por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



sexta-feira, 6 de janeiro de 2012


 HOJE É DIA DE REIS - HOJE É DIA DO ASTRÓLOGO

Astrólogo – um artista que interpreta símbolos
                               Stela Siebra Brito
O papel do astrólogo aporta, além do conhecimento das teorias e técnicas astrológicas, a um saber mais abrangente, a uma compreensão dos fatores universais que se operam em cada ser vivente. Todas as coisas do Universo têm alguma relação com a natureza humana, com suas necessidades e potencialidades. É o relacionamento microcosmo e macrocosmo.
Na sua missão de fazer o cliente compreender essa universalidade
, o astrólogo deve indicar-lhe os sinais que lhe farão encontrar o significado de se estar no mundo, deve indicar-lhe os caminhos que apontam para essa unidade entre homem e universo. O astrólogo não precisa ser filósofo, mas desenvolver e recorrer à sua porção filósofo; o astrólogo não precisa ser religioso, mas ter uma reverência religiosa frente à vida; o astrólogo não tem que ser poeta, mas conhecer e amar a poesia da vida; o astrólogo não precisa viajar pelo mundo, mas precisa frequentar bibliotecas e livrarias; o astrólogo não precisa ser autor teatral, mas conhecer e compreender Shakespeare e os clássicos gregos; o astrólogo não precisa torcer ardentemente por um time de futebol, mas compreender a explosão de alegria do gol. Enfim, o astrólogo não precisa vender jornais na esquina, frutas na feira ou fazer literatura de cordel, mas compreender e aprender as simples e grandes lições da sabedoria popular. Como canta Milton Nascimento, “todo artista tem que ir aonde o povo está”. E o astrólogo é um artista e, como tal, sua função implica numa compreensão da vida por inteiro, para retratá-lo para o cliente no seu mapa astrológico.
O mapa astrológico, que revela a natureza da semente de cada pessoa e seu crescimento e frutificação, vai levá-la à completa e perfeita realização daquilo que ela tem em estado potencial. A apreensão e valorização dos sinais do mapa se faz numa interpretação, não só técnica, mas também dinâmica e intuitiva. No percurso do Mapa, da Primeira à Décima Segunda Casa, o astrólogo conduz a pessoa a uma viagem interior, onde tudo começa com a força impulsionadora da vida, representada por Marte, até a entrega netuniana.
Para passar essa compreensão, o astrólogo carece de um cabedal de conhecimentos e vivências, carece de usar símbolos e imagens, carece de, numa visão tradicional, ser um artista: sair da matéria e transcender. A poesia, por exemplo, pode e deve ser um recurso a ser usado pelo astrólogo, num convite ao cliente entender a chamada da vida, porque é preciso estarmos atentos aos sinais, considerando que a pessoa não escolhe, é escolhida.
Fernando Pessoa, num apontamento solto e depois incluído no início do livro Mensagem, ensina que o entendimento dos Símbolos e dos rituais simbólicos, requer do intérprete cinco qualidades: a primeira é a Simpatia pelo símbolo que se propõe a interpretar; em segundo lugar vem a Intuição, como uma espécie de entendimento do que está além do símbolo; a terceira qualidade é a Inteligência, relacionando no alto o que está embaixo. A Inteligência analisa e reconstrói o símbolo noutro nível; a seguir vem a Compreensão, expressa pelo conhecimento de outras matérias que permitam que o símbolo seja iluminado por várias luzes, por último a Graça, que é a mão do Superior Incógnito, o Conhecimento. O astrólogo como intérprete de símbolos deve enveredar pelo caminho dessas qualidades.

Reencontrar consigo mesmo - Emerson Monteiro

Isto por meio da simplicidade, neste solo cheio em demasia de heróis os mais diversos, pois chega o momento dos momentos quando as portas de saída e de entrada representam apenas o reencontro, nas bases de cada um de nós, seres viventes. As correntes do pensamento, os valores morais e as cólicas das refeições anteriores, juntos, formam essa rede valiosa de buscar, nas mínimas contradições, a essência da pura simplicidade. A gente vasculhou gavetas, despejos, estantes, e nada que representasse a paz que justificaria segurança valiosa diante de inúmeras apreensões.

