por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Hoje, dia 21, o Conselho Municipal de Cultura fará o lançamento dos prêmios literários em cerimônia que acontecerá no Les Artistes Café-Teatro, a partir das 19hs. Na ocasião todos os vencedores receberão uma cota com 100 livros, o que corresponde a 10% do total de impressos. Os demais serão distribuídos nas bibliotecas municipais  e instituições dos segmentos cultural e educacional. Os vencedores nas 14 categorias são escritores de todo o Brasil e da região Norte, alguns deles revelados neste prêmio. O destaque vai para as seis categorias regionais.

Na cerimônia de entrega dos livros dos Prêmios Literários Cidade de Manaus, também será lançado o livro “A Catedral Metropolitana de Manaus”, de Mário Ypiranga Monteiro. Esta 2ª edição vem revisada e aumentada pelo autor ainda em vida, mas com publicação articulada por sua filha Marita Monteiro, com o apoio da ManausCult.

O livro fala da Catedral de Manaus, desde sua inauguração oficial em 1878. Este importante ícone da cultura religiosa de nossa cidade é contado por Mário Ypiranga Monteiro com riqueza de detalhes.

O evento contará também com a presença do Arcebispo de Manaus Dom Luiz Soares Vieira, que assina o comentário da orelha do livro.



Abaixo, lista completa dos escritores premiados:



I – Prêmio Álvaro Maia, destinado ao melhor Romance ou Novela



José Humberto da Silva Henriques: A TRAVESSIA DAS ARARAS AZUIS



Categoria Regional



Edilson Ferreira de Souza: O VATICÍNIO – PROMESSA DE AMOR E TRAGÉDIA



II – Prêmio Arthur Engrácio, destinado ao melhor livro de Contos



José Everardo Arraes de Alencar Norões: O FABRICANTE DE HISTÓRIAS

(...)

Everardo Norões!


Edição de - Literatura
O economista das letras
Fonte: Divulgação Clique para Ampliar
A literatura proporciona oxigênio valioso para a vida, assegurando fôlego extra na quase inapreensível aventura do existir. Como tal, nessa imensa floresta de livros e de autores pela qual podemos transitar a fim de respirar com mais ânimo, alguns integram bosques (estabilizados ou em formação); outros, os incomuns, configuram maciços impressionantes, despontando no horizonte cultural como araucárias, plátanos, sumaumeiras, sequoias, inspirados e inspiradores. Sua condição, é de crer, decorre de sabedoria, persistência, virtuosismo e maturidade. Afinal, uma árvore sólida, de raízes firmes, imponente, jamais se formaria em alguns poucos anos, ou com poucas leituras e parcas aprendizagens.
Na poesia, espécime dessa estirpe é o poeta cearense Everardo Norões, nascido em 1944, no Crato, sul do seu Estado, na divisa com o extremo Oeste de Pernambuco. Por conta dessas origens, para continuar os estudos Everardo radicou-se no Recife, onde, por sinal, segue residindo na atualidade, ao lado da esposa, a artista plástica Sônia. Na capital pernambucana, graduou-se em Economia. Em paralelo a essa atividade profissional, porém, nunca abdicou da percepção mais ampla da existência, através do apreço pela leitura e pelas artes.
A exemplo do que ocorreu com muitos intelectuais de sua geração, o recrudescimento da ditadura militar, nos anos 60, motivou a ida de Everardo e de Sônia para o exterior. No exílio, o poeta viveu na França, na Argélia e em Moçambique. A distância em relação às origens acentuou a análise crítica do ambiente político e social. Iluminou, igualmente, em seus escritos, o caráter de protesto diante do cerceamento à liberdade, das desigualdades, da violência.
Com privilegiada intuição estética, sua poesia, límpida e nobre, fala a um só tempo ao coração e ao intelecto. Os versos de Everardo requerem um leitor especialmente atento, determinado a apreender conteúdos e imagens embalados em fértil camada de referenciais. Exsuda, de sua obra, uma espécie de pátina suave, nostálgica, a cobrir tempos e espaços, que aquece a alma e nutre o devir. Fazendo jus a sua área de formação, Everardo é econômico, sóbrio, hábil nas metáforas e no manuseio dos infinitos recursos da linguagem poética.

