por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

foto de Mônica Cabral

Quando a noite chega com nuvens condensadas de versos, uma luz acende o poeta, que inibido com o encanto da lua, procura o escuro, que ainda resta.

socorro moreira


A tênue fibra do desejo- por José Flávio


Deve ter sido aquela vocação evangelizadora tão própria das mulheres. Sabia que o noivo gostava de uma farra, apreciava um carteado e aquela conversa interminável com os amigos. Imaginou, no entanto, que com a força do amor alinharia aquela árvore torta. Terminaria por domesticar aquele animal selvagem com a ração diária, com os agrados de fêmea, com a hipnose cotidiana. Imaginou que o lar com seus pesados atributos : filhos, contas e o magnetismo da TV apreenderiam aquele ave inconstante, sem que ao menos ela percebesse as tariscas da gaiola. O tempo, no entanto, acabou por mostrar a D. Gertrudes que não existe coisa mais difícil de moldar neste mundo que a delicada fibra óptica do desejo. Ludugero mostrou-se sempre um pai carinhoso e um marido exemplar. Trabalhava duro numa pequena panificadora que adquirira. Ofício árduo de despertar madrugadino , onde diariamente rivalizava com o alvorescente canto dos galos e com a sangria dos primeiros raios do sol.Entre uma bolacha e um pão de ló, entre um passa-raiva e um manzape, ia Ludugero tocando a vida. Os arraigados hábitos antigos, no entanto, permaneceram indeléveis, imunes às pregações de D. Gertrudes. Nas sextas e sábados saía para um barzinho com os amigos e viravam a noite num carteado interminável regado a cerveja , a reminiscências e fofocas. A última válvula de escape de Ludugero, uma espécie de prozac natural que usava para escapar da doideira do dia a dia. Gertrudes, no entanto não se conformava: vivia a implicar com a vida noturna do marido. Fazia-o insidiosamente, uma vez que entendia : os antecedentes criminais do marido precediam ao matrimônio. Ludugero já por mais de uma vez lhe havia jogado na cara: --Meu bem, você sabia que eu gostava de um joguinho, por que diabos casou comigo, não procurou um cardeal , um monge, um santo... ? Havia , no entanto, uma outra razão para a implicância da mulher: ela temia que, varando as noites entre uma birita e outra, em meio aos ases, aos valetes, terminaria por aparecer algumas damas ou uma rainha de paus. Por trás de tudo, sobrenadava o ciúme e a desconfiança de D. Gertrudes.
A água mole bateu na pedra dura, mas não a furou. Todo final de semana , para o crescente desespero da esposa, Ludugero escapava lépido para o jogo. Um dia, por fim, encheu-se até a tampa da caçarola da paciência D. Gertrudes. Antes de ver o marido vestir-se, numa sexta-feira, para as funções lúdico-etílicas do final de semana, articulou o plano meticulosamente preparado durante o mês. Deixou os filhos na casa da sogra e arrumou-se toda, com um vestido tubinho preto. Quando o marido pensou em despedir-se, como de costume, ela saltou de lá e o surpreendeu:
--- Amor, hoje eu vou com você. Estou doidinha para ver um jogo de cartas!
Gertrudes disse isto, sem tirar os olhos do semblante do marido, esperando o protesto, a popa. Ludugero, no entanto, para sua surpresa, não se alterou, apenas lembrou que o programa podia ser chato e cansativo para ela, mas que ficava feliz, não tinha nenhum problema.
Como era de se esperar, a programação não podia ser mais pesada. A esposa sentou a um canto, numa cadeira desconfortável, no Bar do Giba. A conversa varou a noite, regada a cerveja e baralho. Futebol, política, fofocas . À medida que as horas se iam escorrendo, para o terror de Gertrudes, os circunstantes iam ficando mais animados, falando mais alto , discutindo com muito mais fervor. Lá pras cinco horas da manhã a esposa compreendeu que eles tinham ainda fogo na caldeira para mais uns dois dias. Estava já escornada, cansada, com todos os músculos doendo. Chamou então Ludugero e o suplicou:
--- Pelo amor de Deus, me leve para casa que eu já não agüento mais, estou morta de cansada e já não consigo nem ficar em pé...
Ludugero, então, solícito, pediu um tempinho aos amigos , tomou a mulher pelo braço e a levou para o aconchego do lar. Não sem antes lembrar:
--- Ta vendo, mulher, você vem uma veizinha e fica assim parecendo que caiu de um avião. Isto é para você ter uma idéia do meu sofrimento que passo por este suplício todo fim de semana...

