por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



terça-feira, 12 de julho de 2011

Tagore e o Renascimento Bengali (indiano) - José do Vale Pinheiro Feitosa


Se faço sombra em meu caminho, é porque há uma lâmpada em mim que ainda não foi acesa – Rabindranath Tagore.

Tagore foi o maior poeta moderno da Índia e o gênio mais criativo da renascença indiana. Reformulou a literatura e a música bengali, no final do século XIX e início do século XX. Além da poesia, Tagore escreveu canções (letras e melodias), contos, novelas, peças de teatro (em prosa e verso), ensaios sobre diversos temas, incluindo críticas literárias, textos polêmicos, narrativas de viagens, memórias e histórias infantis: O Jardineiro, O Canteiro do Rei e os Pássaros Perdidos. Grande parte de sua obra está escrita em Bengali.

Tagore nasceu na mansão Jorasanko em Calcutá, o mais novo de treze filhos de Tagore Debendranath e Sarada Devi. O seu pai foi uma das figuras mais relevantes do moderno pensamento indu, tendo implicações na religião com a fundação do bramanismo, além de educador quando formou uma escola, se tornando um dos primeiros líderes indiano a abrir o ensino superior para as mulheres. O seu avô o Príncipe Dwarkanath Tagore foi um dos primeiros comerciantes com a Europa, fundador do ramo Jorasanko da família Tagore se notabilizando por grandes contribuições com o Renascimento Bengali.

O Renascimento Bengali foi um movimento de reforma social no século XIX e início do século XX na região de Bengala, durante o período do domínio britânico. A retomada das características culturais do povo bengali teve início com Hussein Shah, mantendo-se predominantemente hindu e apenas parcialmente muçulmana. Swami Vivekananda, que fundou a Missão Ramakrishna é a figura chave na introdução da filosofia hindu dos Vedas e da Yoga no Ocidente. O renascimento bengali é a retomada do espírito ariano religioso, com a ajuda do espírito racionalista ocidental moderno.

O movimento começou com Raja Ram Mohan Roy (1775-1833) e terminou com Rabindranath Tagore (1861-1941), embora tenha havido muitos fiéis depois que acrescentaram contribuições. Naquele século XIX, Bengala vivia uma era especial de reformadores religiosos e sociais, acadêmicos, grandes literatos, jornalistas, oradores e cientistas. Este conjunto faz a transição entre o período medieval e a modernidade.

A ortodoxia existente, no que se refere às mulheres, ao casamento, o sistema de dote, o sistema de castas e a religião. Um dos primeiros movimentos sociais que emergiram durante este tempo foi o movimento jovem de Bengala, que abraça o racionalismo e o ateísmo como denominadores comuns de conduta civil entre hindus da casta superior educada.

Simultaneamente se aprofunda o pensamento espiritualista reformado, como aquele da família Tagore. O mais importante, era, de alguma maneira, a primeira experiência multiculturalista na Índia, com raízes intelectuais do Upanishads e influências do iluminismo. Era uma versão do Hinduísmo desprovida de práticas como a poligamia e a sati, se tornando uma fé monoteísta, distinta da natureza plural e multifacetada da velha religião hindu. Líderes como Keshub Chunder Sen foram devotos de Cristo, Brahma, Krishna ou Buda. O movimento Brahma Samaj não era das massas e permaneceu restrito à elite, mas a sociedade Hindu aceitou a maior parte do seu programa de reformas sociais. Destes brâmanes surgiram muitos líderes do movimento pela liberdade.

Após a Rebelião Indiana de 1857 ocorreu uma grande manifestação na literatura bengali. Nomes como Ram Mohan Roy, Iswar Chandra Vidyasagar, Bankim Chandra Chatterjee, Akshay Kumar Datta, Michael Madhusudan Dutt, Hem Chandra Banerjee, and Dina Bandhu Mitra fizeram escola. O desvio nacionalista do movimento foi dado com os escritos de Bankim Chandra Chatterjee. Rabindranath Tagore, apesar de criticar o desvio nacionalista foi o compositor de primeira Jana Gana Mana o hino nacional da Índia.

No Renascimento Bengali se destacam dois monstros da ciência. Sir Jagadish Chandra Bose, físico, biólogo, botânico, arqueólogo e escritor de ficção científica. Foi pioneiro na investigação do rádio, ótica e microondas, lançando as bases da ciência experimental no subcontinente indiano. Satyendra Nath Bose, físico e matemático, se destaca pelo seu trabalho em mecânica quântica, fornecendo a base para as estatísticas e a teoria de Bose-Einstein. A partícula bóson é em sua homenagem.

A comparação entre o que ocorreu na Índia no século XIX com o que ocorreu na Europa no século XVI se deve essencialmente à transição entre a era medieval e a modernidade. Na Índia, assim como na Europa isso ocorreu a partir de um povo, em Bengala e na Itália. Não foi um movimento de massa em seus caminhar, mais restrito às classes superiores. Por outro lado, enquanto a consciência renascentistas na Europa ocorre com a expansão marítima desta, na Índia ocorreu sobre a pressão do colonialismo Britânico. Isso levou ao desenvolvimento de uma prática de preservação dos valores Hindus, simultaneamente se abrindo para as influências das outras culturas.

 por José do Vale Pinheiro Feitosa

A poesia de Assis Lima


(Manuel Bandeira, Estrela da tarde)

Diz a vasta academia
que em tempos áureos,
e cáusticos,
heróicos tempos do aedo,
em Cálcida,
os mais divinos poetas
frente a frente se encontraram
e entre si digladiaram
em decisivo certame.
Homero era inquirido,
melhor dizendo, inquirido,
ou por outra, enchiqueirado,
por Hesíodo, o perguntante.
Foi esta a invectiva:
Filho de Meles, Homero, sábio
dos desígnios divinos,
diz-me primeiro: o que é
o melhor para os mortais?
Homero traz em resposta
a chave do que em criança
foi o enigma maior
que ousei me apor em vida:
Primeiro, não nascer
é o melhor
para os sobre a terra,
mas, nascido,
cruzar o mais rápido
as portas de Hades.
Não se dando por vencido
e nem um pouco satisfeito,
Hesíodo retoma o cetro
da douta competição.
Diz-me ainda isto, Homero,
semelhante aos Deuses:
o que julgas ser o mais belo
no coração dos mortais?
Respondendo em áurea loa
que em memória se gravou
por gerações sucessivas,
Homero louva o momento
em que a palavra, cadente,
qual néctar que se derrama
do cantor sobre os convivas
se faz enfim sacramento:
as libações acontecem,
(as verdadeiras, homéricas),
e se o vinho é ponto grau
o encanto se torna pleno
e no coração, mais belo.
Logo Hesíodo,
acabrunhado,
tergiversa,
ataca com aporias,
e com sentenças ambíguas
é Odisseu alvejado,
pois lhe são propostos cálculos
e os teoremas que havia,
e assim, sendo instigado,
a resolver um a um
os mil dilemas da vida,
Homero responde, invicto,
como quem sabe, e sabia.
Se carta marcada havia
ou mesmo isenção, quem sabe,
decerto, algum critério existia.
Homero, o imbatível
nas rodadas do certame,
foi instado ou coagido
a confrontar seus poemas
com os do competidor.
Que os seus, mais belos não houve,
como os seus, já não se faz,
porém narrando combates,
guerras, mortes e massacres
enquanto os versos de Hesíodo
atinham-se ao tema paz.
Pelo critério do rei,
juiz daquele certame,
o sagaz, divino Hesíodo
em Cálcida foi coroado
com os louros da vitória.
Só, na sequência dos fatos,
ignorou o oráculo
que da morte o prevenia,
e trágico fim o colheu.
Já Homero, atento aos fados,
da própria morte lembrado,
para a lápide derradeira
epigrama escreveu:
Aqui a terra cobre
a sagrada cabeça,
compositor de heróis,
divino Homero.

