por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



quinta-feira, 18 de junho de 2020

UM "PEQUENO-GRANDE" GESTO - José Nilton Mariano Saraiva


E de repente, de uma área não muita afeita a manifestações da espécie, porquanto povoada por atletas, “machões sarados”, aparentemente embrutecidos, e ainda por cima praticantes de um esporte onde o contato físico forte e ríspido é uma constante (o futebol), uma atitude inusitada, um laivo de ternura e afeto, um “pequeno-grande” gesto, que parece ter passado despercebido pela maioria dos que o vivenciaram, ao vivo ou via telinha (pelo menos não se ouviu ou se leu nada, a respeito).

Deu-se na frienta noite londrina, no novo e monumental estádio de Wembley, por ocasião da partida final da Copa dos Campeões da Europa (2010/11), quando se enfrentaram as tradicionais e valorizadas esquadras do Barcelona (Espanha) e Manchester United (Inglaterra), dois dos maiores expoentes do mundo futebolístico da atualidade.

Aos fatos.

Quase ao final do aguardado confronto (aos 43 minutos do segundo tempo), que mobilizou adeptos do futebol em todo o mundo, com o jogo já definido e o título assegurado em favor do excepcional Barcelona (3 x 1), o técnico Guardiola (ex-jogador do próprio clube), numa atitude de grandeza e desprendimento, resolve prestar uma justa homenagem ao seu correto “capitão”, o aguerrido zagueiro Puyol, que, lesionado, não tivera condição de adentrar ao gramado, de início.

Então, faltando dois minutos para o término da pugna, convoca-o a substituir um companheiro, com o claro intuito de, naquele momento maior, no ápice daquela gloriosa jornada, braçadeira de capitão no braço, fazê-lo erguer o troféu de campeão e, consequentemente, aparecer para a posteridade nas TVs de todo o mundo, ao vivo e a cores, e na primeira página dos principais jornais do mundo, dia seguinte.

Providenciada a substituição, daí a pouco o juiz determina o término do jogo. E foi então, no momento da premiação, ante um batalhão de fotógrafos e centenas de canais de televisão de todo o mundo, que se deu o inusitado, aquilo que denominamos um “PEQUENO-GRANDE” gesto, pela espontaneidade e nobreza do ato: o guerreiro Puyol, evidentemente que fugindo do script armado pelo técnico-amigo Guardiola, mostra toda a sua humildade e excelência de caráter, ao abdicar de tamanha honraria e delega ao discreto companheiro Abidal (lateral esquerdo), o privilégio de erguer o troféu, como se fora o verdadeiro “capitão” da equipe catalã.

Explica-se: meses atrás, Abidal fora desenganado pelos médicos, em razão da descoberta de uma grave e normalmente letal enfermidade (“câncer” no fígado) e fora afastado sumariamente das atividades esportivas; agora, após um tratamento pra lá de penoso, ali, ante um estádio ocupado por 80 mil pessoas e com a partida sendo transmitida pra bilhões de telespectadores em todo o mundo, além da confiança do técnico Guardiola em escalá-lo e mantê-lo durante toda a partida, Puyol, o “capitão” de todos eles, que entrara ao final do jogo unicamente pra exercitar o que lhe conferia a patente de capitão, humilde e simbolicamente transferia pra ele, Abidal, o privilégio de erguer o troféu de campeão.

Uma cena de cortar corações e levar qualquer um às lágrimas. E, embora alguns teimem em afirmar que “homem que é homem não chora”, acreditem, não resistimos à cena e ante os dois filhos adolescentes, também emocionados, “abrimos o berreiro”. Uma atitude de “homem” (do Puyol), difícil de encontrar por essas bandas (e prestamos esse depoimento, sem nenhum constrangimento).



quarta-feira, 17 de junho de 2020

O "DESPERTAR" DO DRAGÃO - José Nilton Mariano Saraiva

Em obediência ao “misticismo” que caracteriza sua milenar cultura, a República Popular da China optou pela figura de um imponente “dragão” para representá-la. E esse dragão, após uma longa e quase interminável noite de sono, despertou; e despertou disposto a recuperar o tempo perdido, provocando um autentico terremoto global.

Como metade do mundo e a outra banda sabem, 40/50 anos atrás o que conhecíamos a respeito da China é que se tratava de um país de dimensões continentais e que abrigava a maior população (de “olhos puxados”) do mundo (hoje, algo em torno de 1,4 bilhão de pessoas) e comandada com mão de ferro pelo “revolucionário” Mao Tse Tung.

