por José do Vale Pinheiro Feitosa
Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.
José do Vale P Feitosa
terça-feira, 6 de setembro de 2011
AMAR
Poema amassado- socorro moreira
Natureza - Por José de Arimatéa dos Santos
| José de Arimatéa dos Santos |
Que está presente
Em tudo
E as reações químicas
Nos revelam
Quão é perfeito o universo
E os seus átomos
Combinando-se e recombinando-se
Numa perfeição impressionante
Que nos revelam
A grandiosidade da vida
A transformar a todo instante
Nossos sentimentos
Ao captar a força do amor
Que eleva e faz do ser humano
O ente importante
Nesse intricado conjunto
De beleza e solidariedade
Na construção da paz
E certeza da perfeição da natureza
CARMEN BARBOSA
Foi a 4 de setembro de 1912 que nasceu CARMEN BARBOSA, uma cantora de voz bonita, afinada, que morreu muito cedo, na véspera do dia em que completaria 30 anos. Em 3 de setembro de 1942.
Deixou pouca coisa gravada, mas três marcaram bastante sua rápida passagem entre nós: os sambas "Banalidade";"Quando a Violeta se Casou" e "Loteria do .Destino”.
Soube que Benedito Lacerda participou de quase todas as gravações de Carmen Barbosa, mas viveu com ela e a maltratava muito.
Teria sido esse o motivo de ela morrer sem completar 30 anos ?
Vou deixar aqui a letra de
LOTERIA DO DESTINO:
Feliz no jogo, infeliz nos amores
É o ditado que diz;
Eu só conheço dissabores
No jogo do amor eu sou infeliz.
Porém na loteria do destino,
P'ra ver a pouca sorte que eu tinha.
Um dia adquiri um gasparino
Quando acertei, não foi sozinha".
“Gasparino" era o nome que se dava às frações da Loteria Federal.
Eis a letra de "QUANDO A VIOLETA SE CASOU"
Quando a Violeta se casou
Gostou, gostou
Conseguiu aquilo que sonhou...
Gostou, gostou.
Pois ganhou bangalô
Onde o mar vai cantar.
No quintal, roseiral, todo em flor,
Ai que amor.
E nesse vai e vem
Ganhou neném também.
Qüem, qüem, qüem, qüem, qüem...
Continuo usando o trema. Como diferenciar “qüem” (imitação do choro de criança) de ”quem”, pronome, sem usar o trema ?
caminhos da cidade
"Tango Azul" - Los Tres Diamantes
Sin saber porque, siempre te busque,
y una noche cruel, tus lagrimas quise comprender
Llorabas de amor, tímida pasión,
ya te fuiste ilusión, y llora mi corazón
Corazón sin fe, corazón porque, si es imposible el amor,
sin besos que ya nunca jamás, olvidare,
Será un tango azul, que te cantare, y en un rayito de luz,
de luna, yo te besare,
Ya te fuiste ilusión y llora mi corazón,
Corazón sin fe, corazón porque, si es imposible el amor,
sin besos que ya, nunca jamás, olvidare
Será un tango azul, que te cantare, y en un rayito de luz,
de luna yo te besare,
Em todo rouxinol tem sempre um jasmineiro
Todo bem-te-vi carrega uma paineira
Tem sempre um colibri que gosta de jatobá
e o joão-de-barro adora o eucalipto
Em todo jasmineiro tem sempre um rouxinol
Toda paineira carrega um bem-te-vi
Tem sempre um jatobá que gosta de colibri
e o joão-de-barro adora o eucalipto
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
RIQUEZA - Um Conto de José Ximenes
Venâncio vivia, com a mulher e um casal de filhos, uma vida que poderia dizer-se estável. Prestigiado, num emprego certo, passava a maior parte das horas de lazer em casa, na televisão ou lendo; os filhos, saudáveis, na escola, davam o trabalho que dão todos os filhos; a mulher, vistosa, agradável, falava sempre em viagens e pensava em vestir-se mais à moda, com mais apuro; acontecia de ir a restaurantes e/ou bares, uma vez em meio à semana, e aos sábados e domingos; apreciava música, admirava a pintura e as mulheres bonitas, entretanto, se continha. Enfim, era uma pessoa tida como equilibrada, no bairro de classe média da cidade grande do interior, e havia até quem, dele, tivesse certa inveja.
Possuía um caráter forte, obstinado, o que lhe valeu a superação dos problemas do cotidiano, com denodo, nos primeiros anos de labuta, tempo em que almejava a mão de Isaura, com quem perpetuaria a linhagem, vislumbrada como bem educada, vencedora, à qual encadeava êxitos sem fim.
