por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Tirrintas & Aribés


Padre Medeiros assumiu a paróquia de  Serrinha dos Nicodemos, quando do histórico desmembramento da de Matozinho. Consta que o então pároco  matozense,  já não conseguia dar conta de tantas ovelhas espalhadas por distritos e vilas circunvizinhas. O sacerdote alemão Norsinger , conhecido por todos como “Nó Cego”, já carregava nos ombros e pernas o fardo de mais de setenta décadas. Contam que, por conta da desassistência, o rebanho viu-se na necessidade de procurar  Igrejas Evangélicas  que começaram pouco a pouco a se disseminar na região.  A assimilação do novo credo não era fácil, pois desbancar Padre Cícero , Frei Damião e Nossa Senhora dos seu altares, era heresia para ser resolvida apenas por uma nova Inquisição ou uma outra Cruzada. Os pastores precisaram, pois, sabiamente ou sabidamente,  minorar um pouco o discurso de uma divindade centralizada, sem advogados e secretários, para poder conquistar um rebanho disperso. Mas pouco a pouco , com o passar dos cultos, precisaram introduzir os princípios básicos da sua teologia, inclusive uma outra medida muito impopular : o dízimo.
                                               A chegada de Pe Medeiros em Serrinha, assim, trouxe uma incontida alegria à população. Embora idoso, ou por isso mesmo, o pároco transpirava   virtude. Como todo santo mortal, no entanto, escorregava em um ou outro pecado capital, que ninguém é de ferro. A luxúria já não trouxera à Serrinha. Avareza, soberba, ira e vaidade, se um dia cultivara, tinham ficado pelo caminho entre Serrinha e a Capital . Restavam apenas  a preguiça , um pouco por conta das décadas que se foram sucedendo e, principalmente, aquele que mais contribuiria para ( se não amainassem as Leis de São Tomaz de Aquino) levá-lo , um dia , às labaredas do Inferno : A Gula.
                                               Medeiros , pesadão, com uma barriga digna de um Rei Momo, comia como se previsse uma nova seca de 77. Invariavelmente, mandava cozinhar todo dia: um quilo de arroz, um outro de feijão e uns dois de carne e depositando a ruma de comida num aribé, comia como se estivesse previsto para logo mais o apocalipse dos Maias. Rosário, sua empregada,  trazida na bagagem da capital, fazia ainda acompanhar um vinhozinho para desentalar o gogó do nosso padre. As línguas maldosas de Serrinha diziam que o sacerdote durante o dia passava de comida e vinho e, de noite, religiosamente, debulhava Rosário.  A fama de esgalamido era tamanha que se criou até uma expressão típica de Serrinha e redondezas. Neguinho terminava uma lauta refeição, esfregava a pança, arrotava e já , automaticamente , soltava a catilinária:
                                               --- Menino, comi que só Padre Medeiros !
                                               O padre danava-se com esta história:
                                               --“Comem que só um cavalo batizado e vem com esta conversa de Padre Medeiros! Se eu pegar o engraçadinho dizendo uma marmota dessas, eu excomungo !”
                                               E eram muitas as potocas envolvendo nosso Medeiros e suas peripécias à mesa. Segundo o povaréu, numa  das viagens  à capital, pernoitou em uma vilazinha : “ Marmeleiro de Dentro”. Lá a única pousada existente era o “Café de Dona Loló”, uma senhora simpática e extremamente religiosa e que ficou pois felicíssima com o visitante ilustre. No jantar, D. Loló ficou impressionada com a voracidade do Padre: enrabou uma buchada, uma dobradinha, uns pedaços generosos de lingüiça, umas costelas de leitão e um porco na rola, junto com uma garrafa de vinho São Francisco, demonstrando, por fim,  a todos sua devoção. Terminado o lautíssimo jantar, atravessou o corpão numa rede, desmaiou de sono e começou a roncar desesperadamente, igualzinho ao barrão que acabara de degustar. Dir-se-ia um trator subindo uma ladeira, ou um motosserra derrubando um jequitibá. D. Loló,  diante daquele barulho ensurdecedor, lembrando ainda da montanha de comida pesada engolida pelo hóspede, começou a se preocupar:
                                   ---“Meu Deus, valei-me,  o padre tá passando mal, o Padre tá morrendo”.
                                   Resolveu, então, tomar uma atitude salvadora. Aproximou-se da rede, balançou-a prá lá e prá cá, com força, até despertar o religioso. Apreensiva perguntou-lhe:
                                   --- Seu padre, o Senhor tá bem? Tá passando mal? Quer tomar um chá?
                                   Medeiros pareceu recuperar-se do pesadelo ante a auspiciosa notícia,  aceitou o chá, mas impôs condições:
                                   --- Quero, D. Loló, mas só se for com umas bolachas “cheme craque”!
                                   De outra feita, num casamento que realizou , foi à festa e comeu como só Padre Medeiros ou um elefante seriam capazes. Terminado o almoço,  ficou entalado e começou a suar em bicas como se estivesse tirando espírito em Terreiro. Os convivas acorreram , interrogando-lhe se não preferiria botar o dedo na goela para vomitar e, assim, se aliviar. O Padre justificou a negativa:
                                   --- Meu filho, se coubesse ainda um dedo no gogó, eu comia era uma banana !
                                   Semana passada , Medeiros numa visita de desobriga, chegou numa casa humilde da zona rural.  A dona, uma senhora humílima, feliz com a ilustre e rara presença, convidou-a para almoçar. Nem imaginava a bronca em que se metia, com o risco pouco calculado de deixar toda a família a ver navios ou estrelinhas.
                                   --- É um mucunzá, seu padre, o Senhor aceita um pratinho?
                                   --- Aceito, sim, minha filha, nem gosto muito de comer, estou fazendo dieta, mas veja lá uma tirrintazinha, dessas mais fundas, viu?
                                   Rápido , Medeiros sorveu a primeira tigela e a pobre Senhora, a seu pedido, começou a encoivarar pratos e mais pratos. Na altura do sétimo ou oitavo, a dona da casa, já observando o fundo do panelão, perguntou:
                                   --- Seu padre, o senhor gosta de Muncunzá, como um desvalido, né?
                                   Medeiros arrematou:
                                   --- Gosto não, minha senhora ! Eu odeio muncunzá, mas   coisa ruim a gente deve acabar logo, né? Vai ver a Senhora oferece a uma pessoa estranha, ela é capaz de arreparar!

