por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



sexta-feira, 21 de junho de 2024

 

A “RODA” - Por: José Nilton Mariano Saraiva

Por terra, o percurso Crato a Fortaleza normalmente é feito de “ônibus” (coletivo) ou “carro” (particular), por grande parte da população; já pelo ar, se você dispõe de um pouco mais de grana e pretende refazer a mitológica “viagem ao mundo em 80 dias” (em suas merecidas férias), irá utilizar essa maravilha da vida moderna, o “avião” (mesmo sujeito às “turbulências” da vida e a um indesejado mergulho no oceano); já no interior de pequenas fábricas de periferia ou nas grandes indústrias existentes nos mais variados rincões desse Brasilzão fabuloso (competentemente administrador por um “trabalhador” igual ao mais humilde mortal comum, ou seja, aquele que não possui graduação superior), as “máquinas” não param de incessantemente girar, produzindo riquezas; enquanto isso, na nossa colossal usina hidroelétrica de Itaipu, suas gigantescas “turbinas” freneticamente movem-se, diuturnamente, na produção da tão necessária energia para suprir essas mesmas fábricas; enquanto isso, se você vai ao mercadinho da esquina (e após o sufoco de uma fila que teima em não andar), terá que usar o prosaico “carrinho” para transportar sua feira, do caixa até o carro, no estacionamento.


O que uma coisa tem a ver com a outra ???

 

Não é necessário que sejamos nenhum observador detalhista para constatar que o que há em comum no carro, ônibus, avião, máquinas, turbinas e o carrinho do mercadinho é um utensílio banal, simplório até, que ninguém dá muita importância (talvez por sua longevidade), já que inventado há milhares e milhares de ano (na verdade, desde a era primitiva): referimo-nos à cafona (nunca mudou de forma) e prosaica “RODA”.


Queiramos ou não, a “roda” é um dos maiores inventos da humanidade, se não o maior deles, simplesmente porque imprescindível em qualquer atividade humana (você já observou como o sábio pescador põe sua jangada ao mar, deslizando-a sobre “toras” de madeira que rolam ??? ou que o “danado” do computador (capaz de nos apresentar cálculos trigonométricos num átimo de segundo), só funciona porque em seu interior minúsculas rodas, rolamentos ou roldanas movimentam sua complicada engrenagem ???).

 

Portanto, o desenvolvimento necessariamente está em propiciar as condições necessárias para que a rode gire.

 

Simples assim.

 RESILIÊNCIA: A CAPACIDADE DE RECOMEÇAR


Querendo ou não, sempre passaremos na vida por situações que nos obrigam a recomeçar. Diante de uma demissão, doença, mudança de planos e outras tantas situações nos vemos na obrigação de encontrar novas perspectivas, ainda que não tenhamos condições emocionais de fazê-lo.

É aqui que entra em cena a resiliência como uma capacidade obrigatória para recomeçarmos, para sonharmos novamente, para encararmos um novo desafio ou mesmo para resistirmos às pressões do que não deu certo, fazendo delas um estímulo para novos planejamentos e novas ações.

A resiliência é muito importante pois, em geral, o novo tem como antecessor algum tipo de dano ou sofrimento que colocou fim a um período e desencadeou a chegada de outro. Ainda que, por vezes, um novo planejamento venha como sucessor de um período muito bom e abençoado, na grande maioria dos casos não é essa a realidade. Frank Murten, comentarista alemão, diz que o ser humano precisa desenvolver uma estratégia pessoal para prosseguir depois de sofrer algum dano na vida, seja ele material, físico ou espiritual. Essa estratégia ele chamou de Resiliência. Todos nós precisamos desenvolvê-la!

Quem nunca foi nocauteado, ou passou por um sério problema, como, por exemplo: uma doença repentina, a perda do emprego, a falência de um negócio, a morte de alguém muito próximo, um golpe na vida espiritual, o trauma de um sequestro ou de um acidente, o rompimento do casamento que durava anos, de uma amizade muito forte, ou, ainda, a reprovação no vestibular ou em algum teste?

A vida é dinâmica e traz não apenas oportunidades abençoadoras e felizes como também realidades tristes e até cruéis. Há pessoas que, diante desses nocautes da existência não conseguem mais recomeçar. Desistem da vida! Se tornam amargas, tristonhas, passam a viver deprimidas e em uma vida sem colorido e alegria. E não é difícil viver esse drama existencial: basta permitir que os sentimentos se alojem no coração e ditem qual será o rumo da vida daqui por diante. Ser resiliente constitui-se num desafio constante para qualquer pessoa.

Certa feita, perguntaram a Henry Ford: o que é um fracasso? Com voz lúcida e segura, respondeu: “um fracasso é apenas a ocasião de começar uma nova tentativa com mais sabedoria”. Qualquer pessoa está sujeita a algum tipo de insucesso na vida, porque não raro as coisas acontecem ou são como não se imagina. É nessa hora que a resiliência se manifesta afirmando que dias melhores virão e que o sinal verde vai aparecer no fim do túnel.

Sempre sofreremos golpes da vida. Cairemos e sofreremos diante dos ataques do inimigo e de seus auxiliares que, por vezes, estão perto de nós e quem sabe até dentro de nossas casas ou igrejas/templos. A resiliência criará em nós uma força tal que faremos dessas quedas períodos de reflexão, fortificação e oração e, aí então, recomeçaremos mais fortes, mais animados e muito, mas muito mais fervorosos em oração.

(autor desconhecido)

quinta-feira, 20 de junho de 2024

 

"PERIPÉCIAS" DA LÍNGUA PORTUGUESA

Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém para ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo; todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto. Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula; ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta. Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história. Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino. O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva."

(Autor desconhecido)

quarta-feira, 19 de junho de 2024

 


TEODICÉIA (*)

É a doutrina da justificação de Deus em relação ao mal presente na criação. Consta em todos os dicionários e já era conhecida pelos estoicos e pelos epicuristas. Esses, de forma polêmica, haviam afirmado que...

“Deus ou não quer eliminar os males nem pode, ou pode e não quer, ou nem quer nem pode, ou quer e pode. Se quer e não pode, é impotente; o que não pode ser em Deus. Se pode e não quer, é invejoso, o que é igualmente contrário a Deus. Se não quer nem pode é invejoso e impotente e, portanto, não é Deus. Se quer e pode, o que só é atributo de Deus, de onde deriva a existência dos males e por que não os elimina ???

