por José do Vale Pinheiro Feitosa
Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.
José do Vale P Feitosa
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Esperanto
Letra e música.
Proximidades afetivas que sobrevivem às distâncias geográficas.
"Eu em São Paulo
escutando o mar
no búzio que você me deu,
em tudo que você me dá".
(Trecho de Feito Beatles, canção do novo CD Baião de Nós que dá base ao clipe acima).
A tradução da música dos Beatles como esperanto, linguagem universal assimilada em todos os cantos do mundo.
Para saber mais desse trabalho, visite a página Baião de Nós no Facebook.
domingo, 23 de setembro de 2012
COM O NEGRO E AMARGO SUOR
Com o negro e amargo suor
Suor de negros escravos
Se fez
E se faz
O açúcar
Que o mundo consome.
Com o mesmo negro suor
Se elabora
E moldura
O doce fruto futuro.
Infames navios traziam
À América negros cativos.
Hoje
Outros navios os levam
Livres, mulatos, latinos
à África.
Do livro “PARA AMIGOS DIVERSOS”
Pedro Antonio Lima Santos
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Um brega das antigas...
Pois hoje amanheci o dia cantando ou lembrando uma música das amplificadoras dos anos 60, que animavam praças e ruas. O brega existia, e a gente curtia! Não comprávamos os discos, mas decorávamos aquelas letras de canções, instantaneamente. Ainda hoje é assim... Por que elas me irritam mais? Ah, os tempos da impertinência. Como me tornar uma senhora tolerante?
TOLERÂNCIA- um predicado necessário. Exigível com nós mesmos!
Vou morrer sem concordar e concordando o tempo inteiro.
Paradoxalmente, a vida se repete com novos olhares, novas vestes, mas com os mesmos sentimentos.
Matemática Moderna- Socorro Moreira
A gente dos anos 50 não estudara Matemática, baseada na teoria dos conjuntos.
De repente ela foi introduzida, e os professores da cidade precisavam de reciclagem.
Foi um processo sem mestre. “Os mestres” se viraram! Fui um deles. Entendi que
era um exercício de lógica, de uma nova forma. De repente a Matemática valia-se
da linguagem literária para ser traduzida para a linguagem numérica. Quando
isso acontecia, o problema estava resolvido... O resto era apenas cálculo. Por
isso aquela inovação me pareceu descomplicar uma aversão quase natural, que a
classe estudantil sentia pela velha Matemática. Por alguns anos vivi este universo.
Brinquei neste parque, e tentei envolver
a meninada da época, no lúdico estudo. Parecia dar certo, e muito!
Não deveria ter saído do Crato pra morar noutras terras. Não tinha que ser
bancária; não precisava desaprender lógica para experimentar o ilógico. Caí
numa disciplina rigorosa de vida. ”Sofri, mas mesmo assim eu fui feliz”.
Vez por outra, agora um tanto menos, esbarro com três ou quatro gerações
que foram meus alunos. A maioria já de cabelos brancos... Incrível!
Fui professora aos 16 anos, e sou aluna desaplicada aos 61 anos.
Queria da vida apenas aprender a ser menos resistente, menos
desacelerada, mais suave... Mais doce e poética!
Foi por uma inversão de desejos que a poesia foi convidada a entrar na
minha vida.
Hoje já não quero samba, violão vadio, argolas douradas... Já nem posso
viver de guloseimas... Qualidade de vida implica na serenidade dos anseios.
Alguns rezam compulsivamente (alguns até ignorantemente). Outros brigam
por poder associado ao dinheiro ( aquele bichinho que compra o exagero).Existem
outros, que fazem arte.Admiro-os! Arte engajada...
Mais admirável ainda!
Meus respeitos a todos que sabem viver, e nos ensinam!
Aprendo com vocês, mesmo com repetências sucessivas dos velhos e
recalcitrantes erros.
Enquanto existir vida, estamos aqui para crescer.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Geléia com Pimenta
A princípio, a notícia pareceu de todo inverossímil.
