por José do Vale Pinheiro Feitosa
Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.
José do Vale P Feitosa
domingo, 29 de março de 2015
sexta-feira, 27 de março de 2015
Harar - José do Vale Pinheiro Feitosa
Um dia tomamos conhecimento de um lugar. Diferente. De tudo
que temos como realidade. Assim como os contos das mil e uma noites. Chegando
até nós pelos arcos dos palácios, entre as alamedas dos jardins internos, esgueirando-se
através dos muros e saindo pelas amplas trilhas dos desertos.
Muitas noites em torno de brasas a fazer chá. Muitos sóis
queimando todo o movimento das possibilidades, reduzindo-as a um silêncio
introspectivo das caravanas abrasadas. Através o ermo até chegar ao destino com
sua preciosa mercadoria.
A mercadoria da história. Chegando à porta daquele lugar,
que agora sabemos ser Harar a capital muçulmana. A quarta mais importante
cidade do Islã, após Meca, Medina e Jerusalém. E escolhido um entre cinco dos
seus portões que representam as virtudes do Islã.
Escolhido e penetrado no burburinho do mercado interno.
Contemplando suas mesquitas. As madraçais onde as crianças aprendem sobre as
trilhas da terra e dos céus. Deixado
suas novidades nos depósitos, ido até Alá e prestar-lhe conta de seus atos
perante o mundo.
Amar. Os belos olhos que penetram meu peito não para bisbilhotar
meus segredos, mas para cevar nas suas entranhas um ramo que perfume, que
irriga os desertos como um jardim, colore os céus como suas roupas e faz do
lago um imenso cristal habitado por flamingos, patos e peixes a pular na
superfície.
Harar chegou até meu conhecimento como um lugar. Um lugar
para penetrar seus muros, vender as mercadorias e extrair da vida toda a
promessa de felicidade que o mundo guarda para aqueles que a buscam.
quinta-feira, 26 de março de 2015
Imagens do Povo da Etiópia - José do Vale Pinheiro Feitosa
Nossos valores, especialmente aqueles pelos quais somos
capazes de arrastar a babá do bebê, vestida de branco como convém à dignidade
de classe média, para tirar um selfie com bebê e tudo em plena passeata do “bate
panela”. Completando a informação.
Nossos valores refletem a possibilidades de acesso ao mundo
material dos modelos de civilização. O que ela nos oferece se torna cultura que
é outra maneira de falar de tais valores.
O nosso ideal é ter um carro. Nunca um “bate panela” irá,
com convicção, a uma passeata em prol do transporte em bicicleta. O carro é seu
“fetiche” cultural, sem ele não existe representação social.
Isso é verdade para os motociclistas. Converse com qualquer
neurocirurgião sobre o que pensam desta epidemia de lesões decorrentes do
enorme trânsito de motocicletas na sociedade brasileira. Mas vá dizer isso a
quem tem uma e a usa.
Mas o meu assunto é a Etiópia. E tenho alguma pressa pois
logo o blog estará aliviado, por um tempo, das minhas incursões. E hoje é sobre
isso mesmo. Como numa determinada região de Etiópia (Gonder, Bahir Dar e
Lalibela) vimos o povo a pé em longa tiradas à beira da estrada.
Com suas vestimentas típicas. Mantos para se abrigar do frio
e do sol, saia coloridas e compridas. Cores intensas e primárias. Os homens
desde da fase de transição entre criança e ser adulto, avançando na idade usam
cajados de madeira.
É costume vê-los com o cajado cruzado nos ombros e com os
braços descansando sobre ele. Já na região mais muçulmana, entre Dire Dawa e
Harar, onde existe um comércio de chat (uma planta usada como estimulante) e
várias cidades intermediárias, o povo andava em vans e no chamado tuc-tuc uma
cabine para três pessoas montada sobre a estrutura de um triciclo.
A cidade de Lalibela impressiona pela religiosidade cristã.
Um cristianismo primitivo. Ortodoxo. Vindo de era distante. O rei Lalibela
construiu igrejas impressionantes em rochas abaixo do nível do chão. Como os
cristãos da Etiópia tinham dificuldade para fazer peregrinações a Jerusalém (é
isso mesmo ainda no século XI eles iam da Etiópia ao Oriente Médio) em razão do
domínio mouro, Lalibela transformou a cidade, que passou a usar seu nome, numa
verdadeira Jerusalém.
