por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



sexta-feira, 6 de julho de 2012

Pra todos os gostos!


26/06/2012 14h10 - Atualizado em 26/06/2012 14h16
Festival de Inverno de Garanhuns, PE, tem programação com 300 shows
Elba Ramalho e Dominguinhos estarão na abertura, dia 12 de julho.
Programação conta também com apresentações de teatro, dança e circo.

Katherine Coutinho Do G1 PE

O Festival de Inverno de Garanhuns chega a sua 22ª edição prometendo dez dias de arte e cultura em homenagem ao eterno Rei do Baião, Luiz Gonzaga. A abertura do festival acontece no dia 12 de julho, com shows de Elba Ramalho, Dominguinhos, Família Gonzaga, Mourinha do Forró e o projeto Viva Gonzagão, com 12 artistas. As novidades foram anunciadas em coletiva de imprensa no Recife, nesta terça-feira (26).

A programação segue até o dia 21 de julho, com uma extensa programação. Serão 300 shows, com nomes como Milton Nascimento, Lulu Santos, Zélia Duncan, Ney Matogrosso, Zizi Possi, Erasmo Carlos, Alcione, Jorge Vercilo, Renato Teixeira, Xangai, Lenine, entre muitos outros artistas. Além disso, 67 oficinas e 34 espetáculos de artes cênicas fazem parte da programação.

Ao todo, o festival vai contar com 12 polos, espalhados por toda a cidade de Garanhuns. Cinema, fotografia, literatura e todos os tipos de artes devem estar representados no festival. “É um festival de cultura, não só de música. É um festival da ordem de R$ 15 milhões, que já marca o calendário do estado. Neste ano, não podíamos ter outro homenageado que não Luiz Gonzaga", afirma o presidente da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco, Severino Pessoa.

O secretário de Cultura de Pernambuco, Fernando Dutra, ressalta a importância de se homenagear o 'pernambucano do século'. "Todas as homenagens a Gonzaga neste ano vão ser poucas, dada a importância dele para a música brasileira. É como se Luiz Gonzaga fosse um ritmo que tem seguidores. Se pudéssemos dizer que ele é um gênero musical, diria que ele é o que tem mais seguidores", acredita.


Como parte das homenagens, a programação vai ter também uma exposição sobre o Rei do Baião, além de uma aula concerto sobre sua obra com mestre Camarão, que esteve presente na coletiva e deu uma prévia do que vai fazer no festival. "É um orgulho poder dizer que somos discípulos de Luiz Gonzaga", afirma Camarão, que foi acompanhado do filho, Salatiel D'Camarão.

Além de homenagear Gonzaga, o festival tem neste ano o foco em sustentabilidade, acessibilidade e empreendedorismo. "As lonas que produzirmos no festival, como testeiras [identificadores dos palcos], por exemplo, vamos recolher e produzir arte com eles, como bolsas, carteiras", avisa o coordenador geral do evento, André Frank.

Outra novidade é o Ambiente Criativo, no Polo Euclides Cunha. "É o nosso espaço voltado para o empreendedorismo, nesse ano, estamos mais do que nunca focados em sustentabilidade", ressalta André.

Sucesso nas outras edições, a programação circense deste ano terá duas sessões para cada espetáculo. "Assim, esperamos atender mais as famílias. Vimos ano passado muita fila para conferir as apresentações, inclusive com pessoas que acabaram não conseguindo assistir", justifica o coordenador.

O secretário de Cultura ressalta ainda a presença de grandes nomes não só da música, como da dança. "O Balé de Londrina vem pela primeira vez ao Nordeste e vai estar no FIG, esse é um ponto muito importante, mostra como estamos nos consolidando ano após ano", defende Fernando.

Um portal sobre o cinema pernambucano também será lançado durante o festival deste ano. “O cinema já é parte obrigatória do FIG, tendo uma programação muito especial, que foi feita em parceria com a Secretaria de Cultura”, explica André Frank.

Entre as novidades deste ano está também a Praça da Palavra, na Praça Souto Filho, em memória ao escritor Luiz Jardim, de Garanhuns, com um mini auditório e um café. "Vamos ter recitais, oficinas, é um espaço realmente dedicado à palavra", explica o coordenador do festival.

Infraestrutura
Para receber melhor os visitantes, a estrutura do festival vai realizar algumas mudanças, como a ampliação da praça de alimentação, projeto de sinalização, ampliação de alguns espaços e criação de espaços de convivência, como o café. “Vamos ter também um mapa do FIG, para facilitar o turista que vier para se guiar pelos polos”, explica André.

Além disso, como um dos focos do festival é a acessibilidade, os espetáculos de artes cênicas vão contar com tradução em libras e áudio-descrição, além de legendas nos filmes para surdos e programação do festival em braile. Nos palcos Guadalajara e Forró/Pop, rampas e camarotes adaptados para cadeirantes e com dificuldade motora serão montados.