INTERAÇÃO – A estreia de Everardo Norões ocorreu com Poemas argelinos, em 1981. Seguiram-se os volumes Poemas, em 2000; e Nas entrelinhas do mundo, em parceria com Abelardo Baltar, em 2002. A rua do padre inglês, de 2006, firmou sua chegada à carioca 7 Letras, com carinhosa e inspirada apresentação de Marco Lucchesi.
Seu impulso expressivo reapareceu, universal, em Retábulo de Jerônimo Bosch, de 2008, e em Poeiras na réstia, de 2010, ambos pela 7 Letras. Em paralelo, Everardo exercitou a crítica literária, com resenhas e ensaios de invejável mergulho intelectual, alguns dos quais compartilha em seu blog, www.retabulodejeronimobosch.blogspot.com. Nesse ambiente, empenha-se em divulgar a obra de seus pares, especialmente os do grupo do Recife ou do Nordeste, aproximando-os de outras regiões.
O fabricante de emoções
Everardo Norões dialoga de forma privilegiada com seus conterrâneos cearenses, entre eles o poeta Majela Colares e o romancista Ronaldo Correia de Brito, igualmente radicados no Recife. Com este último, assina em coautoria as peças Auto das portas do céu e Nascimento da bandeira.
Há que se mencionar ainda o Everardo tradutor, que contribuiu para a efetivação da antologia poética do mexicano Carlos Pellicer, lançada pela Ensol, em versão realizada ao lado de um time formado, entre outros, por Ivo Barroso e Thiago de Mello (Thiago, aliás, refere efusivamente Everardo em sua antologia Poetas da América de canto castelhado, lançada em 2011 pela Global).
Em favor da integração literária latinoamericana, ao lado de Diego Raphael, Norões concretizou a antologia El río hablador/O rio que fala (Ensol/7 Letras), com a tradução de poesia peruana da segunda metade do século XX. Em outra frente, revela conhecimento da literatura francesa, a exemplo de sua dissertação de mestrado em Letras, sobre a obra de Jean-Claude Pinson, apresentada à UFPE em 2009.
Em um gênero no qual ainda é menos conhecido, o dos contos, aparece em grande estilo, tendo sido anunciado vencedor, recentemente, do Prêmio Literário Cidade de Manaus, com o volume O fabricante de histórias, a ser lançado brevemente. E na próxima semana, por sinal, começa a ser distribuída a sua mais recente incursão pela poesia, o livro W.B. ou os dez caminhos da cruz.
Em toda essa fértil produção, com simpatia, simplicidade, engajamento e amizade, Everardo firma sua condição de autor diferenciado na literatura brasileira. Sereno e atencioso, paira muito acima da média na floresta das letras, como leitura inspiradora, que oxigena mentes e corações.
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Hora Final - Léon Denis

“Quantas existências, quantos corpos, quantos séculos, quantos serviços, quantos triunfos, quantas mortes necessitamos ainda?André Luiz




