por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Dane de Jade – Cultura enquanto desenvolvimento humano



A produtora cultural, atriz e pesquisadora Dane de Jane assimirá a partir de janeiro de 2013 a Secretaria de Cultura do Crato. Na função de Secretária de Cultura da minha cidade natal, espero poder contribuir para o alargamento das ações que buscam desenvolver o ser humano, na perspectiva da construção de uma sociedade melhor.  Ela destaca  “Vamos analisar cada ponto da “Carta Compromisso com a Cultura” e buscar junto às três esferas do poder público e a sociedade os meios para honrar esse compromisso. A “Carta” trata-se de um documento político assinado pelos quatro candidatos a prefeito do Crato que assumem compromissos com politícias públicas para cultura. O documento foi elaborado a partir de uma proposção nacional elaborada pela Frente Parlamentar Mista em Defesa da Cultura.    

Alexandre Lucas - Quem é Dane de Jade?
Dane de Jade - Natural do Crato - Ceará, atriz-pesquisadora, produtora, arte-educadora, radialista e gestora cultural. Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Regional do Cariri - URCA, cursou também arte-educação na URCA, pós-graduação em Gestão Estratégica nas Organizações de Terceiro Setor na Universidade Estadual do Ceará – UECE e Doutoranda em Turismo, Lazer e Cultura pela Universidade de Coimbra em Portugal. Dirigiu o Departamento de Promoção, Difusão e Ação Sócio-Cultural da Fundação Cultural J. de Figueiredo Filho em Crato-CE, fomentou a criação e gerenciou o Programa Cultura do SESC Ceará por 14 anos, onde desenvolveu e coordenou, entre outros projetos, a Mostra SESC Cariri de Culturas.

Foi a responsável pela curadoria do projeto “Traga a França para os meus versos e leve os meus versos para França”, dentro da programação do Ano França/Brasil na Universidade de Poitiers e criou a Mostra SESC Luso-Brasileira, em Coimbra/Portugal. Por 13 anos foi a curadora representante do Ceará nos projetos Palco Giratório - Rede Nacional de Difusão e Intercâmbio das Artes Cênicas e Sonora Brasil - Formação de Ouvintes Musicais.
Participou e atou em diversas peças de teatro no Ceará, com indicação ao prêmio de melhor atriz pelo espetáculo “O Baile do Menino Deus.” Atuou no monólogo “A Hora da Bruxa”, dirigida pela argentina Vanina Fabiak e participou da fundação do Grupo Armazém de Teatro - GAT em 1996.

Como curadora, participa do Festival Cena Brasil Internacional (Rio de Janeiro e São Paulo),  da comissão de seleção do Festival de Curitiba e do Edital Verão Cênico 2012 em Salvador/BA, integrou o núcleo curador do Prêmio Myriam Muniz em 2009, a comissão do Programa Petrobras Cultural 2010 e a delegação brasileira no Festival de Edimburgo/Escócia em 2011.  É integrante da Rede de Programadores Conexões Latinas sediada em Buenos Aires/Argentina.

Sócio-fundadora da Ong BEATOS - Base Educultural de Ação e Trabalho de Organização Social. Realiza palestras e oficinas sobre Gestão Cultural em diversas regiões do país. Vencedora do Prêmio Claudia 2012 (maior premiação feminina da América Latina realizada pela editora Abril) na categoria Cultura. Membro do Conselho Estadual de Cultura do Ceará, consultora da Associação Teatro da Boca Rica. Desenvolve trabalhos e pesquisa na área de tradição popular, atualmente aceitou convite para assumir a secretaria de Cultura do Crato.

Alexandre Lucas - Quando ocorreram seus primeiros contatos com as artes?

Dane de Jade - Boa parte de nossa infância, minha e dos meus irmãos, foi vivida dentro do Cinema da Rádio Educadora de Crato, mantido pela Fundação Padre Ibiapina. Quando estavam em cartaz filmes que meu pai, Raimundo Inácio,  considerava “apropriados” para a nossa idade, assistíamos das cadeiras, quando ele dizia que os filmes eram “proibidos”, ficávamos na cabine de projeção vendo-o trabalhar e observando os rolos com as películas. Papai foi operador cinematográfico e minha mãe, Luzanira, professora da Fundação, ela ensinava corte e costura, era uma artista das mãos que além de excelente costureira bordava, pintava e fazia artesanatos belíssimos. Meus pais sempre foram, para mim, motivo de grande admiração: ele, pela honestidade, serenidade e perseverança; ela, pela bondade, sabedoria e sensibilidade artística que manifestava até em tarefas cotidianas como cozinhar, costurar, na relação amorosa e afetiva com as pessoas, sem fazer distinção de posição social. Então meu primeiro contato com a arte vem dessa educação que recebi de meus pais.

Alexandre Lucas - Fale da sua trajetória.