Alguns polos só terão a programação divulgada a partir do dia 2 de julho, no site do festival. Confira a programação musical já divulgada pela organização do FIG:

Palco Guadalajara:
Quinta feira (12)
20h30 – Mourinha do Forró
21h30 – Família Gonzaga
22h30 – Elba Ramalho
23h30 – Dominguinhos
00h30 – Projeto Viva Gonzagão

Sexta-feira (13)
20h30 – Escravo
21h30 – Deolinda
22h30 – Bixiga 70
23h30 – Zélia Duncan
00h30 – Zizi Possi

Sábado (14)
20h30 – Hercinho
21h30 – Orquestra Popular da Bomba do Hemetério
22h30 – Academia da Berlinda
23h30 – Roberta Miranda
00h30 – Alcione
Jorge Vercilo (Foto: Divulgação)Jorge Vercilo faz show no dia 15. (Foto: Divulgação)

Domingo (15)
20h30 – La Pietá
21h30 – Neli Lisboa
22h30 – Siba
23h30 – Lira
00h30 – Jorge Vercilo

Segunda (16)
20h30 – Lucar Notaro e os Corajosos
21h30 – Di Melo e Madeira Delay
22h30 – Mombojó
23h30 – China
00h30 – Roberta Sá

Terça-feira (17)
20h30 – Rogério os Cabra
21h30 – Maciel Salu
22h30 – Herbert Lucena
23h30 – Lula Queiroga
00h30 – Renato Teixeira, Xangai e Maciel Melo

Quarta-feira (18)
20h30 – Karla Rafaella
21h30 – Gerlane Lops
22h30 – Karynna Spinelli
23h30 – Péricles
00h30 – Fundo de Quintal

Quinta-feira (19)
20h30 – Banda Flash
21h30 – Volver
22h30 – Ortinho
23h30 – Reginaldo Rossi
00h30 – Erasmo Carlos

Sexta-feira (20)
20h30 – Lux Time
21h30 – Antúlio Madureira
22h30 – Marcelo Jeneci
23h30 – Lenine
00h30 – Milton Nascimento

Sábado (21)
20h30 – Andréa Amorim
21h30 – N’Zambi, Buguinha Dub e convidados
22h30 – Edgard Scandurra
23h30 – Ney Matogrosso
00h30 – Lulu Santos

Palco Forró
Sexta-feira (13)
0h – Zezinho de Garanhuns
0h40 – Família Gonzaga
1h40 – Quinteto Violado
02h40 – Genival Lacerda

Sábado (14)
0h – Dema do Forró
0h40 – Agostinho do Acordeon
1h40 – Gena de Altinho
02h40 – Oswaldinho

Domingo (15)
0h – Forró Pesado
0h40 – Valdir Santos
1h40 – Ferrugem e Pandeiro do Mestre
02h40 – Rogério Rangel

Segunda-feira (16)
0h – Ronaldo César e a Tropicana
0h40 – Josildo Sá
1h40 – Mazinho de Arcoverde
02h40 – Azulão

Terça-feira (17)
0h – Nando Azevedo
0h40 – Joãozinho de Exu
1h40 – Clã Brasil
02h40 – Liv Moraes

Quarta-feira (18)
0h – Djair Banda
0h40 – João Silva
1h40 – Trio Nordestino
02h40 – Cristina Amaral

Quinta-feira (19)
0h – Carlos Magno
0h40 – Luciano Magno
1h40 – Beto Hortis
02h40 – Fim de Feira

Sexta-feira (20)
0h – Fogo de Menina
0h40 – Orquestra Forrobodó
1h40 – Petrúcio Amorim
02h40 – Anastácia

Sábado (21)
0h – Genaro
0h40 – Flávio Leandro
1h40 – Waldonys
02h40 – Danilo Pernambucano

Palco Instrumental
Sexta (13)
17h – Roberto Lima
18h – Camerata Brasilis
19h – Sério Ferraz
20h – The Raulis

Sábado (14)
17h – Marcos Cabral
18h – Trio Baru
19h – Saracotia
20h – Moda de Rock

Domingo (15)
17h – Fahrenreit
18h – Cacau Verde
19h – Benjamin Taubkin (Trio+1)
20h – Antônio Loureiro

Segunda (16)
17h – Orlito Blues Jazz Band
18h – Marcelo Monteiro
19h – Jorginho Neto
20h – Alex Madureira

Terça-feira (17)
17h – Duo Bass
18h – Adelmo Arcoverde
19h – Antônio de Pádua
20h – Camarones Orquestra Guitarrística

Quarta-feira (18)
17h – Gaimálgama
18h – Rivotrill
19h – Chimpanzé Clube Trio
20h – Jaguaribe Carne

