por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Antonio José Wghabi Filho


(Foto: Reprodução / MPB4.com.br)

O músico Antônio José Waghabi Filho, conhecido como Magro, morreu na manhã quarta-feira (8), aos 68 anos, em São Paulo, onde estava internado devido a um câncer. Nascido em Itaocara, na Região Noroeste do Rio de Janeiro, em 14 de novembro de 1943, o compositor, arranjador, instrumentista e vocalista integrava o quarteto MPB4, o principal grupo vocal masculino da música popular brasileira, que lamentou a morte em nota publicada no site oficial.

"Depois de longa luta pela vida, Antonio José Waghabi Filho, o Magro do MPB4, nos deixou. Com ele vai junto uma parte considerável do vocal brasileiro. Com ele foi a minha música. Fraternalmente, Aquiles", diz o texto. A última apresentação de Magro com o grupo foi no dia 8 de junho.

Segundo a família, o velório será na Beneficência Portuguesa de São Paulo, no bairro de Paraíso, na Zona Sul da capital paulista, na manhã desta quarta. O corpo será cremado nesta quinta (9), no Cemitério da Vila Alpina, na Zona Leste.

Magro estava internado no CTI do Hospital Santa Catarina, desde a última sexta-feira (3), devido a complicações de um câncer na próstata descoberto há 10 anos e já diagnosticado com metástase, e morreu de embolia pulmonar. Ele deixa um casal de filhos, Eduardo e Gabriela, e a mulher, Monica Thiele, do grupo vocal Vésper Vocal.

Tecladista, vibrafonista, clarinetista, saxofonista, percussionista, além de arranjador, compositor e cantor, começou seus estudos de piano com Pepita Machado ainda em Itaocara. Na cidade natal, fez parte, como segundo clarinetista, da banda de música Sociedade Musical Patápio Silva. Em 1959, mudou-se para Niterói (RJ), onde estudou com Eumir Deodato e Guerra Peixe (teoria musical), Isaac Karabtchewsky (regência) e Vilma Graça (solfejo), além de ter recebido orientação na prática de arranjos instrumentais com o maestro Lindolpho Gaya.

Começou sua carreira profissional em 1960, como vibrafonista do conjunto de bailes Praia Grande. Três anos depois, fundou o Quarteto do CPC com Miltinho, Ruy Faria (Dalmo Medeiros entrou em seu lugar em 2004) e Aquiles, que um ano depois virou MPB4, devido à extinção dos Centros Populares de Cultura (CPCs).

Arranjador de Chico e Vinicius
Em paralelo ao grupo, foi responsável por arranjos e orquestrações para discos de outros artistas, como Chico Buarque ("Chico Buarque de Holanda, volume 2" e "Construção"), Toquinho e Vinicius de Moraes, Tunay e Simone, entre outros.

Em 2001 e 2002, dirigiu e mixou o seu primeiro CD independente, como arranjador vocal e diretor musical do conjunto vocal Toque de Arte.

Entre as obras mais reconhecidas, estão arranjos vocais para "Lamentos", de Pixinguinha e Vinicius; "Roda viva", de Chico; "Cálice" (Gilberto Gil e Chico); e "Cio da terra" (Milton Nascimento e Chico).
tópicos:

Itaocara,
São Paulo



Beijo - por Socorro Moreira

Foco num beijo.
Vento carrega os meus , e sai por aí, beijando folhas


Beijo e suspiro combinam com carinho expresso
A gente beberica
e deixa na boca um gostinho de céu

Beijo é remédio leve , sem tarja preta
Ansiolítico do corpo e da alma

Fica na pele
É pancada da brisa...

Betinho




Herbert José de Sousa, conhecido como Betinho, (Bocaiúva, 3 de novembro de 1935 — 9 de agosto de 1997) foi um sociólogo e ativista dos direitos humanos brasileiro. Concebeu e dedicou-se ao projeto Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida.

Herbert Jose de Souza nasceu no norte de Minas Gerais e, junto com seus dois irmãos - o cartunista Henfil e o músico Chico Mário, herdou da mãe a hemofilia, e desde a infância sofreu com outros problemas, como a tuberculose. "Eu nasci para o desastre, porém com sorte" - costumava dizer.

Foi criado em ambientes inusitados: a penitenciária e a funerária, onde o pai trabalhava. Mas sua formação teve grande influência dos padres dominicanos, com os quais travou contato na década de 1950. Integrou a JEC (Juventude Estudantil Católica), a JUC (Juventude Universitária Católica) e, em 1962, fundou a AP (Ação Popular), da qual foi o primeiro coordenador.

Concluiu seus estudos universitários em Sociologia, no ano de 1962. Durante o governo de João Goulart assessorou o MEC, chefiou a Assessoria do Ministro Paulo de Tarso Santos, e defendeu as Reformas de base, sobretudo a reforma agrária.

Com o golpe militar, em 1964, mobilizou-se contra a ditadura, sem nunca esquecer as causas sociais, porém. Com o aumento da repressão, foi obrigado a se exilar no Chile, em 1971. Lá assessorou Salvador Allende, até sua deposição em 1973. Conseguiu escapar do golpe de Pinochet refugiando-se na embaixada panamenha. Posteriormente morou no Canadá e no México. Durante esse período foram reforçadas as suas convicções sobre a democracia - que ele julgava ser incompatível com o sistema capitalista.

Foi homenageado como "o irmão do Henfil" na canção "O bêbado e a equilibrista", de João Bosco e Aldir Blanc, gravada por Elis Regina - "Meu Brasil / que sonha com a volta do irmão do Henfil / de tanta gente que partiu…" - à época da Campanha pela Anistia aos presos e exilados políticos. Anistiado em 1979, voltou ao Brasil.