A um riacho denominou Rio Jordão e monte das Oliveiras a outra
formação na proximidade. E são onze igrejas em monólito com túneis ligando-as,
sistema de abastecimento de água e escadas para se descer até elas.
Existe um local para feira. Só que ali não existe moeda intermediando.
São trocas no estilo escambo. O povo vem das elevadas montanhas, com mais de 3
mil metros de altura, com seus produtos, trocam e voltam a subir em destino de
suas casas.
Um rio Jordão, um Monte das Oliveiras, igrejas em pedra, a
visão que se tem do povo com os sacos de produtos nas costas é de um tempo
bíblico. De um povo bíblico em plena África. O vídeo abaixo mostra isso.
A paisagem da Etiópia é belíssima. E o Tucum a habitação
mais típica de toda a região. O vídeo abaixo vai mostrar isso mesmo.
quarta-feira, 25 de março de 2015
"INJERA" - José do Vale Pinheiro Feitosa
Feita da farinha do “teff”
fermentada, com a troca de três águas, a “injera” é na prática assada numa grande e redonda forma de cerâmica
sobre o fogo e tampada a maior parte da cocção. A matéria prima do fogo pode
ser o carvão, lenha, gravetos ou fezes seca de gado.
Nos restaurantes populares e no sofisticado Yod Abissinica de
Adis Abeba a injera é servida à moda
tradicional, com porções de carnes, legumes, cereais, molhos, pãezinhos feitos
com a farinha do teff. Come-se com as
mãos, pegando pedaços da injera junto
com porções de suas coberturas. Se você é uma pessoa de consideração para o
anfitrião, ele pode até pegar uma porção e servi-la em sua boca.
Na velocidade do asfalto deslizado o Sami traduziu todas as
lembranças dos já vividos e os desejos dos desconhecidos. Estancou a bota de
sete léguas bem no centro de uma vila. Onde o povo vivia como é de cada dia.
Sem teatro, apenas o discurso de sua história e tradição.
Do outro lado da pista, entre as casas de taipa uma fumaça
com gente em volta. Sami nos transportou para a intimidade da vila. Onde se
assava a injera. Todos os seus
passos, toda a sua arte, seu modo paciente e andante, lento desnovelar processo
de ser. Uma vila da Etiópia. Mesmo que à beira do asfalto.
E aquelas máquinas de filmar. Fotografar. Aquela pele,
aquela cor de cabelos, aquelas roupas, a curiosidade em forma de uma gente
estranha entrou na roda da injera sendo
assada. Parte importante da vila veio para conhecer aqueles modos, aquelas
maneiras de se apresentar, olhando-os repetidamente através das lentes de vidro
de máquinas silenciosas.
Com alguma interação por certo. De curiosidade recíproca. De
um lado é possível que tenham sobrado algumas conversas, comentários e vagas e
fugidias lembranças. Do outro lado ficaram gravadas estas imagens. As imagens
que podemos repetir milhares de vezes.
Fazer um eco duradouro até não se sabe quando, mas por certo
duradouro, daquele breve momento onde toda a força de um povo se comprovou como
forma de imagens em movimento e instantâneas. Talvez tão duradoura sejam quanto
a certeza de assar outras injeras e
junto aos seus fazer uma refeição coletiva.
terça-feira, 24 de março de 2015
"TEFF" - José do Vale Pinheiro Feitosa
Três razões para se ir à Etiópia: geografia, história e onde
se notificou o último caso da única doença já erradicada pela humanidade
(varíola). Amigos lembrando a pobreza, a violência africana e a insurreição
islâmica, que apesar motivam mais que os circuitos do consumo e das fotos no “face”.
A geografia da Etiópia é belíssima, um platô elevado,
montanhoso, cheio de vales, incluindo o famoso Vale do Rift (fenda geológica vindo
da Península Arábica e penetra a África até a região dos lagos) e muitos lagos
que dispersam, generosamente, águas para os países vizinhos.
Ao mesmo que tem um semideserto (Ogaden) de terras baixas, aí
a depressão de Afar dos primeiros seres humanos. Vulcões extintos, alguns que
espirram, lagos em crateras, vegetação de estepe, florestas em terras altas e
nas encostas onde o café surgiu, grande evento cultural (falaremos a respeito).