Dane de Jade - Quando muito pequena recebi de uma tia o apelido que me acompanharia por toda a vida. Crianças que costumam fazer traquinagens são chamadas de “danadas”. No meu caso, o nome passou por variações desde “Danoca, Danada” até virar “Dane”, quando comecei a me iniciar no meio artístico recebi o complemento “de Jade” batizada por João do Crato, devia ter uns 15 anos. Iniciei meus estudos em uma escola municipal chamada Teodorico Teles, onde fui alfabetizada por Tia Mariza. Estudei no Colégio Pequeno Príncipe e Madre Ana Couto, em seguida, no Colégio Diocesano do Crato, ambos ligados à Fundação Padre Ibiapina. Ainda na escola comecei a participar de apresentações teatrais, musicais, grupos de lapinhas e quadrilhas juninas, inicialmente era brincadeira, mas com o passar dos anos essas atividades foram ocupando cada vez mais o meu tempo. Atuei em espetáculos teatrais como “O Belo e a Fera”, “FM Histérica”, “Até que a morte me separe”, “TV Devora – A emissora que traça todas”, “A Vingança do Carapanã Atômico”, “O Baile do Menino Deus”, entre outros; participei de ações musicais como “Coral Boca de Sapo” e shows em barzinhos, fiz vocal no cd de Hildelito Parente (eu e Auci Ventura). Em 1996 atuei, em comemoração ao Ano da Terceira Idade, no monólogo “A hora da bruxa – o mito do corpo sempre jovem”, em que fui dirigida pela argentina Vanina Fabiak.

Trabalhei sempre com ações culturais, em instituições privadas, órgãos públicos ou produções independentes. Participei das gestões do ator e diretor Fernando Piancó e do cineasta e poeta Rosemberg Cariry na secretaria de Cultura de Crato, quando trabalhei em diversos projetos: Festival CHAMA – Chapada Musical do Araripe, Encontro de Cultura Popular do Nordeste, Auto da Malhação do Judas, Dia de Reis, entre outros. No mandato de Rosemberg na gestão do prefeito Raimundo Bezerra iniciamos uma articulação junto à Prefeitura para aquisição da propriedade onde se deu um importante episódio histórico da região Cariri, o “Caldeirão da Santa Cruz do Deserto”, movimento social liderado pelo Beato José Lourenço e cujas características lembram Canudos, na Bahia. A partir desse momento me envolvi mais diretamente com grupos de tradição popular: Reisados, Maneiro-Pau, Cocos, Bandas Cabaçais, Lapinhas, Guerreiros e tantos outros que compõem o vasto caldeirão de manifestações do nordeste.

Nesse mesmo período, mobilizamos a criação da Fundação Mestre Elói. A proposta inicial encabeçada pelo Mestre Elói (poeta popular, radialista e folclorista) era homenagear o rabequeiro Cego Aderaldo, mas, com sua morte (Mestre Elói) a instituição passou a ser chamada Fundação Elói Teles de Menezes, uma homenagem a esse baluarte da cultura popular com quem tive a honra e a satisfação de conviver e aprender.

Em 1998, o Serviço Social do Comércio, o SESC, estava reinaugurando sua Unidade no Crato e abriu seleção para coordenador de Cultura. Participei da seleção, fui aprovada e ocupei este cargo por dois anos, quando pudemos trazer iniciativas desenvolvidas nacionalmente como os projetos “Dramaturgia – Leituras em Cena”, “Palco Giratório” e “Sonora Brasil”, entre outras ações capitaneadas por Sidnei Cruz e Wagner Campos, ambos do Departamento Nacional do SESC, foi nesse período que encaminhamos a reforma do auditório do Sesc Crato para ser adequado e estruturado como espaço cênico, o Teatro-Auditório Adalberto Vamozi.

Logo me identifiquei com os ideais do Sidnei Cruz (grande amigo) e passamos a pensar, sonhar, executar e organizar ações para região Cariri, uma delas a elaboração do projeto “Desenvolvimento e Consolidação do Teatro no Cariri”,   que dividimos em três eixos: (1) “Um Teatro Atrás do Outro”, (2) “Banco de Textos Teatrais” e (3) “Mostra SESC Cariri de Teatro,” cuja primeira edição foi realizada em 1999 em Crato, apesar da programação relativamente tímida, já continha, no seu embrião, a possibilidade de expansão que veio a se concretizar nos anos seguintes.  

 Com o apoio e incentivo da direção do SESC Ceará, Presidente Luiz Gastão Bittencourt e a diretora Regina Leitão, geramos uma grande efervescência cultural na região Cariri com desdobramentos e reverberação em todo o país. Convidada a assumir a gerência regional do Programa Cultura do SESC-CE, em 2001 me transferi para Fortaleza com minhas filhas Jade e Clara. Desempenhei as funções relativas a esse cargo até 2011, regularizando, nesse período,  o Programa Cultura do SESC em nível estadual, buscando promover maior articulação entre as programações das unidades SESC no Ceará. Para isso estruturamos uma equipe capacitada para sistematizar, formatar, elaborar e acompanhar ações e atividades no âmbito do programa cultura.