Em 1981, junto com os economistas Carlos Afonso e Marcos Arruda, fundou o IBASE - Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas. e passou a se dedicar à luta pela reforma agrária, sendo um de seus principais articuladores. Nesse sentido conseguiu reunir, em 1990, milhares de pessoas no Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro, em manifestação pela causa.

Betinho também integrou as forças que resultaram no impeachment do Presidente da República Fernando Collor. Mas o projeto pelo qual se imortalizou foi, provavelmente, a Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida, movimento em favor dos pobres e excluídos.

Em 1986 Betinho descobriu ter contraído o vírus da AIDS em uma das transfusões de sangue a que era obrigado a se submeter periodicamente devido à hemofilia. Em sua vida pública esse fato repercutiu na criação de movimentos de defesa dos direitos dos portadores do vírus. Junto com outros membros da sociedade civil, fundou e presidiu até a sua morte a Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS. Dois dos seus irmãos, Henfil e Chico Mário, morreram em 1988 por conseqüência da mesma doença. Mesmo assim, não deixou de ser ativo até o final de sua vida, dizendo que a sua condição de soropositivo o forçava a "comemorar a vida todas as manhãs".

Morreu em 1997, já bastante debilitado pela AIDS. Deixou dois filhos: Daniel, filho do seu primeiro casamento com Irles Carvalho, e Henrique, filho do segundo casamento com Maria Nakano, com quem viveu por 27 anos.
wikipédia

Quadro de Medalhas
País Ouro Prata Bronze Total
1ºChina 35 22 19 76
2ºEUA 33 21 25 79
3ºGrã-Bretanha 22 13 13 48
4ºCoreia do Sul 12 6 6 24
5ºRússia 11 19 22 52
24ºBrasil 2 1 7 10

Pingarrilho



Pingarilho

 
 
 
 (Carlos Alberto Valle Pingarilho), compositor, instrumentista, cantor, artista plástico e arquiteto, nasceu no Rio de Janeiro em 07/01/1940. Primo de Marcos e Paulo Sérgio Valle, autodidata em gaita, estudou acordeom na Academia Mário Mascarenhas (1955) e violão com o professor Bandeirante (1956).

Iniciou sua carreira artística no final dos anos 1950, atuando (na gaita, acordeom e bateria) em conjuntos musicais ao lado de Marcos Valle, que registrou, em 1964, sua composição Canção pequenina.

Ligado à chamada "segunda geração da bossa nova", ao lado de Marcos e Paulo Sérgio Valle, Dori Caymmi e Edu Lobo, entre outros.

Com destacada atuação na área da arquitetura, é autor de diversos projetos publicados em revistas e livros especializados. Leciona Arquitetura na Universidade Santa Úrsula. Realizou, no campo das artes plásticas, inúmeras exposições de seus trabalhos.

Em 1998, participou, como convidado especial, do show de lançamento do CD Rhythm traveller, de Dom Um Romão, realizado em espaços cariocas como Casa de Cultura Laura Alvim, Teatro Gláucio Gil e Mistura Fina.

Em 2002, lançou seu primeiro CD, Pingarilho - Histórias e Sonhos, atuando como cantor, violonista, pianista, gaitista e percussionista. O disco, produzido por Arnaldo DeSouteiro, contou com a participação de Eumir Deodato, Marcos Valle, Roberto Menescal, Thiago de Mello, Ithamara Koorax, Dom Um Romão, Jorge Pescara, Paula Faour, Marcelo Salazar, Bebeto Castilho, Zé Carlos Bigorna e Bidinho, entre outros.

No repertório, suas composições Samba do dom natural, Samba da pergunta, Samba de rei, Samba tempo, Todas as coisas do mundo, Eu só posso assim, todas com Marcos Vasconcellos, Cores do amor, Martim pescador, Seu encanto (c/ Marcos Valle, Paulo Sérgio Valle e Ray Gilbert), Fogão de lenha, Das coisas que eu mais queria (c/ Lula Freire), Samba de luar, Encontro (c/ Millor Fernandes), Da serra pro mar e Histórias e sonhos (Stories and dreams), além de Plus fort que nous (Francis Lai e Pierre Barouh).

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.

por socorro moreira


Eu sempre fujo do microfone. Palco então, nem se fala!
Fujo dos sorteios, competições, etc. Eu sentia muita vergonha de levantar da cadeira para receber resultado de provas, ou receber qualquer homenagem. Isso não significa a falta de alegria ou tristeza, dependendo do resultado. Reajo de imediato aos dois sentimentos. Eles vivem em mim como passageiros fugazes.
No evento de segunda-feira passada, na entrega dos prêmios da Zenir, entrei em contato com o grupo que havia sido privilegiado, diante dos gerentes e do próprio proprietário. Aí minha visão foi alterada. Ouvi com emoção depoimentos de pessoas simples, mas desembaraçadas. A comunicação é necessária, e temos que aceitar a opinião que merecemos. Chacrinha dizia tanta besteira, na sábia intenção de comunicador de massa...
 “Quem não se comunica, se tropica”!
Isso é verdade!
O convívio virtual, através dos blogs, evita os embaraços. Consigo me soltar, e até gosto!
Adoro postar as músicas que me encantam me trazem boas lembranças, ressaltando o valor autoral de quem as compôs.
Como falar de João de Aquino, Pingarrilho, João Pernambuco, Cacaso, César Costa Filho, Elton Medeiros, Cláudio Nucci, e tantos outros, se não tivesse acesso neste espaço?
Viva a música, a exposição dos sentimentos, através do pensamento... A descoberta dos afins, e a solidificação de boas amizades.
Quero muito ler, mais e mais, todos que aqui deixam suas mensagens. Elas constituem o maior estímulo pra que  quebremos a barreira do silêncio, e deixemos aflorar a poesia da nossa alma.
Viver é fantástico. Viver bem acompanhado é partilhar a beleza da vida de forma sinérgica. Se em dias pesados a gente se abala, existe uma leveza próxima, que ilumina a vida de boas energias.
Acredito na vida, e nas soluções... Vivo para superar-me, e às vezes consigo!