Por José Carlos Brandão

Mucuripe

Entre os barcos e as casas dos pescadores
Há uma mesa com seus bancos fincados no chão,
Alguns copos, um ou dois pratos, talheres
E bocas famintas e olhos arregalados.

Cachorros andam de um lado para o outro
Perseguindo a própria sombra,
Um resto de comida, a vida
Preguiçosa como os gatos pardos,

Que se esparramam por ali,
Na modorra de donos absolutos do lugar.
As árvores projetam a sua sombra verde
Sobre esse chão pobre, cheirando a lixo e dor.

Uma criança chora: é sinal de vida.
Um velho ergue uma garrafa de pinga
Enquanto exibe o peito coberto de tatuagens.
Uma mulher oferece um peixe e grita como louca: Viva a vida!

___________
 por José Carlos Brandão

José Calazans Callou Neto, mais precisamente, Calazans Callou.

Dia 13- quarta-feira - Palco da Urca , na ExpoCrato.
Horário: 20:40 h

Pablo Neruda - Assim que te quero



É assim que te quero, amor,
assim, amor, é que eu gosto de ti,
tal como te vestes
e como arranjas
os cabelos e como
a tua boca sorri,
ágil como a água
da fonte sobre as pedras puras,
é assim que te quero, amada,
Ao pão não peço que me ensine,
mas antes que não me falte
em cada dia que passa.
Da luz nada sei, nem donde
vem nem para onde vai,
apenas quero que a luz alumie,
e também não peço à noite explicações,
espero-a e envolve-me,
e assim tu pão e luz
e sombra és.
Chegastes à minha vida
com o que trazias,
feita
de luz e pão e sombra, eu te esperava,
e é assim que preciso de ti,
assim que te amo,
e os que amanhã quiserem ouvir
o que não lhes direi, que o leiam aqui
e retrocedam hoje porque é cedo
para tais argumentos.
Amanhã dar-lhes-emos apenas
uma folha da árvore do nosso amor, uma folha
que há de cair sobre a terra
como se a tivessem produzido os nosso lábios,
como um beijo caído
das nossas alturas invencíveis
para mostrar o fogo e a ternura
de um amor verdadeiro.

Pablo Neruda




Pablo Neruda (Parral, 12 de Julho de 1904 — Santiago, 23 de Setembro de 1973) foi um poeta chileno, bem como um dos mais importantes poetas da língua castelhana do século XX e cônsul do Chile na Espanha (1934 — 1938) e no México.

Pablo Neruda - V

Não te quero senão porque te quero,
e de querer-te a não te querer chego,
e de esperar-te quando não te espero,
passa o meu coração do frio ao fogo.
Quero-te só porque a ti te quero,
Odeio-te sem fim e odiando te rogo,
e a medida do meu amor viajante,
é não te ver e amar-te,
como um cego.


Tal vez consumirá a luz de Janeiro,
seu raio cruel meu coração inteiro,
roubando-me a chave do sossego,
nesta história só eu me morro,
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero amor,
a sangue e fogo.
Postado por Pamella às 14:34
Marcadores: amor, coração
Pablo Neruda - Assim que te quero
É assim que te quero, amor,
assim, amor, é que eu gosto de ti,
tal como te vestes
e como arranjas
os cabelos e como
a tua boca sorri,
ágil como a água
da fonte sobre as pedras puras,
é assim que te quero, amada,
Ao pão não peço que me ensine,
mas antes que não me falte
em cada dia que passa.
Da luz nada sei, nem donde
vem nem para onde vai,
apenas quero que a luz alumie,
e também não peço à noite explicações,
espero-a e envolve-me,
e assim tu pão e luz
e sombra és.
Chegastes à minha vida
com o que trazias,
feita
de luz e pão e sombra, eu te esperava,
e é assim que preciso de ti,
assim que te amo,
e os que amanhã quiserem ouvir
o que não lhes direi, que o leiam aqui
e retrocedam hoje porque é cedo
para tais argumentos.
Amanhã dar-lhes-emos apenas
uma folha da árvore do nosso amor, uma folha
que há de cair sobre a terra
como se a tivessem produzido os nosso lábios,
como um beijo caído
das nossas alturas invencíveis
para mostrar o fogo e a ternura
de um amor verdadeiro.

Tito Madi

Chauki Maddi, de nome artístico Tito Madi (Pirajuí, 12 de julho de 1929) foi um cantor e compositor brasileiro descendente de libaneses, seu pai e irmãos eram músicos e tocavam violão, alaúde e bandolim. Essa influência fez com que aos dez anos Tito já cantasse em festas da escola.

Nascido em Pirajuí, região Noroeste do Estado de São Paulo, é o filho mais ilustre do município, do qual recebe constantes homenagens e ainda é colunista no semanário local, O Alfinete.

Sua fase de compositor começou no final da década de 40. Dedicava-se, também, a organizar shows e eventos. Em 1952 mudou-se para São Paulo, indo trabalhar em rádio e televisão, onde permaneceu até 1954, quando veio para o Rio de Janeiro.

No Rio continuou compondo e cantando em boates e rádios. Em 1957 teve, finalmente, seu trabalho reconhecido: "Chove lá fora" seu grande sucesso, foi gravado em 1957 e lhe rendeu vários prêmios de composição. A música teve uma versão em inglês, com o nome "It's Raining Outside", gravada por Della Reese e The Platters. O conjunto vocal norte-americano gravou outras versões de músicas de Madi. O cantor e compositor passou por diversas gravadoras, lançou discos seus e fez participações especiais, apresentando-se em shows no Brasil e no exterior, principalmente Estados Unidos. Foi um compositor da geração pré-bossa nova, que teve influência sobre o movimento, com sambas-canções de harmonização moderna como "Cansei de Ilusões", "Sonho e Saudade", "Carinho e Amor" e "Não Diga Não". Outros sucessos, "Fracassos de Amor", "Gauchinha Bem Querer", "Balanço Zona Sul".

Vendeu mais de 100 mil cópias e foi destaque na programação das rádios de todo o país. Ganhou os prêmios mais importantes da época, como os troféus Guarani e Chico Viola. Teve músicas gravadas por grandes nomes da MPB. Em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, há uma rua batizada com o seu nome.

wikipédia

Amedeo Modigliani

Amedeo Clemente Modigliani (Livorno, 12 de julho de 1884 — Paris, 24 de janeiro de 1920) foi um artista plástico e escultor italiano que viveu em Paris. Um artista principalmente figurativo, ele se tornou conhecido por pinturas e esculturas em estilo moderno caracterizado por faces mascara e alongamento da forma. Morreu de meningite tuberculosa, agravada pela pobreza, excesso de trabalho, alcool e drogas (haxixe).

FLORES. Por Liduina Vilar.