Não há saída: o mal no mundo desmente pelo menos um dos atributos de Deus: a onipotência ou a infinita bondade. Afinal, no sofrimento de cada criança, ou de cada adulto golpeado sem culpa pelos terremotos da vida ou pela enlouquecida proliferação das células com metástase, está gravada a acusação contra Deus que nenhuma hermenêutica do livro de Jó poderá resolver, trivializar ou absolver.

(fonte: desconhecida)
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(*) Segundo o Dicionário Houaiss, TEODICÉIA é o conjunto de argumentos que, em face da presença do mal no mundo, procuram defender e justificar a crença na onipotência e na suprema bondade do Deus criador, contra aqueles que, em vista de tal dificuldade, duvidam da sua existência ou perfeição.

(Você, aí do outro lado da telinha, o que acha ??? Que tal refletir sobre ???)

terça-feira, 18 de junho de 2024

  

SOBRE “SOGRAS” (autor desconhecido)  

 

AJUDA À SOGRA - A sogra do seu Epaminondas, enclausurada no quarto do apartamento localizado no 40º andar do prédio, endoidou de vez e se debatia querendo pular da janela. Então, ele usa o telefone para pedir ajuda. Do outro lado da linha uma senhora atende: - Alô, em que posso servi-lo??? E o Epaminondas: -Por favor, socorro, me ajudem, a minha sogra quer pular do prédio, aqui do 40º andar. A velha senhora responde: -Eu acho que o senhor errou o número, aqui é da carpintaria. - Eu sei, eu sei, é que a “porra” da janela não abre de jeito nenhum. Será que vocês não poderiam quebrar esse galho, urgentemente ???

 

VISITA DA SOGRA - O sujeito abre a porta e dá de cara com a sogra. -Olá, sogrinha querida, tudo bem ? - cumprimenta-a, fingindo satisfação. -Que bom que a senhora veio nos visitar. Só então ele percebe que ela está com uma maleta nas mãos. Preocupado, mas querendo ser agradável, pergunta: -Quanto tempo a senhora pretende nos dá o prazer da sua companhia? E a sogra: -Ah !!! Acho que até vocês se cansarem de mim. E ele, agora curto e grosso: - Sério mesmo??? Não vai nem tomar um cafezinho ???

 

ZÉ E A SOGRA - A sogra do Zé morre e ele vai trabalhar como se nada tivesse ocorrido. Em lá chegando, um colega pergunta: - E aí, não vai ao enterro da velha, não ??? E ele: - Eu não! Quem enterra merda é gato!

 

O ENTERRO DA SOGRA - Um sujeito ia andando pela rua, e viu um cortejo fúnebre. Logo algo chamou sua atenção. Atrás do caixão, como acompanhantes, uma fila quilométrica, e só de homens, o primeiro deles a puxar um cachorrinho. Então, ele dirigiu-se até o próprio e perguntou: -O que aconteceu, amigo ??? O homem responde: -O cachorro matou minha sogra. Logo ele se anima, e pede: -Você empresta esse cachorrinho pra mim ? O homem retruca: - Tudo bem. Só que você vai ter de entrar nessa “filazinha” aí atrás.

 

A SOGRA E A TV - Um rapaz carregando duas televisões encontra um amigo que lhe pergunta: - Pra quê dois televisores, ó bichão ??? O rapaz lhe responde: - É que minha sogra disse que daria meia vida por uma televisão. Então, eu tô levando logo duas...

 

SOGRA TRABALHOSA - Um cara chega ao bar todo machucado e estropiado e em questão de minutos bebe uma cerveja; duas; três. Aí chega um velho amigo e lhe pergunta: -Mas o que lhe aconteceu, Aderbal ? Você está todo machucado, com arranhões e hematomas pelo corpo todo. -É que eu acabei de sair do enterro da minha sogra. -E isso é motivo para você estar assim, todo estropiado? -É que ela não queria entrar no caixão.

 

A SOGRA E O VINHO - A sogra para ser boa tem que ser igual às melhores safras de um bom vinho: viver num porão escuro, deitada, toda empoeirada e com uma rolha na boca.

 

SOGRA MAL AMADA - Viajando pela Europa, aquele importante industrial recebe um telegrama de seu sócio: -Lamento informar que sua sogra faleceu. O que devemos fazer: enterrá-la ou cremá-la? Ele mandou a resposta: -As duas coisas – creme e enterre - não podemos facilitar com esse tipo de verme.

 

AGRESSÃO Á SOGRA - O homem explica ao delegado o drama que viveu: -Pois é doutor, minha mulher insistiu para que eu levasse minha sogra às compras. Eu estava caminhando a pé com ela, numa travessa pouco movimentada quando apareceu esse rapaz, que deve ser um drogado ou vândalo e começou a bater na coitada da minha sogra, sem qualquer motivo aparente. Ele bateu até minha sogra cair no chão e mesmo com ela caída continuou chutando! -O rapaz estava armado??? -Não, doutor! -Era forte??? -Até que era meio raquítico, mas minha sogra já é idosa! -Eu não consigo entender, disse o delegado, indignado, como é que o senhor, ao ver um homem agredindo a sua sogra, pôde permanecer de braços cruzados! -Pois é, doutor! Eu até que estava com vontade de fazer alguma coisa, mas... -Mas, o quê??? –Achei que dois homens batendo numa velhinha seria muita covardia!

 

A SOGRA E O MILAGRE DA RESSURREIÇÃO - O marido ganhou (num sorteio) três passagens para Jerusalém. Pediu alegremente à mulher para arrumar as malas e ligou para convidar a mãe dele para ir junto. E aí começou uma discussão. A esposa preferia levar a mãe dela. Discussão vai, discussão vem, no fim da briga o barriga-branca concordou em levar só a sogra (a mãe dela). Em Jerusalém, visitando o local onde Cristo foi enterrado e ressuscitou, a sogra se emocionou demais, passou mal e rapidamente faleceu. O marido perguntou quanto custava o enterro em Jerusalém, e lhe disseram que seria o equivalente a mil reais. Perguntou quanto custava mandar o corpo para o Brasil e soube que, com transporte aéreo e tudo, ficaria por vinte mil reais. O marido decidiu então mandar o corpo para ser enterrado no Brasil. Os judeus e a própria esposa ficaram por demais surpresos com tal decisão. Mesmo assim arriscaram perguntar: -Por que mandar para o Brasil, se é 20 vezes mais caro? O marido respondeu: -Tenho muito receio. Aqui em Jerusalém vocês já tiveram o caso de alguém que morreu e ressuscitou. Prefiro não arriscar.

 

DE LEVE... PRA DESOPILAR

 

01 - Sempre que possível, converse com um saco de cimento; nessa vida só devemos acreditar no que é concreto.

02 - Não beba dirigindo; você pode derrubar a cerveja.

