por José do Vale Pinheiro Feitosa
Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.
José do Vale P Feitosa
segunda-feira, 19 de março de 2018
quinta-feira, 28 de dezembro de 2017
A PALAVRA DO PROMOTOR
"ALIÁS,
NESTA DITOSA REPÚBLICA DE CURITIBA, DE PRODÍGIOS IMENSURÁVEIS,
NADA HÁ QUE NÃO NOS ESPANTE.
NOS
LUGARES SOLITÁRIOS, ONDE TODA A VAIDADE HUMANA SE APAGA, PENDURADOS
NOS LOCAIS DE COSTUME, ENCONTRAM-SE EM FARTURA E ESPLENDOR PAPÉIS
HIGIÊNICOS ILUSTRADOS COM O ARTIGO 5º DA CONSTITUIÇÃO DA
MORIBUNDA REPÚBLICA BRASILEIRA.
O
PAPEL ASSIM ESTAMPADO, PRESTIMOSO AMIGO DAS HORAS MAIS AFLITAS, ESTÁ
ALI À DISPOSIÇÃO E LIMPEZA DAS INTOCÁVEIS E IMPOLUTAS NÁDEGAS
DOS NOTÁVEIS JURISTAS DESTA EXCEPCIONAL JURISDIÇÃO".
FUAD
FARAJ (PROMOTOR DE JUSTIÇA DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO
PARANÁ).
terça-feira, 26 de dezembro de 2017
O
MINISTRO E OS DONOS DO DINHEIRO – José Nílton Mariano Saraiva
Aécio
Neves, Daniel Dantas, Roger Abdelmassih, Jacob Barata, Ike Batista,
José Riva, Anthony Garotinho, Adriana Ancelmo, Beto Richa e Benedito
Lira, dentre muitos outros (a lista seria infindável), têm alguma
coisa em comum: 01) trafegaram na ilegalidade por anos e anos e,
portanto, são comprovadamente marginais; 02) têm muito dinheiro;
03) depois de roubarem estratosféricas somas de dinheiro foram
liberados da prisão por decisão monocrática do excelentíssimo
senhor ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.
E
como na lista do Gilmar Mendes não figura um só pobre, sequer um
remediado da classe média, o que metade do mundo e a outra banda
pode pressupor é que, por caminhos que o mortal comum desconhece, o
tal ministro deve receber, sim, algo em troca. Não no Brasil, mas,
provavelmente, lá fora. O quê, fica a critério de cada um emitir
algum juízo de valor.
Fato
é que, embora já houvesse um certo ar de “desconfiômetro” da
população em razão da postura ousada do ministro, agora temos uma
outra grave denúncia pública de um juiz federal com atuação na
cidade de Campos, no Rio de Janeiro, tratando da liberação do
Anthony Garotinho por Gilmar Mendes, a saber:
“Em
um vídeo estarrecedor, o juiz Glaucenir Oliveira, que prendeu de
forma extremamente polêmica – e, para muitos juristas, ilegal –
o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, decidiu atacar
o ministro Gilmar Mendes, que determinou a libertação do político
nesta semana; na mensagem, o magistrado acusa Gilmar Mendes de ter
recebido dinheiro em troca de decisão favorável: “a mala foi
grande”, afirmou. Gilmar soltou Garotinho, apontando que não havia
qualquer elemento que justificasse a prisão preventiva; procurado
pela reportagem, o juiz Glaucenir ainda não se manifestou.” (ipsis
litteris).
Arrogante,
sarcástico e prepotente, Gilmar Mendes já humilhou advogados em
sessões do Supremo Tribunal Federal, assim como “peitou” os
colegas daquela Corte (em mais de uma oportunidade), por “ousarem”
questionar suas bravatas (lembremo-nos que em um embate duríssimo,
no recinto do STF, o ex-ministro Joaquim Barbosa o acusou de
“coronel” e de destruir o Judiciário brasileiro).
Não
esquecer, também, que nos dias atuais Gilmar Mendes funciona como
principal “conselheiro-orientador” do ilegítimo presidente, e
que, coincidentemente, sua esposa (do ministro) foi aquinhoada com
uma polpuda remuneração (fala-se em mais de R$ 30.000,00) para
funcionar como membro efetivo de um dos Conselhos da Itaipu
Binacional.
Pode
até não ter nada a ver, mas tudo isso nos faz lembrar o grande e
sempre atual Nelson Rodrigues, ao afirmar que: “Se os homens de bem
tivessem a ousadia dos canalhas, o mundo estaria salvo.”
sábado, 23 de dezembro de 2017
NOS
TEMPOS DA “BRILHANTINA” - José Nílton Mariano Saraiva
Localizada
ao oeste do estado do Rio Grande do Norte, quase que na fronteira com
o Ceará, Pau dos Ferros era (à época) uma dessas agradabilíssimas
minúsculas cidades interioranas (mudou bastante e hoje é uma
espécie de “cidade-pólo”, maior que o Crato em todos os
aspectos), em razão, principalmente, da índole receptiva do seu
povo e de um detalhe não tão comum em cidades interioranas: a
“beleza brejeira” e ao mesmo tempo esfuziante das suas mulheres,
aliada ao extremo bom gosto e requinte com que se vestiam. Até
parece que os famosos estilistas de moda, antes de lançarem suas
revolucionárias coleções em Paris, Roma ou Milão, faziam de Pau
dos Ferros uma espécie de “passarela-laboratório-experimental”
às suas criações (como luxavam aquelas jovens e belas mulheres
pau-ferrenses).
Vivenciamos
tudo isso em meados da década de 70, quando para lá nos deslocamos
a fim de cumprir adição de 90 dias no Banco do Nordeste do Brasil
S/A (BNB), então a única agência bancária da cidade; e, embora
realmente o trabalho fosse intenso (a ponto de se trabalhar de 10 a
12 horas por dia), a “diária” que se recebia compensava
plenamente, além do que havia uma espécie de “cumplicidade”
entre os que compunham a equipe beenebeana e a população da cidade.
O
dia-a-dia.
Ao
final da diária jornada de trabalho, a parada obrigatória era a
“Sorveteria do Sales” (próspero comerciante local), onde
sorvíamos uma “geladérrima”, ao tempo em que as paqueras se
sucediam, furtivas ou abertamente, num clima leve e sadio. Os
fins-de-semana, então, eram literalmente uma festa: num deles, por
exemplo, tínhamos a escolha da “miss olhos” (obviamente uma
amistosa disputa entre aquelas moçoilas adolescentes maravilhosas,
para se avaliar quem tinha os “olhos” mais bonitos); na outra
semana, a escolha do casal que melhor dançava; na outra, a escolha
daquela que melhor desfilava, e por aí vai. Era uma festa
permanente. E tudo dentro da mais pura inocência e simplicidade. O
certo é que a “coisa” era tão legal e gostosa que, não mais
que de repente, o tempo voou, os 90 dias exauriram-se e tivemos que
voltar para Fortaleza (houve uma tentativa de prorrogação da
adição, infrutífera).
Antes
da volta, entretanto, foi firmado um compromisso, uma profissão de
fé, um autêntico pacto de boêmios: sempre que houvesse uma festa
que compensasse, seríamos acionados, tempestivamente. E assim, todos
nós (mesmo os casados), que por lá passamos na condição de
“adidos” (uns seis colegas, não necessariamente no mesmo
período), findamos por voltar várias vezes.