Atualmente estou envolvida em ações de curadoria junto a festivais nacionais como Festival Cena Brasil Internacional (Rio de Janeiro e São Paulo) e Festival de Teatro de Guaramiranga, participo de comissões de seleção de mostras em Fortaleza, Aracaju, Bahia, Curitiba, entre outras cidades. Realizei na cidade de Antônio Cardoso/BA o Festival Bule Bule – Um Conto de Poesia, em homenagem ao grande poeta, cantador e repentista Mestre Bule Bule.

Integrei a curadoria do projeto Palco Giratório, do programa Petrobras Cultural e FUNARTE.
Em nível internacional, participei da curadoria do Festival de Edimburgo e coordenei a Mostra Luso Brasileira de Culturas na cidade de Coimbra, Portugal. Participei do Festival Del Caribe, em Santiago de Cuba, do intercâmbio em Pontedera na Itália e do Encontro de Programadores em Buenos Aires na Argentina.

Ao final do ano de 2011, fui convidada pela presidente a assumir a Consultoria Institucional de Cultura no SESC Ceará, função que desempenhei até o final de 2012, quando recebi o convite do prefeito Ronaldo Gomes de Matos e seu vice Raimundo Filho para assumir a Secretaria de Cultura do Crato.

Alexandre Lucas - Como você ver a produção artística na região do Cariri?

Dane de Jade - Percebo um momento de elevados níveis de consciência artística, quando as pessoas estão em busca de maiores e melhores critérios para organização dos seus trabalhos, uma vontade coletiva de cada vez mais  de qualificar as suas ações.

Entretanto, percebo também que, apesar dos esforços investidos, as dificuldades continuam limitando a expansão do setor, dificuldades que estão presentes em todo o país e  se expressam com maior ou menor intensidade nos lugares.

Implementar políticas culturais no Brasil, diante de tanta riqueza e diversidade, é sempre um desafio. Temos poucos históricos de políticas sistematizadas e regularizadas no âmbito da cultura.

O campo da cultura ainda está em ajustes. Os orçamentos disponíveis são restritos para dar conta de todas as demandas, o que termina por fortalecer a indústria cultural protagonizada pela grande mídia.

Precisamos pensar a cultura a partir de outra lógica que não a economicista. O retorno dos investimentos em cultura não se traduzem, nem podem se traduzir, em lucros financeiros. São investimentos na transformação humana com fins sociais.

Toda política pública deveria ser, acima de tudo, uma política cultural, e, nesse sentido, uma politica social.

O campo da cultura, sobretudo aquele que se manifesta por meio dos princípios e das formas artísticas,  possui o que se costuma chamar de fecundidade. Ele é capaz de dar origem, de propiciar algo, de instigar, de transformar.

Precisamos avançar na salvaguarda do patrimônio cultural brasileiro, revigorando e fortalecendo o diálogo permanente com as nossas manifestações tradicionais. É também por meio dessas tradições, enquanto espaço aberto para a reflexão e a consciência, que a cultura pode contribuir de maneira significativa para o engrandecimento humano e para o desenvolvimento social sustentável.

Alexandre Lucas -  Você foi uma das idealizadoras da “Mostra  Sesc” no Cariri que ao longo dos anos recebeu vários nomes e é um evento que vem se consolidando na Região Metropolitana do Cariri. Qual a importância da Mostra?

Dane de Jade - Ainda na Fundação Cultural eu pensava numa proposta que abraçasse a realização de um festival no Crato, uma ideia que pude dar forma concreta depois que ingressei no SESC em 1998.  Apresentei a proposta e ela foi melhor estruturada por meio do projeto Desenvolvimento e Consolidação do Teatro no Cariri, que elaborei em parceria com Sidnei Cruz (na época, técnico em teatro do Departamento Nacional do SESC).

Inicialmente, o principal objetivo era estimular a produção teatral na região, proporcionando o desenvolvimento dos artistas e a participação do maior número possível de grupos, espetáculos, artistas, estilos e visões distintas no fazer cênico. A proposta era incentivar a troca de informações, ampliar o campo de referências e contribuir para a comunhão dos que fazem  teatro no Ceará, acabamos por ampliar as linguagens e trazer para Mostra ações nos diversos segmentos que compõem o programa cultura do Sesc como literatura, música, tradição, cinema e artes visuais.

A partir desse conceito surgiu a Mostra Sesc Cariri de Teatro, passando à Mostra Sesc Cariri de Artes, numa parceria com a SECULT Ceará e em seguida, à Mostra Sesc Cariri de Culturas, que hoje abrange essa diversidade de linguagens e ações que se espalham por toda a região.

A Mostra se constitui como uma ação fundamental para o Cariri, irrigando a região com o que há de mais instigante no panorama artístico nacional.

Nesse sentido, ela oportuniza o intercâmbio das artes, dos artistas e das comunidades locais, proporcionando formas de difusão e valorização das culturas, fomentando as práticas e os saberes locais. Ela assume o desafio de se inserir nos diversos municípios que compõem e região, mantendo a sua capacidade de renovação com o compromisso de atrair, cada vez mais, investimentos e esforços que possam se traduzir em políticas de cultura.

