por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



terça-feira, 28 de março de 2023

 ESSES NOSSOS GESTORES...- José Nílton Mariano Saraiva

Nesse período chuvoso, o que não falta na TV são imagens do estrago causado pelas águas, principalmente em paupérrimas cidades interioranas.

Hoje, 28.03.23, por exemplo, no telejornal do meio-dia da TV Verdes Mares, tomamos ciência do estrago considerável ocorrido na cidade de Milhã-CE e o compreensível apelo feito à população pelos seus gestores, traduzido num grande e colorido cartaz orientando-a a se afastar de uma certa área próxima a um açude.

Mas, aí, a mensagem mais confunde que expõe a real situação, quando chama a atenção para o EMINENTE RISCO de rompimento da barragem do açude.

A pergunta é: seria um simplório erro de digitação do funcionário da prefeitura que preparou o tal aviso (devem alegar isso), ou (mais provável) despreparo dos gestores responsáveis que a redigiram (prefeito ou secretário) ???

Particularmente, fico com a segunda opção.

domingo, 19 de março de 2023

 TORTURADORES

“Torturadores não têm ideologia. Torturadores não têm lado. Não são contra ou pró-impeachment. Torturadores são apenas torturadores. É o tipo humano mais baixo que a natureza pode conceber. São covardes, são assassinos e não mereceriam, em momento algum, serem citado como exemplo. Muito menos numa casa legislativa que carrega o apelido de casa do povo”.

(RICARDO BOECHAT, em abril/2016, em resposta a Jair Bolsonaro, que ousara defender no plenário da Câmara, um dos piores torturadores da ditadura militar brasileira, o milico Carlos Alberto Brilhante Ustra, chefe do DOI-Codi  do Exército de São Paulo, onde 50 pessoas foram assassinadas e outras 500 foram torturadas, entre 1970-1974, entre as quais Dilma Rousseff).

segunda-feira, 13 de março de 2023

 A “BENTO” O QUE É DE “BENTO” – José Nílton Mariano Saraiva

Suspeito de estar envolvido até a medula no “transporte ilegal” (contrabando) de joias destinadas ao chefe (o Bozo), eis que agora temos novidades com relação ao “currículo” de sua Excelência o general Bento Albuquerque.

É que, além de receber como Ministro de Estado, o general pegou a “boquinha” (ou seria “bocarra” ???) de conselheiro da Itaipu Binacional, onde recebe R$ 34 mil reais para participar de reuniões bimestrais (ou seja, a bagatela de R$ 204 mil por ano).

Portanto, e até para que a posteriori não se cometa alguma injustiça, em seu currículo deve constar, sim, tão relevante informação (a Bento o que é de Bento).

Agora, aqui pra nós: vôte, que generais gulosos esses que se postam no entorno do Bozo.


domingo, 12 de março de 2023

 SOBRE A “INDEPENDÊNCIA” DO BANCO CENTRAL – José Nílton Mariano Saraiva

Depois da declaração do senhor Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central do Brasil, admitindo que sempre e recorrentemente “consulta” o banqueiro André Esteves, presidente do banco BTG Pactual, quando se faz necessário alterar a Taxa Selic (que, afinal, remunera tudo no Brasil, principalmente o segmento do tal “mercado” onde atua com desembaraço o senhor André Esteves), parece ser chegada a hora de se começar a questionar essa tal independência do Banco Central.

Sobre tão polêmico tema, abaixo o posicionamento do senhor Gilberto Bercovici, professor titular de Direito Econômico e Economia Política da Faculdade de Direito da USP. Autor, entre outros livros, de Direito Econômico Aplicado: Estudos e Pareceres.

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A PERGUNTA QUE DEVE SER FEITA É: BANCO CENTRAL INDEPENDENTE DE QUEM ???

Ao que parece, independente do sistema político e de todo e qualquer controle democrático, a chamada independência do Banco Central nada mais é que mais uma medida que VISA GARANTIR OS PRIVILÉGIOS DO SISTEMA FINANCEIRO EM RELAÇÃO À DEMOCRACIA. Tanto faz quem as urnas elejam, a política monetária será sempre a que privilegia os interesses privados em detrimento de qualquer política de desenvolvimento e de distribuição de renda. Esses privilégios CONCEDIDOS PARA O SETOR FINANCEIRO são, portanto, absolutamente injustificáveis.

Aliás, o próprio liberalismo não os admite. Às vésperas da Revolução Francesa, em seu texto Ensaio sobre os Privilégios (“Essai sur les Privilèges”), publicado em novembro de 1788, Sieyès afirma que a desigualdade pertencente aos privilégios é fruto de uma esfera arbitrária que deve ser eliminada pelos direitos do homem.

A nação moderna é uma instituição econômica, fundada na hierarquia dos valores do mercado, devendo a esfera política privilegiar a dimensão econômico-produtiva. A liberdade é a possibilidade de cada um perseguir e satisfazer seus próprios interesses vitais, por meio da divisão do trabalho, da troca e da dependência recíproca dos homens. Ou seja, nem os grandes pensadores liberais defendem os privilégios que classes ou grupos sociais, COMO OS RENTISTAS, têm assegurados em um país como o Brasil.

Finalmente, e à guisa de conclusão: há alguma possibilidade de se reverter esse quadro?

Sim, a articulação de um projeto político alternativo que busque retomar o desenvolvimento e a reconstrução nacional é essencial para - caso vitorioso nas urnas - o representante desse projeto possa ENCERRAR ESSE CICLO DE GARANTIA DOS PRIVILÉLIOS DO SISTEMA FINANCEIRO.

Juridicamente, a solução é muito simples. Nada que uma medida provisória revogando essas medidas não resolva. O problema, no entanto, não é jurídico, é político e social. Para que isso aconteça, é necessário um Presidente da República com coragem e apoio político e popular suficientes para reconstruir o Brasil.

sábado, 11 de março de 2023

OLHA O “BENTO ALBUQUERQUE” AÍ DE NOVO, GENTE – José Nílton Mariano Saraiva

Como se pode constatar no texto do premiado jornalista Lira Neto (abaixo), o almirante Bento Albuquerque, hoje conhecido mundialmente por ter sido flagrado tentando tentar entrar no país com joias contrabandeadas da Arábia Saudita, destinadas à família Bolsonaro (uma espécie de “mula” oficial) sempre foi “carne-e-unha” com Bolsonaro, tanto que, em 2020, subscreveu o Projeto de Lei 191, autorizando o garimpo e o agronegócio em áreas indígenas (literalmente, o extermínio dos Yanomamis).