J. Flávio Vieira

Elis , a voz que ficou !



"Causando grande comoção nacional, faleceu aos 36 anos de idade em 19 de janeiro de 1982. Foi sepultada no Cemitério do Morumbi.

«Choram Marias e Clarices… Chora a nossa pátria mãe gentil. Em busca de um sol maior, Elis Regina embarcou num brilhante trem azul, deixando conosco a eternidade de seu canto pelas coisas e pela gente de nossa terra. E uma imensa saudade. »

Elis é mãe de João Marcelo Bôscoli, filho do casamento com o músico Ronaldo Bôscoli, e de Pedro Camargo Mariano e Maria Rita, filhos do pianista César Camargo Mariano. Os três enveredaram pelo ramo da música."

19 de Janeiro



Hoje ela faria 83 anos.
Viveu a festa, no convívio de lágrimas, rezas e sorrisos. Parecia uma menina no entusiasmo por todas as novidades. Morreu sem envelhecer. Continua mais nova e mais viva do que todos os filhos.
Saudades, querida!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A "Loirinha do Sertão" – por Pedro Esmeraldo

Antonio Ferreira Mandaçaia era um senhor aloirado, nem rico e nem pobre. Era controlado em seu trabalho, no ramo agropecuário. Habitava numa fazenda situada no rústico sertão nordestino. Na sua atividade, predominava a criação de gado bovino e uma agricultura rudimentar, baseada na cultura de grãos que servia para complementar o custeio de sua fazenda com cerca de 200 hectares. Sua propriedade, cortada pelo riacho, era por isso favorecida pois tal benefício reforçava a aquisição de produtos ardilosos que facilitava o bom desempenho do plantio agrícola.

Antonio Ferreira Mandaçaia era alegre, tinha de cerca de 1,75m. de altura, o que o elevava como um cidadão eficiente, o que facilitava vencer suas dificuldades no trabalho e a péssimas situação climática, que, vez por outra, aparece na região Nordeste. Além da criação de gado bovino, seu Antonio se esforçava para a criação de outros animais da raça caprina, a qual era adaptada na nossa região e, por isso, facilmente vendável.

Seu Mandaçaia não perdia a esperança e procurava estender-se a toda sorte de cultura favorecida ao meio-ambiente seco do clima semiárido nordestino.
Era valente, corajoso e enfrentava situações com bravura. Não perdia oportunidades, aproveitava todas as neblinas que surgiam no meio do tempo. Por isso era bem sucedido na sua colheita, já que conseguia um melhor preço em tempo hábil, auxiliado pela lei da oferta e da procura.

Pai de uma filha loira, linda, que praticava todas as manhãs a equitação, a arte do esporte na sela. Seu pai tinha o maior prazer de adquirir bons cavalos tipo manga-larga para satisfazer o desejo da filha, chamada Sandra.
Essa menina desde seis anos possuía o apelido de “Loirinha do Sertão”, porque lá só havia ela com esta característica. Loirinha costumava cavalgar nas estradas da fazenda, junto com sua companheira de estudos, Rita Maria, filha do capataz e muito amigo do seu pai.
Quando as duas completaram 16 anos tiveram de se deslocar até a capital do Estado a fim de prestar exame vestibular para medicina, um desejo de ambas. Permaneceram as duas na capital até suas formaturas em medicina, voltando para casa somente após o término dos seus estudos. Eram umas meninas equilibradas e estudiosas. Forçaram a barra, procuraram adaptar-se emocionalmente ao meio no intuito de se qualificarem para exercer com precisão o seu trabalho.

Quando estavam fora de casa, comeram o pão que o diabo amassou, já que os pais não muito ricos, tiveram de controlar as despesas enviando somente o necessário para a sua manutenção escolar. Mas as duas souberam compreendera situação e ajudaram o pai a manter a economia, deixando-o à vontade para que enviasse o mínimo possível de acordo com a suas possibilidades.

As duas foram coerentes, souberam suportar com dignidade a dificuldade dos pais e respondiam com bom procedimento estudantil, deixando os pais totalmente enaltecidos e conformados pelo bom proveito das filhas.
Está aí um exemplo de compreensão mútua que toda a juventude deveria seguir, pois se a maioria dos estudantes assim fizesse, o Brasil estaria numa situação bem elevada de dignidade moral, e seria um bom mostruário de trabalho para juventude desqualificada que prefere entregar-se ao vício da droga e da ociosidade.a Mandaçaia era um senhor aloirado, nem rico e nem pobre. Era controlado em seu trabalho, no ramo agropecuário. Habitava numa fazenda situada no rústico sertão nordestino. Na sua atividade, predominava a criação de gado bovino e uma agricultura rudimentar, baseada na cultura de grãos que servia para complementar o custeio de sua fazenda com cerca de 200 hectares. Sua propriedade, cortada pelo riacho, era por isso favorecida pois tal benefício reforçava a aquisição de produtos ardilosos que facilitava o bom desempenho do plantio agrícola.