Que se passa no momento da morte e como se desprende o Espírito da sua prisão material? Que impressões ou sensações o esperam nessa ocasião temerosa? É isso o que interessa a todos conhecer, porque todos cumprem essa jornada. A vida foge-nos a todo instante: nenhum de nós escapará à morte.
As sensações que precedem e se seguem à morte são infinitamente variadas e dependentes, sobretudo do caráter, dos méritos, da elevação moral do Espírito que abandona a Terra. A separação é quase sempre lenta e o desprendimento da alma opera-se gradualmente. Começa, algumas vezes, muito tempo antes da morte e só se completa quando ficam rotos os últimos laços fluídicos que unem o perispírito ao corpo. A impressão sentida pela alma revela-se penosa e prolongada quando esses laços são mais fortes e numerosos. Causa permanente da sensação e da vida, a alma experimenta todas as comoções, todos os despedaçamentos do corpo material.
Dolorosa, cheia de angústias para uns, a morte não é, para outros, senão um sono agradável seguido de um despertar silencioso. O desprendimento é fácil para aquele que previamente se desligou das coisas deste mundo, para aquele que aspira aos bens espirituais e que cumpriu os seus deveres. Há, ao contrário, luta, agonia prolongada no Espírito preso à Terra, que só conheceu os gozos materiais e deixou de preparar-se para essa viagem.
Entretanto, em todos os casos, a separação da alma e do corpo é seguida de um tempo de perturbação, fugidio para o Espírito justo e bom, que desde cedo despertou ante todos os esplendores da vida celeste; muito longo, a ponto de abranger anos inteiros, para as almas culpadas, impregnadas de fluidos grosseiros. Grande número destas últimas crê permanecer na vida corpórea, muito tempo mesmo depois da morte. Para estas, o perispírito é um segundo corpo carnal, submetido aos mesmos hábitos e, algumas vezes, às mesmas sensações físicas como durante a vida terrena.
Outros Espíritos de ordem inferior se acham mergulhados em uma noite profunda, em um completo insulamento no seio das trevas. Sobre eles pesa a incerteza, o terror. Os criminosos são atormentados pela visão terrível e incessante das suas vítimas.
A hora da separação é cruel para o Espírito que só acredita no nada. Agarra-se como desesperado a esta vida que lhe foge; no supremo momento insinua-se-lhe a dúvida; vê um mundo temível abrir-se para abismá-lo e quer, então, retardar a queda. Daí, uma luta terrível entre a matéria, que se esvai, e a alma, que teima em reter o corpo miserável. Algumas vezes, ela fica presa até à decomposição completa, sentindo mesmo, segundo a expressão de um Espírito, “os vermes lhe corroerem as carnes”.
Pacífica, resignada, alegre mesmo, é a morte do justo, a partida da alma que, tendo muito lutado e sofrido, deixa a Terra confiante no futuro. Para esta, a morte é a libertação, o fim das provas. Os laços enfraquecidos que a ligam à matéria destacam-se docemente; sua perturbação não passa de leve entorpecimento, algo semelhante ao sono.
Deixando sua residência corpórea, o Espírito, purificado pela dor e pelo sofrimento, vê sua existência passada recuar, afastar-se pouco a pouco com seus amargores e ilusões; depois, dissipar-se como as brumas que a aurora encontra estendidas sobre o solo e que a claridade do dia faz desaparecer. O Espírito acha-se, então, como que suspenso entre duas sensações: a das coisas materiais que se apagam e a da vida nova que se lhe desenha à frente. Entrevê essa vida como através de um véu, cheia de encanto misterioso, temida e desejada ao mesmo tempo. Após, expande-se a luz, não mais a luz solar que nos é conhecida, porém uma luz espiritual, radiante, por toda parte disseminada. Pouco a pouco o inunda, penetra-o, e, com ela, um tanto de vigor, de remoçamento e de serenidade. O Espírito mergulha nesse banho reparador. Aí se despoja de suas incertezas e de seus temores. Depois, seu olhar destaca-se da Terra, dos seres lacrimosos que cercam seu leito mortuário, e dirige-se para as alturas. Divisa os céus imensos e outros seres amados, amigos de outrora, mais jovens, mais vivos, mais belos que vêm recebê-lo, guiá-lo no seio dos espaços. Com eles caminha e sobe às regiões etéreas que seu grau de depuração permite atingir. Cessa, então, sua perturbação, despertam faculdades novas, começa o seu destino feliz.
A entrada em uma vida nova traz impressões tão variadas quanto o permite a posição moral dos Espíritos. Aqueles – e o número é grande – cujas existências se desenrolam indecisas, sem faltas graves nem méritos assinalados, acham-se, a princípio, mergulhados em um estado de torpor, em um acabrunhamento profundo; depois, um choque vem sacudir-lhes o ser. O Espírito sai, lentamente, de seu invólucro: como uma espada da bainha; recobra a liberdade, porém, hesitante, tímido, não se atreve a utilizá-la ainda, ficando cerceado pelo temor e pelo hábito aos laços em que viveu. Continua a sofrer e a chorar com os entes que o estimaram em vida. Assim corre o tempo, sem ele o medir; depois de muito, outros Espíritos auxiliam-no com seus conselhos, ajudando a dissipar sua perturbação, a libertá-lo das últimas cadeias terrestres e a elevá-lo para ambientes menos obscuros.
Em geral, o desprendimento da alma é menos penoso depois de uma longa moléstia, pois o efeito desta é desligar pouco a pouco os laços carnais. As mortes súbitas, violentas, sobrevindo quando a vida orgânica está em sua plenitude, produzem sobre a alma um despedaçamento doloroso e lançam-na em prolongada perturbação. Os suicidas são vítimas de sensações horríveis. Experimentam, durante anos, as angústias do último momento e reconhecem, com espanto, que não trocaram seus sofrimentos terrestres senão por outros ainda mais vivazes.
O conhecimento do futuro espiritual e o estudo das leis que presidem a desencarnação são de grande importância como preparativos à morte. Podem suavizar os nossos últimos momentos e proporcionar-nos fácil desprendimento, permitindo mais depressa nos reconhecermos no mundo novo que se nos desvenda.