Quinta-feira (19)
17h – O Sam3a
18h – Baobá Stereo Club
19h – Anjo Gabriel
20h – Sguep Trio

Sexta-feira (20)
17h – Kleber Blues Band
18h – Henrique Annes
19h – Ademir Araújo
20h – Trio 363

Sábado (21)
17h – Claudio Lins
18h – Camerata Brasileira
19h – Luiz Brasil e Banda
20h – Roger Canal

Palco Pop
Sexta-feira (13)
18h – Dead Lover’s Twhister Heart
19h – Babi Jaques e Os Sicilianos
20h – Daniel Beleza
21h – Dr Sin

Sábado (14)
18h – Sonic Júnior
19h – Lucas Santana
20h – Silvério Pessoa
21h – O Pirata (Marco Polo)

Domingo (15)
18h – Still Living
19h – Sérgio Cassiano
20h – Ska Maria Pastora
21h –Anelis Assumpção

Segunda-feira (16)
18h – A Nata
19h – Maquinado
20h – Arraial da Pavulagem
21h – Sambê

Terça-feira (17)
18h – Catarina Dee Jah
19h – Tiê
20h – Caçapa
21h – Junio Barreto

Quarta-feira (18)
18h – Zé Manoel
19h – Márcia Castro
20h – Alessandra Leão
21h – 5 a Seco

Quinta-feira (19)
18h – Terreiro Cibernético
19h – Curumin
20h – Renata Rosa
21h – Felipe Cordeiro

Sexta-feira (20)
18h – PE 5
19h –Ylana Queiroga
20h – La Viajerita
21h – Funk Como Le Gusta

Sábado (21)
18h – Daniel Peixoto
19h – Rimocrata
20h – Tibério Azul
21h – Cascabulho

Madrugada

Sob o insonoro firmamento,
as luzes confrontam o sono,

contorção de sonhos acanhados
na música do relógio.

Rompe-se o silêncio com arranhões,
perfura-se a carne das horas

com nota única, o que passa
e já não é, senão sombras misturadas
à noite, na avenida lá embaixo.
O céu menor que a solidão.
O frio veste o corpo,

faz-se luvas nas mãos inábeis
em tecer encantos, galopar
a suavidade das teclas.
Mãos alheias à vibração

de cordas que alcançam
o coração
em melancólicos acordes.
Barulho de mar não tem aqui.
Um choro amargo de novo

em suas moradas? Não sabemos.
Seres cativos dessa noite,
cercados, sem brecha,
aguardamos a manhã saltar

sem clamores, nem temor

Aguardem!




16 de agosto, no teatro SESC do Crato acontecerá um show carinhosamente sonhado e ensaiado:
"CONVERSA DE BOTEQUIM"
- Uma homenagem do compositor Abidoral Jamacaru ao grande Noel Rosa. Parceiros musicais, brevemente serão definidos.
Esperem maiores detalhes, e agendem este programa que promete ser memorável!

Recomendamos!

Revista CON
TI
NEN
TE!

Lamentável!


Louis Armstrong


Louis Daniel Armstrong (Nova Orleans, 4 de agosto de 1901 — Nova Iorque, 6 de julho de 1971) foi um cantor, compositor, instrumentista, trompestista, cornetista, saxofonista, escritor, letrista, arranjador, produtor musical, dramaturgo, artista plástico, ator, tenor, maestro e ativista político e social estadounidense, considerado "a personificação do jazz". Louis Armstrong é famoso tanto como cantor quanto como solista, com seu trompete.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Fótons


