por José do Vale Pinheiro Feitosa
Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.
José do Vale P Feitosa
domingo, 15 de abril de 2012
Por Danuza Leão-Colaboração de Eurípedes Reis
Conservação do solo - Por José de Arimatéa dos Santos
| José de Arimatéa dos Santos |
A Carroça de Mamulengos - Emerson Monteiro

Um clã organizado que viaja o Brasil produzindo arte popular através de espetáculos circenses, eis o retrato resumido dessa trupe de artistas formada de irmãos da mesma família para festas de intensa alegria, músicas e cores, mostradas em praça pública, revivendo no palco das ruas e praças do Cariri as boas noites do que oferece silenciosa felicidade, aos olhos brilhantes de crianças atenciosas ao novo que recebem.
O prenúncio desse grupo de artistas remonta 1975, em Brasília, quando seu idealizador, Carlos Gomide, trabalhava de junto do diretor de teatro Humberto Pedrancini, em outro grupo chamado Carroça. Ano seguinte e conheceria o espetáculo Festança no reino da mata verde, do Mamulengo Só Riso, assim reforçando o gosto pelo teatro de bonecos.
Em 1978, Carlos conheceu Antônio Alves Pequeno (Antônio do Babau), mestre brincante paraibano da cidade de Mari, buscando-o em 1979 para desenvolver o aprendizado nos espetáculos dos bonecos. Um ano e meio de convivência seria o suficiente para o discípulo estruturar o conjunto de bonecos da mesma brincadeira e receber permissão do mestre para levar adiante a tradição milenar em viagens pelo País, isto que vem informado no site do grupo na Internet.
Em 1982, ainda no Distrito Federal, se incorporou ao elenco das peças a teatróloga Schirley França, futura esposa de Carlos Gomide, de cuja relação nasceriam os oitos filhos do casal que compõem a base atual da caravana artística que nos visita: Maria, Antonio, Francisco, João, Pedro, Mateus, Luzia e Isabel.
Na melhor qualidade desses espetáculos, em turnê patrocinada dentre outros pela Petrobras, a Carroça de Mamulengos alimenta o encanto da arte espontânea dos terreiros, feiras e festivais, essência natural das manifestações coletivas de cunho popular, o que traduze em termos presentes os primórdios da Grécia mais antiga, naquilo que chamaram ditirambo, fonte arcaica do teatro moderno e do cinema industrial.
Desta maneira, revivem sonhos e vivências comunitárias em ações plenas de música, dança, jogos, diversões, folguedos, confraternização, força pulsante dos universos da beleza inesperada, isso diante da tecnologia artificiosa destes dias massificados da artificialidade vendida aos borbotões nos vídeos distanciados da gente.
Nossos votos de boas vindas e sucesso à Cia. Carroça de Mamulengos nas cidades do Cariri que desfrutam a luminosidade dos instantes mágicos que traz ao povo.
sábado, 14 de abril de 2012
sexta-feira, 13 de abril de 2012
NONATO LUIZ - 35 ANOS DE MÚSICA - TURNÊ CEARÁ
Contando estrelas- cantando canções- por Socorro Moreira
Dia 14/04 ,sábado, Grande Festa Show dançante, no Crato Tênis Clube.
Luiz Carlos Salatiel- postado no Cariricult
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Amanhã é dia de festa!
Estamos nos telefones:
3523-4305(Hugo)
3523-2867(Socorro Moreira)
88-089685(Socorro Moreira)
99-444161(Socorro Moreira)
Gêtsemani

Não, não transparecia cansaço nem fastio, embora a cena se repetisse há tantos e tantos anos. Apenas uma leve asa de indignação ruflava ao seu derredor. Como um moderno Prometeu acorrentado, fazia-se eterno pasto à águia do cristianismo. Parece até que ganhara a maldição da imortalidade. Ressuscitavam-no todo ano, em meio às velas, ao vinho e ao roxo da Semana Santa. No seu curto e sub-reptício reinado, fazia-se, rapidamente, senhor de uma quinta , ganhava roupas esfarrapadas, mas modernas, metia-se a cavaleiro. Metamorfoseava-se de uma personalidade qualquer escolhida entre os sempre novos e fartos Judas da humanidade e partia, no Domingo da Ressurreição, para o seu calvário particular.Até um testamento lhe seria providenciado, ele que não deixara sobre a terra nenhum legado que fosse além da pura e cristalina infâmia. Até os 30 dinheiros, levara ao santuário antes do pêndulo do corpo e do final balanço da corda.