Aos fatos.

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COMO BOLSONARO PLANEJOU EXTINGUIR A RESERVA YANOMAMI – por Lira Neto (*)

O plano teve início há cerca de 30 anos. Em 19 de outubro de 1993, uma terça-feira, em Brasília, o deputado Jair Bolsonaro, do Partido Progressista Reformador (PPR), legenda então liderada nacionalmente por Paulo Maluf, apresentou, na Câmara Federal, um projeto de decreto legislativo.

Protocolado sob o número 365, a proposição buscava tornar sem efeito um decreto presidencial, homologado no ano anterior por Fernando Collor de Mello sob recomendação da Funai, criando a reserva Yanomami. O projeto de Bolsonaro, que à época exercia o primeiro mandato de deputado federal, tinha apenas dois curtos artigos.

“Torna sem efeito o Decreto de 25 de maio de 1992, que homologa a demarcação administrativa da terra indígena Yanomami”, dizia o primeiro deles. “Este Decreto Legislativo entra em vigor na data de sua publicação, revogando as disposições em contrário”, sentenciava o segundo.

“SOU A FAVOR, SIM, DE UMA DITADURA, DE UM REGIME DE EXCEÇÃO”, confirmou, em plenário, quando confrontado pelos colegas na volta à capital federal. “PARA ACABAR A CRISE BRASILEIRA, BASTA TRÊS BATALHÕES DE INFANTARIA”, argumentou ele à época, segundo o Jornal do Brasil, atraindo ainda mais atenções públicas para si.

Publicado na edição do Diário do Congresso Nacional de 10 de novembro de 1993, o projeto de Bolsonaro para a extinção da reserva Yanomami dormitou nas comissões internas da Câmara e, aparentemente natimorto, foi arquivado ao final da legislatura, conforme previsto no artigo 105 do regimento da casa.

Em 1995, reeleito como o terceiro deputado federal mais votado no Rio de Janeiro, Bolsonaro solicitou o desarquivamento da proposição. E conseguiu.

Bolsonaro tinha pressa. Com apoio de 257 colegas deputados, o que lhe garantia o número regimental necessário, solicitou urgência para a votação do projeto em plenário. Em 30 de agosto de 1995, o presidente da Câmara, Luís Eduardo Magalhães, do Partido da Frente Liberal (PFL), acatou a solicitação, sob protestos da bancada oposicionista. Após intensa discussão, o regime de urgência foi rejeitado: 290 deputados votaram contra; 125, a favor. Houve 10 abstenções.

Depois de regressar às comissões internas, recebendo pareceres negativos dos deputados Fernando Gabeira e Almino Afonso (PSB), o projeto foi mais uma vez arquivado. Nem assim Bolsonaro desistiu do objetivo.

“A Cavalaria brasileira foi muito incompetente”, ele esbravejou, na sessão da Câmara de 16 de abril de 1998, então filiado ao Partido Progressista Brasileiro (PPB). “Competente, sim, foi a Cavalaria norte-americana, que dizimou seus índios no passado e hoje em dia não tem esse problema no país.

Eleito pelo PPB para um terceiro mandato no final daquele mesmo ano, Bolsonaro repetiu a manobra e pediu um segundo desarquivamento do projeto. De novo, a proposta estacionou nas instâncias internas, sendo arquivada pela terceira vez ao final daquela legislatura.

No início de 2003, decorridos dez anos da proposição inicial, já no quarto mandato e filiado ao Progressistas — fusão do PPR com o Partido Progressista (PP) —, o deputado continuava com a mesma ideia fixa. Solicitou mais um desarquivamento, mas o projeto de extinção da reserva Yanomami não avançou na Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania. Foi de novo posto de molho, para ser arquivado, em definitivo, no final de 2007, após 14 anos de idas e vindas.

Passaram-se outros dez anos. Em 2017, candidato à presidência da República pelo Partido Social Liberal (PSL), Bolsonaro deixou claro o propósito de dar combate aos povos originários: “Não vai ter um centímetro demarcado para reserva indígena”, anunciou.

No cargo de presidente, em 2020, propôs o Projeto de Lei 191 — o “Projeto de Lei do Genocídio”, como batizado pelos adversários —, TAMBÉM ASSINADO PELOS MINISTROS DAS MINAS E ENERGIA, ALMIRANTE BENTO ALBUQUERQUE E DA JUSTIÇA, SÉRGIO MORO, autorizando o garimpo e o agronegócio em áreas indígenas.

Pressões da sociedade civil e das comunidades indígenas mantiveram o texto na gaveta. Enquanto isso, conforme revelou o site The Intercept Brasil, 21 ofícios com pedidos de ajuda dos yanomamis foram ignorados.

O resultado é o que estamos vendo todos nós, estarrecidos. De extinção da reserva, o plano passará a ser, tudo indica, o de extermínio total dos Yanomamis.

 

(*) Lira Neto é escritor e jornalista, mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC  São Paulo.

 

  

sexta-feira, 10 de março de 2023

 AINDA SOBRE AS JOIAS DO BOZO - José Nílton Mariano Saraiva


Senhores, esse papo furado de “memória seletiva” já cansou; e contra fatos não há argumentos.

Ninguém atentou, por exemplo (por descuido ou conveniência) para as datas: 26.10.21, quando as joias foram retidas por falta da documentação pertinente ou do pagamento do imposto devido (ou seja, por tratar-se de "contrabando", já que escondidas no fundo da mochila de um assessor);

E, 28.12.22 (um ano, dois meses e dois dias depois da retenção) data do ofício à Receita Federal tentando liberá-las (foram oito tentativas) , tendo em vista a já planejada fuga do Bozo, no dia seguinte (levando um “brinquedinho” que não era seu e que valia “irrisórios” dezesseis milhões e meio de reais).