J. Flávio Vieira

Antenando com Atenas- por J. Flávio Vieira,




Depois de assistir aos deprimentes acontecimentos pela TV, o prefeito Sinderval Bandeira -- mais conhecido como “Bandalheira”-- revoltou-se. Aquilo era lá papel que se fizesse!? Tinham juntado um magote de malandro e mandado pruma tal de Atenas, representar o país e o papelão não podia ter sido maior. O pior é que a récua de vagabundo ainda saíra cagando goma, posando pra foto , dizendo que ia quebrar uns tal de recordes e trazer uma ruma de medalha de ouro. Até aquele momento, nada ! Quando chegaram nas estranjas, começaram a falar fino, a miar , a arranjar justificativa para tudo : “Só num nadei mais, porque a água tava muito molhada”, “eu num sabia que ganhava a prova quem corresse mais ligeiro”, “eu não ganhei porque o juiz roubou” . Estavam apanhando mais que bigorna de ferreiro. Sinderval , irritado, resolveu reunir, imediatamente, o secretariado.
À tarde, suando mais que tampa de chaleira, explicou aos seus servidores municipais os motivos da sua chateação.
-- Esses contadores de vantagem, dessa tal de Atenas, mentem mais que cachorro de preá ! Por mim, mandava buscar os sem-vergonha de volta e dava uns conselhos com umas lapadas de chicote de mufumbo, prá eles ganharem sustança! O pior é que por todo canto , todo mundo fica pensando que o povo do Brasil e de Matozinho é como caldo de angu e frouxo como eles.
Explicitando suas preocupações ,Bandeira transferiu para seus assessores diretos as idéias de como resolver, a longo prazo, tão terrível pendência. De pronto, criou uma secretaria de esportes e nomeou Aldemir do Peba , o mais conhecido caçador de tatu de Matozinho , para o cargo. Solicitou , então, que todo o secretariado se reunisse com Aldemir e , na semana seguinte , trouxesse um plano de como incrementar , no município, os esportes olímpicos, fabricando atletas e ajudando ao Brasil, já na próxima Olimpíada , a diminuir o queixão . Mais medalha e menos queixo ! – finalizou Bandeira.
Passado o prazo estabelecido, reuniu-se , novamente, o secretariado e Aldemir foi incisivo. Resolvera que a forma mais prática de atingir os objetivos propostos por Sinderval seria criar a I Olimpíada de Matozinho e, para tanto, haviam formado o C.O.M. – Comitê Olímpico Matozense – presidido por “Do Peba” , contendo vários membros do secretariado municipal. O Comitê , em prazo recorde, estabelecera a data de janeiro do ano subseqüente para a abertura dos jogos. Segundo Aldemir, houve necessidade de adaptação de algumas modalidades esportivas, sob pena de não haver maior entusiasmo por parte dos matozenses. Depois de ampla discussão, tinham sido escolhidos os seguintes esportes: primeiro, a PONTARIA: com os tiros de soca-soca em avoante, de baladeira em Lobó, de funda em teju e tiro de bodoque com e sem canário,em guinés. Segundo , a NATAÇÃO nas modalidades de nado de cachorrinho e nado de açude e a forma artística de cangapé em barreiro e arremesso de caco de telha n´água, além da tomada de pé no porão do Caiçara .Terceiro, JOGOS DE TERRA , com as formas de futebol de poeira, peteca, empinamento de papagaio, pião e carrapeta, pau de sebo, bila ao burias, xibiu, futebol com bola de meia, chicote queimado, esconde-esconde e bandeira. Quarto ,a modalidade de ATLETISMO com o salto de cerca de arame farpado e de vara e a Maratona de Matozinho a Bertioga que recebeu o nome de Tatá Frecheira. Este magarefe, anos atrás, fora flagrado em adultério explícito por um marido ciumento e , segundo consta, fez o mais rápido percurso entre as duas vilas, claro que com o incentivo do indigitado marido, sempre no seu encalço, com uma jardineira reluzente no punho.Como na Grécia antiga, morrera ao chegar, um pouco pelo esforço despreendido, mas, também , pela ajuda da jardineira lhe espetando o vazio. Na ESGRIMA haviam escolhido os seguintes formatos : Briga de Canivete, Quicé e Lambedeira de 12 polegadas.