Texto retirado do livro “Depois da Morte” - Léon Denis

Um ato que se repete.
Começa no primeiro instante,
no corte umbilical
E com isso a vida diz :
aprende a conviver, amar e separar !
 
Um amigo especial está fora de mim
Com ele se foi a poesia
ou a poesia persiste em mim?
 
Os amores não se perdem
quando as pessoas de nós
se despedem
O amor se inaltera, e até cresce...
Mesmo no silêncio !
 
socorro moreira
Até a poesia do teu silêncio

me preenche

E o nosso encontro,

na linha do horizonte,

em qual Janeiro será?
 
(socorro moreira)
manhã chuvosa
mágoas lavadas
vivem o dom e o tom
- novo dia !

sem cereja na boca
sem graúna nos olhos
ocidental nos anelos
calos de rendeira
- azeitado desejo

um cheiro de flor
lembra a nossa história
acorda,
tá na hora...
- o sol voltou !

socorro moreira

Se não houvesse...

se não houvesse relógio
se não houvesse trem
se a felicidade fosse vendida
e a alegria também
muito dinheiro teria
o pobre, que alegria tem.
felicidade teria
o rico, que poder tem.
e o homem seria livre
e o mundo, livre também!

(socorro moreira)

Por Stela Siebra de Brito





Há 93 anos atrás, em 15 de Janeiro de 1919, era assassinada Rosa Luxemburgo e Karl Liebknetch. Rosa foi uma das inspirações para o nome da minha filha. O que mais me atrai em Rosa, uma das maiores revolucionárias marxi...stas, era que nela irradiava lirismo, amor, paixão as pessoas que a rodeavam e a natureza. Como fica claro nessa carta que ela escreveu a amiga Sonia Liebknecht:

“Dentro de mim sinto-me bem mais em casa num pequeno canto de jardim como aqui, ou no campo, sentada na grama, cercada de abelhas, que num congresso do partido. Posso dizer-lhe isto tranquilamente, você não vai desconfiar de que estou traindo o socialismo. Você sabe, espero, apesar de tudo, morrer no meu posto, numa batalha de rua ou nos trabalhos forçados. Mas o meu eu mais profundo pertence antes aos meus
passarinhos mais do que aos meus camaradas'” (02/05/1917)



tomei emprestado do meu amigo Antonio Paulo.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013



Receita de Chantilly Caseiro (Duas Versões)
Duas opções de chantilly para suas receitas!
Receita de Chantilly Caseiro (Duas Versões)
Chantilly
Ingredientes
  • 1 lata de creme de leite gelado e sem soro
  • 3 colheres (de sopa) de açúcar
  • 1 pitada de fermento em pó
  • 100 gramas de manteiga
  • ½ colher (café) de essência de baunilha
Modo de preparo
Na batedeira, bata a manteiga, o açúcar e a essência até ficar um creme. Acrescente o creme de leite e o fermento e bata por mais 5 minutos. Leve à geladeira por no mínimo 30 minutos.