Não deu certo e vão continuar retidas graças à hombridade de um servidor público (que merecia uma medalha); e se esse fosse um país sério, tinha mesmo é que emitir a ordem de prisão imediata (e com relação ao outro conjunto de joias que o Bozo conseguiu surrupiar, vai ter que devolve-lo).

domingo, 5 de março de 2023

 “DEITADO NA CAMA COM O DIABO” – José Nílton Mariano Saraiva

Meses atrás, num desses eventos que o “seu” banco recorrentemente patrocina para convidados preferenciais (os integrantes do tal “mercado”), o senhor André Esteves, dono do banco BTG Pactual, jactou-se em alto e bom som, sem nenhum constrangimento, mas, sim, usando de puro sarcasmo, que o atual o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, sempre e sempre o consulta quando aquela instituição governamental tem que reajustar a Taxa Selic; ou seja, é ele, um banqueiro com aplicações superlativas ou relevantes em títulos do governo e influenciador em potencial dos demais integrantes do tal “mercado”, que sugere ou determina sobre tal reajuste.

Afirmou, ainda, que o presidente da Câmara Federal, Arthur Lira, também o consulta sobre decisões políticas às mais diversas; em resumo, o senhor André Esteves (um dos comandantes do “mercado”) já há um certo tempo é quem realmente tá dando as cartas lá em Brasília (tanto que os dois citados confirmaram, sem nenhum pudor, que o consultam, sim, recorrentemente).

A reflexão é só pra lembrar que, ao ser derrotado por Lula da Silva no pleito presidencial passado, o miliciano que lamentavelmente esteve presidente do Brasil nos últimos quatro anos, além de deixar atrás de si uma herança maldita ainda  “aparelhou” as mais diversas instituições do governo com pessoas do seu “naipe” e, consequentemente, dispostas a atrapalharem o governo daquele que “ousou” impingir uma derrota ao chefe, tendo em vista que o mandato dos “indicados” (e não eleitos) se estende metade entre o governo que sai e metade aquele que assume.  

E aqui é que mora o X da questão: o Banco Central do Brasil, uma dessas instituições cujo presidente em exercício, senhor Roberto Campos Neto, foi indicado pelo governo anterior, não tem qualquer escrúpulo em tentar obstar, desde sempre, o governo atual, e nada melhor para isso do que manter uma Taxa Selic estratosférica que, ao tempo em que desestimula qualquer investimento produtivo para o país, beneficia sobremaneira (com o pagamento de juros escorchantes) os abutres do tal “mercado” (à frente o seu fiel conselheiro e assessor André Esteves e corriola).

É compreensível, pois, a atitude do presidente Lula da Silva em se recusar a ficar “deitado na cama com o diabo”, daí a sugestão que o Banco Central empreenda uma redução efetiva, gradual e segura da Taxa Selic, que, alfim, beneficie o país (há espaço pra isso).

Não se concretizando tal desiderato por alguma razão, a alternativa seria entrar em acordo com o Congresso Nacional visando mudar o comando do Banco Central, antes que a vaca rume definitivamente para o brejo.

sábado, 4 de fevereiro de 2023

EDITORIAL INFAME – Paulo Moreira Leite

Com o título "Bola Fora", a Folha de S. Paulo apresenta em sua edição de hoje  um dos mais vergonhosos editoriais da imprensa brasileira em décadas. 

O assunto da Folha de S. Paulo é o tratamento que as instituições do Estado brasileiro têm dispensado ao jogador de vôlei Wallace de Souza, aquele que ofereceu uma espingarda calibre 12 a quem desse um tiro "na cara" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. ume00:01/07:24Truvid

Wallace encontra-se impedido de retomar suas atividades esportivas até que a Justiça chegue a uma decisão final sobre seu caso. 

Acredite: alegando que tudo não passou de uma "brincadeira de péssimo gosto", o jornal ataca as reações legítimas da Advocacia Geral da União para denunciar a ameaça à vida de Lula.  

À procura de argumentos para sustentar uma tese estapafúrdia, a Folha pede ajuda às banalidades do pensamento neoliberal e assim ajudar Wallace a escapar das regras do Estado Democrático de Direito. 

É preciso ler para crer: "se Wallace fosse um servidor público, lotado em órgão federal, haveria pouco estranhamento na atuação de advogados do Estado num processo administrativo com vistas a sua expulsão da carreira." Como Wallace "é um profissional do setor privado, assim como privados são o comitê e a confederação nas quais a advocacia pública da União pretende se meter, o Executivo federal deveria se abster de usar o seu enorme poder de pressão e influência".  

Resumo da jurisprudência trabalhista da Folha: embora Wallace tenha oferecido uma espingarda de grosso calibre para quem estivesse disposto a assassinar o presidente e, depois disso, tivesse se apresentado com uma pistola no Instagram em posição de ostensivamente agressiva, o melhor que o governo tem a fazer é conter "o ímpeto punitivista na reação a ataques ao mandatário". 

Vamos ler de novo para entender. Conforme o editorial, o problema do caso não reside na violência criminosa de quem oferece uma armas de grosso calibre para cometer um assassinato político, mas no ímpeto "punitivista" de quem tenta investigar um caso grave e apontar responsabilidades por uma ameaça de assassinato e crime político. 

Parece loucura e é. Mas não é novidade na história de um grupo que, durante o período mais cruel da ditadura militar, transformou o segundo jornal da casa, chamado "Folha da Tarde”, numa publicação que acobertava -- e até embelezava -- crimes de um regime que torturava e assassinava adversários, contribuindo na sustentação de uma época que jamais será esquecida pela vergonha e pelo horror. 

Este é o risco provocado pelo editorial "Bola Fora".

Alguma dúvida?

domingo, 15 de janeiro de 2023

A “CONSPIRAÇÃO” PALACIANA (ou O “GOLPE FRUSTRADO”) – José Nílton Mariano Saraiva

Independentemente da localização geográfica ou origem, em qualquer país do mundo sempre existirá aquela parcela da população que, inculta e manobrável, se presta a servir como massa de manobra ou bucha de canhão para mafiosos de escol, não importando qual serviço sujo tenha que executar.