A notícia da semana , amigos, diz respeito à caça de um bicho esquisito , vasqueiro , mais escondido que laranja de bicheiro e falcatrua de político. A mídia pipocou nos ares que tinham capturado o elemento escorregadio, nas Europas, onde foi armado  um alçapão que apelidaram de Acelerador de Partículas. Há já alguns anos,  perseguem o bicho que ninguém nunca viu, não se sabe o jeitão dele. Existem só fofocas e disse-me-disse em torno da estrovenga que carrega um nome estranho e pomposo: Bóson de Higgs. O Higgs foi o primeiro caçador que espalhou, mundo afora, a história sobre a existência desse bicho quase mitológico, parente da Caipora e  do Pai-da-Mata. O certo é que até o presente momento, a coisa parece mais potoca de caçador: ninguém trouxe o rabo do bicho, uma pena do gogó, uma foto, nada: só lero-lero.
                        Como, sempre, em toda Mitologia,a importância do  ser mitológico é vultosíssima. O Bóson, amigos, seria uma pequena partícula que deve existir dentro do núcleo do átomo. Ela serviria como uma espécie de cola para outras 12 partículas aí existentes e um tipo de mensageiro entre elas. Acredita-se que tenha provindo ainda do Big-Bang e seria responsável, na sua primariedade, por dar massa a todos os componentes do Universo. É , na realidade, uma possibilidade teórica, criada dentro de um modelo de Física Atômica que procura, desesperadamente, avançar na compreensão da intimidade da Matéria.De tamanho ínfimo e de uma instabilidades extrema -- rapidamente se transforma em energia-- sua captura é um desafio tremendo.  Há quarenta anos se busca confirmar a sua existência, nestes dias divulgaram-se evidências, embora ainda preliminares,  de que de fato existe. Seria como se tivéssemos capturado a Baleia acorrentada abaixo do altar de Nossa Senhora da Penha, aqui no Crato.  Dizem ter matado a cobra, mas ainda não mostraram o pau, nem o couro do ofídio.
                        Impressionante os avanços da Ciência nos últimos séculos. Conseguiu sobreviver em meio às trevas, à perseguição religiosa, à fé cega e à faca amolada. Degrau após degrau foi fundamentando a escada do conhecimento, tantas e tantas vezes usando como argamassa a cinza de cientistas queimados nas fogueiras da inquisição. A curiosidade, a desconfiança venceram as trevas da fé cega, das pseudoverdades inquestionáveis. A Metodologia Científica pouco a pouco foi substituindo crenças arcaicas, lendas, superstições  empurradas goela abaixo por  gerações e mais gerações de sacerdotes das mais variadas  Mitologias. Darwin reescreveu o Gênesis, a Medicina desmistificou as pragas como castigo divino, a Genética, a cada dia, substitui o sopro primal. Até do Apocalipse a Energia Atômica já se apoderou.
                                   Mais dia, menos dia, capturaremos, por fim, o Bóson de Higgs e teremos em mãos a semente primária donde tudo começou. O leitor pode até replicar que a Ciência não explica tudo, que ficam buracos imensos em toda teoria. Tudo bem, mas a Religião, amigos, explica bem menos. Sempre precisamos de alguns mistérios , como os da Santíssima Trindade ou similares e mais: acreditar, cegamente, em potocas bem mais cabeludas que as dos Bósons . Não vale perguntar, não vale questionar se não as espadas flamejantes nos aguardam para a expulsão do Paraíso.
                                   Percebo, no  entanto, que, se o Bóson , uma vez capturado, nos possa explicar muito da nossa presença física no Universo, falta-nos ainda descobrir uma partícula ( inexistente nos Livros Sagrados e nos Compêndios da Física) que nos desvende essa viagem fugaz,  etérea, profundamente emocional  e que ante a imensidão do Universo, tem a durabilidade de fóton do Bóson de Higgs: a Vida. 

J. Flávio Vieira
Recife

Você é um envelhescente? (Mário Prata)

Se você tem entre 45 e 65 anos, preste bastante atenção no que se segue. Se você for mais novo, preste também, porque um dia vai chegar lá. E, se já passou, confira.
Sempre me disseram que a vida do homem se dividia em quatro partes: infância, adolescência, maturidade e velhice. Quase correto. Esqueceram de nos dizer que entre a maturidade e a velhice (entre os 45 e os 65), existe a ENVELHESCÊNCIA.
A envelhescência nada mais é que uma preparação para entrar na velhice, assim com a adolescência é uma preparação para a maturidade. Engana-se quem acha que o homem maduro fica velho de repente, assim da noite para o dia. Não. Antes, a envelhescência. E, se você está em plena envelhecescência, já notou como ela é parecida com a adolescência? Coloque os óculos e veja como este nosso estágio é maravilhoso:
- Já notou que andam nascendo algumas espinhas em você? Notadamente na bunda?
- Assim como os adolescentes, os envelhescentes também gostam de meninas de vinte anos.
- Os adolescentes mudam a voz. Nós, envelhescentes, também. Mudamos o nosso ritmo de falar, o nosso timbre. Os adolescentes querem falar mais rápido; os envelhescentes querem falar mais lentamente.
- Os adolescentes vivem a sonhar com o futuro; os envelhescentes vivem a falar do passado. Bons tempos...
- Os adolescentes não têm idéia do que vai acontecer com eles daqui a 20 anos. Os envelhescentes até evitam pensar nisso.
- Ninguém entende os adolescentes... Ninguém entende os envelhescentes... Ambos são irritadiços, se enervam com pouco. Acham que já sabem de tudo e não querem palpites nas suas vidas.
- Às vezes, um adolescente tem um filho: é uma coisa precoce. Às vezes, um envelhescente tem um filho: é uma coisa pós-coce.
- Os adolescentes não entendem os adultos e acham que ninguém os entende. Nós, envelhescentes, também não entendemos eles. "Ninguém me entende" é uma frase típica de envelhescente.
- Quase todos os adolescentes acabam sentados na poltrona do dentista e no divã do analista. Os envelhescentes, também a contragosto, idem.
- O adolescente adora usar uns tênis e uns cabelos. O envelhescente também. Sem falar nos brincos.
- Ambos adoram deitar e acordar tarde.
- O adolescente ama assistir a um show de um artista envelhescente (Caetano, Chico, Mick Jagger). O envelhescente ama assistir a um show de um artista adolescente (Rita Lee).
- O adolescente faz de tudo para aprender a fumar. O envelhescente pagaria qualquer preço para deixar o vício.
- Ambos bebem escondido.
- Os adolescentes fumam maconha escondido dos pais. Os envelhescentes fumam maconha escondido dos filhos.
- O adolescente esnoba que dá três por dia. O envelhescente quando dá uma a cada três dia, está mentindo.
- A adolescência vai dos 10 aos 20 anos: a envelhescência vai dos 45 aos 60. Depois sim, virá a velhice, que nada mais é que a maturidade do envelhescente.
- Daqui a alguns anos, quando insistirmos em não sair da envelhescência para entrar na velhice, vão dizer:
- É um eterno envelhescente!
Que bom.