2ª Versão

O legítimo chantilly (com creme de leite fresco)
Ingredientes
  • 500 gramas de creme de leite fresco bem gelado
  • 4 colheres (de sopa) de açúcar
  • Essência de sua preferência
Modo de preparo
Bata na batedeira em velocidade média até criar consistência. Mais ou menos 5 minutos.

POEMINHA SENTIMENTAL

O meu amor, o meu amor, Maria
É como um fio telegráfico da estrada
Aonde vêm pousar as andorinhas...
De vez em quando chega uma
E canta
(Não sei se as andorinhas cantam, mas vá lá!)
Canta e vai-se embora
Outra, nem isso,
Mal chega, vai-se embora.
A última que passou
Limitou-se a fazer cocô
No meu pobre fio de vida!
No entanto, Maria, o meu amor é sempre o mesmo:
As andorinhas é que mudam.
Mario Quintana

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

POR QUE A REPUBLICA NO BRASIL - TEXTO I


A Proclamação da República Brasileira foi um levante político-militar ocorrido em 15 de novembro de 1889 que instaurou a forma republicana federativa presidencialista de governo no Brasil, derrubando a monarquia constitucional parlamentarista do Império do Brasil e, por conseguinte, pondo fim à soberania do imperador Pedro II. Foi, então, proclamada a República dos Estados Unidos do Brasil.
A proclamação ocorreu na Praça da Aclamação (atual Praça da República), na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Império do Brasil, quando um grupo de militares do exército brasileiro, liderados pelo marechal Deodoro da Fonseca, destituiu o imperador e assumiu o poder no país.
Foi instituído, naquele mesmo dia 15, um governo provisório republicano. Faziam parte, desse governo, organizado na noite de 15 de novembro de 1889, o marechal Deodoro da Fonseca como presidente da república e chefe do Governo Provisório; o marechal Floriano Peixoto como vice-presidente; como ministros, Benjamin Constant Botelho de Magalhães, Quintino Bocaiuva, Rui Barbosa, Campos Sales, Aristides Lobo, Demétrio Ribeiro e o almirante Eduardo Wandenkolk, todos membros regulares da maçonaria brasileira.

A Situação Política do Brasil em 1889O governo imperial, através do 37º e último gabinete ministerial, empossado em 7 de junho de 1889, sob o comando do presidente do Conselho de Ministros do Império, Afonso Celso de Assis Figueiredo, o Visconde de Ouro Preto, do Partido Liberal, Proclamação da República do Brasil
A Proclamação da República Brasileira foi um levante político-militar ocorrido em 15 de novembro de 1889 que instaurou a forma republicana federativa presidencialista de governo no Brasil, derrubando a monarquia constitucional parlamentarista do Império do Brasil e, por conseguinte, pondo fim à soberania do imperador Pedro II. Foi, então, proclamada a República dos Estados Unidos do Brasil.
A proclamação ocorreu na Praça da Aclamação (atual Praça da República), na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Império do Brasil, quando um grupo de militares do exército brasileiro, liderados pelo marechal Deodoro da Fonseca, destituiu o imperador e assumiu o poder no país.
Foi instituído, naquele mesmo dia 15, um governo provisório republicano. Faziam parte, desse governo, organizado na noite de 15 de novembro de 1889, o marechal Deodoro da Fonseca como presidente da república e chefe do Governo Provisório; o marechal Floriano Peixoto como vice-presidente; como ministros, Benjamin Constant Botelho de Magalhães, Quintino Bocaiuva, Rui Barbosa, Campos Sales, Aristides Lobo, Demétrio Ribeiro e o almirante Eduardo Wandenkolk, todos membros regulares da maçonaria brasileira.