Foi o que aconteceu em Brasília depois da eleição presidencial vencida por Lula da Silva, quando, insuflados e estimulados pelo candidato derrotado (Bolsonaro) e contando com o apoio de conspiradores e improdutivos generais de pijama, de par com empresários apátridas e mafiosos, centenas de pessoas se postaram à frente do quartel do Exército clamando por uma intervenção militar, visando subverter a vontade popular expressa nas urnas (segundo o comando da Polícia Militar, de Brasília, o Exército impediu que tal ajuntamento fosse desfeito).

No entanto, como Lula da Silva já houvera sido diplomado e tomado posse sem que tivesse havido alguma intercorrência ou problemas de qualquer ordem, pensou-se que, com o passar do tempo, tal clamor refluiria e a vida voltaria ao normal (era só deixar o tempo passar).

E só então nos demos conta que tal ajuntamento de pessoas na verdade era uma espécie de “cortina de fumaça” para a eclosão de algo criminoso e impensável, gestado naquele “ninho de cobras”: é que, financiados e mantidos, desde o princípio do movimento, por partidários do candidato derrotado, centenas de ônibus lotados por gente de diversas regiões do país chegam a Brasília, se juntam aos que já lá estavam a esperar e avançam sobre os palácios representativos do Executivo (Presidência da República), Legislativo (Congresso Nacional) e Judiciário (Supremo Tribunal Federal) e, ensandecidos e apopléticos, promovem o maior quebra-quebra que se tem notícia na história do Brasil, não deixando pedra sobre pedra (houve ordem expressa pra isso).

Ai, então, o mundo todo tomou conhecimento, ao vivo e a cores, que a democracia brasileira estava sendo vítima de um complô de proporções inimagináveis, visando desestabilizá-la, através da “tomada do poder”, na marra, por parte dos militares (parecido com o que ocorrera meses atrás nos Estados Unidos).

Coincidentemente, no dia anterior ao quebra-quebra, o candidato que houvera sido derrotado e covardemente fugira do país (para os Estados Unidos) para evitar ser preso (Bolsonaro), declarara a alguém da sua intimidade que... “o melhor está por vir” (ou seja, o script elaborado pela quadrilha estava sendo seguido e monitorado pari-passu, como planejado).

É crível se supor, pois, que como a massa ignara não tinha competência ou conhecimento para isso (com todos os detalhes atinentes), toda a logística tenha sido arquitetada e posta em prática pelos desocupados generais conspiradores que davam sustentação ao governo anterior (tanto que, durante o imbróglio, parte dos integrantes do Exército havia se confraternizado com os “operativos-executores” do quase-golpe, inclusive mostrando-lhes o caminho a seguir na perspectiva de uma saída emergencial).

A extensão e gravidade da situação se configurou ainda mais realista e traumática quando, dia seguinte, durante uma ação de busca e apreensão na casa do ex-ministro da Justiça do governo anterior, Anderson Torres (também fugitivo e também nos Estados Unidos, junto ao ex-chefe), a polícia encontrou uma minuta de um Decreto visando instaurar um tal “Estado de Defesa” na sede do Tribunal Superior Eleitoral, com o objetivo de mudar o resultado das eleições de 2022, com a consequente ascensão de Bolsonaro ao poder (em tal documento, já impresso, faltava apenas a assinatura do mentor intelectual – o próprio Bolsonaro).

Decretada sua prisão pelo ministro Alexandre de Moraes, e na perspectiva de ser extraditado, Anderson Torres voltou ao Brasil e já se acha encarcerado; a expectativa é que “abra o bico”, esclarecendo, por exemplo, quem são os integrantes da ORCRIM (organização criminosa) que atentaram contra o país.

Alfim, convém não esquecer que Bolsonaro já se acha incurso em 05 (cinco) processos que tramitam no STF, aos cuidados do Ministro Alexandre de Moraes.

Sua prisão e extradição serão solicitadas ??? A conferir.

 

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POST SCRIPTUM:

Durante a ocorrência de tudo isso e numa prova inconteste da falta de compromisso para com a nação, marginais pertencentes ao citado grupo derrubaram quatro (04) torres de transmissão de energia elétrica (no Paraná, São Paulo e em Rondônia); também tentaram parar algumas refinarias, assim como interditar algumas das principais rodovias do país; além da tentativa de explodir um caminhão de combustível no aeroporto internacional de Brasília. 

Não custa lembrar, também, que a combativa vereadora carioca Marielle Franco foi sumariamente executada (no trânsito), junto com o seu motorista e o principal suspeito, o marginal Ronnie Lessa, era morador do mesmo condomínio e vizinho do então Presidente da República (Bolsonaro); hoje está preso e as investigações paradas. Por qual razão não reabri-las ???

  

 


sábado, 7 de janeiro de 2023

 DEBANDADA DE MAFIOSOS - José Nílton Mariano Saraiva 

Circula, na Internet, a informação de que a “fuga” apressada do Bozo para os Estados Unidos, com a família, não seria simplesmente uma forma de não passar a faixa presidencial para Lula da Silva. 

Na verdade, a intenção seria seguir de lá diretamente para Roma, na Itália, sem retornar ao Brasil (deixando seu "gado" mugindo indefinidamente em frente ais quartéis), tendo em vista a perspectiva real de ser preso caso por aqui apareça, porquanto já não dispõe do foro privilegiado. 

Tanto, que a Embaixada italiana no Distrito Federal já teria recebido o pedido da família, incluindo os filhos Carlos, Eduardo e Flávio, na tentativa de obter a emissão da cidadania para a quadrilha. 

Como se sabe, no STF Bolsonaro e seus familiares são objeto de inquéritos, patrocinados por Alexandre de Moraes, em razão de crimes variados, assim como propagar informações falsas sobre a Covid e a Aids. 