A proposta do C.O.M. foi aceita sob aplausos,mesmo restando algumas dúvidas como se transformaria ,com o tempo, os atletas das diversas modalidades típicas de Matozinho em medalhistas, nos embates oficiais de Pequim .
Janeiro chegando, abriram-se as inscrições para os famosos jogos de Matozinho. A procura mostrou-se intensa. Choveram atletas de várias cidades circunvizinhas. No dia inesquecível da abertura a cidade engalanou-se. A rua principal estava totalmente embandeirada, postes de madeira balizavam toda a avenida e neles dependuravam-se, decorativamente, petecas,piões, corrupios, bodoques. Antes que desembocasse na praça da matriz, uma faixa cruzava toda a rua, com os dizeres que contrariavam o Barão de Coubertain : Se acheguem à I Olimpíada de Matozinho ! O Importante é Vencer ! e ,logo abaixo : Espere nóis em Pequim que cum nóis não tem Pantim”.
Num palanque plantado na praça da matriz, Sinderval Bandeira fez um discurso apoteótico, seguindo a fala do presidente do Comitê Olímpico de Matozinho :Aldemir do Peba. A banda cabaçal forneceu a trilha sonora imprescindível à grandeza do evento. Vários alunos do Grupo Escolar Deusamém Candéa desfilaram enrolados numas saias caquis feitas com o pano aproveitado de uma velha empanada do Circo Merindo . O locutor anunciava-os , num microfone rouco, como sendo uns gregos que inventaram as olimpíadas. Depois do ribombar de umas vinte dúzias de fogos, deu-se oficialmente por aberta a I Olimpíada.
Quinze dias depois, encerraram-se oficialmente os primeiros jogos matozenses da era moderna. Tudo transcorreu naquela normalidade esperada para Matozinho, com alguns poucos incidentes.O medalhista de ouro da modalidade esconde-esconde ,não pôde receber a medalha : tamanha foi a sua perícia que até hoje ainda não foi encontrado. Zequinha de Bilu, no salto sobre a cerca de arame farpado, errou o bote e caiu montado no arame. Dizem as más línguas que ,assim, sobraram bolas de gude para a prova de bila ao burias. Seu salto ficou conhecido, desde então, por “duplo twist capado” ou “De Bilu”. Ao receber a coroa de louros ,no pódio, pela medalha de prata em arremesso de caco de telha, em que conseguiu o recorde mundial de 29 toques na água do açude, Zezim Jurubeba ganhou ,junto dos louros, um mangangá que, não respeitando novo herói, lhe sapecou uma ferroada dessas de inchar a cara e dar febre de três dias. Melhorado, ele comentou ainda com o beiço virado:aquilo não era uma coroa de louros, era uma coroa de besouros. Teve uns vinte atletas presos por afrontarem as determinações dos juizes das provas.
Constatou-se, também, o primeiro caso grave de dopping nos jogos matozenses. Gereba , no dia da Maratona, acordou com umas hemorróidas inchadas e estrepando que até pareciam uma arupemba de cambuí. Maratonista favorito,preocupado,procurou Janjão da botica que lhe prescreveu uma talagada de Vick-Vaporub no fiofó. Passada a pomada,antes da prova para que o efeito fosse mais duradouro, Gereba sentiu uma frieza ,lá nele, como se o Zé de boga estivesse chupando drops. Com aquele motor de popa, saiu parecendo um foguete, ganhou a competição e estabeleceu o recorde mundial para a Maratona. Alguns competidores desconfiaram da velocidade de turbo, denunciaram, e nosso maratonista terminou desclassificado pelo C. O. M.
Mas o mais sério mesmo aconteceu na Esgrima: a lambedeira comeu no centro e cinco atletas acabaram com tripa gaiteira furada . No entanto, como bem disse Aldemir do Peba , no discurso de encerramento, esta modalidade é pra cabra macho mesmo, quem num for homem , pegue seus riquififes e querequequés e é só não se inscrever em Matozinho. Pega a roupinha de balé, come umas minguiribas , procura os outros baitolas no Comitê Olímpico Brasileiro e vai fazer papelão em Atenas.
Com Matozinho no páreo, em Pequim: num vai ter nenhum pantim!

