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•A NOVA E EMBLEMÁTICA IMAGEM DO NOSSO
- SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
por José do Vale Pinheiro Feitosa
Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.
José do Vale P Feitosa
terça-feira, 26 de abril de 2016
domingo, 24 de abril de 2016
SEM POVO E SEM VOTO - José Nilton Mariano Saraiva
Em
sã consciência, ao analisar os últimos acontecimentos não há
como negar a hipocrisia, má-fé, desonestidade e cinismo de alguns
dos membros do Supremo Tribunal Federal, ao anunciar, via TV, uma
pretensa “legalidade” do processo de impeachment da presidenta
Dilma Rousseff (já aprovado pela Câmara Federal), pela simplória
razão de terem os “nobres” deputados obedecido, pari-passu, o
“rito processual” predeterminado por suas “excelências”;
canalhice maior não há. Como se fossemos todos uns idiotas.
Afinal,
até prova em contrário, seguir o “rito processual” nada mais é
que exercitar o beabá, seguir o básico, obedecer uma sequência de
procedimentos burocráticos acordados a priori e constante de
manuais, a fim de se cumprir uma etapa preliminar de um processo;
espécie de “aperitivo”, a fim de “abrir o apetite”, visando
a deglutição do “prato principal”, a seguir.
Transposta
tal etapa, aí, sim, há que se dissecar a parte substantiva ou o
suprassumo da questão: o exame meticuloso, com parcimônia,
honestidade e isenção, do tal “mérito” do processo em questão,
ou seja, se há ou não caracterizado o tal “crime de
responsabilidade”, capaz de defenestrar uma Presidenta da República
aclamada por quase 55 milhões de votos.
Assim,
causa espécie que alguns dos componentes do STF fiquem “bodejando”
irresponsavelmente que o impeachment é legal porque tal dispositivo
consta da Constituição Federal, ao tempo em que cafajestemente
omitem do distinto público que para que tal se materialize torna-se
necessário a existência do tal “crime de responsabilidade”;
como se nota, desonestidade a toda prova, que serve, sim, para
“assanhar” os oponentes do governo.
Afinal,
o caso específico da tese de admissibilidade do “impeachment” da
presidenta Dilma Rousseff, calcado na alegativa de uso das tais
pedaladas fiscais e emissão de decretos orçamentários
complementares, já foi peremptoriamente refutado não só por
juristas de escol, daqui e alhures, como e principalmente por alguns
ministros do próprio STF (Marco Aurélio Mello e Ricardo
Lewandowski, por exemplo).
Fato
é que, em razão do golpe tupiniquim perpetrado por segmentos
golpistas da mídia, políticos corruptos e parte do poder judiciário
(aos quais não entregamos, e nem os quase 55 milhões de eleitores,
nenhuma procuração para nos representar nessa sujeirada toda), a
imagem do Brasil lá fora ficou bastante arranhada e difamada, e
dificilmente um “governo-tampão”, sem povo, sem voto, sem voz,
sem legalidade e sem credibilidade, terá condição de se fazer
respeitar. Por ser um governo bastardo, gerado da prostituição
parlamentar.
Elementar,
meu caro Watson.
O CONCEITO DO BRASIL LÁ FORA
Colunista português: o Brasil disse ao mundo para não ser levado a sério
Quem
ainda não fez ideia do desastre que foi para o Brasil no mundo o
espetáculo golpista de domingo passado deve ler o artigo
do colunista do jornal Expresso, de Lisboa, Miguel
Souza Tavares:
Não
sei se os brasileiros terão a noção do que as oito horas de
votação na Câmara de Deputados para destituir Dilma Rousseff
tiveram de demolidor para a imagem do Brasil no mundo. Entre os povos
livres e civilizados, a ideia que passou é que o Brasil é mesmo um
país do Terceiro Mundo, onde a democracia é uma farsa e a classe
política um grupo de malfeitores de onde está ausente qualquer
vestígio de serviço público. Entre os países do verdadeiro
Terceiro Mundo, alguns dos quais bastante mais bem governados do que
o Brasil, a ideia do país como potencial líder do grupo dos
emergentes caiu por terra com estrondo: perante aquele indecoroso
espectáculo transmitido em directo para o país e para o mundo, as
hipóteses de o Brasil alcançar o ambicionado lugar de membro
permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas só podem
ter sido seriamente comprometidas.