Chegara na praça , de repente, como uma bomba destas que explodem subitamente,
em Noite de São João, sem a necessidade de se lhe atearem fogo no estopim. E a
praça é a difusora de notícias em cidade do interior. As rodinhas de
aposentados, desocupados ali estão ávidas por novidades, sôfregas por um pouco
de adrenalina, afinal a desgraça alheia sempre cai nas almas como um lenitivo,
um ungüento para as nossas miudezas e
frustrações de todos os dias. Da boca para fora, todos lamentam as catástrofes
do vizinho, mas no fundo do coração bate sempre aquele consolo : “Tá vendo? E eu
aqui reclamando da vida!” O câncer, a
morte, a falência, a droga aparecem sempre como uma calamidade terrível quando
batem , por acaso, na nossa porta; ao adentrarem, no entanto pela janela do
vizinho, após o choque inevitável, sempre nos toca aquele conforto do “antes lá
do que cá”, do “ainda bem que não foi aqui”.
---
Júlio e Risoleta se separaram !
A
notícia que tomou de assalto a praça, naquela manhã, a rigor, não poderia se
considerar um furo de reportagem.
Separações de há muito tinham abandonado a prateleira das novidades. Os casais
se ajuntam não mais condenados às galés perpétuas, mas cientes da temporariedade
dos sentimentos e do dinamismo da vida. Juram não mais “até que a morte nos
separe”, mas “até que a vida nos aparte”. O que havia, pois , de inacreditável
no caso de Júlio e Risoleta ? É que, amigos, há poucos anos tinham comemorado
as Bodas de Prata e sempre perfizeram aquele casal perfeito, só existente nos romances mais açucarados.
Risoleta tinha um pequeno comércio na cidade, no ramo de confecções íntimas e
Júlio aposentara-se como bancário de um
tempo em que esta ainda era um profissão de algum status e de remuneração
digna. Tinham dois filhos já formados e
casados e que viviam fora, cada um tangendo a vida sem muitos atropelos. O casal
sempre fora um modelo de ajuste familiar e, inclusive, era o exemplo sempre
citado nas brigas dos outros casais da redondeza : “Você devia ser como Júlio!”
“Veja a Risoleta, porque você não se mira no exemplo dela, sua engraçadinha?”
Comentava-se
à sorrelfa que a estabilidade do casal devia-se, principalmente, à paciência
quase que monástica do nosso Júlio. Calmo, tranqüilo, pacificador, nunca se
soube de qualquer atitude sua que ferisse os rígidos preceitos da Glória Kalil.
Kardecista de carteirinha, carregava
consigo uma visão muito tolerante e espiritualizada da existência e dos
caminhos e veredas dos homens na sua viagem terrestre. A convivência com os
filhos, amigos e colegas de trabalho
sempre se mostrara de uma amabilidade a toda prova. Adorava a esposa e a
tratava como uma rainha e esta atitude não mudou em nada com o passar dos anos
e a chegada das cãs, das estrias e dos pés-de-galinha. Quanto à Risoleta , não
se podia dizer o mesmo no trato diário com as outras pessoas. Diziam os mais
próximos ser meio volta-seca, meio espoletada. No que tange, no entanto, ao trato
familiar, não se lhe sabia de máculas, principalmente na relação direta com o
marido ideal que, convenhamos, não podia ser de outra maneira. Por isso mesmo, a estranheza da notícia que se acentuou mais
ainda quando se soube ter partido de Risoleta a decisão irrevogável. Separar-se
daquele príncipe ? Que loucura deu na
cabeça daquela doida?
Passaram-se
os dias e a novidade confirmou-se. Risoleta saiu de casa e alugou um pequena
quitinete em um bairro mais afastado. Júlio permaneceu em casa meio recluso,
com suas lembranças . Os dois negavam-se a comentar as miudezas da lavagem de
roupa suja com os amigos. Não estava mais dando certo ! Esta era a única frase
com que tentavam concluir o fim do relacionamento de trinta anos. Pagou a pena máxima, Júlio! Havia
comentado um amigo mais chegado.
Uns
dois meses depois, por fim, a verdade brotou,
na Audiência de Conciliação. O casal viu-se diante do juiz que , os
conhecendo de muitos e muitos anos, imaginou , quem sabe, haveria possibilidade
ampla de reatamento. Poderia ter sido apenas um pequeno arrufo num casal
perfeito que não tinha nenhum traquejo em arranca-rabo e , o primeiro, depois
de muitos e muitos anos, poderia ter sido o estouro da barragem, a explosão de
alguns poucos ressentimento que puderam ir se acumulando no dia a dia e ,
represados, terminaram naquele tsunami. Ouviu,
primeiramente, Júlio que, como sempre, educadíssimo, fez um discurso de loas e
mais loas à companheira, louvando a convivência benfazeja de tantos e tantos
anos e finalizou dizendo não compreender ainda hoje o motivo de estarem
separados. Júlio deixou claro que a decisão intempestiva tinha sido tomada pela
esposa e que estava pronto a seguir , mais uma vez, a vontade da companheira
que escolhera para percorrerem juntos o pomar e também o monturo existência.