Alexandre Lucas - Você vem desenvolvendo no Crato um trabalho na ONG Beatos. Fale desse trabalho.

Dane de Jade - A ONG BEATOS - Base Educultural de Ação e Trabalho de Organização Social, é um espaço coletivo com ações integradas voltadas para os saberes de tradição oral, a troca de ideias e a pesquisa. Ela se constitui como uma organização da sociedade civil criada com o intuito de defender e promover os direitos humanos, econômicos, sociais, culturais, ambientais e simbólicos das comunidades onde se insere.  A Beatos é uma associação sem fins lucrativos que reúne pessoas atuantes na preservação, melhoria e revigoramento das tradições populares. Uma proposta em cultura, patrimônio e educação voltada para o desenvolvimento das pessoas, construída a partir do sentimento de coletividade e comunhão, fundamentada no pensamento dos beatos, como por exemplo, Pe. Ibiapina e José Lourenço, idealizadores  de uma civilização para um mundo melhor.

Dentre os seus objetivos estão o fortalecimento da democracia e a busca do desenvolvimento social, a preservação ambiental, o uso de tecnologias sustentáveis, o respeito e salvaguarda da memória e do patrimônio cultural dos povos. No seu conjunto de ações podemos destacar o Centro de Referência, Transmissão, Pesquisa e Memória das Culturas do Cariri recentemente certificada pela Gaia Education.

Enquanto sócia-fundadora da ONG,  tenho atuado na articulação de projetos e propostas como a implantação do Programa de Fortalecimento do Centro de Referência de Cultura para Sustentabilidade da Região do Cariri Cearense – Gaia Cariri com o intuito de promover, permanentemente, o envolvimento, o compromisso e a participação das comunidades locais no manejo e aproveitamento dos recursos naturais, de acordo com os critérios de sustentabilidade.

Buscamos focar em ações culturais que possam contribuir para o fortalecimento das nossas identidades, para a transmissão das culturas e saberes de tradição oral e para a preservação do meio ambiente.

A proposta da BEATOS é ser um espaço coletivo com ações integradas, focadas nas trocas simbólicas e afetivas, que possam envolver as comunidades e a região do Cariri. 

Alexandre Lucas - Nos últimos meses os artistas do Crato vêm se mobilizando e discutindo políticas públicas para a cultura. Você é uma das pessoas que tem participado dessas discussões. Na sua avaliação o que representa para o Município o desenvolvimento de políticas públicas ao invés de política de gestão?

Dane de Jade - Na verdade uma coisa não está dissociada da outra; políticas públicas e políticas de gestão podem ter um sentido de complementaridade.

O que realmente considero necessário para a elaboração e implementação de políticas públicas de cultura é o dialogo permanente. É a partir desse diálogo que poderemos perceber e compreender as demandas socioculturais.  Entendo a cultura como algo que não necessariamente está relacionada ao puro entretenimento. Acima de tudo ela tem uma função sociopolítica. A sua proposta deve estar relacionada ao desenvolvimento humano, à “ampliação da esfera de presença do ser”, nas palavras de Teixeira Coelho.

Alexandre Lucas - A indicação do seu nome para Secretaria de Cultura do Crato é avaliada como positiva por diversos segmentos da cultura. Como você encara esse desafio?

Dane de Jade - Como você bem coloca, encaro como um desafio, entretanto, numa perspectiva bastante otimista, por saber que estarei contando com o apoio das pessoas, dos artistas e dos gestores municipais, o Prefeito Ronaldo Gomes e do Vice Raimundo Filho.

Gestão cultural é a minha área de afinidade, de paixão. Sou militante da cultura e busco sempre, enquanto cidadã, levantar a  bandeira da Cultura, destacando a sua importância fundamental para os processos de desenvolvimento das sociedades.

Na função de Secretária de Cultura da minha cidade natal, espero poder contribuir para o alargamento das ações que buscam desenvolver o ser humano, na perspectiva da construção de uma sociedade melhor.  É um prazer e uma honra poder fazer isso a partir do Crato, a partir do Cariri. 

Alexandre Lucas - A “Carta Compromisso com a Cultura” foi assinada pela candidatura  do Prefeito eleito. Como você pretende honrar esse compromisso?

Dane de Jade - Assumiremos no dia 01/01/2013.  Inicialmente, a nossa intenção será nos debruçar sobre o planejamento, considerando as realizações e projetos de gestões anteriores.

Vamos dar continuidade ao que merece ser continuado. Vamos analisar cada ponto da “Carta Compromisso com a Cultura” e buscar junto às três esferas do poder público e a sociedade os meios para honrar esse compromisso, inscrevendo as ações no Plano Municipal de Cultura definindo com democracia e transparência estratégias de desenvolvimento para o Crato que queremos viver.

Alexandre Lucas - Como pretende manter o diálogo como os artistas e demais segmentos da cultura?

