por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



segunda-feira, 6 de agosto de 2012

por socorro moreira


Não...
Não serás tudo em minha vida
Serás o muito que basta
E que me deixa viva.

Não...
Não vou estragar a horta
Envenenar-te de agrotóxicos...
- A paixão escraviza

Quero ser o que ainda não fui
È isso que busco em mim
Nos meus dias curtos de vida
...
- Que eles sejam compridos na presença dos amigos!

Na Rádio Azul





Roberto Menescal


Abraço Vazio


Revirando o apartamento
Não me resguardei a tempo
Quando dei por mim
Uma canção
Foi buscar você tão longe...

Remexendo o sentimento
Distraído, num momento
No quarto vazio, à meia-luz
Sem querer...
Acho que abracei você!

Qual foi mesmo o tom
Do seu "tanto faz"?
Qual foi mesmo a cor
Do batom?
Traços de um perfil
Que eu nem lembro mais...
Sei que os lábios dizem não

Revirando a cidade
Por descuido ou por maldade
Se o destino inventa
De cruzar nosso olhar
Mesmo se eu passar sem ver
Acredite
Não me esqueço de você!

Frase do dia


“Para o legítimo sonhador não há sonho frustrado, mas sim sonho em curso” (Jeferson Cardoso)
O CÔNCAVO NA AXILA DIREITA DE ROSALMA no http://jefhcardoso.blogspot.com


Olimpíadas 2012 - Estadão.com.br

Bolt é Bi nos 100 m

Campeã mundial, Noruega será a rival do Brasil nas quartas

Handebol Feminino



QUADRO DE MEDALHAS


1
China
30 17 14 61
2
Estados Unidos
28 14 18 60
3
Reino Unido
16 11 10 37
4
Coreia do Sul
10 4 6 20
5
França
8 8 9 25
6
Itália
6 5 3 14
7
Cazaquistão
6 0 0 6
8
Alemanha
5 10 7 22
9
Rússia
4 16 15 35
29
Brasil
1 1 5 7

"...o amor , o sorriso e a flor/Se transformam depressa demais..."


domingo, 5 de agosto de 2012


por socorro moreira


Labirinto no coração
Entrada franca
Pessoas se perdem
Acertam a saída
Viram guias
Entram e saem
Como invisíveis
Brincam, adormecem...
Morrem
Sabem a senha de percurso
Penduram a chave no cós.

Domingueiras


O lado luminoso e o lado sombrio se alternam no passar dos dias. Hoje acordei de uma semana de “dengue”. Parece que toda nossa força vital é minada. Falta ânimo até para tomar um pouco d’água. Cigarro, net, ler, escrever... Nem pensar!
Voltando ao normal.
Amanhã vou acompanhar minha secretária para receber um prêmio da Zenir. Fomos parceiras na promoção Zenir/ ExpoCrato. Ela trouxe um cupom que sugeria a criação de uma frase. Caso fosse selecionada, ganharíamos um prêmio. Sou adversa a todo tipo de apostas, mas entrei na onda. Parece que ganhamos uma lavadora de roupas. Amanhã confirmo detalhes. Impagável a alegria da Edite. Sente-se coberta de sorte!
A minha credibilidade com relação à Zenir está em alta, lógico!
E agosto prossegue com seus gostos e desgostos. O calor ficando forte e o luar mais luminoso.
(Dias 16 e 18 terão o show do Abidoral Jamacaru que homenageará Noel Rosa, acompanhado pelos músicos: Nicodemos, Lifanco e Jaime (cavaquinho, violão e percussão). O primeiro, no palco do Sesc Crato, e o segundo no “Terraçus”( produção de Kaika).Espero encontrar o mundo dos conhecidos e amigos nestes dois eventos.
Na última semana do mês começa a festa da nossa Padroeira. E as nossas cabeças viajarão com o coração, querendo alcançar todas as graças e viver as alegrias de um tempo festivo.
As campanhas eleitorais me parecem mornas. Torço por uma política amistosa, dentro de uma comunidade consciente e amadurecida.
Estou ligada nas Olimpíadas e no Brasileirão. Depois dos 60 anos começou minha afeição pelos esportes. È entretenimento!
Quem tiver comentários e notícias a respeito serão bem-vindas!
Um final de domingo abençoado para todos, e o maior dos meus abraços.