Como bom espírita tranqüilizou-se : “Seja como for, meritíssimo, estou pronto a
seguir meu Karma!”
Antes
de ouvir Risoleta, o juiz imaginou que, finalmente, haveria um bom termo, numa
Audiência de Conciliação. Geralmente se transformava numa rinha onde se
digladiavam dois galos cansados e amargos por nenhum espólio de guerra. A fala
da esposa que se seguiu, não podia lhe trazer melhores augúrios:
---
Seu juiz, eu casei com um homem perfeito ! Foram quase trinta anos com Júlio e eu
quero que fique bem claro : Não tenho uma mínima coisa sequer para reclamar
dele. Uma cara feia, um palavrão, uma discussão, um mau trato , nadicas de nada
! Ele sempre me tratou como uma rainha. Nada me faltou ! Aliás, eu nem
precisava ter um desejo! Ele adivinhava e me ofertava antes que eu falasse. É
um pai exemplar e mais que isso: um pãe! Aquela mistura de pai e mãe numa só
pessoa. Cuidou dos filhos com um desvelo difícil de se ver. E mais, nunca eu soube,
durante todos esses anos, de uma só imperfeição, um só deslize na sua conduta
em casa, na rua, no trabalho. Júlio, meritíssimo, não existe ! É um santo !
O
magistrado respirou fundo e pareceu feliz com o desenrolar dos fatos. No
íntimo, no entanto, cutucava-lhe uma desconfiança: por que diabos, então, o
gesto tresloucado da mulher, jogando tudo para o alto e tomando aquela decisão
inesperada? Salomonicamente , dirigiu-se ao casal e enfático tentou levar a termo a reunião:
---
Fico feliz pela decisão de vocês reatarem tudo. Podemos , então, dar cabo da
ação de divórcio, não é D. Risoleta ?
---
De jeito, nenhum, seu juiz, eu quero a separação !-- Exasperou-se a mulher.
O
juiz, confuso, ante à inesperada reviravolta da causa, voltou-se para a esposa
de Júlio, já sem muita paciência:
---
Como, minha senhora? Depois de tantos elogios a seu consorte, o homem perfeito
! A senhora quer se separar alegando o quê?
Risoleta,
por fim, explanou o que o marido, o juiz e o povo da praça até aquele momento
na entendera:
---
Perfeição, seu juiz ! Perfeição! Não há quem agüente viver com um homem
perfeito desses, não! Não há ! Júlio é para estar num altar e não numa casa com
uma esposa. Perto de tanta perfeição, seu juiz, os defeitos da gente ficam
muito mais visíveis. Eu já não estava mais me suportando! Imagine o senhor uma
aquarela pintada com um amarelo forte, sem nuances de cores! Com o tempo começa
a ofuscar! Não há olho que agüente tanta
luminosidade. Assim é o Júlio, falta-lhe o contraste do claro-escuro, da sombra e da luz. Até em geléia , já se coloca
pimenta, não é ?
Ante
a estupefação do marido e do juiz, ela fez suas alegações finais:
---
Pense aí , seu juiz, comer durante trinta anos a mesma comida limpíssima,
saudável, mas sem tempero nenhum ! Sem sal, sem pimenta , sem cominho, sem
alho, há quem agüente? O Júlio parece um doce de gergelim, gostoso, mas
durante trinta anos, direto ? Tá doido? Arripunei !
Esclarecidos
os fatos, providenciou-se o apartamento dos trapos. No dia seguinte, Rui
Pincel foi visto se dirigindo sorrateiramente
ao cabaré. Quando os amigos perguntaram seu destino, ele explicou:
--- Vou ali na Rua da Saudade botar uns cravos e
um salzinho no meu doce, senão a mulher me larga !