Suas memórias, se escritas, seriam um farto material para o estudo do inconsciente coletivo. Havia, com certeza, algo de sanguinário, de sádico e tribal naquela malhação.A simples encenação daquela selvageria, no fundo, contradizia-se frontalmente com as lições de amor, de solidariedade e compreensão que terminaram por permear todo o Novo Testamento. A primeira pedra que ninguém ousara lançar sobre Madalena , agora fariseus multiplicados aos montes atiravam nele com sanha animalesca, sem nenhum remorso, sem nenhum pejo.
Neste ano, ali estava novamente no cadafalso, aguardando o desenlace tão previsível. Enquanto observava a faísca zigzagueante do estopim, teve , por fim uma clara visão do mundo que um dia abandonara pensando em se livrar dos seus demônios e fantasmas. Na verdade a turba não malhava ao Judas, mas tentava destruir as imperfeições pessoais que via nele refletidas. É como se diante do espelho, o quebrassem, por temerem a imagem horrorosa mas verdadeira que se revelaria na superfície cristalina. Nada mudara em tantos anos! Bastava fitar a multidão para ver claramente presente e cristalizado em todos os corações o veneno um dia inoculado no Gêtsemani: a indecisão de Pilatos, a tríplice negação de Pedro, a parcialidade de julgamento de Caifás, a eterna opção dos eleitores por Barrabás. Parecia claro para ele agora que não foram os filhos do Pai que povoaram o mundo, mas sim a raça de Judas. Sim, seus filhos tinham prosperado como nunca sobre a face da terra . Estavam muitos ali familiarmente reunidos, com suas fraquezas, suas indecisões e seus vícios bem à mostra : lábios preparados para o beijo fatídico, mãos entreabertas esperando, sofregamente, os trinta dinheiros...
J. Flávio Vieira
"Consignados" - José Nilton Mariano Saraiva
Assim, e como “uma mão lava a outra”, quando o irmão do senhor Ciro Gomes, Cid Gomes, foi guindado ao “trono” do executivo cearense (Governador do Estado), a chefia da poderosa “Casa Civil” do Estado foi reservada para o senhor... Arialdo Pinho (que nunca constou das famosas “listas” elaboradas pelos “especialistas” de plantão).
Fato é que, depois de empossado, o senhor Arialdo Pinho tornou-se uma espécie de “eminência parda” do Chefe do Executivo cearense, já que, além do poder de influir em outras secretarias, de repente assumiu a condição de “palpiteiro-mór” do Governo, principalmente nas querelas a envolver a Prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (aqui, contando com o apoio do outro irmão do governador, senhor Ivo Gomes, Chefe de Gabinete do próprio).
E aí vem aquela velha, surrada (e repetitiva) história do “nada melhor que um dia atrás do outro, com uma noite no meio”, a fim que os mistérios da madrugada venham à tona; pois não é que, após denúncias consistentes e posterior análise minuciosa do problema, o sério e aguerrido Deputado Estadual Heitor Férrer (candidato à prefeitura de Fortaleza) descobriu e “botou a boca no mundo”, anunciando que a apetitosa “mina” dos empréstimos “consignados” aos servidores do Estado, que “movimenta uma média de 30 milhões de reais em mais ou menos 10.000 operações de crédito a cada mês”, e que propicia às “administradoras” da atividade nada menos que R$ 4,5 milhões mensais de remuneração, é explorada com exclusividade pelas empresas de um tal Luis Antonio Ribeiro Valadares.
E quem será esse sortudo, esse privilegiado, esse escolhido dos deuses, que conseguiu tal mimo do Governo do Estado, verdadeira loteria acumulada ???
Pois não caiam pra trás: o distinto, que ninguém até aqui conhecia, é simplesmente “GENRO” do chefe da Casa Civil, senhor... Arialdo Pinho (seria seu “testa-de-ferro” ???).
E agora, Cid, Ciro e Ivo Gomes ???
