por José do Vale Pinheiro Feitosa
Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.
José do Vale P Feitosa
sábado, 4 de abril de 2015
A PETROBRAS E O "PRAGMATISMO CHINÊS" - José Nilton Mariano Saraiva
Sábios, pacientes e
pragmáticos, os chineses não dão murro em ponta de faca e nem admitem marola com
coisa séria. E por serem muito criterioso em tudo o que fazem, é que atingiram
a condição de maior potencia do mundo, da atualidade. Não entram em aventuras
que venham a lhes causar problemas futuro, daí só investirem quando o retorno é
certo e onde haja a garantia de manutenção das regras por parte de um governo institucionalmente
estável. Especialmente em termos econômico-financeiros, o rigor na
“seletividade” dos parceiros é sua marca maior, beirando ao extremismo. Em assim
procedendo, o chinês não se deixa ludibriar por qualquer canto de sereia e não
desembarca em nenhum desses portos chinfrins da vida.
Por isso, e embora a desonesta
mídia brasileira haja adotado um silencio sepulcral sobre, é gratificante tomar
conhecimento, e tratar de difundir aqui e alhures, que o “pragmatismo chinês”
prevaleceu mais uma vez, porquanto, mesmo com o vendaval de denúncias e a
posterior confirmação de malfeitos perpetrados por alguns aloprados na Petrobras
(sem a participação do chefe do poder executivo), resolveram investir pesado na
empresa, concedendo-lhe um empréstimo de estratosféricos U$ 3.500.000.000,00
(três bilhões e quinhentos milhões de dólares) além de acenarem com a
perspectiva da concessão, mais adiante, de novos e portentosos investimentos.
E isso, repita-se, apesar
de toda a campanha negativista e malévola encetada contra aquela estatal e seus
funcionários por uma oposição raivosa e sectária (ainda lambendo as feridas do
inconformismo por ter perdido uma eleição que considerava certa) e difundida com
estardalhaço por uma mídia corrupta e desonesta, que também fracassou em sua
tentativa de eleger o representante da “gringarada” (o playboy do Leblon, Aécio
Neves) por essas bandas.
E os chineses fizeram tal
opção por uma razão simplória e objetiva, mas que alguns maus brasileiros
(incensados por políticos corruptos e irresponsáveis), teimam em querer manter
à sombra: é que, independentemente das dificuldades momentâneas que atravessa, a
Petrobras é, sim, uma das maiores empresas do mundo em termos de prospecção e extração
de petróleo em águas profundas (em face da sofisticada tecnologia de ponta que
desenvolveu ao longo dos anos) e que lhe permitiu descobrir as fabulosas e até
então virgens jazidas do pré-sal a 7.000 metros de profundidade e a milhares de
quilômetros de distância da costa brasileira (um feito inigualável).
Além do que, o que se
comenta entre especialistas (e os chineses devem tomado conhecimento,
evidentemente) é que hoje a Petrobras
estaria até “economizando” em investimento pelo fato de os poços do pré-sal
serem mais produtivos que o esperado. Por exemplo: num poço em que se previa
produzir 15 mil barris-dia, em média, produz, hoje, 25 mil barris a cada
24 horas. E isso, queiram ou não admitir os “eternamente do contra” (sempre de plantão)
é uma monstruosidade, em qualquer idioma, tendo em vista que no Mar do
Norte a média é 15 mil barris de petróleo por poço/dia e, no Golfo do México,
são 10 mil barris de petróleo por poço/dia. Pois bem, no campo de Lula, um
só poço produz tanto quanto um do Mar do Norte e outro do Golfo do México, SOMADOS.
E mais: alguns dos poços do pré-sal chegam a produzir, entre óleo e gás, 45 mil
barris-dia de média e na produção do poço de Libra espera-se rendimento de 50
mil barris diários.
Assim, a alvissareira perspectiva é que, como o faz hoje a pragmática
China no mundo sempre haverá alguém para “negociar-conceder” créditos a uma
empresa detentora de um capital intangível insuspeito e que literalmente se
acha fincada sobre as maiores jazidas de petróleo recentemente descobertas.