Resta, por isso, o pouso da leveza original nas histórias interiores, na própria criatura de dentro, aquele foco central das existências no coração da pessoa, na alma alimento. Nessas ocasiões, os raios fortes das dúvidas perdem o furor. Pausas longas na dura caminhada sem trégua dissiparam os derradeiros bloqueios de avistar a praia suave do instante particular no simples das mil variações de objetos e significados... As palavras, com isso, deixam escorrer na pele o sentido de pisar os tetos macios do Universo. Fronteiros a nós, olhos arregalados, seres felizes brincam na forma das cores e dos movimentos quais habitantes de reinos da fantasia bem animada. Música que circula os ouvidos e penetra lavando a escuridão antiga, limpando as chaminés das veias e dos nervos. Resposta bem possível rega, enche de alegria espaços antes ocupados pelas dores desvanecidas.

Essa cura através da simplicidade caberá fiel no pátio de todos. Querer deixar acontecer e pronto, dúvidas somem, independente da fria vontade dos céticos. Ação de transformação que aguarda seus convidados nos refolhos da natureza amiga. Os agentes disso, andarilhos deste chão às vezes áspero e nunca desesperado, percorrerão os trilhos e passos dados em lugar dos cinzas dias, na saúde do tempo. Simplicidade que diz tudo o que havia de contar os personagens da inúmera jornada terrena.

Tanto disseram a respeito do assunto que aprendizes impacientes até abandonaram a crença na simplicidade, razão dos desassossegos ambulantes soltos nas ruas, e correrem, fugitivos, aos esconderijos profundos de erros e farsas, motivo das perdições que aparecem nas visagens dos filmes noturnos. Contudo cabe agir com harmonia e explicar aos passantes o valor das chances de amar o que é bom e ser feliz.

Recordando...


Dia de Reis




No dia 06 de janeiro comemora-se o dia de Reis, que na tradição cristã foi o dia em que os três reis magos levaram presentes a Jesus Cristo.

Cada um dos reis magos saiu de sua localidade de origem, ao contrário do que pensamos - que viajaram juntos.

Baltazar saiu da África, levando para o menino mirra, um presente ofertado aos profetas. A mirra é um arbusto originário desse país, onde é extraída uma resina para preparação de medicamentos.

O presente do rei Gaspar, que partiu da Índia, foi o incenso, como alusão à sua divindade. Os incensos são queimados há milhões de anos para aromatizar os ambientes, espantando insetos e energias negativas, além de representar a fé, a espiritualidade.

Melchior ou Belchior partiu da Europa, levando ouro ao Messias, rei dos reis. O ouro simbolizava a nobreza e era oferecido apenas aos deuses.

Em homenagem aos reis magos, os católicos realizam a folia de reis, que se inicia em 24 de dezembro, véspera do nascimento de Jesus, indo até o dia 06 de janeiro, dia em que encontraram o menino.

A folia de reis é de origem portuguesa e foi trazida para o Brasil por esses povos na época da colonização.

Durante os festejos, os grupos saem caminhando pelas ruas das cidades, levando as bênçãos do menino para as pessoas que os recebem. É tradição que as famílias ofereçam comidas aos integrantes do grupo, para que possam levar as bênçãos por todo o trajeto.

Os integrantes do grupo da folia de reis são: mestre, contramestre, donos de conhecimentos sobre a festa, músicos e tocadores, além dos três reis magos e do palhaço, que dá o ar de animação à festa, fazendo a proteção do menino Jesus contra os soldados de Herodes, que queriam matá-lo. Além desses personagens, os foliões dão o toque especial, seguindo o cortejo.