Os
ônibus que faziam o percurso Fortaleza-Pau dos Ferros eram os
famosos “pinga-pinga” que, além de terrivelmente
desconfortáveis, eram desprovidos de banheiro. Pois foi numa dessas
viagens que o “inusitado” pintou no pedaço.
Já
saímos da rodoviária de Fortaleza um tanto quanto “melado”
(muita “birita” para – vejam só que desculpa mais esfarrapada
- poder ter coragem de enfrentar a buraqueira, já que parte da
estrada era de piçarra). Na chegada a Pau dos Ferros, seis da manhã,
os notívagos “recepcionistas” (colegas do Banco) já estavam a
nos esperar, à porta do ônibus, com um churrasquinho no ponto e
aquela cervejota “fumacenta de gelada” (é que a “agência do
ônibus” ficava estrategicamente localizada frente a um bar, que
aos finais de semana funcionava 24 horas por dia, ao som maravilhoso
de um Paulo Sérgio, Jerry Adriane, Carlos Gonzaga, Reginaldo Rossi,
Valdik Soriano e por aí vai).
Os
“trabalhos”, então, se iniciavam ali mesmo, sem nem escovar os
dentes. De lá e durante todo o dia de sábado, os encontros,
reencontros e novas amizades, na Sorveteria do Sales, na Churrascaria
do Anísio e/ou no meio da rua, com aquelas mulheres monumentais.
À
noite, após uma passada na “república” a fim de tomar um banho
caprichado, vestir a “CAMISA VOLTA AO MUNDO” e a “CALÇA DE
TERGAL”, passar uma “BRILHANTINA” no cabelo e colocar o perfume
“LANCASTER”, o objeto de desejo: a esperada festa no único clube
da cidade, que se prolongava até o sol raiar. Dali, depois do famoso
“caldo de misericórdia” servido num posto de gasolina, volta à
república pra mudar de roupa e todo mundo se mandava pra “barragem”
(na verdade, o açude que abastecia a cidade e onde existia uma
palhoça que servia “o melhor tucunaré de água doce do mundo”);
e tome “mé”. Aí, já na base do famoso “cuba-libre” –
mistura tanto saborosa como explosiva de Ron Montila e Coca-Cola.
Naquela
tarde de domingo, Rivelino, famoso jogador que houvera se destacado
no Corinthians, faria sua estreia no time do Fluminense (no
Maracanã), jogando contra o… Corinthians. E, mesmo diante de uma
televisão preto-e-branco com uma imagem pra lá de sofrível, na
sala da casa do prefeito da cidade (tricolor roxo) formamos uma
grande torcida do Fluminense (pra agradar o homem, é claro). E tome
“Ron Montila”, acompanhado de uma miscelânea de tira-gostos:
panelada, buchada, tucunaré, torresmo, churrasco, o escambau (era
comida que dava no meio da canela). O certo é que o tempo, de novo,
voou, e de repente chegou a “hora indesejada” do retorno.
E
aí a velha história repetiu-se: já chegamos na “parada do
ônibus” mais pra lá do que pra cá, “puto de raiva” por ter
que voltar no melhor da festa e lá encontramos a colega do BNB
Julieta, que fora adida e também houvera ido passar o final de
semana. Após cumprimentá-la sentamos na poltrona (???) e…
apagamos.
Lá
pras tantas (entre duas e três horas da madrugada) após uma parada
abrupta do coletivo a fim de desembarcar algumas pessoas que moravam
na zona rural ao lado da estrada, “ressuscitamos” e, pior, com
uma necessidade imperiosa e descomunal, de “descarregar”, “arriar
a massa” (lembremo-nos que o ônibus não dispunha do famoso
toilette). Falamos com o motorista e o trocador (existia um, sim,
encarregado de recolher o dinheiro das passagens) e eles sugeriram
que descêssemos o barranco e fizéssemos o “serviço”, enquanto
eles procuravam e entregavam a bagagem do pessoal rural.
E
só deu tempo mesmo de descer o barranco às pressas, arriar a
bermuda e... tome merda, muita merda, merda em profusão, em pleno
estado líquido e em “chicotadas” monumentais, brabíssimas (o
“inusitado” dera o ar de sua graça e o Ron Montila e apetitosos
tira-gostos finalmente cobravam seu preço).
Até
hoje não conseguimos lembrar é se nos deixamos absorver pelo
esplendor da belíssima lua no céu (em pleno meio da caatinga), se
dormimos de cócoras ou, simplesmente, se sentamos em cima do
produto; o certo é que, de repente, milagrosamente conseguimos
“captar” a zoada de um carro acelerando. Ao olhar, desesperado,
pra cima, rumo à estrada, divisamos o ônibus se afastando,
lentamente. Não houve tempo para raciocinar: num átimo, nos
despojamos da bermuda e da cueca, pegamos essa última e passamos de
forma apressada no traseiro, a jogamos fora, vestimos novamente a
bermuda e subimos a ribanceira feito um louco.
Contando
com a providencial solidariedade do pessoal que havia descido (umas
oito pessoas) que se puseram a “urrar” em plena duas horas da
manhã, o ônibus parou mais à frente. Resfolegando, com os bofes
saindo pela boca, suando em bicas por todos os poros, alcançamo-lo
e, evidentemente, reclamamos do motorista e cobrador; eles alegaram
que haviam “esquecido” e pediram desculpas.
Quando
sentamos na poltrona (???), uma réstia da luz da Lua que refletia
pela janela nos permitiu observar que a colega Julieta (ainda
dormindo) imediatamente virou o rosto para o outro lado. Deixamos pra
lá. Sentamos e... apagamos (de novo). Viagem que segue...
Oito
horas da manhã, rodoviária de Fortaleza, sol a pino. A muito custo
e após nos sacolejar bastante, a “dupla-sertaneja” (motorista e
cobrador), consegue finalmente nos “trazer de volta”. De mau
humor, com um terrível gosto de “cabo-de-guarda-chuva” na boca,
doido pra chegar em casa, não ligamos para a cara feia dos dois,
pegamos nossa sacola que estava na parte de cima e saímos.
E
foi aí, ao tentar nos despedir da colega Julieta, que vimos a
“merda” (literalmente) que tínhamos armado: é que ela (e demais
passageiros), não só se recusava a aceitar o nosso cumprimento,
como, também, olhava(m) fixamente para nossa mão estendida. Uma
“palhinha” de sobriedade pintou de repente e, já acometido de um
certo receio, um pressentimento estranho, um friozinho a nos
percorrer a espinha, acompanhamos o mortífero olhar da Julieta e, só
então, entendemos a dimensão da coisa: não só nossa mão, mas
partes do antebraço, coalhadas estavam de fezes, em transição do
estado líquido para o sólido. É que, na imensidão e solidão da
caatinga iluminada por aquela lua belíssima, ao passarmos a cueca
apressadamente no traseiro, ela não dera conta do recado e o
“produto” houvera vazado, em profusão, para a mão e
adjacências.
Nunca
antes havíamos passado por algo semelhante, por situação tão
constrangedora e vexatória. Na verdade, naquele momento a vontade
era de morrer, sumir, meter-se em algum buraco, desaparecer do mapa,
escafeder-se, se autotransportar para o Japão, China, um lugar
qualquer longe, bem longe dali, do outro lado do mundo. Uma tragédia.