Um excelente dia para todos!

Coletivos de artistas e movimentos sociais se misturam para criar rede



 
O número de artistas que começam a se organizam em bandas, companhias de teatro e dança, produtoras, quadrilhas juninas, grupos de brincantes, ONGs e Coletivos de Artes cresce a cada dia na região do Cariri. Foi a partir desta percepção que surgiu entre os grupos a ideia de criar a rede “Misturados” de comunicação e articulação para potencializar os eventos artísticos e fortalecer as lutas em defesas das políticas públicas para a cultura.
 
Assim, a Rede Misturados realizará o “I Tear dos Misturados” no terreiro da ONG Base Edu-cultural de Ação e Trabalho e Organização Social - Beatos que fica no bairro Lameiro  na cidade do Crato. O Encontro vem sendo articulados pelas redes sociais e já conta com mais de 20 organizações, entre ONGs, companhias cênicas, produtoras culturais, coletivo artísticos, entidades juvenis e bandas. Este encontro será um momento de aproximação entre os grupos para saber o que faz e o que pensa cada grupo. Conforme os organizadores, a ideia é mistura saberes e fazeres diferentes. Eles defendem que é preciso aprender com a diferença e garantir a autonomia e a identidade de cada grupo.
 
O que é a rede Misturados?

A rede Misturados é um canal de informação, comunicação e articulação entre coletivos e movimentos sociais. A Rede busca se aproximar das ferramentas tecnológicas e dos mecanismos de comunicação social como forma de favorecer as ações dos grupos.
 
A Rede Misturados mantém um grupo no Facebook:
http://www.facebook.com/groups/429183793798827/

terça-feira, 7 de agosto de 2012



Guitarrista Celso Blues Boy morre aos 56 anos


O guitarrista, cantor e compositor Celso Blues Boy, que chegou a gravar um álbum junto com o americano B.B. King, morreu nesta segunda-feira em Joinville, em Santa Catarina, aos 56 anos de idade.
Blues Boy, a quem muitos consideravam o pioneiro do blues brasileiro, morreu em consequencia de um câncer na garganta.

O músico integrou a banda do lendário roqueiro Raul Seixas, gravou com Cazuza e fez parte do grupo do americano James Brown.

Em 1995, o guitarrista foi uma das atrações do Festival de Montreux, na Suíça.


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

por socorro moreira


Não...
Não serás tudo em minha vida
Serás o muito que basta
E que me deixa viva.

Não...
Não vou estragar a horta
Envenenar-te de agrotóxicos...
- A paixão escraviza

Quero ser o que ainda não fui
È isso que busco em mim
Nos meus dias curtos de vida
...
- Que eles sejam compridos na presença dos amigos!

Na Rádio Azul





Roberto Menescal


Abraço Vazio


Revirando o apartamento
Não me resguardei a tempo
Quando dei por mim
Uma canção
Foi buscar você tão longe...

Remexendo o sentimento
Distraído, num momento
No quarto vazio, à meia-luz
Sem querer...
Acho que abracei você!

Qual foi mesmo o tom
Do seu "tanto faz"?
Qual foi mesmo a cor
Do batom?
Traços de um perfil
Que eu nem lembro mais...
Sei que os lábios dizem não

Revirando a cidade
Por descuido ou por maldade
Se o destino inventa
De cruzar nosso olhar
Mesmo se eu passar sem ver
Acredite
Não me esqueço de você!

Frase do dia


“Para o legítimo sonhador não há sonho frustrado, mas sim sonho em curso” (Jeferson Cardoso)
O CÔNCAVO NA AXILA DIREITA DE ROSALMA no http://jefhcardoso.blogspot.com


Olimpíadas 2012 - Estadão.com.br

Bolt é Bi nos 100 m

Campeã mundial, Noruega será a rival do Brasil nas quartas

Handebol Feminino



QUADRO DE MEDALHAS


1
China
30 17 14 61
2
Estados Unidos
28 14 18 60
3
Reino Unido
16 11 10 37
4
Coreia do Sul
10 4 6 20
5
França
8 8 9 25
6
Itália
6 5 3 14
7
Cazaquistão
6 0 0 6
8
Alemanha
5 10 7 22
9
Rússia
4 16 15 35
29
Brasil
1 1 5 7

"...o amor , o sorriso e a flor/Se transformam depressa demais..."


domingo, 5 de agosto de 2012


por socorro moreira


Labirinto no coração
Entrada franca
Pessoas se perdem
Acertam a saída
Viram guias
Entram e saem
Como invisíveis
Brincam, adormecem...
Morrem
Sabem a senha de percurso
Penduram a chave no cós.