Portanto; a tendência é que depois da casa arrumada novos e potenciais
parceiros deverão aportar por essas bandas em breve.
Conclusão: mesmo ante a
ação criminosa naquela estatal de meia dúzia de bandido-engravatados (de alta periculosidade),
de par com mafiosos políticos e empresários inescrupulosos – cujo objetivo
maior sempre foi, é e será entregar o pré-sal à “gringarada” – tal não ocorrerá.
Isso porque, detentora de tantos predicados, a Petrobrás impor-se-á sobre o
vendável de falcatruas de que foi vítima – apesar da recorrente e desesperada
tentativa da “tucanalhada” de enxovalhá-la e denegri-la dia a dia.
No mais, aprendida a
lição (mesmo que de forma traumática e dolorosa), a partir de então é tratar de
blindá-la hermeticamente, visando obstar qualquer outra "investida-bandida",
principalmente da abjeta e desprezível classe política brasileira.
quinta-feira, 2 de abril de 2015
Os elos de uma só cadeia
J. Flávio Vieira
“Presa nos elos de uma
só cadeia,
A multidão faminta
cambaleia,
E chora e dança ali!
Um de raiva delira,
outro enlouquece,
Outro, que martírios
embrutece,
Cantando, geme e ri!
No entanto o capitão
manda a manobra,
E após fitando o céu que
se desdobra,
Tão puro sobre o mar,
Diz do fumo entre os
densos nevoeiros:
"Vibrai rijo o
chicote, marinheiros!
Fazei-os mais dançar!..."
Castro Alves ( “Navio Negreiro”)
O lenga –lenga parece cantiga de
grilo : não tem fim. Desde os anos 90 roda, no Congresso, Projeto de Emenda Constitucional que busca
reduzir a Maioridade Penal no Brasil. Em meio ao tiroteio interminável da nossa
violência urbana, com frequentes casos de menores envolvidos em delitos, a
grande Mídia – reflexo das classes mais privilegiadas do país que lhe patrocina—tem
levado a maior parte da população ( mais de 80%) a crer nesta medida como fundamental para a
atenuação da nossa violência urbana. Recentemente a Comissão de Constituição e
Justiça apreciou a PEC 171/93, apresentada pela Frente Parlamentar de Segurança
Pública, vulgarmente conhecida como Bancada da Bala, e a proposta foi aprovada por
mais de 70% dos votos. Deve agora seguir os trâmites legais e ir, depois, à votação na Câmara e no Senado.
Nado
contra a maré mais uma vez. Acredito que
a Emenda, se aprovada, não só não atenuará o problema, como tende a piorá-lo.
Continuaremos matando algumas formigas
na boca do formigueiro, imaginando que assim solucionaremos o problema da saúva
no milharal. E as razões que me levam a pensar assim são transparentes.
Primeiro , as estatísticas mostram que apenas uma fatia mínima dos jovens ,
algo em torno de 0,5%, comete delitos. Estes, na sua maioria , são pobres, pouco
alfabetizados, negros e residem em áreas em que o Estado sempre se mostrou
profundamente omisso. Eles são , na verdade, vítimas do sistema perverso onde
estão metidos e não agentes da violência das ruas. Punir apenas, isenta totalmente o Estado da
sua culpabilidade e estaremos, mais uma vez, mexendo apenas nos efeitos e colocando no baú
as causas. Além de tudo, se resolvesse
cadeia para criança, o problema estaria , de longe, resolvido. Temos uma Pena
de Morte tácita nas ruas para os menores infratores. Nos últimos vinte anos, os homicídios de crianças e adolescentes
cresceram 350%, só em 2010, foram
assassinadas 24 crianças e adolescentes a cada dia.