Existe a belíssima fauna e flora africana. A fauna com
elefantes, leões, jacarés, hipopótamos, girafas, monos. Tudo que é África. E a
flora das estepes e florestas, das zonas semidesérticas arbustivas e acácias, de
espinhos longos e agudos, produtora de tanino, que só as girafas tornam comida.
A história da Etiópia é a antiguidade. Especialmente pela
proximidade do Mar Vermelho e do Oceano Indico, como métrica das rotas de
navegação para a Índia, Península Arábica, Oriente Médio, Egito e Roma. Sobre a
mirra e o incenso, pense na Etiópia e sua vizinha Eritréia. No comércio do
golfo de Aden e as trocas com as riquezas das terras altas.
A mitologia que envolve a formação imperial e de antigas
civilizações é outro eixo africano qual foi o Egito. Vamos a outra
exclusividade, não exportável qual aconteceu com o café. O grão de “teff”: o
menor cereal do mundo, quase do tamanho do alpiste. A sua farinha é um alimento
riquíssimo em minerais, especialmente ferro e nos aminoácidos formadores da vida.
O teff é a base da alimentação do povo da Etiópia. Como “injera”, o principal prato feito com o
“teff”. Ali se domesticou o “teff” há milhares de ano com um dos principais
produtos de sua agricultura. No vídeo vê-se um resumo desta história, inclusive
como a alimentação feito a “injera”. Mas
veremos como o “teff” começa a ser “apropriado” pelo “experto” nutricionismo de
“famosos” como a panaceia de mais um milagre alimentar a secar gorduras e
muscular as exposições narcísicas.
Não veio de fábrica? - Por Carlos Eduardo Esmeraldo
Quem ainda ao comprar um carro em qualquer concessionária não foi abordado por vendedores insistentes oferecendo gel protetor dos assentos, liquido que conserva a pintura, presilhas de plásticos com refletores de luz para sinalização das portas e tantas outras coisas a mais, todas elas desnecessárias? Não sei se hipnotizado pela boa conversa do vendedor, ou muitas vezes para se livrar dele, caímos na tolice de comprar, mesmo sabendo que estamos com o saldo bancário zerado pela comprar de porte que realizamos, com pagamento à vista ou cheios de prestações que podem durar até vinte e quatro meses.
Pois vou passar uma receita que aprendi com o meu saudoso sogro, o Dr. Aníbal Figueiredo. Se ao sermos abordado por qualquer vendedor, do mais requintado, daqueles que o sujeito pede uma caixa de absorvente e o vendedor termina vendendo até barco a motor, aos mais simples vendedores de óculos escuros tirando nosso sossego na praia.
Basta fazer a pergunta acima. "Veio de fábrica"? A resposta geralmente é negativa. "Então não é necessário", emendamos imediatamente. Ao aplicar essa salvadora pergunta o vendedor vai embora de fininho. Já consegui desarmar os argumentos de todos os vendedores que me procuraram no momento de fechar qualquer compra, até nas lojas e grandes magazines.
Boas compras e apliquem a sugestão acima.
Pois vou passar uma receita que aprendi com o meu saudoso sogro, o Dr. Aníbal Figueiredo. Se ao sermos abordado por qualquer vendedor, do mais requintado, daqueles que o sujeito pede uma caixa de absorvente e o vendedor termina vendendo até barco a motor, aos mais simples vendedores de óculos escuros tirando nosso sossego na praia.
Basta fazer a pergunta acima. "Veio de fábrica"? A resposta geralmente é negativa. "Então não é necessário", emendamos imediatamente. Ao aplicar essa salvadora pergunta o vendedor vai embora de fininho. Já consegui desarmar os argumentos de todos os vendedores que me procuraram no momento de fechar qualquer compra, até nas lojas e grandes magazines.
Boas compras e apliquem a sugestão acima.
segunda-feira, 23 de março de 2015
domingo, 22 de março de 2015
sábado, 21 de março de 2015
sexta-feira, 20 de março de 2015
Marconi Perrilo dá rumos na política - José do Vale Pinheiro Feitosa
O movimento das ruas no domingo passado abriu uma agenda de confrontos que se desdobram dia-a-dia. A previsão é difícil e funciona como adivinhação, o mais preciso é observar como os desdobramentos acontecem. Como, por exemplo, o comportamento do Governador de Goiás, Marconi Perillo, num palanque ontem junto à Presidente Dilma. Marconi falou como um quadro do PSDB e é por ai que devemos entender. Sem nada a respeito, mas coincidentemente no mesmo dia em que vazou um vídeo do "Doleiro dos Políticos" a acusar Aécio Neves de receber dinheiro de "tenebrosas transações" em Furnas.