Domingueiras


O lado luminoso e o lado sombrio se alternam no passar dos dias. Hoje acordei de uma semana de “dengue”. Parece que toda nossa força vital é minada. Falta ânimo até para tomar um pouco d’água. Cigarro, net, ler, escrever... Nem pensar!
Voltando ao normal.
Amanhã vou acompanhar minha secretária para receber um prêmio da Zenir. Fomos parceiras na promoção Zenir/ ExpoCrato. Ela trouxe um cupom que sugeria a criação de uma frase. Caso fosse selecionada, ganharíamos um prêmio. Sou adversa a todo tipo de apostas, mas entrei na onda. Parece que ganhamos uma lavadora de roupas. Amanhã confirmo detalhes. Impagável a alegria da Edite. Sente-se coberta de sorte!
A minha credibilidade com relação à Zenir está em alta, lógico!
E agosto prossegue com seus gostos e desgostos. O calor ficando forte e o luar mais luminoso.
(Dias 16 e 18 terão o show do Abidoral Jamacaru que homenageará Noel Rosa, acompanhado pelos músicos: Nicodemos, Lifanco e Jaime (cavaquinho, violão e percussão). O primeiro, no palco do Sesc Crato, e o segundo no “Terraçus”( produção de Kaika).Espero encontrar o mundo dos conhecidos e amigos nestes dois eventos.
Na última semana do mês começa a festa da nossa Padroeira. E as nossas cabeças viajarão com o coração, querendo alcançar todas as graças e viver as alegrias de um tempo festivo.
As campanhas eleitorais me parecem mornas. Torço por uma política amistosa, dentro de uma comunidade consciente e amadurecida.
Estou ligada nas Olimpíadas e no Brasileirão. Depois dos 60 anos começou minha afeição pelos esportes. È entretenimento!
Quem tiver comentários e notícias a respeito serão bem-vindas!
Um final de domingo abençoado para todos, e o maior dos meus abraços.

Dez chamamentos ao amigo- Hilda Hilst





Se te pareço noturna e imperfeita
Olha-me de novo. Porque esta noite
Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.
E era como se a água
Desejasse

Escapar de sua casa que é o rio
E deslizando apenas, nem tocar a margem.

Te olhei. E há tanto tempo
Entendo que sou terra. Há tanto tempo
Espero
Que o teu corpo de água mais fraterno
Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta

Olha-me de novo. Com menos altivez.
E mais atento.
(I)



[Poesia: 1959-1979 - São Paulo: Quíron; (Brasília): INL, 1980.]

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

MOSTRA DE MÚSICA INSTRUMENTAL

Dia 6 de Agosto... Cultura Sesc Cariri

 Dia 6 de Agosto 19h - Kaoll interpreta Pink Floyd! Local: Teatro SESC Patativa do Assaré SESC Juazeiro.
ENTRADA FRANCA!

Na Rádio Azul


Tony Bennett

Origem: Wikipédia
 Anthony Dominick Benedetto Nascimento 3 de Agosto de 1926 (86 anos) Astoria, Queens, Cidade de Nova Iorque, Estados Unidos Gêneros Pop tradicional Jazz Período em atividade 1949 .Considerado um dos melhores cantores populares do século XX. É tido como uma lenda do jazz e da música pop. Começou a emplacar nos anos 50. Seu maior sucesso foi a música I Left my Heart in San Francisco, e do seu repertório constam outros destaques como Because of You, Rags to Riches e Cold, Cold Heart. Nos anos seguintes, conquistou seus dois primeiros Grammy Awards, prêmio concedido pela National Academy of Recording Arts and Sciences, dos Estados Unidos, dos quais chegou a receber 15, em anos subsequentes.
 
 
 Morre o maestro Severino Araújo, aos 95 anos Seu Jorge faz show nos Arcos da Lapa nesta sexta-feira Spike Lee vai receber prêmio no Festival de Veneza Biografia ressalta importância do maestro Severino Araújo Leonardo Lichote Publicado: 19/12/09 - 0h00 Atualizado: 19/12/09 - 0h00 Envios por mail: 0 RIO - O clarinetista K-Ximbinho certa vez falou com o maestro Severino Araújo de um "professor alemão" que estava ensinando a ele umas coisas diferentes, como música atonal, harmonia politonal e dodecafonia. Quando Araújo, espantado, disse que nunca tinha ouvido falar naquilo, K-Ximbinho respondeu: "Pois o meu professor disse que você já sabe de tudo isso e quer te conhecer". O tal alemão era o maestro Hans-Joachim Koellreuter, vanguardista que influenciaria da bossa nova de Tom Jobim ao tropicalismo de Tom Zé, passando pelas "Coisas" de Moacir Santos. O episódio, contado no livro "Orquestra Tabajara de 
 
 
Severino Araújo" (Companhia Editora Nacional), de Carlos Coraúcci, ilustra como a música do artista ultrapassa as fronteiras dos salões onde se eternizou - ao mesmo tempo, a biografia reafirma e engrandece o valor da obra do maestro dentro desses mesmos salões. Jazz e popular, lado a lado. - Koellreuter falou para ele: "Você já faz o que eu faço, agora vamos aprimorar". Com 14, 15 anos, Severino era apaixonado pelas big bands americanas que ouvia em lojas de discos ou em ondas curtas, em João Pessoa - conta Coraúcci, notando que o maestro buscava aproximar aquelas sonoridades que ouvia e a música brasileira que conhecia das ruas nordestinas e das rádios. - Fez um "Rhapsody in blue" em ritmo de samba que mostrava toda a sua genialidade. Para todo tipo de música, ele fez arranjo. Propôs inovações, foi precursor no Brasil de muitas coisas que hoje são comuns. Por exemplo, aumentou o naipe de metais para quatro trompetes, quatro trombones e cinco saxofones para ficar mais parecido com o som de Glenn Miller, Tommy Dorsey... O interesse de Araújo pela música nasceu bem antes dos 14, 15 anos. A biografia conta que, em sua Limoeiro natal, aos 8 anos, ele já ajudava o pai, Mestre Cazuzinha, em suas aulas de música - e já se sabia que o garoto tinha ouvido absoluto. Mas o marco inicial da trajetória que todos conhecem é sua entrada, em 1936, na Orquestra Jazz Tabajara - logo depois rebatizada para Orquestra da Rádio Tabajara. Músico jovem e talentoso, foi convidado a integrar o grupo, estreando ao saxofone. Não demorou para que Araújo chegasse à regência da orquestra e começasse a chamar a atenção de maestros e músicos do "Sul Maravilha". Em janeiro de 1945, eles desembarcaram no Rio e, poucos dias depois, estreavam na Rádio Tupi. Por seu perfil que unia sofisticação e apelo dançante, e também pelo repertório abrangente, eram chamados para animar salões populares e de elite. Em 1946, faziam cerca de 32 bailes por mês. Hoje, a atividade ainda é intensa: são entre 10 e 15 bailes mensais. - Temos que pensar que, desde os anos 30, a Tabajara passou por todos os movimentos musicais - nota Coraúcci. - Ela foi contemporânea de Silvio Caldas, passou pela bossa nova, pelo tropicalismo, pela era dos festivais, pelo rock. E, mais que conviver, adaptou-se a todos. E adaptou todos, trazendo para si e fazendo o arranjo que queria. Dois meses depois de João Gilberto, Severino gravou "Chega de saudade".