Aplicada
a nova Maioridade Penal, os presídios, já perversamente abarrotados, se encherão ,
agora, de crianças, sujeitas a todo tipo de agressão. Já possuímos a quarta
maior população carcerária do mundo. Delinquentes
menores se matricularão, automaticamente, em verdadeiras universidades do crime
. Os presídios brasileiros têm uma vergonhosa taxa de reincidência de 70% e a
do sistema socioeducativo aplicado, com toda falha desse mundo, não chega a
reincidência a 20%. Aprovada a PEC, feriremos , de morte, o Estatuto da Criança
e do Adolescente e mais : a Emenda parece de todo inconstitucional. Além de
tudo, para nós que nos preocupamos tanto com a imagem do país no exterior, estaremos
agredindo acordos internacionais importantes como a Convenção sobre os Direitos da Criança e do
Adolescente da Organização das Nações Unidas (ONU) e a Declaração Internacional
dos Direitos da Criança compromissos assinados pelo Brasil. Por outro lado, a
elite brasileira que tanto se preocupa em copiar modelos estrangeiros precisa
saber que das 57 Legislações internacionais existentes sobre Maioridade Penal,
apenas 17 preconizam maioridade abaixo de 18 anos, ou seja a minoria de
tão-somente 29%. Os índices de delitos entre jovens no Brasil de 10%, por outro
lado, estão abaixo da média mundial que é
de 11,6%.
A
aprovação da PEC 171/93, assim, não é só inócua, como perigosa e irresponsável.
A chave para minorar a delinquência juvenil no país está na Educação e não na
punibilidade. O Estado precisa olhar
para todos e não tratar alguns como filhinhos do papai e os outros como
enteados. É preciso , sim, continuar na luta contra a desigualdade social. As
vozes que hoje se levantam a favor da diminuição
da Maioridade Penal são a reencarnação
daquelas mesmas que um dia se puseram contra o fim da Escravidão e a favor do genocídio de Canudos e do
bombardeio do Caldeirão. Elas continuam
hasteando os mastros dos seus Navios Negreiros e reerguendo seus Pelourinhos
pelas praças deste país.
Crato, 02 de Abril de 2015
segunda-feira, 30 de março de 2015
Noite mágica! Lançamento do livro de Geraldo Urano
O Ferrolho do Abismo e Prato de Estrelas
Evento que reuniu pessoas que eu gosto e admiro.
Depoimentos belíssimos de Zé Flávio, Abidoral Jamacaru, Pachelly, Claúdia Rejane,João do Crato ,Calazans Calou,Rafael, , Salatiel., Emerson Monteiro...
Justíssima homenagem ao grande poeta cratense.
" um homem caminha na tarde do brasil
uma laranja cai do pé
uma boca azul como a terra beija o sol
são três da tarde
olhem pra mim
não sou uma gracinha?
desci da nave com minha roupa brilhante
e tomei uma Coca-Cola na esquina"
Escolha aleatória de um dos seus poemas.
Pensei que iria ler , Geraldo Urano ,de uma só vez...mas não !
O livro é de cabeceira.
Evento que reuniu pessoas que eu gosto e admiro.
Depoimentos belíssimos de Zé Flávio, Abidoral Jamacaru, Pachelly, Claúdia Rejane,João do Crato ,Calazans Calou,Rafael, , Salatiel., Emerson Monteiro...
![]() |
| poeta Bebeto |
![]() |
| Família! |
![]() |
| O bolo da festa.Lindo! |
![]() |
| Músico: Calazans Calou |
![]() |
| Vera e Roberta |
![]() |
| POETA! |
Justíssima homenagem ao grande poeta cratense.
" um homem caminha na tarde do brasil
uma laranja cai do pé
uma boca azul como a terra beija o sol
são três da tarde
olhem pra mim
não sou uma gracinha?
desci da nave com minha roupa brilhante
e tomei uma Coca-Cola na esquina"
Escolha aleatória de um dos seus poemas.
Pensei que iria ler , Geraldo Urano ,de uma só vez...mas não !
O livro é de cabeceira.
domingo, 29 de março de 2015
sexta-feira, 27 de março de 2015
Harar - José do Vale Pinheiro Feitosa
Um dia tomamos conhecimento de um lugar. Diferente. De tudo
que temos como realidade. Assim como os contos das mil e uma noites. Chegando
até nós pelos arcos dos palácios, entre as alamedas dos jardins internos, esgueirando-se
através dos muros e saindo pelas amplas trilhas dos desertos.