Antonio Ferreira Mandaçaia era alegre, tinha de cerca de 1,75m. de altura, o que o elevava como um cidadão eficiente, o que facilitava vencer suas dificuldades no trabalho e a péssimas situação climática, que, vez por outra, aparece na região Nordeste. Além da criação de gado bovino, seu Antonio se esforçava para a criação de outros animais da raça caprina, a qual era adaptada na nossa região e, por isso, facilmente vendável.

Seu Mandaçaia não perdia a esperança e procurava estender-se a toda sorte de cultura favorecida ao meio-ambiente seco do clima semiárido nordestino.
Era valente, corajoso e enfrentava situações com bravura. Não perdia oportunidades, aproveitava todas as neblinas que surgiam no meio do tempo. Por isso era bem sucedido na sua colheita, já que conseguia um melhor preço em tempo hábil, auxiliado pela lei da oferta e da procura.

Pai de uma filha loira, linda, que praticava todas as manhãs a equitação, a arte do esporte na sela. Seu pai tinha o maior prazer de adquirir bons cavalos tipo manga-larga para satisfazer o desejo da filha, chamada Sandra.
Essa menina desde seis anos possuía o apelido de “Loirinha do Sertão”, porque lá só havia ela com esta característica. Loirinha costumava cavalgar nas estradas da fazenda, junto com sua companheira de estudos, Rita Maria, filha do capataz e muito amigo do seu pai.

Quando as duas completaram 16 anos tiveram de se deslocar até a capital do Estado a fim de prestar exame vestibular para medicina, um desejo de ambas. Permaneceram as duas na capital até suas formaturas em medicina, voltando para casa somente após o término dos seus estudos. Eram umas meninas equilibradas e estudiosas. Forçaram a barra, procuraram adaptar-se emocionalmente ao meio no intuito de se qualificarem para exercer com precisão o seu trabalho.


Quando estavam fora de casa, comeram o pão que o diabo amassou, já que os pais não muito ricos, tiveram de controlar as despesas enviando somente o necessário para a sua manutenção escolar. Mas as duas souberam compreendera situação e ajudaram o pai a manter a economia, deixando-o à vontade para que enviasse o mínimo possível de acordo com a suas possibilidades.

As duas foram coerentes, souberam suportar com dignidade a dificuldade dos pais e respondiam com bom procedimento estudantil, deixando os pais totalmente enaltecidos e conformados pelo bom proveito das filhas.


Está aí um exemplo de compreensão mútua que toda a juventude deveria seguir, pois se a maioria dos estudantes assim fizesse, o Brasil estaria numa situação bem elevada de dignidade moral, e seria um bom mostruário de trabalho para juventude desqualificada que prefere entregar-se ao vício da droga e da ociosidade
.

Por Pedro Esmeraldo

Aprendi... (Arthur da Távola)

"... Aprendi, outro dia que perdoar
é a junção de " per " com "doar".

Doar é mais do que dar.
Doar é a entrega total do outro.
O prefixo "per" que tem várias acepções,
indica movimento no sentido "de"
ou em "direção" a ou "através"
ou "para" etimologicamente falando,
portanto, perdoar, quer dizer doar ao outro
a possibilidade de que ele possa amar,
possa doar-se.
Não apenas quem perdoa que se
"doa através do outro".
Perdoar implica abrir possibilidades de
amor para quem foi perdoado,
através da doação oferecida
por quem foi agravado.
Perdoar é a única forma de facilitar
ao outro a própria salvação.

Doar é mais do que dar: é a entrega total ...

Perdoar é doar o amor,
é permitir que a pessoa objeto do perdão
possa também devolver um amor que,
até então, só negara ...

SAUDADE ......por Rosa Guerrera


Quando lembro você
tudo fica triste .
A própria natureza
perde toda a razão de ser!

E eu esqueço todos os beijos
que recebí ontem,
os carinhos,
as promessas escutadas
já não possuem nenhum valor para mim.
Só você me aparece nítido,
vivo, brilhante em meu coração.

Quando lembro você
sinto saudade de tudo.
Saudade da minha infância,
do meu primeiro abraço,
do primeiro beijo,
do primeiro pecado.