Assim, uma fuga de Bolsonaro para a Itália em tese dificultaria a execução de eventual pena imposta ao ex-presidente, já que o acordo de Cooperação Judiciária em Matéria Penal entre Brasil e Itália estabelece que que “a cooperação não compreenderá a execução de medidas restritivas da liberdade pessoal nem a execução de condenações”. 

Nos bastidores, vieram a público informações de que no último jantar político de Bolsonaro em Brasília, na casa de Fábio Faria, seu ex-chefe da Secom, ele teria sido aconselhado a deixar o País o mais rápido possível (e, por mais absurdo que pareça, tal recomendação teria sido endossada e referendada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, presente ao evento). 

Mas, como os “filhos-numerais” permanecem por aqui, bem que a Polícia Federal, preventivamente, poderia desde já reter os passaportes respectivos a fim de evitar a debandada mafiosa.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

 NA COPA DO QATAR OS “CHORÕES” NÃO TIVERAM VEZ – José Nílton Mariano Saraiva 

Na partida final da Copa do Mundo de Futebol realizada no Qatar, Argentina e França empataram no tempo normal (2x2) e também na prorrogação (1x1), levando a decisão para os pênaltis. E aí, os dois principais jogadores das duas seleções (Messi e Mbappe) se prontificaram e foram escalados para iniciar as cobranças respectivas, até mesmo para que os que lhes sucedessem fossem mais tranquilos nas suas cobranças. Foram, não tremeram, não choraram, deram de conta do recado. E os “hermanos” se sagraram campeões, merecidamente.

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Já a seleção brasileira de futebol, após passar com extrema dificuldade e sofreguidão por adversários horrorosamente limitados (Sérvia, 2x0 e Suíça, 1x0), e mesmo perdendo pela primeira vez na vida para a inexistente Camarões (0x1), ainda assim chegou às oitavas de final, quando, por capricho do destino, foi sorteada para bater de frente com os amadores e inofensivos jogadores da Coréia do Sul; não deu outra: goleada facílima e sem maior esforço por 4 x 1.

Foi o bastante para que a corrupta mídia esportiva brasileira saísse alardeando que o Brasil já estava na final do torneio, mesmo tendo antes que passar pelas quartas de final e semifinais.

E aí, como acontecera na Copa do Mundo passada (na Rússia) tal pensamento se solidificou quando se soube que os temidos europeus com os quais  iríamos nos defrontar nas quartas de finais seria apenas a razoável equipe da Croácia.

Posudos, arrogantes, boçais e já se achando a última bolacha do pacote, penosamente nossos jogadores conseguiram segurar o empate no jogo normal e na prorrogação, levando a decisão para os pênaltis; e aí voltou o velho complexo de vira-latas, a tremedeira se fez presente e o maior dos erros foi cometido: equivocadamente tido como o “líder” da seleção, o jogador Neimar (vulgarmente conhecido por Zé-Cai-Cai), ao contrário de Messi e Mbappe foi escalado para ser o último cobrador, naturalmente na perspectiva que aquele seria o lance decisivo, fatal e, portanto, Zé-Cai-Cai sairia como o herói da classificação.

Não chegamos a isso porque dois dos nossos falharam na cobrança (por tremerem), nosso goleiro não viu a cor da bola, enquanto os croatas não erraram nenhum; como resultado, ao Zé-Cai-Cai só restou fazer o que mais sabe: irmanar-se aos colegas e chorar a desclassificação.

Na volta ao Brasil, patrocinou bacanais movidos a álcool e mulher, aos quais alguns colegas do fracasso do Qatar se fizeram presentes, e viram pela TV Messi e Mbappe mostrarem porque são os melhores do mundo, condição que ele jamais alcançará.

A nós, mortais comuns, restou uma certeza: NA COPA DO QATAR OS “CHORÕES” NÃO TIVERAM VEZ.

 

 

sábado, 10 de dezembro de 2022

DEU NO QUE DEU - José Nílton Mariano Saraiva

Exatos seis meses e quinze dias atrás (em 24.05.22) numa nossa postagem sobre futebol, já alertávamos sobre o iminente fracasso da seleção brasileira na Copa do Mundo do Qatar, tendo em vista o comando jurássico de um perdedor (Tite), de par com uma “panelinha” de jogadores reconhecidamente “amarelões”.

Premonição, simples palpite ou conhecimento de causa ???

Confira abaixo: 

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(terça-feira, 24.05.2022)

JÁ VAI TARDE – José Nílton Mariano Saraiva 

A corrupta e venal imprensa esportiva brasileira não cansa de tecer elogios à Seleção Brasileira de Futebol em razão de ser a única que nunca deixou de participar de uma Copa do Mundo, patrocinada pela FIFA. 

Se, entretanto, usasse de uma nesga de honestidade e seriedade, seria fácil expor algo cristalino e inquestionável: na América do Sul, em termos futebolísticos, apenas Brasil e Argentina (mesmo que nos piores momentos) são os que têm algo a mostrar no tocante; o resto é tudo japonês (ou seja, são iguais e... não jogam nada). 

E, como são reservadas cinco vagas para a América do Sul no citado torneio, sendo dez os disputantes, não há como nossa seleção não abiscoitar uma delas, secundada pelos “hermanos” (que ficaram de fora nas Copas de 1950 e 1954, por questões políticas da associação de futebol local – AFA - e em 1970, quando foi eliminada dentro de casa pela seleção peruana, numa “zebra” sem precedentes). 

Mas, e isso é inquestionável, se participássemos de eliminatórias iguais às europeias, onde, em cada grupo times de qualidade e terrivelmente competitivos participam, a história certamente seria bem diferente e, consequentemente, não haveria espaço para tanto oba-oba ou rasgação de seda. 

Como, na Copa do Mundo de 2014, realizada aqui mesmo no Brasil, fracassamos retumbantemente, quando levamos inacreditáveis 7 x 1 da Alemanha (que mais à frente iria sagrar-se campeã vencendo os “hermanos” na final), a troca de treinador foi imediata, saindo o ultrapassado Felipão e entrando o Tite, um defensivista ao extremo, conservador em atos e atitudes, adepto do futebol jogado para os lados ou para trás, além de devotar uma fidelidade canina a um mesmo grupo de jogadores, conhecidos “amarelões” em jogos decisivos. 

