por José do Vale Pinheiro Feitosa
Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.
José do Vale P Feitosa
quarta-feira, 17 de julho de 2013
TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ESPIRITUAIS INEXPLICÁVEIS (texto revisado)
TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ESPIRITUAIS INEXPLICÁVEIS (texto revisado)
“All you need is love”
(Lennon/MaCartney)
Namastê para todos os irmãos e irmãs, eu acabei de postar agora um video incrível cujo titulo é I AM...após assistir (sugiro a todos que assistam...está no meu facebook...procurem) esse video senti necessidade de compartilhar com vocês minhas experiências espirituais inexplicáveis sobre a essência do Amor Divino. Confesso que não tenho a pretensão de que todos venham me compreender, mas continuo na minha vontade de semear as minhas descobertas inexplicáveis para que possamos ter e viver um mundo melhor do que esse. Em 1988 fui abençoado por uma experiência mística-espiritual com o Amor Divino e a partir dessa experiência decidi escrever e divulgar de forma científica, filosófica e espiritual e não parei até hoje mesmo doente e angustiado como estou agora. A fé de Deus me dá forças para continuar escrevendo minhas reflexões e divulgando para todos o que existe por detrás dessa palavra tão falada, mas pouco vivenciada pela humanidade: Amor Divino. E como se deu esse fenômeno? Tudo começou quando em desespero roguei para Deus que me revelasse a Verdade Dele sobre a nossa vida humana caótica, violenta, acelerada e neurótica. Isso chorando de joelhos copiosamente olhando para um quadro de Jesus, o rosto dele pintado em branco num pano de veludo preto com a coroa de espinho e o sangue escorrendo na face, numa tarde quando morava num quitinete no bairro do Flamengo na zona sul do Rio de Janeiro. Eu era engenheiro e estava começando o meu mestrado na COPPE/UFRJ. Então, numa tarde quando palestrava na minha universidade para um grupo de professores e alunos senti uma voz interior dizendo: "Você está orgulhoso". Eu respondi logo: "de onde fala e quem tu és?". A voz interior me respondeu: "Eu Sou". E eu perguntei novamente: "Eu sou quem?". A Voz interior continuou dizendo: "Eu Sou". E aí sai da universidade chorando e perguntando para mim mesmo: "Quem sou eu?". E a voz continuou respondendo a mesma frase várias e várias vezes. Passei vários dias me questionando sobre a natureza da voz interior misteriosa. Até que um dia Ela me intuiu a ir para o banheiro do meu quitinete e olhar para o espelho. E diante do espelho a Voz Interior falou: "Você quer fazer a sua transformação acordado ou dormindo". Eu respondi: "quero fazer dormindo". E a Voz interior disse: "Não...você vai ficar acordado...e depois vai fazer um trabalho na universidade". Eu não conseguia fazer outra coisa senão "orar e vigiar a mim mesmo a cada segundo". De forma que, fui intuído a buscar ajuda espiritual com uma amiga minha bem próximo de onde eu morava. E ela me deu uma orientação dizendo: "Bernardo, preste atenção...existe em todos nós, dois níveis de existência-consciência: o eu superior e o eu inferior... descubra você mesmo quem é quem em você mesmo". Eu já tinha lido alguns livros da entidade espiritual conhecida como André Luis psicografados por Chico Xavier. E nesses livros eu detectei e anotei duas frases que me chamaram minha atenção e são elas: "a intuição é a base da espiritualidade" e a outra "o pensamento é energia". Eu colei essas duas frases no papel na minha estante de compensado branco para não esquecê-las. Então, comecei uma jornada de investigação a partir desses três princípios básicos: "existe em nós dois níveis de existência-consciência : a inferior e a superior", "a intuição é base da espiritualidade", "o pensamento é energia". Assim sendo, comecei a prestar a atenção nos meus próprios pensamentos, sentimentos e desejos. Eu parti da hipótese de que a natureza (consciência) inferior era de frequência (vibração) baixa (negativa) e a outra natureza (consciência) superior (positiva) era de frequência (vibração) alta. E com muita força de vontade ferrenha vigiava os meus dois níveis de consciência separando que era inferior e superior dentro de mim mesmo. A minha amiga Ana que me orientou sobre os dois níveis de consciência, um dia me convidou para conhecer um lugar místico-espiritual conhecido como PONTE PARA LIBERDADE (até hoje existe!). E não é um templo espiritual ou centro espiritual, mas no quarto ou na sala de uma casa comum de uma pessoa que se diz CANAL dos mestres espirituais muito evoluídos que intuíam o CANAL para que todos conhecessem a Verdade da espiritualidade superior. A primeira vez que eu fui fiquei perplexo com o que eu presenciei e comecei a sentir quando a mulher (CANAL) falava sobre as hierarquias divinas e o que eles queriam que a gente fizesse para uma nova era de evolução espiritual. A mulher muita nova e bonita emitia uma energia que vibrava em mim tão forte que eu achei que ela estava num transe. E depois na segunda vez eu senti também uma energia muito estranha de calor no meu corpo. De modo que comprei um livro básico da PONTE PARA LIBERDADE: HAJA LUZ. E levei para casa esse e outros livros que comprei lá mesmo. Mas, tarde da noite desembrulhei o pacote e abri o livro HAJA LUZ e comecei a ler e o que aconteceu de extraordinário? Eu não conseguia parar de ler o livro e entrei pela madrugada assim. Em dado momento, senti que era tarde e precisava dormir, mas ao mesmo tempo sentia que estava cheio de energia estranha, mas gostosa e forte, que não me permitia relaxar para dormir. E foi aí que lembrei de perguntar a minha intuição de como fazer para conseguir dormir. A minha voz interior me disse: “vá para uma página no final do livro e leia uma oração”. E assim, fui e fiz (a oração era de um arcanjo..não me lembro mais o nome dele). E me deitei e “apaguei” (dormi) imediatamente. Antes de dormi eu pedi que quando eu acordasse de manhã eu estivesse com a mesma energia misteriosa durante a leitura do livro. E assim aconteceu, quando eu acordei estava com a mesma energia gostosa. Eu fui para o Aterro do Flamengo (perto do meu apartamento) e comecei a andar e a praticar os ensinamentos e a disciplina espiritual da PONTE PARA A LIBERDADE. A disciplina consistia em invocar uma chama violeta (ou chamar o mestre espiritual daquela chama – Saint Germain). Essa escola mística-espiritual ensina que cada ser humano vibra numa determinada cor (as setes cores do arco-íris). Eu descobri mais tarde que a minha cor era Azul do mestre El Morya – um mestre ascensionado da PONTE PARA A LIBERDADE. Os médiuns videntes já viram ele atrás de mim várias vezes! Voltando ao assunto comecei a praticar também a disciplina da chama violeta para transformar as vibrações negativas em positivas. E fiz com tanta perseverança que comecei a entrar num estado de consciência de paz interior e equilíbrio espiritual. Na minha disciplina espiritual utilizei os mantras (repetições sagradas) da PONTE PARA LIBERDADE por exemplo: “Eu sou Deus” ou “Eu sou a poderosa presença divina em ação” ou “A Vontade de Deus é o Bem, A Vontade de Deus é a Paz, A Vontade de Deus é a Felicidade, A Vontade de Deus é a Bondade”. Essas técnicas todas eu alternava, mas não deixava minha mente desocupada pensando e oscilando entre o passado e o futuro. Eu não poderia em hipótese nenhuma perder a fé e a vontade de continuar minha disciplina de purificação espiritual – durante semanas a fio sem parar! E o que