Muitas noites em torno de brasas a fazer chá. Muitos sóis
queimando todo o movimento das possibilidades, reduzindo-as a um silêncio
introspectivo das caravanas abrasadas. Através o ermo até chegar ao destino com
sua preciosa mercadoria.
A mercadoria da história. Chegando à porta daquele lugar,
que agora sabemos ser Harar a capital muçulmana. A quarta mais importante
cidade do Islã, após Meca, Medina e Jerusalém. E escolhido um entre cinco dos
seus portões que representam as virtudes do Islã.
Escolhido e penetrado no burburinho do mercado interno.
Contemplando suas mesquitas. As madraçais onde as crianças aprendem sobre as
trilhas da terra e dos céus. Deixado
suas novidades nos depósitos, ido até Alá e prestar-lhe conta de seus atos
perante o mundo.
Amar. Os belos olhos que penetram meu peito não para bisbilhotar
meus segredos, mas para cevar nas suas entranhas um ramo que perfume, que
irriga os desertos como um jardim, colore os céus como suas roupas e faz do
lago um imenso cristal habitado por flamingos, patos e peixes a pular na
superfície.
Harar chegou até meu conhecimento como um lugar. Um lugar
para penetrar seus muros, vender as mercadorias e extrair da vida toda a
promessa de felicidade que o mundo guarda para aqueles que a buscam.
quinta-feira, 26 de março de 2015
Imagens do Povo da Etiópia - José do Vale Pinheiro Feitosa
Nossos valores, especialmente aqueles pelos quais somos
capazes de arrastar a babá do bebê, vestida de branco como convém à dignidade
de classe média, para tirar um selfie com bebê e tudo em plena passeata do “bate
panela”. Completando a informação.
Nossos valores refletem a possibilidades de acesso ao mundo
material dos modelos de civilização. O que ela nos oferece se torna cultura que
é outra maneira de falar de tais valores.
O nosso ideal é ter um carro. Nunca um “bate panela” irá,
com convicção, a uma passeata em prol do transporte em bicicleta. O carro é seu
“fetiche” cultural, sem ele não existe representação social.
Isso é verdade para os motociclistas. Converse com qualquer
neurocirurgião sobre o que pensam desta epidemia de lesões decorrentes do
enorme trânsito de motocicletas na sociedade brasileira. Mas vá dizer isso a
quem tem uma e a usa.
Mas o meu assunto é a Etiópia. E tenho alguma pressa pois
logo o blog estará aliviado, por um tempo, das minhas incursões. E hoje é sobre
isso mesmo. Como numa determinada região de Etiópia (Gonder, Bahir Dar e
Lalibela) vimos o povo a pé em longa tiradas à beira da estrada.
Com suas vestimentas típicas. Mantos para se abrigar do frio
e do sol, saia coloridas e compridas. Cores intensas e primárias. Os homens
desde da fase de transição entre criança e ser adulto, avançando na idade usam
cajados de madeira.
É costume vê-los com o cajado cruzado nos ombros e com os
braços descansando sobre ele. Já na região mais muçulmana, entre Dire Dawa e
Harar, onde existe um comércio de chat (uma planta usada como estimulante) e
várias cidades intermediárias, o povo andava em vans e no chamado tuc-tuc uma
cabine para três pessoas montada sobre a estrutura de um triciclo.
A cidade de Lalibela impressiona pela religiosidade cristã.
Um cristianismo primitivo. Ortodoxo. Vindo de era distante. O rei Lalibela
construiu igrejas impressionantes em rochas abaixo do nível do chão. Como os
cristãos da Etiópia tinham dificuldade para fazer peregrinações a Jerusalém (é
isso mesmo ainda no século XI eles iam da Etiópia ao Oriente Médio) em razão do
domínio mouro, Lalibela transformou a cidade, que passou a usar seu nome, numa
verdadeira Jerusalém.
A um riacho denominou Rio Jordão e monte das Oliveiras a outra
formação na proximidade. E são onze igrejas em monólito com túneis ligando-as,
sistema de abastecimento de água e escadas para se descer até elas.