03 – Se um dia sentir um enorme vazio dentro de si... vá comer, que é fome.

04 – Se homossexualismo fosse normal, Deus teria criado Adão e... Ivo.

05 – Alguns homens amam tanto suas mulheres, que para não as gastar preferem usar aos dos outros.

06 – Homem é que nem caixa de isopor; é só encher de cerveja, que você leva pra cima e pra baixo.

07 – A vida é pra quem topa qualquer parada: e não pra quem pára em qualquer topada.

08 – Se não puder ajudar, atrapalhe; afinal, o importante é participar.

09 – Se for dirigir, não beba; se for beber, me chame.

10 – Se dentista é especialista em dente, paulista é especialista em quê ???

11 – Mulher feia é que nem muro alto: primeiro, dá um medo danado; depois, a gente acaba trepando.

12 – Marido é igual a mestruação: quando chega, incomoda; quando atrasa, preocupa.

13 – Homem é que nem vassoura: sem o pau não serve pra nada.

14 – Se o horário oficial é o de Brasília, por que a gente tem que trabalhar na segunda e na sexta ???

15 – As nuvens são como chefes... quando desaparecem o dia fica lindo.

16 – Por maior que seja o buraco em que você se encontra, sorria; porque, por enquanto, ainda não há terra em cima.

17 – Se você está se achando sozinho e abandonado, achando que ninguém pensa ou liga pra você... atrase um pagamento.

18 – Cabelo ruim é que nem assaltante: ou tá armado ou tá preso.

19 – Carioca é assim mesmo: já nem liga pra bala perdida; entre num ouvido e sai pelo outro.

20 – Bebo porque sou egocêntrico; gosto quando o mundo gira ao meu redor.


Autoria: desconhecida

segunda-feira, 17 de junho de 2024

 A MULHER QUE LÊ (autor desconhecido) 

Um casal sai de férias e vai para um hotel-fazenda. O homem gostava de pescar de madrugada e a mulher gostava de ler. Uma manhã, o marido volta para o chalé depois de horas pescando, e resolve tirar uma soneca. Apesar de não conhecer bem o lago, a mulher decide pegar o barco do marido e ler no lago. Ela navega um pouco, ancora, e continua lendo seu livro, no meio do silencioso lago. 

Chega um guardião do parque em seu barco. Ele para ao lado da mulher e cumprimenta-a, educadamente: - “Bom dia, Madame. O que está fazendo?” – “Lendo um livro, será que não é óbvio?”, responde-lhe. - “A senhora está em uma área restrita em que a pesca é proibida” - ele informa. “- “Eu sei, tenente. Mas eu não estou pescando. Estou lendo.” - “Sim, mas tem todo o equipamento de pesca. Pelo que sei, a senhora pode começar a pescar a qualquer momento. Se não sair daí imediatamente, terei de multá-la e processá-la.” 

“Seja razoável. Se o senhor fizer isso, terei de acusá-lo de assédio sexual” - diz a mulher. – “Mas eu nem sequer a toquei!” - diz o guardião. – “É verdade, mas o senhor tem todo o equipamento. Pelo que sei o senhor pode começar a qualquer momento”. –“Tenha um bom dia, Madame!” - ele diz e vai embora.

 

MORAL DA HISTÓRIA: NUNCA DISCUTA COM UMA MULHER QUE LÊ. COM CERTEZA... ELA PENSA.

 

OLHA O “P” AÍ, GENTE (autor desconhecido)

 

Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar, porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, perplexo pintou prateleiras para poder progredir. Perambulando permanentemente, posteriormente partiu para Pindamonhangaba. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque, “pirado”, Pedro Paulo pediu para pintar panelas. Paradoxalmente, porém, pintou pratos para poder pagar promessas. Prostou. Posteriormente, pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal, para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris para praticar. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar, principalmente pelo “pico”, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam permanentemente possantes potrancas.

Pisando Paris, preferindo Pedro Paulo precaução, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos. Por profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Português, povo previdente, pensava Pedro Paulo. Preciso partir para Portugal, porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses.

Paris, Paris, proferiu Pedro Paulo, parto. Porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, prolixo papai Policarpo partira para província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para papai Policarpo para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, papai Policarpo, puxando-o pelo pescoço, proferiu: pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando porcarias, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias? Papai, proferiu Pedro Paulo, pinto porque permitiste, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.

Papai, pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences. Partiram prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piranhas, pirarucus. Pela picada próxima partiram, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, papai Policarpo procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente, Pedro Paulo, pedreiro, pegava pedras. Porém, Péricles pediu para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente, porém, Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre, pesaroso, Pedro Paulo, pereceu pintando. Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar. 

Pronto...pensei, portanto, pararei.

domingo, 16 de junho de 2024

 “ZU”, SEM TERGIVERSAÇÕES - José Nilton Mariano Saraiva

Já nos reportamos aqui sobre as “homenagens” aos ídolos do futebol, música e cinema, por parte de pais “torcedores fanáticos”, através da tributação, preferencialmente ao primogênito, do nome de algum deles. No entanto, um outro tipo de homenagem é muito comum entre genitores normalmente humildes e de parca cultura, e que merece ser lembrada: batizar o rebento com um nome estrangeiro, uma “sopinha de letras” de difícil pronúncia, capaz de “enrolar a língua” de qualquer um “metido a besta”, simplesmente por achar tratar-se de um nome bonito. Não importa a origem do nome, quem o usava (se se tratava de algum marginal ou uma autoridade constituída); enfim, o que vale é a “boniteza” da grafia e, principalmente, a dificuldade que os “analfabetos” tenham de pronunciá-lo.

Pois foi estribado em tais “conceitos revolucionários” que o pai de um nosso colega de trabalho resolveu batizá-lo com o pomposo nome de Zwínglio (aos desavisados, a principal referência sobre, é o suíço Ulrich Zwínglio, teólogo e principal líder da reforma protestante naquele país; portanto, um nome de peso e com história).

Fato é que, de tanta ouvir o pai se “gabar” com os amigos do nome estrambótico e difícil que tinha posto nele, nosso amigo assimilou “ipsis litteris” e “lato sensu” todo aquele arrazoado laudatório e, ele próprio, a partir de uma certa idade, passou a se vangloriar do nome e, tal qual o nosso rei Roberto Carlos, a se achar “o cara”; ria às escancaras quando, ao fornecer informações para um cadastro qualquer nas lojas comerciais, observava a extrema dificuldades e a cara de espanto daquelas moçoilas/entrevistadoras que preenchem as fichas respectivas: “Por favor, senhor, “Zu...” o quê, mesmo ???”, lhe inquiriam. E nessa oportunidade, como se fora um paciente professor catedrático, todo “cheio de razão”, fazia questão de citar, uma a uma, aquelas letras famosas, caprichando na dicção:  Z – W – I – N – G – L – I - O. E se punha a rir com a cara de espanto daquelas “pobres analfabetas”.