Do Livro : "Matozinho vai à Guerra"

Bolo com Glacê de Limão- por socorro moreira


“,,,segredos de liquidificador...”
Canto estes versos de Cazuza sem reflexão.

Agora penso nos segredos
Que depositarei na minha nova lavadora:
Líquidos e cheiros
-Sinais do dia a dia...
-Vida!

Ela absorverá máculas
E devolverá tudo lavanda

Acho mágico o que deixa livre os  nossos braços...
Para um abraço
Colher de pau
Bolinho na tarde
Merengue, raspas de limão...
Como se o açúcar fosse remédio
Pra curar  amarguras!

Bolo  com Glacê de Limão



Ingredientes

Para a massa:

5 Gemas
1 xícara de chá de manteiga ou margarina

2 xícaras de chá de Açúcar

1 1/2 xícara de chá de Farinha de Trigo
5 Claras

1 colher de sopa de Fermento em pó

Para o glacê de limão:


1 1/2 xícara de chá de Açúcar de confeiteiro
Raspas de 1 Limão

3 colheres de sopa de Suco de limão


Modo de Preparo


Na batedeira, bata as gemas, a manteiga e o açúcar até obter uma mistura fofa e esbranquiçada.

Acrescente a farinha, e misture bem. Reserve.

Preaqueça o forno em temperatura média (180 °C).

Na batedeira, bata as claras em neve e misture-as delicadamente à massa junto com o fermento. Despeje-a numa forma redonda (25 cm de diâmetro x 6 cm de altura), untada e enfarinhada e leve ao forno por 40 minutos ou até que asse completamente. Desenforme depois de frio.