Dane de Jade - Esse é o maior dos desafios. Compreendo a construção da cultura como algo que se constitui por meio do diálogo. Meu gabinete estará aberto para todas e todos, quero estabelecer e institucionalizar canais de participação para que a sociedade tenha o protagonismo na construção das politicas publicas e nas decisões a respeito dos destinos da cidade no âmbito da cultura. Vamos realizar a conferencia de cultura e espero sair da conferencia com os canais de participação devidamente formalizados.

Le Monde

Thérèse Delpech*



O filósofo polonês Leszek Kolakowski, no final dos anos 1950, falou sobre o Natal com tanto humor e perspicácia que não resisto a apresentar uma versão abreviada de seu relato. Ei-la.

Em um certo 25 de dezembro, o astrólogo-chefe de Herodes foi até a casa de seu mestre para lhe anunciar o nascimento, sob o signo de Saturno, de uma criança cujo destino era se tornar rei dos judeus. Ele acrescentou, sem tirar qualquer conclusão disso, que o poder de Herodes estava ameaçado por esse acontecimento. O rei, um tanto cético, considerando os personagens modestos aos quais Saturno geralmente oferece sua proteção, perguntou assim mesmo, por medida de precaução, onde essa criança havia nascido, antes de dispensar o astrólogo e reunir seu conselho.

Os quatro maiores dignitários do reino, cada um deles representante de uma perspectiva filosófica bem distinta, faziam parte dessa alta instância. Herodes lhes anunciou que, diante da impossibilidade de determinar de qual criança se tratava exatamente, uma vez que os astros se calavam sobre esse assunto, ele decidiu massacrar todos os recém-nascidos da cidade de Belém. E sobre isso os quatro conselheiros foram convidados a se exprimir, um de cada vez.

O primeiro era um estoico. Ele ressaltou que o destino não podia ser modificado, e que, portanto, era melhor deixar todos aqueles bebês em paz, entregando a questão para a divindade. De fato, se ela havia decidido o nascimento de um novo rei dos judeus, o fato poderia ser lamentável, mas nada poderia alterar o curso das coisas. Como dizem, se te derem limões, faça uma limonada.

O segundo, um epicurista, refutou a inevitabilidade do destino, e argumentou que o crime coletivo poderia talvez ter o efeito desejado: eliminar um concorrente. Mas ele aceitou a conclusão de seu confrade, por ser imoral atacar frágeis criaturas que não dispunham de nenhum meio de defesa.

O terceiro, um moralista religioso, também negou a predestinação, e aceitou a ideia de que o crime poderia salvar o poder real, mas ressaltou que o assassinato não seria vantajoso a longo prazo, em razão da justiça divina, que geralmente não era favorável ao extermínio de recém-nascidos. Portanto, se Herodes massacrasse inocentes, após sua morte estaria sujeito a um castigo perto do qual a perda do poder seria uma ninharia.

Nesse ponto da história, o caso decididamente não se encaminhava a favor dos planos de Herodes. No entanto, ainda restava o quarto conselheiro, um político (ou, se preferirem, um sofista), que argumentou de uma forma totalmente diferente de seus predecessores. Herodes sabia, por experiência própria, que podia contar com ele. É absurdo, ele disse, afirmar que os recém-nascidos são incapazes de se defender, pois todo inimigo morto está exatamente na mesma situação: na verdade, se ele fosse capaz de se defender, não teria sido morto. Portanto, não há nenhuma diferença entre as crianças, por mais jovens que sejam, e as hordas de legionários cobertos de aço. Ademais, na luta pelo poder, tudo é permitido. No final, para completar, o político lembrou que o princípio da responsabilidade coletiva é o mesmo do pecado original: Adão e Eva não seriam na verdade os únicos responsáveis por inúmeras tragédias de inúmeras gerações? Qual a diferença entre a história do mundo e o assassinato coletivo anunciado por Herodes?

O rei, satisfeito, fechou o conselho, declarou todos seus conselheiros favoráveis ao massacre, e foi executar seu plano. A sequência, todos sabem: os recém-nascidos foram mortos a golpes de espada, enquanto a pequena criança visada tomou a estrada para o Egito montada em um jumento.

O epílogo, em compensação, é contado com muito menos frequência, sendo que ele contém a moral de toda a história. Ele ocorre dezenas de anos mais tarde, nas chamas do inferno, onde Herodes encontra seus quatro conselheiros acompanhados do astrólogo. Cada um levava no peito, segundo a tradição infernal mais difundida, uma placa indicando o crime cometido.

Para Herodes e o político, o caso era simples: ambos foram condenados por infanticídio. O estoico foi condenado por ter professado a doutrina herética do fatalismo e ter propagado um derrotismo que enfraquecia a luta que ele deveria conduzir na Terra pela causa divina. O epicurista foi condenado por ter desdenhado da questão do poder e assim contribuído para a anarquia. Quanto ao moralista religioso, ele foi condenado por ter defendido uma falsa moral, fazendo de Deus um mero contador e se baseando no cálculo das consequências no além dos atos cometidos aqui, e não na verdadeira moral que nasce do amor desinteressado da divindade.