Waldir Calmon
Waldir Calmon Gomes (Rio Novo, 30 de janeiro de 1919 — Rio de Janeiro, 11 de abril de 1982) foi um pianista e compositor brasileiro de grande sucesso nos anos 50.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
"Melhor Idade" ????? (transcrição)
- Nossa! e com essa sua pinta o senhor deveria, certamente, agradar muito o público feminino, nas noites de jantar com o comandante. / - Boquiaberto só pude responder: - Hã? - distraído, eu estava de olho fixo no decote da jovem que exibia, exuberantemente, seus lindos seios. Ela me pegou no flagra. Desagradável! / - O senhor ficou vermelho! Ficou até mais bonito. Aliás, o senhor deveria fazer um teste na televisão. / Eu estava perplexo e apavorado. Depois dos sessenta, isto acontece uma vez antes da morte. Aquele avião pronto para decolar e eu sem condições nem mesmo de efetuar o chek in. Sim, não sabia ao certo quanto teria na conta corrente... Quanto estaria custando um Viagra? Onde poderia arrumar duzentão, até o dia do pagamento? Quanto estariam cobrando um apê no motel? Comecei a suar frio. / - Eu artista de televisão? / - Sim, o senhor lembra aquele famoso galã dos anos cinqüenta, que minha avó me mostrou na revista "Rainha do Rádio". Ela tem verdadeira paixão por essas revistas. Adorava Marlene, Emilinha Borba... Deus nos livre de alguém mexer nas suas revistas. Ela guarda a sete chaves, com o maior carinho. O senhor é saudosista também? / - Sim! Mas, você ta me gozando. Galã dos anos cinquenta? / - Verdade... não me lembro bem o nome, só sei que ele fazia filmes para o cinema. Ma..Mário, não era. Era alguma coisa como... ah sim, tinha dois zes no nome. / - Mário Zan? / - Não, não era este o nome.
- Mazzaropi? / - Isto Mazzaropi! Mazzaropi era um galã, não era?. / - Betão, nesta hora minha autoestima fez um buraco no chão e foi parar na terra do sol nascente. Pô, quando ela disse que eu parecia galã dos anos cinqüenta, pensei num Paulo Gracindo, Paulo Autran, ou algum Antonio Fagundes da vida. Mas, Mazzaropi? ...Foi frustrador. Mas, até aí tudo bem. O meu fabuloso programa da tarde só veio a acabar, quando ela incautamente, derrubou um livro que tinha na mão. Eu, como um verdadeiro cavalheiro, inventei de abaixar para apanhá-lo. Só que esqueci as recomendações do meu ortopedista, para que quando me abaixasse, o fizesse de uma forma bem vagarosa. Enquanto o livro descia, eu mais que depressa, inventei de pegá-lo na altura dos joelhos desnudos da jovem. / - Só escutei a frase dela: - "Uau! que reflexo - você parece um garotão!". Ouvi esta frase, e mais dois sons. Um som abafado da região da minha coluna que travou no ato, e o som estridente de um prolongado peido que sinalizava minha intensa dor no costado. E quem disse que eu conseguia endireitar o corpo. Arcado, tentava me endireitar e... peidava. Tentava, e novamente peidava. Pô Beto, o pior, que há pouco tinha almoçado num restaurante alemão Imagina o odor? A jovem vendo que a situação não reverteria, tirou os dois dedos que apertavam suas narinas, apanhou o celular e discou para o Siate. Fim de um provável romance... Você ta rindo por que não foi com você. / - Mas fala a verdade, aposentado é melhor não é? Não faz nada o dia inteiro. Você tem plano de saúde, não tem? Paga aluguel? - - Pago aluguel, luz, água, telefone, IPVA, IPTU e os IPQosPÊ... E se dependesse do SUS meu endereço seria o de algum cemitério da urbe. / - Mas tenho uma programação diária. De manhã, bater papo com amigos no banco da esperança. / - Banco da esperança? / - Sim, todo dia nos encontramos nesse banco, na esperança que alguém tenha alguma novidade de melhoras do salário. E apesar da descrença da maioria, aproveitamos também para cultuar a imagem da beata Isonomia, que está para ser canonizada nos próximos meses. Daí, só quero ainda estar vivo para poder exclamar com toda a força desse pulmão enfisematoso: "SANTA