Tais embates, esse viver sob controle próprio, a que era obrigado pela matemática da sobrevivência, o fatigavam. Como escapatória, dava-se a sonhar com o tornar-se endinheirado ao acertar num desses jogos de loteria, uma das raríssimas maneiras que podem tornar rico um homem honesto. Tal fantasia foi-se arraigando em seu pensamento, pois a falta de perspectiva de mudar aquilo que tinha como sendo o que lhe cabia na vida, foi-lhe incomodando mais e mais.
Não era homem afeito a religiosidade, mas possuía resquícios de medo, advindos de uma educação impingida pelas mulheres da família muito mística. Quando acontecia adentrar-se em pensamentos que o levavam a duvidar, mais fortemente, da existência de deuses, do sobrenatural, transferia o raciocínio a outro caminho. Dessa forma, foi acomodando as suas conclusões sobre esses temas, e não apelava aos santos com promessas, (seria hipocrisia), mas negociava com o Destino, como se este fosse uma entidade no jogo de compensação da existência. Assim é que, martelado pelas ideias que a propaganda consumista alimentava, propunha trocar 10 anos da vida, (parava, refletia... - Não, dez anos é muito; digamos, cinco!), - por um prêmio polpudo. Pronto, a troca seria razoável. E lá se ia, a cabeça além mar, a percorrer as paisagens de revistas e de filmes; até, quase sentia o sabor de iguarias e vinhos experimentados em famosos restaurantes; e passeios, e tantas coisas mais, a perder-se na confusão do pensamento... Mas não compraria nada (nada de obrigações),: alugaria o que bem quisesse e lhe aprouvesse; ajudaria parentes e alguns amigos... – “Seria mais provável uma recompensa do Desconhecido àquele que tivesse um certo altruísmo.” E assim se deleitava, a cada semana e, com propriedade, tornava tais divagações parte do prêmio, como para que fosse se acostumando ao mesmo.
O nosso personagem já passara dos cinqüenta anos quando, um belo dia, viu-se agraciado com uma “bolada”, dessas que, se a pessoa não fica meio lesada pelo impacto da notícia, passa a viver um “doce-fazer-nada”, para sempre, e fixa um intrigante, irritante, indefinido sorriso, meio a Mona Lisa.
A constatação do fato veio assim, por verificação própria, pelo jornal. Por mais um golpe de sorte, dessa feita não esperara que a sua secretária fizesse a conferência dos números, e, desta maneira, ninguém lograria saber do acontecido. Com a displicência de quem, em verdade, não confiasse que um dia pudesse vir a ser um desses afortunados, começou a ler as dezenas sorteadas; achou algumas delas mais ou menos familiares, como mais ou menos acontecia a cada sorteio, pois, como fazia várias apostas, sempre apareciam pares coincidentes. Melhor seria pegar dos talões de apostas e conferir: Zero-três, ‘tá; onze, errado; dezesseis, bom; dezenove, também; o restante, desilusão. Segunda aposta, nada feito; terceira, um só acerto, das seis dezenas; mas ainda havia dois cartões; seu coração começou a bater forte ao chegar à quarta combinação correta... Reviu as quatro primeiras e foi à quinta, também, confirmada; esfriou ao ver que ratara a sexta; - “Mas, uma quina já seria um consolo”. Um misto de contentamento e frustração já começara a lhe tomar conta, quando, então, enxergou o “milagre”, ali, escrito: a sétima dezena completara as seis necessárias. Calou-se, como se calado não estivesse, olhou para os lados, retornou, inúmeras vezes, a confirmar os acertos, e sentiu um frêmito inexplicável: “- Besteira!”. Depois, mais nada, apenas um torvelinho de pensamentos desconexos lhe chegava.
Ninguém deveria tomar conhecimento,..., Assalto…; pedidos de empréstimo; inveja; interesses. Como ajudar, no anonimato? Vivia tudo ao mesmo tempo, sem ainda ter tomado posse do seu quinhão, sem esperar a chegada do dia seguinte; era sair do banco, fazer as contas daquilo que auferiria a cada mês, ir ao trabalho explicar como gostaria de retirar-se, aos poucos, daquela rotina, e enveredar por outras atividades, e etc., etc., etc. Tudo em que pensava dava certo na sua conclusão.