aconteceu percebi em dado momento que eu tinha o domínio de dar ordem e ficar em equilibro quando quisesse. Num final de uma tarde a minha intuição me avisou que eu tinha alcançado o poder de pedir qualquer energia positiva para mim. Então, a cada ordem dada eu experimentava a energia pedida, por exemplo se eu pedisse Paz, a Paz interior se manifestava, se eu pedisse a Alegria eu ficava alegre e assim por diante. De forma que, mantive a disciplina e fui percebendo que eu era o único responsável pelo meu destino e minha felicidade interior. A partir dessa constatação meu nível de consciência já não era mais racional, havia alcançado o estado avançado da intuição. E fiquei totalmente absorvido por essa disciplina a tal ponto que fiquei mais de um mês ausente da UFRJ. Agora eu chego no momento mais fantástico da minha experiência mística-espiritual. Era de tarde do mês de agosto e eu estava fazendo minha disciplina espiritual num estado de consciência transcendental – inexplicável , ou seja, uma sensação de leveza interior, paz e serenidade...até que o telefone tocou e eu de imediato atendi. Do outro lado da linha telefônica (naquela época não existia o celular) estava minha amiga Gláucia que era também aluna de mestrado da minha turma. Gláucia me perguntou: “Bernardo, todos nós aqui estamos preocupados com sua ausência, meu amigo me conte o que está acontecendo com você?”. Eu disse: “Você tem tempo para me ouvir?” . E ela respondeu: “tenho, conte!”. Aí comecei a contar a minha história da disciplina espiritual com uma voz doce e serena, com calma absoluta. Em dado momento da história (bonita!) eu mesmo me emocionei e tive vontade de chorar. Tentei segurar as lágrimas, e de repente escuto a minha intuição falar bem alto na minha consciência: “Bernardo, solte a emoção!”. E aí comecei a chorar e soluçar, e falei para minha amiga que eu precisava parar de conversar para me controlar. Nesse instante, senti o fenômeno mais fantástico que um ser humano mortal comum possa vivenciar na face da terra! No centro do meu peito algo girava numa velocidade e frequência altíssima que me deixava num estado emocional inexplicável: era o Amor Divino! E quando fui colocar o telefone na base vertical senti uma energia gostosa muita fina tocar o meu braço direito. Nesse momento, sem entender o que estava acontecendo voltei-me para minha intuição e perguntei: “de onde vem essa energia?” . A intuição me respondeu: “olhe para o centro da sua mão esquerda”. E aí percebi que essa energia maravilhosa vinha do centro da minha mão esquerda. Em seguida a minha intuição me orientou para sentar sobre os meus calcanhares e levantar a mão direita aberta em direção ao céu. E aí descobri que essa energia vinha também do cosmo e entrava pela ponta dos meus dedos da mão direita e percorria um caminho em direção ao centro do meu peito aumentando mais ainda a velocidade e frequência da energia que saía dele. Fiquei extremamente encantado com esse fenômeno, e descobri que a energia estava em diversos pontos do meu apartamento. No dia seguinte, eu ainda estava nesse estado incomum transcendental e fui trabalhar como médium numa instituição espiritualista (IEVE) que ficava em Ipanema (bairro nobre e rico do Rio de Janeiro). Nesse dia, era uma quinta feira aconteceu algo de extraordinário: uma cura milagrosa, que foi anunciada na semana seguinte. O nosso coordenador e dono do centro espiritualista disse: “quero comunicar e parabenizar a todos vocês, porque houve um milagre aqui na quinta-feira passada, eu não sei de qual de vocês foi o responsável por essa cura milagrosa”. Esse texto, não está completo...procurei fazer uma síntese para não cansar os meus leitores...em outra oportunidade conto outros detalhes inexplicáveis que não foram colocados nesse texto. Namastê...obrigado meu Deus!
Prof. Bernardo Melgaço da Silva
e-mail: bernardomelga10@hotmail.com
Nota: Em 1992 e 1998 fiz dois trabalhos científicos: dissertação de mestrado e tese de doutorado respectivamente. E nesses dois trabalhos, que tem uma cópia de cada um na Universidade Federal do Rio de Janeiro (na biblioteca do Cento de Tecnologia –CT), procurei mostrar (“explicar cientificamente”) o Caminho do Amor Divino que fiz em 1988. Desde 2009 para cá tive dois cânceres e uma metástase no pulmão que me custou o corte em duas costelas (durante anos caminhei e estou caminhando com dor!!!!!!!!!!!!!!...nas costelas). Além disso, tive uma pneumonia durante um mês com febre e um calor terrível no peito. Desde 2011 estou com uma prisão de ventre crônica.....quanto sofrimento!!!!...intestino desregulado...o que me sustenta em pé é a minha fé. Sinto, portanto, que minha vida nesse plano não durará muito...mas farei o possível para me superar e escrever um livro e narrar esse fato místico-espiritual inexplicável. A minha intenção com essa história não é ganhar dinheiro ou ficar famoso. Eu não preciso disso, ganho um bom salário de professor universitário aposentado pelo Estado do Ceará. Solicito a todos os irmãos e irmãs que divulguem essa minha mensagem de fé, esperança e Amor Divino para seus amigos, parentes, vizinhos, desconhecidos etc. E nas redes sociais também. Eu sinto que voltarei a Casa do Meu PAI (Deus) muito em breve...mas antes de ir embora desse plano desejo que a humanidade saiba desse Caminho buscado pelos homens há séculos!!!! Não quero levar para o túmulo essa história. E quem desejar uma cópia dos meus trabalhos científicos envie um e-mail (eu tenho eles no formato Word) para mim, pois terei o maior prazer do mundo de compartilhar minhas pesquisas acadêmicas na UFRJ/COPPE. Namastê...obrigado!
Lembrando um conto...- por socorro moreira
Rua da Pedra Lavrada, Casa aguada de manhã e de tarde.
Vassoura de palha levantando aquela poeira fina que nos de deixava gripados.
Tosse de cachorro, falso crupe, alto índice de mortalidade infantil...
Eu crio esse menino, pensava a mãe...
Enquanto a faxineira varria pra lá e pra cá eu lembrava a
história da Dona Baratinha- aquela oferecidazinha!
Por dinheiro, muitos não resistem. Ela, na janela, testava
os bichos que a pretendiam. Na medida em que recebiam “não”, a gente ia
descobrindo que era descartado, aquele que fazia zoada, enquanto dormia. O
rato ganhou a parada. E começaram os preparos de quitutes para o banquete
nupcial. Mataram um boi, um porco, carneiro e galinhas. Mas o prato principal
seria uma gostosa feijoada. As panelas começaram a exalar um aroma irresistível.
O noivo, Dom Ratão, que relaxava num dos buracos da casa começou a ficar inquieto.
Tinha que comer cru, comer antecipado... Na madrugada, depois de toda salivação,
aproximou-se da panela que descansava, na boca do fogo, solitária. Mal começou
a lamber as bordas, viu-se atraído por um pé de porco. Tibungou no caldeirão
ainda pegando fogo, e lá pereceu de morte lenta, e doce... Como diria Caymmi.
Dia seguinte, o noivo era fugitivo. Dona Baratinha abriu sua
caixinha de fósforo onde traficara um tostão, que encontrara na varredura da
casa.
Um final trágico. Nem poderia ser diferente- ela blefara, no
canto do seu tesouro.
Minha mãe contou-me essa historinha quando eu tinha menos de
três anos. Viciou-me cedo nos contos.
Agradecemos Zé do Vale, Zé Flávio, Zé Almino, Joaquim
Pinheiro, Stela,Mariano,Melgaço,Carlos Esmeraldo, e tantos outros nobres
escritores pelo prazer de lê-los.
Ontem reencontrei Rosa Catarina, poetisa cearense, esposa do
Fausto. Casal que muito contribuiu pela educação da moçada cratense.