A Situação Política do Brasil em 1889O governo imperial, através do 37º e último gabinete ministerial, empossado em 7 de junho de 1889, sob o comando do presidente do Conselho de Ministros do Império, Afonso Celso de Assis Figueiredo, o Visconde de Ouro Preto, do Partido Liberal, percebendo a difícil situação política em que se encontrava, apresentou, em uma última e desesperada tentativa de salvar o império, à Câmara-Geral, atual câmara dos deputados, um programa de reformas políticas do qual constavam, entre outras, as medidas seguintes: maior autonomia administrativa para as províncias, liberdade de voto, liberdade de ensino, redução das prerrogativas do Conselho de Estado e mandatos não vitalícios para o Senado Federal. As propostas do Visconde de Ouro Preto visavam a preservar o regime monárquico no país, mas foram vetadas pela maioria dos deputados de tendência conservadora que controlava a Câmara Geral. No dia 15 de novembro de 1889, a república era proclamada.
A Perda de Prestígio da Monarquia Brasileira
Muitos foram os fatores que levaram o Império a perder o apoio de suas bases econômicas, militares e sociais. Da parte dos grupos conservadores pelos sérios atritos com a Igreja Católica (na "Questão Religiosa"); pela perda do apoio político dos grandes fazendeiros em virtude da abolição da escravatura, ocorrida em 1888, sem a indenização dos proprietários de escravos.
Da parte dos grupos progressistas, havia a crítica que a monarquia mantivera, até muito tarde, a escravidão no país. Os progressistas criticavam, também, a ausência de iniciativas com vistas ao desenvolvimento do país (fosse econômico]], político ou social), a manutenção de um regime político de castas e o voto censitário, isto é, com base na renda anual das pessoas, a ausência de um sistema de ensino universal, os altos índices de analfabetismo e de miséria e o afastamento político do Brasil em relação a todos demais países do continente, que eram republicanos.
Assim, ao mesmo tempo em que a legitimidade imperial decaía, a proposta republicana - percebida como significando o progresso social - ganhava espaço. Entretanto, é importante notar que a legitimidade do Imperador era distinta da do regime imperial: Enquanto, por um lado, a população, de modo geral, respeitava e gostava de dom Pedro II, por outro lado, tinha cada vez em menor conta o próprio império. Nesse sentido, era voz corrente, na época, que não haveria um terceiro reinado, ou seja, a monarquia não continuaria a existir após o falecimento de dom Pedro II, seja devido à falta de legitimidade do próprio regime monárquico, seja devido ao repúdio público ao príncipe consorte, marido da princesa Isabel, o francês Conde D'Eu).
Embora a frase de Aristides Lobo (jornalista e líder republicano paulista, depois feito ministro do governo provisório), "O povo assistiu bestializado" à proclamação da república, tenha entrado para a história, pesquisas históricas, mais recentes, têm dado outra versão à aceitação da república entre o povo brasileiro. É o caso da tese defendida por Maria Tereza Chaves de Mello (A República Consentida, Editora da FGV, EDUR, 2007), que indica que a república, antes e depois da proclamação, era vista popularmente como um regime político que traria o desenvolvimento, em sentido amplo, para o país.

Antecedentes da Proclamação da RepúblicaA partir da década de 1870, como consequência da Guerra do Paraguai (também chamada de Guerra da Tríplice Aliança) (1864-1870), foi tomando corpo a ideia de alguns setores da elite de alterar o regime político vigente. Fatores que influenciaram esse movimento:
• O imperador dom Pedro II não possuía filhos, apenas filhas. O trono seria ocupado, após a sua morte, por sua filha mais velha, a princesa Isabel, casada com um francês, Gastão de Orléans, Conde d'Eu, o que gerava o receio em parte da população de que o país fosse governado por um estrangeiro.
• O fato de os negros terem ajudado o exército na Guerra do Paraguai e, quando retornaram ao país, permaneceram como escravos, ou seja, não ganharam a alforria de seus donos.

A Crise Econômica
A crise econômica agravou-se em função das elevadas despesas financeiras geradas pela Guerra da Tríplice Aliança, cobertas por capitais externos. Os empréstimos brasileiros elevaram-se de 3 000 000 de libras esterlinas em 1871 para quase 20 000 000 em 1889, o que causou uma inflação da ordem de 1,75 por cento ao ano.