Em todos os aspectos, flores são sempre flores. Lindas, femininas, sensuais e maravilhosas. E quando a gente as recebe, e são dedicadas a nós, em particular, são as mais bonitas, interessantes e únicas da terra viva. Parece que Deus deu um sopro especial e disse: Crescei, ficai lindas, porque existe alguém esperando para acolhê-las". Estas que cultivo em meu jardim, dedico a vocês, do Azul Sonhado. Abraço grande.

Heterônimos, Pseudônimos,Codinomes e Cia ( 3 )

Julinho da Adelaide nasceu quando Chico Buarque passou a ser muito conhecido entre os censores do regime militar, na década de 70. Suas músicas eram proibidas somente porque levavam sua assinatura. A saída para burlar a censura foi a criação de um heterônimo. E deu certo. Acorda amor, Jorge maravilha e Milagre brasileiro passaram pela censura sem maiores problemas. Julinho chegou até a dar uma entrevista para o jornal Última Hora sobre sua carreira em ascensão. O jornalista e escritor Mário Prata, que o entrevistou em 1974, relembra esse episódio no artigo abaixo. A entrevista publicada contém apenas parte do que você pode ler na transcrição integral da fita que a originou.

Julinho de Adelaide, 24 anos depois
Depoimento de Mário Prata


Eu me lembro até da cara do Samuel Wainer quando eu disse que estava pensando em entrevistar o Julinho da Adelaide para o jornal dele. Ia ser um furo. Julinho da Adelaide, até então, não havia dado nenhuma entrevista. Poucas pessoas tinham acesso a ele. Nenhuma foto. Pouco se sabia de Adelaide. Setembro de 74. A coisa tava preta.

- Ele topa?

- Quem, o Julinho?

- Não, o Chico.

O Chico já havia topado e marcado para aquela noite na casa dos pais dele, na rua Buri. Demorou muitos uísques e alguns tapas para começar. Quando eu achava que estava tudo pronto o Chico disse que ia dar uma deitadinha. Subiu. Voltou uma hora depois.

Lá em cima, na cama de solteiro que tinha sido dele, criou o que restava do personagem.

Quando desceu, não era mais o Chico. Era o Julinho. A mãe dele não era mais a dona Maria Amélia que balançava o gelo no copo de uísque. Adelaide era mais de balançar os quadris.

Julinho, ao contrário do Chico, não era tímido. Mas, como o criador, a criatura também bebia e fumava. Falava pelos cotovelos. Era metido a entender de tudo. Falou até de meningite nessa sua única entrevista a um jornalista brasileiro. Sim, diz a lenda que Julinho, depois, já no ostracismo, teria dado um depoimento ao brasilianista de Berkely, Matthew Shirts. Mas nunca ninguém teve acesso a esse material. Há também boatos que a Rádio Club de Uchôa, interior de São Paulo, teria uma gravação inédita. Adelaide, pouco antes de morrer, ainda criando palavras cruzadas para o Jornal do Brasil, afirmava que o único depoimento gravado do filho havia sido este, em setembro de 1974, na rua Buri, para o jornal Última Hora.

Como sempre, a casa estava cheia. De livros, de idéias, de amigos. Além do professor Sérgio Buarque de Hollanda e dona Maria Amélia, me lembro da Cristina (irmã do Julinho, digo, Chico) e do Homerinho, da Miucha e do capitão Melchiades, então no Jornal da Tarde. Tinha mais irmãos (do Chico). Tenho quase certeza que o Álvaro e o Sergito (meu companheiro de faculdade de Economia) também estavam.

Quem já ouviu a fita percebeu que o nível etílico foi subindo pergunta a resposta. O pai Sérgio, compenetrado e cordial, andava em volta da mesa folheando uma enorme enciclopédia. De repente, ele a coloca na minha frente, aberta. Era em alemão e tinha a foto de uma negra. Para não interromper a gravação, foi lacônico, apontando com o dedo:

- Adelaide.

Essa foto, de uma desconhecida africana, depois de alguns dias, estaria estampada na Última Hora com a legenda: arquivo SBH. Julinho não se deixaria fotografar. Tinha uma enorme e deselegante cicatriz muito mal explicada no rosto.

Naquelas duas horas e pouco que durou a entrevista e o porre, Chico inventava, a cada pergunta, na hora, facetas, passado e presente do Julinho. As informações jorravam. Foi ali que surgiu o irmão dele, o Leonel (nome do meu irmão), foi ali que descobrimos que a Adelaide tinha dado até para o Niemeyer, foi ali que descobrimos que o Julinho estava puto com o Chico:

- O Chico Buarque quer aparecer às minhas custas.

Para mim, o que ficou, depois de quase 25 anos, foi o privilégio de ver o Chico em um total e super empolgado momento de criação. Até então, o Julinho era apenas um pseudônimo pra driblar a censura. Ali, naquela sala, criou vida. Baixou o santo mesmo. Não tínhamos nem trinta anos, a idade confessa, na época, do Julinho.

Hoje, se vivo fosse, Julinho teria 55 anos. Infelizmente morreu. Vítima da ditadura que o criou.

Há quem diga porém que, como James Dean e Marilyn Monroe, Julinho estaria vivo, morando em Batatais, e teria sido ele o autor do último sucesso do Chico, A foto da capa. Sei não, o estilo é mesmo o do Julinho. O conteúdo então, nem se fala.
http://www.chicobuarque.com.br/sanatorio/abre_julinho.htm