ISONOMIA, COBRAI POR NÓS!". As RPMs (rotações por minutos) dos velhos são muito mais rápidas. Nosso tempo é curtíssimo. Seria bom se recebêssemos o que nos é devido; nossos credores exultariam. / Continuando, à tarde aquela sesta de lei, após, um banho, e daí parto para consultas médicas, onde apanho um monte de receitas para compras de remédio, pedidos de exames de radiografia, cintilografia, e outras "fias" mais. / - Algum problema de saúde? / - Nãããããoo! exceto hipertensão, diabetes, aneurismas, enfisema pulmonar, dentaduras frouxas, pipi fora do vaso; só mais uns probleminhas corriqueiros, mas, tá tudo bem. A noite, assisto com minha comadre, a novela das 18h, 19h e 20h, depois, noticiários. Lá pelas 23h, tomo uma papinha quente e vou dormir. / Se a artilharia não estiver com muita munição, durmo na cama, senão, a dona da casa me manda para o colchonete do escritório... / - Um exame eu sei que você não fez? / - Qual? - O prostático? - Já fiz. Só que levei meu três oitão prateado para o caso de eu gostar do exame. Pô, rapaz, o médico além de ser candidato a TV Globo, tinha uns dedões super avantajados Pensei cá com meus botões: e se depois desse exame de toque eu pedir o número do celular ou uma foto do médico ??? Meto uma bala no ouvido. / - É isso aí, Betão, o que você ouviu é o alegre dia-a-dia de um indivíduo aposentado, sessentão, faixa etária que algum babaca de plantão, apelidou da "MELHOR IDADE". Argh!
Luiz Celso de Matos – Curitiba/PR
terça-feira, 10 de abril de 2012
NOITE ILUSTRADA- Norma Hauer
Norma
ROBERTO SILVA- Norma Hauer
EVALDO RUI - por Norma Hauer
Norma
Aniversariou, em 9.04, ontem, o grande Ulisses Germano!
Ando envolvida por demais com a festa de Hugo Linard, e deixei de fazer a postagem que era de merecimento.
Pra mim Ulisses é uma festa diária.
Passa tocando, criando, fazendo arte...Somos amigos vizinhos!
Ganhou o presente maior: a visita da sua mãe- figura linda!
Que Deus lhe conceda todas as graças !
Abraços, amigo!
"Surpresa" no Crato - José Nilton Mariano Saraiva
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Pois é, depois de se servirem por oito anos da “fidelidade canina” do próprio, não mais que de repente, sem dó nem piedade, e de forma desrespeitosa, humilhante e vexatória, o atual mandatário da cidade do Crato, familiares e amigos mostraram ao ex-aliado e ex-fiel colaborador, Raimundo Bezerra Filho (atual vice-prefeito), que, em termos de sucessão municipal, seu nome jamais esteve cotado para vôos mais altos, que não havia interesse em dar-lhe o aval para “sentar no trono”, que era “carta fora do baralho” e, enfim que o poder era privativo, familiar, espécie de “capitania-hereditária” tupiniquim. E o modus operandi para viabilizar tal projeto consistiu basicamente em isolá-lo de qualquer conversa, diálogo ou reunião, mesmo e apesar de terem sido procurados para tal mister.
Assim, antes de configurar lamento ou decepção de quem se achava merecedor e foi irremediavelmente preterido (ou rifado), as palavras do Raimundo Bezerra Filho nos remetem à crua e hipócrita realidade vigente na arena política, onde prevalecem as “conveniências” (primeiro os meus, depois os teus), o apetite desmesurado pelo poder (e tudo que ele representa) e o “jogo sujo” (onde do pescoço pra baixo é tudo canela), mesmo que de alguém que, guindado ao trono ancorado numa suposta “tradição familiar”, ao longo de dois mandatos jamais demonstrou qualquer vocação para gerir a coisa pública - e o estado deplorável, caótico, falimentar e de abandono do município está aí para comprovar). Se alguém duvida é só ir lá constatar, “in loco”.
Isto posto, passar como um rolo compressor por cima de um antigo fiel colaborador parece nada representar para os integrantes do atual grupo dominante, contanto que a perpetuação no poder se materialize ou o “....CONTINUÍSMO, COM FORTES INTERFERÊNCIAS FAMILIARES” seja mantido.