Para o glacê de limão


Em uma vasilha, misture bem o açúcar, as raspas e o suco de limão. Espalhe o glacê sobre o bolo, cobrindo toda a superfície e toda a sua volta. Com uma espátula alise bem, deixe secar para endurecer e sirva em seguida.






Jorge Amado


Jorge Leal Amado de Faria (Itabuna, 10 de agosto de 1912 — Salvador, 6 de agosto de 2001) foi um dos mais famosos e traduzidos escritores brasileiros de todos os tempos.

Ele é o autor mais adaptado da televisão brasileira, verdadeiros sucessos como Tieta do Agreste, Gabriela, Cravo e Canela e Teresa Batista Cansada de Guerra são criações suas, além de Dona Flor e Seus Dois Maridos e Tenda dos Milagres.[2] A obra literária de Jorge Amado conheceu inúmeras adaptações para cinema, teatro e televisão, além de ter sido tema de escolas de samba por todo o Brasil. Seus livros foram traduzidos em 55 países, em 49 idiomas, existindo também exemplares em braille e em fitas gravadas para cegos.[1]

Amado foi superado, em número de vendas, apenas por Paulo Coelho mas, em seu estilo - o romance ficcional -, não há paralelo no Brasil. Em 1994 viu sua obra ser reconhecida com o Prêmio Camões.

wikipédia

Eddie Fisher



Edwin Jack "Eddie" Fisher (Philadelphia, 10 de agosto de 1928 - Berkeley, 22 de setembro de 2010) foi um cantor estadunidense.

Cantor de sucessos como: "Thinking of you" e "Oh my pa-pa", na década de 1950, Eddie protagonizou um verdadeiro escândalo quando trocou a sua esposa, Debbie Reynolds por Elizabeth Taylor. O cantor é pai da Carrie Fisher e Joely Fisher, entre outros.

Fisher morreu em Berkeley, na Califórnia, na quarta-feira dia 22 de setembro de 2010, devido a complicações após uma recente cirurgia nos quadris





quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Por Jackson Gouveia



Virgens

Virginianos nascem na primavera,
mas, nem por isso, suas vidas é um mar de rosas.
Virginianos são artistas,
talvez por isso sempre vivam na corda bamba.
Virginianos são precisos,
mas odeiam precisar.
Virginianos são felizes,
mas, nem por isso,
deixam de lado as suas dores imaginárias.
Virginianos são poetas
e, talvez, sejam loucos por isso.
Virginianos têm manias
que nenhum outro mortal consegue entender.
Virginianos amam ser amados
e amam intensamente.
Virginianos se acham perfeitos
e pecam por querer a perfeição dos outros.
Virginianos são libidinosos,
libertários, amantes da vida.
Virginianos querem o mundo,
mas, nem sempre sabem onde estão
os próprios pés.
Virginianos são como peixes que
se deixam fisgar pelos anzóis da vida,
mas, livram-se deles com a facilidade dos
pescadores do mar nórdico.
Virginianos são boas almas,
mas se torturam,
se roem,
se doem,
se machucam
e machucam sem querer.
Virginianos são setembrinos
mas nem por isso deixam escapar
os outros meses de seu calendário louco.
Virginianos dormem pouco por pensar demais.
Virginianos se acham os tais.
Virginianos têm o dom de iludir,
Mas, quase sempre acabam iludidos.
Virginianos amam como poucos,
vivem como loucos,
vivem vagando,
vivem chorando.
Virginianos são seres comuns
tentando bancar super heróis.
Virginianos são Edelson Diniz,Aldir Blanc,Edu Lobo,Cesar Mariano,Maria Rita,Eduardo Galeano,Maria Do Socorro Moreira,Flavinho Thuiu Tavares, Amy Winehouse,Fernanda Torres.,
Virginianos têm sorte,
há sempre alguém no imenso zodíaco
que os ama profundamente,
que lhes pode ler a mente
e não os deixa naufragar...
.

autor desconhecido

ps - eu também,sou de virgem
E só de imaginar
Me dá vertigem...
(Jackson Gouveia)

Aniversaria amanhã, 10 de agosto, o grande músico Tiago Araripe!




Antecipamos a festa, desejando-lhe sucesso neste novo trabalho e votos de felicidades!
Parabéns, TIAGO ARARIPE!