Humilhação pra você nunca mais esquecer.
Pra
completar, quando tentamos dá um passo à frente, agora, sim,
sentimos a bermuda um tanto quanto apertada, muito presa ao corpo,
obstando estranhamente nossa locomoção; é que ela simplesmente
houvera “pregado” no traseiro, tal a quantidade de merda e a
extensão da área em que se propagara.
Resultado
??? A vergonha foi tão grande que ficamos “baratinados”,
perdemos a noção do tempo, da razão, do espaço e do ridículo, e
sequer conseguimos atinar que na Rodoviária tinha um banheiro onde
poderíamos fazer uma “meia-sola” (mini-banho) para nos livrarmos
“daquilo”.
E
assim, como nenhum taxista compreensivelmente nos aceitou como
passageiro, tivemos que fazer o razoável percurso do Bairro de
Fátima até o apartamento, no Centro da cidade, no “pé-dois”,
sol a pino, cantando amor febril e sob os olhares desdenhosos dos
transeuntes, que cortavam caminho, tratavam de passar por longe
daquele “lixo-humano” e sua estranha coreografia. É que nos
debatíamos com moscas, um exército de dezenas de moscas, a nos
perseguir insistentemente; a fedentina era tão grande, o odor à
nossa volta tão insuportável, até para a mais das insensíveis
narinas, que poderíamos e merecíamos ser cognominados como uma
“fossa ambulante”.
Quanto
à colega Julieta, passou um certo tempo amuada, cabreira, chateada,
sem querer papo nenhum, intrigada mesmo, pelo que era considerou
falta de respeito e consideração. Hoje, casada, mãe de filhos,
reside em Mossoró. Nas suas raras incursões à cidade de Fortaleza,
nas vezes em que a encontramos, nos saúda efusiva e festivamente,
embora um tanto quanto sui generis, diferente, inusual, esquisito
até: “Diga lá... seu cagão”. E haja risadas, muitas risadas.
Coisas
da vida...
sexta-feira, 22 de dezembro de 2017
MALUF E O “VELHO PADRE”
O
octogenário
padre
brasileiro,
que durante anos a fio tinha trabalhado fielmente e com afinco junto
ao povo africano na difusão da palavra do Senhor, voltara debilitado
ao Brasil (contraíra
o vírus ébola) e,
agora, doente e moribundo, internado no Hospital Geral de Brasília,
é a notícia e manchete midiática da hora.
Em
estado terminal, já nos últimos suspiros ele faz um sinal à
enfermeira, que se aproxima. - Sim, senhor padre, o que deseja ? -
Eu queria ter a oportunidade de conversar com quatro proeminentes
políticos brasileiros, antes de partir, sussurrou o velho Padre,
ditando-lhe os nomes. - Acalme-se, verei o que posso fazer, respondeu
a enfermeira. De imediato, a Direção do hospital entra em contacto
com o Congresso Nacional e logo recebe a boa notícia: todos, na
condição de católicos, embora não praticantes, faziam questão de
cancelar os compromissos do dia, pois não poderiam perder a
oportunidade de visitar o velho Padre, moribundo.
A
caminho do hospital, na ampla limusine de um deles, Paulo Maluf
confidencia pra Jader Barbalho, Renan Calheiros e José Agripino: -
Eu não sei porque é que o velho Padre nos quer ver, mas certamente,
dado o seu prestígio internacional e sua popularidade junto aos
pobres deste país, isso vai ajudar, e muito, a melhorar a nossa
imagem perante a Igreja e ao próprio povo, assim como repercutirá
internacionalmente, o que é sempre muito bom. Todos concordaram:
realmente, ali estava uma grande e rara oportunidade para eles
aparecerem e, tanto é verdade, que até fora enviado um comunicado
oficial urgente à imprensa, detalhando a hora e o local da visita.
Quando
ao “quarto” os “quatro” chegaram, com toda a mídia presente
(rádios, jornais, TV, Internet, etc) o velho Padre pediu-lhes para
dele se acercarem e, pousando sua mão direita sobre as mãos de
Jader Barbalho e Paulo Maluf, e a esquerda sobre as mãos de Renan
Calheiros e José Agripíno, agradeceu-lhes aquele gesto magnânimo,
caridoso e cristão.
Houve
um respeitoso silêncio, enquanto câmaras foram estrategicamente
direcionadas aos cinco, já que repórteres televisivos transmitiriam
ao vivo e a cores, em horário nobre, para todo o país, aquele grave
momento; para tanto, aproximaram seus sensíveis microfones para,
quem sabe, captar aquelas que seriam as últimas palavras daquele
santo homem, que estranhamente, apesar de muito debilitado,
apresentava-se com um ar de pureza e serenidade no semblante.
Então,
Paulo Maluf, na condição de porta-voz dos demais (fazendo pose para
as câmaras e imprimindo a devida impostação à voz),
perguntou-lhe, contrito: -Santo Padre, desculpe a curiosidade, mas
porque é que fomos nós – eu, Jáder, Renan e Agripino - os
escolhidos, entre tantas pessoas ilustres das que compõem o nosso
glorioso Congresso Nacional, para estar ao seu lado, neste momento
tão especial ?
O
velho Padre, com um sorriso angelical no rosto, serenamente afirmou:
-Meus filhos, como vocês são testemunhas, sempre, em toda a minha
vida, procurei ter como modelo e seguir à risca, o "Pai
Celestial", Nosso Senhor Jesus Cristo. -Amém, sussurraram, os
quatro, em uníssono. E aí, o velho Padre fuzilou, contundentemente:
“ENTÃO...COMO
“ÊLE” MORREU ENTRE LADRÕES, EU QUERIA PRA MIM O MESMO”.
Ato
seguinte, "bateu as botas"... sorrindo.
(Autor
desconhecido)
sexta-feira, 15 de dezembro de 2017
"CALDO DE BILA" - José Nilton Mariano Saraiva
Independentemente
da raça, cor, sexo, religião, ideologia, credo, preferência
clubística ou política, os milhões de adeptos de uma “geladinha”
(cerveja) ou da “marvada” (cachaça), detêm a exclusividade de
uma certeza: dia seguinte à farra homérica, quando se excedem no
consumo e acordam com aquele terrível gosto de “cabo de
guarda-chuva” na boca, nada mais apropriado pra curar a “ressaca
braba” (que às vezes dá vontade até de morrer), do que “forrar
o estômago” com um revigorante e bendito caldo (de mocotó, carne
moída ou costela de boi), no capricho e tinindo de quente, capaz
não só de matar todos os vermes que “encontrar na descida”,
como também “levantar ou por de pé até defunto”.
Mas... há que se ter cuidado com os “caldos da vida”. Sim, porque existem duas espécies de caldo: 1) o “caldo verdadeiro”, original, genuíno, que é aquele bem preparado, repleto de temperos e condimentos, capazes de lhe dar cheiro, sabor e “sustância”, e ainda operar o milagre de fazer seu usuário “renascer” das cinzas, a ponto de, sob o pretexto de “lavar o peritônio”, tirar o gosto ali mesmo com uma outra geladérrima, recomeçando a farra; e, 2) o “outro caldo”, o caldo falso, o caldo de araque, que é aquele que é só uma espécie de água morna, desprovido de temperos e condimentos, sem gosto, sem cheiro, sem poder revigorante e, enfim, sem nenhuma serventia, capaz até de “bater e voltar”, ou seja, de fazer com que o seu usuário “bote os bofes pra fora”, na hora. Esse, por suas características peculiares, findou sendo designado pelos biriteiros da vida com a alcunha de “caldo de bila” (portanto, quando você ouvir a expressão “caldo de bila”, lembre-se de que é algo fraco, inútil, sem serventia).