Eis que (não mais que de repente), quando resolveu implementar um misto de “socialismo-capitalista” (pra lá de paradoxal, não ???), a China explodiu e assustou a humanidade e, dúvidas não tenham, daqui a pouco assumirá a condição de maior potência do mundo (se já não o é), deixando para trás Estados Unidos, Japão e outros).

O segredo disso tudo tem a ver com a “mão de obra” sobrando e barata, investimento pesado na educação, e a necessidade premente de se inserir na cadeia produtiva capitalista, objetivando produzir “rendimentos de escala”.

Para os menos íntimos nos fundamentos da ciência econômica, a variável “rendimentos de escala” é a determinação de se produzir priorizando a “quantidade”, de forma que o custo se reduza ao final do processo produtivo, possibilitando uma considerável diminuição no preço final; ou seja, pratica-se propositadamente um preço baixíssimo, aparentemente impossível de ser exercitado, de modo que o produto “rode” bastante (tenha saída), fazendo com que o rendimento obtido na “quantidade vendida” se sobreponha à sua venda em “menor quantidade e por um preço elevado”.

O resultado está aí: em qualquer cidade do mundo, tanto numa visita aos mais sofisticados shopping centers e lojas de departamento, quanto na birosca da esquina de um chinfrim bairro periférico, “batemos de frente” com uma infinidade de produtos “made in China” (o que leva os não conhecedores dos “rendimentos de escala” a se perguntarem: como é que pode, um negócio ser fabricado lá “do outro lado do mundo” e ser vendido aqui por um preço tão baixo; tem produto vendido a R$ 1,99, por incrível que pareça).

Para tanto, lá atrás a China formou um verdadeiro exército de executivos de alto nível e os distribuiu mundo afora, com a ingente missão de “catalogar” quais produtos eram produzidos nas mais diversas áreas; assim, quer você queira um prosaico cortador de unhas ou um smartphone top de linha, um alfinete diminuto ou um computador último tipo, um foguete espacial ou uma simplória baladeira, de tudo a China produz e exporta em quantidade (alguns, às vezes de qualidade duvidosa).

Pois foi a partir da visão de estadista do então presidente Lula da Silva que o Brasil literalmente “descobriu” a “comunista” China; primeiramente, ao se “libertar” das garras dos “xerifes do mundo” (norte-americanos, que até então, sob Fernando Henrique Cardoso, mandavam e desmandavam por essas bandas).

Num segundo momento, sabedor que a China teria uma extraordinária importância para a arrancada do Brasil rumo à condição de potência mundial, já que um carente e potencial mercado consumidor de um portfólio de produtos que tínhamos condições de supri-la com sobras, despachou uma bem treinada missão diplomática com o intuito de mostrar tudo isso e estreitar os laços de amizade.

Bingo. Hoje (pelo menos até recentemente), a China se transformou no principal IMPORTADOR dos produtos brasileiros (petróleo, produtos agrícolas, pecuários e por aí vai) e até um Banco de Desenvolvimento, congregando as principais potências emergentes do mundo (Brasil, Rússia, Índia, China e Africa do Sul – BRICS) foi fundado, visando fortalecer e alavancar os interesses recíprocos.

No momento, lamentavelmente, aconselhado por seus “filhos-numerais” (01, 02 e 03) o mentecapto (00) que por um aborto da natureza está Presidente do Brasil, já reatou com os gringos e mostra disposição de romper de vez com os “comunistas” chineses.

Assim, depois de uma “construção” tão trabalhosa e difícil comandada por um estadista, a “desconstrução” vapt-vupt, patrocinada por uma cambada de “sem noção”.

É a volta do velho complexo de “vira-lata”.



DESIDERATA - Max Ehrmann

Siga tranquilamente o seu caminho, entre a inquietude e a pressa, lembrando-se que há sempre paz no silêncio. Tanto quanto possível, sem se humilhar, mantenha-se em bons termos com todas as pessoas que o cercam.

Fale a sua verdade, mansa e claramente, e ouça a dos outros, mesmo a dos insensatos e ignorantes, pois eles também têm a sua história para contar.