No dia seguinte, pouco dormido, tomou um caminho distinto daquele que, normalmente, seguiria, a fim de chegar ao seu tesouro; como um desviado da lei, procurou não ser visto por não olhar para ninguém, como se, assim procedendo, as pessoas não pudessem enxergá-lo ao passar, ao entrar naquele estabelecimento. E foi ter com o gerente, seu conhecido, com quem não chegou nem mesmo a trocar cumprimentos, concluídas as formalidades do crédito e investimento na conta. Foi tomado pelo desfile de toda a sua existência, até a recente troca do dinheiro pela redução dos anos de vida, tudo tão rápido quanto uma centelha. Sentiu as vozes se esvaindo, os sons a se confundirem e entrou no céu das fantasias com a certeza de que era o que lhe restara usufruir naqueles instantes derradeiros.
José Arraes de Alencar Ximenes, empresário, Administrador de empresas, cratense radicado em Recife. Na foto, posa ao lados das tias Almina e Anilda Arraes.
Conpam abre seleção pública
As Unidades de Conservação do Estado terão seus gestores escolhidos através de uma seleção. A novidade foi anunciada pelo presidente do Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente, Paulo Henrique Lustosa, cujo aval foi concedido pelo governador Cid Gomes, para contratar 23 vagas em cargo comissionado, através de seleção pública simplificada para Supervisores de Núcleo. O edital deve ser publicado na edição de hoje, dia 2 de setembro, do Diário Oficial.
As inscrições começam na segunda-feira ,5/9 e vão até quarta-feira, 14/9. Os interessados devem dirigir-se a sede do Conpam, das 8h30min às 12h e das 13h30min às 17h, com documentos e currículo. A seleção será feita em duas etapas, uma de análise curricular e a outra por entrevista. Os aprovados saberão posteriormente em qual unidade irá exercer suas atividades. A carga é de 40 horas semanais de trabalho, com validade de dois anos.
Documentos necessários
O candidato deve ter formação em Biologia e nas Engenharias: Agronômica, de Pesca, Florestal, Ambiental e Civil, Geografia, Geologia, Oceanografia, Tecnologia em Saneamento Ambiental, Tecnologia em Gestão Ambiental e Turismo e disponibilidade para viagem.
As cópias dos documentos, Identidade, CPF, Título, Certidão Militar, Diplomas devem ser autenticadas em cartório, precisa também apresentar comprovante de endereço e duas fotos 3X4 colorida.
Atividades
Dentre as tarefas, do supervisor de núcleo, estão na obrigatoriedade de participar da elaboração e implantação dos planos de manejo das Unidades de Conservação, realizar inspeção, elaborar diagnóstico e avaliar Estudos de Impactos Ambientais, articular o funcionamento dos Conselhos Gestores, promover pesquisas e participar de audiências públicas.
As Unidades de Conservação
Parque Ecológico do Cocó, Parque Botânico do Ceará, Parque Estadual Marinho da Pedra da Risca do Meio, Parque Estadual das Carnaúbas, Parque Estadual Sítio Fundão, Estação Ecológica do Pecém, Monumento Natural Monólitos de Quixadá, Monumento Natural das Falésias de Beberibe, APA da Lagoa de Jijoca, APA do Lagamar do Cauípe, APA da Serra de Aratanha, APA da Serra de Baturité, APA da Bica do Ipu, APA da Lagoa do Uruaú, APAs dos estuários do rios Ceará, Mundaú, Pacoti e Curu, APAs das Dunas da Lagoinha e de Paracuru, APAs do Pecém e do Sítio Curió.
Serviço
Local da Inscrição: sede do Conpam, na rua Osvaldo Cruz, 2366, Dionísio Torres.