E a “expressão” pegou de uma maneira tal, foi tão bem assimilada por gregos e troianos, que quando queremos manifestar nosso descontentamento com algo ou alguém que não corresponde às nossas expectativas, em qualquer competição ou atividade, imediatamente professamos: é “mais fraco que caldo de bila”.
Tomemos como exemplo a Fórmula 1, um esporte por demais admirado no mundo todo e que, para nós brasileiros, num determinado momento da história, foi motivo de orgulho e respeito, quando tínhamos a nos representar nos mais diferentes autódromos dos quatro cantos do planeta os Emerson Fittipaldi, Nélson Piquet e Ayrton Senna da vida.
Afinal,
quem não lembra das manhãs de domingo em que renunciávamos à
praia, clubes, açudes, cinemas ou um outro divertimento qualquer,
só pra ficar por duas horas à frente da telinha, beliscando uma
cervejota com tira-gosto de panelada e vibrando com o “pé-pesado”
ou as ultrapassagens sensacionais dos nossos “homens voadores”,
campeões mundiais em seguidas temporadas ??? Quem não lembra dos
pegas fantásticos e espetaculares entre Fittapaldi X Jack Stuart,
Piquet X Mansel, Senna X Prost, Senna X Piquet, dentre outros ???
Foi então que o destino nos pregou aquela peça terrível, aquele momento dantesco, nos levando prematuramente o Ayrton Senna, numa calma manhã de domingo, durante uma corrida aparentemente tranquila, na Itália, após a quebra da barra de direção de seu carro, a mais de 200 quilômetros por hora.
Imediatamente a TV Globo, em razão principalmente dos milhões de dólares propiciados pela exclusividade da transmissão de cada corrida, e temendo a perda dos exuberantes patrocínios, tratou de “fabricar” da noite pro dia um substituto para o Senna. E como não havia muitas opções naquele momento, literalmente foi “decretado” pela cúpula da Globo e nos imposto goela abaixo, que um jovem piloto paulista, novato na Fórmula 1, seria o novo “ídolo” da torcida brasileira. Foi assim que tomamos conhecimento da existência de Rubens Barrichello, logo batizado pelo chefão de esportes da emissora (Galvão Bueno) de “Rubinho” (certamente que numa tentativa de torná-lo mais “palatável” ante os aficionados da categoria).
Daí pra frente todos nós sabemos a história de cór e salteado: apesar do hercúleo esforço da Globo em alavancá-lo, do generoso espaço lhe disponibilizado, de lhe arranjarem inclusive um lugar na disputadíssima e então imbatível Ferrari (à época detentora dos mais possantes e velozes carros da categoria), o que se via nas pistas era um piloto atabalhoado, lento, medroso, excessivamente burocrático, sem qualquer pegada, além de potencial e exímio “quebrador” de carros, os quais não conseguia “ajustar” nunca (quantas vezes vimos o tal “Rubinho” em desabalada carreira durante as corridas - SÓ QUE A PÉ E NA CONTRAMÃO - em busca do carro reserva ???).
Sem carisma, desprovido de simpatia, sempre com uma desculpa esfarrapada para os recorrentes fracassos nas pistas, inventor de uma comemoração pra lá de ridícula (uma tal de “sambadinha”) quando ocasionalmente ganhava alguma corrida, Barrichello aos poucos foi se eclipsando, sumindo, escafedendo-se.
Na fase crepuscular da carreira, competindo por uma equipe de nível médio (Willians), Barrichello ainda assim conseguiu a proeza de fazer com que a Globo optasse por uma estranha e incrível “inversão de valores”: é que, à falta de resultados (quase sempre ficava lá na rabeira, quando não quebrava), o locutor global tratava de potencializar o fato de “Rubinho” às vezes ficar entre os 10 que obtiveram melhor classificação nos treinos, além de insistir e persistir em nos informar ser ele o piloto que disputou mais de trezentas (300) corridas de Fórmula 1 (olvidando, no entanto e propositadamente, de nos cientificar dos pífios resultados ou da relação entre o número de vitórias obtidas e os grandes prêmios disputados).
Por essa e outras é que poderíamos associar Rubens Barrichello ao nosso famoso “caldo de bila”: não fede, não cheira, não tem gosto, não propicia qualquer serventia ou bem-estar.
domingo, 10 de dezembro de 2017
Vestígios da Itália em Missão Velha - Dr. Demóstenes Ribeiro
Na calçada em frente,
suavemente ensolarada naquela manhã de maio, o Coronel dirigia-se ao
barbeiro. Terno branco, chapéu e guarda-chuva fechado à mão
direita, como se fosse bengala, ele lentamente caminhava. Baixinho e
gordo, um ar feliz envolvia o semblante bonachão, realçado agora
pelo domínio do alistamento nas frentes de serviço do DNOCS. Era a
seca de 58, ele controlava o PTB local e seriam muitas as vantagens
resultantes dessa missão.
A barbearia, parada
obrigatória na cidade, local sempre descontraído e de informação.
Todos a freqüentavam, exceto monsenhor Antonio Feitosa, ao qual o
barbeiro atendia com orgulho uma vez por mês na casa paroquial.
Semanalmente, o Coronel cortava o cabelo. Hipocondríaco, exigia
esterilização prévia da tesoura e da navalha, com álcool, em
chamas. Aliás, tamanho o seu temor de doença, no cinema
sistematicamente levava o lenço ao nariz ao assistir cena de
faroeste com muita poeira, por receio de ficar resfriado.
Sem a truculência de outros
caciques, jamais se ouviu falar de violência da sua parte ou de seus
comandados. Sua força política advinha da fidelidade extrema de uma
família numerosa e de agregados, isolados em região serrana do
município, parte mais alta e amena, onde o pai e antecedentes,
imigrantes italianos, estabeleceram-se em meados do século dezenove.
As urnas da Goianinha decidiam a eleição municipal.
Ao invés do sul do Brasil,
por que esses italianos escolheram Missão Velha, confins do Ceará?
Ao que se fala, emigraram de remota região da Itália, cheios de
sonhos, fugindo de violência e miséria. Ao chegar a Recife, o
patriarca, artesão, mestre na fundição do cobre, encheu-se de
esperança ao saber dos engenhos de cana-de-açúcar no Cariri,
espaço para o seu ofício e a sua arte.
Destinados à Goianinha, pouco
a pouco, a língua, o sotaque, quase todos os hábitos e tradições
foram sufocados pela cultura local. A pobreza nordestina foi mais
forte. Diferente do sul do Brasil, a geografia e o clima pouco se
assemelhavam à velha Itália. Entre outras coisas, sumiram a
culinária mediterrânea e a tradição do vinho.