"Conversa de Butiquim"- 16.08.2012 - 20 h


Faltam sete dias para o grande show de Abidoral Jamacaru, no Sesc Crato.
O cantor / compositor cratense fará uma homenagem ao grande Noel Rosa, com a participação dos músicos Lifanco, Nicodemos e Jaime Starkey.
Os ingressos custarão 10,00, e poderão ser adquiridos, antecipadamente, na secretaria do Sesc.( 140 lugares)
Contamos com a presença dos amantes da boa música, dos amigos e conhecidos, num show bem elaborado, e que promete ser inesquecível.
O show será repetido no dia 25 de agosto, no Terraçus - produção do mestre Kaika Oliveira, o qual incluirá outras atrações musicais.

Não percam estes encontros!


O Baião tá esquentando

Concluída, finalmente, a mixagem do meu novo CD: Baião de Nós. Baião de gente, baião de gêneros musicais, baião de fotos.

Acompanhe o preparo desse baião:

https://www.facebook.com/baiao.de.nos

Sua visita será bem-vinda.

Tiago Araripe


Olimpíadas 2012


Brasil disputa hoje ouro nas areias. Veja as melhores competições desta quinta-feira
Terceira medalha de ouro do Brasil pode chegar hoje e as meninas do vôlei brigam por uma vaga na final

Lennie Dale



Leonardo La Ponzina, mais conhecido como Lennie Dale (Nova Iorque, 1934 — 9 de agosto de 1994) foi um coreógrafo, dançarino, ator e cantor ítalo-americano radicado no Brasil.


Ele chegou ao Brasil em 1960 trazido pelo diretor de teatro de revista, Carlos Machado, para realizar a coreografia de uma peça musical. A partir daí passou a ficar no país por longas temporadas.

Figura de destaque nos anos 1960 e 1970 por sua atuação junto a artistas fundadores do movimento musical urbano carioca, a bossa nova. Dirigiu diversos espetáculos apresentados no Beco das Garrafas, reduto de boêmios e músicos da bossa nova.

Em 1973, em plena ditadura militar no Brasil, fundou o grupo andrógino Dzi Croquettes, que misturava dança com teatro. Por seu humor irreverente, o grupo se tornou um símbolo da contracultura do período.

Lennie Dale viajava constantemente para os EUA, onde dirigiu espetáculos com artistas de renome como Liza Minelli.

Foi vítima da AIDS e desde que descobriu ser portador do vírus foi para os Estados Unidos onde teve assistência médica gratuita, aconselhado pelo seu próprio médico particular.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012



Antonio José Wghabi Filho


(Foto: Reprodução / MPB4.com.br)

O músico Antônio José Waghabi Filho, conhecido como Magro, morreu na manhã quarta-feira (8), aos 68 anos, em São Paulo, onde estava internado devido a um câncer. Nascido em Itaocara, na Região Noroeste do Rio de Janeiro, em 14 de novembro de 1943, o compositor, arranjador, instrumentista e vocalista integrava o quarteto MPB4, o principal grupo vocal masculino da música popular brasileira, que lamentou a morte em nota publicada no site oficial.

"Depois de longa luta pela vida, Antonio José Waghabi Filho, o Magro do MPB4, nos deixou. Com ele vai junto uma parte considerável do vocal brasileiro. Com ele foi a minha música. Fraternalmente, Aquiles", diz o texto. A última apresentação de Magro com o grupo foi no dia 8 de junho.

Segundo a família, o velório será na Beneficência Portuguesa de São Paulo, no bairro de Paraíso, na Zona Sul da capital paulista, na manhã desta quarta. O corpo será cremado nesta quinta (9), no Cemitério da Vila Alpina, na Zona Leste.

Magro estava internado no CTI do Hospital Santa Catarina, desde a última sexta-feira (3), devido a complicações de um câncer na próstata descoberto há 10 anos e já diagnosticado com metástase, e morreu de embolia pulmonar. Ele deixa um casal de filhos, Eduardo e Gabriela, e a mulher, Monica Thiele, do grupo vocal Vésper Vocal.