Existe um local para feira. Só que ali não existe moeda intermediando.
São trocas no estilo escambo. O povo vem das elevadas montanhas, com mais de 3
mil metros de altura, com seus produtos, trocam e voltam a subir em destino de
suas casas.
Um rio Jordão, um Monte das Oliveiras, igrejas em pedra, a
visão que se tem do povo com os sacos de produtos nas costas é de um tempo
bíblico. De um povo bíblico em plena África. O vídeo abaixo mostra isso.
A paisagem da Etiópia é belíssima. E o Tucum a habitação
mais típica de toda a região. O vídeo abaixo vai mostrar isso mesmo.
quarta-feira, 25 de março de 2015
"INJERA" - José do Vale Pinheiro Feitosa
Feita da farinha do “teff”
fermentada, com a troca de três águas, a “injera” é na prática assada numa grande e redonda forma de cerâmica
sobre o fogo e tampada a maior parte da cocção. A matéria prima do fogo pode
ser o carvão, lenha, gravetos ou fezes seca de gado.
Nos restaurantes populares e no sofisticado Yod Abissinica de
Adis Abeba a injera é servida à moda
tradicional, com porções de carnes, legumes, cereais, molhos, pãezinhos feitos
com a farinha do teff. Come-se com as
mãos, pegando pedaços da injera junto
com porções de suas coberturas. Se você é uma pessoa de consideração para o
anfitrião, ele pode até pegar uma porção e servi-la em sua boca.
Na velocidade do asfalto deslizado o Sami traduziu todas as
lembranças dos já vividos e os desejos dos desconhecidos. Estancou a bota de
sete léguas bem no centro de uma vila. Onde o povo vivia como é de cada dia.
Sem teatro, apenas o discurso de sua história e tradição.
Do outro lado da pista, entre as casas de taipa uma fumaça
com gente em volta. Sami nos transportou para a intimidade da vila. Onde se
assava a injera. Todos os seus
passos, toda a sua arte, seu modo paciente e andante, lento desnovelar processo
de ser. Uma vila da Etiópia. Mesmo que à beira do asfalto.
E aquelas máquinas de filmar. Fotografar. Aquela pele,
aquela cor de cabelos, aquelas roupas, a curiosidade em forma de uma gente
estranha entrou na roda da injera sendo
assada. Parte importante da vila veio para conhecer aqueles modos, aquelas
maneiras de se apresentar, olhando-os repetidamente através das lentes de vidro
de máquinas silenciosas.
Com alguma interação por certo. De curiosidade recíproca. De
um lado é possível que tenham sobrado algumas conversas, comentários e vagas e
fugidias lembranças. Do outro lado ficaram gravadas estas imagens. As imagens
que podemos repetir milhares de vezes.
Fazer um eco duradouro até não se sabe quando, mas por certo
duradouro, daquele breve momento onde toda a força de um povo se comprovou como
forma de imagens em movimento e instantâneas. Talvez tão duradoura sejam quanto
a certeza de assar outras injeras e
junto aos seus fazer uma refeição coletiva.
terça-feira, 24 de março de 2015
"TEFF" - José do Vale Pinheiro Feitosa
Três razões para se ir à Etiópia: geografia, história e onde
se notificou o último caso da única doença já erradicada pela humanidade
(varíola). Amigos lembrando a pobreza, a violência africana e a insurreição
islâmica, que apesar motivam mais que os circuitos do consumo e das fotos no “face”.
A geografia da Etiópia é belíssima, um platô elevado,
montanhoso, cheio de vales, incluindo o famoso Vale do Rift (fenda geológica vindo
da Península Arábica e penetra a África até a região dos lagos) e muitos lagos
que dispersam, generosamente, águas para os países vizinhos.
Ao mesmo que tem um semideserto (Ogaden) de terras baixas, aí
a depressão de Afar dos primeiros seres humanos. Vulcões extintos, alguns que
espirram, lagos em crateras, vegetação de estepe, florestas em terras altas e
nas encostas onde o café surgiu, grande evento cultural (falaremos a respeito).
