por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



quarta-feira, 30 de julho de 2014

Jogo esquerdista: Se não for do meu jeito, é contra os pobres.

 LUCIANO HENRIQUE, 26 DE AGOSTO DE 2013.

Como chantagistas emocionais, os esquerdistas precisam apelar às emoções humanas, como empatia,  mesmo que precisem mentir até dizer chega. Neste caso, eles dirão que estão do lado dos pobres, e você, do lado dos ricos.

A dinâmica é sempre a mesma. O esquerdista irá fazer uma proposta de inchaço estatal, e, em seguida, dirá que este inchaço é para “ajudar os pobres”. E mesmo que ele não faça uma proposta de inchaço estatal, irá, ao mesmo, lutar para manter o inchaço existente.

Quando você contestar o inchaço estatal, ele irá lhe posicionar para a platéia como inimigo dos pobres. Ele, o “amigo dos pobres”, dirá que toda a questão agora se resumiu entre ser amigo dos pobres ou inimigo deles, o que é o mesmo que dividir a questão entre inimigo dos ricos ou amigo dos ricos. Nesse momento, frases como “você não quer ajudar os pobres” ou “você não liga para a miséria humana” se tornarão clichês evidentes.

Para não dizerem que estou exagerando, observem os frames utilizados no discurso de um esquerdista petralha que postava aqui na caixa de comentários deste blog: “Vocês são anti-governo trabalhista, anti-políticas sociais, anti-ascensão dos padrões de consumo dos mais pobres… não querem ver as classes ‘inferiores’ subindo na vida… meu Deus, como isso é ridículo, é de um egoísmo irreal, bruto e tacanho, é de uma falta de compaixão tremenda… vocês não tem solidariedade… e um dia tudo será feito por meio do estado”.

Como podemos ver, há uma omissão de informações a toda vez que o esquerdista usa o mesmo tipo de discurso, mas eles sempre deixam a pista de que estão praticando uma fraude.

Não é que a questão é definida entre ajudar os pobres X não ajudar os pobres, mas sim ajudar os pobres via ação estatal X ajudar os pobres via ação privada. Sim, esse é o detalhe que eles omitem. Na verdade, os esquerdistas usam os pobres apenas como pretexto para inchaço estatal, e a direita quer superar esse inchaço estatal, buscando outras maneiras de ajudar os pobres.

Se a direita fosse contra os pobres, não iria ganhar de lavada dos esquerdistas na ajuda voluntária a eles, como demonstrou Ann Coulter tempos atrás ao citar o ótimo livro “Who Really Cares?”, de Arthur Brooks.

Vamos aos fatos. Com o inchaço estatal, realmente é possível que alguma assistência seja dada aos pobres. Mas na verdade os esquerdistas poderiam criar uma espécie de Rotary de esquerdistas, e fazer assistencialismos mais vastos, sem depender do estado para ajudar os pobres, e sem criar receita para aparelhamento estatal, corrupção e lobby. Assim, a direita continuaria buscando sua forma voluntária de ajudar aos pobres, e os esquerdistas poderiam buscar as suas, envolvendo inclusive a criação de fazendas comunitárias, empresas sem lucro e casarões habitados por 30 famílias.

Em suma, ajudar aos pobres não implica em inchaço estatal, a não ser que os pobres estejam sendo usados como pretexto para inchar o estado, que é o que ocorre com toda instância deste jogo esquerdista. Desta forma, eles mentem ao dizer que a questão é dividida entre ajudar ou não os pobres, mas sim em inchar ou não o estado.

Neste jogo, portanto, o esquerdista irá omitir os fatos para esconder sua real intenção (inchar o estado), para fingir que ele quer ajudar os pobres, mas a direita não. Evidente é uma falácia do falso dilema, onde são dadas duas opções: (1) ajudar os pobres, inchando o estado, (2) se recusar a ajudar os pobres, não inchando o estado. Em outras palavras, o esquerdista bate o pézinho dizendo: “Se não for do meu jeito, você é contra os pobres”.

Tudo não passa de uma chantagem emocional grotesca e extremamente imoral, fazendo uso da triste situação das pessoas que vivem sob condições precárias como um pretexto para um baita de um negócio. Sim, pois o inchaço estatal não passa de um grande negócio para dar poder a burocratas.