A adoração pelo próprio nome virou mais que mania, tornou-se uma verdadeira obsessão, tanto que, 200 anos antes de casar, ele já decidira que o primeiro filho receberia na pia batismal o mesmo nome dele, pai (afinal, era uma rara oportunidade de homenagear o avô (seu pai), que mesmo pouco letrado, tivera a ideia brilhante de arranjar-lhe um nome tão “porreta”).

Assim, após casar, constituiu-se uma tremenda surpresa o nascimento de uma robusta criança do sexo feminino; e agora, o que fazer para homenagear o próprio pai, se perguntava atarantado; mas eis que, como num passe de mágica, “fiat lux”: absorveu o choque rapidamente através da  adoção de uma solução simplória - “feminilizar” o próprio nome, trocando o “O” final pelo “A”, daí que a filha chamar-se-ia “ZWINGLIA”. Pronto, resolvida a questão, até mesmo porque... com ele ninguém podia. Era um gênio.

Anos após, evidentemente que quando começou a se entender por gente (ao adolescer), a filha criou verdadeira ojeriza, aversão azeda pelo próprio nome, a ponto de ter vergonha de citá-lo em conversas particulares e, principalmente, em público.

 Virava uma “fera ferida” quando o pai, na ânsia de mostrar ao mundo o que era um nome bonito e charmoso, a chamava pelo nome exótico, em voz alta.  Para ela, seu pai... “tava doido varrido ou bêbado” quando decidiu batizá-la com aquela “praga de nome”. Pra encurtar a conversa e já que não tinha jeito, Zwínglia resolveu que a partir de então seria simplesmente “ZU”. E não admitia tergiversações. Se o pai não gostasse que fosse à PQP. Se possível, sem passagem de retorno.

Enquanto isso, na solidão da sua última morada, Ulrich Zwínglio (o teólogo suíço) ainda hoje deve estar se contorcendo e se questionando se merecia tal tipo de homenagem de um habitante da terra “brasilis”.

 

 

PARA NÃO ESQUECER, JAMAIS (por Moisés Mendes)

Bolsonaro era o presidente. Neymar era o craque da Seleção. Daniel Alves era a referência moral da Seleção para os mais jovens. O véi da Havan era o modelo empresarial. Edir Macedo era o líder espiritual. Sergio Moro era o juiz intocável. Deltan Dallagnol era o procurador inatacável. Damares Alves era a guardiã da moralidade e da família. Augusto Heleno era o guardião da moralidade militar. Hamilton Mourão era o guardião da Amazônia. Augusto Nunes era o jornalista impoluto. A Folha era o jornal da verdade. A Transparência Internacional era a entidade mais transparente. O filho Flávio era o rei do chocolate. Carluxo era o rei da internet. O outro filho, Eduardo, era o rei da bananinha. Olavo de Carvalho era o filósofo. O melhor gabinete era o do ódio. O lanche era pão com leite condensado. Regina Duarte era a namoradinha. Ratinho era o namoradão. Cloroquina era o remédio. Gustavo Lima era o sertanejo certinho. Deus estava acima de todos, mas logo abaixo do diabo. A terra dos yanomamis era de grileiros e garimpeiros. A Terra era plana.

sábado, 15 de junho de 2024

  

A DEVOTA E O PADRE

A garota vai se confessar, se ajoelha e vai falando ao padre:
-Padre, preciso que o senhor me perdoe pelos meus pecados…
-Conte seus pecados, minha filha.

-Eu sou noiva há 3 anos e vou casar na semana que vem. Ontem à tarde, encontrei um ex-colega de trabalho, ficamos conversando e depois ele me convidou para conhecer o apartamento dele, aí eu fui. E terminamos na cama, padre. Sabe como é que é padre, é que eu sou tão volátil…

-Volúvel, minha filha, volúvel.

-Pois é. Antes de ontem eu encontrei um amigo que não via há muitos meses, conversamos, fomos jantar, aí ele me levou pra conhecer um motel novo que inauguraram. Eu fui, e terminamos na cama, padre. É que eu sou tão volátil, padre.

-Volúvel, minha filha, volúvel.

-No dia anterior, eu vi um amigo meu lá no shopping, fui falar com ele e conversa vai conversa vem ele me levou pro apartamento dele e terminamos na cama. É que eu sou tão vo… Como é mesmo a palavra, padre?


-PUTA, MINHA FILHA, PUTA !!!

(fonte: Internet)

 DOUTORA LÚCIA RESPONDE 

Bom dia Dra. Lúcia! Meu nome é Layanne. É verdade que a gente pode engravidar em um banheiro público?
Drª. Lúcia: - Sim! Acho melhor você parar de trepar lá!
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Bom dia Dra. Lúcia! Eu sou a Vera e queria saber por que os homens vão embora logo depois de transar com a gente no primeiro encontro?
Drª. Lúcia: - Porque o encontro acabou. Caso contrário, seria

casamento! 
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Bom dia Dra. Lúcia! Me chamo Luciane e eu tenho um amigo que quer fazer sexo comigo, mas ele tem um pênis de 20 cm. Acho que vai  ser doloroso, o que faço?
 Drª. Lúcia: - Manda ele pra cá que eu testo pra você !!  ____________________________________________ _________
Bom dia Dra. Lúcia! Eu sou a Rosa e eu queria um conselho: como faço para seduzir o rapaz que eu amo?
Drª. Lúcia: - Tire a roupa! Se ele não te agarrar, caia fora que é  gay!  _____________________________________________________
Bom dia Dra. Lúcia! Terminei com meu Ex porque ele é muito galinha e agora estou com outro. Mas ainda gosto do Ex e às vezes ainda fico com ele! O que devo fazer?
Drª. Lúcia: - Quem é mesmo a galinha nesta história?  ____________________________________________________
Bom dia Dra. Lúcia! Aqui é a Rose e eu queria saber porque  os homens se masturbam mesmo quando são casados?
 Drª. Lúcia: - Minha amiga...jogo é jogo...treino é treino! 
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Bom dia Dra. Lúcia! Quero saber se a primeira a vez dói.  Tenho 21 anos e ainda não transei porque tenho medo de doer e não aguentar...
Drª. Lúcia: - Dói tanto que você vai ficar em coma e nunca mais vai  levantar! Deixa de ser fresca e dê de uma vez... ô Cinderela!   