Assim, na Copa do Mundo da Rússia, em 2018, sob seu comando, mesmo enfrentando seleções inexpressivas e sem qualquer tradição, jogando um futebol horroroso entramos solenemente pelo cano no momento que que tivemos que enfrentar uma seleção europeia apenas razoável (Bélgica). 

E quando se pensava que na volta o Tite perderia o emprego, eis que, inexplicavelmente apoiado pela mídia, o “PERDEDOR” transmutou-se em “VENCEDOR”, já que não só renovou o contrato, mas teve substancial aumento (ou seja, PERDEU, mas... GANHOU). 

Agora, às vésperas da Copa do Mundo a ser disputada no Catar, no final do ano, sem coragem de mudar, e por consequência já sabedor do rotundo fracasso do time por ele dirigido, preventivamente o técnico Tite já anunciou que irá “se mandar” após o torneio, independentemente do resultado (depois de “mamar” por anos nas tetas da CBF). 

O grupo já está formado e terá por base o time que fracassou na Rússia e, assim, vamos ter que suportar Gabriel Jesus (que não fez um mísero gol naquele torneio), Philipe Coutinho (que se encontra “bichado” faz é tempo, tanto que reserva no time inglês onde joga) e outras mediocridades, além da recorrente “brincadeira de mau gosto” de se nomear o Zé Cai-Cai (Neimar) o grande “líder” do grupo, claramente por imposição do patrocinador (enquanto isso um jogador como o Huck fica de fora). 

Como os adversários da primeira fase são “garapa-com-açúcar” (Suíça, Sérvia e Camarões) claro que “mesmo não querendo” vamos passar de fase, quando então seremos mandados de volta, sem choro nem vela, no primeiro ou segundo jogos seguintes (repeteco da Copa da Rússia).

A pergunta é: com a saída do Tite, após um segundo fracasso em Copa do Mundo, o seu “agregado” (filho Matheus) perderá a boquinha de “auxiliar técnico” (possivelmente uns 80 a 100 mil por mês), uma exigência aética do próprio Tite quando assinou contrato ??? 

Aliás, mereceria um estudo mais detalhado ou minucioso o fato de, no meio futebolístico brasileiro (e só por aqui mesmo) técnicos, narradores e comentaristas sempre imporem como condição “sine qua non” (locução adjetiva, do latim, que significa “sem a qual, não”) à assinatura de um contrato, que o rebento querido seja incluso no “pacote”, mesmo que não tenha o que fazer (mas, apenas, receber a grana ao final do mês).

quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

 AUSENTES, MAS... PRESENTES – José Nílton Mariano Saraiva

O Deputado Federal pelo Rio de Janeiro Luiz Antônio de Souza Teixeira Júnior, também conhecido por Doutor Luizinho, filiado ao PP, é um dos inúmeros parlamentares brasileiros que, ao vivo, se fazem presentes à Copa do Mundo, no Qatar. Em sua companhia, um filho e dois sobrinhos.

Estão hospedados no luxuoso Hilton The Pearl, um cinco estrelas encravado numa das áreas mais concorridas e caras da cidade, cuja diária individual é de pouco mais de dez mil reais.

O estranho em tudo isso é que, estando fora do Brasil desde o dia 03.12.22, Doutor Luizinho misteriosamente REGISTROU PRESENÇA (LÁ DO QATAR) NO SISTEMA ELETRÕNICO DA CÃMARA DOS DEPUTADOS, NO DIA 05.12.22, data em que a seleção brasileira de futebol enfrentou a Coréia do Sul pelas oitavas de final, jogo presenciado ao vivo pelo Deputado Luizinho e parentes.

Como ninguém é de ferro, após o jogo Doutor Luizinho e sua troupe se mandaram para Dubai, no vizinho Emirados Árabes Unidos (a cerca de 600 quilômetros) para uma “esticadinha básica”, sem que antes haja garantido que estará presente nos próximos jogos do Brasil.

Convém lembrar que o Deputado Luizinho é vice-líder do PP, um dos pilares do Centrão e da base do governo Jair Bolsonaro e que, em 2021, chegou a ser cotado para assumir o Ministério da Saúde, em substituição ao notório general Eduardo Pazuello.

Questionado sobre o “fantasma” que registrou sua presença no plenário da Câmara, enquanto estava a 12.000 quilômetros de distância assistindo ao jogo do Brasil, Doutor Luizinho foi sarcástico: “Como deram pra gente a possibilidade de trabalhar à distância às segundas e sextas-feiras, EU TRABALHEI Á DISTÂNCIA”.

E, contundentemente, cravou: FEZ O REGISTRO “A PEDIDO DA PRESIDÊNCIA DA CÃMARA”.

Post Scriptum:

Justiça seja feita. Não é só o parlamentar Deputado Luizinho que se acha no Qatar assistindo a Copa do Mundo. Por lá foram vistos também Eduardo Bolsonaro, Ciro Nogueira, José Rocha, Paulo Azi, Antônio Rueda, Arthur Lira e outros (todos, evidentemente, acompanhados das respectivas).  

quinta-feira, 17 de novembro de 2022

 OS MILITARES E A FARRA COM O DINHEIRO PÚBLICO – José Nílton Mariano Saraiva


Faltando ainda intermináveis 45 dias para o Bozo terminar o seu (des)governo, já começam a “pipocar” alguns “probleminhas” no tocante ao desperdício do dinheiro público e, mais importante, fato denunciado pelo próprio Tribunal de Contas da União (TCU).

É que, em relatório entregue nesta data (16.11.22) ao vice-presidente eleito e coordenador da transição, Geraldo Alckmin, o presidente daquela corte, Bruno Dantas, aponta cabeludas irregularidades no pagamento do tal Auxílio Brasil, sugerindo ao mesmo tempo que se providencie uma espécie de “pente-fino” naquele programa, de modo a garantir sua eficiência social e fiscal.

Segundo aquela Corte de Contas, o governo Bolsonaro passou a distribuir dinheiro para aqueles que não são e não deveriam ser o
público-alvo do programa, a partir de um certo momento.