Breve , NÓS teremos nova colaboração!
Todo ritual parece cansativo: antes, durante e depois. Mas,
quem tem grana sobrando tem que jogar no lixo ou incinerar. Existe prazer
nisso?
Todo prazer é efêmero. Lembranças que nos enchem de prazer
são definitivas, até que a morte as tornem esquecidas.
Quem divide o pão compartilha da saciedade sonhada.
terça-feira, 16 de julho de 2013
O Casamento da Senhora Baratinha - José do Vale Pinheiro Feitosa
Quem
quer casar com a senhora baratinha
Que
tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha
É
carinhosa e quem com ela quiser se casar
Terá
doces todo dia, no almoço e no jantar.
O
genial Braguinha pegou esta música de domínio público, deu-lhe uma letra memorável
que muitas crianças pelo Brasil cantaram e ainda cantam. Mas na semana que passou
outra Baratinha casou-se, no Copacabana Palace, o mais palácio de todos os
palácios da burguesia brasileira. A filha do magnata dos ônibus, Jacob Barata
que tem concessões desde o Amazonas até o Rio e que pelo que consta é sócio de
Chiquinho Feitosa, o mais próspero magnata dos ônibus mui confortáveis das ruas
de Fortaleza e seus subúrbios.
Foi
uma festa digna de encher as revistas de consultórios e cabelereiros, uma festa
apropriada ao exibicionismo dos riquíssimos cearenses que tão bem o afiadíssimo
Jáder de Carvalho estripou em seu livro denúncia intitulado Aldeota. Enquanto
as ruas de Fortaleza e das cidades cearenses cruzam com um dos maiores índices
de violência eis o que disse a colunista social Hildegard Angel sobre a
vestimenta das madames presentes à festa.
“Todo
esse décor (ela falava da deslumbrante decoração dos salões) serviu de cenário
à mais fantástica coleção de vestidos jamais reunida numa festa no Rio de
Janeiro. Esta a opinião que ouvi de vários que lá estiveram, quer como
convidados, quer prestando serviço ao evento. Um especialista em moda, que
pediu para não ser identificado, falou: Nunca vi tantos vestidos deslumbrantes
como nessa festa. E de gente que ninguém conhece. Acredita-se que grande
maioria das mulheres com essas roupas sensacionais, vestidos de alta costura,
grandes marcas, fosse de convidados do Ceará, que ocuparam vários apartamentos
no hotel. O Copa bombou na festa e na ocupação.”
E
a “ocupação” se deveu a duas manifestações que cercarem o grande baile da
corte: uma na igreja e outra em frente ao Copacabana Palace. Na igreja enquanto
o padre celebrava o enlace, a gritaria vinda de fora ressoava no vão celestial
da santa cerimônia. A saída de noivos e convidados foi na base da porrada:
policiais e seguranças às cacetadas e cotoveladas enquanto o povo rebelado
gritava no mínimo que o noivo iria broxar.
Um
destaque da festa foi o padrinho dos noivos: Ministro do Supremo Tribunal
Federal Gilmar Mendes. Logo a maldade levanta na rede uma série de processos
que tiveram o dedo do ministro que se originavam na família Barata. Mas a razão
é mais familiar: Chiquinho Filho, é filho de Chiquinho que é irmão de Guiomar
mulher de Gilmar. Chiquinho Feitosa, o pai, também teve um pai. Que foi Carlos
Albuquerque, nascido na localidade de Jardim na cidade de Paracuru. Temos duas
derivativas dessa história: Carlos Albuquerque para melhorar de vida migrou
para Tauá. Lá montou um grande armazém e se envolveu no assassinato da primeira
mulher por “questões de honra” como se dizia antigamente. Mas casou-se com uma
filha de uma das matriarcas dos Inhamuns.
O
pai de Carlos Albuquerque, conta uma lenda, que deve ser lenda, embora toda a
Paracuru acredite nela. Consta que um navio carregado de fardos de borracha
navegava próximo à costa da cidade e foi bombardeado por submarino alemão. Os
fardos de borracha se espalharam nas correntezas do mar. O pai de Carlos
Albuquerque, que tinha barcos de pesca, navegou em busca dos fardos, além de estimular
os jangadeiros da cidade a arrastá-los até a costa que ele os compraria. Seria
esse o nicho ecológico desse imenso capital.
Mas
fardo pesado quem vivenciou mesmo foram seu bisneto e convidados do seu
casamento com Beatriz Barata. Filha de Jacob Barata. Não adiantou que um dos
três salões da frente do Copacabana Palace fosse destinado a ser o Salão de
Doces como bem-casados da Elvira Bona, doces de Christiana Guinle, chocolates
de Fabiana D´Angelo, chá, café, brownies. O chamapagne era Veuve Clicquot e
garrafas de Black Label eram virais no copo que o desejasse. Vários bares de
caipirinha, saquê e assim por diante. O bolo de Regina Rodrigues em vários
andares numa brancura de fazer inveja aos mais puros anjos.
O
buffet foi do Copacabana Palace, distribuído em vários salões e varandas, mesas
de frios, pratos quentes e o cerimonial de Ricardo Stambowsky e fotos de
Ribinhas. Não sei nada disso. Tudo foi
copiado da nota de Hildegard Angel.
E
o povo na rua assistindo a todo tipo de desprezo com a dor dos outros, a
mobilidade urbana, o baixo salário, fome e a miséria. Uma das evidências foi
que nesse dia a Lei Seca não funcionou para o convidados mamados que pegavam
seus carrões. O povo na rua gritando, vaiando e os convidados lá de cima
esnobando suas posições. Jogavam notas de vinte reais, salgadinhos até que um
parente da noiva jogou um cinzeiro que feriu um manifestante e aí a OAB entrou
no circuito e parece que alguma punição haverá.
Mas
a linda festa da Baratinha terminou mesmo foi com a polícia de choque com gases
lacrimogêneos, spray de pimenta, balas de borracha, prisões e pancadaria. No
povo da rua. Naqueles que até vivem na zona sul mas têm horror a este
exibicionismo de bilionários que insultam o povo.
Na
manhã seguinte um dos manifestantes da zona sul foi abrir a porta para sua
faxineira que viajara quatro horas nos miseráveis ônibus do pai da Senhora
Baratinha. Nem só de fora Dilma as manifestações vivem. Parece que alguma
consciência de classe também entra nesta dispersa agenda dos movimentos de rua
pelo mundo todo e aqui nas ruas brasileiras.
Ps.
Hildegard Angel é uma das últimas remanescentes do colunismo social à moda
antiga. Mas tem uma matriz dolorida em sua vida: o irmão Stuart Angel foi preso
e assassinado na Ditadura Militar e a mãe Zuzu Angel sofreu uma morte suspeita
de ter sido provocada enquanto investigava a morte do filho. No texto dela, em
seu blog, ela toma o pulso desta luta de classe nas ruas do Brasil
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Colaboração de Eurípedes Reis
Sinais do Tempo
Não serve mais pra nada.
Mera contemplação fugaz.
Voltei a malhar. Corro sem sair do lugar.
Cortei o cabelo. Comprei um creme anti-sinais.
Viva a ditadura da esperteza.
Cosmética, sem ética.
Eclética insipiência.
Conversa afiada de salão.
Cor do verão. Comida desidratada.
Dia com gosto de nada.
Corpo pra afinação. Falta coragem!
Quem dera tivesse inventado plástica de coração.
Eu quero um coração mais belo...