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Bom dia Dra. Lúcia! Aqui é a Bruna! Eu queria saber se posso tomar anticoncepcional com diarreia...
Drª. Lúcia: - Olha...eu tomo com água, mas a opção é sua !   ___________________________________________________
 Bom dia Dra. Lúcia! Me chamo Jefferson e eu gostaria de saber como faço pra minha esposa gritar por uma hora depois do  sexo!!!
Drª. Lúcia: - Limpe o pinto na cortina !  ____________________________________________________
Bom dia Dra. Lúcia! Sou virgem e rolou pela primeira vez um lance de fazer sexo oral. Terminei engolindo o negócio e quero saber se corro o risco de ficar grávida. Estou desesperada!!!
Drª. Lúcia: - Claro que corre o risco de ficar grávida ! E a criança vai sair pelo seu ouvido!  ___________________________________________________
Bom dia Dra. Lúcia! Meu nome é Suzi e eu gostaria de saber  qual a diferença entre uma mulher com TPM e um pitbull?
Drª. Lúcia: - O batom, minha filha, o batom !  ______________________________________________________
Bom dia Dra. Lúcia! Aqui é o Fred! Me tire uma dúvida: o que são aquelas saliências ao redor dos mamilos das mulheres?
Drª. Lúcia: - É “braile” e significa "chupe aqui".
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Bom dia Dra. Lúcia! Quero saber como enlouquecer meu namorado, só nas preliminares.
Drª. Lúcia: - Diga no ouvidinho dele..."minha menstruação está
atrasada"!  
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Bom dia Dra. Lúcia! Sou feia e pobre. O que devo fazer para alguém gostar de mim?
Drª. Lúcia: - Simples: ficar bonita e rica. 
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Bom dia Dra. Lúcia! Aqui é a Léia, me diga, porque as mulheres esfregam os olhos de manhã, quando acordam?
Drª. Lúcia: - Porque elas não têm um saco para coçar!

sexta-feira, 14 de junho de 2024

 “NINHO DE AVIÕES" - José Nilton Mariano Saraiva

O “Bairro de Fátima”, aqui em Fortaleza, é um desses lugares onde qualquer pessoa com um mínimo de bom gosto gostaria de fixar moradia. E por uma razão simplória: é perto de tudo (da rodoviária, do aeroporto, do Iguatemi, do centro da cidade, do comando da polícia militar, da praia, e por aí vai) tem de tudo, e de tudo todos usufruem.

Tem bares, barzinhos e barzões, farmácias, pizzarias, mercadinhos, óticas, churrascarias, supermercados, agencias bancárias, hospitais, lotéricas, revendedoras de automóvel, postos de combustível, feiras livres, o Estádio Presidente Vargas, pedintes nas esquinas, feirinhas semanais, vários shoppings e, enfim, o que você possa imaginar.

O habitat é tão atraente e “apetitoso” que, hoje, – e aí é que mora o perigo – existem diversas “torres” (cada uma com mais de 15/20 andares) sendo erguidas (e em ritmo alucinante) já que a procura é intensa.  E, como sabemos, na esteira da especulação imobiliária vem a falta de sossego, o caos no trânsito, a absurda valorização do metro quadrado (para os que pretendem adquirir algum imóvel por aqui), enfim, a barafunda tende a ser respeitável.  

Mas, pra completar e fazer a diferença, o “Bairro de Fátima” tem algo que nenhum outro bairro de Fortaleza possui: um autêntico “ninho de aviões”.  

Explicando melhor: localizado à rua Luciano Carneiro (caminho do aeroporto), o Shopping Fortaleza Sul é um equipamento relativamente modesto em relação aos seus congêneres espalhados pela capital, já que com apenas 167 lojas, todas elas dedicadas ao ramo de confecção, preferencialmente feminina.

E aí temos o “pulo do gato”, aí é que se esconde o exemplar segredo, a utilização competente do tal marketing, o uso do fetichismo econômico na sua mais pura essência: para exibir as mercadorias (ainda devidamente etiquetadas), os proprietários das lojas resolveram que nada melhor que o emprego de possantes “aviões”.

No caso específico, mulheres esplendorosas, na flor da idade, exalando sensualidade por todos os poros, perfumadas, super produzidas, cujos corpos esculturais, metidos em suas minissaias generosas, parecem ter sido torneados e esculpidos à mão, de tão perfeitos, de par com uma simpatia contagiante, e que guardam uma missão exclusiva: “taxiar” (desfilar) pelos corredores do shopping, pra cima e pra baixo, indo e voltando, num balanço cheio de charme, graça e atração.

E aí é só você se acomodar na área central onde existe um self service, pedir um chope com um tira-gosto básico e ficar literalmente “babando” ao assistir o desfile daquelas máquinas fabulosas, fantásticos “aviões”, autênticos monumentos em carne e osso, ali, à sua frente.

A dúvida (que não tivemos ainda coragem de tentar elucidar), é saber se o preço fixado nas “etiquetas” penduradas nas saias e blusas exibidas contempla, também, o seu “recheio”, o seu “miolo”, a sua essência.

Será que com uma “cantada” competente você finda levando tudo ???  

A conferir. 

domingo, 2 de junho de 2024

 

A “MÃO DE DEUS” ??? – José Nílton Mariano Saraiva

 

Na horripilante e pavorosa tragédia que se abateu sobre o Rio Grande do Sul, com destaque para o estrago fenomenal da sua capital, a belíssima Porto Alegre, um detalhe, pela recorrência, chamou a atenção de todos nós: quando algum sobrevivente ou membro da família envolvida tinha a oportunidade de manifestar-se ante as câmeras televisivas, não perdia a chance de louvar a Deus, de garantir ter sido a “mão de Deus” responsável por retirá-lo do meio do dilúvio, de reafirmar contundentemente que somente a “intervenção divina” explicaria sua sobrevivência.

Enfim, o “homem lá de cima” (como citou um deles) era merecedor de todos os créditos, honrarias e méritos, em razão da sua benevolência e magnanimidade.

Mas, se nos adstringirmos à prevalência de tal ponderação, como é que eles mesmo (os que se salvaram) explicariam minimamente e de forma consistente às famílias enlutadas o destino fatídico e cruel de quase duzentas pessoas (por enquanto), dentre as quais crianças inocentes e idosos ainda saudáveis, vítimas de deslizamentos ou levadas de roldão, ribanceira abaixo, pela descomunal força das águas ???