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

A Latinha


Pois é, amigos ! Todo cuidado é pouco! Está aberta a temporada dos sorrisos epidêmicos, dos abraços compulsivos, da simpatia desvairada, da solidariedade a todo preço! É assim, sempre, o período eleitoral. Imaginem quatro candidatos a prefeito, quatro a vice, mais de duzentos a vereador, todos eles acompanhados dos seus cabos eleitorais e mais os respectivos babões e puxa-sacos a tiracolo.  Nos próximos dois meses, é preciso se precaver. Qualquer festinha de bairro, qualquer aniversárioou casamento  é um verdadeiro perigo. De repente chegará a avalanche de sorrisos de manequim, de conversa aveludada , de tapinha nas costas. É preciso rezar para não se perder nenhum ente querido nestes próximos sessenta dias. Velório é o habitat natural de político em vésperas de eleição. Ciço de Munda, um mestre de tamanco do Cipó dos Tomaz, quase morre nestes dias. Perdeu o pai de uma congestão e, humilde, providenciou o velório conforme suas condições. O problema é que Ciço tem vinte e cinco votos, digo, irmãos. A tragédia veio daí. Passou toda a noite recebendo abraço e tapas nas costas de mais de duzentos candidatos e respectivos baba-ovos. Só de caixão de defunto recebeu mais de uma dúzia. Depois do espancamento político,  nem pode comparecer ao enterro pois teve que se internar para tratar das machucaduras.
                                   Daqui a pouco começará o Programa Eleitoral: o melhor humorístico do Rádio e da Televisão brasileiros. Os discursos serão hilários. Os programas de cada Partido parece até que foram copiados um dos outros: todos extremamente avançados e com profundo cunho socialista. E as promessas jorrarão como um tsunami. Ao que parece,  a campanha não terá muita lisura , não. Basta ver o vandalismo na Praça da Sé recém inaugurada e o incêndio no galpão de transportes da Prefeitura. Tudo levando a crer que a sabotagem tem íntima ligação com algumas facções  políticas  antagônicas neste período eleitoreiro. Por que a disputa não pode ser mais interessante? O lado B reformou uma praça ? O lado A constrói outra mais bonita num bairro. Que a guerra seja de realizações e não de incêndio e demolições ! Isso é de uma baixaria que dá engulhos. Com a visível decadência do Crato frente a outros municípios do Cariri, ficamos perdidos perguntando : como despencamos neste desfiladeiro? Os juazeirenses já brincam chamando nossa cidade de Latinha . Quando se pergunta o porquê, eles didaticamente explicam : Lá tinha Sesi, Lá tinha DETRAN, Lá tinha Concessionárias, Lá tinha SESEC.  Como a hecatombe tem muitas raízes na Política, vem a pergunta inevitável : Como escolher  em meio a tantos candidatos sem qualquer qualificação e, mais, provenientes de partidos que são meros ajuntados de interesses, sem qualquer plataforma programática confiável?  -- Deve está se perguntando o leitor. E quem diabo é que sabe, amigos? Mais fácil entender a cabeça de  mulher com TPM ou resolver a briga de israelense e palestino. Mas aqui vão algumas dicas, a quem interessar possa, para ajudar a separar o feijão dos escolhos.
                                   A primeira questão é lembrar que o voto é um ato político. Não se deve votar, pois, porque o candidato é bonitinho,  simpático,  companheiro de trabalho, é meu familiar, meu amigo pessoal. Não estamos escolhendo marido, esposa, misses, nem pariceiros. Devemos votar em uma proposta capaz de melhorar o perfil da nossa cidade, de aperfeiçoar os horizontes coletivos da nossa Vila. O candidato é apenas uma pequena peça nesse quebra-cabeças. Se você privilegia esse ou aquele político  pensando em resolver alguma pendência sua, pessoal, depois não tem o direito de reclamar quando o eleito resolver também solucionar só as dele e deixando você sozinho na Latinha.
                                   A segunda dica diz respeito ao uso do poder econômico no pleito.  Diz-se sempre que sem dinheiro não se ganha eleição. Pois bem, as absurdas verbas gastas neste período vêm de onde? A quem interessa que o candidato A ou B, vença, investindo milhões e milhões  nas Campanhas ? A derrama de grana neste período como será depois recuperada? Ou será que todos os políticos ricos são filantropos ? No final, o dinheiro será  descontado, com certeza, dos cofres públicos. Ou seja, os candidatos tentarão comprar seu voto com o dinheiro que é seu. Eles darão com uma mão e puxarão com a outra. Se você estiver na pendura, receba, mas vote segundo a sua consciência. Se isso não é ético, lembre-se: esta palavra não existe em Política brasileira. Quanto mais rica a campanha maior o risco, meu amigo.
                                   Lembre-se ainda que o cargo de vereador faz parte do Poder Legislativo. Ou seja, vereador é para fazer leis e fiscalizar as ações do Executivo. Qualquer “Zé Mané”, pois, que apareça prometendo construir estradas, melhorar a Educação, resolver os problemas da Saúde, é um mero farsante. Ele não tem esse poder. Como Tiririca ,está querendo ir para Câmara para descobrir o que é que um vereador faz.
                                   Se devemos votar em propostas, observemos bem o cardápio. Todos darão o diagnóstico dos males municipais bem direitinho : a Saúde está um caos, precisamos melhorar a educação, é necessário dar segurança à população, faz-se mister recuperar a força do Crato no cenário estadual, a Cultura está totalmente orfã. Tudo bem !  O diagnóstico está dado. Mas: quais as propostas exeqüíveis para mudar esse cenário? Como se faz o tratamento ?Candidato que não tem propostas claras  a discutir com a população, deve ser esquecido. Candidato que fugir do debate , deve ser imediatamente excluído da perspectiva do nosso voto. Se ele não quer deixar claro para seus eleitores suas intenções agora, imagine depois quando for eleito.
                                   Os partidos são tão parecidos nas suas deformidades que pode ser difícil optar por este ou aquele. Pois bem, escolhamos aquele candidato que nos parece trazer a melhor proposta para minimizar os problemas coletivos da cidade. E mais,  que tenha uma folha corrida ao menos suportável. Observemos também quem são seus acompanhantes, pois interesses mútuos os unem. Por mais ojeriza que por acaso tenhamos com a Política, não tem jeito, não tem como escapar dela. É com ela que poderemos transformar o caos em que estamos metidos ou, com nossa franca participação, ativa ou passiva, aprofundar o abismo em que fomos pouco a pouco mergulhando. Está em nossas mãos e na nossa consciência o destino da nossa querida Latinha.