Uma tradição bem diferente da nossa acontece na Espanha, onde as crianças deixam sapatos nas janelas, cheios de capim ou ervas, a fim de alimentar os camelos dos Reis Magos. Contam as lendas que em troca, os reis magos deixam doces e guloseimas para as crianças.

Em alguns países fazem a comemoração repartindo o Bolo Rei, que tem uma fava no meio da massa. A pessoa que for contemplada com a fava deve oferecer o bolo no ano seguinte.

Na Itália a comemoração recebe o nome de Befana, uma bruxa boa que oferece presentes às crianças. No país não existe a tradição de se presentear no dia 25 de dezembro, mas no dia 06 de janeiro, dia de reis.

O dia de reis é tão importante na Europa que se tornou feriado em todo o continente.

Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola

A IDA DA VIDA - por Ulisses Germano

DESENHO DE E.C. ECHER
a VIDA é serVIDA
na bendeja do tempo
envolVIDA em seus mistérios!
VIDA é pra ser viVIDA
e sempre, sempre agredecida
em sua constante mutação atreVIDA!
duVIDA? 
olVIDA:
a dúVIDA duVIDA 
da própria dúVIDA!
é vital evitar sofrimentos:
VIDA só tem ida!...

Ulisses Germano
Crato-CE.

 
 


quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Arrastão


Pois é, amigos, já tínhamos várias expressões para caracterizar as coisas, quando andam fora do prumo : “mais desmantelado que vôo de Anum”, que “queda de helicóptero” , que “rastro de carroça”. A partir dessa semana, acrescentamos mais uma ao nosso dicionário : “mais troncho que Greve de Polícia Militar” ! Já sabíamos de alguns outros desmantelos em movimentos paredistas , como Greve de Coveiros e de Médicos; mas o que aconteceu na última terça-feira foi bem além da nossa imaginação. De repente, talvez impelidos pelas fofocas disseminadas pelos próprios grevistas, estabeleceu-se o pânico: as cidades esvaziaram, o comércio fechou , o povo trancou-se em casa como se esperasse a chegada de um tufão. Junto à boataria generalizada , os espertalhões aproveitaram para pequenos furtos e para alguns crimes mais cabeludos. Até o Governador, insone, na madrugada, assinou rapidamente o aumento dos Policiais, aqueles mesmos que meses atrás tinham sido orientados a sapecar o cassetete na cabeça dos professores que lutavam também por melhores condições de trabalho. A data de três de janeiro será lembrada como o dia em que o Ceará parou.

No Crato, a coisa não foi brincadeira, amigos! Ninguém quis ficar de portas escancaradas. Até o Restaurante Guanabara, de Nenen , mais aberto que coração de mãe , e que há mais de vinte anos nem portas tem , deu um jeito de fechar : parece que botaram barricadas na entrada. Dr. Dedé cria um passarinho chamado “Abre-e-Fecha “, pois desde esse dia, me contou ele, depois do pânico, o bichinho, estressado, só Fecha, não abre mais de jeito nenhum, com medo dos bandidos. A Escola Aprendizes do Samba, do Alto da Penha, depois do sujigamento da terça-feira resolveu, este ano, não mais sair com um Carro Abre-Alas, trocou por um Carro Alegórico Fecha-Alas. Até os pequis maduros, na feira, no dia do pega-prá-capar, não abriam nem com golpes de marreta. E ,segundo as lavadeiras do Coqueiro, nunca na vida tinham visto tanta cueca e calcinha borradas. Foi um dia de juízo ou da falta de. Vejam essa : Nas Casas Populares, a única bodega que não fechou foi a de Pedro Belarmino. O velho fincou pé e disse que não abria nem para o “trem carregado de pólvora e com um doido em cima da carga fumando charuto”. No outro dia, quando as coisas se acalmaram, os vizinhos foram conversar com ele, impressionados com tamanha fortaleza. O velho , então, explicou tudo: tim-tim por tim-tim . Era homem de muita fé e tinha ali, na bodega, guardadinho, um protetor que lhe dava forças para ele nada temer. Acossado pela curiosidade dos vizinhos resolveu mostrar , devotamente, a sua proteção. Dirigiu-se para a porta aberta do estabelecimento e informou com convicção inabalável : --- Meu protetor está aqui atrás : Santo Inácio de Loyola ! Fechou a porta para apresentá-lo aos curiosos vizinhos. Lá, no entanto, só estava o pequeno altarzinho por ele construído, nada do Santo ! Num é que até ele tinha fugido , também, na terça-feira, com medo dos bandidos !