(Éder Barbosa)
domingo, 14 de julho de 2013
O QUE É VALOR? A TEORIA DE VALOR DE KARL MARX E A MAIS-VALIA ESPIRITUAL: MINHAS EXPERIÊNCIAS ACADÊMICAS
O QUE É VALOR? A TEORIA DE VALOR DE KARL MARX E A MAIS-VALIA ESPIRITUAL: MINHAS EXPERIÊNCIAS ACADÊMICAS
Em 1994 iniciei a minha pesquisa de doutorado na COPPE/UFRJ. O meu objeto de estudo e tema era o trabalho pessoalmente imprescindível, ou seja, uma outra natureza de trabalho complementar ao trabalho socialmente necessário discutido brilhantemente no livre de Marx O CAPITAL. Confesso que não tenho ideologia mas adorei ler e estudar linha por linha e parágrafo por parágrafo. Em outras, palavras apesar de admirar a genialidade desse grande pensador, eu não me considero Marxista no sentido ideológico. Vejo que a maioria dos meus colegas, Marxistas do Cariri, que conheci não conseguiram compreender a grandeza de suas abstrações fantásticas. Ou seja, não sou marxista mas adoro Marx. Ele tem uma frase que estou incluindo na minha série "AS FRASES E EXPRESSÕES MAIS SIMPLES SÃO AS MAIS SÁBIAS" "A religião é a consciência de si que o homem perdeu e não adquiriu ainda" K. MARX. E outra: "A falta da verdadeira religião é o ópio do povo" K. Marx. Eu assino embaixo! Então, por que tive que ler Marx naquela época? Porque eu queria um capítulo na minha tese sobre o tema VALOR. Entende-se, aqui, valor não apenas no sentido do capital econômico, Mas, a essência da palavra VALOR. E porque escrevo não para ganhar dinheiro e nem para aparecer ser um cara inteligente, mas porque sinto um prazer imenso em refletir e divulgar gratuitamente minhas abstrações intuitivas. Isso desde 1988! Então, meu orientador (eu tive dois) Miguel de Simoni (o orientador oficial era Ubirajara Mattos - uma pessoa inteligentíssima e altamente competente) disse para mim: "Se você quer escrever um capítulo sobre o tema VALOR terá que se matricular numa universidade que tenha a disciplina Teoria de Valor em Marx em qualquer universidade do Rio de Janeiro". Assim, Miguel me ajudou a pesquisar e descobrir em qual universidade existia essa disciplina. Então, levamos algum tempo para descobrir que a Universidade Federal Fluminense (UFF) tinha essa disciplina. Eu fui lá me matriculei na disciplina. No primeiro dia de aula o professor (doutor em Teoria de Valor em Marx formado na Alemanha que leu e estudou Marx na língua alemã!) pediu que formássemos um círculo para ele arguir a gente (éramos uns dez alunos de diversas universidades). E ele perguntou para cada um o seguinte: "Qual foi o motivo ou interesse que levou cada um de vocês se matricularem na minha disciplina?". E cada um dos alunos doutorandos foi respondendo o seu motivo. Até que chegou a minha vez e eu disse: "Eu quero aprender a Teoria de Valor em Marx porque quero discutir o tema VALOR numa dimensão transcendental, ou seja, quero discutir a mais-valia espiritual". O professor ficou um desconcertado e disse:" Eu não entendi...por favor me explique a sua ideia central?". Então fiz uma explanação de uns dez ou quinze minutos. E o professor disse novamente: "Continuo não entendendo aonde você quer chegar, mas em outra oportunidade você me explicará com mais detalhes...ok?". Eu disse: "tudo bem, aguardo essa oportunidade". Então, como não acredito em casualidade, na semana seguinte cheguei, bem cedo, antes dos outros. E o professor também chegou cedo. E ele disse para mim em pé perto do quadro-negro: "pode usar o quadro-negro e me explique, pois estamos sozinhos e temos muito tempo para dialogar". Eu peguei um giz e comecei a desenhar e escrever a minha ideia central sobre VALOR. E fiz um discurso longo tentando mostrar para ele a minha ideia central sobre a mais-valia espiritual. Ele virou-se para mim e disse: "confesso que não alcancei e não compreendi nada do que você disse, peço o favor para não levar essa discussão para dentro de sala de aula...você escreve um artigo e me entregue no curso, mas desde já digo que lhe dou a nota máxima (que era "A")". E os meses foram se passando e eu assistindo as explanações abstratas dele sem entender NADA. No final do curso entreguei um artigo de 40 páginas sobre o tema VALOR. E ele me deu a nota máxima. Aqueles que quiserem ler meu artigo que depois virou um capitulo de tese de doutorado sobre VALOR, por favor envie um e-mail para mim que eu envio uma cópia no formato Word: bernardomelgaco@gmail.com....
Passado um tempo eu entreguei esse mesmo artigo, na COPPE/UFRJ, para um professor doutor em filosofia na Alemanha, Economista pela UFRJ e Teólogo pela PUC-RJ, e esse professor leu e me deu nota "A" na disciplina de doutorado que eu fazia com ele.
Em outra ocasião, colocarei algumas páginas dessa minha ideia da mais-valia espiritual.
Namastê para todos os meus irmãos e irmãs espirituais...
Prof. Bernardo Melgaço da Silva
MINHAS EXPERIÊNCIAS ACADÊMICAS: O QUE É VALOR? A TEORIA DE VALOR DE KARL MARX E A MAIS-VALIA ESPIRITUAL
MINHAS EXPERIÊNCIAS ACADÊMICAS: O QUE É VALOR? A TEORIA DE VALOR DE KARL MARX E A MAIS-VALIA ESPIRITUAL
Em 1994 iniciei a minha pesquisa de doutorado na COPPE/UFRJ. O meu objeto de estudo e tema era o trabalho pessoalmente imprescindível, ou seja, uma outra natureza de trabalho complementar ao trabalho socialmente necessário discutido brilhantemente no livre de Marx O CAPITAL. Confesso que não tenho ideologia mas adorei ler e estudar linha por linha e parágrafo por parágrafo. Em outras, palavras apesar de admirar a genialidade desse grande pensador, eu não me considero Marxista no sentido ideológico. Vejo que a maioria dos meus colegas, Marxistas do Cariri, que conheci não conseguiram compreender a grandeza de suas abstrações fantásticas. Ou seja, não sou marxista mas adoro Marx. Ele tem uma frase que estou incluindo na minha série "AS FRASES E EXPRESSÕES MAIS SIMPLES SÃO AS MAIS SÁBIAS" "A religião é a consciência de si que o homem perdeu e não adquiriu ainda" K. MARX. E outra: "A falta da verdadeira religião é o ópio do povo" K. Marx. Eu assino embaixo! Então, por que tive que ler Marx naquela época? Porque eu queria um capítulo na minha tese sobre o tema VALOR. Entende-se, aqui, valor não apenas no sentido do capital econômico, Mas, a essência da palavra VALOR. E porque escrevo não para ganhar dinheiro e nem para aparecer ser um cara inteligente, mas porque sinto um prazer imenso em refletir e divulgar gratuitamente minhas abstrações intuitivas. Isso desde 1988! Então, meu orientador (eu tive dois) Miguel de Simoni (o orientador oficial era Ubirajara Mattos - uma pessoa inteligentíssima e altamente competente) disse para mim: "Se você quer escrever um capítulo sobre o tema VALOR terá que se matricular numa universidade que tenha a disciplina Teoria de Valor em Marx em qualquer universidade do Rio de Janeiro". Assim, Miguel me ajudou a pesquisar e descobrir em qual universidade existia essa disciplina. Então, levamos algum tempo para descobrir que a Universidade Federal Fluminense (UFF) tinha essa disciplina. Eu fui lá me matriculei na disciplina. No primeiro dia de aula o professor (doutor em Teoria de Valor em Marx formado na Alemanha que leu e estudou Marx na língua alemã!) pediu que formássemos um círculo para ele arguir a gente (éramos uns dez alunos de diversas universidades). E ele perguntou para cada um o seguinte: "Qual foi o motivo ou interesse que levou cada um de vocês se matricularem na minha disciplina?". E cada um dos alunos doutorandos foi respondendo o seu motivo. Até que chegou a minha vez e eu disse: "Eu quero aprender a Teoria de Valor em Marx porque quero discutir o tema VALOR numa dimensão transcendental, ou seja, quero discutir a mais-valia espiritual". O professor ficou um desconcertado e disse:" Eu não entendi...por favor me explique a sua ideia central?". Então fiz uma explanação de uns dez ou quinze minutos. E o professor disse novamente: "Continuo não entendendo aonde você quer chegar, mas em outra oportunidade você me explicará com mais detalhes...ok?". Eu disse: "tudo bem, aguardo essa oportunidade". Então, como não acredito em casualidade, na semana seguinte cheguei, bem cedo, antes dos outros. E o professor também chegou cedo. E ele disse para mim em pé perto do quadro-negro: "pode usar o quadro-negro e me explique, pois estamos sozinhos e temos muito tempo para dialogar". Eu peguei um giz e comecei a desenhar e escrever a minha ideia central sobre VALOR. E fiz um discurso longo tentando mostrar para ele a minha ideia central sobre a mais-valia espiritual. Ele virou-se para mim e disse: "confesso que não alcancei e não compreendi nada do que você disse, peço o favor para não levar essa discussão para dentro de sala de aula...você escreve um artigo e me entregue no curso, mas desde já digo que lhe dou a nota máxima (que era "A")". E os meses foram se passando e eu assistindo as explanações abstratas dele sem entender NADA. No final do curso entreguei um artigo de 40 páginas sobre o tema VALOR. E ele me deu a nota máxima. Aqueles que quiserem ler meu artigo que depois virou um capitulo de tese de doutorado sobre VALOR, por favor envie um e-mail para mim que eu envio uma cópia no formato Word: bernardomelgaco@gmail.com....