Dilma... "DECEPCIONA" - José Nilton Mariano Saraiva

Quem não lembra da sórdida e abjeta campanha da qual ela foi vítima às vésperas da última eleição presidencial ??? Como esquecer a profusão de afagos e “carinhosos” rótulos com os quais foi “distinguida” antes e ao longo do penoso processo sucessório: terrorista, mulher-macho, bandida, sapatão, homossexual, inexperiente, guerrilheira, pau mandado, lésbica, poste e por aí vai.
Movidos pelo sectarismo e intolerância, seus abusados detratores chegaram a vaticinar que, elegendo-a, o Brasil estaria abdicando do futuro, cavando a própria sepultura, rumando de encontro ao caos, assinando o próprio atestado de óbito (daí a necessidade de sangrá-la à exaustão e enterrá-la... preferencialmente viva).
E, no entanto, de nada adiantou tão intensa e infame campanha difamatória, já que a maioria da população brasileira houve por bem referendá-la nas urnas, dar-lhe um voto de confiança, sufragá-la sem medo, certamente que agradecida e confiante na indicação do seu “padrinho” político, aquele que tanto fez pelos menos favorecidos em seus oito anos de mandato – Lula da Silva - o maior presidente que o Brasil já teve. Assim, nada mais natural que a “goleada” acachapante e estrondosa nas urnas.
Agora, decorridos apenas seis meses da sua assunção ao “trono”, o “poste” DECEPCIONA ao mostrar que tem luz própria, que uma “presidenta” pode muito bem equiparar-se a um “presidente”, que uma mulher no comando não mete medo a ninguém, que já passou o tempo da fêmea adstringir-se às tarefas domésticas ou apenas servir de objeto sexual e, enfim, que é possuidora da “massa cinzenta” necessária a separar alhos de bugalhos, além de dotada do perfil técnico-executivo-gerencial necessário à empreitada.
Para tanto, nada melhor que começar cumprindo humildemente o que houvera prometido durante a acirrada campanha, qual seja, que o seu governo seria a “CONTINUIDADE” do governo Lula da Silva, em termos de priorização do “social”, de beneficiamento dos menos favorecidos, da opção pelos desafortunados, da busca incessante de catapultar da miséria milhões de irmãos (processo que já houvera sido iniciado pelo “padrinho”).
Para tanto, por qual razão não manter algumas peças que, reconhecidamente, “deram de conta do recado” na administração pretérita, em termos de eficiência administrativo-operacional ??? Por que não aceitar que o próprio antecessor, um homem experiente, ponderado e passado na casca do alho, o ajudasse na escolha e composição da equipe ministerial ??? E aí, a presidenta Dilma novamente DECEPCIONA seus algozes, ao exercitar e por em prática o que cumprira.
Só que (e isso é imprescindível de ser ressaltado), como o sistema político vigente no país sujeita o chefe do poder executivo a depender da tal “governabilidade”, há que se conviver (lamentável e obrigatoriamente), com uma briguenta, difícil, heterogênea e multifacetada coligação suprapartidária, onde os candidatos aos cargos de confiança são indicados pelos partidos componentes da base de sustentação do governo; e aí, não há como escapar às “surpresas desagradáveis” ou aos “desvios de conduta” oriundos e resultantes de um universo tão complexo.
Para tanto, há que se ter a necessária coragem de cortar na própria carne (quando preciso for) como forma de extirpar o mal pela raiz, mesmo e apesar do “prestígio” de algum deslumbrado que se tenha extasiado com o poder momentâneo. E aí, a presidenta Dilma de novo mostra toda a seriedade que a caracteriza e, mais uma vez DECEPCIONA aos “eternamente do contra”, ao apresentar o “bilhete azul” para figurões que atabalhoadamente meteram os pés pelas mãos, se perderam ao longo do caminho. Assim, as demissões de Antonio Palocci (uma indicação do próprio ex-presidente Lula da Silva) e Alfredo Nascimento (do PR) são exemplos vivos da determinação e objetividade que caracterizam a primeira mulher presidenta do Brasil. E haverá, sim, novas “baixas-substituições”, ao longo do seu mandato (podem apostar).
No mais, a presidenta Dilma DECEPCIONA (arre égua... de novo, outra vez, novamente) ao adotar e licitar as obras de ampliação e modernização dos aeroportos brasileiros sob o regime de “concessão” (ou cessão com “prazo determinado” pra devolução) e não o de “privatização” (entrega definitiva do patrimônio público, normalmente a preço de banana, como o fez o ex-presidente FHC, com o setor de telefonia). E no clímax da exploração do “pre-sal” não será diferente, pra desespero dos sectários e intolerantes que insistem em tentar confundir ou misturar tais conceitos e práticas (por má-fé, masturbação intelectual ou mesmo pura ignorância).
De sobra, ao momentaneamente deixar de lado o estilo “gerentona” e exercitar sua porção “ternurinha” (soft ou ligth), Dilma DECEPCIONA ao, propositadamente, inflar o ego do “príncipe dos sociólogos” (FHC) saudando-o de forma irônica na passagem dos seus 80 anos de idade (sinal de que a cada dia se credencia para integrar a equipe do “Instituto Butantã” - ambiente de cobras criadas – quando da política resolver afastar-se).
Por enquanto, a presidenta Dilma decepciona, decepciona, decepciona... (na visão "estrábica" dos seus mordazes críticos), enquanto o Brasil cresce, cresce, cresce... (na visão fria e realista dos números, de conhecimento do mundo todo).

segunda-feira, 11 de julho de 2011

URCA realiza mais uma vez o Palco Sonoro durante a Expocrato



URCA realiza mais uma vez o Palco Sonoro durante a Expocrato

Terça Feira - Dia 12

17:00 - Área Restrita
18:00 - 4º. Estágio
19:00 - Aécio Ramos
19:40 - B´Haves
20:00 - Elisa Moura
20:40 - Trimurti (Instrumental)
21:00 - Cariri Blues

Quarta--feira – Dia 13

17:00 - Black Out
18:00 - Sétimo Selo
19:00 - Fatinha Gomes
19:40 - Luciano Brainner
20:00 - Cícero Gnomo
20:40 – Calazans Callou
21:00 - Jord Guedes
21:00 – Cleivan Paiva

Quinta-feira- Dia 14

17:00 - Cantigar
18:00 - Zabumbeiros Cariris
19:00 - Synkrasis
19:40 - Abidoral Jamacaru
20:00 - Ermano Moraes
20:40 - João Do Crato
21:00 - Ibbertson Nobre
21:40 - Beatles Cover

Sexta-feira – Dia 15

17:00 - Tábua De Pirulito
18:00 - Dom Rasta
19:00 - Plataforma Vip
19:40 - Legalize It
20:00 - Godivas
20:40 - Liberdade & Raiz
21:00 - De Repente Blues
21:40 - Batista Trio

Sábado

17:00 - Black Boy Dance/ Filhos De Maria
18:00 - Stênio Lima
19:00 - Rinaldo
19:40 - MPB Trio
20:00 - Soul Musical
20:40 - Alvaro Holanda
21:00 - Herdeiros Do Rei

A PLURALIDADE SONORA DO CARIRI SE OUVE AQUI !

RESPONSÁVEIS PELA PRODUÇAO DO PALCO SONORO URCA/BNB:
LUIZ CARLOS SALATIEL: 9921477 e PAULO FUÍSCA e CARLOS RAFAEL DIAS

instante

oh instante onde
instante onde
um coração grita
instante onde
o ar anda entre
o que é tanto mais
vazio vazio de paz

instante onde
nenhuma palavra
cabe e satisfaz
e o silêncio com
suas muralhas
incolores refaz
entre nós um vale
e não me levas
se dele fores
e tudo fique para trás

RAUL TORRES - Por Norma Hauer


RAUL TORRES nasceu em Botucartu (SP) em 11 de julho de 1906 e faleceu em São Paulo QUASE NA MESMA DATA: no dia 12 de julho de 1970, exatamente com 64 anos.

Inciou sua vida artística ainda nos anos 20, seguindo o estilo dos "Turunas da Mauricéia", grupo de música nordestina, do qual Augusto Calheiros era um dos fundadores.
Exercendo atividades nas Rádios Educadora Paulista e Cruzeiro do Sul, passou a compor com vários parceiros, sendo João Pacífico e Florêncio Batista (com quem compôs mais de 100 músicas) os mais presentes.
Além de compositor, cantava suas próprias músicas em programas radiofônicos como na "Série Caipira de Cornélio Pires".
Posteriormente, criou o conjunto "Turunas Paulistas" com quem gravou, de sua autoria, "Sereno Cai", "Sururu no Galinheiro", "Cabocla Teresa" e várias outras.

Uma de suas composições, "Saudades do Matão", foi gravada por Carlos Galhardo.
Na etiqueta do respectivo disco consta como autores Raul Torres e Jorge Galatti. Esse fato causou uma polêmica nunca bem esclarecida; isso porque Antenógenes Silva, compositor e acordeonista, afirmou que essa música era de sua autoria e que ele a compusera em 1920,
apresentando-a, ao acordeão (sem letra) em espetáculos da época.
Na gravação de Galhardo aparece o nome de Jorge Galatti ( desconhecido) e não o de Antenógenes. Isso era comum: compositores ouviam determinada música, e, passado algum tempo, a apresentavam como de sua autoria. Chegavam, mesmo a dizer:"música é como passarinho, está no ar, apanha-se".

Antenógenes ficava aborrecido com o fato de seu nome não constar da etiqueta do disco.