Dez chamamentos ao amigo- Hilda Hilst





Se te pareço noturna e imperfeita
Olha-me de novo. Porque esta noite
Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.
E era como se a água
Desejasse

Escapar de sua casa que é o rio
E deslizando apenas, nem tocar a margem.

Te olhei. E há tanto tempo
Entendo que sou terra. Há tanto tempo
Espero
Que o teu corpo de água mais fraterno
Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta

Olha-me de novo. Com menos altivez.
E mais atento.
(I)



[Poesia: 1959-1979 - São Paulo: Quíron; (Brasília): INL, 1980.]

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

MOSTRA DE MÚSICA INSTRUMENTAL

Dia 6 de Agosto... Cultura Sesc Cariri

 Dia 6 de Agosto 19h - Kaoll interpreta Pink Floyd! Local: Teatro SESC Patativa do Assaré SESC Juazeiro.
ENTRADA FRANCA!

Na Rádio Azul


Tony Bennett

Origem: Wikipédia
 Anthony Dominick Benedetto Nascimento 3 de Agosto de 1926 (86 anos) Astoria, Queens, Cidade de Nova Iorque, Estados Unidos Gêneros Pop tradicional Jazz Período em atividade 1949 .Considerado um dos melhores cantores populares do século XX. É tido como uma lenda do jazz e da música pop. Começou a emplacar nos anos 50. Seu maior sucesso foi a música I Left my Heart in San Francisco, e do seu repertório constam outros destaques como Because of You, Rags to Riches e Cold, Cold Heart. Nos anos seguintes, conquistou seus dois primeiros Grammy Awards, prêmio concedido pela National Academy of Recording Arts and Sciences, dos Estados Unidos, dos quais chegou a receber 15, em anos subsequentes.
 
 
 Morre o maestro Severino Araújo, aos 95 anos Seu Jorge faz show nos Arcos da Lapa nesta sexta-feira Spike Lee vai receber prêmio no Festival de Veneza Biografia ressalta importância do maestro Severino Araújo Leonardo Lichote Publicado: 19/12/09 - 0h00 Atualizado: 19/12/09 - 0h00 Envios por mail: 0 RIO - O clarinetista K-Ximbinho certa vez falou com o maestro Severino Araújo de um "professor alemão" que estava ensinando a ele umas coisas diferentes, como música atonal, harmonia politonal e dodecafonia. Quando Araújo, espantado, disse que nunca tinha ouvido falar naquilo, K-Ximbinho respondeu: "Pois o meu professor disse que você já sabe de tudo isso e quer te conhecer". O tal alemão era o maestro Hans-Joachim Koellreuter, vanguardista que influenciaria da bossa nova de Tom Jobim ao tropicalismo de Tom Zé, passando pelas "Coisas" de Moacir Santos. O episódio, contado no livro "Orquestra Tabajara de 
 