J. Flávio Vieira
Alexandre Lucas, interventor do Cariri (CE), participa de debates e ações artísticas em Cuiabá
![]() | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Alexandre Lucas - registro de performance e intervenção realizada no Crato com alunos de escolas públicas. |
Lançamento
de livro, intervenções urbanas, sarais, reuniões com coletivos e
discussões sobre arte, política e educação farão parte das atividades
do artista/educador cearense Alexandre Lucas que participa de
intercâmbio cultural no período de 25 a 29 deste mês em Mato Grosso.
O
artista cearense foi convidado pela Secretaria Municipal de Juventude
de Cuiabá - SeJuv para contribuir com o Projeto Cutuca Juventude, o qual
visa trazer discussões contemporâneas para os jovens a partir de várias
temáticas como esporte, cultura, gênero e meio ambiente. O Ministro dos
Esportes Aldo Rabelo já foi um dos palestrantes do Projeto.
No
dia 26, o artista participará na Praça da Mandioca do Sarau Free das
Artes e Cuca. No dia 27, Lucas abordará o seguinte temática “Arte
Pública: Democratização e Acesso” no auditório da Unirondon. Já no dia
28, participa de debate e lançamento do seu livro “Entranhamentos” com o
tema arte e política, no auditório da Universidade Federal de Mato
Grosso – UFMT, conjuntamente com Eduardo Ferreira, artista inquieto das
ruas, que no ano de 2012 movimentou os espaços públicos de Cuiabá com
suas intervenções.
De
acordo com a Patrícia Nogueira, Secretária da Juventude de Cuiabá,
Alexandre Lucas desempenha um papel importante no cenário nacional no
tocante as discussões e ações sobre arte, política e educação.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Tão Pouco.
De tudo que é sentido, tão pouco é falado.
De tudo que sofrido, satisfeito...
Quase nada é dito na lágrima que cai
Pois, para cada uma delas há um turbilhão de silêncios,
Bem como a cada vez que teu riso escapa,
Teu olhar pousa as retinas sobre mim...
Também há a nota do riso vibrar no silêncio.
Pois nem tudo que é sentido de feliz
É possível ser expresso. É como o vento, o qual sentimos e não vemos.
Há nas paixões a violência do olhar, do lábio trêmulo do beijo, na ânsia do desejo algo de fugaz. Há no amor, tudo isso sob o compasso seguro da eternidade. A cada instante que teu riso entorna sobre mim, ecoa em toda eternidade.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Música: Conto de Fada
Autores: João Bosco & Aldir Blanc
Teu pescoço, ilha cercada de luz
no fulgor da gargantilha
que nem praias de brilhantes em teu colo
merecendo redondilhas...
Nesse baile em que você debutou
eu botei pra fora meu coração,
você riu, me olhou de esgelha,
empolgado te mordi a orelha.
E daí foi um conto de fadas:
nós casados de um dia pro outro,
você, lânguida, misteriosa
e eu vibrante como um potro.
A princesa hoje lava pra fora.
Eu esgrimo a brocha e o pincel
pra dar tudo aos sete herdeiros
no palácio lá do morro do Borel
- e quem quiser que conte outra.
Carta aberta aos artistas e intelectuais "do Crato"
Por Alexandre Lucas*
Vocês têm contribuindo de alguma forma com o Crato
1. Cacá Araújo
2. Jean Alex
3. Fatinha Gomes
4. Nívia Uchoa
5. Rafael Vilarouca
6. Franklin Larcerda
7. Josernir Lacerda
8. Bastinha
9. Luciano Carneiro
10. Allan Bastos
11. Yasmine Moraes
12. Wilson Bernardo
13. Carlos Rafael
14. Luiz Carlos Salatiel
15. Cleivan Paiva
16. Rosemberg Cariry
17. Stenio Lima
18. Lifanco
19. Luciano Francioli
20. Rita Cidade
21. Joaquina Carlos
22. Guto Bitu
23. Rodrigo Moura
24. Junior Errer
25. Diheson Mendonça
26. Auci Ventura
27. Saraiva
28. João Nicodemos
29. Claudio Reis
30. Mestra Zulene
31. Mestra Edite
32. Mestre Cirilo
33. Mestre Aldenir
34. Mestra Mazé
35. Edelson Diniz
36. Fidel
37. Janinha Brito
38. Aecio Ramos
39. Dane de Jade