Uma das composições de Raul Torres que mais sucesso obteve foi "Moda da Mula Preta" gravada por Inezita Barroso, Luiz Gonzaga e, por vários outros depois, inclusive Rolando Boldrin, já na fase dos LPs.
16:03 (4 horas atrás)
Norma
RAUL TORRES -2-
Uma das composições de Raul Torres que mais sucesso obteve foi "Moda da Mula Preta" gravada por Inezita Barroso, Luiz Gonzaga e, por vários outros depois, inclusive Rolando Boldrin, já na fase dos LPs.

Mas o maior sucesso foi na voz de Luiz Gonzaga.


MODA DA MULA PRETA

Eu tenho uma mula preta tem sete parmo de altura
A mula é descanelada, tem uma linda figura
Tira fogo na carçada no rampão da ferradura
Com a morena dilicada, na garupa faz figura
A mula fica enjoada, pisa só de andadura

O ensino na criação veja quanto que regula
O defeito do mulão eu sei que ninguém carcula
Moça feia e marmanjão na garupa a mula pula
Chega a fazer cerração todos pulo desta mula.
Cabra muda de feição, sendo preto fica fula.

Eu fui passear na cidade só numa vorta que dei
A mula deixou saudade no lugar onde passei
Pro mulão de qualidade, quatro conto eu injeitei
Pra dizer mesmo a verdade, nem satisfação eu dei
Fui dizendo boa tarde pra minha casa vortei

Sortei a mula no pasto veja o que me aconteceu
Uma cobra venenosa a minha mula mordeu
Com o veneno desta cobra a mula nem se mexeu
Só durou umas quatro horas depois a mula morreu

Acabou-se a mula preta que tanto gosto me deu.


Raul Torres faleceu logo após gravar um LP com o nome de "O Maior Patrimônio da Música Sertaneja".
Suas músicas eram, de fato, sertanejas e não "country".

Norma

para Ismênia Maia- por Socorro Moreira



amiga,
aquele poema que o vento levou,
que de tão leve deixastes escapar
era tua alma clamando o amor
lembrando-te que a razão
também em vãos, às vezes se distraí!


eu também tenho dessas fases
dá um branco, no papel em branco
as letras se escondem de mim
e os sentimentos confusos,
ficam resfriados,
e enrouquecidos,
não sabem falar.


amiga,
que informava a melodia
que solfejava o canto italiano,
e sem dizer o nome da matéria,
anotava no caderno
máximas de filosofia


não entendia tudo,
na tua letra minúscula,
que ocupava blocos e aerogramas...
eram cartas de amor
que seguaim pelos ares,
esperando a resposta ,
num efeito cascata.


também peguei a mania de escrever...
um dia era um bilhete
outro dia uma encíclica...
noutros tempos viraram memorandos
depois silenciaram,
e exigiram vida !


hoje eu lembro os meus ditados,
de menina de escola...
"é proibido começar uma frase com letras minúsculas "
e eu começo por irreverência
um poema em diminutas .

Socorro Moreira

As tias high-tech emburrecendo com a televisão - por José do Vale Pinheiro Feitosa

Minhas tias Rosa, Maria e Raimunda estiveram, neste amanhecer, envolvidas numa quente discussão. Tudo por causa de uma notícia nos jornais on-line da internet. A “chamada da matéria” dizia: A televisão me deixou burro demais.


- Eita, que sujeito mais fraco, até a televisão é capaz de deixá-lo fraco das idéias! – Abriu o verbo minha tia Maria, mas Rosa, após ajustar os óculos e correr os olhos no corpo da matéria, logo questionou:


- Menina, num é o sujeito que é fraco. A televisão é que um veneno para a inteligência. Raimunda que aproveitava o diálogo das irmãs para avançar na leitura deu veredicto:


- É pesquisa, viu. Tudo foi pesquisa. Tá provado, comprovado e aprovado: “Assistir à televisão emburrece as crianças”. Eu bem digo que é melhor contar estrelas do que ficar vendo novela. Vocês não despregam os olhos da televisão na hora da novela. Quando é noticiário, todo mundo quer, até futebol já estão assistindo e agora deram para se viciar em filme. Vão ficar igualzinho a estas crianças do Canadá: piores em matemática, comendo junk food (pronunciada como junque fó odi) e sofrendo mais bullying (pronúncia do perfeito inglês dos sertões, não sem gaguejar na leitura: bu li li ingue). Raimunda terminou sua linha argumentativa e Rosa rebateu:


- Ora! Se eu ficar burra nas aritméticas eu tenho os dedos prá contar e estas comidas e sofrimento eu nem sei o que é. Tu sabes me esclarecer? Raimunda, embora tivesse ousado pronunciar as palavras estrangeiras, não tinha a menor idéia do que se tratava. Então, abriu os olhos e fez um belo discurso nacionalista como fuga do núcleo explicativo:


- É um absurdo. Falta de Governo. De vergonha na cara. A culpa, também, é deste povo besta que nem sabe defender o próprio valor. Nossa língua é mais completa e inteligente do que o tal do Inglês, mas estes abestados não sabem dizer nada que não seja falando estas palavras de abestado. Onde já se viu menina! Ninguém sabe nem explicar o que escreve. É tudo macaco de imitação, papagaio da língua solta, espelho que não tem ciência da imagem que reflete. – Raimunda salvou de explicar o que era Junk Food e Bullying a Rosa, pois Maria adiantou a conversa com outro trecho da matéria:


- Olhem aí! Viram! – as outras irmãs, ajustando mais ainda os óculos, aproximaram o rosto do monitor, enquanto Maria traduzia – Os americanos, franceses e australianos já nem querem que as crianças menores assistam à televisão. Até para crianças maiores querem limitar o tempo. Mas Rosa, na eterna dúvida, demonstrando que não ver televisão tanto assim:


- Mas e o que causa o problema? É a luz do aparelho da televisão, as imagens ou as besteiras dos programas que botam as crianças para assistir? Raimunda e Maria trocaram breve olhar e continuaram a leitura para ver se havia uma explicação para a dúvida da irmã, até que Maria falou:


- É a perda de tempo e aquisição de hábitos ruins. Se perde tempo, é porque fora da televisão teriam mais proveito. Se pegam coisa ruim, é porque os programas são ruins mesmo. Mas aí Raimunda rebate:


- Mas a burrice fica para toda a vida! – Rosa foi ao final e concluiu:


- O problema é dos programas e do aparelho da televisão com esta correria das imagens de um lado para outro, com som nas alturas, cores fortes e muito piscar de luz. Pronto, era o que Raimunda queria como lição do dia:


- Viram como é melhor a gente ficar juntas na internet. Nós temos tempo de discutir, conversar e não ficar de olho aboticado nesta tela.

Roda Vida




Roda Viva
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque

Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu...

Até o relógio se desgoverna.
Que importa se é noite ou dia?
Nada a esperar!

A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá ...

E o destino
Rompe o compromisso com o astral. 
Tudo ao Deus dará.
O livre arbítrio cortou a verba das escolhas. 
Agora o nada escrito
Tem  pacto com uma caneta automática
Nas mãos de um vento que não passa.

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

O tempo surpreende
Não volteia no coração da gente.
Todo o dia parece não passar.
Não passam as agonias

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá...

O jardim sedento
Ainda respinga gotas do sereno....

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

E o mundo roda
Roda gigante parada
O céu
Não se pode alcançar.