A família cresceu
miscigenada, mas alguma coisa ficou. Cearenses a conservar modo de
vida que lembra aldeias e cidadezinhas da Itália. Os laços
familiares rígidos, o bom humor, o casamento entre primos, as
residências próximas, as mulheres pequeninas, muitas de olhos
azuis, discretas no vestir e no comportamento, apegadas à Igreja e
quando viúvas, de preto e lamuriosas. Acima de tudo, cordialidade e
alegria de viver contrastando com a agressividade local. Extroversão
expressa em vários deles pelo amor ao jogo de cartas, à diversão,
à bebida e à música popular.
Anos depois, em disputa com um
sobrinho, o Coronel não conseguiu fazer do filho o prefeito da
cidade. A luta pelo poder desagregou a família e ele partiu para a
serra paraibana, local de outros familiares; quem sabe,
inconscientemente atraído pelo clima vagamente parecido ao da
Itália. Todavia, diferente do pai, era, no quase exílio, imigrante
desesperançado, revolta e desilusão.
Envolvido em luta inglória
contra a realidade cruel, findou os dias em um mundo imaginário,
pleno de fantasia e recordação. Na rede, a mamma
entoava uma canção de ninar ou era o irmão Horácio a lhe embalar
o sono com uma ária napolitana de Caruso?
Houve a alegria
irreverente dos filhos no carnaval ou tudo não passou de uma velha
história de Veneza, contada por uma tia idosa na infância? Voltaria
ainda o prestígio dos anos atrás?
Muito tempo depois, o menino
que vira o homem gordo e baixinho, dirigir-se à barbearia, naquela
manhã de maio, observara um missãovelhense discretamente receber a
comunhão na Igreja da Paz. Sequer herdara o sobrenome italiano, mas
no comportamento cordial, reverente e cerimonioso, ele expressava
traços do tio e, talvez, de algum familiar distante, perdido em
aldeia remota da Sicília ou do Mediterrâneo.
quarta-feira, 6 de dezembro de 2017
GILMAR MENDES - por RICARDO
BOECHAT
Temos
um ministro do STF que não teme ser defensor explícito do crime
organizado. Gilmar Mendes nem deveria ser impedido, deveria ser
preso. Os laços de Gilmar e sua mulher com Jacob Barata são de
amizade, comerciais e profissionais. O cunhado do Gilmar é sócio do
Jacob. Jacob tinha o contato direto da mulher de Gilmar em seus
contatos.
Esse
senhor Barata, pelos crimes revelados por vários delatores, vem
roubando diretamente da população mais pobre do RJ, comprando toda
a cúpula e política fluminense e a fetranspor. O senhor Barata
roubou, 10, 20 centavos por dia da população mais pobre do RJ, por
anos a fio.
A
suspeição de Gilmar Mendes teria o efeito de mostrar que ele nada a
tem a ver com esses crimes, que a sociedade do cunhado e que a benção
no casamento, foram coincidências. Mas como ele não se declarou
suspeito, mesmo quando o “rabo abanou o cachorro” e com todas as
manifestações do MP, demonstrando claramente que os elos são
pessoais, comerciais e profissionais, a única opção a crer é que
Gilmar tem muito a esconder tanto nessa relação como nas outras em
que se posicionou de forma imoral.
Jacob
Barata é um bandido violento. Provavelmente está roubando dos
cariocas há 30 anos. É um milagre da Lava-Jato e adjacências que
estejamos trazendo esse esquema à vista, à tona.
O
Judiciário e o MP precisam tratar Jacob Barata de forma especial,
com o peso expressivo da lei, pois ele vai entregar Gilmar Mendes. As
últimas atuações do ministro são claras evidências de obstrução
intencional da justiça, mandando às favas qualquer resquício de
moralidade e racionalidade. Um acinte, um deboche.
Está
muto claro que Gilmar é um infiltrado do “status quo” para
explodir os esforços anticorrupção e redirecionar os entendimentos
do STF para a frouxidão ética e moral, apenas com seus “afilhados
e amigos”.
Derrubar
Gilmar Mences é atravessar uma das últimas muralhas de proteção
do sistema corrupto que moveu a política brasileira, nos últimos,
pelo menos, 30 anos.
Os
brasileiros podem até ser impotentes para derrubá-lo, mas a cada
atuação do ministro, mais gente desacredita no país e faz questão
de não apoiar qualquer movimento de recuperação econômica.
Gilmar
Mendes é a certeza da impunidade, portanto é a incerteza econômica.
Gilmar Mendes é uma ode à concorrência desleal, portanto é um
inimigo da governança e da ética nos negócios. Gilmar Mendes é o
Alien parasita no organismo brasileiro.
Ou
é ele, ou é a nação. Jacob Barata não deve entregar Cabral, que
é outro cadáver político, esse pelo menos não está fedendo em
nossas salas. Tem que entregar Gilmar.
Acreditem.
Gilmar Mendes convence os brasileiros a não lutar para tirar o
Brasil dessa crise. Convence os brasileiros com mais capacidade, mais
recursos e maior grau de empreendedorismo a cogitar seriamente sair
do país. Gilmar Mendes é nosso ministro bolivariano.
Amigos,
entendam a importância de combatê-lo. Não se enganem, é um
elemento fundamental para a manutenção do status quo. Está entre
nós e a esperança.
Assinem
tudo, reverberam tudo, tudo que for contra o Gilmar. Esse cara quase
torna a sonegação de impostos um imperativo ético. Ninguém merece
pagar o salário desse imperador da imoralidade judiciária.
sábado, 2 de dezembro de 2017
HOUVE OU NÃO ??? - José Nílton Mariano Saraiva
No
curso de Ciências Econômicas, e especificamente no estudo da
disciplina “Estatística”, normalmente o próprio professor faz a
analogia entre tal disciplina e o biquíni usado pela mulherada. É
que, segundo se convencionou no recinto da própria Academia, tal
qual o biquíni, a Estatística mostraria tudo, tudo, menos o
“essencial”. O que é “essencial”, na Estatística e na
mulher, fica a critério de cada um elucubrar.
Tal
lembrança ocorreu quando tomamos conhecimento das manchetes
estampadas na grande mídia, nos dias atuais, nos dando conta que o
abusado e arrogante ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar
Mendes, pela terceira vez, em poucos dias, mandou soltar da cadeia o
empresário Jacob Barata, incurso em sérias suspeitas de pagamento
de propina à mafiosa classe politica do Rio de Janeiro, e por isso
trancafiado repetidamente pela justiça daquele Estado.
No
arrazoado divulgado pela mídia, inserto se acha que pesou em tal
decisão o fato do ministro e esposa terem sido padrinhos de
casamento da “Baratinha”, filha do meliante (o que demonstraria
uma sólida amizade entre os dois), além do fato que o noivo seria
sobrinho da mulher do ministro (o que justificaria tal privilégio).
Como,
entretanto, foi a terceira vez em poucos dias que o ministro bate de
frente com o Judiciário do Rio de Janeiro, com todo o desgaste que
isso pode provocar, a mídia bem que poderia questionar não a
amizade ou parentesco do casal com o empresário, mas, sim, se o
ministro teria recebido “propina” para insistir e persistir na
liberação do bandido.