 
Severino Araújo" (Companhia Editora Nacional), de Carlos Coraúcci, ilustra como a música do artista ultrapassa as fronteiras dos salões onde se eternizou - ao mesmo tempo, a biografia reafirma e engrandece o valor da obra do maestro dentro desses mesmos salões. Jazz e popular, lado a lado. - Koellreuter falou para ele: "Você já faz o que eu faço, agora vamos aprimorar". Com 14, 15 anos, Severino era apaixonado pelas big bands americanas que ouvia em lojas de discos ou em ondas curtas, em João Pessoa - conta Coraúcci, notando que o maestro buscava aproximar aquelas sonoridades que ouvia e a música brasileira que conhecia das ruas nordestinas e das rádios. - Fez um "Rhapsody in blue" em ritmo de samba que mostrava toda a sua genialidade. Para todo tipo de música, ele fez arranjo. Propôs inovações, foi precursor no Brasil de muitas coisas que hoje são comuns. Por exemplo, aumentou o naipe de metais para quatro trompetes, quatro trombones e cinco saxofones para ficar mais parecido com o som de Glenn Miller, Tommy Dorsey... O interesse de Araújo pela música nasceu bem antes dos 14, 15 anos. A biografia conta que, em sua Limoeiro natal, aos 8 anos, ele já ajudava o pai, Mestre Cazuzinha, em suas aulas de música - e já se sabia que o garoto tinha ouvido absoluto. Mas o marco inicial da trajetória que todos conhecem é sua entrada, em 1936, na Orquestra Jazz Tabajara - logo depois rebatizada para Orquestra da Rádio Tabajara. Músico jovem e talentoso, foi convidado a integrar o grupo, estreando ao saxofone. Não demorou para que Araújo chegasse à regência da orquestra e começasse a chamar a atenção de maestros e músicos do "Sul Maravilha". Em janeiro de 1945, eles desembarcaram no Rio e, poucos dias depois, estreavam na Rádio Tupi. Por seu perfil que unia sofisticação e apelo dançante, e também pelo repertório abrangente, eram chamados para animar salões populares e de elite. Em 1946, faziam cerca de 32 bailes por mês. Hoje, a atividade ainda é intensa: são entre 10 e 15 bailes mensais. - Temos que pensar que, desde os anos 30, a Tabajara passou por todos os movimentos musicais - nota Coraúcci. - Ela foi contemporânea de Silvio Caldas, passou pela bossa nova, pelo tropicalismo, pela era dos festivais, pelo rock. E, mais que conviver, adaptou-se a todos. E adaptou todos, trazendo para si e fazendo o arranjo que queria. Dois meses depois de João Gilberto, Severino gravou "Chega de saudade".