Como justificariam que a “mão de Deus” (que os salvou, segundo eles) não haja guiado essas centenas de pessoas, em meio ao turbilhão, a um porto seguro, salvador e de águas plácidas ou, ao menos, menos agressivas ??? Como explicar que a benevolência e magnanimidade do “homem lá de cima” hajam contemplado somente alguns (eles), enquanto, desafortunadamente, famílias inteiras (avós, pais, mães, filhos e netos) desciam na enxurrada, evidentemente que aterrorizados e sem vislumbrar qualquer perspectiva de salvação ??? Será que rezavam e desesperadamente apelavam a Deus, naquele fatídico momento ???

Alfim, o questionamento intrigante: existirá um Deus “elitista” que, ao tempo em que concede a “graça e salvação” a alguns, despreza ou esquece de tantos outros fervorosos beatos ??? Ou a “graça e salvação” estariam também no desaparecer prematuramente, no ir-se mais cedo desse mundo conturbado, mesmo sem entender por qual razão foram “escolhidos” ??? Quais os critérios determinantes de quem deve ou não deve ser salvo pela “intervenção divina”, numa tragédia de tamanhas proporções ???

Bem que psicólogos, religiosos de um modo geral e experts (sobre), poderiam tentar explicar o seguinte: existirá um “Deus” magnânimo e benevolente, um Deus indiferente a tudo isso, ou ainda um outro Deus, cruel e maldoso, para permitir o acontecido ???

Como aceitar passivamente a superlativa tragédia ocorrida no Rio Grande do Sul ???

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Post Scriptum:

No mais, e independentemente do questionamento posto, não há como deixar de ressaltar a oceânica e avassaladora solidariedade da população brasileira, em geral, para com nossos irmãos gaúchos; afinal, foram milhões e milhões de reais, em dinheiro vivo (muito mais de cento e cinquenta milhões), além de toda espécie de doações (roupas, calçados, eletrodomésticos, água, mantimentos em geral e por aí vai), oriundos de todos os estados brasileiros; isso é o que podemos denominar de irmandade ou, mais especificamente, brasilidade. Parabéns ao povo brasileiro.

 

segunda-feira, 20 de maio de 2024

 

O “MERCADO” É O QUE IMPORTA. O POVO ??? QUE SE FODA !!! – José Nílton Mariano Saraiva

Embora digam e reverberem que o povo brasileiro tem memória curta, não só o Brasil, mas metade do mundo e a outra banda jamais esquecerão do recente período “pandêmico” quando, sob o comando da dupla Bolsonaro/Paulo Guedes, a palavra de ordem era que o povo brasileiro servisse de cobaia no enfrentamento do Covid 19.

Assim, contrariando a Organização Mundial de Saúde e cientistas do mundo todo, que recomendavam o “ficar em casa” como medida mais efetiva e eficaz para o enfrentamento da seríssima crise mundial, no Brasil o incentivo governamental era pra que saíssem e circulassem livremente, porquanto o “MERCADO” é que era importante, o “MERCADO” é o que importava, o “MERCADO” é que era prioritário, independentemente do risco iminente de se ir a óbito (e mais de 700 mil sucumbiram, em razão do desprezo do governo em cuidar do seu povo).

Eis que agora, após a extravagante e letal enxurrada que se abateu sobre o Rio Grande do Sul, praticamente varrendo do mapa todo o estado e deixando milhões de desamparados na miséria absoluta, (cujos reflexos durarão anos), o bolsonarista-raiz e de primeira hora, Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, vem a público para declarar que... “UM VOLUME TÃO GRANDE DE DOAÇÕES PODE ATRAPALHAR O COMÉRCIO LOCAL”, desestimulando literalmente a ajuda que todo o povo brasileiro (excetuando-se os direitistas) houve por bem socorrer aqueles nossos irmãos.

Isso é a DIREITA na essência, isso é a DIREITA na veia, isso é a DIREITA em toda a sua crueza, isso é a DIREITA sem qualquer preocupação com o povo, isso é a DIREITA relegando o social e preocupando-se exclusiva e excessivamente com o tal “MERCADO”.

Paradoxalmente, dias após, sob pressão o mesmo Eduardo Leite teve que admitir que afora o mundo de doações físicas oriundas de todos os estados brasileiros e até de organizações internacionais sensibilizadas com a tragédia, mais de R$ 100.000.000,00 (CEM MILHÕES DE REAIS), em dinheiro vivo, já haviam sido doados (a essa altura já deve ter aumentado bastante).

Isso permitirá que a criação de pelo menos cinco novas cidades, onde parte da população será alocada.

Alfim, fica a lição que não pode jamais ser olvidada: para a DIREITA, o “MERCADO” É O QUE IMPORTA. O POVO ??? QUE SE FODA !!!

 

 

 

 

 A tragédia gaúcha nos faz recordar o afamado filósofo Branxu, que séculos atrás já profetizava: COM ÁGUA DESCENDO E FOGO SUBINDO NINGUÉM PODE.

terça-feira, 14 de maio de 2024

 O “DESASTRE AMBIENTAL” DO RIO GRANDE DO SUL (BREVES CONSIDERAÇÕES) - José Nílton Mariano Saraiva


É inquestionável que, durante muitos e muitos anos, o desenvolvimento econômico decorrente da Revolução Industrial sobrepôs-se e inexoravelmente impediu que os já presentes e assustadores problemas ambientais fossem considerados com a seriedade devida.

Assim, muito embora a poluição e os negativos impactos ambientais do desenvolvimento desordenado fossem visíveis, os (supostos) benefícios proporcionados pelo “progresso” eram justificados irresponsavelmente como uma espécie de “mal necessário”, ou algo com que deveríamos conviver e nos resignar, “ad aeternum”.

No entanto, com o avançar da ciência nos anos recentes, após a descoberta da perigosa camada de ozônio, do letal efeito estufa e do perigoso aquecimento global, eis que a racionalidade foi posta em prática e, então, o conceito mudou radicalmente; descobriu-se que proteger o meio ambiente não significa impedir o progresso, bem como não se pode admitir um desenvolvimento predatório e insustentável.

Urge, pois, que neste momento doloroso e difícil pelo qual passamos, os recalcitrantes reconheçam ser fundamental a conscientização coletiva da necessidade de se promover o desenvolvimento em harmonia com o meio ambiente, que é o que muitos de nós tentamos fazer, individualmente, na procura de uma vida saudável e duradoura.

Para tanto, merece encômios e é por demais louvável a ideia de defesa intransigente da adoção do desenvolvimento sustentável, que tomou corpo e cresceu assustadoramente nas últimas décadas, norteando principalmente a ação dos órgãos públicos encarregados da defesa do meio ambiente, em todo o mundo.