A roda da saia mulata
Não quer mais rodar não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou...

Sem roda de samba
Sem guardanapos
Molhados de poesia
Serenata silenciou


A gente toma a iniciativa
Viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola prá lá...

A viola ...
Cadê a viola?
Não consigo ligar a vitrola
O aparelho pifou


O samba, a viola, a roseira
Que um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou...

Cinzas
Nem pensar em renascer
Fenix
Acabou de morrer

No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade prá lá ...

Saudade livre
Palavra cativa
Roda gira
É a vida!

A sétima arte - Por José de Arimatéa dos Santos

Esses dias resolvi ver um filme no cinema. Não tinha a mínima ideia de qual filme estava em cartaz e só ficaria meio receoso se a película fosse de terror. Tipo de filme que não gosto, mas um suspense dá para encarar. Nada de terror. Felizmente o filme que vi foi da trilogia "Piratas do Caribe". O mais atual, acredito, "Navegando em águas misteriosas". É aquele filme de aventura que aprecio bastante e excelente para relaxar e esquecer um pouco de muita coisa não muito agradável.
Minha relação com a tela grande vem desde criança quando ficava louco para ver os filmes e não tinha dinheiro ou idade para entrar no cinema. A solução era disputar com um monte de amigos a propaganda do filme em cartaz. O gerente do cinema escolhia dois meninos para andar na cidade inteira com o cartaz do filme. Dependendo da classificação quanto a idade ganhávamos a entrada de graça no cinema ou ganhávamos em crédito para futuros filmes. Andava a cidade inteira e as paradas eram só nas esquinas das ruas.
Mesmo com televisores de alta tecnologia, tela plana e mil e um recurso, o cinema chama a atenção e com um som agora que ajuda e muito o espectador dos filmes em cartaz. E as facilidades para se ver os lançamentos mundiais e nacionais ajudam mais ainda. Lembro que nos anos 70 e 80 a fita quebrava e o som não era bom e muitas fitas com riscos. Com a tecnologia de última geração hoje é diferente e o conforto dos cinemas só fazem o espectador apreciar a chamada sétima arte. 
O cinema tem a capacidade com bons filmes levar o espectador para um mundo imaginário e participar do filme com a emoção que os mesmos nos causam. Tira o stress do dia e da semana. Nos faz esquecer dos problemas diários e é uma viagem em um mundo de encantamento que faz muito bem para a nossa alma. O cinema é tudo de bom e faz com que a vida se torne mais alegre e feliz.
Foto extraída do Google Images

II Encontro dos Escritores e Poetas do Cariri

IIº Encontro de Escritores Caririenses

A Secretaria de Cultura de Juazeiro através da Biblioteca Possidônio Bem está convidando os Escritores, Cordelistas, Poetas, Repentistas, Editores e Produtores Literários do Cariri a se fazerem presentes no dia 12 de julho de 2011 (terça-feira), no Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBN), para uma manhã prazerosa de trocas de saberes, no 2° Encontro de Escritores e Poetas do Cariri.

A abertura será às 8h com um Café Nordestino, seguindo-se palestra, debate, exposição de livros dos autores Caririenses e previsão de término para às 11h. Aos que desejarem expor seus livros, procurar com urgência a Secretaria de Cultura de Juazeiro do Norte, localizada a Rua Santo Agostinho, s/n, prédio da Biblioteca Pública Municipal Dr. Possidônio Bem (BPMPB).

Contatos:
Kátissa Galgania F.C.Rodrigues
Bibliotecária da BPMPB
Gerente de Literatura SECULT
katissagalgania@yahoo.com.br
(88)9994-2930
(88)3511-1999

Franco Barbosa
Assesor Técnico da SECULT
(88)8804-0715
(88)3511-1999

EXPOCRATO 2011. Por Liduina Vilar.





Começou pessoal, nossa querida Expocrato 2011!!!! O povo festeja com alegria mais este evento especial. Só existe lugar para risos, encontros, danças e festejos. E agora, celebrando 60 anos. Parabéns Crato, parabéns sul cearences!!!
" Eu vou pro Crato, já não fico mais aqui. Cratinho de açúcar, tijolo de buriti"

Todo ano no mês de Julho, vejam a alegria do povo cratense, com o evento da exposição de animais e produtos derivados, com suas festas folclóricas, seus shows espetaculares, o encontro com conterrâneos e amigos distantes. É um período mágico. Só sabe quem partipa... Venha você também.

Desfile dos animais, entrega dos prêmios e encontro dos criadores.

EXPOCRATO 2011 LUAN E RBA promoções e eventos:

10/07 - Domingo
Leo Magalhães
Amigos Sertanejos
Geraldinho Lins
Italo e Renno

11/07 - Segunda
Sorriso Maroto
Dorgival Dantas
Mala Mansa

12/07 - Terça
Pouca Vogal
Axé Meu Rei

13/07 - Quarta
Exaltasamba
Forró da Xêta
Magníficos
Forró de Luxo

14/07 - Quinta
Asa de Águia
Furacão do Forró
Forró da Curtição
Forró di Taipa

15/07 - Sexta
Aviões do Forró
Forró do Muído
Solteirões do Forró
Kokitel do Forró

16/07 - Sábado
Garota Safada
Banda Calypso
Capim Cubano
Ala Ursa

17/07 - Domingo
Bruno e Marrone
Arreio de Ouro
Forró da Pegação.

APROVEITEM!!!!!!!!!!!!!

CÉLIA DIAS POR JOSÉ TELES(JORNAL DO COMÉRCIO) Recífe-Pe.


Novidade que vem do Cariri
>
> Anúncios, de Célia Dias, me chegou já faz um tempo. E chegou em meio a
> uma enxurrada de CDs que ainda estão esperando a vez. Este disco da
> cantora e compositora, conterrânea e parceira de Xico Sá, chega a ser
> ousado. Não na concepção sonora e aí é até convencional, mas por Célia
> Dias, boa cantora, não ter optado pelo caminho das pedras, ou seja,
> gravar canções manjadas intercalando-as com suas músicas autorais. Com
> exceção de Só no Crato, também assinada pelo cearense-pernambucano e
> no momento paulistano Xico Sá. Todas as faixas do disco (13) são
> assinadas por Célia.
>
> Gravado em São Paulo, com produção de Célia Dias, que canta
> acompanhada por uma banda de estúdio azeitada, Anúncios equilibra-se
> entre a MPB e o pop com arranjos criativos. Aí um bom exemplo é a
> faixa que dá título ao álbum.
>
> A cantora de voz potente aparece melhor nas canções mais fortes, com
> no pop-blues Malas prontas, cerzida por uma guitarra bluesy. Ou na
> batida quebrada de Zen. Outro destaque é a citada Só no Crato, um
> choro, com bandolim e flauta dando o tom, que evoca não apenas a
> cidade da cantora, no Cariri cearense, mas também antigas serenatas.
> Independente, o CD pode ser encomendado pelo telefone: (88) 9965-7314

domingo, 10 de julho de 2011

Agostinho dos Santos



Agostinho dos Santos (São Paulo, 25 de abril de 1932 — Paris, 12 de julho de 1973) foi um cantor e compositor brasileiro. Seu maior sucesso foi cantando músicas da peça e depois do filme Orfeu Negro, como Manhã de Carnaval e Felicidade. Participou da apresentação de Bossa Nova no Carnegie Hall, em Nova Iorque (1962). Faleceu, em 1973, em trágico desastre aéreo nas imediações do Aeroporto de Orly em Paris, no Vôo Varig 820.