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

A Latinha


Pois é, amigos ! Todo cuidado é pouco! Está aberta a temporada dos sorrisos epidêmicos, dos abraços compulsivos, da simpatia desvairada, da solidariedade a todo preço! É assim, sempre, o período eleitoral. Imaginem quatro candidatos a prefeito, quatro a vice, mais de duzentos a vereador, todos eles acompanhados dos seus cabos eleitorais e mais os respectivos babões e puxa-sacos a tiracolo.  Nos próximos dois meses, é preciso se precaver. Qualquer festinha de bairro, qualquer aniversárioou casamento  é um verdadeiro perigo. De repente chegará a avalanche de sorrisos de manequim, de conversa aveludada , de tapinha nas costas. É preciso rezar para não se perder nenhum ente querido nestes próximos sessenta dias. Velório é o habitat natural de político em vésperas de eleição. Ciço de Munda, um mestre de tamanco do Cipó dos Tomaz, quase morre nestes dias. Perdeu o pai de uma congestão e, humilde, providenciou o velório conforme suas condições. O problema é que Ciço tem vinte e cinco votos, digo, irmãos. A tragédia veio daí. Passou toda a noite recebendo abraço e tapas nas costas de mais de duzentos candidatos e respectivos baba-ovos. Só de caixão de defunto recebeu mais de uma dúzia. Depois do espancamento político,  nem pode comparecer ao enterro pois teve que se internar para tratar das machucaduras.
                                   Daqui a pouco começará o Programa Eleitoral: o melhor humorístico do Rádio e da Televisão brasileiros. Os discursos serão hilários. Os programas de cada Partido parece até que foram copiados um dos outros: todos extremamente avançados e com profundo cunho socialista. E as promessas jorrarão como um tsunami. Ao que parece,  a campanha não terá muita lisura , não. Basta ver o vandalismo na Praça da Sé recém inaugurada e o incêndio no galpão de transportes da Prefeitura. Tudo levando a crer que a sabotagem tem íntima ligação com algumas facções  políticas  antagônicas neste período eleitoreiro. Por que a disputa não pode ser mais interessante? O lado B reformou uma praça ? O lado A constrói outra mais bonita num bairro. Que a guerra seja de realizações e não de incêndio e demolições ! Isso é de uma baixaria que dá engulhos. Com a visível decadência do Crato frente a outros municípios do Cariri, ficamos perdidos perguntando : como despencamos neste desfiladeiro? Os juazeirenses já brincam chamando nossa cidade de Latinha . Quando se pergunta o porquê, eles didaticamente explicam : Lá tinha Sesi, Lá tinha DETRAN, Lá tinha Concessionárias, Lá tinha SESEC.  Como a hecatombe tem muitas raízes na Política, vem a pergunta inevitável : Como escolher  em meio a tantos candidatos sem qualquer qualificação e, mais, provenientes de partidos que são meros ajuntados de interesses, sem qualquer plataforma programática confiável?  -- Deve está se perguntando o leitor. E quem diabo é que sabe, amigos? Mais fácil entender a cabeça de  mulher com TPM ou resolver a briga de israelense e palestino. Mas aqui vão algumas dicas, a quem interessar possa, para ajudar a separar o feijão dos escolhos.
                                   A primeira questão é lembrar que o voto é um ato político. Não se deve votar, pois, porque o candidato é bonitinho,  simpático,  companheiro de trabalho, é meu familiar, meu amigo pessoal. Não estamos escolhendo marido, esposa, misses, nem pariceiros. Devemos votar em uma proposta capaz de melhorar o perfil da nossa cidade, de aperfeiçoar os horizontes coletivos da nossa Vila. O candidato é apenas uma pequena peça nesse quebra-cabeças. Se você privilegia esse ou aquele político  pensando em resolver alguma pendência sua, pessoal, depois não tem o direito de reclamar quando o eleito resolver também solucionar só as dele e deixando você sozinho na Latinha.
                                   A segunda dica diz respeito ao uso do poder econômico no pleito.  Diz-se sempre que sem dinheiro não se ganha eleição. Pois bem, as absurdas verbas gastas neste período vêm de onde? A quem interessa que o candidato A ou B, vença, investindo milhões e milhões  nas Campanhas ? A derrama de grana neste período como será depois recuperada? Ou será que todos os políticos ricos são filantropos ? No final, o dinheiro será  descontado, com certeza, dos cofres públicos. Ou seja, os candidatos tentarão comprar seu voto com o dinheiro que é seu. Eles darão com uma mão e puxarão com a outra. Se você estiver na pendura, receba, mas vote segundo a sua consciência. Se isso não é ético, lembre-se: esta palavra não existe em Política brasileira. Quanto mais rica a campanha maior o risco, meu amigo.
                                   Lembre-se ainda que o cargo de vereador faz parte do Poder Legislativo. Ou seja, vereador é para fazer leis e fiscalizar as ações do Executivo. Qualquer “Zé Mané”, pois, que apareça prometendo construir estradas, melhorar a Educação, resolver os problemas da Saúde, é um mero farsante. Ele não tem esse poder. Como Tiririca ,está querendo ir para Câmara para descobrir o que é que um vereador faz.
                                   Se devemos votar em propostas, observemos bem o cardápio. Todos darão o diagnóstico dos males municipais bem direitinho : a Saúde está um caos, precisamos melhorar a educação, é necessário dar segurança à população, faz-se mister recuperar a força do Crato no cenário estadual, a Cultura está totalmente orfã. Tudo bem !  O diagnóstico está dado. Mas: quais as propostas exeqüíveis para mudar esse cenário? Como se faz o tratamento ?Candidato que não tem propostas claras  a discutir com a população, deve ser esquecido. Candidato que fugir do debate , deve ser imediatamente excluído da perspectiva do nosso voto. Se ele não quer deixar claro para seus eleitores suas intenções agora, imagine depois quando for eleito.
                                   Os partidos são tão parecidos nas suas deformidades que pode ser difícil optar por este ou aquele. Pois bem, escolhamos aquele candidato que nos parece trazer a melhor proposta para minimizar os problemas coletivos da cidade. E mais,  que tenha uma folha corrida ao menos suportável. Observemos também quem são seus acompanhantes, pois interesses mútuos os unem. Por mais ojeriza que por acaso tenhamos com a Política, não tem jeito, não tem como escapar dela. É com ela que poderemos transformar o caos em que estamos metidos ou, com nossa franca participação, ativa ou passiva, aprofundar o abismo em que fomos pouco a pouco mergulhando. Está em nossas mãos e na nossa consciência o destino da nossa querida Latinha.