No caso do Brasil, especificamente, a própria Constituição Federal (a Constituição Cidadã), estabelece que todos têm direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado, porquanto é o homem, o ser humano, a pessoa em si, não como como indivíduo, mas como humanidade e como sujeito, a razão direta e prioritária dos benefícios de um meio ambiente sadio e autossustentável.

Pena que no atual governo do Rio Grande do Sul (comandado pelo senhor Eduardo Leite) tudo isso tenha sido incompreensivelmente deixado de lado, porquanto leis ambientais (dezenas e dezenas) foram sumariamente deletadas, órgãos públicos atuantes na área privatizados irresponsavelmente e por aí vai, daí as superlativas enchentes naquele estado, já que o governo estadual ignorou até as medidas preventivas/protetivas visando obstá-las.

Alfim, como qualquer tragédia chega ao crepúsculo, espera-se que, após o baixar das águas, responsabilidades sejam apuradas e penalizados sejam os que se omitiram ou simplesmente ignoraram o drama da maioria da população gaúcha.

Post Scriptum:

Não se pode deixar de mencionar, aqui, a atuação do Presidente da República, Lula da Silva que, provando e comprovando sua condição de ESTADISTA, tem-se dedicado com denodo e afinco a ajudar de forma efetiva o estado e a população do Rio Grande do Sul (onde na última eleição presidencial obteve 43,65% (2.891.851 votos) ante os 56,35% (3.733.185 votos) do candidato Bolsonaro.

A pergunta é: e se Bolsonaro (para a infelicidade dos brasileiros) tivesse ganho a eleição presidencial, mas perdido no Rio Grande do Sul, será que ajudaria ou retaliaria???

Apostem na segunda opção, sem medo de errar.

sábado, 4 de maio de 2024

 BYE BYE “FIDELIDADE” – José Nílton Mariano Saraiva 

Produto de uma cultura milenar bastante arraigada em todos os quadrantes do planeta (embora não necessariamente difundida) é comum e tornou-se praxe que o homem, ao decidir-se por casar e constituir família (depois de farrear e brincar à exaustão) procure uma mulher de idade inferior à sua (nem que a “distância” não seja tão grande), até pelo próprio desgaste físico-biológico ao qual a fêmea é submetida no matrimônio (quando, por exemplo, vive e realiza o sonho de tornar-se mãe, desejo de toda mulher) ou, ainda, pela latente sensibilidade e a exacerbada preocupação com a rotina diária da família.


Um parêntesis: Temos consciência, de antemão, que alguns, mais românticos e sonhadores, hão de contestar e até não aceitar tal tese, alegando “preconceito” por parte de quem a esposa, naquela perspectiva de que, quando existe o “amor verdadeiro”, o “amor pra valer”, a “química necessária”, pouco importa, a idade não deve ser levada em consideração.


Os fatos, entretanto, estão aí mesmo pra comprovar e corroborar: embora existam (em qualquer lugar do mundo), são raros os casamentos onde o homem é mais novo que a mulher e, quando tal acontece, normalmente - ressalvadas as famosas exceções de praxe e dignas de encômios (quando os dois vivem felizes para sempre) a tendência é que a indissociabilidade da união vá pro brejo, de forma inexorável (e com doloridas cicatrizes e acusações de parte a parte).


A reflexão acima tem a ver com o casamento do herdeiro do “trono inglês”, William (28 anos, à época), com a plebeia Kate Middleton (29 anos), numa cerimônia repleta de fausto e pompa, que a TV tratou de transformar num espetáculo de gala, transmitindo-o para todos os continentes, durante horas.


Na oportunidade, à tona vieram alguns “pequenos detalhes”, que vale relembrar: 1) William é filho do “insosso” Charles (hoje, “Rei”), aquele que tem cara, jeito e atitudes de babaca, e que largou a bela Diana (mãe do William que, desprezada pelo marido, sapecou-lhe “chifres” a torto e a direito) para juntar-se a uma anciã já casada (Camila, com o dobro da idade dele), e à qual confidenciou (quando ainda casado com Diana), que gostaria de ser o seu “tampax” (para os mais “puros e recatados” , que o desconhecem, trata-se de um dos absorventes íntimos, usados prelo mulheril); 2) antes de casar, William e Kate já moravam juntos por uns tempos (os adeptos da virgindade devem tremer nas bases), quando colegas de Universidade, e ela chegou, inclusive, a deixá-lo a ver navios, obrigando-o a implorar-lhe perdão para tê-la de volta (temos aí um futuro “barriga branca” ???); 3) talvez por isso mesmo, ela exigiu (com que intenções ninguém sabe) que fosse abolida do cerimonioso ritual do casório a cláusula em que publicamente juraria fidelidade ao marido (e assim foi feito); 4) embora permanentemente falido, o “Estado” britânico abriu as torneiras e disponibilizou, na oportunidade,  algo em torno de dezesseis bilhões de reais com a cerimônia, sem contar com o que foi gasto pela própria realeza.


Alfim e ante isso tudo, uma perguntinha tanto simplória quanto realista: como já se tornou comum referir-se e evocar a rainha da Inglaterra quando tratamos de “inutilidade”, “desnecessidade” e/ou “desperdício”, para que existe mesmo a monarquia britânica, com toda a sua cafonice e custo estratosférico ??? Por qual razão não implodi-la de vez, mandando o exército de malandros que a compõem trabalhar duro pra ganhar a vida ???

A HORA É AGORA – José Nílton Mariano Saraiva

 

A excelência, versatilidade, bagagem acumulada ao longo dos anos e comprovada facilidade com que ele consegue abordar com propriedade, clareza e consistência, uma miscelânea de assuntos, sem que caia no lugar comum ou no emprego banal daquelas “frases-clichês” ou notinhas de pé de página desprovidas de substância às quais muitos recorrem, o credenciam como um intelectual de escol; dá gosto ler seus substanciosos textos.

Recatado, se nos apresenta aparentemente tímido, mas contundente quando chamado a manifestar-se; econômico nas palavras, porém extremamente acessível com aqueles que o procuram, tem sempre uma palavra de estímulo; lhano, embora não se furte a impor-se quando preciso; firme em seus posicionamentos e, paradoxalmente, capaz de ouvir atentamente os que professam um credo diferente do seu; estas, em rápidas pinceladas, algumas das suas características pessoais.

O que mais chama a atenção, no entanto, é o seu olhar social, a sua vocação eminentemente humanista, a sua aguçada sensibilidade para com os problemas enfrentados pelos semelhantes, a sua predisposição de doar-se em favor de uma causa que beneficie os menos favorecidos ou que não tiveram oportunidade de ascensão socioeconômica. E, certamente imbuído de tal propósito, ao ingressar na academia optou pelas ciências sociais, graduando-se em Direito.