40. José Flavio
41. Paulo Bento
42. Maercio Lopes
43. Joenio Alves
44. Josernany Ferreira
45. Kelyene Maia
46. Marlon Torres
47. Carlos Henrique
48. Christian Marques
49. Ana Paula Nogueira
50. Daniele Esmeraldo
51. Ingrid Alidiane
52. Françoi
53. Vinicius Pinho
54. Waslevicks Pinho
55. Jorge Carvalho
56. Tio Bibi
57. Wanderley Tavares
58. Felipe Tavares
59. Jackson Bantim
60. Jeferson de Albuquerque
61. Adriano Brito
62. Abidoral Jamacaru
63. Pachely Jamacaru
64. Yarley Brito
65. Flavio Rocha
66. Orleyna Moura
67. André Ferreira
68. Manel do Chico Gomes
69. Jessika Bezerra
70. Lilian Carvalho
71. Augusto Bezerra
72. Janinha Linard
73. Tyciane Lopes
74. Jorge Ney
75. Geovani Brasil
76. Laerto Xenofonte
77. Cartulo Teles
78. Ricardo Correia
79. Faeina Jorge
80. Edceu
81. Ricardo Alves
82. Jucimar
83. Ridalvo
84. Raul Lampião
85. Thales Eijan
86. Flauberto
87. Eber Torres
88. Jardas
89. Sandra Albano
90. Eveline Limarverde
91. Amanda Priscila
92. Janaina Guedes
93. Alexandre Xamex
94. Elionardo
95. Cleo do Vale
96. Junior Rivadávio
97. Cidinho
98. Wescley Sousa
99. Edilânia Rodrigues
100. Elizangela Nepomucena
101. Maria Gabriela Federico
102. Cristiano Ramos
103. Josilson Lobo
104. Carla Daniele
105. Caludia Rejane
106. Luiza Amaro
107. Erika Souza
108. Edgle Lima
109. Mariana
110. Mestre Galdino
111. Kaika
112. Eduardo Júnior
113. Renê
114. Glauco Vieira
115. Sâmia Oliveira
116. Sâmia Xavier
117. Luiza Amaro
118. Jussiane Emidio
119. Jurandi Temoteo
120. Primo
121. Saraiva
122. Mãe Alice
123. Suyane Oliveira
124. Lidio
125. Diego Sidrim
126. Daniel Jackson
127. Nezite Tavares
128. Pedro Ernesto
129. Henrique Vidal
130. Leonardo Luna
131. Borracha
132. Junnior Pessoa
133. Ângelo Gomes
134. Julio
135. Camila Lima
136. Fábio Lemos
137. Adriana Botelho
138. Malan Amaro
139. Willyan Teles
140. Amilton
141. Ana Aline
142. Jonizia Fernandes
143. Joseany Ferreira
144. Charline Moura
145. Renata Marinho
146. Roberto Marques
147. Edson Martins
148. Roberto Siebra
149. Mestre Aldenir
150. Divani Cabral
151. Padre Ágio
152. B.Boy João Paulo
153. Manuel Fernandes
154. Zuleide Queiroz
155. Maria Iara Brito
156. Jairo Starkey
157. Ana Rosa
158. Norbelia Duarte
159. Paulo Fuisca
160. Joelmir Pinho
161. Saraiva
162. Tancredo Lobo
163. Carlos Henrique
164. Anderson Almeida
165. Rogério Canal
166. Marcelo Missão Miranda
167. Michel Macedo
168. Antônio Queiroz
169. Mabel
170. Batista
171. Jaquelina Rolim
172. Pâmela Soares
173. Alemberg Quindins
174. Talita Bac
175. Raquel Arraes
176. Constance Gonçalves
177. Aline Silva
178. Edival Dias
179. Seu Jesus
180. Roseane Limaverde
181. Eveline Limaverde
182. Kerollen Duarte
183. Eduardo Escultor
184. Diego Linard
185. Alvaro Holanda
186. Célia Dias
187. Daniel Peixoto
188. Didi Moraes
189. Elisa Moura
190. Fran Galdino
191. Maestro Galdino
192. Ibbertson Nobre
193. Jayro Starkey
194. Lamar
195. Maestro Bonifácio
196. Micaelson Lacerda
197. Corné Baruino
198. Eduardo Campos
199. Kélivia Maia
200. Edilma Saraiva
201. Samuka
202. Zada
203. Waldemar Arraes
204. Henrique Maia
205. Gessy Maia
206. Amanda Teixeira
207. Emerson Monteiro
208. Everardo Aguiar
209. Bebeto
210. Marcos Leonel
211. Socorro Moreira
212. Willian Brito
213. Fernando Garcia
214. Virginia Moura
215. José Wilton Conrado
216. Carlos Lourenço
217. Hugo Rocha
218. Adauto Garcia
219. Jardas
220. Queops Arsênio
221. Evandro Peixoto
222. Tânia Peixoto
223. Thibério Cesar
(Certamente esqueci-me de citar alguns nomes ( me perdoem), mas se sintam incluídos). Vivemos além das eleições. Pensamos a sociedade e produzimos arte independente das eleições, mas é preciso reconhecer as eleições como momentos importantes para o futuro e o bem estar das pessoas. Isso não é coisa de político! Isso é coisa de seres humanos.