J. Flávio Vieira

(D)escrever-se


Há no lábio rubro qualquer coisa que não deve ser dito
Deve ser meditado.
Há no olhar, alguns ares de sol a latejar
Qual dardos, setas enviadas por arcanjos.
No caminhar são passos de uma valsa distante
Tocada em cravo quase silente nas tardes sol no campo
E tudo isso é nada, tão só o possível a ser dito
Embora saibamos que o que aqui está escrito
É demasiado vulgar para expressar o que sois.
Há na palavra, qualquer coisa de inerme,
Pois pouco capta do que és, do brilho do riso
Do que vasa dos olhos, do que exala
Do quanto fala teu silêncio.











Desenho: Antonio Sávio

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Gore Vidal


Diário do Centro do Mundo


Uma antologia de frases de Gore Vidal (1925-2012)
Paulo Nogueira 1 de agosto de 2012 5



Gore Vidal, morto aos 86 anos, vai ser lembrado não pelos livros que escreveu, quase todos irrelevantes – e sim pelas frases cínicas, cruéis e brilhantes que criou em quantidade extraordinária.

Vidal, crítico tonitruante de seu país, os Estados Unidos, foi uma espécie de reedição de outro grande autor de epigramas – o irlandês Oscar Wilde. (Também em Wilde as frases são muito acima dos livros.)

Wilde e Vidal tinham a inteligência corrosiva e iconoclasta tão comum no admirável humor gay. Sobre Wilde, Vidal teve a vantagem de uma formação política que ampliou consideravelmente seu repertório de insultos e injúrias. Abaixo, uma seleção de frases de Vidal:

1) Cada vez que um amigo faz sucesso, eu morro um pouco.

2) Um escritor deve sempre dizer a verdade, a não ser que seja jornalista.

3) Metade dos americanos nunca votou para presidente, e metade jamais leu um jornal. Esperamos que seja a mesma metade.

4) Quando alguém me pergunta se posso guardar um segredo, respondo: “Por que eu deveria, se você não pôde?”

5) Estilo é você saber quem é, e dizer o que quiser, sem dar a mínima importância para o resto.

6) Toda pessoa pronta para disputar a presidência dos Estados Unidos deveria, automaticamente, ser impedida de concorrer.

7) John Kennedy foi um dos homens mais charmosos que conheci. E também um dos piores presidentes.

8) Nunca tenha filhos, apenas netos.

9) Andy Warhol é o único gênio que conheci com 60 de QI.

10) Uma boa ação jamais deixa de ser punida.

11) Democracia é o direito de escolher entre o Analgésico A e o Analgésico B. Mas ambos são aspirinas.

12) Temos que parar de nos gabar que somos a maior democracia do mundo. Sequer somos democracia. Somos uma república militarizada.

13) Hoje as pessoas públicas não conseguem escrever seus discursos e nem suas memórias. Não sei se conseguem sequer ler.


Canção da lua que lava



Lua, que lavas teus linhos,
sempre a lavar
numa lixívia de nuvens,
branca, branquinha de espuma,
e escorres tudo lá no alto
para secar;


lua que lavas teus linhos
pelos valados maninhos,
na serra onde vai nevar;


oh lua alagando o mundo
nesta espuma de cegar!


lua que lavas teus linhos
e que os enxáguas
e os pões em qualquer lugar —
nos terraços lageados,
nos velhos muros caiados,
nos laranjais do pomar
ou nos campos orvalhados
onde estão a gotejar —


lua que lavas teus linhos
até nas praias do mar —


vem, lua, e lava minha alma!


Oh lava minha alma em lágrimas,
para que Deus, sol das almas,
venha a enxugar.