EVITE AS PESSOAS AGRESSIVAS, AGITADAS E QUE FALAM ALTO; ELAS AFLIGEM O ESPÍRITO.

Se você se comparar com os outros, acabará se tornando presunçoso ou magoado, pois sempre encontrará alguém superior ou inferior a você.

Desfrute as suas realizações, bem como os seus sonhos e mantenha-se interessado em sua carreira, por mais humilde que seja, pois ela é um ganho real, na sorte mutante dos tempos.

Tenha cautela nos negócios, porque o mundo está cheio de astúcia, mas não se torne cético, porque a virtude existirá sempre. Muita gente luta por altos ideais e por toda parte a vida está cheia de heroísmos.

Seja você mesmo, sobretudo não simule afeição nem seja descrente no amor, porque, mesmo diante de tanta aridez e desencanto, ele é tão eterno quanto a relva.

ACEITE SERENAMENTE OS ENSINAMENTOS DO PASSAR DOS ANOS, RENUNCIANDO AOS HÁBITOS PRÓPRIOS DA JUVENTUDE.

Alimente a força do espírito, que o protegerá no infortúnio inesperado, mas não se desespere com perigos imaginários: O MEDO NASCE DO CANSAÇO E DA SOLIDÃO.

A despeito de sua disciplina rigorosa, seja gentil consigo mesmo; afinal, você é filho do universo, irmão das estrelas e das árvores e tem o direito de estar aqui. E, quer se aperceba disso ou não, não tenha dúvida que o Universo segue na direção certa.

Portanto, ESTEJA EM PAZ COM DEUS, COMO VOCÊ O CONCEBA e, quaisquer que sejam seus trabalhos e aspirações na fatigante jornada da vida, mantenha-se em paz com sua própria consciência. Pois, apesar de todas as falsidades e sonhos desfeitos, este ainda é um mundo lindo e maravilhoso.

Seja cauteloso. Lute para ser feliz.




terça-feira, 16 de junho de 2020

CADÊ OS "TATUZÕES" DO CID GOMES ??? - José Nilton Mariano Saraiva

Quando o “agente público” se dispõe a contratar (a peso de ouro), uma grande construtora para a realização de obras estruturais de porte (hidroelétricas, rodoviasusinas, ferroviasmetrôs e por aí vai)implícita e explicitamente se pactua a responsabilidade da contratada em prover não só os recursos humanos necessários (peões e especialistas), mas, principalmente, todo o equipamento pesado e indispensável para a consecução do planejado. É assim (ou deveria ser) em todo lugar do mundo (aqui ou na China, na Rússia ou no Afeganistão); construtoras de nome e porte são proprietárias e/ou tratam de alugar toda a parafernália a ser usada em tais projetos.

Só que, no Estado do Ceará, quando da gestão de um dos megalomaníacos irmãos Ferreira Gomes, a coisa não funcionou bem assim. E a prova da irresponsabilidade nos foi dada ao tomarmos conhecimento da “herança maldita” deixada pelo ex-governador Cid Ferreira Gomes para o seu afilhado político e sucessor Camilo Santana: o “rico” Estado do Ceará  (é vero, senhores, acreditem, não estamos a delirar) “torrou” (ou doou, ou jogou fora) incríveis e exorbitantes R$ 135.000.000,00 (cento e trinta e cinco milhões de reais) com a compra de dois “tatuzões”, maquinário a ser utilizado (única e exclusivamente) na construção da linha leste do metrô de Fortaleza (já pensou, uma “comissãozinha” de inofensivos 3,0%, sobre o valor da obra ???). 

Há que se levar em contaa fim que tenhamos condição de imaginar a dimensão da verdadeira “insanidade” (só isso ???) perpetrada pelo então governador do Estado (engenheiro civil, embora nunca tenha projetado ou sequer erguido uma banal choupana de taipa) que, à época, além do “preço galático” de tão sofisticado equipamento, estranhamente “pequenos-grandes” detalhes foram “esquecidos” (ou desconsiderados), a saber:

01) para manobrar/operacionalizar tais equipamentos, obrigatoriamente seriam contratados “técnicos especializados” e, consequentemente, hiper bem remunerados, onerando sobremaneira o já combalido orçamento estadual (comenta-se, inclusive, que no mercado interno não existe disponível tal profissional, tornando-se necessário buscá-los lá fora);  

02)  até a “vovozinha de Taubaté" sabe que o Estado do Ceará não tem a mínima condição de suprir a energia elétrica (e até a própria “voltagem”) a ser usada para acionar referidas máquinas, o que, em termos práticos, significa que o tal maquinário simplesmente não poderia sequer ser “plugado/ligado na tomada”; e, finalmente,

03) se algum dia, num futuro distante, tal equipamento tiver condição de ser utilizado, mesmo que por breve período, é perfeitamente factível questionar qual a destinação que lhe será dada “a posteriori”, na perspectiva de que Fortaleza não terá tão cedo condição (econômico-financeira) de comportar-construir linhas de metrô a torto e a direito. 
  