Setor: Recursos Humanos
Período: 05/09 a 14/09/2011
Valor: DAS-1: R$1.225,00 da representação e R$ 122,50, do vencimento
Assessoria de Comunicação
Elizabeth Rebouças (Coordenadora)e Ester Oliveira (Articuladora e Ouvidora)
Contatos:31011235 ou 88482022
domingo, 4 de setembro de 2011
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Pérola da MPB
Recomeçar
Elton Medeiros
Recomeçar do restou de uma paixão
Voltar de novo à mesma dor sem razão
guardar no peito a mágoa sem reclamar
Acreditar no sol da nova manhã
Dizer adeus e renunciar
Vestira a capa de cobrir solidão
Para poder chorar
Somente o tempo faz a gente lembrar
Do sofrimento que não quis perdoar
E todo mal reprimido
Pode afinal nos deixar
A vida tem seu renascer de uma dor
Toda ferida um dia tem que fechar
E quem secou esse pranto
Pode novamente amar
Composição: Elton Medeiros/Paulinho da Viola
Dia do florista
Rancho das Flores- Vinícius de Moraes
Entes as prendas com que a natureza
Alegrou este mundo onde há tanta tristeza
A beleza das flores realça em primeiro lugar
É um milagre do aroma florido
Mais lindo que todas as graças do céu
E até mesmo do mar
Olhem bem para a rosa
Não há mais formosa
É flor dos amantes
É rosa-mulher
Que em perfume e em nobreza
Vem antes do cravo
E do lírio e da Hortência
E da dália e do bom crisântemo
E até mesmo do puro e gentil malmequer
E reparem no cravo o escravo da rosa
Que é flor mais cheirosa
De enfeite sutil
E no lírio que causa o delírio da rosa
O martírio da alma da rosa
Que é a flor mais vaidosa e mais prosa
Entre as flores do nosso Brasil
Abram alas pra dália garbosa
Da cor mais vistosa
Do grande jardim da existência das flores
Tão cheias de cores gentis
E também para a Hortência inocente
A flor mais contente
No azul do seu corpo macio e feliz
Satisfeita da vida
Vem a margarida
Que é a flor preferida dos que tem paixão
E agora é a vez da papoula vermelha
A que dá tanto mel pras abelhas
E alegra este mundo tão triste
No amor que é o meu coração
E agora que temos o bom crisântemo
Seu nome cantemos em verso e em prosa
Porém que não tem a beleza da rosa
Que uma rosa não é só uma flor
Uma rosa é uma rosa, é uma rosa
É a mulher rescendendo de amor
CRATO ASSIM COMO LÍGIA DO TOM JOBIM - por José do Vale Pinheiro Feitosa
Colaboração de Ismênia Maia
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
45 metros - José Nilton Mariano Saraiva
Quando o Tempo É Curto - Aloísio
Meu caminhar é ligeiro
Tenho que chegar
Onde quero ir
Não há nenhuma parada
Nessa caminhada
Tudo é muito rápido
Com sinal aberto, sigo em frente
Não escuto o cantar dos pássaros
Não vejo as pessoas passarem
Não há tempo para recordações
Atropelo os pensamentos
É tudo real
Assim a vida passa
“Tanta coisa que eu tinha a dizer” (1)
“Num samba curto” (1)
As dúvidas não se dissipam
A vida segue o rumo
Quando o tempo é curto.
(1) Sinal Fechado / Num Samba Curto - Músicas do genial Paulinho da Viola
Aldir Blanc
Um Parque ecológico que não saiu do papel
Baião Da Penha
Composição: David Nasser/Guio de Moraes
.
Demonstrando a minha fé
Vou subir a Penha a pé
Pra fazer minha oração
Vou pedir à padroeira
Numa prece verdadeira
Que proteja o meu baião
Penha! Penha!
Eu vim aqui me ajoelhar
Venha, venha,
Trazer paz para o meu lar.
Nossa Senhora da Penha
Minha voz talvez não tenha
O poder de te exaltar
Mas de bênção padroeira
Pressa gente brasileira
Que quer paz pra trabalhar
Penha, Penha
Eu vim aqui me ajoelhar
Venha, Venha
Trazer paz para o meu lar
Nossa Senhora da Penha de França
A "arte da prudência" - José Nilton Mariano Saraiva
Com a reflexão acima, queremos fazer referência, em passant, ao regime político vigente no Brasil – o presidencialismo - já que, em razão da necessidade de constituição de uma necessária base de apoio sólida e ampla (mesmo que heterogênea) a fim de viabilizar a tal “governabilidade” o ocupante da função há de ter “estômago de avestruz”, especializar-se na arte de engolir lagartos, sapos, cobras e outros similares, a fim de aprovar projetos de interesse do país, sem que com isso tenha de abdicar ou deixar de punir os que não se enquadrem nos padrões estabelecidos na seara da moralidade administrativa (e é triste constatar que essa é uma das características do nosso regime: o poder Executivo, de certa forma, tende a tornar-se refém do Legislativo, onde impera o “jeitinho”, o beneficiar-se primeiro, o corporativismo exacerbado).