A história mais curiosa , no entanto, ocorreu com um professor da rede pública do Seminário : Florêncio Tupinambá. Estava dando aula, na tarde do dia fatídico, quando estourou a conversa do risco iminente de arrastão. Foram todos liberados e saíram em desabalada carreira para casa. Florêncio, no entanto, tinha uma gambiarra, ali pras bandas das “Cacimbas” e resolveu, pela proximidade, ir para lá. Terminou dormindo com a amante : um pouco por medo, um pouco pelo sabor do fruto proibido. De manhãzinha, ouviu no noticiário de Vicelmo a notícia de que a greve tinha acabado. E agora? Como voltaria para casa? Que explicações dar à mulher que era um misto de Diana Bobitt e Sherlock Holmes ? Criou, então, uma versão fantasiosa e dirigiu-se para casa. Em lá chegando, encontrou a residência cheia de amigos e vizinhos, a mulher e os filhos chorando, todos pensaram no pior. Tupinambá fez cara de vítima e disse que tinha sido assaltado e depois seqüestrado, quando vinha no dia anterior para casa. Em meio à apreensão da família, a versão foi engolida pela mulher sem engulhos. Acalmados os ânimos, Florêncio tomou o café farto que a esposa preparou e resolveu tomar um banho, sob pretexto de que passara a noite preso no matagal e estava um lixo. Na realidade, tentava apagar algum derradeiro vestígio que por acaso tivesse sobrado das presepadas da noite anterior. No quarto escuro, tirou os sapatos e jogou sobre a cama as meias, a calça, a camisa e a cueca. Dirigiu-se pelado ao banheiro. Quando saiu do banho , encontrou a mulher de mão de pilão em punho e , aos gritos, cobriu-o de porrada. Apanhou mais que galinha prá largar o choco. Só já no hospital , em meio à enxurrada de gazes e esparadrapos, descobriu como o plano fabuloso tinha ido de água abaixo. No afã de voltar para casa, pela manhã, ao invés de por a cueca, vestira a calcinha da namorada como peça íntima. Terminou a calcinha cheia de babados e bicos sendo flagrada pela jaracuçu da esposa, em cima da cama, enquanto tomava banho.

No dia seguinte, quando a comissão de professores da sua escola o foi visitar ( ainda penalizada pelo seqüestro) , o encontrou ainda de cara inchada e olhos de guaxinim. Perguntaram os colegas como tinha sido a greve, Florêncio disse que não tinha sorte com movimento paredista: era aquela a segunda vez que apanhava. Quando os colegas quiseram saber quem tinha sido o responsável, dessa vez, por aquela surra homérica, ele desconfiado, apontou para a mulher que preparava, com cara de poucos amigos, o almoço, na cozinha e acusou baixinho, com medo que ela ouvisse :

--- O governador, amigos, o outro governador ali !


J. Flávio Vieira

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012


Torta espelhada





Foto: Josemar do Carmo


para a massa


300g de bolacha maria ou de maisena


2 colheres (sopa) de margarina


6 colheres (sopa) de leite


para o creme


1 lata de leite condensado


1 copo de leite


2 colheres (sopa) de maisena


2 gemas


1 caixinha de creme de leite


para a cobertura


2 bandejas de morango


2 pacotes de gelatina de morango


300ml de água fervente


300ml de água gelada


1- Comece fazendo a massa, que será a base da Torta Espelhada. Bata no liquidificador, aos poucos, a bolacha. A ideia é que ela vire uma farinha. Com toda as bolachas trituradas, adicione a margarina e o leite. Misture bem até obter uma massa homogênea.