Assim, há de se questionar se tão esdrúxula decisão (comprar os “tatuzões”, ao invés de pagar a construtora pela sua utilização, como é praxe em qualquer lugar do mundo) não poderia ser enquadrado como um grave ato de “improbidade administrativa”, porquanto o uso leviano e perdulário do dinheiro público estaria caracterizado, sem se levar em conta vivermos num Estado onde recorrentemente grassa a fome e a sede. 

Fato é que, face à inoportunidade, à desnecessidade e, principalmente, à deficitária (ou inexistente) relação “custo-benefício” implícita em sua aquisição, os onerosos e inoperantes “tatuzões” do Cid Gomes tenderão a se tornar, ao longo do tempo, símbolos frios, imóveis, silentes, desgastados e emblemáticos do descaso e desrespeito para com a sociedade e à seriedade. 

Verdadeiros monumentos à insensatez e ao descaso, cadê os “tatuzões” do Cid Gomes ???

segunda-feira, 15 de junho de 2020

O "CONSELHEIRO" (02) - José Nilton Mariano Saraiva

O "CONSELHEIRO" (02)

Matando a cobra e mostrando o pau.



A maior geradora de energia limpa e renovável do planeta


A diretoria de Itaipu apresentou ontem (16.03.2006), sexta-feira, ao Conselho de 
Administração da empresa,  um relatório sobre as falsas denúncias publicadas 
pelas revistas Veja e IstoÉ.  O ministro da Integração Nacional, 
Ciro Gomes, que participou de sua primeira reunião 
no Conselho, e o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau Cavalcanti, 
afirmaram que as denúncias são incabíveis.

O "CONSELHEIRO" - José Nilton Mariano Saraiva

Quem conhece pelo menos um pouco da história recente do país sabe que Ciro Gomes chegou a Ministro da Fazenda por um banal acidente de percurso – a captação por parabólicas de uma conversa em off  do então ministro Rubens Ricúpero com um repórter global (Carlos Monfort, seu cunhado) na qual afirmava que... “eu não tenho escrúpulos; o que é bom a gente fatura, o que é ruim a gente esconde”.
Falastrão e loquaz, Ciro Gomes foi um gestor tão incompetente à frente da Fazenda que demorou no cargo menos de quatro meses (de 06/09/1994 a 01/01/1995) no final da gestão do atabalhoado presidente Itamar Franco e, hoje, não se cansa de mentir despudoradamente quando afirma em suas palestras que... “ajudei a salvar o Real” (não ajudou nada, até porque nada sabia sobre).
Pelo contrário, escorraçado da Fazenda (por incompetência) pelo então eleito presidente FHC (o medíocre vendilhão, vulgarmente conhecido por “boca de sovaco”), a partir de então, rancoroso, devota-lhe um ódio visceral.
Agora, o que pouca gente sabe e Ciro Gomes não faz a menor questão que saibam (parece até querer esconder ou sentir vergonha de), é que nos governos petistas, já na condição de Ministro de Estado, participou de “conselhos” de algumas empresas estatais, entre as quais a poderosa Itaipu Binacional (um “penduricalho” nada desprezível pra ajudar nas despesas, mas não tão ético assim, tanto que não consta das diversas versões do seu “curriculum” distribuídos na web).
Hoje, após três fragorosas derrotas em eleições presidenciais,  na tentativa de se manter sob os holofotes retomou o velho hábito de mudar de partido por conveniência, assim como “trair” àqueles que o ajudaram (quem não lembra o que fez ao seu padrinho político  Tasso Jereissati)  ao investir furiosamente contra o ex-presidente Lula da Silva, que sempre o apoiou e lhe deu visibilidade.
Sem favor nenhum um bom tribuno (aqui, justiça lhe seja feita), parece entender intimamente que poderá chegar lá na base do “gogó” (tal qual FHC) e destruindo reputações, o que, convenhamos, não lhe será suficiente. 