A Questão Abolicionista
A questão abolicionista impunha-se desde a abolição do tráfico negreiro em 1850, encontrando viva resistência entre as elites agrárias tradicionais do país. Diante das medidas adotadas pelo Império para a gradual extinção do regime escravista, devido a repercussão da experiência mal sucedida nos Estados Unidos de libertação geral dos escravos ter levado aquele país à guerra civil, essas elites reivindicavam do Estado indenizações proporcionais ao preço total que haviam pago pelos escravos a serem libertados por lei. Estas indenizações seriam pagas com empréstimo externo.
Com a decretação da Lei Áurea (1888), e ao deixar de indenizar esses grandes proprietários rurais, o império perdeu o seu último pilar de sustentação. Chamados de "republicanos de última hora", os ex-proprietários de escravos aderiram à causa republicana.
Na visão dos progressistas, o Império do Brasil mostrou-se bastante lento na solução da chamada "Questão Servil", o que, sem dúvida, minou sua legitimidade ao longo dos anos. Mesmo a adesão dos ex-proprietários de escravos, que não foram indenizados, à causa republicana, evidencia o quanto o regime imperial estava atrelado à escravatura.
Assim, logo após a princesa Isabel assinar a Lei Áurea, João Maurício Wanderley, Barão de Cotegipe, o único senador do império que votou contra o projeto de abolição da escravatura, profetizou:
"A senhora acabou de redimir uma raça e perder um trono!" (Barão de Cotegipe)
A Questão Religiosa
Desde o período colonial, a Igreja Católica, enquanto instituição, encontrava-se submetida ao estado. Isso se manteve após a independência e significava, entre outras coisas, que nenhuma ordem do Papa poderia vigorar no Brasil sem que fosse previamente aprovada pelo imperador (Beneplácito Régio). Ocorre que, em 1872, Vital Maria Gonçalves de Oliveira e Antônio de Macedo Costa, bispos de Olinda e Belém do Pará respectivamente, resolveram seguir, por conta própria, as ordens do Papa Pio IX, não ratificadas pelo imperador e pelos presidentes do Conselho de Ministros, punindo religiosos ligados à maçonaria.
D. Pedro II, aconselhado pelos maçons, decidiu intervir na questão, solicitando aos bispos que suspendessem as punições. Estes se recusaram a obedecer ao imperador, sendo condenados a quatro anos de trabalho braçal (quebrar pedras). Em 1875, graças à intervenção do maçom Duque de Caxias, os bispos receberam o perdão imperial e foram colocados em liberdade. Contudo, no episódio, a imagem do império desgastou-se junto à Igreja Católica.

A Questão Militar
Os militares do Exército Brasileiro estavam descontentes com a proibição, imposta pela monarquia, pela qual os seus oficiais não podiam manifestar-se na imprensa sem uma prévia autorização do Ministro da Guerra. Os militares não possuíam uma autonomia de tomada de decisão sobre a defesa do território, estando sujeitos às ordens do imperador e do Gabinete de Ministros, formado por civis, que se sobrepunham às ordens dos generais. Assim, no império, a maioria dos ministros da guerra eram civis.
Além disso, frequentemente os militares do Exército Brasileiro sentiam-se desprestigiados e desrespeitados. Por um lado, os dirigentes do império eram civis, cuja seleção era extremamente elitista e cuja formação era bacharelesca, mas que resultava em postos altamente remunerados e valorizados; por outro lado, os militares tinham uma seleção mais democrática e uma formação mais técnica, mas que não resultavam nem em valorização profissional nem em reconhecimento político, social ou econômico. As promoções na carreira militar eram difíceis de serem obtidas e eram baseadas em critérios personalistas em vez de promoções por mérito e antiguidade.
A Guerra do Paraguai, além de difundir os ideais republicanos, evidenciou aos militares essa desvalorização da carreira profissional, que se manteve e mesmo acentuou-se após o fim da guerra. O resultado foi a percepção, da parte dos militares, de que se sacrificavam por um regime que pouco os consideravam e que dava maior atenção à Marinha do Brasil.