É claro que existem muitas outras formas de ajudarmos os pobres, e de maneira muito mais eficiente do que inchando o estado. Mas aí é que podemos notar que o esquerdista não tem interesse de fato em ajudar os pobres, a não ser que isso seja feito via inchaço estatal.

Para tirar a dúvida, oferte a ele desafios neo-esquerdistas, e veja se ele vai aceitar. Com certeza, ele não aceitará, pois como já disse, o interesse do esquerdista é inchar o estado, e o discurso de “ajuda aos pobres” é apenas um pretexto.

Abusar da miséria humana como pretexto para dar poder a burocratas. A isso se resume o discurso de um esquerdista.

Fonte: http://lucianoayan.com

terça-feira, 29 de julho de 2014

A CHEGADA DE ARIANO SUASSUNA NO CÉU - Autores: Klévisson Viana e Bule-Bule

 


Nos palcos do firmamento
Jesus concebeu um plano
De montar um espetáculo
Para Deus Pai Soberano
E, ao lembrar de um dramaturgo,
Mandou buscar Ariano.

Jesus mandou-lhe um convite,
Mas Ariano não leu.
Estava noutro idioma,
Ele num canto esqueceu,
Nem sequer observou
Quem foi que lhe escreveu.

Depois de um tempo, mandou
Uma segunda missiva.
A secretária do artista
Logo a dita carta arquiva,
Dizendo: — Viagem longa
A meu mestre não cativa.

Jesus sem ter a resposta
Disse torcendo o bigode:
— Eu vejo que Suassuna
É teimoso igual a um bode.
Não pode, mas ele pensa
Que é soberano e pode!

Jesus, já perdendo a calma,
Apelou pra outro suporte.
Para cumprir a missão,
Autorizou Dona Morte:
— Vá buscar o escritor,
Mas vê se não erra o corte!

A morte veio ao País
Como turista estrangeiro,
Achando que o Brasil
Era só Rio de Janeiro.
No rastro de Suassuna,
Sobrou pra Ubaldo Ribeiro.
 
Porém, antes de encontrá-lo,
Sofreu um constrangimento
Passando em Copacabana,
Um malfazejo elemento
Assaltou ela levando
Sua foice e documento.

A morte ficou sem rumo
E murmurou dessa vez:
— Pra não perder a viagem
Vou vender meu picinez
Para comprar outra foice
Na loja de algum chinês.
 
Por um e noventa e nove
A dita foice comprou.
Passando a mão pelo aço,
Viu que ela enferrujou
E disse: — Vai essa mesma,
Pois comprar outra eu não vou!

A morte saiu bolando,
Sem direção e sem tino,
Perguntando a um e a outro
Pelo escritor nordestino,
Obteve informação,
Gratificando um menino.

Ao encontrar João Ubaldo,
Viu naufragar o seu plano,
Se lembrando da imagem
Disse: — Aqui há um engano.
Perguntou para João
Onde é que estava Ariano.

Nessa hora João Ubaldo,
Quase ficando maluco,
Tomou um susto arretado,
Quando ali tocou um cuco,
Mas, gaguejando, falou:
—Ele mora em Pernambuco!

A morte disse: — Danou-se
Dinheiro não tenho mais
Para viajar tão longe,
Mas Ariano é sagaz.
Escapou mais uma vez,
Vai você mesmo, rapaz!

Quando chegou lá no Céu
Com o escritor baiano,
Cristo lhe deu uma bronca:
— Já foi baldado o meu plano.
Pedi um da Paraíba
E você trouxe um baiano.

João Ubaldo é talentoso,
Porém não escreve tudo.
“Viva o Povo Brasileiro”
É sua obra de estudo,
Mas quero peça de humor,
Que o Céu tá muito sisudo.

Foi consultar os arquivos
Pra ressuscitar João,
Mas achou desnecessário,
Pois já era ocasião
Pra ele vir prestar contas
Ali na Santa Mansão.

Jesus olhou para a Morte
E disse assim: — Serafina,
Vejo não és mais a mesma.
Tu já foste mais malina,
Tá com pena ou tá com medo,
Responda logo, menina?!

— Jesus, eu vou lhe falar
Que preciso de dinheiro.
Ariano mora bem
No Nordeste brasileiro.
Disse o Cristo: —Tenho pressa,
Passe lá no financeiro!

— Só faço que é pra o Senhor.
Pra outro, juro não ia.
Ele que se conformasse
Com o escritor da Bahia.
Se dependesse de mim,
Ariano não morria.