Corinthians conquista a Libertadores pela primeira vez

Para Ismênia Maia - por socorro moreira



amiga,
aquele poema que o vento levou,
que de tão leve deixastes escapar
era tua alma clamando o amor
lembrando-te que a razão
também em vãos, às vezes se distraí!

eu também tenho dessas fases
dá um branco, no papel em branco
as letras se escondem de mim
e os sentimentos confusos,
ficam resfriados,
e enrouquecidos,
não sabem falar.

amiga,
que informava a melodia
que solfejava o canto italiano,
e sem dizer o nome da matéria,
anotava no caderno
máximas de filosofia

não entendia tudo,
na tua letra minúscula,
que ocupava blocos e aerogramas...
eram cartas de amor
que seguaim pelos ares,
esperando a respostas

também peguei a mania de escrever...
um dia era um bilhete
outro dia uma encíclica...
noutros tempos viraram memorandos
depois silenciaram,
e exigiram vida !

(socorro moreira)


A poesia de Rabindranath Tagore - José do Vale Pinheiro Feitosa


Rabindranath Tagore recebeu a denominação de Gurudev que associa a palavra Guru (professor, o maior, o mestre, o orientador, etc.) a Dev(a) que significa mente grande. Em 1969 a palavra composta Gurudeva (que é a mesma coisa de Gurudev) ficou conhecida mundialmente pela canção Across the Universe de John Lennon e lançada no álbum dos Beatles em dezembro daquele ano com o título No One´s Gonna Change Our World. A frase que carrega a palavra: Jai Guru deva om.

Tagore foi o maior poeta moderno da Índia e o gênio mais criativo da renascença indiana. Ele reformulou a literatura e a música “bengole”, no final do século XIX e início do século XX.

“Se não falas”

Se não falas, vou encher o meu coração
Com o teu silêncio, e agüentá-lo.
Ficarei quieto, esperando, como a noite
Em sua vigília estrelada,
Com a cabeça pacientemente inclinada.

A manhã certamente virá,
A escuridão se dissipará, e a tua voz
Se derramará em torrentes douradas por todo o céu.

Então as tuas palavras voarão
Em canções de cada ninho dos meus pássaros,
E as tuas melodias brotarão
Em flores por todos os recantos da minha floresta.


“Verdades”

Roubo do hoje a força
Fazendo nascer o amanhã.
Da janela acompanho com olhar
As nuvens do céu.
De novo a sombra sinistra
Tolda tristemente meus sonhos.

Tua imagem me acompanha
Por todos os lugares por onde ando.
E em todos os momentos
É a tua presença que espanta
As brumas do desconhecido.

Não faço perguntas.
Tenho medo das respostas que já sei.
Liberta do invólucro físico
Devolverei a matéria ao pó do que fora feito.

Vivi meus três caminhos na terra.
Purgatório. Inferno. Céu.
Tudo de acordo com meus projetos,
Minhas atitudes,
Procurando não cair nos mesmos erros.

Agora – vago e espero
Entre tropeços e flagelos
O ressurgir da verdade.

“Se me é negado o amor”

Se me negado o amor, por que, então, amanhece;
Por que sussurra o vento do sul entre as folhas recém nascidas
Se me é negado o amor, por que, então,
A noite entristece com nostálgico silêncio as estrelas?

E por que este desatinado coração continua,
Esperançado e louco, olhando o mar infinito?

“Flor de Lótus

No dia em que a flor de lótus desabrochou
A minha mente vagava, e eu não a percebi.
Minha cesta estava vazia e a flor ficou esquecida.
Somente agora e novamente, uma tristeza caiu em mim.
Acordei do meu sonho sentindo o doce rastro
De um perfume no vento sul.
Essa vaga doçura fez o meu coração doer de Saudade.
Pareceu-me ser o sopro ardente do verão, procurando completar-me
Eu não sabia então que a flor estava tão perto de mim
Que ela era minha, e que essa perfeita doçura
Tinha desabrochado no fundo do meu coração.