Afinal,
já restou comprovado, em diversas oportunidades, que no Judiciário
brasileiro (principalmente no seu alto escalão) a corrupção corre
solta e desenfreada, e, portanto, o “substantivo” a ser explorado
por uma mídia séria e honesta seria: houve ou não pagamento ao
ministro Gilmar Mendes ???
sábado, 18 de novembro de 2017
Princesa Isabel, Volte Aqui! - Por Carlos Eduardo Esmeraldo
Por favor Princesa, venha logo! Estamos precisando urgentemente de uma nova libertação dos escravos! A "Terceirização da Mão de Obra", inclusive no Serviço Público, combinada com o desmantelamento da "Consolidação da Legislação do Trabalho", mais carinhosamente chamada de CLT, um conjunto de leis posto em prática no ano de 1941, há 76 anos portanto. Era a única rede de proteção ao trabalhador, a parte mais frágil das relações trabalhista.
Tão logo soube da noticia, Manduca Corró, prefeito do município de Aroeira Ferrada, esfregou as mãos de contentamento. Afinal, iria conseguir recursos suficientes para ampliação do açude da Fazenda Ribeirão dos Angicos, a jóia da fazenda do Manduca. Além de se manter indefinidamente no cargo, tão duramente conquistado, à custa de E este imediatamente agendou uma reunião com o Secretário de Viação e Obras Pública, Tadeu Cipriano.
Manduca e Tadeu contrataram a "Companhia Força Trabalhadora de Aroeira", mais conhecida por CFTA, a principal locadora de mão de obra da região. E de comum acordo foi montada uma tabela para os salários do quadro técnico da prefeitura: Antão Victor Machado, o engenheiro, que recebia um salário fixo de $R 2.000,00 (dois mil reis) iria custar ao erário municipal pela tabela da CFTA $R 8.000,00 (oito mil reis), Mara Régia Chachado, a secretária, cujo salário era de R$ 600,00 (seiscentos reis), em seu nome, teria renda anotada pela empresa contratadora do pessoal terceirizado $R 3.000,00 (três mil reis). E Edson Grilo Junqueira, o contador e administrador do pessoal, recebendo um salário de $R1.000,00 (mil reis) teria anotado nas contas da locadora $R 4.000,00 (quatro mil réis). Isto tudo somado, sobraria para o grupo político de sustentação do prefeito uma renda mensal de $R 11.400,00 (onze mil e quatrocentos réis). Aí está um grande passo para exploração do assalariado. Conforme constatou a O.S.D (Operação Suja Devagar), este pequeno ítem lembra como ocorrerá a escravidão do assalariado da cidade de Aroeira Ferrada e suas vizinhas.
Sabe Deus o que poderá esperar o trabalhador brasileiro com o desmantelamento da CLT, o fim da Carteira do Trabalho e a implantação de um maldito sistema de ajuste da Previdência Pública, cujo objetivo principal é forçar os trabalhadores brasileiros a pagarem o rombo previdenciário gerado desde o financiamento da construção de Brasília, passando por sucessivos governantes, alguns eleitos, outros golpistas.
sexta-feira, 17 de novembro de 2017
“POBRES
ANALFABETAS” -
José Nilton Mariano Saraiva
Até
certo tempo atrás, eram comuns “homenagens” aos ídolos do
futebol, música e cinema, por parte de pais “torcedores
fanáticos”, através da tributação, preferencialmente ao
primogênito, do nome de algum deles. No entanto, um outro tipo de
homenagem era muito comum entre genitores normalmente humildes e de
parca cultura, e que merece ser lembrada: batizar o rebento com um
nome estrangeiro, uma “sopinha de letras” de difícil pronúncia,
capaz de “enrolar a língua” de qualquer um “metido a besta”.
Não importava a origem do nome, quem o usava (se se tratava de algum
marginal ou uma autoridade constituída). O que valia era a
“boniteza” da grafia e, principalmente, a dificuldade que os
“analfabetos” tinham de pronunciá-lo.
Pois
foi estribado em tais “conceitos revolucionários” que o pai de
um nosso colega de trabalho resolveu batizá-lo com o pomposo nome de
Zwínglio (aos desavisados, a principal referência sobre, é o suíço
Ulrich Zwínglio, teólogo e principal líder da reforma protestante
naquele país; portanto, um nome de peso e com história, mas que o
pai certamente não conhecia).
Fato
é que, de tanta ouvir o pai se “gabar” com os amigos do nome
estrambótico e difícil que tinha posto nele, nosso amigo assimilou
“ipsis litteris” todo aquele arrazoado laudatório e, ele
próprio, a partir de uma certa idade, passou a se vangloriar do nome
e, tal qual o nosso rei Roberto Carlos, a se achar “o cara”. Ria
às escancaras quando, ao fornecer informações para um cadastro
qualquer nas lojas comerciais, observava a extrema dificuldades e a
cara de espanto daquelas moçoilas/entrevistadoras que preenchem as
fichas respectivas: “Por favor, senhor, “Zu...” o quê ???”,
lhe inquiriam. E nessa oportunidade, como se fora um paciente
professor catedrático, todo “cheio de razão”, fazia questão de
citar, uma a uma, aquelas letras famosas, caprichando na dicção: Z
– W – Í – N – G – L – I - O. E se punha a rir com a cara
de espanto daquelas “pobres analfabetas”.
A
adoração pelo próprio nome virou mais que mania, tornou-se uma
verdadeira obsessão, tanto que, 200 anos antes de casar, ele já
decidira que o primeiro filho receberia na pia batismal o mesmo nome
do pai (afinal, era uma rara oportunidade de homenagear o avô (seu
pai), que mesmo pouco letrado, tivera a ideia brilhante de
arranjar-lhe um nome tão “porreta”).
Assim,
constituiu-se uma tremenda surpresa o nascimento de uma robusta
criança do sexo feminino e não um “homem”. E agora, o que
fazer, se perguntava atarantado. Eis que, como num passe de mágica,
absorveu o choque rapidamente através da adoção de uma solução
simplérrima - “feminilizar” o próprio nome, trocando o “O”
final pelo “A”, daí que a filha chamar-se-ia “ZWÍNGLIA”.
Pronto, resolvida a questão, até mesmo porque... com ele ninguém
podia. Era um gênio.
Anos
após, evidentemente que quando começou a se entender por gente (ao
adolescer), a filha criou verdadeira ojeriza, aversão azeda ao
próprio nome, a ponto de ter vergonha de citá-lo em conversas
particulares e, principalmente, em público. Quando absolutamente
necessário pronunciava-o quase sussurrando. Virava uma “fera
ferida” quando o pai, na ânsia de mostrar ao mundo o que era um
nome bonito e charmoso, a chamava pelo nome exótico, em voz alta.
Para ela, seu pai “tava doido varrido ou bêbado” quando decidiu
batizá-la com aquela “praga de nome”. Pra encurtar a conversa e
já que não tinha jeito, Zwínglia resolveu que a partir de então
seria simplesmente “Zu”. E não admitia tergiversações. Se o
pai não gostasse que fosse à PQP. Se possível, sem passagem de
retorno.
Enquanto
isso, na solidão da sua última morada, Ulrich Zwínglio ainda hoje
deve estar se contorcendo e se questionando se merecia tal tipo de
homenagem de um habitante da terra “brasilis”.