Mas e o pobre astrólogo, vocês dirão, que só relatou aquilo que os astros diziam, por que ele teria sofrido o mesmo destino que os outros cinco? Era isso que ele mesmo não conseguia entender. Eis, então, o que estava escrito em sua placa, e que pode dar lugar a mais de uma reflexão entre os leitores: “Condenado por ter transmitido falsas informações com consequências funestas”. Na verdade, ao anunciar que havia nascido um rei dos judeus, o astrólogo se esqueceu de acrescentar um elemento essencial: esse reino não era deste mundo.

*Thérèse Delpech, cientista política e filósofa, especialista em questões de defesa.

Tradução: Lana Lim

http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/lemonde/2010/12/24/uma-outra-form...

domingo, 23 de dezembro de 2012


Fotos de SAMUK





O Papa e o Casamento entre Pessoas do Mesmo Sexo - José do Vale Pinheiro Feitosa


Os romanos absorveram a palavra “laikós” do grego que significava “do povo” e depois o Latim Vulgar evoluiu para “leigas” que derivou para o hoje leigo. E a palavra “leigo” se desdobra em dois significados principais: que não pertence ao clero ou aquele que é ignorante em relação a um determinado assunto ou profissão. Os sacerdotes como senhores do feudo espiritual, pretendentes a porteiros da eternidade, reduziram as almas aflitas ao estado da secularidade. Aquele que vive apenas no tempo, no século.

Tome-se na espiritualidade, na materialidade e na eternidade a trindade que une a carne frágil ao evoluir do cosmo e perceba o quanto a narrativa cristã original era mais ampla, livre, universal e igualitária. Cabia a todos neste mito do nascimento regular do “Natal” e na renovação da fertilidade no “Ano Novo” que restabelece o calendário do fim do tempo.

Esteja na leitura que contigo estou. O evoluir etimológico é um assunto por vezes árduo e enfadonho, igualmente parece o estudo da genealogia familiar. Mas como ocidentais, que somos desaguadouros da civilização greco-romana e da narrativa mesopotâmica dos semitas, perceba o quanto a tua ligação ao cosmo é germinação secular, do tic-tac dos segundos e do foguetório dos séculos. Do leito e da mesa do teu lar ao planeta com suas desigualdades territoriais.   
  
Por isso o leigo, a realidade do mundo, posto que humana e do povo, se contrapõe à elite sacerdotal, à igreja, à formação de feudos e de senhores. Enquanto o leigo amplia, a ordem eclesial recolhe-se entre muros de castelos ou burgos a restringir todos a regras seculares de ritos e mitos. A ordem feudal que abafa a circulação da difícil união entre a carne e o cosmo.

Entendo que nesta altura pergunte-se a respeito por que te ofereço estes parágrafos. O Papa em mensagem ao fieis resolveu fechar mais janelas na livre relação entre todos. Ao condenar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, não apenas demonstra o quanto ausente se encontra a igreja da ordem laica do Estado como nada mais há que se opor ao espírito de mediação entre as pessoas e o cosmo. Mediação que se encontra nas leis que não apenas são removíveis como também se movem pela própria relação com o tempo e o espaço.

Ao chegar ao limite dos muros do Vaticano o Papa lança pedras de fogo sobre as ruas e praças urbi et orbi apinhada de gente. Praticamente o sacerdote máximo da Igreja Católica não defende os fieis, mas ao contrário, convoca os fieis a combaterem a oxigenação dos seres humanos, essa espécie tão dependente deste gás. Amanhã quando Irmandades Católicas se radicalizarem quais outras “irmandades” muçulmanas ou judaicas as ruas e praças estarão interrompidas para a relação entre o ser humano e o cosmo.

A radicalidade feudal das religiões, em pleno tempo da universalização e da igualdade, tem o dom da sufocação. Da tortura e do ódio. Da perseguição e da crucificação. Mesmo que católicos atentos aos seres e ao cosmo não façam essa leitura, é inegável que a história recente mostra tal radicalidade nas ruas do Cairo, na Líbia, na Síria, na Europa, enfim onde o humano existe por necessidade de ser no mundo.      



Bibi da Onça - Um Otimista no Natal - Por José do Vale Pinheiro Feitosa

O título carece explicação. Bibi por diminutivo de Beraldo e Onça por feito de coragem ao contrário. Madrugada de valentões: caçada de uma onça que dizimava as ovelhas lá no olho d´água da Serra do Quincuncá. A luta para arrumar a arriscada excursão na coragem de Bibi. Ele acompanhou, mas assim que o rastro da fera e tiquinhos de bosta verde no meio do mato apareceram, deu uma sede de deserto na alma de Bibi. As cabaças estavam secas. Alguém sugeriu que Bibi chupasse um taco de rapadura. Pronto Bibi bateu em retirada a busca de um pote de água dormida. A onça colou ao apelido de Bibi.