E na impaciência
das noites vazias ,
eu me entrego a essa saudade contínua
que insiste ,
que se debate ,
que implora
para ficar com você !

Lúcio Alves por Norma Hauer



Ele nasceu no dia 28 de janeiro de 1927,em Cataguases-MG, mas apenas com 7 anos já estava no Rio .
Nessa época já tocava violão, que aprendera com o pai, integrante da Banda de Guataguases.

Seu nome Lúcio Cinbelli Alves, que ficou conhecido como LÚCIO ALVES.

Fez parte, ainda com 14 anos, do grupo "Namorados da Lua", que se apresentava nos Cassinos Copacabana e Urca.

No Teatro República, cantando "Nós os Carecas" venceu um concurso de carnaval e
foi ainda premiado no programa de calouros de Ary Barroso, sendo, assim, convidado para atuar na Rádio Tupi.

Nessa época, com Haroldo Barbosa teve seu samba "De Conversa em Conversa", gravado por Isaurinha Garcia, obtendo seu primeiro grande sucesso.

Vários outros compositores deram sucessos para Lúcio Alves, como Caymmi; Dolores Duran; Alcyr Pires Vermelho;até Flávio Cavalcanti, co-oautor de "Manias", um samba que marcou sua carreira.

Em 1947 o grupo se desfês e sozinho passou a ser mais conhecido, obtendo, no decorrer de sua vida, inúmeros sucessos, como "Manias"; "Solidão" (versão do bolero Sim`Palabras"); "Bolinha de Papel"; "Nunca Mais";"Sábado em Copabcabana"; "Na Paz do Senhor"; "Tereza da Praia";"Nova Ilusão" e seu maior sucesso :"Valsa de Uma Cidade".

Nos anos 60, 70 fez parte das produções da TV Educativa, onde liderou um programa de entrevistas que, em, 1972, entrevistou Carlos Galhardo, ao lado de Nássara e Luiz Cláudio.

Gravou vários LPs, um de músicas só com nomes de mulhjeres,: "Rosa";"Carolina";"Maria": "Januária" e outros.

Em 1978 fez parte do Projeto Pixinguinha, ao lado de Doris Monteiro.
Em 1988 lançou outro LP denominado "Há Sempre um Nome de Mulher", em benefício do programa nacional de aleitamento, patrocinado pelo Banco do Brasil.

Lúcio Alves faleceu em 3 de agosto de 1993, aos 66 anos.
por Norma Hauer

David Nasser - por Norma Hauer



Iniciando o ano novo de 1917, nasceu em Jaú,no interior de São Paulo , o jornalista e compositor David Nasser.

Ainda muito criança, mudou-se com sua família para São Paulo, viveu algum tempo em Mato Grosso e em 1935 já se encontrava no Rio, onde exerceu a função de jornalita no jornal "O Globo".

Mais tarde ingressou em "O Jornal", no "Diário da Noite e em "O Cruzeiro".

Como jornalista gostava de explorar as desavenças alheias numa verdadeira imprensa marrom.

Nessa posição, explorou dois casos rumurosos acontecidos com artistas conhecidos: o de Herivelto Martins com Dalva de Oliveira e o de Franscisco Alves , em relação a seus filhos. Pura "imprensa marrom".

Como compositor, teve sucesso logo em seu primeiro samba, composto em 1935, mas só gravado, por Aracy de Almeida, em 1939:"Chorei, Quando o Dia Clareou".

Daí partiu para "Canta Brasil"; "Minha Sombra"; Todo Mundo Reclama"; Camisola do Dia", Algodão"; "Mãe Maria"; "Coroa do Rei"; "A Mulher e a Rosa"; "Confete" e inúmeras outras música, quase sempre sucesso.

Gravou com todos os cantores famosos em sua época e fez parceria com quase todos os compositores, mas só vou destacar aqui a valsa "Exilado", lindíssima, gravada por Carlos Galhardo e feita em parceria com o compositor russo Georges Moran.