Existe a belíssima fauna e flora africana. A fauna com
elefantes, leões, jacarés, hipopótamos, girafas, monos. Tudo que é África. E a
flora das estepes e florestas, das zonas semidesérticas arbustivas e acácias, de
espinhos longos e agudos, produtora de tanino, que só as girafas tornam comida.
A história da Etiópia é a antiguidade. Especialmente pela
proximidade do Mar Vermelho e do Oceano Indico, como métrica das rotas de
navegação para a Índia, Península Arábica, Oriente Médio, Egito e Roma. Sobre a
mirra e o incenso, pense na Etiópia e sua vizinha Eritréia. No comércio do
golfo de Aden e as trocas com as riquezas das terras altas.
A mitologia que envolve a formação imperial e de antigas
civilizações é outro eixo africano qual foi o Egito. Vamos a outra
exclusividade, não exportável qual aconteceu com o café. O grão de “teff”: o
menor cereal do mundo, quase do tamanho do alpiste. A sua farinha é um alimento
riquíssimo em minerais, especialmente ferro e nos aminoácidos formadores da vida.
O teff é a base da alimentação do povo da Etiópia. Como “injera”, o principal prato feito com o
“teff”. Ali se domesticou o “teff” há milhares de ano com um dos principais
produtos de sua agricultura. No vídeo vê-se um resumo desta história, inclusive
como a alimentação feito a “injera”. Mas
veremos como o “teff” começa a ser “apropriado” pelo “experto” nutricionismo de
“famosos” como a panaceia de mais um milagre alimentar a secar gorduras e
muscular as exposições narcísicas.
Não veio de fábrica? - Por Carlos Eduardo Esmeraldo
Quem ainda ao comprar um carro em qualquer concessionária não foi abordado por vendedores insistentes oferecendo gel protetor dos assentos, liquido que conserva a pintura, presilhas de plásticos com refletores de luz para sinalização das portas e tantas outras coisas a mais, todas elas desnecessárias? Não sei se hipnotizado pela boa conversa do vendedor, ou muitas vezes para se livrar dele, caímos na tolice de comprar, mesmo sabendo que estamos com o saldo bancário zerado pela comprar de porte que realizamos, com pagamento à vista ou cheios de prestações que podem durar até vinte e quatro meses.
Pois vou passar uma receita que aprendi com o meu saudoso sogro, o Dr. Aníbal Figueiredo. Se ao sermos abordado por qualquer vendedor, do mais requintado, daqueles que o sujeito pede uma caixa de absorvente e o vendedor termina vendendo até barco a motor, aos mais simples vendedores de óculos escuros tirando nosso sossego na praia.
Basta fazer a pergunta acima. "Veio de fábrica"? A resposta geralmente é negativa. "Então não é necessário", emendamos imediatamente. Ao aplicar essa salvadora pergunta o vendedor vai embora de fininho. Já consegui desarmar os argumentos de todos os vendedores que me procuraram no momento de fechar qualquer compra, até nas lojas e grandes magazines.
Boas compras e apliquem a sugestão acima.
Pois vou passar uma receita que aprendi com o meu saudoso sogro, o Dr. Aníbal Figueiredo. Se ao sermos abordado por qualquer vendedor, do mais requintado, daqueles que o sujeito pede uma caixa de absorvente e o vendedor termina vendendo até barco a motor, aos mais simples vendedores de óculos escuros tirando nosso sossego na praia.
Basta fazer a pergunta acima. "Veio de fábrica"? A resposta geralmente é negativa. "Então não é necessário", emendamos imediatamente. Ao aplicar essa salvadora pergunta o vendedor vai embora de fininho. Já consegui desarmar os argumentos de todos os vendedores que me procuraram no momento de fechar qualquer compra, até nas lojas e grandes magazines.
Boas compras e apliquem a sugestão acima.
segunda-feira, 23 de março de 2015
domingo, 22 de março de 2015
sábado, 21 de março de 2015
sexta-feira, 20 de março de 2015
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