J. Flávio Vieira

(D)escrever-se


Há no lábio rubro qualquer coisa que não deve ser dito
Deve ser meditado.
Há no olhar, alguns ares de sol a latejar
Qual dardos, setas enviadas por arcanjos.
No caminhar são passos de uma valsa distante
Tocada em cravo quase silente nas tardes sol no campo
E tudo isso é nada, tão só o possível a ser dito
Embora saibamos que o que aqui está escrito
É demasiado vulgar para expressar o que sois.
Há na palavra, qualquer coisa de inerme,
Pois pouco capta do que és, do brilho do riso
Do que vasa dos olhos, do que exala
Do quanto fala teu silêncio.











Desenho: Antonio Sávio

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Gore Vidal


Diário do Centro do Mundo


Uma antologia de frases de Gore Vidal (1925-2012)
Paulo Nogueira 1 de agosto de 2012 5



Gore Vidal, morto aos 86 anos, vai ser lembrado não pelos livros que escreveu, quase todos irrelevantes – e sim pelas frases cínicas, cruéis e brilhantes que criou em quantidade extraordinária.

Vidal, crítico tonitruante de seu país, os Estados Unidos, foi uma espécie de reedição de outro grande autor de epigramas – o irlandês Oscar Wilde. (Também em Wilde as frases são muito acima dos livros.)

Wilde e Vidal tinham a inteligência corrosiva e iconoclasta tão comum no admirável humor gay. Sobre Wilde, Vidal teve a vantagem de uma formação política que ampliou consideravelmente seu repertório de insultos e injúrias. Abaixo, uma seleção de frases de Vidal:

1) Cada vez que um amigo faz sucesso, eu morro um pouco.

2) Um escritor deve sempre dizer a verdade, a não ser que seja jornalista.

3) Metade dos americanos nunca votou para presidente, e metade jamais leu um jornal. Esperamos que seja a mesma metade.

4) Quando alguém me pergunta se posso guardar um segredo, respondo: “Por que eu deveria, se você não pôde?”

5) Estilo é você saber quem é, e dizer o que quiser, sem dar a mínima importância para o resto.

6) Toda pessoa pronta para disputar a presidência dos Estados Unidos deveria, automaticamente, ser impedida de concorrer.

7) John Kennedy foi um dos homens mais charmosos que conheci. E também um dos piores presidentes.

8) Nunca tenha filhos, apenas netos.

9) Andy Warhol é o único gênio que conheci com 60 de QI.

10) Uma boa ação jamais deixa de ser punida.

11) Democracia é o direito de escolher entre o Analgésico A e o Analgésico B. Mas ambos são aspirinas.

12) Temos que parar de nos gabar que somos a maior democracia do mundo. Sequer somos democracia. Somos uma república militarizada.

13) Hoje as pessoas públicas não conseguem escrever seus discursos e nem suas memórias. Não sei se conseguem sequer ler.


Canção da lua que lava



Lua, que lavas teus linhos,
sempre a lavar
numa lixívia de nuvens,
branca, branquinha de espuma,
e escorres tudo lá no alto
para secar;


lua que lavas teus linhos
pelos valados maninhos,
na serra onde vai nevar;


oh lua alagando o mundo
nesta espuma de cegar!


lua que lavas teus linhos
e que os enxáguas
e os pões em qualquer lugar —
nos terraços lageados,
nos velhos muros caiados,
nos laranjais do pomar
ou nos campos orvalhados
onde estão a gotejar —


lua que lavas teus linhos
até nas praias do mar —


vem, lua, e lava minha alma!


Oh lava minha alma em lágrimas,
para que Deus, sol das almas,
venha a enxugar.

Miguel Araújo