Por Lupeu Lacerda


No olho dela
Tem uma lagoa
Na lagoa do olho dela
Tem uma gude
Amarronzada, acho eu
Um brilho, sei que tem
De gente que veio
Bem de longe
Em uma nave, talvez.

APOCALIPSE - José Carlos Brandão



Comi o livro que o anjo me estendeu.
Comi o livro em êxtase, lírico e doce,
Mas amargo nas entranhas, fel e fogo.
Era o livro de Deus, dando-me o mundo.
Era o livro do mundo, dando-me Deus.

Os homens e as cidades queimaram-se.
Vomitei o enjoo e o pânico da morte.
A morte me envolveu em seus braços
Como a minha mãe e o último algoz.

O livro contém todas as palavras,
As palavras são o princípio e o fim
Da vida, em sua conjugação eterna.

Bolo de Morango


Ingredientes:

Massa do bolo
5 ovos inteiros
2  xícaras de chá de açúcar
2  xícaras de chá de farinha de trigo
1 colher de sopa de pó royal
1 xícara de chá de leite
1 colher de sopa de suco de limão

Preparo:
Bata os ovos ,junte o açúcar e  depois acrescente a farinha já misturada com o pó royal. Ferva o leite com o limão até talhar e junte aos ingredientes.

Ingredientes do recheio:
1º Recheio
1 1/2 caixa de morangos
2 colheres de sopa de leite condensado
Lave bem os morangos, corte-os em rodelas e junte o leite condensado. Reserve.

2º Recheio
Use o leite condensado restante, acrescente a mesma medida de leite, 3 gemas, uma colher de sopa de maizena e gotas de baunilha. Leve ao fogo para engrossar.

Preparo:
Corte o bolo em três porções.Coloque o primeiro recheio de morango e o segundo recheio de creme. Cobrir o bolo com chantily, obtido com 3 claras em neve, 6 colheres de açúçar e uma lata de creme de leite sem o soro. Decorar com morangos.

EGO- Por Roberto Jamacaru


Parte da grandeza do ser humano advém da importância que ele dá ao trabalho, ao talento e aos demais valores criativos do seu semelhante, mesmo sendo este, em condições antagônicas, um inimigo, um concorrente de peso ou até mesmo um invejoso que tem o desejo intenso de desvalorizar o sucesso alheio.
Essa altivez não parece ser bem a característica dos ególatras, pois estes, consciente ou inconscientemente, cultuam, de forma exagerada, tão somente a idolatria de si mesmos. E isto os leva a querer impor, junto aos outros, a superioridade dos seus méritos, numa demonstração clara de desconsideração e desprezo pelos feitos alheios. Nos seus jugos, suas ideias e criações são sempre as verdades maiores, os referenciais exclusivos de perfeição e os objetos únicos da admiração de todos.
O ego, tido como o núcleo da nossa personalidade, é, dependendo de seu estado de modéstia, o elemento comportamental que nos torna seres elevados ou não diante das pessoas com as quais nos relacionamos. Analisando a nossa autoestima, percebemos que ela é movida por estímulos os quais, se transportados à nossa mente de formas moderada, justa e positiva, nos levam a ter um parâmetro de vaidade e ética equilibrado. Mas quando essas mesmas excitações veem revestidas de arrogância, num apelo desesperado de superioridade a todo custo, essa ação nos conduz ao egocentrismo onde, sem nos preocuparmos com os valores alheios, queremos que todas as luzes dos holofotes sejam direcionadas exclusivamente para nós, só para nós.
Em qualquer meio social em que venha atuar, o homem, em condições naturais, procura conquistar uma posição pela qual seus atos e valias sejam sempre respeitados e reconhecidos como relevantes. Mas, na eventualidade do demérito ou mesmo despercebimento involuntário destes, essa situação tende a levá-lo à obscuridade e, por consequência, à depressão. É justamente quando isso acontece que ele, dependendo do seu grau de equilíbrio emocional, pode perder-se no seu ego.
Observando o meio artístico (apenas como um dos parâmetros, pois o superego está em todos os elementos das classes representativas da sociedade), vemos que parte dele, na luta desesperada para que o EU, somente EU e ninguém mais do que EU estejam sempre acima das concepções alheias, tem, por meio desses atos inconsequentes, provocado ciúmes, discórdias, invejas, brigas, intrigas junto à categoria, num completo desrespeito a esta, ao público admirador e à própria arte com um todo.
Um exemplo disto: se no dia seguinte, após uma apresentação, um lançamento ou uma exposição de trabalhos de certa personalidade artística, não vier existir, por parte do público em geral e da mídia, ao menos uma menção elogiosa e ou publicação de fotos da obra ou do seu autor, é melhor sair debaixo, pois, com o ego afrontado, a insatisfação da suposta vítima será grande.
É costume também, por parte de todos os egocêntricos, terem olhos, ouvidos e aplausos tão somente para as concepções que são de suas autorias. Poucos são os que se preocupam e teem interesses em adquirir e desfrutar das ideias oriundas de outras mentes criativas. Às vezes, nas solenidades de apresentação e divulgação de um trabalho, até compram ou elogiam o produto anunciado, mas logo se vê que é tão somente para cumprir com uma formalidade de praxe.
Não tenhamos dúvidas de que cultuar e procurar dar ênfase ao próprio ego, com responsabilidade e moderação, é algo importante, bom e necessário para qualquer ser humano que queira evoluir dentro de um aspecto criativo e útil. Pois, se agirmos assim, aquilo que um dia chegarmos a elaborar, com certeza terá personalidade, alma e riqueza dignificantes sendo, portanto, visto por todos como algo diferente e especial.
Oxalá baixemos nossa guarda (para não dizer orgulho e vaidade desnecessários) e lancemos também nossos olhares, atenções e respeitos para aquilo que foi, com muita vontade, esforço e dedicação, nascido da inteligência dos nossos semelhantes. Em geral são obras primas que se apresentam para nós (muitas vezes humildemente presenteadas pelos seus autores e autoras) e que só nos dão a oportunidade de vermos o mundo por uma ótica diferente e, não rara, mais rica do que a nossa.
Agora, cá entre nós... Dentro desse mérito todo, só espero que eu não esteja dando uma de hipócrita. Isto porque, em muitas situações, não existe ser mais vaidoso e egocêntrico que certos autores, compositores, inventores, diretores, atores e demais EGOtores da vida.

Roberto Jamacaru
 O que seria deste céu, sem o chão da amizade, bordado por tantas estrelas?
Já somos mais de 60 colaboradores! 
 ”Somos todos iguais neste azul!”
Dia 20 de Julho estaremos lançando uma coletânea em verso e prosa com a participação de 42 escritores.
Contamos com a sua  presença!

Por Lupeu Lacerda



Arranco a pedra
que me machuca o sonho.
Lapido. Não,
depois.
Agora durmo.
Sem pedras.
O outro dia é assustado por drummond de andrade.
Com suas pedras chatas no meio do caminho.
O que sei do sr. Drummond?
Que ele é uma estátua cagada por pombos no rio de janeiro.
Que tinha uma pedra em seu caminho esquisito.
Devia estar sem óculos.
por lupeu lacerda

Gérberas- por socorro moreira




um dia nos chegamos
assustados, hesitantes
dançamos todas as valsas
afora , o tempo e as lembranças

Sem dizer, e sem fazer
casávamos em pensamento
bilhete de amor guardado
soneto de amor molhado
nas plumas do travesseiro

um dia a carta era verso
e o anverso foi distante
perdeu-se numa estrada
incendiou-se num canto

estrada de muitas curvas
com montes e matagais
cresceram heras e ervas
cresceram dores,quimeras
e no enlevo do amor
duas gérberas floresceram

outro dia
uma luz nos salvou
era tarde
era dia, e
tudo se renovou.