“Meditação”

O amanhã pertence a nós!
Ó Sol, levanta-te sobre os corações que sangram
E desabrocharam como flores na manhã,
E também sobre o banquete do orgulho,
Ontem iluminado por tochas, e hoje reduzido a cinzas...

quarta-feira, 4 de julho de 2012


Feliz aniversário, Carla Bonates!

Carla, Victor, e Caio
Muitas alegrias , nesta nova idade.
Abraços! 
Posted by Picasa

Monteiro Lobato



Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


José Bento Renato Monteiro Lobato (Taubaté, 18 de abril de 1882 – São Paulo, 4 de julho de 1948)[1] foi um dos mais influentes escritores brasileiros do século XX. Foi um importante editor de livros inéditos e autor de importantes traduções. Seguido a seu precursor Figueiredo Pimentel ("Contos da Carochinha") da literatura infantil brasileira, ficou popularmente conhecido pelo conjunto educativo de sua obra de livros infantis, que constitui aproximadamente a metade da sua produção literária. A outra metade, consistindo de contos (geralmente sobre temas brasileiros), artigos, críticas, crônicas, prefácios, cartas, um livro sobre a importância do petróleo e do ferro, e um único romance, O Presidente Negro, o qual não alcançou a mesma popularidade que suas obras para crianças, que entre as mais famosas destaca-se Reinações de Narizinho (1931), Caçadas de Pedrinho (1933) e O Picapau Amarelo (1939).

Contista, ensaísta e tradutor, este grande nome da literatura brasileira nasceu na cidade de Taubaté, interior de São Paulo, no ano de 1882. Formado em Direito, atuou como promotor público até se tornar fazendeiro, após receber herança deixada pelo avô. Diante de um novo estilo de vida, Lobato passou a publicar seus primeiros contos em jornais e revistas, sendo que, posteriormente, reuniu uma série deles em Urupês, obra prima deste famoso escritor.

Em uma época em que os livros brasileiros eram editados em Paris ou Lisboa, Monteiro Lobato tornou-se também editor, passando a editar livros também no Brasil. Com isso, ele implantou uma série de renovações nos livros didáticos e infantis.

Este notável escritor é bastante conhecido entre as crianças, pois se dedicou a um estilo de escrita com linguagem simples onde realidade e fantasia estão lado a lado. Pode-se dizer que ele foi o precursor da literatura infantil no Brasil.

Suas personagens mais conhecidas são: Emília, uma boneca de pano com sentimento e idéias independentes; Pedrinho, personagem que o autor se identifica quando criança; Visconde de Sabugosa, a sabia espiga de milho que tem atitudes de adulto, Cuca, vilã que aterroriza a todos do sítio, Saci Pererê e outras personagens que fazem parte da inesquecível obra: O Sítio do Pica-Pau Amarelo, que até hoje encanta muitas crianças e adultos.

Escreveu ainda outras incríveis obras infantis, como: A Menina do Nariz Arrebitado, O Saci, Fábulas do Marquês de Rabicó, Aventuras do Príncipe, Noivado de Narizinho, O Pó de Pirlimpimpim, Reinações de Narizinho, As Caçadas de Pedrinho, Emília no País da Gramática, Memórias da Emília, O Poço do Visconde, O Pica-Pau Amarelo e A Chave do Tamanho.

Fora os livros infantis, este escritor brasileiro escreveu outras obras literárias, tais como: O Choque das Raças, Urupês, A Barca de Gleyre e o Escândalo do Petróleo. Neste último livro, demonstra todo seu nacionalismo, posicionando-se totalmente favorável a exploração do petróleo apenas por empresas brasileiras.

terça-feira, 3 de julho de 2012


PROAE criará canal de dialogo com o movimento estudantil da URCA



Pró-reitor Berilo Barroso 

As reivindicações  e demandas do movimento estudantil da URCA  terá um canal de interlocução  com a administração da Instituição, através do Projeto “Escuta” que será desenvolvido pela Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis – PROAE.

Para o pró-reitor da PROAE, o professor Berilo Barroso a ideia surgiu a partir da necessidade de  aproximação  dos alunos como forma de compreender as  necessidades e lutas dos estudantes dentro da Instituição. Ele destaca que essa é uma forma de propiciar também o dialogo com outros segmentos da instituição visando minimizar os problemas e atender as demandas do movimento estudantil.  

O Escuta deverá será realizando pelos Centros Acadêmicos e estudantes dos Grupos de Estudos e Pesquisas da URCA. A ideia inicial é que seja realizado mensalmente nos diversos campus da Instituição.  