2- Coloque a massa em uma forma de fundo removível. Cubra todo o fundo. Com as mãos, aperte a massa para que fique bem compacta. Leve ao forno preaquecido (180°) por, em média, 10 minutos, ou até ficar dourada.


3- Dissolva o pó de gelatina na água quente. Em seguida, adicione a água fria. Leve a gelatina para a geladeira.


4- Para fazer o creme, misture, em uma panela, o leite condensado, as gemas, a maisena e o leite. Leve ao fogo, mexendo sempre, até engrossar. Tire a panela do fogo e misture o creme de leite. Mexa bem.


5- Hora de montar a torta. Por cima da massa de bolacha, coloque todo o creme. Cubra com os morangos previamente cortados. Por cima de tudo, entra a gelatina, que já deve estar firme para não ter risco de escorrer. Leve a torta para a geladeira por, no mínimo, duas horas. Antes de servir, ainda gelada, desenforme. Está pronta!




Lindo é saber

que estrelas estão sempre lá

quando nuvens escorrem nas retinas

Lua se assanha pro sol

que distante brilha.


Dividir o pão quando é só pedaço

Tirar suco da fruta

já bagaço .


Dormir com a barriga roncando

a fome do amor

sabendo que a cura está no beijo


Ouvir a melodia

e a letra florescer na garganta


Amar descaradamente

Esperando de janela aberta

que o céu devolva

o que já foi santo.


Saber que o tempo passa

mas sempre fotografa e guarda

a doce alegria de ficar pra sempre !

socorro moreira

São sempre linhas
as paisagens,
a cortarem geometricamente
nossas rotinas.
As curvas senoidais
das serras,
as retas dormentes
das planícies.
E nós:
pequenos pontos
num papel rasgado.
...
Everardo Norões

MEDITANDO ... por Rosa Guerrera


Muita gente já cantou em versos, prosas e canções um resumo do que venha ser a vida. Digo resumo , porque a verdade é que até hoje ninguém soube defini-la a contento. Se para uns é um jogo de xadrez sem direito a xeque mate, para outros um passatempo,uma eterna via crucis,e ainda existem aqueles que a consideram uma grande aventura .No entanto penso eu que ninguém parou ainda para olhar a nossa posição diante da vida.!
.
Julgamos a vida , mas não nos julgamos. Basta que pensemos que somos peregrinos vindos de terras distantes onde fomos praticantes de virtudes e erros ,e onde cantamos as mesmas canções de hoje , chorando também as mesmas lágrimas de ontem, para que compreendamos que somos nós os únicos responsáveis pelo céu e pelo inferno que nos acompanha. Daí porque é pura insensatez , querermos penetrar o Universo da própria vida , pois iríamos sempre voltar ao ponto de partida. Quem de nós não vive rodeado de lembranças ? Quem não se reveste diariamente em esperanças ?
.
Faz muito tempo entendi que a esperança é o único sentimento que se encontra no processo regressivo e no movimento progressivo do desejo de cada um . E é assim que costumo me situar dentro da própria vida . Sem análises, sem sofreguidão, ora destemida , ora preguiçosa , sem planos edificados , pouco me interessando em seguir os caducos e falidos padrões impostos por regrinhas criadas por pessoas que se auto denominam de sábias , e que lá no âmago não passam de frustradas por culparem a vida da própria incapacidade em não saber vivê-la.
.
E dentro desse meu pensar e viver meio maluco, já deixei faz muito tempo de guardar mágoas ou colecionar erros cometidos . Quando me atiram tijolos, construo edifícios . Quando me presenteiam limões , aproveito para fazer um gostosa limonada ! E assim nessa hibridez que compõe o meu perfil observo no calendário as folhinhas de mais um ano que me é apresentado . Agora é só continuar a missão que um dia me foi destinada,na certeza de que depende unicamente de mim aprimorar ou deixar de lado todas as lições aprendidas .