David Nasser faleceu em 10 de dezembro de 1980, aos 63 anos.
por Norma Hauer

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

SOBRE O AMOR - Ulisses Germano

                        SOBRE O AMOR
                              (Ulisses Germano)
No amor não há espaço nem tempo
é a quintessência do sentimento
a eterna metáfora da flor
que exala o cheiro
pra quem afaga ou esmaga
a pele de suas pétalas

No Universo profundo
das metáforas poéticas
Aprendi que para aprender
o que é o amor é preciso
antes saber o que não é amor

P.S "O oposto do amor não é o ódio, mas a indiferença" Erico Veríssimo

HOJE É ANIVERSÁRIO DE JOSENIR LACERDA - A DAMA DOS VERSOS ENCANTADOS DO SERTÃO



JOSENIR LACERDA É HOJE SÍMBOLO DE RESISTÊNCIA EM DEFESA DO CORDEL E DA CIDADE DO CRATO

Poesia no Andar todas às quartas



Foto de André Duarte Pinheiro

Posted by Picasa

"Nos ombros do destino" - romance do escritor Geraldo Ananias





Linda festa!
Tudo perfeito: espaço, música,falas , presença relevante da classe literária,amantes da leitura, amigos!
Agradecemos a administração do Restaurante "Quatro Estações", que nos emprestou sua elegância, aconchego e distinção.
Estamos felizes com o seu sucesso, Geraldo!





domingo, 15 de janeiro de 2012

BULE BULE E O CRATO - Marcos Barreto de Melo



Em evento realizado ontem, encontramo-nos com o poeta BULE BULE e falamos de sua recente visita ao Crato. Observem a camisa com a qual ele se apresentou.

Meus sonhos - Por José de Arimatéa dos Santos

Foto: José de Arimatéa dos Santos
Caminho na trilha
Em busca dos meus sonhos!
Sei que a caminhada é cheia de armadilhas
E estou certo desses descaminhos

Não tenho medo do amanhã
A força para lutar está comigo
E certamente a vitória virá no meu afã
Por melhores dias e o tempo é meu amigo

Certo estou da realização dos meus sonhos
Que a cada dia reforça no meu coração
A capacidade de se renovar sempre
Consciente que minhas verdades prevalecerão

Sonhos infinitos que me completam
E transformam tudo
De uma forma que bastam
Somente sentimentos cheios de amor na sua plenitude

Na Rádio Azul


'Seu" Lunga responde ... - colaboração de Altina Siebra


PARA DESCONTRAIR... Tolerância zero!

"Seu" Lunga foi ourives em Juazeiro do Norte, Ceará, vendedor de sucatas, pai de 13 filhos, quase analfabeto.

Candidatou-se uma vez a vereador e perdeu. Ganhou fama pela língua solta e afiada.

-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-..

"Seu" Lunga descansava na rede. Mandou o sobrinho trazer-lhe um pouco de leite.

O garoto pergunta: - No copo?

Ele responde: - Não. Bota no chão e vem empurrando com o rodo, fio de rapariga!!!

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O funcionário do banco veio avisar:

- "Seu" Lunga, a promissória venceu.

- Meu filho, por mim podia ter perdido ou empatado. Não torço por nenhuma promissória.

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"Seu Lunga", no elevador (no subsolo-garagem).

Alguém pergunta: - Sobe?

Ele: - Não, esse elevador anda de lado.

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"Seu" Lunga vai saindo da farmácia, quando alguém pergunta:

- Tá doente?

- Ele: Por quê? Quer dizer que se eu fosse saindo do cemitério, eu tava morto?

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"Seu" Lunga dava uma tremenda surra no filho e o menino gritava:

- Tá bom, pai! Tá bom, pai! Tá bom, pai!

- Tá bom, é? Quando tiver ruim, você me avisa, que eu paro.

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O amigo de "seu" Lunga o cumprimenta:

- Olá, tá sumido! Por onde tem andado?

- Pelo chão, não aprendi a voar ainda...

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Na década de 70, "seu" Lunga chega num bar e fala pro atendente:

- Traz uma cerveja e bota o disco de Luiz Gonzaga pra eu ouvir!

- Desculpe, "seu" Lunga, não posso botar música hoje...

- Mas por quê?

- Meu tio morreu!

- Ah, sei, e ele levou os discos, foi?

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Durante a madrugada, a mulher do "seu" Lunga passa mal:

- Lunga! Tá me dando uma coisa...

- Receba!

- Mas é uma coisa ruim!

- Então devolva!

**************************************************************

"Seu" Lunga entrando em uma loja especializada.

-Tem veneno pra rato?

-Tem! Vai levar? - pergunta o balconista.

-Não, vou trazer os ratos pra comer aqui! - responde seu Lunga.

*******************************************************

O telefone toca. "Seu" Lunga:

- Alô!

- Bom dia! Quem está falando?

- Você!

Por Corujinha Baiana


O Pio da Coruja

- Cortou as unhas ? Ainda bem !
Quanto aos anéís...
eles não são necessários.
O cavanhaque ... está fora de moda.

- Dentes amarelos?
É só escová-los três vezes ao dia
com um bom dentifrício,
e o hálito terá um aroma de flores.