Passado um tempo eu entreguei esse mesmo artigo, na COPPE/UFRJ, para um professor doutor em filosofia na Alemanha, Economista pela UFRJ e Teólogo pela PUC-RJ, e esse professor leu e me deu nota "A" na disciplina de doutorado que eu fazia com ele.
Em outra ocasião, colocarei algumas páginas dessa minha ideia da mais-valia espiritual.
Namastê para todos os meus irmãos e irmãs espirituais...
Prof. Bernardo Melgaço da Silva
TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ESPIRITUAIS INEXPLICÁVEIS
TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ESPIRITUAIS INEXPLICÁVEIS
“All you need is love”
(Lennon/MaCartney)
Namastê para todos os irmãos e irmãs, eu acabei de postar agora um video incrível cujo titulo é I AM...após assistir (sugiro a todos que assistam...está no meu facebook...procurem) esse video senti necessidade de compartilhar com vocês minhas experiências espirituais inexplicáveis sobre a essência do Amor Divino. Confesso que não tenho a pretensão de que todos venham me compreender, mas continuo na minha vontade de semear as minhas descobertas inexplicáveis para que possamos ter e viver um mundo melhor do que esse. Em 1988 fui abençoado por uma experiência mística-espiritual com o Amor Divino e a partir dessa experiência decidi escrever e divulgar de forma científica, filosófica e espiritual e não parei até hoje mesmo doente e angustiado como estou agora. A fé de Deus me dá forças para continuar escrevendo minhas reflexões e divulgando para todos o que existe por detrás dessa palavra tão falada, mas pouco vivenciada pela humanidade: Amor Divino. E como se deu esse fenômeno? Tudo começou quando em desespero roguei para Deus que me revelasse a Verdade Dele sobre a nossa vida humana caótica, violenta, acelerada e neurótica. Isso chorando de joelhos copiosamente olhando para um quadro de Jesus, o rosto dele pintado em branco num pano de veludo preto com a coroa de espinho e o sangue escorrendo na face, numa tarde quando morava num quitinete no bairro do Flamengo na zona sul do Rio de Janeiro. Eu era engenheiro e estava começando o meu mestrado na COPPE/UFRJ. Então, numa tarde quando palestrava na minha universidade para um grupo de professores e alunos senti uma voz interior dizendo: "Você está orgulhoso". Eu respondi logo: "de onde fala e quem tu és?". A voz interior me respondeu: "Eu Sou". E eu perguntei novamente: "Eu sou quem?". A Voz interior continuou dizendo: "Eu Sou". E aí sai da universidade chorando e perguntando para mim mesmo: "Quem sou eu?". E a voz continuou respondendo a mesma frase várias e várias vezes. Passei vários dias me questionando sobre a natureza da voz interior misteriosa. Até que um dia Ela me intuiu a ir para o banheiro do meu quitinete e olhar para o espelho. E diante do espelho a Voz Interior falou: "Você quer fazer a sua transformação acordado ou dormindo". Eu respondi: "quero fazer dormindo". E a Voz interior disse: "Não...você vai ficar acordado...e depois vai fazer um trabalho na universidade". Eu não conseguia fazer outra coisa senão "orar e vigiar a mim mesmo a cada segundo". De forma que, fui intuído a buscar ajuda espiritual com uma amiga minha bem próximo de onde eu morava. E ela me deu uma orientação dizendo: "Bernardo, preste atenção...existe em todos nós, dois níveis de existência-consciência: o eu superior e o eu inferior... descubra você mesmo quem é quem em você mesmo". Eu já tinha lido alguns livros da entidade espiritual conhecida como André Luis psicografados por Chico Xavier. E nesses livros eu detectei e anotei duas frases que me chamaram minha atenção e são elas: "a intuição é a base da espiritualidade" e a outra "o pensamento é energia". Eu colei essas duas frases no papel na minha estante de compensado branco para não esquecê-las. Então, comecei uma jornada de investigação a partir desses três princípios básicos: "existe em nós dois níveis de existência-consciência : a inferior e a superior", "a intuição é base da espiritualidade", "o pensamento é energia". Assim sendo, comecei a prestar a atenção nos meus próprios pensamentos, sentimentos e desejos. Eu parti da hipótese de que a natureza (consciência) inferior era de frequência (vibração) baixa (negativa) e a outra natureza (consciência) superior (positiva) era de frequência (vibração) alta. E com muita força de vontade ferrenha vigiava os meus dois níveis de consciência separando que era inferior e superior dentro de mim mesmo. A minha amiga Ana que me orientou sobre os dois níveis de consciência, um dia me convidou para conhecer um lugar místico-espiritual conhecido como PONTE PARA LIBERDADE (até hoje existe!). E não é um templo espiritual ou centro espiritual, mas no quarto ou na sala de uma casa comum de uma pessoa que se diz CANAL dos mestres espirituais muito evoluídos que intuíam o CANAL para que todos conhecessem a Verdade da espiritualidade superior. A primeira vez que eu fui fiquei perplexo com o que eu presenciei e comecei a sentir quando a mulher (CANAL) falava sobre as hierarquias divinas e o que eles queriam que a gente fizesse para uma nova era de evolução espiritual. A mulher muita nova e bonita emitia uma energia que vibrava em mim tão forte que eu achei que ela estava num transe. E depois na segunda vez eu senti também uma energia muito estranha de calor no meu corpo. De modo que comprei um livro básico da PONTE PARA LIBERDADE: HAJA LUZ. E levei para casa esse e outros livros que comprei lá mesmo. Mas, tarde da noite desembrulhei o pacote e abri o livro HAJA LUZ e comecei a ler e o que aconteceu de extraordinário? Eu não conseguia parar de ler o livro e entrei pela madrugada assim. Em dado momento, senti que era tarde e precisava dormir, mas ao mesmo tempo sentia que estava cheio de energia estranha, mas gostosa e forte, que não me permitia relaxar para dormir. E foi aí que lembrei de perguntar a minha intuição de como fazer para conseguir dormir. A minha voz interior me disse: “vá para uma página no final do livro e leia uma oração”. E assim, fui e fiz (a oração era de um arcanjo..não me lembro mais o nome dele). E me deitei e “apaguei” (dormi) imediatamente. Antes de dormi eu pedi que quando eu acordasse de manhã eu estivesse com a mesma energia misteriosa durante a leitura do livro. E assim aconteceu, quando eu acordei estava com a mesma energia gostosa. Eu fui para o Aterro do Flamengo (perto do meu apartamento) e comecei a andar e a praticar os ensinamentos e a disciplina espiritual da PONTE PARA A LIBERDADE. A disciplina consistia em invocar uma chama violeta (ou chamar o mestre espiritual daquela chama – Saint Germain). Essa escola mística-espiritual