Arquivo internet

Lupeu Lacerda

ainda olho borboleta voando
sol se pondo
primeira estrela.
ainda amo
sonho
acredito.
ainda espero quem partiu
a noite
a notícia de riso.
ainda abraço apertado
namorada
filhas
amigos do peito.
...
acho que ainda tenho jeito.

Publicado por Stela Siebra

Um gato azul
e no azul do gato
a cinza do fogão
e o brilho de uma estrela.

Saber que Deus me olha
azul
nos olhos desse gato
na cinza do fogão
e no brilho da estrela.
(Daniel Lima – Poemas, CEPE, 2010)
Um gato azul
e no azul do gato
      a cinza do fogão
e o brilho de uma estrela.

Saber que Deus me olha
       azul
nos olhos desse gato
  na cinza do fogão 
      e no brilho da estrela.
(Daniel Lima – Poemas, CEPE, 2010)

domingo, 13 de janeiro de 2013



Receita de Bolo de Morango e Chantili

Culinária e Receitas – Not1

Ingredientes:
2 3/4 xícaras (chá) de farinha de trigo
2 1/2 xícaras (chá) de açúcar
1 colher (chá) de bicarbonato de sódio
3/4 de xícara (chá) de óleo
10 ovos
4 xícaras (chá) de leite
2 colheres (chá) de essência de baunilha
1/2 xícara (chá) de amido de milho
3 xícaras (chá) de morango picado
2 1/2 xícaras (chá) de chantili pronto

Receita de Bolo de Morango e Chantili Delicioso, Passo a Passo receita bolo morango chantilly 

Modo de Preparo:
1. Numa tigela, peneire a farinha com 1/3 de xícara (chá) do açúcar e o bicarbonato.
2. Em outra tigela, misture o óleo com 4 gemas até ficar homogêneo.
3. Junte 1 xícara (chá) de leite, 1 colher (chá) de essência de baunilha e misture bem.
4. Acrescente a mistura de farinha aos poucos, misturando sempre, até que a massa fique lisa.
5. Aqueça o forno em temperatura média.
6. Bata 6 claras até espumarem.
7. Junte 1 2/3 de xícara (chá) de açúcar e continue batendo, até obter picos firmes. Adicione as claras à massa aos poucos, mexendo sempre.
8. Divida a massa em duas formas com 23 cm de diâmetro, untadas e enfarinhadas, e leve ao forno por 25 minutos ou até que, ao espetar um palito de madeira, ele saia seco e limpo. Retire do forno e deixe amornar. Desenforme.
9. Prepare o recheio: misture 6 gemas com o amido e 1/2 xícara (chá) de açúcar até ficar homogêneo.
10. Numa panela, leve 3 xícaras (chá) de leite ao fogo até começar a ferver. Junte um pouco do leite fervente às gemas e misture bem. Leve ao fogo, mexendo até engrossar.
11. Retire do fogo e junte a baunilha restante.
12. Misture e deixe esfriar coberto com filme plástico. Quando estiver frio, misture com 2 xícaras (chá) de morango picado.
13. Corte os bolos ao meio e, em um prato, monte camadas de bolo e do recheio.
14. Corte alguns morangos ao meio e reserve. Cubra o bolo com o chantili e decore com os morangos reservados.


sábado, 12 de janeiro de 2013

O "inquilino" (transcrição)

Você mora de aluguel ??? Se sente infeliz por isso ???
Então, talvez lhe conforte saber que existem pessoas em situação pior que a sua. Sabe qual é mesmo o “inquilino” mais infeliz do mundo ???
É o espermatozóide !!!
Por que ???
Vejamos: mora com milhões de irmãos na casa do cacete; o apartamento é um ovo; o prédio é um saco; os vizinhos da frente, uns pentelhos; o de trás... só faz merda; e o proprietário, quando fica duro, bota todo mundo prá fora.
E aí, está mais resignado ??? Que sufoco, não ???