O que é  Escuta?
O Escuta é um mecanismo de construção/ dialogo/formação/informação e troca de ideias    da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis – PROAE da Universidade Regional do Cariri – URCA com o Movimento Estudantil, representado através dos Centros Acadêmicos e dos Grupos de Estudos e Pesquisas desta IES.
O Escuta visa garantir um canal de protagonismo do Movimento Estudantil  que possibilite que as  suas reivindicações e demandas sejam  recebidas  pela PROAE e que a mesma sirva como elo de interlocução com as demais instâncias da instituição.
A intenção é que o Escuta possa promover o debate sobre o papel da Assistência Estudantil e a função social da Universidade Pública.         

Como vai funcionar?
A Pró-Reitoria de Assuntos de Estudantis – PROAE convidará os representantes dos Centros Acadêmicos de todos os cursos e representantes de alunos  em  grupos de estudos e pesquisas  desta IES para pensar o processos de construções  do Escuta.
A ideia inicial é que ele seja realizado  em encontros mensais  em campus diferentes da Instituição como forma de contemplar a descentralização da PROAE.  

Inicio?
Os trabalhos do Escuta foram iniciados em julho/2012 e o primeiro encontro está previsto para agosto deste ano.

Serviço:
Projeto Escuta
Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis – PROAE – URCA Campus Pimenta  
Email: proae@gmail.com  e proae@urca.br (88) 3102-1208


Everardo Norões- Grande escritor e poeta cratense!


EVERARDO NORÕES

w. b.
ou
os dez caminhos da cruz

1
na universidade

ninguém na universidade
dar-lhe-ia abrigo
o curriculum
não lhe abriria o portão
nenhuma chave se moveria
ao que busca escancarar
a cela do futuro
ali penetrará
quem dominar ofícios
graduar pontuações
estilhaços do cristal da vida
aludiriam ao haxixe às 7 da noite
num pequeno quarto
no centro de Marselha
pensamentos suspensos em brinquedos
os choques das multidões
lidos como formas preponderantes das sensações
e a denúncia de bienais exposições
louvores à mercadoria fetiche
perguntariam com que passaporte
preencheria o questionário
de algum departamento
o código para desmontar
a astronomia dos livros
lançados pelos bulevares de Paris
que reitor se sublevaria
contra os anátemas de frankfurt
sem guerra ou o trovejar
de trombetas messiânicas
nenhum narrador
desfolharia sua história
mesmo se encontrasse no caminho
um monte de pedras de um cemitério
na fronteira de espanha
ou o anjo de paul klee
a anunciar a ventania do progresso

2
na política

nenhum partido
defloraria sua ficha de inscrição
nunca seria o anão enfurnado
na jaula dos espelhos
a manipular no jogo de xadrez
a alquimia da trapaça
a imagem autêntica do passado
é um raio
diz
e a verdade imóvel não traduz
a matéria da história
daí o quarto de uma só janela
os dias corroídos
pelo sal de ibiza
a fuga pelas escarpas dos pirineus
a tempestade a afugentar os anjos
e a lançar seus escombros
sobre a caligrafia
do último justo

3
no supermercado

somente ele
enxergaria as formas do humano
detrás das prateleiras
dos supermercados
ou descobriria
no diálogo das mercadorias
a mímica das massas
entre passantes
somente ele
seria capaz de ouvir
sinfonias de goethe
aprisionadas nos códigos de barras
ou as estrofes de mahler
nos pregões
do vendedor de pipocas

4
no apartamento

ninguém lhe daria guarida
no estojo onde se desfiam
as ilusões técnicas
dos múltiplos perfis do homem
nenhum engenheiro perceberia
a equação do desmoronamento
no núcleo abissal dos edifícios
apenas ele ouviria de noite
o rio a soluçar baixinho
sob o travesseiro
e na mais alta copa da cidade
haveria de sonhar
enormes formigas
a mastigarem
as folhas do desterro

5
no cinema

ninguém lhe convidaria
ao cinema
através das escuras lentes
avistaria os artefatos técnicos
concebidos para destruir
os desígnios da aura
então deixaria o escuro
da sala de projeção
pequenas mãos a ajeitarem
o óculos de míope
embaçado pelo ar-condicionado
a sensação
de nunca ter sido capaz
de recompor a cabeça
da vitória de samotrácia

6
na varanda

somente ele
enxergaria a cidade
despontar
como um campo minado
numa apoteose de foguetes
a ameaçarem
o céu
oh
ele diz
aqui neste chão discursou um pássaro
havia uma muralha a proteger
a comunhão dos santos
e eis que do outro lado das vitrines
ninguém conseguirá resgatar
o objeto da salvação

7
no parque

ninguém sentaria ao seu lado
num banco de jardim
para observar o bem-te-vi
atacar o gavião
e descobrir
no esvoaçar dos pássaros
o segredo da
luta de classes