- Está renovando o seu harém?
Ótimo!É bom sair da rotina !

- As lagartixas se foram ?
Que seja um besouro ...
"Quem não tem cão, caça com gato".

- Lá se foi o esquilo ?
Peça a ele para trazer de volta a sua "muda".
Diga-lhe que você se arrependeu,
e precisa dela.

- Deu a louca na floresta,
e é tarde na noite do poeta?
- Ouça o pio da coruja!

- Passe esmalte nas unhas ...
uma leve embriaguês, e elas ficarão mais bonitas.

Aí, então você verá
que a Mentira dará lugar à Fantasia.


Chegou o grande dia!



Temos um encontro marcado com o escritor GERALDO ANANIAS.
15.01.2012, A PARTIR DE  20 H, NO RESTAURANTE "QUATRO ESTAÇÕES"

A  GENTE SE ENCONTRA !

sábado, 14 de janeiro de 2012

Rosa Luxemburgo


Rosa Luxemburgo, em polaco Róża Luksemburg (Zamość, 5 de março de 1871 — Berlim, 15 de janeiro de 1919), foi uma filósofa e economista marxista judeu-polaca naturalizada alemã. Tornou-se mundialmente conhecida pela militância revolucionária ligada à Social-Democracia do Reino da Polônia e Lituânia (SDKP), ao Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD) e ao Partido Social-Democrata Independente da Alemanha (USPD). Participou da fundação do grupo de tendência marxista do SPD, que viria a se tornar mais tarde o Partido Comunista da Alemanha (KPD).

Em 1914, após o SPD apoiar a participação alemã na Primeira Guerra Mundial, Luxemburgo fundou, ao lado de Karl Liebknecht, a Liga Espartaquista. Em 1° de janeiro de 1919, a Liga transformou-se no KPD. Em novembro de 1918, durante a Revolução Espartaquista, ela fundou o jornal Die Rote Fahne (A Bandeira Vermelha), para dar suporte aos ideais da Liga.

Luxemburgo considerou o levante espartaquista de janeiro de 1919 em Berlim como um grande erro. Entretanto, ela apoiaria a insurreição que Liebknecht iniciou sem seu conhecimento. Quando a revolta foi esmagada pelas Freikorps, milícias de direita composta por veteranos da Primeira Guerra que defendiam a República de Weimar, Luxemburgo, Liebknecht e centenas de seus adeptos foram presos, espancados e assassinados sem direito a julgamento. Desde suas mortes, Luxemburgo e Liebknecht atingiram o status de mártires tanto para marxistas quanto para social-democratas.

wikipédia

Festa no Azul Sonhado!


Ontem completamos aniversário de um ano, no Azul Sonhado. Motivo de sobra pra comemorar a vida com amizade, música, humor e poesia!
Destacamos as colaborações valiosas de escritores, como:
José do Vale, Joaquim Pinheiro, Emerson Monteiro, Ulisses Germano, Ângela Lôbo, Mara Thiers, Corujinha Baiana, Carlos e Magali Esmeraldo, João Marni, Zé Flávio, Rosa Guerrera, Stela Siebra, Norma Hauer, Pedro Esmeraldo, Tiago Araripe, Alexandre Lucas, Braz, Isabela Pinheiro, Geraldo Ananias, Pachelly, Marcos Barreto, Aloísio, José Carlos Brandão, Nicodemos,
Liduína Belchior, Lídia Batista, Rosemary Xavier, Aurélia Benício, Zélia Moreira, Chagas,Altina Siebra, Dedê,Bernardo Melgaço,José de Arimatéa, José Nilton Mariano, Domingos Barroso,Cristina Diôgo, Nívia UchôaTetê, Everardo Norões, Assis Lima, Maria Amélia, Vera Barbosa e outros!
Agradecemos as visitações, comentários... - Força motriz pra que ele continue vivo, arquivando nossos sentimentos e sonhos, em forma de prosa ou poesia.
Que o nosso blogue  possa sofrer alterações que aperfeiçoem a sua dinâmica, agregando afetos, inspirações poéticas e fortalecendo o espírito coletivo.
- Ele é de todos!

Erastótenes Frazão e Peterpan - por Norma Hauer


Hoje, vou apenas resumir o que seriam homenagens a Erastótenes Frazão e Peterpan.

Erastótenes Frazão, ou simplesmente FRAZÃO, nasceu no dia 17 de janeiro de 1901 e faleceu em 17 de abril de 1977.

Teve uma passagem pelo famoso Programa Casé e atuou em outras emissoras.