E o que diz Perillo: "É indispensável dizer que recebi muitos conselhos, Presidenta, para não estar aqui. Eu disse que se eu, em todos os momentos, jamais concordei com a intolerância e com as injustiças em relação à Presidente, se eu sempre a recebi aqui respeitosamente, não vou temer comparecer a algum evento em que, eventualmente, alguma claque pode me hostilizar. Venho aqui como governador legitimamente reeleito do Estado de Goiás para receber uma Presidente da República que foi legitimamente reeleita e que tem o meu apoio à sua governabilidade. O Brasil não pode ser vítima da intolerância, do desrespeito...ser vítima de minorias que não querem uma democracia onde o republicanismo possa prevalecer. Nunca ninguém ouviu aqui em Goiás uma palavra minha que não fosse de respeito e de reconhecimento ao trabalho de Vossa Excelência."
"Não me importo com minorias que muitas vezes atuam tão somente com o objetivo de desrespeitar as pessoas. Não à intolerância, pela democracia no Brasil, pelo republicanismo e pelas muitas parcerias que temos hoje e ainda haveremos de ter daqui pra frente."
A verdade é que crises como estas além de poderem descambar para a negação da democrai como efetivamente querem alguns, também abre a oportunidade para o exercício da política e neste momento surgem muitas lideranças que marcam rumos. Não é possível adivinhar, mas as evidências apontam que a prática política de Aécio Neves não tem futuro maior. Serra é infinitamente mais experto (falando de lideranças mais proeminentes).
"BICUDOS NÃO SE BEIJAM" - José Nilton Mariano Saraiva
Farinha do mesmo saco,
só que até então momentaneamente no exercício de um cargo superior no Poder
Executivo, o senhor Cid Gomes bem que tentou tergiversar, enrolar de alguma
forma, fugir do confronto, quando do seu depoimento aos “colegas-políticos” do
Poder Legislativo Federal (Câmara dos Deputados) no momento em que ali
compareceu a fim de explicar-se sobre a alcunha de “achacadores” que houvera
impingido à maioria deles (de 300 a 400 - indistintamente), dias antes.
Ex-parlamentar e tendo
ascendido à Governadoria do Estado do Ceará por obra e graça de acordos não tão
republicanos nos bastidores, ao longo do tempo o senhor Cid Gomes acostumou-se
a lidar com os “amestrados cordeirinhos” da Assembléia Legislativa do Ceará,
vergonhosamente pródigos em satisfazer seus caprichos e vontades (vide a nebulosa
questão da construção do tal Aquário e/ou a indicação da cunhada Patrícia Gomes
para o cargo vitalício de conselheira do Tribunal de Contas do Estado, sem que
tenha a mínima qualificação técnica); pois bem, mal acostumado imaginou que com o papo furado que lhe é
peculiar poderia sair incólume da refrega.
Assim, num primeiro
momento insistiu que o encontro que tivera com estudantes da Universidade do
Pará (onde se pronunciara sobre) se dera em ambiente fechado, que a gravação da
conversa por parte de alguém não autorizado nada valia e, portanto, ilegal seria,
que quem ali se pronunciara fora a “pessoa física” e não a figura institucional
do Ministro de Estado (quanta babaquice) e, enfim, que tinha o maior respeito
pelo Legislativo, porquanto um ex-integrante, a nível estadual.
De nada adiantou,
porém. Sabedores da sua recorrente instabilidade emocional quando sob pressão,
do seu pavio curto quando questionado duramente, da sua pouca paciência para o
debate (já que acostumado a mandar e desmandar), os mafiosos e desacreditados parlamentares
federais foram astuciosamente atraindo-o para a armadilha, paulatinamente
minando-o psicologicamente, até que deu-se a explosão.
Assim, e como “bicudos
não se beijam”, quando instado a nominar os “achacadores” e ato seguinte rotulado
contundentemente de “palhaço” por parte de um dos seus inquisidores, Cid Gomes,
ao invés de humilhar-se num pedido de desculpas (como sugerido pelos
deputados-bandidos), resolveu abruptamente abandonar o recinto, sem que antes
haja jogado sobre eles e principalmente sobre os ombros dos componentes da base
aliada do governo, a pecha de achacadores, porquanto desleais para com a
Presidenta da República, desde sempre.