A morte na internet
Comprou passagem barata.
Quase morria de susto
Naquela viagem ingrata.
De vez em quando dizia:
— Eita que viagem chata!

Uma aeromoça lhe trouxe
Duas barras de cereais.
Diz ela: — Estou de regime.
Por favor, não traga mais,
Porque se vier eu como,
Meu apetite é voraz!

Quando chegou no Recife,
Ficou ela de plantão
Na porta de Ariano
Com sua foice na mão,
Resmungando: — Qualquer hora
Ele cai no alçapão!

A morte colonizada,
Pensando em lhe agradar,
Uma faixa com uma frase
Ela mandou preparar,
Dizendo: “Welcome Ariano”,
Mas ele não quis entrar.

Vendo a tal faixa, Ariano
Ficou muito revoltado.
Começou a passar mal,
Pediu pra ser internado
E a morte foi lhe seguindo
Para ver o resultado.

Eu não sei se Ariano
Morreu de raiva ou de medo.
Que era contra estrangeirismos,
Isso nunca foi segredo.
Certo é que a morte o matou
Sem lhe tocar com um dedo.

Chegou no Céu Ariano,
Tava a porta escancarada.
São Pedro quando o avistou
Resmungando na calçada,
Correu logo pra o portão,
Louvando a sua chegada.

Um anjinho de recado
Foi chamar o Soberano,
Dizendo: - O Senhor agora
Vai concretizar seu plano.
São Pedro mandou dizer
Que aqui chegou Ariano.

Jesus saiu apressado,
Apertando o nó da manta
E disse assim: — Vou lembrar
Dessa data como santa
Que a arte de Ariano
Em toda parte ela encanta.

São Pedro lá no portão
Recebeu bem Ariano,
Que chegou meio areado,
Meio confuso e sem plano.
Ao perceber que morreu,
Se valeu do Soberano.

Com um chapelão de palha
Chegou Ascenso Ferreira,
O grande Câmara Cascudo,
Zé Pacheco e Zé Limeira.
João Firmino Cabral
Veio engrossar a fileira.

E o próprio João Ubaldo
(Que foi pra lá por engano)
Veio de braços abertos
Para abraçar Ariano.
E esse falou: - Ubaldo,
Morrer não tava em meu plano!

Logo chegou Jorge Amado
E o ator Paulo Goulart.
Veio também Chico Anysio
Que começou a contar
Uma anedota engraçada
Descontraindo o lugar.

Logo chegou Jesus Cristo,
Com seu rosto bronzeado.
Veio de braços abertos,
Suassuna emocionado
Disse assim: — Esse é o Mestre,
O resto é papo furado!

Suassuna que, na vida,
Sonhou em ser imortal,
Entrou para Academia,
Mas percebeu, afinal,
Que imortal é a vida
No plano celestial.

Jesus explicou seus planos
De fazer uma companhia
De teatro e ele era
O escritor que queria
Para escrever suas peças,
Enchendo o Céu de alegria.

Nisso Ariano responde:
— Senhor, eu me sinto honrado,
Porém escrever uma obra
É serviço demorado.
Às vezes gasto dez anos
Para obter resultado.

Nisso Jesus gargalhou
E disse: — Fique à vontade.
Tempo aqui não é problema,
Estamos na eternidade
E você pode criar
Na maior tranquilidade.

Um homem bem pequenino
Com chapeuzinho banzeiro,
Com um singelo instrumento,
Tocou um coco ligeiro
Falando da Paraíba:
Era Jackson do Pandeiro.

Logo chegou Luiz Gonzaga,
Lindu do Trio Nordestino,
E apontou Dominguinhos
Junto a José Clementino
E o grande Humberto Teixeira,
Raul e Zé Marcolino.

Depois chegou Marinês
Com Abdias de lado
E Waldick Soriano,
Com um vozeirão impostado,
Cantou “Torturas de Amor”,
Como sempre apaixonado.
 
Veio então Silvio Romero
Com Catulo da Paixão,
Suassuna enxugou
As lágrimas de emoção
E Catulo, com seu pinho,
Cantou “Luar do Sertão”.

Leandro Gomes de Barros
Junto a Leonardo Mota,
Chegou Juvenal Galeno,
Otacílio Patriota.
Até Rui Barbosa veio
Com título de poliglota.

