bosta acima de todos".

A merda é um tema essencial do bolsonarismo que, na fase atual, assume sua verdadeira essência. O novo termo que dá conta do fenômeno já circula entre o povo, se trata do "bostonarismo”. O BOSTONARISMO É O ESCANCARADO EMERDAMENTO DA POLÍTICA.

O lema dessa tendência que opera pela destruição da política (e se torna antipolítica) pode ser resumido em "VIOLÊNCIA ACIMA DE TUDO, BOSTA ACIMA DE TODOS”.

Há pavorosos 4 anos o Brasil vive sob a guerra em que a arma é a merda discursiva, econômica e política lançada contra o povo pobre, os afrodescendentes, os indígenas, as mulheres, as empresas estatais, a educação, o Estado laico, contra a imagem do país no mundo e a democracia como um todo. O GOLPE DE 2016 CRIOU AS CONDIÇÕES PARA QUE A MERDA TODA SE ESPALHASSE E DOMINASSE O GOVERNO FEDERAL.

O bostonarismo é um sistema iconográfico baseado no grotesco e na escatologia, ou seja, ele é um código distópico que convida ao gozo com a sujeira, o triste, o mau gosto, o vil, o baixo e, evidentemente, o mal.

Todos os que se mantém psiquicamente na fase anal-sádica gozam com esses símbolos e o sofrimento que ajudam a produzir: a fome, a miséria, as pessoas morando nas ruas, o racismo, a matança de negros, indígenas, líderes ambientalistas e assim por diante. O sofrimento dos outros que produz compaixão em mentes democráticas, causa satisfação em mentes autoritárias, a saber, a fascistas.

O vídeo dos mineiros Rodrigo Luiz Parreira, Charles Wender Oliveira Souza e Daniel Rodrigues de Oliveira no ato de manipularem um drone para lançar fezes e/ou veneno sobre pessoas que se reuniam para um evento com Lula em Uberlândia, vem a ser uma imagem reveladora da essência do bostonarismo. Ela apresenta a verdade profunda da desgraça nacional.

Enquanto uns se regozijam criminosamente com o mal que praticam, outros tentam escapar, indefesos do veneno/merda que lhes é dirigido. A fala dos envolvidos mostra a má intenção compartilhada por eles. Ela tem o mesmo tom dos dizeres do líder autoritário que os criminosos seguem, cuja imagem está estampada na caminhonete que dirigem.

Quem poderá se defender de merda/veneno que cai do céu por obra de uma máquina mortífera usada como se fosse um mero brinquedo em meio a risos? Assim, também podemos nos perguntar quem poderá se defender do assassinato que vem sendo moral e politicamente liberado?

O presidente da República que se elegeu prometendo a morte para muitos e se gabando de que sabe matar, nos últimos dias colocou a culpa pela própria morte no indianista Bruno Pereira e no jornalista Dom Phillips, assassinados, esquartejados e queimados na Floresta Amazônica. Os parâmetros éticos que orientam a política desapareceram por completo.

Há tempos Lula vem dizendo que ele é uma ideia. Lula é, de fato, uma ideia do povo. Bolsonaro também é uma ideia, só que, do partido militar e das elites econômicas e oligarcas espertos. Lula é a ideia do trabalhador que se torna líder e protege seu povo, Bolsonaro é a ideia do emerdamento da política e de um espantalho que autoriza todo mal a ser praticado com o que estiver à mão, caneta, arma ou drone.

O BOSTONARISMO É ÓDIO EM ESTADO PURO E, POR ISSO, FASCISMO, QUE PRECISA SER SUPERADO ANTES QUE NÃO HAJA MAIS BRASIL. 

(Márcia Tiburi - Professora de Filosofia, Escritora e Artista Visual)

quarta-feira, 1 de junho de 2022

“AUSCHWITZ”... SE REPETIU AQUI – José Nílton Mariano Saraiva


A vasta literatura pertinente, o testemunho inconteste e sofrido dos que conseguiram o "milagre" de sobreviver, de par com a reprodução pormenorizada e realista (aqui, com atores) dessa mesma literatura para as telonas (cinema), nos mostra com fidedignidade que, dentre os diversos campos de extermínio nazista, o de “AUSCHWITZ” foi o que serviu de palco para os mais tenebrosos e macabros experimentos, os mais sombrios atos de tortura contra o ser humano, ali representando pelo povo judeu.

Tanto que, decorridos quase 80 anos do que se convencionou batizar como holocausto (aniquilamento sumário e cruel de mais de seis milhões deles), ainda hoje não se consegue entender como um ser humano é capaz de praticar tanta atrocidade com um seu igual.

Eis que, nos dias atuais, no país continental chamado Brasil, estimulados por um confesso psicopata, reconhecidamente adepto incondicional da tortura e do desprezo absoluto ao ser humano (mas que mesmo assim equivocadamente foi eleito para dirigi-lo), alguns dos seus bovinos seguidores, ungidos à condição de “autoridades policiais”, teimam em trafegar à margem da lei, daí a prática de métodos abjetos de tratamento àqueles que deveriam defender e proteger.

Como a tecnologia (videomonitoramento) tem servido para captar imagens (e às vezes até o áudio) do dia-a-dia, a verdade é que atualmente a sociedade vive sob a vigilância de câmeras de segurança em ruas, lojas, shoppings, bem como em telas de celulares, tablets e computadores (algo como as “teletelas”, descritas no livro “1984”, do profético britânico George Orwell, publicado no longínquo 1949).

Pois foi exatamente do flagra de uma dessas câmeras de rua que surgiu algo impensável: abordado por policiais rodoviários federais em razão de trafegar de moto, sem capacete, o cidadão Genivaldo de Jesus Santos, ao invés de receber a multa devida e ser orientado sobre a necessidade do uso do utensílio a partir de então, foi jogado ao chão, chutado, imobilizado, algemado e colocado no porta-malas da viatura policial.

E aí, quase 80 anos depois, o horripilante modus operandi “AUSCHWITZ” (dos nazistas) ressurgiu entre nós com todo o seu potencial macabro: imobilizado por algemas num espaço restrito que mal cabia o seu próprio corpo, o cidadão Genivaldo de Jesus Santos recebeu como “presente” dos “magnânimos e caridosos” policiais militares que deveriam protege-lo, uma bomba de gás lacrimogênio, devidamente acionada, que de pronto inundou o local com o seu gás letal.

Após decorrido o tempo necessáiroio para que o gás fizesse efeito, de forma sarcástica e desumana conduziram-no a um hospital, talvez para terem certeza do que pretendiam: Genivaldo já era, não mais teria condição de lhes perturbar.

E muito embora seja horrorosamente doloroso relembrar “AUSCHWITZ” neste momento, é preciso que o façamos a fim de que não mais se repita nos dias atuais tamanha barbárie.

Em assim sendo, que os policiais que participaram desse momento dantesco - JÁ DEVIDAMENTE IDENTIFICADOS (pelas mesmas câmeras) sejam rigorosa e exemplarmente penalizados.

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