sábado, 13 de junho de 2020

CADA HOMEM TEM SEU PREÇO ??? - José Nilton Mariano Saraiva

Impossível olvidar que foi através da operação Vaza Jato, capitaneada pelo jornalista Glenn Greenwald, que o mundo todo tomou onhecimento que a tal Operação Lava Jato, comandada pelo juizeco de primeira nstância, Sérgio Moro, era (ou foi), na realidade, uma fraude grotesca e escomunal, porquanto claramente seletiva e com objetivo definido: impedir que ex-presidente Lula da Silva retornasse aclamado pelo povo à Presidência da epública.

Que, se tivéssemos um Poder Judiciário sério e isento, e não essa merda que está aí, a essa hora Sérgio Moro deveria se achar preso e incomunicável, tantas foram as cabeludas irregularidades por ele perpetradas no decurso de tal operação, claramente ao arrepio do texto constitucional (se bem que ficou desmoralizado, a partir de então).
Portanto, muito devemos ao jornalista Glenn Greenwald por nos mostrar que o Sérgio Moro não passa de um canalha, uma figura desprezível, um bandido em potencial.
Uma nódoa, no entanto, mancha o trabalho jornalístico do Glenn: após revelar que apenas dez por cento do material sobre as safadezas da Lava Jato houvera sido divulgado, e que ainda teria cerca de 2.000 áudios e vídeos por divulgar (de coisas extremamente comprometedoras), de repente se abateu um silêncio sepulcral da Vaza Jato, sobre.
Como sói acontecer, as especulações são as mais variadas; assim, num primeiro momento, teria ele “levado uma prensa” descomunal da Polícia Federal e milícias bolsonarianas, inclusive com ameaças à família e, receoso, recuara, já que a própria “república” estaria em jogo (papo furado); ou que teria sido regiamente “recompensado” no sentido de “esquecer“ de vez o restante da história (cada homem tem seu preço ???).
Fato é que, como não houve qualquer esclarecimento sobre, a frustração pintou no pedaço e os admiradores do valente Glenn foram levados a imaginar que teria “amarelado” ou, pior, se deixado cooptar “mercantilmente”.
Será que algum dia saberemos a verdade ???


terça-feira, 9 de junho de 2020

ALÉM DE MORTOS,,, "EXTERMINADOS" - José Nilton Mariano Saraiva


Definitivamente, nas academias militares já não se formam “generais” como em priscas eras. E então, quando um desses generais é deslocado do seu “habitat” natural (a caserna) para o exercício de alguma função gerencial em algum órgão ou Instituição governamental (por exemplo), preparemo-nos porque a tendência é surgir muita “bordoada” dai pra frente.
A reflexão tem ver com a estapafúrdia decisão do “general” que responde interinamente pelo Ministério da Saúde do governo, (um tal Pazuello) que, por “não guardar a mínima intimidade” com nada que diga respeito à saúde, aceitou atender à sugestão do primeiro amigo do “Bozo“ (o desonesto empresário Luciano Hang, vulgarmente conhecido como o “véi da Havan”), no sentido de, num passe de mágica, fazer sumir, de repente e sem qualquer justificativa, uma significativa parcela de mortos pelo coronavírus, objetivando claramente “emagrecer” ou “desnutrir” a estatística sobre o “estrago” produzido por essas bandas.
É que o “deus Bozo” (em conluio com o dito cujo) já houvera decidido, monocraticamente, que no “SEU” Brasil o número de vítimas pelo Covid 19 não poderia nunca, jamais, em hipótese alguma (por cima de pau e pedra, chovendo ou fazendo sol) ultrapassar a 1.000 óbitos diários, devido à repercussão negativa para o seu governo e, portanto, necessário que, “além de mortos fossem sumariamente exterminados”.
Dessa forma, numa falta de transferência assustadora, o mapa diário sobre a evolução da doença foi criminosamente adulterado, omitindo-se informações básicas que impedem acompanhar os efeitos da pandemia, assim como de se ter um norte para a tomada efetiva das providências atinentes.
A coisa foi tão imoral e escabrosa, que o Ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, literalmente resolveu “intervir”, visando por ordem na casa, ao ordenar que a metodologia antes utilizada (com a demonstração do quadro epidemiológico completo) seja reposta de pronto (ou seja, “casos” e “mortos” em 24 horas, que vinham sendo omitidos, deverão voltar à planilha diária do Ministério da Saúde).
Sensibilizados, os além de mortos… exterminados”, agradecem por esse ato de fé e caridade cristã.