HUMILDE, HUMILDADE, HUMUS, HOMO- Por José do Vale Feitosa


Eis que não é fácil dizer fácil. Claro que em se tratando de um adjetivo, o substantivo ou a situação qualificada já nos oferece um norte. Mas só para o conceito de fácil encontraremos seis ou oito acepções. O que não se dizer da palavra humilde?

Humilde é uma das palavras em que os falares mais se distanciaram da sua verdadeira raiz. Pois quase todas as suas acepções são negativas: manifesta sentimentos de fraqueza ou modéstia; ou que reflete deferência ou submissão; inferior na hierarquia ou na escala; de pouca importância ou brilho ou realce; apagado, despretensioso, simples; aquele que pertence às classes inferiores, pobre, plebeu. Poucas virtudes nas acepções da palavra como a de reconhecer as próprias limitações. Sem contar que por semelhança à pobreza, a humildade se associe aos monges que abandonaram os enfeites da riqueza, à semelhança dos franciscanos (e o dos quais o cardinalício se vingou através da ordem montando as igrejas mais pujantes em riqueza, ouro e brilho).

Mas para minha surpresa a etimologia da palavra revela o quanto os valores da opulência deturparam o humilde. Melhor dizendo os valores da civilização greco-latina. Ao estabelecer estes valores as simbologias que melhor os representou foram os conceitos centrais de tais civilizações elevados aos céus e tornados divinos. Aí começou a tragédia do homem e da terra. Ambos reduzidos ao baixo, ao rés em oposição ao elevado. O elevado virtualmente danoso ao contorno planetário deste ser que se imagina racional, libertário e detentor de seu destino. Acompanhem-me.

Em primeiro lugar não vá à origem da palavra humilde, pois nela encontrarás o conceito verdadeiro já em decomposição pela oposição ao elevado. Neste patamar apenas encontrarás o baixo, pequena elevação, pouca estatura, abatimento, sentimentos modestos. Não sendo aí, vá à raiz do antepositivo hum- e nele encontrarás a mais bela filosofia: humus.

O lugar de realização de nossa existência. Pois humus é o termo com o mesmo significado de tellus e terra. Humus é aquele que permanece na terra. Que dela não se eleva. E desta realidade de raiz, do chão que embasa tudo o mais, da verdade sólida em que os alimentos nascem, de onde os pássaros voam e as águas se sedimentam. Humus o princípio, o sustentáculo de teu porte bípede, a força que a todos nós atrai. Humus, a filosofia da base de todos os conceitos.

Mas tem mais. Existe uma cognação entre humus e homo. Pois o homem é o habitante de humus e aos deuses se opõem assim como aos outros seres. Por isso desde antes, agora e para depois, a humildade é a mais legítima natureza entre os homens e seu horizonte terrestre. A verdade primeira em que tudo se torna apropriado ao que é. Não existe a fé como ferramenta utilitarista, a humildade para angariar simpatia, a pregação como louvor às alturas em detrimento do chão.

Eis que naqueles tempos idos, metade de um passo foi sobre a hum(ildade) do homem. Mais não podia, pois de um lado tribal se encontrava a unicidade da elevação originária da mesopotâmia e do outro o logos das cidades gregas.
por José do Vale Pinheiro Feitosa

Dia 20.07- Lançamento do livro "No Azul Sonhado"




Coletânea de 42 escritores, em verso e prosa.
Local: ICC
Horário: 19 h

Autores, convidam : colaboradores, leitores e amigos!

MESTRE VITALINO (1909-1963)



Mestre Vitalino representou girafas da festa folclórica pernambucana “Boi-de-reis”!

Alto do Moura – Pernambuco (PE), Brasil

Considerada pela UNESCO como o maior Centro de Arte Figurativa das Américas, Alto do Moura, atualmente, abriga dezenas de pessoas que trabalham seguindo a “escola” de Mestre Vitalino...

A Arte Figurativa em Barro (argila, cerâmica) ou em Madeira, feita à mão, está presente sobretudo no Folclore de Pernambuco. Alguns exemplos desse artesanato: Roda de Capoeira, Presépios, Bumba-meu-boi, Lampião e Maria Bonita, Familia de Retirantes, Casais de Noivos fugindo a Jegue, Trio Nordestino, Xadrez e Damas etc.
O artesão mais famoso do lugar foi Vitalino Pereira dos Santos – Mestre Vitalino –, nascido em 10 de julho de 1909 no distrito de Ribeira dos Campos, nas cercanias da cidade de Caruaru.

REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE SÃO PAULO-por Norma Hauer


A data de 9 de julho é feriado em São Paulo, mas não foi sempre assim; muito pelo contrário. Durante a ditadura de Getúlio Vargas era proibido comemorar a data, visto que foi a 9 de julho de 1932 que eclodiu o movimento constitucionalista naquele Estado.

Nem mesmo era permitido colocar a bandeira do Estado nos prédios públicos (ou mesmo particulares). Para Getúlio o País era um só e os estados não podiam ostentar bandeiras.

Aqui quero deixar algo que é de minha seara: a letra de uma música de Braguinha gravada por Almirante, em que dois assuntos relacionados àquele movimento serviram de inspiração ao nosso Braguinha: um trem blindado, enviado daqui do Rio contra os revolucionários e um "canhão misterioso", bastante explorado, mas ninguém sabia do que se tratava.

Assim,veremos a letra de "TREM BLINDADO":

Meu bem pra me livrar da matraca,
Da língua de uma sogra infernal
Eu comprei um trem blindado
pra poder sair no carnaval.

Mulata por seu encanto
Muito eu levei na cabeça
Porém agora eu duvido
que isso outra vez aconteça
Do seu falado feitiço,
Eu pouco caso hoje faço.
Mandei fazer em São Paulo, mulata, um capacete de aço

Mulata quando eu te vi
Logo pedi anistia
Pois os teus olhos lançavam
Terrível fuzilaria.
E pra ninguém aderir
Ao nosso acordo amoroso,
Mandei trazer de São Paulo, mulata,
um canhão misterioso. 

Norma

ExpoCrato- de 10 a 17.07.2011

Já vibrei com esta festa...Bastava  pouco para ser feliz.
Hoje fujo das aglomerações, da música que eu não curto.
Boas festas para todos: nativos e turistas!
Um abraço nos conterrâneos, que nos visitam!

Vanessa da Mata - por Samuk


Show de Roberta Sá, em 07.07.2011- Fotos de Samuel Araújo

Jackson do Pandeiro


Jackson do Pandeiro, nome artístico de José Gomes Filho (Alagoa Grande, 31 de agosto de 1919 – Brasília, 10 de julho de 1982), foi um cantor e compositor de forró e samba, assim como de seus diversos subgêneros, a citar: baião, xote, xaxado, coco, arrasta-pé, quadrilha, marcha, frevo, dentre outros. Também conhecido como O Rei do Ritmo