Tecladista, vibrafonista, clarinetista, saxofonista, percussionista, além de arranjador, compositor e cantor, começou seus estudos de piano com Pepita Machado ainda em Itaocara. Na cidade natal, fez parte, como segundo clarinetista, da banda de música Sociedade Musical Patápio Silva. Em 1959, mudou-se para Niterói (RJ), onde estudou com Eumir Deodato e Guerra Peixe (teoria musical), Isaac Karabtchewsky (regência) e Vilma Graça (solfejo), além de ter recebido orientação na prática de arranjos instrumentais com o maestro Lindolpho Gaya.

Começou sua carreira profissional em 1960, como vibrafonista do conjunto de bailes Praia Grande. Três anos depois, fundou o Quarteto do CPC com Miltinho, Ruy Faria (Dalmo Medeiros entrou em seu lugar em 2004) e Aquiles, que um ano depois virou MPB4, devido à extinção dos Centros Populares de Cultura (CPCs).

Arranjador de Chico e Vinicius
Em paralelo ao grupo, foi responsável por arranjos e orquestrações para discos de outros artistas, como Chico Buarque ("Chico Buarque de Holanda, volume 2" e "Construção"), Toquinho e Vinicius de Moraes, Tunay e Simone, entre outros.

Em 2001 e 2002, dirigiu e mixou o seu primeiro CD independente, como arranjador vocal e diretor musical do conjunto vocal Toque de Arte.

Entre as obras mais reconhecidas, estão arranjos vocais para "Lamentos", de Pixinguinha e Vinicius; "Roda viva", de Chico; "Cálice" (Gilberto Gil e Chico); e "Cio da terra" (Milton Nascimento e Chico).
tópicos:

Itaocara,
São Paulo



Beijo - por Socorro Moreira

Foco num beijo.
Vento carrega os meus , e sai por aí, beijando folhas


Beijo e suspiro combinam com carinho expresso
A gente beberica
e deixa na boca um gostinho de céu

Beijo é remédio leve , sem tarja preta
Ansiolítico do corpo e da alma

Fica na pele
É pancada da brisa...

Betinho




Herbert José de Sousa, conhecido como Betinho, (Bocaiúva, 3 de novembro de 1935 — 9 de agosto de 1997) foi um sociólogo e ativista dos direitos humanos brasileiro. Concebeu e dedicou-se ao projeto Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida.

Herbert Jose de Souza nasceu no norte de Minas Gerais e, junto com seus dois irmãos - o cartunista Henfil e o músico Chico Mário, herdou da mãe a hemofilia, e desde a infância sofreu com outros problemas, como a tuberculose. "Eu nasci para o desastre, porém com sorte" - costumava dizer.

Foi criado em ambientes inusitados: a penitenciária e a funerária, onde o pai trabalhava. Mas sua formação teve grande influência dos padres dominicanos, com os quais travou contato na década de 1950. Integrou a JEC (Juventude Estudantil Católica), a JUC (Juventude Universitária Católica) e, em 1962, fundou a AP (Ação Popular), da qual foi o primeiro coordenador.

Concluiu seus estudos universitários em Sociologia, no ano de 1962. Durante o governo de João Goulart assessorou o MEC, chefiou a Assessoria do Ministro Paulo de Tarso Santos, e defendeu as Reformas de base, sobretudo a reforma agrária.

Com o golpe militar, em 1964, mobilizou-se contra a ditadura, sem nunca esquecer as causas sociais, porém. Com o aumento da repressão, foi obrigado a se exilar no Chile, em 1971. Lá assessorou Salvador Allende, até sua deposição em 1973. Conseguiu escapar do golpe de Pinochet refugiando-se na embaixada panamenha. Posteriormente morou no Canadá e no México. Durante esse período foram reforçadas as suas convicções sobre a democracia - que ele julgava ser incompatível com o sistema capitalista.

Foi homenageado como "o irmão do Henfil" na canção "O bêbado e a equilibrista", de João Bosco e Aldir Blanc, gravada por Elis Regina - "Meu Brasil / que sonha com a volta do irmão do Henfil / de tanta gente que partiu…" - à época da Campanha pela Anistia aos presos e exilados políticos. Anistiado em 1979, voltou ao Brasil.