Miguel Araújo

terça-feira, 31 de julho de 2012

BB Agência Central agora é Concessionária de Automóveis‏- Colaboração de Geraldo Ananias



No pré-histórico ano de 1963, recém empossado no Banco do Brasil, certo dia ao adentrar os umbrais da vetusta sede da então Agência Central na rua Primeiro de Março, no Rio de Janeiro, de mãos dadas com meu pai, disse-me ele olhando-me nos olhos: "você deve se sentir orgulhoso em ser funcionário deste Banco que é a própria História do Brasil." Tais palavras calaram fundo na alma daquele quase menino, e eu as trouxe no coração pelo resto da vida.
Pois bem. Hoje pela manhã, ao ir à Agência Estilo localizada no mezanino da Agência Central, no Setor Bancário Sul em Brasília, sucessora daquela velha e calejada Agência Central do Rio de Janeiro, e penetrar em seu saguão principal, enorme, tão belo quanto seu antepassado, vi incrédulo, pasmado, chocado, quatro automóveis estacionados em seu centro. Senti-me verdadeiramente tonto. Estaria eu tendo alucinações? fora de meu juízo? algum Mal de Alzheimer estaria acometendo meu sadio cérebro? Desci a escada rolante e verifiquei que realmente haviam transformado o vão central em estacionamento. Lá estavam os carros parados onde já fora o imenso círculo de caixas e plataformas de retaguarda. Descobri de repente que aquilo era um local de venda de automóveis de uma concessionária em Brasília denominada Jorlan. Lá estavam os carros no "show room". Lá estavam as indefectíveis mesas dos vendedores e as belas e gentis recepcionistas. Só faltavam os tradicionai
s cachos de bexigas coloridas. Para ter certeza de que meus olhos não me enganavam, ainda conversei com um vendedor. Era tudo pura verdade.
Quase chorei.
Não que eu tenha algo contra concessionárias de automóveis ou contra seus respeitados trabalhadores. Eles merecem minha admiração e gratidão, pois foi em concessionárias de automóveis que tive muitas alegrias através dos anos ao adquirir, vez por outra, carros zero quilômetro. Ia com minha mulher e meus pequenos filhos e tudo era só alegria.
Mas daí ver uma concessionária transladada para o centro da Agência Central. Sentir um Banco que era do Brasil, parte integrante e indelével de sua História, local onde milhões de pessoas tocavam suas vidas financeiras, faziam seus negócios, alimentavam sonhos e decepções, mas sabiam estar no maior e mais respeitado Banco da América Latina, agora transformado em mera agência de venda de automóveis! Foi uma tristeza indescritível. Senti algo como se a gente entrasse em uma igreja que amávamos, respeitávamos e curtíamos, e lá visse, em pleno altar, montada uma barraca de venda de quitutes de São João, guarnecida por caipiras dançando forró.
Não meus amigos e colegas. Talvez eu esteja caduco, ultrapassado e não compreenda o estranho mundo dos negócios do século XXI. Mas o sentimento foi um só: chafurdaram em solo sagrado.
O BANCO DO BRASIL está diminuído e com ele nossos corações foram enterrados na soleira de uma agência de automóveis.

Cláudio Leuzinger.






segunda-feira, 30 de julho de 2012

 

Tenta Esquecer-me

Mário Quintana
Tenta esquecer-me…
Ser lembrado é como evocar
Um fantasma…
 Deixa-me ser o que sou,
 O que sempre fui, um rio que vai fluindo…
 Em vão, em minhas margens cantarão as horas,
Me recamarei de estrelas como um manto real,
Me bordarei de nuvens e de asas,
Às vezes virão a mim as crianças banhar-se…
Um espelho não guarda as coisas refletidas!
E o meu destino é seguir… é seguir para o mar,
As imagens perdendo no caminho…
Deixa-me fluir, passar, cantar…
Toda a tristeza dos rios
É não poder parar!

 

 

 

Mário Quintana



Mário de Miranda Quintana (Alegrete, 30 de julho de 1906 — Porto Alegre, 5 de maio de 1994) foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro.

Mário Quintana era filho de Celso de Oliveira Quintana e de Virgínia de Miranda, fez as primeiras letras em sua cidade natal, mudando-se em 1919 para Porto Alegre, onde estudou no Colégio Militar, publicando ali suas primeiras produções literárias. Trabalhou para a Editora Globo, quando esta ainda era uma instituição eminentemente gaúcha, e depois na farmácia paterna.

Considerado o "poeta das coisas simples", com um estilo marcado pela ironia, pela profundidade e pela perfeição técnica, ele trabalhou como jornalista quase toda a sua vida. Traduziu mais de cento e trinta obras da literatura universal, entre elas Em Busca do Tempo Perdido de Marcel Proust, Mrs Dalloway de Virginia Woolf, e Palavras e Sangue, de Giovanni Papini.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Vivaldi



Antonio Lucio Vivaldi (Veneza, 4 de março de 1678 — Viena, 28 de julho de 1741) foi um compositor e músico italiano do estilo barroco tardio. Tinha a alcunha de il prete rosso ("o padre vermelho") por ser um sacerdote de cabelos ruivos Compôs 770 obras, entre as quais 477 concertos e 46 óperas. É sobretudo conhecido popularmente como autor da série de concertos para violino e orquestra Le quattro stagioni ("As Quatro Estações")

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Bach



Johann Sebastian Bach (Eisenach, 21 de março de 1685 — Leipzig, 28 de julho de 1750) foi um organista e compositor alemão do período barroco. Mestre na arte da fuga, do contraponto e da música coral, ele é um dos mais prolíficos compositores da história da música ocidental. É, por muitos, considerado como o pai da música.

Devoto admirador de Dietrich Buxtehude, Bach é tido como o maior compositor do Barroco e, por muitos, o maior compositor da história da música, ainda que pouco reconhecido na altura em que viveu. Muitas de suas obras reflectem uma grande profundidade intelectual, uma expressão emocional profunda e, sobretudo, um grande domínio técnico em grande parte responsável pelo fascínio que diversas gerações de músicos demonstraram pelo Pai Bach, especialmente depois de Felix Mendelssohn que foi um dos responsáveis pela divulgação da sua obra, até então bastante esquecida.

Posteriormente, Hans von Bülow faz referência de Bach como um dos "três bês da música" (Bach, Beethoven, Brahms), considerando o seu Cravo Bem Temperado como o Antigo Testamento da Música.