ensina que cada ser humano vibra numa determinada cor (as setes cores do arco-íris). Eu descobri mais tarde que a minha cor era Azul do mestre El Morya – um mestre ascensionado da PONTE PARA A LIBERDADE. Os médiuns videntes já viram ele atrás de mim várias vezes! Voltando ao assunto comecei a praticar também a disciplina da chama violeta para transformar as vibrações negativas em positivas. E fiz com tanta perseverança que comecei a entrar num estado de consciência de paz interior e equilíbrio espiritual. Na minha disciplina espiritual utilizei os mantras (repetições sagradas) da PONTE PARA LIBERDADE por exemplo: “Eu sou Deus” ou “Eu sou a poderosa presença divina em ação” ou “A Vontade de Deus é o Bem, A Vontade de Deus é a Paz, A Vontade de Deus é a Felicidade, A Vontade de Deus é a Bondade”. Essas técnicas todas eu alternava, mas não deixava minha mente desocupada pensando e oscilando entre o passado e o futuro. Eu não poderia em hipótese nenhuma perder a fé e a vontade de continuar minha disciplina de purificação espiritual – durante semanas a fio sem parar! E o que aconteceu percebi em dado momento que eu tinha o domínio de dar ordem e ficar em equilibro quando quisesse. Num final de uma tarde a minha intuição me avisou que eu tinha alcançado o poder de pedir qualquer energia positiva para mim. Então, a cada ordem dada eu experimentava a energia pedida, por exemplo se eu pedisse Paz, a Paz interior se manifestava, se eu pedisse a Alegria eu ficava alegre e assim por diante. De forma que, mantive a disciplina e fui percebendo que eu era o único responsável pelo meu destino e minha felicidade interior. A partir dessa constatação meu nível de consciência já não era mais racional, havia alcançado o estado avançado da intuição. E fiquei totalmente absorvido por essa disciplina a tal ponto que fiquei mais de um mês ausente da UFRJ. Agora eu chego no momento mais fantástico da minha experiência mística-espiritual. Era de tarde do mês de agosto e eu estava fazendo minha disciplina espiritual num estado de consciência transcendental – inexplicável , ou seja, uma sensação de leveza interior, paz e serenidade...até que o telefone tocou e eu de imediato atendi. Do outro lado da linha telefônica (naquela época não existia o celular) estava minha amiga Gláucia que era também aluna de mestrado da minha turma. Gláucia me perguntou: “Bernardo, todos nós aqui estamos preocupados com sua ausência, meu amigo me conte o que está acontecendo com você?”. Eu disse: “Você tem tempo para me ouvir?” . E ela respondeu: “tenho, conte!”. Aí comecei a contar a minha história da disciplina espiritual com uma voz doce e serena, com calma absoluta. Em dado momento da história (bonita!) eu mesmo me emocionei e tive vontade de chorar. Tentei segurar as lágrimas, e de repente escuto a minha intuição falar bem alto na minha consciência: “Bernardo, solte a emoção!”. E aí comecei a chorar e soluçar, e falei para minha amiga que eu precisava parar de conversar para me controlar. Nesse instante, senti o fenômeno mais fantástico que um ser humano mortal comum possa vivenciar na face da terra! No centro do meu peito algo girava numa velocidade e frequência altíssima que me deixava num estado emocional inexplicável: era o Amor Divino! E quando fui colocar o telefone na base vertical senti uma energia gostosa muita fina tocar o meu braço direito. Nesse momento, sem entender o que estava acontecendo voltei-me para minha intuição e perguntei: “de onde vem essa energia?” . A intuição me respondeu: “olhe para o centro da sua mão esquerda”. E aí percebi que essa energia maravilhosa vinha do centro da minha mão esquerda. Em seguida a minha intuição me orientou para sentar sobre os meus calcanhares e levantar a mão direita aberta em direção ao céu. E aí descobri que essa energia vinha também do cosmo e entrava pela ponta dos meus dedos da mão direita e percorria um caminho em direção ao centro do meu peito aumentando mais ainda a velocidade e frequência da energia que saía dele. Fiquei extremamente encantado com esse fenômeno, e descobri que a energia estava em diversos pontos do meu apartamento. No dia seguinte, eu ainda estava nesse estado incomum transcendental e fui trabalhar como médium numa instituição espiritualista (IEVE) que ficava em Ipanema (bairro nobre e rico do Rio de Janeiro). Nesse dia, era uma quinta feira aconteceu algo de extraordinário: uma cura milagrosa, que foi anunciada na semana seguinte. O nosso coordenador e dono do centro espiritualista disse: “quero comunicar e parabenizar a todos vocês, porque houve um milagre aqui na quinta-feira passada, eu não sei de qual de vocês foi o responsável por essa cura milagrosa”. Esse texto, não está completo...procurei fazer uma síntese para não cansar os meus leitores...em outra oportunidade conto outros detalhes inexplicáveis que não foram colocados nesse texto. Namastê...obrigado meu Deus!
Prof. Bernardo Melgaço da Silva
Zé Ramalho: Quando eu fiz esta música eu criei esta palavra. Ela
significa avô e pai. É uma espécie de homenagem ao meu avô, que foi a
pessoa que me criou. Ele fazia o papel de avô e de pai. Meu pai morreu
muito jovem, nos açudes do sertão, morreu afogado quando eu era
garotinho. Então foi meu avô que me educou, foi quem me ensinou a seguir
o caminho do bem, a batalhar minhas coisas. Eu me inspirei na imagem
dele. E me chegou a palavra [avohai]... Ao mesmo tempo ela é
interpretada pelas pessoas que a ouvem das mais diversas formas. É uma
coisa muito mística também, representa a continuidade da espécie, ou
seja, passar a sabedoria de uma geração para a outra... O avô passa para
o pai, que passa para o filho e aí por diante...
sábado, 13 de julho de 2013
Avôhai! - José do Vale Pinheiro Feitosa
Quase todas as semanas, às vezes duas vezes numa mesma semana, cruzamos com Zé Ramalho no Calçadão de Ipanema. Nós indo na direção do Leblon e ele em companhia de uma mulher em sentido contrário. Vem num passo firme. Alto e ereto como um caminhante destemido em conquista de alguma luta descomunal. Com os cabelos penteados para para trás, aquela cabeleireira de caboclo, ondulada com se assentada por um invisível chapéu de couro
E aquele passo de olhar para diante como se visse no horizonte o objeto de sua conquista e a presa de sua caçada. Segue sem olhar para os lados. Sem nos enxergar, não tomando fé do entorno que se multiplica em volta daquela senda de ar deslocado pelo forte caminhar dele. Zé Ramalho marcha como um soldado, mas esta marcha parece ser um atrapalho para que não se perceba muito por trás daquela aparência um caminhar de vaqueiro desmontado.