Severamente o ato de pensar a sociedade ou de produzir arte tem uma dimensão de escolha, de perspectiva, ou seja, de ação política.
Os artistas e intelectuais desempenham importante papel na vida pública. No Crato, nestas eleições provocamos o debate sobre políticas públicas para cultura e conseguimos que as quatro candidaturas a Prefeitura do Crato/CE assinassem a CARTA COMPROMISSO COM A CULTURA, a qual foi assinado pelos Candidatos Marcos Cunha e Pedro Lobo (Candidato a prefeito e vice), Cícero França e George Marcário (Candidato a prefeito e vice), Raimundo Filho (Candidato a vice-prefeito) e Mauricio Almeida (Candidato a vice-prefeito).
Essa carta é um compromisso político assumido pelas quatro candidaturas, que representam uma conquista não para os artistas e intelectuais do Crato, mas para a humanidade, tendo em vista a dimensão progressista e humanizadora do documento que compreende a cultura e a arte, além do entretenimento e da mercantilização. A carta compreende cultura como vetor de desenvolvimento humano, social, econômico, ambiental e de diversidade cultural e artística.
A carta é resultado das resoluções da Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais da UNESCO, da Conferencia Nacional de Cultura, dos Encontros Nacionais dos Pontos de Cultura do Brasil e das bandeiras defendidas pela Frente Parlamentar Mista em Defesa da Cultura, além da observância das resoluções da Conferência Municipal de Cultura do Crato. Ou seja, essa carta representa um anseio planetário de intelectuais e artistas.
Esse documento não foi pensado para beneficiar candidatura Vermelha, Amarela, Verde ou Azul, mas o conjunto multicolor das candidaturas. É preciso que os candidatos tenham um norte do que queremos. É preciso que cada candidatura entenda que para pensar políticas publicar para cultura, não basta de uma pessoa para executar, é necessário antes de tudo de ter propostas e clareza política do que se quer executar.
Uma etapa nós já ultrapassamos: ASSINATURA DA CARTA COMPROMISSO COM A CULTURA. Após as eleições precisamos partir para segunda etapa EXIGIR DO CANDIDATO ELEITO que seja honrado o compromisso público.
Então, acredito que somente misturados e mobilizados vamos conquistar políticas públicas duradouras para cultura. É preciso que cada coletivo, companhia, ONG, artista, ativista, intelectual, brincante, tenham conhecimento do teor do documento assinado pelas candidaturas e possam se somar numa frente de diálogo com o candidato eleito para pensar o Crato como a “capital de desenvolvimento de políticas pública para cultura” para serem copiadas e recriadas pelo povo brasileiro.
A nossa disposição é de luta e acreditamos que investir na cultura é desenvolver de forma intersetorial cidades mais humanas.
Saudações com anseio de revolução cultural!
* Alexandre Lucas - Artista/educador, Pedagogo, integrante do Instituto Centro Universitário de Cultura e Arte – CUCA, do Programa Nacional de Interferência Ambiental – PIA, do Coletivo Camaradas, Coletivo Desmascarados, do Conselho Municipal de Cultura do Crato, do Coletivo Estadual de Cultura do Partido Comunista do Brasil – PCdoB e da Rede Misturados.
Conteúdo da Carta Compromisso com a Cultura
CARTA COMPROMISSO COM A CULTURA
Eu XXXXXX , candidato a prefeito do município do Crato pelo Partido XXX, assino esta carta compromisso ao pleito eleitoral de 2012.