Bibi é otimista inveterado. A sentença do patrão das terras onde vive agregado são loas de obediência. Mas ele tem uma arrumação no olhar: o olho esquerdo fulmina o pessimismo dos que reclamam e o direito ilumina as glórias do patrão. O Patrão anda por aí na Hilux refrigerada, mora na cidade e de costuma provar o sal da terra nos mares bravios do Ceará. Bibi é outra coisa: casa com teto vazado feito arupemba e paredes com buracos de espia.

Neste natal o patrão mandou a Hilux na fazenda para pegar as carnes de um carneiro e um peru de primeira. Aproveitou a viagem e mandou uma “ceia de natal” para os agregados da sua fazenda. O olho direito de Bibi da Onça brilhou como uma super nova.

Os agregados que restavam na fazenda eram poucos e Bibi aproveitou para criticar:

- Viram no que dá? É esta tal de Bolsa Família e os homens se aposentando cedo demais. Tem muito caba bom de eito que foi morar na cidade com aquele dinheirão que ganha do governo não quer mais nada com o trabalho. Agora é isso aí! Uma festa desta tinha para mais de quarenta pessoa. Agora é só nós.

De fato os presentes à “ceia” não passavam muito de quinze pessoas. Entre eles uns três sobrinhos de Bibi, Mário e sua mulher Ana, Zé Chulé e a mulher, Tonho e Zefinha e mais outras pessoas que não adianta esticar a lista. E aí veio a ceia. Que decepção. Bibi, abriu a bolsa de plástico e tinha umas seis pet de tubaína. Mario olhou para Ana e estimulou o olho esquerdo de Bibi.

- Mas minino só mandou “espoca bucho”. Antigamente pelo menos tinha aluá. Agora é este bicho que faz nós soltar tanto traque que escangalha o buraco que rima com caju.

- Deixe de ser ingrato. Seu pessimista. Nunca vê as coisas boas que acontece. Tudo é ruim, não adianta dar as estrelas. O aluá é coisa ruim, da casca do abacaxi, suja, cheia de micróbio. Agora não, este refrigerante de primeira é sadio, a água é até pasteurizada.

Mario olha para Ana e comenta: e vai ter pastel?

- Qui nada. Ói lá em riba da mesa, só tem aquela bulacha dura da bodega de Mané da Rola.

Bibi ficou possesso com as palavras de Mario e Ana. Foi de porta a fora e fez uma oração de louvor ao seu patrão, com o chapéu na mão e o olho direito olhando para a casa grande adormecida no silêncio do natal, com tubaína, bolacha dura e sem a Missa do Galo.

Para Alfredo!



Feliz Aniversário!


Aniversaria hoje um dos homens da minha vida - O filho único dos meus pais: Alfredo Moreira Neto! Ninguém lembra esse menino melhor do que eu _ sua irmã mais velha. Doce no coração, amigo irmão. Desejo pra essa figurinha humana, toda felicidade do mundo.
Abraços, querido!




Suas primeiras palavras foram :"vou ser Pa...", que significava: vou ser padre. Bem ensinadas pela minha mãe.Mas ele é pai- um grande PAI! Os filhos que o confirmem!
Sem dúvidas, o filho preferido de Dona Valda., mas a gente( 5 irmãs) nunca sentimos ciúmes. Também era o nosso irmão preferido- sempre será!
Neste dia, sempre dizia - quero dois presentes: Natal e aniversário...E a minha mãe sorria.
Saudade imensa, mas serena, da minha família, quando éramos todos pequenos.

Zélia, Socorro, Verônica, Teresa e Catarina entregam-te corações amorosos. Que Deus abençõe a tua familía: esposa (Silvana), filhos, noras, e a neta que vai chegar - a  sua Marina!


AVE MARIA NO MORRO DE HERIVELTO MARTINS - José do Vale Pinheiro Feitosa

Aos meus amigos músicos do Cariri: viver é preciso e navegar também. Ocupem-se com sua arte, não se aprisionem ao sucesso. Herivelto Martins quando compôs Ave Maria no Morro apenas escutava o canto dos pardais se recolhendo. Levou a música para Benedito Lacerda e este retrucou que aquilo era música de igreja, eles precisavam compor música para ganhar dinheiro.

Mas nem pela hierarquia da igreja foi compreendida: o taciturno e conservador Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Sebastião Leme, num descompasso com a música e seu tempo disse que a música era um heresia e pediu a censura da mesma. Estávamos em 1942, no âmago da Ditadura do Estado Novo e Herivelto salvou a música por ser amigo dos censores do regime.

Dom Leme e Benedito estavam errados com Deus e com os homens. Quem escuta a letra e a compreende, observa o quanto Dom Leme se afastara do espírito original do cristianismo e demonstrava um elitismo anti-povo. A música é um dos maiores sucessos mundiais da cultura brasileira. Tem versões em Espanhol, Francês, Inglês, Italiano, Alemão e até em línguas eslavas. Os italianos trouxeram a letra para sua paisagem, nem referência fazem ao Rio e suas favelas. A versão mais reproduzida é a espanhola.