Mas seu "forte" foram suas compósições.
Obteve inúmeros sucessos, como as que fez com Roberto Martins:"Cordão dos Puxa-Sacos" e "Marcha dos Gafanhotos", ou com Benedito Lacerda "Lero-Lero",

Mas seu parceiro mais constante foi Antônio Nássara, com quem compôs a marchinha "Acredite quem Quiser", gravação de Dircinha Batista
"Acredite quem quiser.
Não exsite invenção mais bela.
O homem fala, fala, da mulher
Mas não pode passar sem ela..."

Ou "A Mulher que Mais Amou";"Coração Ingrato"; "Dono de Meu afeto", "A.M.E.I."; ""Florisbela" ...

Ou uma valsa composta para o carnaval de 1941:

"Nós Queremos Uma Valsa"

Antigamente uma valsa de roda
Era de fato requinte da moda..."

Uma valsa e um grande sucesso do carnaval de 1941, na voz daquele que seria considerado o "Rei da Valsa": CARLOS GALHARDO.

XXXXX

Outro vulto importante em nossa música, nasceu em 21 de janeiro de 1911: José Fernandes de Paula, que ficou conhecido como PETERPAN.

Peterpan era cunhado de Emlinha Borba, casado com sua irmã, também cantora, conhecida como Nena Robledo.

Seus maiores sucessos foram "Se Queres Saber", gravação de Emilinha; "Você nâo me Beija", gravado por Carlos Galhardo, ou "Última Inspiração", um dos maiores sucessos de João Petra de Barros.

Há uma bela valsa, em parceria com Ari Monteiro, lançada por Carlos Galhardo na Rádio Mayrink Veiga, que nunca foi gravada. Seu nome

"MISTÉRIOS DA NOITE

Tarde morre o dia,
Triste como sempre...
Cedo a noite vai chegar.
Maior será então
A minha grande mágoa.
Meus olhos já estão
Ficando rasos dágua"...

Essa música (melodia e letra) está "gravada" apenas em minha memória.
Norma Hauer

Por João Nicodemos

se a vida é
uma viagem:
do berço à cova
da fralda à mortalha
bom mesmo é estar viajando

O direito de sonhar, de Eduardo Galeano


Jan 2008


Tente adivinhar como será o mundo depois do ano 2000. Temos apenas uma única certeza: se estivermos vivos, teremos virado gente do século passado. Pior ainda, gente do milênio passado.

Sonhar não faz parte dos trinta direitos humanos que as Nações Unidas proclamaram no final de 1948. Mas, se não fosse por causa do direito de sonhar e pela água que dele jorra, a maior parte dos direitos morreria de sede. Deliremos, pois, por um instante. O mundo, que hoje está de pernas para o ar, vai ter de novo os pés no chão.

Nas ruas e avenidas, carros vão ser atropelados por cachorros.

O ar será puro, sem o veneno dos canos de descarga, e vai existir apenas a contaminação que emana dos medos humanos e das humanas paixões.

O povo não será guiado pelos carros, nem programado pelo computador, nem comprado pelo supermercado, nem visto pela TV. A TV vai deixar de ser o mais importante membro da família, para ser tratada como um ferro de passar ou uma máquina de lavar roupas.

Vamos trabalhar para viver, em vez de viver para trabalhar.

Em nenhum país do mundo os jovens vão ser presos por contestar o serviço militar. Serão encarcerados apenas os quiserem se alistar.

Os economistas não chamarão de nível de vida o nível de consumo, nem de qualidade de vida a quantidade de coisas.

Os cozinheiros não vão mais acreditar que as lagostas gostam de ser servidas vivas.

Os historiadores não vão mais acreditar que os países gostem de ser invadidos.

Os políticos não vão mais acreditar que os pobres gostem de encher a barriga de promessas.

O mundo não vai estar mais em guerra contra os pobres, mas contra a pobreza. E a indústria militar não vai ter outra saída senão declarar falência, para sempre.

Ninguém vai morrer de fome, porque não haverá ninguém morrendo de indigestão.

Os meninos de rua não vão ser tratados como se fossem lixo, porque não vão existir meninos de rua. Os meninos ricos não vão ser tratados como se fossem dinheiro, porque não vão existir meninos ricos.

A educação não vai ser um privilégio de quem pode pagar por ela.

A polícia não vai ser a maldição de quem não pode comprá-la.

Justiça e liberdade, gêmeas siamesas condenadas a viver separadas, vão estar de novo unidas, bem juntinhas, ombro a ombro.