Alguma coisa - por Rosa Guerrera

Alguma coisa ficou a ser dita.
Alguma coisa que nasceu repentinamente
E morreu antes de ser realizada.

Eu sei que alguma coisa ficou perdida
Num lago distante
Numa nuvem passageira
Num rio que secou
Num grito que morreu na garganta.

Alguma coisa que era pesada
Demais para um sonho,
E ingênua demais para a vida ...

Alguma coisa minha que até hoje
Não consegui encontrar .

rosa guerrera


De Artur Gomes

o amor não é apenas um nome

que anda por sobre a pele

um dia falo letra por letra

no outro calo fome por fome

é que a flor da tua pele

consome a pele do meu nome

Artur Gomes

http://artur-gomes.blogspot

Carmen Costa por Norma Hauer



Há dúvidas sobre a data de nascimento de Carmen Costa,alguns sites dão como nascida em 5 de janeiro e outros em 5 de julho de 1920. Sempre tive esta última data como sendo a real, inclusive Luiz Vieira, em seu programa "Minha Terra, Nossa Gente", transmitido de 2ª a 6ª feira na Rádio Carioca, tem como certa a data de 5 de julho.

Bom, mas se há dúvida, ela merece ser relembrada hoje e também em 5 de julho.

Ela nasceu com o nome de Carmelita Madriaga em Trajano de Moraes(RJ) de onde saiu com 15 anos, vindo para o Rio de Janeiro onde trabalhou como doméstica na casa do cantor Francisco Alves.
Na mesma época passou a se apresentar em programas de calouros, mas somente em 1937, quando conheceu o compositor Henricão, teve sua chance de se transformar na grande cantora que ficou conhecida com o nome de CARMEN COSTA, dado pelo compositor.
No ano seguinte, apresentou-se em um arraial do rancho fundo, em Juiz de Fora e em 1939 regressou ao Rio, apresentando-se na então Feira de Amostras que, anualmente, era montada no local onde hoje se encontram as Avenidas Churchill e Roosevelt, no Castelo.

Ali cantaram as irmãs Carmen e Aurora Miranda, bem como as Irmãs Pagãs, Carlos Galhardo e outros. Na Feira de Amostras era também montado um parque de diversões, conhecido como Parque Shangai.

Em 1942, com Henricão gravou seu primeiro disco , com o samba "Onde Está o Dinheiro?" e foi nesse mesmo ano que "estourou" com "Está Chegando a Hora", uma adaptação do mesmo Henricão para a melodia mexicana "Cielito Lindo". Esse foi seu carro-chefe e ela era sempre chamada a cantá-lo em qualquer parte onde se apresentava.

Separando-se de Henricão, em1945 foi para os Estados Unidos, onde se casou com um americano de nome Hans van Koehler (de ascendência holandesa) e se apresentou em vários "shows", em casas como o Teatro Triboro, em Nova York e em outras cidades, como Nova Jersey e Los Angeles.
Regressou ao Brasil em 1949, quando conheceu Mirabeau e gravou um de seus maiores sucessos, depois de "Está Chegando a Hora" : Cachaça

"Você pensa que cachaça é água,
Cachaça não é água não..."

Mas para "beber" essa cachaça toda foram necessários mais 3 co-autores: Heber Lobato ,Marinósio Silva e Lúcio dos Santos (nomes desconhecidos) e ainda precisou a participação de Colé na gravação.

No mesmo estilo de "Cachaça" gravou "Tem Nêgo Bebo Aí".

Mudou seu estilo em 1954, passando a cantar samba-canção, sendo o mais importante, de Mirabeau, "Eu Sou a Outra", também grande sucesso.

Em 1958 teve uma participação no filme "Vou Te Contá" e entre 1959 e 1963 excursionou por vários países da América do Sul.

Gravou, em 1961 a famosa marcha do "Cordão do Bola Preta"

"Quem não chora, não mama,
Segura meu bem a chupeta.
Lugar quente é na cama
Ou então no Bola Preta".