No tocante ao Raimundo Bezerra Filho, depois de ter “...O SILÊNCIO COMO RESPOSTA” (e de ter a coragem – antes tarde do que nunca - de denunciar tal manobra), até por uma questão moral só lhe resta se lançar (ou apoiar) candidato de oposição ao ex-chefe, familiares e seu grupo de áulicos (afinal, reza o velho ditado que... “a ingratidão apaga a afeição”). Ou não ???
E a população do Crato, já não estaria na hora de experimentar algo novo, acordar desse marasmo que já dura décadas ???
Ô povo desprovido de massa crítica !!!
Por Cora Coralina
Renovadora e reveladora do mundo
A humanidade se renova no teu ventre.
Cria teus filhos,
não os entregues à creche.
Creche é fria, impessoal.
Nunca será um lar
para teu filho.
Ele, pequenino, precisa de ti.
Não o desligues da tua força maternal.
Que pretendes, mulher?
Independência, igualdade de condições...
Empregos fora do lar?
És superior àqueles
que procuras imitar.
Tens o dom divino
de ser mãe
Em ti está presente a humanidade.
Mulher, não te deixes castrar.
Serás um animal somente de prazer
e às vezes nem mais isso.
Frígida, bloqueada, teu orgulho te faz calar.
Tumultuada, fingindo ser o que não és.
Roendo o teu osso negro da amargura.
Cora Coralina
Cora Coralina
Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, (Cidade de Goiás, 20 de agosto de 1889 — Goiânia, 10 de abril de 1985) foi uma poetisa e contista brasileira. Considerada uma das principais escritoras brasileiras, ela teve seu primeiro livro publicado em junho de 1965 (Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais) quando já tinha quase 76 anos de idade.
Mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás.
wikipédia
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Senhor Raimundo Bezerra Filho,
Iria, por hábito, começar com o tradicional “caro Raimundo etc.”, mas ponderei que não o conheço e nem você a mim. Além do mais tinha acabado de me despedir do blog por 15 dias. Mas não pude me eximir de escrever-lhe por três razões principais: um grande cratense que me orgulha, o cidadão Raimundo Bezerra; esta eterna permanência de “filhinhos de papai” na politica da cidade e a necessária rebelião em face do que está ocorrendo nas municipalidades brasileiras receptoras de enormes verbas federais. Neste último caso, já adianto, a sanha de alguns privilegiados por estas verbas em busca de proveitos próprios e de sua classe social.
E quem me ler neste momento pode pensar que o quero atacar por ter o mesmo nome do grande político local, Raimundo Bezerra ao apontar a eterna permanência de “filhinhos de papai”. Se não leram dessa forma, devem imaginar que estou louco como alguém que fala em corda na casa de enforcado.
Mas o sentido que quero dar é o oposto, sem, no entanto, me eximir do que acho que seja um perfil problemático da política em nossa terra. E este sentido está preliminarmente sendo dado por você mesmo. Negar os arranjos das famílias que se acertam para manter um quadro insustentável no município.
E o que chamo da política de “filhinhos de papai” não se refere aos filhos e a algum pai, mas e esta eterna irresponsabilidade de não sentir o pulso de uma sociedade que se torna complexa, violenta e ávida por soluções igualmente complexas. Ao “modus operandi” do velho fisiologismo, o empreguismo, a troca de favores, uma obra para um e outra para aquele, tudo aos amigos e aos inimigos a lei. Esta ampla sessão de desvario “infanto-juvenil” de uma política que põe roupas de “shopping center” sobre espectros de velhas oligarquias em que as pontas sempre se interconectam para tudo mudar sem que nada mude.
E esta política tem um “animus genérico” que são as verbas públicas repassadas das outras instâncias de poder para obras, merenda e transporte escolar, para o SUS, segurança, esporte e lazer, cultura, as grandes festas públicas que terminam por alimentar “garotões” que gostam de exibir seus “carrões” e montar “negócios”, sem risco algum, nas capitais. Isso atendendo rigorosamente aos compromissos frente aos sócios menores e com a rede de bons cidadãos a serviço de quem lhes distribui humilhantes migalhas.