Socialista convicto e de primeira hora, escolheu um partido de viés esquerdista quando decidiu ingressar na política. Sem recursos, mesmo assim foi eleito vereador na cidade do Crato, tendo seu mandato caracterizado pela seriedade no tratamento da coisa pública, pela competência nos questionamentos apresentados, pela busca incessante de respostas às demandas de cunho socialista, pela tentativa de mudar o deplorável “status quo” vigente.

No entanto, atropelado pelo “rolo-compressor” do poderio econômico e da falta de escrúpulos, não logrou reeleger-se, numa prova concreta e acabada da total falta de responsabilidade e do pouco caso que a população do Crato dispensa quando chamada a tratar sobre o futuro da cidade (daí o estado deplorável e falimentar que atravessa).


Agora, entretanto, quando a cidade experimenta mais uma administração comprovadamente caótica, quando o Crato afunda no caos, patina na mediocridade, escorrega na maionese, involui a olhos vistos em todos os aspectos e quadrantes e se acha literalmente parada em termos de geração de investimentos (que propiciem emprego e consequente obtenção de renda por parte da sua população), por qual razão não se pensar em alguém com o perfil socialista acima, a fim de geri-la, dar-lhe um ramo, balançar-lhe as estruturas, içá-la do pântano em que a meteram, catapultá-la do marasmo e da incompetência em que a socaram, já há décadas e décadas ???

Como cratense “da gema”, pra lá de preocupado com o atual e crítico momento (e bote preocupação nisso), permitimo-nos sugerir que o “cara” da vez, nas próximas eleições municipais, seja um filho de Lavras da Mangabeira, mas radicado no Crato desde a mais tenra idade: José Emerson Monteiro Lacerda (em dobradinha com um Marcos Cunha, José Flávio Vieira ou outros que compartilhem dos mesmos ideais).

Fica a sugestão. 

quinta-feira, 2 de maio de 2024

  A “FARSA” DA REGIÃO METROPOLITANA DO CARIRI – José Nílton Mariano Saraiva


Desnecessário forçar a memória pra lembrar que, anos atrás, quando da “FARSA” que foi a plenária solene de criação da Região Metropolitana do Cariri, no recinto da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, alguns dos Deputados Estaduais (que inclusive foram votados no Crato) se postaram peremptória e radicalmente contrários a tal denominação, já que, asseveravam convictos, desde o batismo oficial, a denominação mais “apropriada” para aquela área seria Região Metropolitana de Juazeiro.

Como não houve unanimidade e objetivando aparar arestas, os “bombeiros de plantão”, por conveniências momentâneas, decidiram pela manutenção da primeira denominação – Região Metropolitana do Cariri.

Puro jogo de cena, conversa pra boi dormir, cinismo absoluto, hipocrisia em estado latente, já que a questão substantiva, a da localização dos empreendimentos que viriam para a Região Sul do Ceará e a consequente alocação dos necessários recursos para tal mister, de antemão já estavam garantidos pra Juazeiro do Norte.

Na oportunidade, registramos aqui mesmo o nosso protesto, e profetizamos que, em razão do “COMPONENTE POLITICO”, na prática a teoria seria outra, já que havia e estava clara a predisposição governamental de privilegiar as cidades de Sobral, ao norte, e Juazeiro do Norte, ao Sul, em termos de interiorização desenvolvimentista do interland alencarino; às demais cidades seriam destinadas as sobras, os refugos, as migalhas, aquilo que não fosse de interesse da “metrópole” (o lixão, por exemplo), já que meros satélites a vagarem na órbita das urbes acima citadas.

O tempo literalmente “fechou”, já que fomos “premiados” com alguns adjetivos de cunho eminentemente preconceituosos e depreciativos, tais quais: conservador, bairrista, ultrapassado, anacrônico e por aí vai.

Fato é que, de lá pra cá (e lamentavelmente), o que houvéramos previsto se tornou uma dolorida realidade (principalmente para os cratenses), além do que revestido e acompanhado de um componente sarcástico e provocativo: em todos os grandes principais investimentos implementados em Juazeiro do Norte (principalmente na esfera governamental), há de se expressar e constar em “caixa alta e cores diferenciadas”, tanto na fachada da obra civil como em documentos atinentes, a denominação complementar “...DO CARIRI” (assim, temos o Aeroporto Regional do Cariri, o Hospital Regional do Cariri e por aí vai), como se, a partir de então, nenhuma obra similar ou de características idênticas se torne necessária (Juazeiro do Norte deterá o privilégio de ser o primeiro e único em termos de Cariri, ad aeternum).

E, só pra chatear (ou jogar a última pá de cal num corpo insepulto e putrefato), maus cratenses (adeptos do puxa-saquismo, da babação desenfreada e de conveniências momentâneas) trataram de difundir um slogan tão cretino quanto derrotista - “somos um só povo, uma só nação Cariri” - que apenas denota a falta de compromisso, o desamor ao Crato, o pouco caso com o futuro da cidade, o conformismo com o catastrófico status atual, a impotência de se conseguir algum projeto de porte gerador de emprego e renda, a inapetência política caracterizada pela falta de parcerias capaz de alavancar o desenvolvimento da urbe.

E o pior é que tão estapafúrdio conceito foi imediatamente absorvido e difundido, inclusive e principalmente pelas autoridades do município, numa clara sinalização de que não devemos nos preocupar se nada vem para o Crato, não devemos reclamar se nos falta emprego e renda, não devemos se importar se a nossa cidade dia-a-dia se degrada, afunda e se transforma numa cidade fantasma, porque, afinal de contas... “Juazeiro é bem ali” (assim, até um simples BO policial terá que ser obtido lá).

Também, esperar o que de um prefeito (à época Samuel Araripe) que publicamente proclamou que “...o Crato é final de linha, só vai ao Crato quem tem negócios lá” ??? O que esperar de um prefeito tão “afinado” com o Governador do Estado (Cid Gomes, à época) que este, em visita à cidade, fez questão de ignorá-lo solenemente e às claras ???

Ta na hora, pois, do povo do Crato encarar com mais seriedade e responsabilidade uma eleição, colocando à frente do município pessoas que tenham compromissos com a cidade, que se disponham a catapulta-la do pântano movediço em que a meteram (já há décadas).

Assim, tomamos a liberdade de sugerir um nome diferente, um nome íntegro, um nome que prima pela seriedade e competência: José Emerson Monteiro Lacerda à prefeitura do Crato, na eleição que se avizinha.

Desfraldemos essa bandeira.