Post
Scriptum:
Nos
dias atuais, o pai certamente preferiria homenagear o jogador da
seleção alemã BASTIAN SCHWEINSTEIGER (alguém aí sabe pronunciar
???).
segunda-feira, 6 de novembro de 2017
VENTO, VIOLONCELO, CASARÃO... (Dr, Demóstenes Ribeiro (*))
“Ninguém
ressuscita um morto... Perda de tempo, doutor!”
– Voz
calma e segura, a transformação de Joaquim, desde a morte do
professor Maciel, era o assunto predileto da cidade. No velório, ele
de terno e gravata, a cabeça repentinamente branca, foi a surpresa
geral. O último a se despedir, beijou demoradamente o morto,
soluçando, sem se importar que lhe ouvissem, meu filho, meu querido,
meu irmão... Desde então, segundo a acompanhante, não dormia, não
se alimentava e nada lhe interessava mais.
“É
um morto a quem o senhor está atendendo agora... Eu tive uma vida
sem graça, mesmo quando a Celeste ficou viúva e fui trabalhar no
cartório. Ela era sem filhos e bem mais velha do que eu. Logo nos
casamos e vivíamos a paz doméstica entre aulas de violoncelo,
escrituras e certidões.
A
cidade mudava lentamente. Os velhos partiam, as crianças ficavam
jovens e um adolescente de olhos claros e cabelos encaracolados
lembrava o Davi, de Michelangelo, a obra prima que o senhor
conhece. Como tantos outros, ele foi embora, pois precisava estudar
e trabalhar.
Quando
um infarto levou a Celeste, a minha vida sofreu uma irrupção. Eu
tinha quase sessenta anos e fui conhecer o Rio de Janeiro. Na
rodoviária, muito educado, ele estava à minha espera. Agora, homem
feito, não mais adolescente, parecia Marlon Brando em Sindicato
de Ladrões.
E
foi à noite, em Copacabana, entre vários chopes, que ele me contou
das suas dificuldades iniciais. Morou na Lapa, comeu no Calabouço
e sobreviveu à turbulência de sessenta e oito graças a um
diplomata espanhol. A amizade profunda rendeu-lhe um emprego no
consulado. Aprendeu línguas e boas maneiras. Não era mais um rude,
falava francês e inglês, sabia de artes e encenação.
Então,
fomos a Petrópolis, sorvetes no Corcovado, emoção no Pão de
Açúcar e bicicletas em Paquetá. Mas, o Rio era outro e ele se
sentia ameaçado. Mas, se eu ficasse ao seu lado, ele voltaria.
Criaria na cidade a “Escola de Línguas e Artes Plásticas
Professor Maciel.” Poderíamos reformar o velho casarão do pai
da Celeste e, assim, a cultura chegaria à região.
Um
mês depois, ele se mudou para minha casa. Certo amanhecer, lhe
despertei com acordes de “In My Life” e a canção de
Lennon e McCartney, no meu violoncelo,
lhe causou uma profunda comoção.
Outro
dia, empolgado e para que todos vissem, afixou uma placa em frente ao
prédio: “Futuras Instalações – Escola de Línguas e Artes
Plásticas Professor Maciel.” Depois foi ao banco tratar
do empréstimo para a reforma. No fusca, ao se chocar com um ônibus,
somente ele morreu, somente ele... Esqueça o ressuscitar dos mortos
e não perca tempo, Doutor!”
Preocupado, solicitei exames,
prescrevi um antidepressivo, lembrei de “Morte em Veneza” e
agendei um retorno muito em breve. Mas, Joaquim desapareceu e, dias
depois, num amanhecer, foi encontrado enforcado. O corpo pendia da
grande árvore que existia em frente ao casarão. Embora psiquiatra,
eu nunca mais aceitei um paciente como aquele.
Até
hoje, o casarão continua abandonado. E o povo conta que em noites de
chuva, quando sopra o vento, suas portas batem, surge um gato preto e
escapa lá de dentro, num misto de violoncelo e voz humana, meio
grito, meio gemido: meu filho, meu querido, meu irmão...
(*) Médico-cardiologista
sábado, 4 de novembro de 2017
Exposição Rastrovestigium será realizada na URCA
Os artistas Fred Sidou, Leonardo Ferreira, Kakaw Alves e Marsonilia Duarte realizarão no período de 7 a 30 de novembro, no Espaço Célia Bacurau, vinculado a Pró-reitoria de Extensão, no Campus Pimenta da Universidade Regional do Cariri - URCA, a exposição Rastrovestigium.
A exposição reúne fotografias, jóias, objetos do cotidiano e junções de materiais como é o caso de cordas, cobre, latão, alumínio, couro, madeira, etc.
A Exposição surgiu no grupo de pesquisa JJAIO (Jóia Jogo Invento Artesania) composto pelos artistas expositores que é orientado pelo professor Dr. Frederyck Sidou, da Universidade Regional do Cariri. Os matérias usados na exposição foram coletados nas praias Redonda e Ponta Grossa, em Icapuí.
A exposição reflete e demonstra o corpo desmoronando sobre pedras e fragmentos, produzido numa bancada de ourivesária como a construção de anéis feitos de corais, cobre, prata e outros materiais.
Metade
do mundo e a outra banda sabem que a tal Operação Lava Jato, na
perspectiva do seu arquiteto e executor, o deslumbrado juiz de
primeira instância, Sérgio Moro, pretendia assemelhar-se e ser uma
cópia fiel da Operação Mani Pulite (Mãos Limpas), levada a
efeito na Itália em meados da década 90 e que, no entendimento do
dito cujo, fora a redenção daquele país (na verdade, Mani Pulite
quase destruiu a Itália).
Procuramos
mostrar isso na postagem “O Catecismo do Moro”, de nossa lavra
(quase dois anos atrás), onde destrinchamos, item por item, o
trabalho de autoria do respectivo (“Considerações a respeito da
Operação Mani Pulite”), onde Moro delineia, pari passu, o que
pretendia executar depois do retumbante fracasso que houvera
experimentado anos atrás quando da operação “Contas CC5” do
Banestado, no Paraná (coincidentemente envolvendo o mesmo
doleiro-bandido Alberto Yousseff, à época vergonhosamente
absolvido por Sua Excelência).
Basicamente,
a ideia era se valer de um tema de imenso apoio popular (no caso, o
pretenso combate à “corrupção”) para, a partir daí,
desencadear uma demolidora ofensiva contra partidos políticos e
seus principais líderes, exterminando-os (só que, no caso, um só
partido político (o PT) foi alvo, com o objetivo de impedir, por
cima de pau e pedra, que o seu principal líder, Lula da Silva,
retornasse ao poder, nos braços do povo).
Para
tanto, pelo roteiro elaborado por Moro, a principal providência
seria obter o necessário apoio das principais corporações
midiáticas (claramente refratárias ao PT/Lula) como forma de
convencer a população da necessidade de “passar por cima” da
própria Carta Maior (Constituição Federal), a fim de atingir o
objetivo colimado.
E
aí, tivemos um verdadeiro “festival de abusos” de Moro e sua
equipe, que, contando com o beneplácito e a inexplicável
conivência dos frouxos e prolixos integrantes do Supremo Tribunal
Federal (STF), desandaram a exorbitar das suas funções: prisões
preventivas alongadas e sem necessidade de provas (objetivando
forçar o detido a “dedurar” os demais), conduções coercitivas
sem a antecipada notificação judicial, interceptações
telefônicas ilegais (e a posterior criminosa divulgação do seu
conteúdo para a grande mídia), censura dos processos aos
defensores do acusado (impedindo-os de “advogarem”), e por aí
vai.