Mas o vento que Zé empurra de calçadão adiante é aquele que gostaria de falar para o povo do meu cariri. Que deve ao Brasil ter feito em música o que Zé Ramalho fez. Rompeu a cratera do vulcão para que o magma descomunal da cultura sertaneja rompesse a mesmice da MPB.
Como este Avôhai. Acompanhando sua musicalidade pop e sua poesia rememorativa por palavras e frases, Zé Ramalho fez do velho e do presente uma permanência inevitável em todos os tempos. Assim como seu Avôhai carregando a força da musicalidade nordestina, a fala das brenhas dos sertões numa arte que toda a cidade compreendeu.
Como desejei que o Cariri fizesse o mesmo. Fizesse do mundo da memória um vulcão de expressões que compreendam as agruras desta desgraçada e complexa vida urbana.
Avôhai.
A Praça Deserta - José do Vale Pinheiro Feitosa
E lá venho em meu
caráter renitente a esse banco vazio de uma praça da minha cidade. É noite de
sábado, mas em minuto algum desta noite ela se encheu de gente como no passado.
Estão todos no Facebook,
em frente às telas iluminadas das televisões, deixando vazios um, dois, três,
quase todos bancos e apenas um ocupado, esse em que me sento.
Mas venho com esperança
do humano. Não me falem em passado e nem em futuro. Basta ser vivo para ser
presente. Acho um horror aquela frase que diz ser o jovem o futuro. Conversa de
conservador querendo guardar seu privilégio de há muito que domina.
E venho como aquele
personagem da canção do Milton Nascimento que todos os dias vem esperar o trem
que nunca passa. Mas enquanto solitário nesta noite de sábado, o silêncio me
faz ouvir o clic das pequenas sementes pretas que caem do cimo das palmas que
adornam a praça sobre o mosaico do seu piso.
Um Crato inteiro sumiu
desta praça. Entrou profundamente dentro das furnas onde se comunica com o
mundo todo, menos com a praça. Talvez resguardando seus peitos de balas das
armas apontadas que lhes surrupiam os objetos de valor. Até os tênis de marca. Como
se as armas não ultrapassem os portais das furnas.
E por isso meu caráter
renitente. Vim à solidão da praça esquecida. Do esquecimento que a praça tem de
gente. A amnésia das estrelas que já não enxergam os dedos que lhes contavam. A
lua que olvidou todas as pessoas sumidas.
Vim para solidão para
não esquecer de ninguém. Ninguém que nesta praça não se encontra.
Assim como Renan Calheiros e Henrique Alves eu também já viajei num avião da FAB - José do Vale Pinheiro Feitosa
Antes da conversa
começar uma lembrança de um fato passado: alguém aí no Crato, agastado por
minhas críticas políticas, andou espalhando que eu fora figura importante na
saúde do PSDB e depois, por oportunismo, me aliara à oposição vitoriosa. Foram
notas dissimuladas nos blogs da região, cuja verdadeira versão assim como a
fonte do boato eu apenas soube por um e-mail revelador. Eu nunca fui nem do
PMDB dos tempos áureos de cuja costela saiu o PSDB mas ocupei cargos de
confiança em diversos governos, desde Sarney, passando por Brizola no Rio,
depois com Jatene nos governos Collor e no primeiro Fernando Henrique. E foi aí
no governo FHC que andei numa aeronave da FAB.
Vi o amanhecer de
Brasília na Base Aérea esperando um avião do modelo Avro, um velho turbo-hélice
que vinha da Base Aérea do Galeão. Destino: Marabá no Pará. Quatro horas de voo
até pousar. Além de quadros de vários ministérios do governo FHC, ia um
batalhão de repórteres.
Cinegrafistas,
repórteres de televisão, gente do rádio, jornais e revistas. Viajava com uma
quantidade imensa de rostos conhecidos da televisão. Todo mundo pago pelo
governo, numa aeronave da FAB. E sim, todas as grandes cadeias de jornalismo,
com a Globo à frente, Bandeirantes, SBT e outras mais além da revista Veja,
Isto É os principais jornais de Brasília, São Paulo e Rio. E, claro, grandes
rádios.
Eu fora enviado pelo
Ministério da Saúde sem saber exatamente qual era a missão. Mas como tinha
delegação para analisar qualquer demanda estava tranquilo naquele ambiente
ambíguo e impreciso. Por volta de uma hora estávamos todos, autoridades e
imprensa hospedados nos mesmos hotéis e à noite em rodas comuns.
Eu tinha um amigo entre
os quadros do governo, a missão era do Ministério da Reforma Agrária e este
amigo era assessor direto do Raul Jugmann, então ministro e hoje destacado quadro do PPS
do Roberto Freire. No dia seguinte o ministro chegou num jatinho da FAB e fomos
em duas aeronaves, a elite no jatinho e o rebotalho no turbo hélice até São
João do Araguaia.
Logo após o pouso foi
toda a excursão até um assentamento de agricultores e ali vimos a “maravilha da
obra de reforma agrária” do governo FHC. Tudo funcionava. Raul Jugmann mostrava
força, uma esquadra de representantes de todos os ministérios estava ali para
salvar os trabalhadores sem terra.
Depois foi um banquete
com os peixes da Amazônia, carnes de gado à vontade e a presença de todos os
prefeitos da região e o Raul juntando força contra alguém ou algo. Foi um
discurso de união para organizar a reação. Que era previsível mas não dito às
claras.
No dia seguinte, em
Marabá, após o café da manhã eis a cereja do bolo. Num auditório do INCRA Raul
reuniu-se com representantes do MST e na presença de toda a imprensa que
viajava às expensas do governo, armou a arapuca para expor as reinvindicações
dos trabalhadores com mero sectarismo.
Olhe que aquela manobra
ocorreu após aquele massacre de Eldorado dos Carajás executado pelo polícia do
Pará então governado por um político do PSDB. Logo depois Raul com seus
assessores subiram no jatinho e rumaram para Brasília e nós almoçamos para
começar a longa e demorada viagem de volta naquele turbo-hélice dos anos
sessenta. Chegamos a Brasília por volta de onze horas.
O pessoal da imprensa
ainda tinha energia para piadas e brincadeiras, mas sinceramente tive pena de
todos nós a serviço de uma causa anti-democrática que era desmoralizar um
legítimo anseio por inclusão econômica da gente do campo e que os governos vêm
apenas como baderneiros. E que o agrobusinesse tem horror como tem às reservas
indígenas. Como as empreiteiras têm dos terrenos que poderiam se tornar parques
para o lazer nas cidades tensas e atulhadas.
Do mesmo modo que ventríloquos
nas redes sociais movem suas mandíbulas pelos mesmos cordões que fazem parte dos
voos da FAB.
sexta-feira, 12 de julho de 2013
"Tênue fronteira" - José Nilton Mariano Saraiva
O que se observou, nas recentes manifestações populares, é que por
muito pouco não foi ultrapassada a tênue fronteira entre Democracia X Anarquia.
É que, em nome de um regime que se nos apresenta como “do povo, pelo povo e
para o povo”, alguns dos manifestantes extrapolaram na exteriorização do que
achavam ser de direito, faltando com o respeito ao oponente e quem se lhe
antepusesse à frente. Afinal, provocar e denegrir a tropa que cuida de proteger
as pessoas (polícia) e posteriormente reclamar da reação; atentar contra o
patrimônio público e privado (depredando a torto e a direito); impedir o ir e
vir das pessoas (impossibilitando-as de ir ao trabalho e receber por isso);
bloquear vias importantes por onde escoa a produção nacional, e por aí vai, não
é bem um “ato democrático”. Claro que o trabalhador tem o direito (assegurado
pela própria Constituição Federal) de fazer greve, de manifestar-se livremente,
de exigir um melhor tratamento das autoridades constituídas, mas, tudo isso,
dentro dos limites da racionalidade e da razoabilidade. E, definitivamente, não
foi o que vimos. Estivemos, sim, às portas do regime anárquico, o que não é
recomendável.