Chegou Regina Dourado,
Tocada de emoção,
Juntinho de Ariano,
Veio e beijou sua mão
E disse: — Na sua peça
Quero participação.

Ariano dedicou-se
Àquele projeto novo.
Ao concluir sua peça,
Jesus deu o seu aprovo
E a peça foi encenada
Finalmente para o povo.

Na peça de Ariano
Só participa alma pura.
Ariano virou santo,
Corrigiu sua postura.
Lá no Céu ganhou o título
Padroeiro da cultura.

Os artistas que por ele
Já nutriam grande encanto
Agora estando em apuros,
Residindo em qualquer canto,
Lembra de Santo Ariano
E acende vela pro santo.

Ariano foi Quixote
Que lutou de alma pura.
Contra a arte descartável
Vestiu a sua armadura
Em qualquer dia do ano
Eu digo: viva Ariano
Padroeiro da Cultura!

FIM

Autores: Klévisson Viana e Bule-Bule
(Copiado da Internet)

 

segunda-feira, 28 de julho de 2014

UM MAU COMEÇO - José Nilton Mariano Saraiva

Pensava-se que a hecatombe resultante da fragorosa e imoral derrota do Brasil para a Alemanha por inacreditáveis 7 x 1  e o conseqüente fim do sonho do hexacampeonato serviria para que mudanças profundas fossem processadas no tocante ao comando do futebol nacional.

E a tal CBF, acossada pelo clamor popular e peitada por uma mídia que justificadamente não lhe deu sossego um só momento, a partir de então, acusou o golpe e logo entendeu que não tinha alternativa que não anunciar urgentes medidas nesse sentido.

E aí, a primeira grande decepção: para começar, a convocação do ex-goleiro da própria seleção, Gilmar Rinaldi, para ser o coordenador geral de futebol da CBF (de todas as seleções da CBF), mesmo e apesar da sua atividade (até o dia anterior), como “empresário de jogador de futebol” e, pois, sujeito a legislar em causa própria.

E o despreparo do referido senhor para o cargo ficou explicitado quando, em entrevista para o Grupo Bandeirantes (TV), dia seguinte à nomeação, foi de uma tremenda sinceridade ou de uma imaturidade a toda prova, ao declarar com todas as letras: “Eu não posso dizer que sou bonzinho, que sou honesto, mas...“ (o vídeo está disponível na Internet).

Notaram o detalhe ??? O coordenador de todas as seleções de futebol do Brasil (daqui pra frente), que até ontem vivia de percentuais de “comissões” pela venda de jogadores, admite com todas as letras e sem o menor constrangimento, que NÃO É HONESTO, mas que isso não influenciará o seu trabalho.


Questionamentos que se impõem: isso é ou não é um mau começo ??? há sinceridade ou sarcasmo na declaração do senhor em questão ??? com um perfil desses, teremos realmente mudanças daqui pra frente ???

quinta-feira, 24 de julho de 2014

"Poesia Reunida"
(Martha Medeiros)
Pensei que bastassem palavras
Pra me fazer entender...
Que nada
Às vezes minha voz parece dublada
Eu digo uma coisa, ele entende outra
Fica tudo sem começo nem fim
Quem dera eu pudesse contratar um dublê
Pra terminar certas cenas por mim

Antes me adorava
Depois me suportou
Antes de me enlouquecer
Você voltou
Depois de muito papo
Antes de amanhecer
Você me amou
Depois de muitos beijos
Durante a madrugada
Antes do nada que ficou
Agora sei como se sente
uma noiva abandonada no altar
Você podia tudo na minha vida
menos faltar
A administração da minha vida amorosa
não anda como eu queria
O primeiro pretendente
não pagou o que devia
O segundo, inadimplente,
não entregou a mercadoria
O terceiro, dependente,
deixou minha geladeira vazia
E o último, incompetente,
não estava na garantia
Abro amanhã meu coração
para uma auditoria
 
 
 

"Cumpriu sua sentença. Encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca do nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que ...iguala tudo o que é vivo, porque tudo o que é vivo, morre."
(Em: O Auto da Compadecida)
Ariano Suassuna
 
  •  
SHOW DO ABIDORAL
LOCAL - SESC Crato.
Data - 25 de julho de 2014
Hora - 19h00...
Entrada - 02 quilos de alimentos não perecíveis.

IMPERDÍVEL!!!
Compareça e leve a família, as amigas e os amigos!