Em 1962 apresentou-se no Carnegie Hall de Ney York, cantando "bossa nova", com Tom Jobim e Vinicius de Moraes.

Em 1975 cantou no Outeiro da Glória músicas de ladainha, gravando um Lp com essas músicas.

Carmen Costa ainda se fez presente em vários LPs até1996 e, com Elymar Santos fez várias apresentações em 1999.

Em 2002 pssou a se apresentar no palco montado anualmente na Cinelãndia, durante o carnaval, até o ano de sua morte, 2007.

No mesmo ano de 2002 comemorou seus 82 anos de idade e 70 de carreira no Clube Recreativo Posto 6, em Copacabana e fez depoimento no Museu da Imagem e do Som.

E nos anos de 2003 e 2004 fez "Shows" no Centro Cultural da Justiça.

CARMEN COSTA faleceu em 25 de abril de 2007, aos 87 anos.
Norma Hauer
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Um texto de Drummond- colaboração de Vera Barbosa

"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente. Para você, desejo o sonho realizado. O amor esperado. A esperança renovada. Para você, desejo todas as cores desta vida. Todas as alegrias que puder sorrir. Todas as músicas que puder emocionar. Para você neste novo ano, desejo que os amigos sejam mais cúmplices, que sua família esteja mais unida, que sua vida seja mais bem vivida. Gostaria de lhe desejar tantas coisas. Mas nada seria suficiente... Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos. Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto, ao rumo da sua FELICIDADE!" (Drummond)

Destino do leitor - Rejane Gonçalves



Que ao leitor jamais seja permitido curar-se. As palavras devem abrir uma ferida permanente na carne do leitor e tu cuidarás para que ela não sare. Há meios eficazes para isto. Pega-se um estilete de ponta muito fina, remove-se um pequeno pedaço da casca que se sobrepôs à pele e fechou o corte, criando um empecilho: a pedra na porta do túmulo. Não tenhas piedade, só um pouco de delicadeza, assim, mansamente, arranharás a superfície rosada que aparecerá por baixo daquela diminuta porção de casca que levantaste; daí espera-se que o sangue aflore, aperta-se um pouco a carne, se preciso, para que o sangue escorra, estanca-se com um chumaço de algodão o sangue, pois não é bom que o leitor fique debilitado e sob hipótese alguma que ele morra.


Pular nuvens

Meu olhar pulando nuvens, agora seja como aroma, que derrama um nome feito luz e vai acendendo uma voz suave, que embala a tristeza das coisas desfeitas em última hora.
Sonho bom é sentir as tuas mãos deslizando em minha face.
As cores das nuvens colorem meus sentimentos, ouço uma melodia trazendo um alento, faz parte da vida, estancar as feridas.
Rodopio meus pés sem sair do chão, pois serei livre a cada instante em que o mar me chama para abraçá-lo.
Descanso meu sorriso dentro do teu, desejo forte que embriaga a fantasia, peço calma ao firmamento, pois sobrevivo aos temporais, que se desfaz nos quintais de anos atrás.
Cantarolando para encontrar um lenitivo de vontade em buscar essa tal felicidade, mas que se encontra tão longe das cidades.
Estampas de formas e restos de pedaços que engendrei pelos caminhos a fora, ó senhora dona das horas, pára este tempo, faz correr em minha sombra um gosto de cereja tão doce como mel.
Dançar ciranda nas ondas do mar, deixar meu corpo delirar, saltar bem alto, voar e pular nuvens isto é completo.
Vou acalentar meu choro, sufocar e sentir a dor, que em outrora já se fez fugaz, pulando nuvens busco um sonho, que valha a pena.
Rosemary Borges Xavier

O poeta Buler-Bule - Emerson Monteiro


Quem quer o que Deus quer, tem tudo o que quiser. Quem não quer o que Deus quer, seja o que Deus quiser. Guardei de hoje este provérbio, de uma conversa que mantive com o poeta baiano Antônio Ribeiro da Conceição, codinome Bule-Bule, autor de belos cordéis e consagrado autor popular em visita ao Cariri, apresentado que fui por Miguel Teles e Josenir Lacerda. Citava o dizer, fruto da sabedoria das tradições, em relação à necessidade humana de aprender confiança em tudo por tudo nas intempéries deste mundo vivente.