Considerando:
1. A Convenção da UNESCO sobre a proteção e a promoção da Diversidade das Expressões Culturais, ratificada pelo Brasil por meio do Decreto Legislativo 485/2003;
2. A Agenda 21 da Cultura (Barcelona 2004), que diz “As cidades e os espaços locais são ambientes privilegiados da elaboração cultural em constante evolução e constituem os âmbitos da diversidade criativa, onde a perspectiva do encontro de tudo aquilo que é diferente e distinto (procedências, visões, idades, gêneros, etnias e classes sociais) torna possível o desenvolvimento humano integral”;
4. As resoluções aprovadas na II Conferência Nacional de Cultura, sistematizadas no Plano Nacional de Cultura, sancionado em dezembro de 2010;
5. As resoluções aprovadas na Conferência Municipal de Cultura do Crato-CE, realizada em 2010, sistematizadas no Plano Municipal de Cultura;
6. As propostas elaboradas pela Frente Parlamentar Mista em Defesa da Cultura no Congresso Nacional;
Assumo o compromisso público, em sendo eleito:
A Cultura deve ser tratada como prioridade estratégica, através de mecanismos permanentes que visem sua consolidação como política de Estado e compreendida como dimensão fundamental para o desenvolvimento humano e econômico, social e ambiental;
A Cultura deve ser valorizada em seus múltiplos aspectos, considerando a diversidade cultural do nosso povo. Desta forma, integrar e fomentar tanto as culturas tradicionais como as indústrias criativas e todas as cadeias produtivas do setor, sem hierarquizar estas dimensões complementares.
As políticas públicas de cultura devem ser pensadas como elementos de aproximação entre o Estado e a sociedade. Neste sentido, as administrações municipais devem compreender a cultura como elemento de democratização desta relação. Políticas culturais emancipatórias contribuem para a criação de uma nova cultura política.
A política cultural deve facilitar e permitir o acesso ao território e ao espaço público, garantindo o direito à cidade, ressignificando e reapropriando estes espaços.
Cultura, Educação e Comunicação Democrática ou democráticas são elementos indissociáveis e indispensáveis em uma administração municipal e para formação cidadã.
As crianças, adolescentes e jovens devem ser considerados prioritariamente na elaboração, formulação e implementação das políticas culturais. Dar ênfase à primeira infância.
Cujas metas são:
ESTRUTURA E GESTÃO:
• Fortalecer a Secretaria Municipal de Cultura, desmembrando-a do Esporte e Juventude e aperfeiçoando seu núcleo operacional;
• Otimizar a implementação/funcionamento do Sistema Nacional de Cultura na esfera municipal - conselho, plano e fundo municipal de cultura;
• Democratizar a gestão cultural e a destinação de seus recursos criando instrumentos de participação direta da sociedade nas definições de políticas, fiscalização, controle e execução das mesmas;
• Implementar a cartografia sociocultural urbana: conhecer a cidade e sua gente, sua cultura, sua religiosidade, suas cadeias produtivas artesanais e industriais na cultura;
• Valorizar o trabalhador da cultura, estimulando a formalização e regularização previdenciária do mesmo.
• Criar uma política permanente de ocupações dos equipamentos culturais, através de editais públicos.
FINANCIAMENTO:
• Apoio à imediata aprovação da PEC 150/2003, que estabelece que 1% dos recursos do orçamento do município deva ser aplicado na Cultura;
• Independentemente desta aprovação, que seja garantido no mínimo este percentual para os recursos destinados à Cultura, na lei municipal do Plano Plurianual, das Leis de Diretrizes Orçamentárias e das Leis Orçamentárias, já a partir do orçamento municipal elaborado para o ano de 2014;
• Criar editais de fomento direto para todas as linguagens e expressões artísticas fortalecendo a produção independente;
• Incentivar o mecenato a partir da criação de leis de incentivo via ICMS, ISS E IPTU;
• Estimular a criação de parcerias públicas e privadas;
• Desburocratizar os contratos de repasse de recursos, sem comprometer os mecanismos de fiscalização e controle;
• Isenção de ISS para artistas e associações culturais sem fins lucrativos.