8
na escola

ninguém o chamaria de mestre
com seu paletó puído
e o caminhar do errante
sentaria no último banco
um logotipo de fogo luziria na sala
crianças manipulariam
teclados de tabuletas
onde letras se desmontam
no abismo das apóstrofes
e peixes destilam anúncios
do último aplicativo eletrônico
aqui ninguém estaria a salvo
pensa
nenhuma cartilha
desarticularia
a vértebra dos dias
nenhum link
desdobraria
o auriflama das idéias
onde se refugia
o soluçar do nome

9
na livraria

ninguém entraria
numa livraria
para interpretar desenhos de capas
o evoluir das mãos no ventre dos livros
veria cadeiras no teto
de onde pende o fio
a comandar a vida dos bonecos
indagaria sobre a saúde mental
das estantes
a fluidez dos signos
sobre o minúsculo lago eletrônico
perguntaria em que colina
se perdera o narrador
sentaria numa poltrona
e passearia os dedos
entre histórias em quadrinhos
a aguardar o toque de finados
da igreja da Madre de Deus

10
sob a marquise

ninguém se deitaria à noite
sob a marquise
para ouvi-lo contemplar
o outro lado das constelações
apenas três crianças
a cheirar cola
se aproximariam para perguntar
que deserto existe
além do mais alto céu
a resposta seria sufocada
por gritos
urros
latidos de cachorros
posto contra o muro
arrancar-lhe-iam
lápis e os coloridos cadernos
de anotações
nos anúncios das avenidas
vislumbraria uma cruz
a atravessar um horizonte de bêbados
e em meio ao cheiro de vômito e urina
descobriria que restara
no bolso do casaco
vinte gramas de cianureto de potássio

EVERARDO NORÕES

Nasceu no Crato, Ceará, em 1944. É autor de Poemas argelinos (Pirata, 1981); Poemas (Fundação de Cultura da Cidade do Recife, 2000), vencedor do Prêmio Literário Cidade do Recife; A rua do Padre Inglês (7Letras, 2006); e Poeiras na réstia (7Letras, 2010), entre outos. Organizou a obra completa do poeta recifense Joaquim Cardozo (Nova Aguilar, 2010) e antologias (das quais também é tradutor) de poesia peruana, do mexicano Carlos Pellicer, do italiano Emilio Coco e de poetas franceses contemporâneos. Em 2011, seus poemas figuraram na Antología de poetas brasilenõs actuales, da editora espanhola Paralelosur. Seu livro de contos Entre moscas (no prelo) venceu o Prêmio Literário Cidade de Manaus 2011.

Por Eirípedes Reis


Eu estou de saco cheio com a MPB atual. Sei que tô ficando velho, meio saudosista, mas como eu disse outro dia, não aguento mais o Michel Teló, o Luan Santana. Eu tenho um conhecido (não chega a ser meu amigo, porque amigo para mim é coisa muito especial) chamado Vicente Barreto. Ele é da turma do Tom Zé. É um baiano nascido em Sagadelha (mais ou menos uns 200km distante de Salvador). Ele é um compositor interessante. Veja uma das musicas dele (que, inclusive, foi gravada pelo Ney Matogrosso). Compartilho com voces.


A Cara do Brasil

Vicente Barreto

Eu estava esparramado na rede
"jeca urbanóide" de papo pro ar
me bateu a pergunta, meio à esmo:
na verdade, o Brasil o que será?
O Brasil é o homem que tem sede
ou quem vive da seca do sertão?
Ou será que o Brasil dos dois é o mesmo
o que vai é o que vem na contramão?

O Brasil é um caboclo sem dinheiro
procurando o doutor nalgum lugar
ou será o professor Darcy Ribeiro
que fugiu do hospital pra se tratar

A gente é torto igual Garrincha e Aleijadinho
Ninguém precisa consertar
Se não der certo a gente se virar sozinho
decerto então nunca vai dar

O Brasil é o que tem talher de prata
ou aquele que só come com a mão?
Ou será que o Brasil é o que não come
o Brasil gordo na contradição?
O Brasil que bate tambor de lata
ou que bate carteira na estação?
O Brasil é o lixo que consome
ou tem nele o maná da criação?

Brasil Mauro Silva, Dunga e Zinho
é o Brasil zero a zero e campeão
ou o Brasil que parou pelo caminho:
Zico, Sócrates, Júnior e Falcão

O Brasil é uma foto do Betinho
ou um vídeo da Favela Naval?
São os Trens da Alegria de Brasília
ou os trens de subúrbio da Central?
Brasil-Globo de Roberto Marinho?
Brasil-Bairro: Carlinhos-Candeal?
Quem vê, do Vidigal, o mar e as ilhas
ou quem das ilhas vê o Vidigal?

O Brasil encharcado, palafita?
Seco açude sangrado, chapadão?
Ou será que é uma Avenida Paulista?
Qual a cara da cara da nação?