Em 1981, junto com os economistas Carlos Afonso e Marcos Arruda, fundou o IBASE - Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas. e passou a se dedicar à luta pela reforma agrária, sendo um de seus principais articuladores. Nesse sentido conseguiu reunir, em 1990, milhares de pessoas no Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro, em manifestação pela causa.

Betinho também integrou as forças que resultaram no impeachment do Presidente da República Fernando Collor. Mas o projeto pelo qual se imortalizou foi, provavelmente, a Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida, movimento em favor dos pobres e excluídos.

Em 1986 Betinho descobriu ter contraído o vírus da AIDS em uma das transfusões de sangue a que era obrigado a se submeter periodicamente devido à hemofilia. Em sua vida pública esse fato repercutiu na criação de movimentos de defesa dos direitos dos portadores do vírus. Junto com outros membros da sociedade civil, fundou e presidiu até a sua morte a Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS. Dois dos seus irmãos, Henfil e Chico Mário, morreram em 1988 por conseqüência da mesma doença. Mesmo assim, não deixou de ser ativo até o final de sua vida, dizendo que a sua condição de soropositivo o forçava a "comemorar a vida todas as manhãs".

Morreu em 1997, já bastante debilitado pela AIDS. Deixou dois filhos: Daniel, filho do seu primeiro casamento com Irles Carvalho, e Henrique, filho do segundo casamento com Maria Nakano, com quem viveu por 27 anos.
wikipédia

Quadro de Medalhas
País Ouro Prata Bronze Total
1ºChina 35 22 19 76
2ºEUA 33 21 25 79
3ºGrã-Bretanha 22 13 13 48
4ºCoreia do Sul 12 6 6 24
5ºRússia 11 19 22 52
24ºBrasil 2 1 7 10

Pingarrilho



Pingarilho

 
 
 
 (Carlos Alberto Valle Pingarilho), compositor, instrumentista, cantor, artista plástico e arquiteto, nasceu no Rio de Janeiro em 07/01/1940. Primo de Marcos e Paulo Sérgio Valle, autodidata em gaita, estudou acordeom na Academia Mário Mascarenhas (1955) e violão com o professor Bandeirante (1956).

Iniciou sua carreira artística no final dos anos 1950, atuando (na gaita, acordeom e bateria) em conjuntos musicais ao lado de Marcos Valle, que registrou, em 1964, sua composição Canção pequenina.

Ligado à chamada "segunda geração da bossa nova", ao lado de Marcos e Paulo Sérgio Valle, Dori Caymmi e Edu Lobo, entre outros.

Com destacada atuação na área da arquitetura, é autor de diversos projetos publicados em revistas e livros especializados. Leciona Arquitetura na Universidade Santa Úrsula. Realizou, no campo das artes plásticas, inúmeras exposições de seus trabalhos.

Em 1998, participou, como convidado especial, do show de lançamento do CD Rhythm traveller, de Dom Um Romão, realizado em espaços cariocas como Casa de Cultura Laura Alvim, Teatro Gláucio Gil e Mistura Fina.

Em 2002, lançou seu primeiro CD, Pingarilho - Histórias e Sonhos, atuando como cantor, violonista, pianista, gaitista e percussionista. O disco, produzido por Arnaldo DeSouteiro, contou com a participação de Eumir Deodato, Marcos Valle, Roberto Menescal, Thiago de Mello, Ithamara Koorax, Dom Um Romão, Jorge Pescara, Paula Faour, Marcelo Salazar, Bebeto Castilho, Zé Carlos Bigorna e Bidinho, entre outros.

No repertório, suas composições Samba do dom natural, Samba da pergunta, Samba de rei, Samba tempo, Todas as coisas do mundo, Eu só posso assim, todas com Marcos Vasconcellos, Cores do amor, Martim pescador, Seu encanto (c/ Marcos Valle, Paulo Sérgio Valle e Ray Gilbert), Fogão de lenha, Das coisas que eu mais queria (c/ Lula Freire), Samba de luar, Encontro (c/ Millor Fernandes), Da serra pro mar e Histórias e sonhos (Stories and dreams), além de Plus fort que nous (Francis Lai e Pierre Barouh).

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.