Um dos focos da fiscalização do TCU foi o PAGAMENTO DO AUXÍLIO EMERGENCIAL A MILITARES. Tanto que, ainda em 2020, o tribunal determinou que o governo federal devolvesse aos cofres públicos os valores pagos aos integrantes das Forças Armadas.

NAQUELE MOMENTO, O TCU IDENTIFICOU QUE O AUXÍLIO EMERGENCIAL DE R$ 600,00 FOI PAGO IRREGULARMENTE A 73.242 (SETENTA E TRÊS MIL, DUZENTOS E QUARENTA E DOIS) MILITARES, cujos CPFs constam da base de dados do Ministério da Defesa. Eles foram contemplados com o benefício sem que se respeitassem os critérios legais.

AO TODO, ELES RECEBERAM R$ 43.900.000,00 (QUARENTA E TRÊS MILHÕES E NOVECENTOS MIL REAIS) DA PRIMEIRA PARCELA. Tal montante consta em relatórios produzidos pela Controladoria-Geral da União (CGU) para monitorar o pagamento do benefício.

No documento entregue pelo ministro Bruno Dantas a Alckmin, o TCU diz ter encontrado “deficiências na gestão dos principais benefícios assistenciais custeados com recursos federais”.

Procurados, o Palácio do Planalto e o Ministério da Cidadania, órgão responsável pelo pagamento do benefício social, não se manifestaram.

 No momento em que a Covid 19 ameaça voltar, aqui no Brasil, eis que o Facebook nos premia com a (re)publicação de um nosso texto sobre, postado meses atrás. Confiram abaixo.

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A “CAPITÃ CLOROQUINA” - José Nilton Mariano Saraiva
Depois de fracassar na sua tentativa de chegar ao Senado Federal, mesmo com o apoio do então poderoso padrinho Tasso Jereissati (ainda assim obteve 882.019 mil votos, entre os quais 8.747 no Crato), a médica pediatra cearense Mayra Pinheiro arranjou uma “boquinha” em Brasília e foi nomeada pelo então ministro Luiz Mandetta para um cargo comissionado no Ministério da Saúde (possivelmente por indicação do “gabinete do ódio”), já que bolsonarista de primeira hora.
Conhecida por sua intransigente defesa da cloroquina no combate ao uso da Covic 19, do tratamento precoce, da tese da imunização do rebanho, e por não ligar nem um pouco para o distanciamento social (bandeiras do “chefe”), logo foi apelidada de “capitã cloroquina”.
Inimiga de primeira hora do PT, de Lula da Silva e Dilma Rousseff e seus seguidores, há diversas gravações e documentos onde a “capitã cloroquina” promove o “kit covid” e uma em que ataca os próprios colegas e acusa a Fiocruz de ser um QG de esquerdismo e de “políticas LGBTI” na Saúde; de ter “um pênis” em sua entrada e de financiar a ida de médicos e pesquisadores a Brasília para “andarem nus e fazerem cocô em crucifixos”.
Também participou de deseducadas e barulhentas manifestações contra os médicos cubanos que, contratados pelo Governo Federal para irem servir em áreas remotas do Brasil, não aceitas pelos médicos brasileiros (cerca de 800 localidades), se prestavam a isso.
Chamada a depor como testemunha na CPI da Covid, “amarelou” vergonhosamente ao apelar ao Supremo Tribunal Federal para que lhe concedesse uma habeas corpus desobrigando-a de ser responder às muitas perguntas que decerto lhe seriam feitas; não só conseguiu, assim como teve o direito de se fazer acompanhar por um advogado (o também cearense Djalma Pinto).
Como se previa, enrolou, gaguejou, embromou e só respondeu às perguntas que lhe eram convenientes, fugindo do essencial, além de negar a informação dada pelo próprio ministro de que fora ela responsável por um certo aplicativo, de resultados direcionados e únicos (tanto que quando descoberta a fraude logo foi retirado do ar).
Em 2008, ao participar do processo seletivo para professora de Neonatologia da Universidade de Fortaleza (Unifor), foi desclassificada ainda na primeira fase, por incluir no seu “Currículo Lattes”, como se fosse de sua autoria, um artigo de uma colega médica (covardemente, culpou um seu servidor, que teria cometido um banal e simplório... “erro de digitação”).
É bom recordar tudo isso, no momento em que a médica Luana Araújo, que assumira uma secretaria no mesmo Ministério da Saúde e teve seu nome vetado pelo tal “gabinete do ódio”, ao ser “convidada” pela CPI da Covid para dissertar sobre, nos mostrou com conhecimento, competência, segurança e simplicidade ímpares, “diferenças abissais” entre ela e a “capitã cloroquina”, a saber:
01) “A nossa vida seria mais fácil e feliz se isso (cloroquina) funcionasse; infelizmente, não tem (eficácia)" (sobre eficácia do tratamento precoce);
02) “É como se estivéssemos discutindo de que borda da Terra plana vamos pular; não tem lógica" (sobre o tratamento precoce);
03) "Imunidade de rebanho natural, dentro do Sars-CoV-2 e da doença covid-19, é impossível de ser atingida, não é uma estratégia inteligente" (sobre a tese de imunidade após contaminação em massa);
04) "Pleiteei autonomia, não insubordinação" (sobre possível entrada na Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à covid-19 do Ministério da Saúde).
05) "O ministro me chamou e disse que lamentavelmente meu nome não foi aprovado" (sobre sua dispensa após dez dias de trabalho);
06) "Não temos opinião, mas evidências, e elas são claríssimas, transparentes. Somos a favor de uma terapia precoce que exista. Quando ela não existe, não pode se tornar uma política de saúde pública" (sobre a eficácia do tratamento precoce);
07) "Quando disse, há um ano atrás, que estávamos na vanguarda da estupidez mundial, eu, infelizmente, ainda mantenho isso em vários aspectos" (sobre insistência no debate do tratamento precoce);
08) "Não é porque se mata coronavírus no micro-ondas que vamos pedir para paciente entrar no forno" (sobre eficácia do tratamento precoce);
09) "Deve estar faltando informação de qualidade, porque quando se tem a informação, não é um comportamento que a gente espera que aconteça. A mim, me dói" (sobre comportamento do presidente Jair Bolsonaro no enfrentamento à pandemia);
10) "É assim (com a vacinação) que a gente atinge uma imunidade de rebanho. Não posso imputar sofrimento e morte a uma população com uma imunidade de rebanho" (ainda sobre a tese de imunidade por contaminação);
11) "(Copa América no Brasil) é um risco desnecessário para se assumir neste momento" (sobre decisão do governo federal de sediar a competição);
12) "Autonomia médica faz parte da nossa prática, mas não é licença para experimentação" (sobre a defesa de autonomia médica para prescrição de medicamentos, ainda que estes não tenham comprovação de eficácia);
13) "Ciência não tem lado. Ou ela é bem feita ou mal feita".
Como se vê, uma aula de ciência.