Aqui, um parêntesis para esclarecimento:
a respeito dos políticos com assento no Congresso Nacional, em nossa última
postagem abordando a questão da Petrobras afirmamos peremptoriamente que... “dentre os diversos senadores e deputados a
serem investigados, os presidentes das duas casas legislativas – Senado e
Câmara Federal – encabeçam a lista, numa prova inconteste de que o principal
antro de safadezas, corrupção e falcatruas ali se encontra; particularmente,
entendemos que não são apenas 300 ou 400 picaretas; do total de 594
parlamentares (513 deputados e 81 senadores) com muito, mas muito esforço
poderíamos livrar a cara de 10% e olhe lá. Chega de hipocrisia. Há que se achar
uma reforma política que obste toda essa cafajestice”.
Portanto, apesar de nunca
termos sufragado os Ferreira Gomes e Jereissatis da vida, não temos nenhum
constrangimento em admitir que o senhor Cid Gomes conseguiu verbalizar – e num
ambiente superlativo e repleto de holofotes - tudo aquilo que boa parte da população brasileira pensa a respeito dos
políticos: não passam de pessoas sem escrúpulos, que legislam em causa própria.
Só que acrescentaríamos: inclusive os Ferreira Gomes.
E se alguém tem alguma dúvida
sobre a barafunda e desonestidade que caracteriza seu modus operandi, basta
atentar para o multifacetado histórico partidário e/ou consultar professores,
médicos, militares e funcionalismo público do Ceará sobre o que acham dos
Ferreira Gomes.
Portanto, causa espécie que
queiram agora transformar o senhor Cid Gomes numa espécie de herói nacional, autentico
paladino da moralidade em razão de ter se estranhado com colegas da mesma
estirpe e que rezam o mesmo credo. E de uma coisa tenhamos certeza: com a hiper
divulgação do imbróglio, espertamente os Ferreira Gomes tentarão usá-lo para
creditar-se a vôos mais altos num futuro. Esperem para confirmar.
Em busca de nós mesmos - José do Vale Pinheiro Feitosa
Abaixo você poderá assistir a um vídeo em baixa resolução cuja história é contatada num texto. Ao assistir no blog que tive dificuldades pois o programa lê trechos e não todo o vídeo. Mas na verdade o vídeo todo tem mais de 13 minutos. Quem conseguir vai acompanhar toda a história.
Como o texto fica em letras muito pequenas, dificultando a leitura e se o vídeo for posto em tela cheia a qualidade da imagem não é boa, publico abaixo o texto completo do vídeo para quem desejar ler por completo.
EM BUSCA DE NÓS MESMOS
Primeira Foto
Quatro
universos se abraçam.
Dois corpos
fundindo seus limites,
e o espaço
transformando-se sempre;
em dois: o
que o passou e o que se passa.
Primeira filmagem
(5530)
Este vidro
empoeirado para se ver o presente
na contraluz
da reversão ao tempo fugidio,
no qual
andares soterram o planisfério da lembrança,
estranhando
estas ruas de rastros já deixados.
Terceira filmagem
(trechos mudos e falados da 4255 e 4202)
Este espaço
seguro que sobe e desce
entre a
memória e a voz,
ora desce
como uma saudade de tantas notas perdidas,
ora sobe
como alegria de saber-se narrativa
de ações
vividas.
Em tudo este
sobe e desce são como as ladeiras
de
Araraquara e Cantagalo.
Sequência de fotos do
interior do apartamento, do prédio e o filme 4751
Um ninho
construído nos galhos
de uma
enorme planta.
Embora
resfriado das munições de traçados mortais,
há no
derredor uma força transformadora
descomunal.
Apesar dos
silvos, trovejadas e relâmpagos,
garrancho a
garrancho fez-se
um ninho à
posteridade.
Onde
alegrias suaves como plumas,
deitavam os
amigos, parentes, o pai,
a mãe e....
Filme 4028 – trecho
da Kabedesh
Assim como a
dança do trancelim
que mistura
fitas coloridas,
no mastro
onde se trançava, um lar e Kabedesh,
a eritreia
com voz feminina de arrastar as ruas,
e acalmar os
sóis na companhia de Anneta,
Margarita e
o pessoal das embaixadas.