COMUNICAÇÃO E CULTURA DIGITAL:
• Criar TV pública municipal, fortalecer e reconhecer as rádios comunitárias;
• Criar gabinete digital junto ao Prefeito;
• Documentação e modernização tecnológica para o acesso do povo ao conhecimento;
• Implantar e/ou manter, através de apoio financeiro da administração municipal, as rádios e as TVs Comunitárias, geridas por associações de entidades usuárias;
• Ampliar o já existente programa de acesso gratuito à internet – Banda larga Para Todos, criado por Lei Municipal
EDUCAÇÃO E CULTURA:
• Criar um Segundo Turno Cultural nas escolas em tempo integral através de ações voltadas para a cultura e o esporte;
• Incentivar a educação ambiental e patrimonial na rede municipal de ensino;
• Fiscalizar a implementação do ensino de música na rede municipal de ensino, conforme determinado pela legislação vigente;
• Fazer valer a lei Federal que garante o ensino da cultura afro brasileira nas escolas, ampliando-a para as culturas indígenas, conforme determinado pela legislação vigente;
• Fazer valer a Lei Municipal nº que determina a obrigatoriedade do ensino da história do Crato na rede municipal de ensino.
• Criar escola municipal de artes/cursos formação nas artes e produção cultural;
• Formação de gestores culturais;
• Construir ampla campanha nacional e local de erradicação do analfabetismo;
• Incentivar o cineclubismo e a exibição de filmes nacionais nas escolas.
• Apoiar à imediata aprovação pelo Congresso do Projeto de Lei 7.507/10 (PLS 185/2008) que torna obrigatório a exibição de produções audiovisuais brasileiras na rede municipal de educação, e compromisso com a sua posterior implantação;
• Cumprimento da Resolução nº 411/2006 do Conselho Estadual de Educação, que fixa normas para o componente curricular Artes, no âmbito do Sistema de Ensino do Estado do Ceará.
PROTAGONISMO SOCIAL:
• Apoiar a aprovação pelo Congresso Nacional do Projeto de Lei 757/2011 que cria a Política Nacional Cultura Viva (Pontos de Cultura) e compromisso com a sua implantação na esfera da administração municipal;
• Fortalecer a Rede dos Pontos de Cultura – Criando um ponto para cada 15mil habitantes;
• Incentivar o fomento à manifestação e criação de protagonismo local;
CULTURA E CIDADE
• Cultura no planejamento urbano - desenvolvimento com preservação, design público, memória;
• Implantar e/ou manter e fortalecer as políticas públicas de preservação de patrimônios históricos materiais e imateriais, bem como de patrimônios naturais e ambientais;
• Valorizar espaços de ensaios, de criação, produção e apresentação;
• Criar, equipar e manter: cinemas, bibliotecas públicas, teatros e outros espaços destinados à arte e a cultura;
• Implantar e/ou manter e fortalecer de Bibliotecas Públicas Municipais (inclusive através da ampliação e atualização de acervos) e Tele Centros;
• Apoiar e fortalecer o programa de ação “Cine+Cultura”, através da implantação de cineclubes e especialmente nas localidades com menos de 100mil habitantes nas quais não existam salas comerciais de exibição;
• Implantar salas de cinemas utilizando a lei 12.599/2012, que cria o programa “Cinema Perto de Você”;
• Promover a ocupação dos espaços públicos e a valorização do artista da Rua;
• Criar polos de cadeia produtiva e estimular a Economia Criativa Local: design, artesanato, moda;
• Estimular a criatividade, conhecimento local que fazem a diferença;
• Incentivar a produção, circulação do artesanato com criação de um polo para comercialização;
• Recenhecer os saberes e fazeres tradicionais: incorporar nas diversas ações de saúde, meio ambiente e ensino regular;
• Apoiar a aprovação do Projeto de Lei 1786/2011 que institui a Política Nacional de proteção e fomento à transmissão da Tradição Oral - Lei Griô;
• Estimular a integração para experimentações: linhas de pesquisa, universidades, movimentos culturais;
• Incentivar prêmios municipais;
• Gerar acessibilidade física à leitura e outras formas de comunicação;
• Primar pela sustentabilidade socioambiental na utilização, distribuição e comercialização de matérias primas e produtos relacionados às atividades artísticas e culturais.
• Equipar e adequar o Cine-Teatro Salviano Arraes Saraiva.
Crato-CE, 27 de agosto do ano 2012.
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Candidato a Prefeito – Candidato a Vice-Prefeito
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