A propósito, confira, abaixo, texto do filósofo Platão sobre a
Democracia, pela qual, tudo indica, não tinha muito apreço, embora dentro de
uma argumentação razoavelmente consistente:
“...O pai se acostuma a tratar o filho como igual e a temer as
crianças (...), que não têm mais respeito nem temor pelos pais, por se julgarem
livres (...). O mestre teme e adula seus alunos e estes zombam de seus mestres
e preceptores. (...) os jovens vêem os
velhos como iguais e os agridem, com palavras e atos; os velhos, por seu lado,
para agradar os jovens, fazem-se debochados e ridículos. (...) os animais parecem-se
com seus donos; e, assim, vêem-se cavalos e asnos, acostumados a passear livres
e soberbos, empurrar pelas ruas os transeuntes que não lhes cedam passagem”.
Como se vê, e segundo o autor “...Platão é implacável com a
democracia. Apresenta-a como o regime do abuso, da leviandade, da
permissividade. Ela se acomoda a tudo: ao desinteresse dos cidadãos pelo que é
comum, a instituições de qualquer outro regime, a todos os gêneros de vida.
Mais que um excesso de liberdade, reina nela a licença, em todos os registros.
Ela penetra na vida das famílias e contamina, segundo diz, mesmo os animais”.
E você, aí do outro lado da telinha, o que pensa ???
quinta-feira, 11 de julho de 2013
"Deboche" - José Nilton Mariano Saraiva
Como
todos tiveram oportunidade de observar, as manifestações que irromperam por
esse Brasilzão afora, objetivando “acordar” o Governo para demandas reprimidas,
calaram fundo não só no seio da população, mas, principalmente, na seara
política. Assim, não mais que de repente, os “mafiosos” com assento no
Congresso Nacional (há exceções, evidente) trataram não só de por as barbas de
molho, mas, também, de elaborarem às pressas uma providencial e oportunista “agenda
positiva”, que consistiria em desenterrar e por em votação velhos projetos de
há muito apresentados.
Entretanto,
após os ânimos serenados e a poeira assentada, aqueles que vulgarizaram a nobre
atividade política, transformando-a numa bem remunerada profissão, parecem ter “voltado
à normalidade” e esquecido as tais “vozes roucas das ruas”. Assim, de novo
legislando em causa própria, decidiram implodir a proposta do Executivo (presidenta
Dilma Rousseff) de realização de um plebiscito visando processar uma reforma
política de peso, que, certamente, cortaria privilégios do Legislativo, destacando-se:
fim do financiamento de campanhas por parte de grandes conglomerados (que a
posteriori sempre são ressarcidos através de licitações fraudulentas e outros
mimos); recaal político, uma espécie de “cassação do mandado” por parte do próprio
eleitor, ao constatar a mudança de rota do parlamentar, e por aí vai.
Agora,
passado tão breve interregno, pra provar que aquele primeiro ato não passou de
grotesca dissimulação e que não estão nem aí para o que pensa o povão, suas “excelências”
se negaram, terminantemente, a acabar de vez com essa verdadeira excrescência
que é a figura do “suplente de senador” (dois para cada parlamentar, normalmente
parentes ou financiadores de campanha) que, sem receber um único voto, assumem
a vaga e as mordomias respectivas (hoje, 17 suplentes estão lá, usufruindo o
bem bom).
E
o mais incrível é que, tentando sair bem na foto, sem nenhuma desfaçatez ou
respeito para com o eleitor, deram “repeteco” à dissimulação ao, sarcasticamente,
sacarem da cartola sem fundo, como se fora algo imbuído de seriedade e um grande
sacrifício, a possibilidade de reduzir o
número de suplentes de 2 para 1 e... fim de papo; acabar coam o penduricalho,
jamais.
Trata-se,
como se vê, de um verdadeiro deboche para com as “vozes roucas das ruas”, passível
de retaliações futuras.
A ideologia e a geopolítica pelas mentes colonizadas - José do Vale Pinheiro Feitosa
O comércio do Atlântico
morreu? É chegada a hora do Pacífico? Tais perguntas estão na ordem da
emergência do Japão nos anos 80 e da China nos tempos atuais. É notório que
apenas nos últimos 300 anos o comércio do Ocidente foi maior do que o da China
e da Índia. Todos esperam o retorno dos negócios aos centros históricos.
Mas existe a costa
atlântica africana a abrir uma grande oportunidade. A própria América Latina
desponta com enorme força na economia mundial e sua face mais exuberante se
encontra no Atlântico. Em outras palavras os países exclusivos da costa do
Pacífico por certo têm interesse geopolítico mas a era do Pacífico não explica
tudo.
Então a chamada Aliança
do Pacífico em contraposição ao Mercosul ou à Unasul não tem razão na
geopolítica regional, mas tem na geopolítica dos Estados Unidos da América. E a
questão não é se alinhar ou não à maior nação do mundo. A questão é se teremos
ou não um destino próprio e com decisões tomadas internamente e não à distância
e no interesse daqueles que já ganharam muito.
Nisso reside o papel
ideológico das Revistas Veja, Época, dos grandes Jornais e das grande cadeias
de Televisão a sustentar as benesses econômicas do Chile e a Aliança do
Pacífico. Outro dia o possível candidato do PSDB, senador Aécio Neves, foi para
a Argentina e nas páginas de um jornal de oposição advogar as vantagens
relativas da Aliança do Pacífico.
O Chile é um país que
tem um bom comércio exterior e nisso reside a menina dos olhos dos liberais,
mas o Chile ficou aprisionado a uma situação grave: ele é um exportador de
produtos primários ou dependentes de recursos naturais intensivos que em
conjunto representam 87% das exportações chilenas. Isso quer dizer metais não
ferrosos (o cobre é sua espinha dorsal), carnes e pescados, produtos de
lavoura, celulose, bebidas (o vinho) e por aí vai.
Do mesmo modo que o
Brasil o Chile esteve bem quando o preço das Commodities estiveram bem. Só que
o Brasil tem um mercado interno importante e uma base industrial igualmente
poderosa. Em parte o sucesso das exportações do Chile se deveu ao encanto das
vantagens de livre comércio especialmente estimuladas pelo velho desejo
americano de criar uma zona continental de livre comércio para funcionar sobre
a liderança dele e assim fazendo sombra ao crescimento Chinês, Japonês e até
Coreano.
Mas tudo se torna
fantasia quando a realidade da crise não sustenta os sonhos geopolíticos. O EUA
já não são mais o destino principal dos produtos chilenos transferindo parte
para a China e havendo crescimento do Brasil e do México. Agora fica muito
difícil aquele projeto imperialista de dominar o quintal latino americano.
E principalmente se
tornará se as economias da América do Sul se integrarem mais e se o bom combate
ao pessoal vendido ao império for consequente. Temos que avançar mais na unidade
e reduzir ao máximos provocações do tipo Aliança do Pacífico. Isso não
significa perder o comércio do Pacífico. Ao contrário é apenas retirar as
amarras imperiais desse comércio.
Aliás a autonomia
latino americana será muito boa para a convivência com os EUA e suas
interferências golpistas na vontade popular. Uma América Latina com economia
forte será ruim para modelos imperialistas, mas será, por outro lado, uma
relação de sustentabilidade muito mais duradoura do que este atual modelo
instável e predatório, especialmente da natureza.
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