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Na Rádio Azul


Notícias - Eleições 07.10 .2012 para Prefeito e Vereadores




Prefeito Marcos Cunha- 13
Vice Pedro Lobo
Noite iluminada, no Crato Tênis Clube.

16.08.2012 no Sesc Crato e dia 18.08 no Terraçus.


quinta-feira, 26 de julho de 2012

Vestibular em Matozinho


Matozinho teve sua primeira escola regular sob a batuta, ou a palmatória,  de D. Filomena Garrido. Sistemática, rigorosa, D. Filó alfabetizou muitas gerações de matozenses,  com a indispensável ajuda de bolos e chulipas. Cabra aprendia o ABC ou largava  o couro das mãos. Até em Piaget ela daria pesqueiro. Só muitos anos depois,  surgiu o primeiro Grupo Escolar que  estendia os estudos  até o Exame de Admissão , o que já era de causar admiração. Já nos anos 70, fundou-se o Colégio Filomena Garrido, em homenagem à primeira educadora da cidade, naquelas alturas já ministrando aulas na corte celeste. O Colégio fez com que os primeiros matozenses conseguissem completar todo o Ensino Médio. Causou certa estranheza, pois, que a partir dos anos 90 começasse uma avalanche de Faculdades a se instalar na ainda pobre e provinciana vila de Matozinho. Primeiro foi uma Faculdade Pública estadual com um nome meio estrambótico : FAVAJU – Faculdades do Vale da Jurumenha. Oferecia alguns poucos cursos como Contabilidade, Pedagogia, Letras, Geografia.  Instalada por Sindé Bandeira, o prefeito, a FAVAJU era pública, mas cobrava uma ajuda de custo aos alunos, para manutenção. Logo depois, começaram a aparecer extensões de outras Faculdades do Estado, todas elas públicas, mas também pagas . E, por fim, instalaram-se mais três Faculdades particulares em Matozinho. Contavam-se, em poucos anos, mais de sete Faculdades oferecendo cursos superiores, numa região pobre e, mais, com altos índices de analfabetismo.
                                               Como era previsível, rápido se estabeleceu uma grande concorrência por alunos. Sindé Bandeira , preocupado com a sobrevivência dos cursos, encaminhou um Decreto-Lei para a Câmara de Vereadores, aprovado por unanimidade, em que tirava a exigência de qualquer histórico escolar para acesso ao Nível Superior. Basta passar no Vestibular, dizia Sindé! Justificava-se dizendo  não podia haver preconceito: a ordem é inclusão, meus amigos ! Mouco, Surdo, Cego, Doido não podem entrar na Faculdade? Por que analfabeto tem que ser discriminado? Que faça o vestibular! E mais, tem que ter uma pessoa para acompanhar e ler as questões e, também, dar uma ajudazinha. A Secretaria de Educação, também, reuniu-se com as diversas Faculdades no sentido de facilitarem um pouco as questões do exame seletivo. Aí apareceram quesitos mais fáceis como : “O Prefeito de Matozinho é Sinderval: a) Fâmula; b) Hino; c) Bandeira; d) Mastro. Abriram-se ainda cursos superiores em áreas mais apetitosas ao povão : “Chapéu, Arupemba, Balaio e Caçuá”; “Landuá Soca-Soca , Bodoque e Baladeira”; “Macramê, Fuxico, Bordado,  e Frivolitê”; “Rosário de Coco, Passa-Raiva, Filhós e Quebra-Queixo”; “Tabaqueiro, Tamanco, Palito e Chapéu de Couro”.
                                               Tomadas as devidas providências,  a vida universitária em Matozinho tem ido de vento em popa. Daqui a mais dois ou três anos vamos ter doutor de sobra na cidade, já vaticinou Zé Fubuia. O Matadouro Municipal está atrás de contratar um auxiliar de limpador de tripa , mas já veio com exigência : só aceita com nível superior e de anelão no dedo!
                                               Mês passado  aconteceu mais um Vestibular Integrado das Faculdades de Matozinho-- INFAME , nos últimos anos trazendo um grande afluxo de pessoas das cidades próximos que perfazem a Grande Matozinho. Em Serrinha dos Nicodemos, Gilberto da Topic fazia contratos com alguns alunos para levar e trazê-los após as provas . Naquele semestre transportou doze estudantes de Serrinha e mais cinco de Aparecida do Norte, um outro arruado, distrito de Matozinho. Conduzia-os pela manhã e trazia-os após as provas. Marcado o dia da publicação do resultado final  do INFAME, os alunos o contrataram novamente para ir até a  FAVAJU , verificar se tinham sido aprovados. O topiqueiro se dirigiu à Secretaria da Faculdade e lá explicou que se chamava Gilberto e tinha vindo de Serrinha dos Nicodemos e Aparecida do Norte a mando de alguns estudantes para saber se tinham passado no Vestibular. Entregou a relação dos alunos   a uma mocinha fardada, com crachá da Faculdade que a identificava como Secretária. A burocrata folheou uma extensa relação de nomes e foi pouco a pouco procedendo à checklist dos vestibulandos. Parou por um momento o caqueado  e voltou a perguntar o nome do motorista.
                               --  Gilberto de Serrinha do Nicodemos e Aparecida, minha senhora !
                               Passados alguns instantes, a mocinha voltou toda sorrisos e avisou:
                               -- Meus parabéns, por coincidência todos foram aprovados ! Aproveite e dê nossas mais profundas congratulações aos novos universitários, em especial ao Sr. Gilberto ,ao Sr. Nicodemos que obtiveram  médias ótimas  e, principalmente à Sra. Aparecida do Norte, ela é cobra : tirou o segundo lugar !

J . Flávio Vieira