A
destacar, o encarceramento abusivo de "supostos" suspeitos
e a posterior obtenção, a fórceps, das tais “delações
premiadas” (que, por lei, deveriam ser voluntárias)
principalmente envolvendo “portentos” da construção civil e
outros “empresários bandidos” que se locupletavam com o
dinheiro público, num ilusório aviso de que “dessa vez a coisa
vai”. Só que “esqueceram” do efeito colateral daí
resultante: que sem um prévio acordo de leniência, as grandes
empresas nacionais envolvidas tenderiam a rapidamente “ir pra onde
a vaca vai" (pro brejo). Por conta disso, desde então o
desemprego campeia nas áreas atingidas, e está aí pra todos
verem.
Fato
é que, guindado à condição de pop-stars e de
figurinhas-carimbadas das principais revistas, jornais e TVs, Sérgio
Moro e seus procuradores, ao contrário do que recomendam os
manuais, abandonaram de vez a discrição, recato e prudência
necessárias e exigidas de um magistrado e passaram a pulular em
eventos de qualquer natureza: sociais, políticos, midiáticos e por
aí vai (holofotes e bajulação, não lhes faltam).
No
mais recente (internacional), com Sérgio Moro e seus procuradores
agora na plateia, eis que o inusitado se fez presente: o principal
convidado, o italiano Gherardo Colombo, um dos magistrados que
participaram da Operação Mani Pulite (Mãos Limpas) na Itália,
inquirido a traçar um paralelismo das duas operações,
contundentemente vociferou: “SE TIVÉSSEMOS FEITO O MESMO QUE A
LAVA JATO, NÓS É QUE ESTARÍAMOS PRESOS” e, ainda, asseverando
que “olhando retrospectivamente hoje, podemos entender que a
corrupção na Itália não diminuiu, absolutamente”. Portanto,
desmoralização pública e explícita do modus operandi adotado por
Moro e cupinchas.
Assim,
talvez a única certeza nisso tudo é que, se na Itália, por conta
da Operação Mani Pulite, emergiu no cenário político o mafioso
Sílvio Berlusconi, que acabou de destroçar com o país, no Brasil
temos a temporária e perigosa ascensão do comprovadamente
despreparado ultraconservador Jair Bolsonaro, que, na perspectiva da
inviabilização da candidatura Lula da Silva (“objeto de desejo”
de Sérgio Moro e seus procuradores), pode, sim, atingir o poder,
conforme mostram as pesquisas.
sábado, 28 de outubro de 2017
PESQUISA
TEMER
PAROU DE FAZER XIXI, MAS MÉDICOS PESQUISAM POR QUE FAZ TANTA MERDA.
(José Simão, humorista)
(José Simão, humorista)
quinta-feira, 26 de outubro de 2017
“
300
PICARETAS” - José Nílton Mariano Saraiva
Lula
da Silva, quando eleito Deputado Federal (por São Paulo) não passou
de uma única legislatura. Enojado com o que viu, ouviu e vivenciou
no parlamento federal, deixou de concorrer a uma reeleição
garantida por entender que não daria pra conviver com uma “maioria
de uns 300 picaretas” com assento naquele verdadeiro prostíbulo (e
publicamente proferiu tal expressão a exatos 24 anos, em
setembro-1993). De lá pra cá, nada mudou e, até, piorou.
Perdeu
o parlamento e ganhou o Executivo, já que pouco tempo depois (na
terceira tentativa), elegeu-se Presidente da República, reelegeu-se
em seguida e, face uma administração voltada prioritariamente para
o “social” (sem esquecer as demais demandas), saiu com 87% de
aprovação e considerado um dos maiores presidentes que o Brasil tá
teve (na oportunidade, mandou o tal FMI plantar coquinhos, retirou o
Brasil do mapa da fome e de sobra nos premiou com o pré-sal).
Por
conta disso, fez Dilma Rousseff sua sucessora e a reelegeu quatro
anos depois. E aí, o resto todo mundo já sabe: por não tolerar a
corrupção desenfreada de mais de 300 picaretas (que fazem da
atividade política um rentável meio de vida, e só isso,
absolutamente isso) foi vítima do golpe
“político-midiático-jurídico” que a catapultou do poder, sem
qualquer base legal.
Com
a assunção dos comprovadamente ladrões Michel Temer e sua
quadrilha, dentro de muito pouco tempo o país se viu jogado à
sarjeta e de volta à condição de pária internacional, já que
ninguém mais nos respeita, ninguém mais tem interesse numa parceria
séria e de longo prazo, em razão da falta de credibilidade da
cambada de corruptos que tomou de assalto o poder.
Adiante,
flagrado na calada noite dentro da residência oficial negociando
com um empresário bandido o destino da própria nação, o meliante
que está Presidente da República (Michel Temer) foi denunciado pela
Procuradoria Geral da República por corrupção passiva, organização
criminosa, formação de quadrilha e obstrução à justiça, já que
antes diversos marginais de alta periculosidade a ele se referiram
como “chefe” de uma quadrilha e partícipe ativo de tenebrosas
transações. Não é pouca coisa, definitivamente.
Submetido
em duas oportunidades a julgamento dos malfeitos por parte dos
colegas “picaretas” com assento na Câmara Federal (que chefiara
antes, como presidente da Câmara) e, através do uso de generosas
“emendas parlamentares” (aquelas, em que o deputado embolsa
compulsoriamente pelo menos vinte por cento do valor, por dentro),
Michel Temer foi absolvido e desgraçadamente (para o país)
continuará no exercício da Presidência da República até o final
de 2018 (foram BILHÕES de reais para comprar, sem nenhum escrúpulo,
os votos necessários à sua pseudo “inocência”).
O
que restará do país após, difícil imaginar, já que a ordem é
liquidar tudo a preço de banana em fim de feira e o mais depressa
possível (só um exemplo: o pré-sal, nosso passaporte para o
futuro, está literalmente sendo “doado” às grandes petrolíferas
internacionais, depois do uso de tecnologia de ponta descoberta pela
Petrobras para acessá-lo).
Alfim,
convém não esquecer, NUNCA: tudo o que acontece nos dias atuais
deve ser creditado SEMPRE E SEMPRE às sarcásticas, preguiçosas,
sonâmbulas e corruptas excelências togadas do Supremo Tribunal
Federal (STF), que não obstaram o golpe quando do seu nascedouro.
Portanto, são corresponsáveis pelo quadro dantesco que atravessamos
na atualidade.
*********************************
Post
Scriptum:
Para
que não se olvide, e até como forma de, candidamente,
homenageá-los, segue a relação dos picaretas cearenses que votaram
a favor do Temer e quadrilha: Domingos Neto (PSD), Ronaldo Martins
(PRB), Macedo Júnior (PP), Raimundo Gomes de Matos (PSDB), Genecias
Noronha (SD), Moses Rodrigues (PMDB), Anibal Gomes (PMDB), Gorete
Pereira (PR), Waidon Oliveira (DEM) e Danilo Forte (PSB).
E
não esqueça, JAMAIS: em 2018 eles certamente vão querer “comprar”
seu voto. Você vai cair de novo nessa ???
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