Numa rápida e incompleta pesquisa no Youtube consegui levantar mais de 30 apresentações de artistas estrangeiros. A música além de servir para a expressão da voz, como bem disse Benedito Lacerda é excelente para orquestras e festas religiosas. Ela foi gravada por cantores de ópera, cantores populares, orquestrada com instrumentos de sopros, guitarras, órgãos, corais, orquestras de tambores e assim por diante.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Niver de Zé Flávio- fotos de SAMUK







Parabéns, homi de Deus!

O grande escritor, cronista, poeta, contador de causos, dramaturgo que um dia simplesmente entendeu de ser um dos mais notáveis médicos do Cariri, comemorou ontem nas dependências do requintado Buffet, “Sergio Buffet”, entre amigos e admiradores, os seus quinze aninhos. O rapazote estava descontraído, moleque, cheio de vida e fez valer a data. O Mundo não acabou. Para nossa alegria 21 de dezembro de 2012, há de ser lembrado como o dia em que Zé Flávio Vieira deu uma festa de arromba celebrando 60 calendários Maia! E que o mundo acabe que acabe sempre assim... Na maior alegria, na maior festa! Parabéns, homi de Deus! Muitas felicidades, muitos anos de vida! E como diz sobrinho do capitão, Zé estava (Sex(agenário)! rs rs rs
Libério, um monstro sagrado e os Magistrais "Os Águias", fizeram a festa!
Pê Pererê pê pê pê pê, (Com uma perna só, olha aí!!!)
E como nos tempos da Polaróide... Oh! Poli minha amiga, assim não ó, assim menina ó, como nos tempo da brilhantina e das velhas e boas tertúlias!
Carnavalizando corações! Zonaram aê com o Zé hein! rs rs rs
Nós marcamos presença, dentre tantos artistas presente!
Ele nos fez Rir!
"Sergio Buffet", Show de detalhes!
Amor pra toda a vida!



Por uma noite a vida nos trouxe o baile. Dancing, e o movimento agitado. Corpo esqueceu a grande idade. Cabelos suados, olhos olhando o passado. A magia pintou de preto os cabelos, pôs nos corpos  remelexos - gotas de vida no copo.
 Sabem o que é fazer 60 anos, nos anos 60?
 Sabem o que é dançar “Beatles', no finalzinho de 2012, e encarar 2013 como um ano de sorte?
 Precisamos de festas. Festa é tenda de amigos. É leite mugido, na ordenha de novos sonhos e encantos. Presenças e ausências se misturaram numa emoção incontida.
 Brindemos a vida, sem olhar para trás, com pé no futuro- nosso infinito!
 Obrigada Zé Flavio e Fabiana por tantas alegrias, numa noite e (terna)!

Festa de Arromba!

Zé Flávio e Fabiana nos fizeram cantar e dançar ao som dos Águias de Barbalha.
Tudo lindo e perfeito!
Muitos clics, muito mel, muita amizade no abraço.
Bom reencontrar todo mundo no mesmo espaço, na mesma alegria.
Foi   o  niver  de Zé Flavio -Aquele Cara!
Agora é madrugada ,e a festa ainda está rolando.Celebramos a vida que está recomeçando.
Na casa de Nívia também existe festa.
E na casa de Zé do Vale - tão lembrado?
Tenham um noite de sonhos.Nosso azul matizado está crismado!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Tem gente que veio ao mundo
pra comprir uma missão
na alma e no coração
esse mister é profundo
e gera um prazer fecundo
bússola do itinerário;
nas letras, o relicário,
no bisturi, o fervor: 

Zé Flavio grande escritor
e médico humanitario.



 Bastinha Job

Dezembro- socorro moreira

Tenho muito gosto
De viver mais um dezembro
O mesmo ar de festa
Em toda porta

As ruas escancaram seus mistérios
Os perus morrem de véspera?
- Congela-se o  gosto da ceia

As árvores se enfeitam
A cidade se aclara 

Em tons de prata e dourado
Morre o dia

Noites quentes
Buscam o retrato da neve
Amigos se ocultam
Numa brincadeira gostosa...

Saudades antigas
- Crianças brincam!


Do outro lado da moeda...É  o fim do mundo!

Um ideal de felicidade: Carlos e Magali!

Se eu pudesse estaria lá...
Eles completam 40 anos de casados, e eu tenho certeza que ainda estão no começo, quando o amor é perfeito!

Parabéns, queridos!



"...nesta data querida...", e quase temida, ele celebra aniversário.


Ilustre filho do Crato... Tão distante tão presente... Nosso presente diário! 
Quando ele viaja, uma cadeira permanece vazia. O vazio é preenchido pela expectativa da sua volta.
Zé do Vale e Zé Flávio, entre outros, são pessoas que nos calam... E tem gente que não bota fé nos astros! Não existe festa virtual... Ou existe?
Não me conformo com presença espiritual, mas hoje ela fará falta... Ainda bem que existe Zé Flávio!
Um brinde ao aniversariante: José do Vale Pinheiro Feitosa!
Que a sua família encha de carinho e alegria, o dia deste querido camarada!
Zé do Vale, receba nosso grande abraço!