Irresponsavelmente, no entanto, de certo tempo até esta quadra, por pirraça ou mesmo por querer ver o circo pegar fogo, alguns oposicionistas que têm no radicalismo, na intolerância e no sectarismo sua bandeira primeira, questionam o fato de a presidenta Dilma Rousseff usar do comedimento, da prudência e de uma “paciência chinesa” pra definir-se em relação às sérias acusações assacadas contra alguns dos seus principais auxiliares, suspeitos de malfeitos (e aí, chegam ao absurdo da insensatez, ao acusá-la de ser leniente com a corrupção),
Por essa razão, é bom que todos tomem conhecimento que nos últimos oito anos (a partir do primeiro governo Lula da Silva), nada menos que 2.840 (dois mil oitocentos e quarenta) funcionários federais foram postos no olho da rua, 281 foram destituídos dos cargos em comissão e 204 tiveram aposentadorias cassadas, em virtude, principalmente, do recebimento de propinas e de crimes de improbidade administrativa; especificamente no governo Dilma Rousseff, só nos primeiros sete meses da sua gestão, além dos graduados (e tidos como intocáveis) quatro ministros que receberam o “bilhete azul”, nada menos que 328 funcionários foram demitidos, sem choro nem vela, em razão de se conduzirem de maneira inapropriada na condução da “coisa pública” (dados divulgados pela Controladoria Geral da União-CGU, posição em julho/11).
Reconheçamos que ainda é muito pouco, porque corrupto e desonesto é o que não falta nesse mundo, mas a “arte da prudência” e o bom senso adotado pela nossa presidenta parece-nos o mais recomendável.
No mais, apesar da presidenta Dilma Rousseff ter decepcionado determinados segmentos da sociedade (em razão da prudência adotada, de par com a firmeza das suas decisões), em compensação acaba de ser escolhida por um qualificado e respeitável júri internacional como a terceira mulher mais influente do mundo (atrás da dura chanceler alemã Ângela Merkel e da poderosíssima secretária de estado americana, Hillary Clinton), em razão do comando sereno, firme e profícuo que imprimiu à frente de uma potência complexa como o é o nosso Brasil.
E isso se acha refletido no apoio e aprovação demonstrados pela imensa maioria da população brasileira, conforme demonstram os últimos números tabulados.
As chances do amanhã - Emerson Monteiro
Em sua recente visita a Juazeiro do Norte, em 27 de agosto de 2011, o professor Leonardo Boff afirmou que o Brasil tem tudo para ser a grande nação da Humanidade, caso haja tempo para isso na história.
No entanto, métodos recentes de transferência do poder exigirão a participação popular melhor esclarecida no processo de escolher os líderes, assim reconhecidos pelas urnas. Antes, porém, porque heranças de sangue determinavam fixações da linhagem sucessória, sem amplas possibilidades a todos nada permitia. Vem daí a virtude do voto participar com gosto e sabedoria no preenchimento dos cargos e posições públicas.
Visto dessa maneira, o sagrado nas escolhas generaliza o poder do cidadão, pobre ou rico, para crescer nas próprias pernas, através seleções democráticas. Regime quase perfeito (?!). Pessoas ainda imperfeitas (!).
Enquanto parece não prever qualquer falha, os atores do drama político seguem nas vacilações de seculares defeitos, quase sempre de origem moral, sem virtudes. Poucos se permitem ao luxo da integridade de uma cena limpa, de valores identificados com a Ética, nas trilhas formais dos sonhos sociais.
E os políticos se deixam levar pelas ilusões das carências grosseiras, da acumulação de força, invés de servirem ao povo e, em consequência, à grande sociedade humana. Avançam sobre o bolo público quais feras famintas, vorazes rapinantes, esquecidos que são parte de um todo e ocupam postos vitais forçando a escolha de que muito precisam na qualidade, para apenas fazerem o favor deles próprios, ou dos seus financiadores, aos olhos crédulos de eleitores inconscientes.
Nos Estados Unidos, gloriado exemplo do sistema quase perfeito (?) do capitalismo, análises não se cansam de falar nas forças poderosas que dominam as instituições, como heranças em crise, cujos remendos principiam a fazer água, maquiados pelas tintas da imprensa monumental, campeões internacionais.
O capitalismo assumiu papel de estrada principal dos modelos econômicos, levando-os a considerar altar exclusivo da civilização. As decisões mais sérias dos americanos ainda valem de consenso aos povos mais distantes.
E passamos ao melancólico estágio de massa falida que vota por dever e se engana por resultados, vítima da falta de opção, de métodos e aplicações corretas das leis do Estado moderno. - O quê e como fazer?
Aqueles que aprenderam nos bancos da experiência usam a política como instrumento particular; transformam-na em banda pensa da roleta da ingenuidade, em prejuízo da enorme periferia faminta. O padecimento dessa falta de juízo devora as carnes dos que se entregam a preço de banana, atenuando (quem sabe?) as culpas dos líderes de ocasião, vivos no meio dos escombros fumegantes dessa irresponsabilidade coletiva.