Além de cordelista, Bule-Bule exercita seus talentos na qualidade de compositor, dançador de chula, repentista, ator, cantador, folclorista, e lembrar o valor especial do poeta qual figura valiosa no trato de alma dada ao serviço de ações beneméritas, ativo colaborador de obras assistenciais com arte e consciência.

De fama já conhecia Bule-Bule, nos meus tempos baianos, presença definitiva dos terreiros brincantes e espetáculos culturais da Boa Terra. E desta vez ouvi a verve espontânea que lhe caracteriza a inspiração e a correção no jeito dos assuntos, filosofia dotada da plena sabedoria, em experiência e dedicação do gênero que abraça ao talento, heróis do cotidiano original do povo nordestino.

Grata surpresa, portanto, reservara a manhã desse dia, o quarto do ano novo de 2012, ao deparar poeta e gênio autêntico de nossa espécie, dessas pessoas que às vezes imaginávamos existir, antes mesmo de avistá-las no desfiladeiro dos profetas sóbrios da forma, dos versos, cantos e falas.

Bule-Bule virá, no mês de março, ao Cariri, quando cumprirá pauta no Espaço Cultural do Banco do Nordeste, em Juazeiro do Norte, oportunidade rara de testemunhar a feitura especial do que produz, mundo vasto da riqueza intuitiva do Sertão, retrato natural do universo em expressão inextinguível.

São tantos os cordéis desse autor, cujos títulos bem demonstram os temas neles praticados, a saber: Quatro touros endiabrados e um vaqueiro corajoso; Duelo de bruxos, ou o Pombo e o gavião; A tragédia de três amantes; Irmã Dulce da Bahia, Santa mãe de todos nós; O tremendo duelo de Quirino Beiçola com Tomaz Tribuzana; O encontro da aranha com o reumatismo; Peço pra não acabar o Raso da Catarina; Judite, a mulher divina que salvou o marginal; Bimba espalhou capoeira nas praças do mundo inteiro; e Chora o Nordeste com a morte de Rodolfo Cavalcanti; dentre outros, vários e muitos, do Cantador do Sertão, como assim o denominam perante os meios artísticos brasileiros.

henfil


Henrique de Sousa Filho, mais conhecido como Henfil (Ribeirão das Neves, 5 de fevereiro de 1944 — Rio de Janeiro, 4 de janeiro de 1988), foi um cartunista, quadrinista, jornalista e escritor brasileiro.

Juazeiro e Crato (CE) sofrem arrastões e comerciantes fecham lojas


"Com policiais militares do Ceará em greve há seis dias, Juazeiro e Crato vivem clima de pânico nesta terça-feira (03).
O comércio do centro das cidades, de bairros da periferia e de áreas nobre das cidades fecharam as portas temerosos por conta de arrastões que estariam acontecendo em toda região. O Sindicato dos Trabalhadores em Correios, Telégrafos e Similares do Estado do Ceará (Sintect-CE) também informou que os carteiros foram tirados das ruas. Além disso, alguns postos de saúde encerraram o atendimento.
Segundo o comando grevista, 100% dos policiais e bombeiros de Crato e Juazeiro do Norte estão parados – não há estimativa sobre o Estado. O governo não divulga sua estimativa nem para a capital nem para o Estado. A Polícia Civil ainda trabalha normalmente.
O clima é de muita apreensão na população, e alguns populares dizem que a situação está igual aos tempos de Lampião: bandido faz o que bem entende, e o povo nada pode fazer."

Portal Belmonte

Começando o dia com Araken Peixoto