domingo, 13 de novembro de 2022

 CEARÁ REBAIXADO (final) – José Nílton Mariano Saraiva

Chocha, vazia, superficial e usando de palavras que grande parte da massa ignara (maioria da torcida do Ceará) certamente terá extrema dificuldade de entender (“resiliência” e “oportunizará”, por exemplo) ainda por cima o texto da tal “Carta Aberta à Nação Alvinegra” (vide abaixo) dirigida evidentemente à torcida do Ceará, não nomina quem são os integrantes da tal “Diretoria Executiva”.

Assim, da forma como foi divulgada a impressão que fica é que “a emenda saiu pior que o soneto”, porquanto a única figura que a torcida lembra e conhece é o atual presidente da instituição, senhor Robinson de Castro (que efetivamente, por usar a caneta, foi um dos principais culpados). Mas, e os demais integrantes, quantos são, quem são, quais as funções que ocupam na Diretoria Executiva ???

E o Departamento Médico do clube pode ser responsabilizado por aprovar a contratação de jogadores “bichados” (Dentinho e Matheus Peixoto, por exemplo) que assim que desembarcaram oriundos da longínqua Ucrânia foram direto para esse mesmo Departamento Médico, onde permaneceram por semanas ???

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Carta aberta à Nação Alvinegra.

Sabemos e sentimos a dor e o sofrimento dos mais de 3 milhões de alvinegros espalhados ao redor do mundo. É um momento dificílimo também para todos nós que fazemos diretamente o Ceará Sporting Club. A temporada 2022 se encerra para o Ceará de uma forma que absolutamente nenhum de nós desejava. Tivemos erros, temos consciência e não iremos fugir disso.

Precisamos entender onde estas falhas aconteceram e diagnosticá-las com precisão, para que possamos resolvê-las nessa reestruturação que o clube necessita no cenário atual. O Ceará é grande e soberano e tem uma história pautada na força da sua torcida e luta dentro de campo.

Ao longo dos 108 anos da nossa história, esse é um dos momentos em que mais precisamos de resiliência e união para fazer um Ceará forte para enfrentar os desafios em 2023. Um ano que se apresenta desafiador, mas que oportunizará a retomada da trajetória das conquistas.

Pedimos desculpas à Nação Alvinegra, que sempre esteve ao nosso lado em qualquer lugar e nos apoiou em busca dos nossos objetivos.

Com a união da força de nossa torcida com trabalho árduo para além das quatro linhas, recomeçaremos e tornaremos o Ceará ainda maior.

Diretoria Executiva

sexta-feira, 11 de novembro de 2022

 

CEARÁ REBAIXADO (III) – José Nílton Mariano Saraiva

Ao irresponsavelmente “bancar” a contratação milionária de um neófito (o argentino Lucho González) para comandar o Ceará Sporting Club (uma equipe de massa, com milhões de torcedores) a Diretoria dessa instituição literalmente “pisou na bola” já que, em dez partidas sob seu comando, o “hermano” conseguiu apenas uma sofrível vitória, foi derrotado em cinco oportunidades e emplacou quatro empates (um aproveitamento de minguados 23,3%).

E o pior: quando se deu conta da “mancada homérica” perpetrada, e com a competição já marchando para o seu final (agora, faltando apenas quatro jogos) essa mesma Diretoria o demitiu e entregou o comando a um interino, o funcionário e auxiliar técnico, Juca Antonello, que antes já houvera assumido o posto e conseguira apenas dois empates.

Substituindo o argentino, Juca Antonello amargou três derrotas consecutivas (Fluminense 1 x 0; Corinthians 1 x 0 e Avaí 2 x 0), restando, com o time já rebaixado, enfrentar o “fona” da competição, o inexistente Juventude, dos pampas.

Mas foi nesse último jogo, contra o Avaí, que a torcida alfim tomou conhecimento que o Ceará na realidade era um barco à deriva, sem qualquer comando técnico e abandonado pela Diretoria; é que, em pleno decorrer do jogo, o capitão da equipe, Luiz Otávio, se deslocou até a lateral do campo, onde se encontrava o Juca Antonello e lhe pediu: “para de ficar cantando o jogo, assim atrapalha” (relato indesmentível de um repórter da Premiere que estava à beira do gramado).

Ou seja, a Diretoria do clube delegou atabalhoadamente a um “entregador de camisas” (os jogadores não ligam para o que ele diz) a tarefa de salvar o Ceará do rebaixamento, com total conhecimento que não daria certo (por qual razão não se valeu do jurássico e ultrapassado Paulo Cesar Gusmão, que o Ceará houvera ressuscitado dias atrás, ao recambiá-lo a peso de ouro, do Rio de Janeiro ??? Pra fazer mesmo o quê ???)

Fato é que, sob a batuta de uma Diretoria irresponsável, foram cinco os “comandantes” da esquadra alvinegra no corrente ano: Guto Ferreira, Tiago Nunes, Dorival Júnior, Marquinhos Santos e Lucho González; e como em panela que muitos mexem a comida tende a se estragar, o glorioso Ceará Sporting Club disputará a segunda divisão do brasileiro de futebol, em 2023 (com um brutal corte em sua arrecadação).

Com essa mesma Diretoria e jogadores ???