Não
está em causa saber se Dilma governa mal ou bem: governa mal e devia
sair pelo seu pé. Não está em causa se o PT esgotou o seu tempo e
devia dar hipótese de nascença a um novo ciclo político: sim,
devia, e Lula — a quem o Brasil tanto ficou a dever — faria bem
melhor em remeter-se às palestras e nada mais. Já não está em
causa sequer saber se há fundamento jurídico e constitucional para
a demissão da Presidente: não há, o processo é puramente político
e, nesse sentido, o impeachment é, de facto, um golpe, levado a cabo
pelos derrotados das presidenciais. Mas em democracia os governos são
julgados em eleições e ninguém tem culpa de que na absurda
Constituição Brasileira, que tenta a fusão impossível entre o
presidencialismo à americana e o governo à europeia, não existam
as figuras da moção de censura ou de eleições antecipadas (uma
lacuna que deriva directamente do igualmente absurdo sistema político
que faz com que o Presidente e chefe de Governo nunca tenha maioria
num Congresso onde convivem 26 partidos, mais uma série de
fidelidades regionais e sectoriais). Com o pretexto arregimentado
para destituir Dilma — as tais “pedaladas fiscais” — qualquer
governo de qualquer democracia poderia ser substituído a qualquer
momento, sem grande esforço. Mas exigia-se, pelo menos, que o
processo de destituição da Presidente do Brasil tivesse um mínimo
de dignidade e de seriedade que o gesto impunha. Mas não foi isso o
que sucedeu e o que está a suceder: os chefes do “golpe”, todos
a contas com a Justiça, são gente que de todo se recomenda; os seus
apaniguados são tipos que não se convidam para jantar em casa; o
partido que comanda o golpe e mais espera dele vir a beneficiar, o
PMDB, é o exemplo acabado de tudo aquilo que a política não
deveria ser; e o espectáculo protagonizado pelos deputados
ultrapassou tudo o que a simples decência devia permitir. A mensagem
que o Brasil passou ao mundo é esta: “Não nos levem a sério”.
sexta-feira, 22 de abril de 2016
CASAMENTO DE GREGO - Demóstenes Ribeiro (*)
Hermógenes
tinha dezoito anos quando cansou de tanger bode nos Inhamuns e se
mudou pra Fortaleza. Morou uns tempos na Casa do Estudante e mal
concluiu o ensino médio. Porém, em pouco tempo, num armazém da
Governador Sampaio, descobriu o caminho das pedras e passou de
empregado a patrão.
Ganhou
dinheiro, deixou o subúrbio e muitos doutores o invejam. Logo,
apartamento na aldeota era pouco. Vendo que poderia ter edifícios,
contratou engenheiro e começou a construir. Um dos seus prédios tem
elevador panorâmico. Ali, ele se mostra à cidade e gosta de vê-la
aos seus pés.
Mas,
Deus nunca dá tudo. Não fosse a mulher, a vida seria bem melhor.
Helena, metida à sabida e chegada à leitura, batizou sua única
filha, de Jocasta. Hermógenes adora a filha, mas ela não herdou
nada do pai. Gordinha, vesga e fanhosa, tem algum problema de cabeça:
já passou dos trinta, esteve em tudo que é colégio e não aprendeu
nada. Não desgruda do smartphone. Só quer saber de facebook, de
what´s up e de namoros virtuais.
A
filha há dias não falava com ele, mas ontem lhe surpreendeu. Disse
que o namorado está em São Paulo e virá conhecer o Ceará. Ela o
encontrou numa rede de relacionamentos. Com a crise da Grécia,
Xerxes imigrou para o Brasil. No celular, Hermógenes viu que ele é
baixinho, cabeçudo e careca; tem o queixo enorme, mas Jocasta nunca
esteve tão feliz.
Xerxes
fez imersão em português e os pombinhos já noivaram pela internet.
O casamento não deve demorar. Hermógenes está ansioso e não vai
deixar faltar nada. Imagina uma festa grega, com garçons de luvas
brancas e bandas tocando mesmo depois do sol raiar.
