por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



domingo, 23 de outubro de 2011

A noite do meu bem - Por Norma Hauer





Não se pode pensar nela, sem pensar em uma das mais belas letras de nossa música popular. E quem é ela? Seu nome é Adiléia da Silva Rocha, um nome grande para uma pessoa que ficou conhecida apenas como DOLORES DURAN. Ela nasceu em 7 de junho de 1930 e faleceu em 24 de outubro de 1959.

Viveu pouco, não compôs muito, mas agradou a todos com sua ternura, não antiga, mas eterna.
Foi no bairro da Saúde(não muito saudável) que ela nasceu e ali mesmo, ainda pequena passou a tomar parte nas festas populares cantando como gente grande.

Impulsionada por um amigo, apresentou-se, ainda muito jovem, no Programa "Calouros em Desfile", que Ari Barroso mantinha na Rádio Tupi e onde era o "bicho-papão" dos calouro. Cantou e venceu com um bolero:"Vereda tropical", interpretando-o em português e espanhol. Agradou e recebeu nota 5, que Ari não dava a qualquer um.
Dai para a frente,passou a se apresentar em boates de Copacabana e, melhor ainda: tornou-se compositora e apresentava suas próprias músicas. Foi um sucesso só.

Era "Castigo"; "Fim de Caso"; "Manias"; Noite de Paz"; "Idéias Erradas"...Mas o que mais marcou sua carreira foi a belíssima "A Noite de Meu Bem"....na qual ela tudo queria para "enfeitar a noite de seu bem".
Viveu pouco, abusou de noitadas, de barbitúricos e de bebida, vindo a falecer em 24 de outubro de 1959, com apenas 29 anos.

Morreu Dolores, ficou sua fama. Enfeitou a noite de seu bem do outro lado da vida.

Norma Hauer





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