Pois é, este é o dedo fatal sobre a ferida da municipalidade nacional. Quem hoje no Brasil resolve mostrar um espírito de luta política, deve pensar no grande problema que se encontra no município. Especialmente o município onde você mora, com uma crescente migração, um número de estudantes universitários em busca de superação, ao lado de grandes e contínuas dificuldades de desenvolvimento industrial e de inovação.
Acho que Raimundo Bezerra, que viveu sob o tacão de uma ditadura feroz, soube enfrentar o seu tempo. E agora é a sua vez, sem a sujeição à sombra e à água fresca, sem a acomodação de espirito e, sobretudo, estando preparado para o seu tempo e as circunstâncias que lhes desafiam e a qualquer um que queira agir seriamente sobre esta realidade.
Atenciosamente,
José do Vale Pinheiro Feitosa
Rio de Janeiro, 9 de abril de 2012
Quinze dias - José do Vale Pinheiro Feitosa
Ponto de vista: Lya Luft Ainda se caçam bruxas
Auci Ventura - A artista de Cara pro mundo

domingo, 8 de abril de 2012
Por e-mail
Interessante! - Colaboração de Pachelly Jamacaru
VOCÊ SABE O QUE É UM PALÍNDROMO?
e Tautologia !?...cometemos e nem percebemos...
VOCÊ SABE O QUE É UM PALÍNDROMO?
Um palíndromo é uma palavra ou um número que se lê da mesma maneira nos dois sentidos, normalmente, da esquerda para a direita e ao contrário.
Exemplos: OVO, OSSO, RADAR. O mesmo se aplica às frases, embora a coincidência seja tanto mais difícil de conseguir quanto maior a frase; é o caso do conhecido:
SOCORRAM-ME, SUBI NO ONIBUS EM MARROCOS.
Diante do interesse pelo assunto (confesse, já leu a frase ao contrário), tomei a liberdade de seleccionar alguns dos melhores palíndromos da língua de Camões...
ANOTARAM A DATA DA MARATONA
ASSIM A AIA IA A MISSA
A DIVA EM ARGEL ALEGRA-ME A VIDA
A DROGA DA GORDA
A MALA NADA NA LAMA
A TORRE DA DERROTA
LUZA ROCELINA, A NAMORADA DO MANUEL, LEU NA MODA DA ROMANA: ANIL É COR AZUL
O CÉU SUECO
O GALO AMA O LAGO
O LOBO AMA O BOLO
O ROMANO ACATA AMORES A DAMAS AMADAS E ROMA ATACA O NAMORO
RIR, O BREVE VERBO RIR
A CARA RAJADA DA JARARACA
SAIRAM O TIO E OITO MARIAS
ZÉ DE LIMA RUA LAURA MIL E DEZ
E agora sabe o que é TAUTOLOGIA?
É o termo usado para definir um dos vícios, e erros, mais comuns de linguagem. Consiste na repetição de uma ideia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido.
O exemplo clássico é o famoso 'subir para cima'ou o 'descer para baixo'. Mas há outros, como pode ver na lista a seguir:
- elo de ligação
- acabamento final
- certeza absoluta
- quantia exata
- nos dias 8, 9 e 10, inclusive
- juntamente com
- expressamente proibido
- em duas metades iguais
- sintomas indicativos
- há anos atrás
- vereador da cidade
- outra alternativa
- detalhes minuciosos
- a razão é porque
- anexo junto à carta
- de sua livre escolha
- superávit positivo
- todos foram unânimes
- conviver junto
- fato real
- encarar de frente
- multidão de pessoas
- amanhecer o dia
- criação nova
- retornar de novo
- empréstimo temporário
- surpresa inesperada
- escolha opcional
- planejar antecipadamente
- abertura inaugural
- continua a permanecer
- a última versão definitiva
- possivelmente poderá ocorrer
- comparecer em pessoa
- gritar bem alto
- propriedade característica
- demasiadamente excessivo
- a seu critério pessoal
- exceder em muito .
Note que todas essas repetições são dispensáveis.
Por exemplo, 'surpresa inesperada'. Existe alguma surpresa esperada? É óbvio que não.
Devemos evitar o uso das repetições desnecessárias. Fique atento às expressões que utiliza no seu dia-a-dia. Assim, se fala em bom português .
Gostou?
Reenvie para os amigos amantes da língua portuguesa.