O
cerimonialista lhe orientou a assistir “Zorba, o grego.” Ele viu
a fita cem vezes, está se achando um Anthony King, mas, vai se
divertir mesmo, é com a quebra de pratos. Encomendou mais de mil e
não vai sobrar nenhum. Helena está satisfeita. Desde a época do
namoro, ela gosta de quebrar coisas. Na última briga, com ciúmes,
destruiu a cristaleira, o espelho da sala e a televisão.
E,
com essa ostentação, Hermógenes aposta que Xerxes o confundirá
com Onassis ao provar da cachaça com buchada de carneiro que virá
especialmente de Tauá: bom demais!
(*)
Demóstenes Ribeiro – Médico-Cardiologista, atua em Fortaleza e é
natural de Missão Velha-CE
quinta-feira, 21 de abril de 2016
PRESIDENTA DILMA NA ONU - José Nilton Mariano Saraiva
Após
a imprensa internacional repercutir a tentativa em andamento de um
golpe parlamentar no Brasil (via Congresso Nacional), objetivando
castrar o mandato de uma Presidenta da República democraticamente
eleita por quase 55 milhões de votos, causou profundo mal estar
entre alguns membros do Supremo Tribunal Federal a corajosa decisão
de Dilma Rousseff de denunciar, viva voz, no plenário da ONU -
Organização das Nações Unidas (onde têm assento cerca de 200
países), a conspiração que tenta destituí-la ilegalmente da
Presidência da República (falta o Senado “bater o martelo”).
Tal
indignação seletiva das “excelências” do STF decorre do fato
de que a fala da Presidenta da República naquela seleta corte
explicitará e mostrará ao mundo, de maneira honesta, madura e
pensada, que a porção podre do Poder Judiciário brasileiro, via
Supremo Tribunal Federal, funcionou e funciona como copartícipe da
conspiração golpista em andamento. Tanto “sentiram o golpe”
que, sem nenhum escrúpulo ou parcimônia, desde já se valem da TV
para um “aviso” de futuras retaliações.
No
entanto, a verdade é que dentre as inúmeras arbitrariedades
praticadas em desrespeito à Constituição Federal por parte de
agentes do Judiciário (desde a época do tal “mensalão”),
agora, numa situação extremamente grave, pelo menos em duas
ocasiões distintas e decisivas aquela corte literalmente chancelou
(sub-repticiamente) os atos praticados pelos patrocinadores do tal
movimento golpista, a saber: primeiro, ao ignorar que a mandatária
maior do nosso país não cometeu nenhum crime de responsabilidade no
exercício da sua gestão e, portanto, não pode ser substituída por
quem não foi eleito, via voto popular (se acontecer a assunção do
“vice-sem-voto” e citado em diversas delações, será a
inconstitucionalidade vicejando perigosamente); depois, quando, por
conveniência, conivência ou covardia, aquela corte não se
manifestou em nenhum momento sobre a absurda situação de termos
tido um réu da justiça e desafeto de Dilma Rousseff (o mafioso
presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha) presidindo uma plenária
com o objetivo único de julgar a Presidenta da República, apesar
das comprometedoras e comprovadas denúncias envolvendo-o, ofertadas
pela Procuradoria Geral da República desde o ano passado (e como já
decorreram 160 dias sem que suas “excelências” do STF se
pronunciem, só falta mesmo o distinto ser absolvido pelos
“relevantes serviços prestados”; isso se algum dia for julgado
por aquela corte).
Merece,
pois, todo o apoio, solidariedade e respeito, a decisão histórica
da Presidenta da República em romper fronteiras para anunciar, além
mares, que a criminosa tentativa de golpe gestada no Brasil dos dias
atuais tem como um dos seus pilares de sustentação aquele que
deveria ser o “guardião” da Constituição Federal, o Supremo
Tribunal Federal (hoje um poder inquestionavelmente corrompido).
Se,
ainda assim, vingar o golpe, a história não terá como deixar de
registrar para a posteridade e de maneira fúnebre: que, Em 2016, num
país chamado Brasil (que tinha tudo pra transformar-se numa potência
mundial), tanques e bazucas (os militares) foram substituídos pela
junção de uma mídia desonesta + parlamentares corruptos + togados
do Supremo Tribunal Federal, no prematuro assassinato da Democracia,
conquistada com tanto esforço e luta.
