por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



sexta-feira, 16 de outubro de 2026

 INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL – (José Nílton Mariano Saraiva) 

Nos confins do universo, navegando a uma velocidade supersônica na imensidão infinita do cosmos, ao abrigo e no interior daquele insignificante artefato construído pela “raça humana”, desenrolava-se um drama inimaginável: é que, através do recurso conhecido como leitura labial, HAL houvera descoberto que os até então dois fiéis companheiros de viagem tencionavam eliminá-lo da missão, silenciá-lo de vez, descartá-lo como um dos responsáveis pelo sucesso da empreitada, seguindo viagem sozinhos. 

Então, a partir daí, depois de infrutíferas tentativas de persuasão, ciente de que não poderia dissuadi-los a desistir de uma viagem que considerava inviável, HAL arquitetou e pôs em prática, paulatinamente, seu fulminante contra-ataque, que culminou por levar o homem (agora, um único sobrevivente) a romper sua dimensão temporal, transportando-o a uma outra galáxia, uma outra dimensão, onde ele (homem), morre e, paradoxalmente, renasce para a vida, começando tudo de novo, só que longe do seu habitat natural.


Sem maiores pretensões, este é um resumo enxuto de uma das maiores obras de ficção científica já produzidas pelo homem, o filme “2001-Uma Odisseia no Espaço”, narrativa premonitória das dificuldades que, no futuro, o homem (tripulantes de aviões ou de uma nave espacial) teriam que enfrentar quando tivessem que “bater de frente” com sua própria criação: a máquina inteligente, o computador HAL. O célebre conflito criador versus criatura.


Produzido numa época (1968) em que ainda não existiam os famosos “efeitos especiais”, onde o aparato e instrumental tecnológico era uma brincadeira de criança em comparação ao existente nos dias atuais, onde a limitação orçamentária era uma realidade, e sem contar em seu “cast” com nenhum ator famoso capaz de chamar bilheteria, “2001-Uma Odisseia no Espaço” nos mostrava, lá atrás, no hoje distante 1968, a tenebrosa perspectiva de que um dia a “criatura” enfim se rebelasse contra o “criador”, quer que por mero “ciúme” ou, então, pela não aceitação de manter-se “subjugado” a uma “mente inferior”.
 

A pergunta é: agora, que a INTELIGENCIA ARTIFICIAL veio pra ficar, quem conseguirá obstá-la ??? Pra onde ela nos levará ??? O que será do “homo sapiens” ??? Tornar-se-á um servo da máquina inteligente, criada por ele próprio ???