Uma mulher - negra - vai ser presidente do Brasil, e outra - negra - vai ser presidente dos Estados Unidos. Uma mulher indígena vai governar a Guatemala e outra, o Peru.

Na Argentina, as loucas da Praça de Maio vão virar exemplo de sanidade mental, porque se negaram a esquecer, em tempos de amnésia obrigatória.

A Santa Madre Igreja vai corrigir alguns erros das Tábuas de Moisés. O sexto mandamento vai ordenar: "Festejarás o corpo". E o nono, que desconfia do desejo, vai declará-lo sacro. A Igreja vai ditar ainda um décimo-primeiro mandamento, do qual o Senhor se esqueceu: "Amarás a natureza, da qual fazes parte". Todos os penitentes vão virar celebrantes, e não vai haver noite que não seja vivida como se fosse a última, nem dia que não seja vivido como se fosse o primeiro.

Eduardo Galeano (1940-) é jornalista e escritor uruguaio. O texto foi publicado no diário argentino Página 12, em 29 de outubro de 1997, com o título "El derecho de soñar".
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Janela Sobre as Proibições



Na parede de uma botequim de Madri, há um cartaz que diz: Proibido Cantar.

Na parede do aeroporto do Rio de Janeiro, há um cartaz que diz: Proibido brincar com os carrinhos porta bagagens.

Ou seja: Ainda há gente que canta, ainda há gente que brinca.

Eduardo Galeano - As Palavras Andantes.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

por Socorro Moreira



Nunca me aposento por tempo de serviço. Aposento-me das funções que o mental consegue exaurir. Foi assim como bancária, como professora de Matemática, como culinarista. Agora é a vez do coração, que teimoso, resiste! Anda sonolento, desapaixonado pelos desencontros, pela falta de estímulo. O coração é o único órgão que só se aposenta com a morte.
Vida de aposentado não é moleza não... A gente acorda mais cedo porque dorme demais; sente todas as preguiças dos longos feriados; desaproveita as férias, que já não existem... Costuma tirar um dia pra nada fazer: não lavar a panela do leite, não fazer almoço, não lavar as roupinhas íntimas. Aposentados, nem todos vivem com uma sacola do lado, pra trazer de uma em uma, coisinhas que entopem a dispensa e a geladeira... Eu prefiro comprar uma recreativa, papel e canetas, alugar uns filmes; passar umas horinhas numa loja de disco ou livraria; comer batata frita, numa lanchonete ou restaurante, desafiando as taxas , que adoram uma alta , só pra limitar a nossa vida. Nos intervalos do ócio, eu me esqueço de fazer poesia. Até aprendi a jogar Poker, na internet... Ainda bem que o serviço pode ser gratuito, do contrário não sobraria grana pras bananas, e pras pomadinhas de arnica.
Mas eu sei que esta vida pode ser mudada... Que ela pode ser mais saudável, e que o meu coração pode se aposentar, na felicidade... Não penso em ter alguém ao meu lado, mas de poder ficar ao lado de alguém, e ser itinerante, como a própria vida.
Quero aposentar-me das incompreensões, das questões minúsculas, e de tudo que eu rejeito , e não participo. Quero outras coligações amorosas e políticas, como esse blogue, que eu tanto ativo!
Quero as amizades que o tempo e a boa vontade construiu. Quero as afinidades reunidas!
Quero também uma varanda, uma rede e um jardim, e a lua faceira, olhando pra mim !
Quero ganhar todas as estrelas com um só olhar, e viver num céu azul, sombreado de branco , com a chuva molhando e aspergindo cristais de vida, em mim !




Caderno de Poesias - Clarice Pacheco



Caderno de poesias
é um belo lugar.
Tantas coisas lindas
que eu gostaria de falar.
Eu falo em forma de versos
para todos poderem escutar.
Agora você já sabe
por que os poetas passam os dias
escrevendo em seus cadernos de poesias.

Clarice Pacheco

Ilhada - por Socorro Moreira


Chuva ilhando o convívio
Fertilizando a saudade
Nos corredores vazios
Mal-não-quero
Bem-me-faz
E o azul que se perde na chuva
Volta no amarelo solar.
Verde tinta, natureza
Espero você voltar
Lá adiante...
O tempo não sabe contar.
Roupa velha
Pano novo
Tesoura para cortar
Arrasto a sandália...
Pernas, pra que te quero?
Ajuda-me a chegar lá.
Meu pensamento dorme,
Aquieta-se, silencia
Tua voz, como escutar?
Quando foi?
Nunca mais...

Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue;outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho...o de mais nada fazer.

Clarice Lispector