Lamentavelmente,
vivenciamos, sim, uma “poderosa” conspiração jurídico-político
e midiática. Cuidemo-nos, o caos se aproxima.
terça-feira, 19 de abril de 2016
"EFEITO MANADA" E "CORRUPTOCRACIA" - José Nilton Mariano Saraiva
Em
qualquer
processo de votação, o
“efeito manada” tem por característica o uso do “voto
prostituto”; ou seja, aquele voto que é dado ao sabor de
conveniências momentâneas, da inexistência
de
um mínimo de pudor, da falta
de respeito para com o eleitor, da covardia
dos que se deixam vender
pela
perspectiva
de obtenção de nacos do poder.
No
decorrer da votação do processo da admissibilidade do
impeachment da presidenta “ficha
limpa” Dilma
Rousseff, ontem, tal voto se fez presente
quando integrantes de partidos aliados do governo até o dia anterior
se
bandearam para a trincheira adversária na hora da decisão, em
razão dos provisórios
números
negativos ao governo, mostrados no painel (as
bancadas do
PDT e do PR, dentre
outras,
embarcaram
nessa onda
de
insubordinação e covardia).
E
tal
ocorreu em razão da manobra do representante
maior da “corruptocracia” (e que
preside a Câmara Federal)
Eduardo Cunha que, contrariando
a praxe da
votação
em ordem alfabética, como já houvera ocorrido quando do impeachment
de Collor de Mello (e
fora sugerida agora
pelo
ministro
Marco Aurélio Mello),
optou
por estabelecer o chamamento dos
votantes via
bancadas estaduais, permissiva
ao
surgimento
do “efeito
manada”, espécie
de escancaramento da porteira
(exemplo
emblemático: depois
da votação da
bancada do
Estado do Paraná, que
em peso foi contra o governo, a debandada
foi quase que automática).
Há
que se registrar que, antes,
a imprensa internacional já houvera retratado de forma pejorativa o
Brasil para
o
mundo, com destaque para o New York Times, que em sua edição de 15
de abril destacou em
primeira página, de
forma cristalina e contundente, sobre
a presidenta Dilma Rousseff: “ELA
NÃO ROUBOU, MAS ESTÁ SENDO JULGADA POR UMA QUADRILHA DE LADRÕES”.
No
mais, uma sessão que poderia ser considerada séria
e
histórica, mesmo
que objetivando
uma
ruptura democrática via cassação
(ilegal) do mandato
de uma presidenta eleita democraticamente por quase 55 milhões de
eleitores, findou por assemelhar-se
a um espetáculo circense periférico
de
quinta categoria (com
todo respeito ao circo e
à periferia).
É
que,
tirante
as exceções de praxe,
as
“excelências” e
“nobres” deputados (tratamento
hipócrita por eles usados entre si),
à falta de uma única justificativa consistente para
cassar a presidenta,
usaram
e abusaram
de
palhaçadas, canalhices
e falta
de seriedade, ao
vivo e a cores, via
estapafúrdias
mensagens
ao
pai, mãe, esposa,
tia,
filho, neto que está por vir,
cachorro, papagaio e por aí vai.
Autentico
festival de baboseiras
e
desrespeito,
que poderia ser sintetizada
em
três instantes distintos:
01)
quando o deputado goiano Heuler Cruvinel, na
tentativa de agradar o chefe e corrupto-mor
Eduardo Cunha, inadvertidamente
tascou:
“pelo fim da corrupção e dos fichas sujas, voto sim”; 02)
quando
a
deputada Raquel Muniz, esposa do atual prefeito da cidade de Montes
Claros, Rui Muniz, bradou
eufórica:
“pelo Brasil e pelo fim da corrupção, voto sim, sim,
sim”
(ironicamente,
hoje,
18.04.16, um dia após, a Polícia Federal prendeu
o
“prefeito-esposo” por… corrupção); e
03)
quando
o
próprio
deputado Eduardo Cunha, anunciou
seu
enigmático voto
evangélico:
“Que Deus tenha misericórdia desta nação. Voto sim”.
Pergunta-se:
misericórdia do Brasil, em
razão da possibilidade
iminente
de
ser
por ele governado ???
Assim,
e na triste
perspectiva
de que o Senado Federal não mudará o que foi decidido
pela
Câmara Federal, resta lamentar que um governo ilegítimo (já
que sem voto e fruto de um golpe de
estado)
e
tendo à frente figuras comprovadamente desonestas e
mafiosas,
finde por exterminar as conquistas sociais até aqui registradas
(já
foi sugerido antecipadamente que as verbas para a saúde e educação
serão podadas e que o salário-mínimo não mais terá os generosos
aumentos reais até aqui vigentes).