Filme fotos deles
curtindo o jardim, recebendo os amigos e o filme 4255 e 5118
Este norte
gregário que exercita
a comunhão
entre tantos,
é
estimulante porque evidencia outras formas
de agir e
pensar,
enquanto
deposita tantas porções distintas
sobre a
mesma base,
de uma
enorme injera vinda
deste teff
fermentado em água.
Um clube
assim como um trancelim,
uma injera diante da fome.
Onde se
festeja cada movimento
da
inspiração destes ares das terras altas,
como as
águias da Etiópia em rasante
sobre os
abismos,
pois aos
abismos nos acostumamos,
quanto mais
a uma piscina vazia.
O último filme (5614)
O Leão de
Judá foi abatido
em sua
própria jaula.
Um tempo que
emperra
desdenta a
engrenagem que move o regime,
e tudo de
acelera,
se destrói,
se constrói
no lugar,
onde os da
primeira jornada não estarão.
Mesmo assim,
soterrados
pelo sedimento do tempo,
retorna
feito uma pedra,
cuja
natureza surpreende
as
inteligências dos que se julgam únicos proprietários
do presente
diante da estante de Lucy.
Mas não
retornarão como um imperador,
agora parte
do todo.
E vêm
trazendo em seus colos
os filhotes
das horas agora badaladas.
Leõezinhos
que crescem com o mesmo sentido caçador.
Caçar o
tempo nas savanas da África.
A África que
fertilizou as Américas.
Por Rosa Guerrera
REFLETINDO..........
Todos os dias eu envelheço mais um pouco , e se fosse calcular quantas folhinhas já arranquei no meu calendário de vida , por certo daria um livro com um bom número de páginas.
Abrimos e fechamos cortinas com paisagens diferentes , recebemos vaias e aplausos nos palcos da vida ,conhecemos o frio da solidão ,o renascer de esperanças, e os ponteiros do relógio vão caminhando sempre mais e mais para a frente.
Caminhei muitas estradas, plantei muitas flore...s ,chorei muitas despedidas , criei atalhos, ultrapassei muitos obstáculos, e fui também derrotada em muitas batalhas que a vida me presenteou.
Muitas histórias eu teria hoje para contar...mas o tempo urge e eu preciso continuar .
Joguei todos os jogos que a vida me convidou a participar sem jamais me vestir em glórias quando saía vencedora .
Arquitetei sonhos que se desmoronaram no primeiro impacto de uma decepção .
Quantas e quantas pessoas passaram na minha vida , e em quantas vidas eu também passei !
Quantas partiram sem um adeus ,e quantas vezes saí também sem me despedir !
Cada ruga hoje no meu rosto parece carregar uma história ou uma saudade...Todo dia, é verdade que envelheço mais um pouco , mas sei que ainda possuo no meu livro de vida , algumas páginas em branco , e certamente antes de encerrá-lo, muitas outras histórias eu ainda terei tempo para viver e contar . (R.G.)
Todos os dias eu envelheço mais um pouco , e se fosse calcular quantas folhinhas já arranquei no meu calendário de vida , por certo daria um livro com um bom número de páginas.
Abrimos e fechamos cortinas com paisagens diferentes , recebemos vaias e aplausos nos palcos da vida ,conhecemos o frio da solidão ,o renascer de esperanças, e os ponteiros do relógio vão caminhando sempre mais e mais para a frente.
Caminhei muitas estradas, plantei muitas flore...s ,chorei muitas despedidas , criei atalhos, ultrapassei muitos obstáculos, e fui também derrotada em muitas batalhas que a vida me presenteou.
Muitas histórias eu teria hoje para contar...mas o tempo urge e eu preciso continuar .
Joguei todos os jogos que a vida me convidou a participar sem jamais me vestir em glórias quando saía vencedora .
Arquitetei sonhos que se desmoronaram no primeiro impacto de uma decepção .
Quantas e quantas pessoas passaram na minha vida , e em quantas vidas eu também passei !
Quantas partiram sem um adeus ,e quantas vezes saí também sem me despedir !
Cada ruga hoje no meu rosto parece carregar uma história ou uma saudade...Todo dia, é verdade que envelheço mais um pouco , mas sei que ainda possuo no meu livro de vida , algumas páginas em branco , e certamente antes de encerrá-lo, muitas outras histórias eu ainda terei tempo para viver e contar . (R.G.)
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