por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



terça-feira, 8 de novembro de 2011

O dente-de-leão






Filho de um pintor,

seu maior desejo era tornar-se músico, maestro.

Mas teve que estudar filosofia para ser professor e ganhar a vida.

Um dia, deitou-se no campo, perto da linha Maginot,

linha de fortificações edificada nos anos 30,

na fronteira da França com a Alemanha.

Queria apenas contemplar a natureza.

Mas, de repente, viu-se fascinado

ao observar uma flor estranha, uma flor-estrela,

o dente-de-leão,

que os franceses chamam pissenlit.

A forma complexa da taraxacum officinale

levou-o a refletir sobre a reprodução sistemática de certas estruturas.

Logo depois, viria ao Brasil,

onde manteve contato com algumas tribos indígenas:

Bororós, Caduveos, Nambikwaras.

Registou tudo:

desenhos corporais, falas, mitos, músicas, culinária,

estruturas de parentescos...

Tornou-se um dos homens mais conhecidos do século XX.

Suas idéias invadiram quase todas as áreas do saber.

Deixou-nos há poucos dias,

com 100 anos de idade.O rapaz do dente-de-leão era

Claude Levy-Strauss.

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Postado por Everardo Norões

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