Isto
posto,
muito
cedo vamos
descobrir, principalmente
os mais carentes e necessitados, que
as
momentâneas dificuldades vivenciadas
hoje
serão
consideradas
“café
pequeno” ante as
medidas “arrasa quarteirão” que
estão
por vir (até
porque o “tucano” Armínio Fraga, dono de um saco de maldades sem
fundo, é o cotado para assumir o Ministério da Fazenda).
Alfim,
não
custa repetir, repetir
e repetir, a
fim que fique bem claro, que
todo
esse dantesco e
apavorante quadro
é resultante e produto da
criminosa negligência
e
covardia do antigo “guardião da sociedade”, o hoje desacreditado
Supremo Tribunal Federal, por
ter-se omitido em tomar
providências ante as arbitrariedades e abusos perpetrados pelo
deputado-ladrão
Eduardo Cunha.
Triste
e lamentável.
domingo, 17 de abril de 2016
"FICHA LIMPA" x "FICHA SUJA" - José Nilton Mariano Saraiva
Independentemente
do resultado da sessão da Câmara Federal a ser realizada no dia de
hoje, para tratar do encaminhamento do “ilegal” processo de
impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff, já existe um
derrotado antecipado: o Supremo Tribunal Federal.
Sim,
porque ao criminosamente procrastinar o julgamento ad eternum de um
comprovado marginal com assento na presidência da Câmara Federal
(Eduardo Cunha), mesmo diante do caminhão de provas dos crimes por
ele perpetrados (que lhe valeram a condição de “réu” da
Justiça), os integrantes daquele colegiado implicitamente ignoraram
o seu modus operandi mafioso e, assim, chancelaram todas as
irregularidades por ele levadas avante, em proveito próprio e em
desfavor do erário e da sociedade.
O
resultado todos nós conhecemos: livre, leve e solto, o bandido
Eduardo Cunha não só manteve sua postura arrogante, sectária e
prepotente, como exacerbou-a, ao desafiar o ministro Marcos Aurélio
Mello, não cumprindo (até hoje) uma determinação judicial por ele
proferida.
Fato
é que, mesmo não tendo nada contra si, a “FICHA LIMPA” e
Presidenta da República Dilma Rousseff será “julgada” dentro de
poucas horas pelo “FICHA SUJA” Eduardo Cunha e sua “quadrilha
parlamentar” (séquito de deputados por ele financiados, e também
já citados em ações de improbidade e lavagem de dinheiro).
O
resultado é imprevisível e, embora os jornalões, revistões e
televisões já há um certo tempo deem como vitoriosa a tese do
impeachment, paira no ar a sensação de que os verdadeiros
defensores da Democracia (os parlamentares constitucionalistas) não
permitirão que haja a ruptura do processo de legalidade que
vivenciamos há apenas pouco mais de vinte anos.
Afinal,
o que poderíamos esperar de um governo nascido de um golpe de estado
(que não seja produto do escrutínio público) e, pois, sem qualquer
credibilidade, além de ter no seu comando uma figura
comprovadamente corrupta, bandida,
que passou toda a vida metida em falcatruas mil (mas que,
ironicamente, poderá inclusive assumir a Presidência da República,
na perspectiva de que não lhe obstem a trajetória criminosa).
.
E
se
estamos a
passar tudo isso, existe
uma
razão simplória: a falta de sensibilidade, a
preguiça, a
covardia e a omissão dos integrantes da nossa corte maior, o Supremo
Tribunal Federal que, tal
qual Pôncio Pilatos,
preferiram lavar as mãos numa
decisão crucial como essa,
com
reflexo para milhões e milhões de pessoas. Lamentável e
vergonhosamente.
Assim,
resta-nos
torcer para que a “DEMOCRACIA” sobreviva ao
golpe e
que após
o desfecho favorável, mesmo
que num
átimo de responsabilidade e respeitabilidade (ainda
que
tardios) a Justiça brasileira se recomponha, julgando e enjaulando
de vez tão abjeta figura, o
bandido mor de todo esse esquema (Eduardo
Cunha).
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