domingo, 7 de junho de 2020

ALEXANDRE, O "BREVE" - José Nilton Mariano Saraiva


Quando chegou pra assumir a Presidência do BNB, ao ser entrevistado e questionado sobre seu “padrinho político” (infelizmente o BNB tornou-se uma “moeda de troca” de significativo valor para mafiosos políticos), Alexandre Borges Cabral arrogantemente arrotou que não tinha padrinho, que sua escolha teria sido técnica e, enfim, deu a entender que ele, como funcionário de carreira da instituição, ali estava por “meritocracia”, como uma espécie de salvador da pátria.

No entanto, a contradição logo se deu, quando, pressionado, “escorregou na maionese” ao confirmar que ao licenciar-se do BNB para assumir a presidência da Casa da Moeda, fora indicado por Roberto Jefferson e, agora, seu retorno à Instituição originária (BNB) teria sido avalizada por Valdemar Costa Neto (embora não conhecesse ambos, afirmou).

Ora, todos sabemos que Roberto Jefferson e Valdemar Costa Neto representam o “suprassumo” da desonestidade, da marginalidade, da corrupção, da afronta às leis (tanto que já foram condenados num passado não tão distante, embora estejam livres) e, pois, quem a eles se vincula há de beijar-lhes a mão e prometer-lhes algo em troca (mesmo que seja algum cargo importante).

Fato é que, nem se sentou na cadeira (menos de 24 horas) e Alexandre Borges Cabral já foi defenestrado por suspeita de “corrupção grossa” no emprego anterior (Casa da Moeda), em operações irregulares de espantosos dois bilhões de reais e das quais teria se beneficiado (se verdade ou não saberemos ao final).

Assim, ao contrário de “Alexandre, o Grande”, o longevo rei da Macedônia que reinou por longa data, e teve sua trajetória retratada em épicos filmes na telona (cinema), aqui temos o nosso  “Alexandre, o Breve”, que bem poderia ser o protagonista principal daquele famoso filme de antigamente, e que nos deixou muitas saudades: “A volta dos que não foram” (por enquanto, ficou conhecido nacionalmente ao aparecer nos principais telejornais do país, em horário nobre).

A dúvida é: a fotografia de “Alexandre, o Breve”, terá lugar na seleta galeria de ex-presidentes do BNB, já que não teve tempo de nada realizar  ???  


sábado, 6 de junho de 2020

"GOLPE DE MESTRE" NO MESTRE DOS GOLPES - José Nilton Mariano Saraiva

Tendo à retaguarda a assessoria dos “filhos-numerais” (01, 02 e 03) o “00-pai” tem feito os maiores desatinos desde o instante em que ganhou visibilidade e notoriedade ao assumir a Presidência da República (de forma fraudulenta).

Quem não lembra do praticado dias atrás (e denunciado pelo ex-ministro Mandetta) que consistia em, sem qualquer consulta aos técnicos-especialistas, mudar por conta própria a bula brasileira do medicamento “cloroquina”, fazendo incluir em seu texto a recomendação para uso (inapropriado e criminoso) no combate ao coronavírus ???

Para tanto, antes e preventivamente mobilizou "vapt-vupt" a área médica do exército encarregada da produção de remédios para uso doméstico, autorizando-a a quintuplicar a fabricação mensal do medicamento, na perspectiva de um uso intensivo e massivo após a adulteração da bula. Como o Mandetta “se mandou” (ou foi mandado embora) fica a dúvida se alteraram “na marra” a tal bula.

E aqui é que o golpe se materializaria: é que a matéria-prima a ser usada na sua produção procede da exótica e distante Índia e, no meio do caminho (conforme comprovado), uma série de não tão republicanas manobras “maromba” o seu valor final. Quem se beneficiaria do “golpe indiano” ???

Já na sensível área da “comunicação”, nessa semana mais um golpe foi perpetrado pelo “coiso”: é que, certamente influenciado pela prole-bandida (01, 02 e 03), o “protocolo” de divulgação dos trágicos, assustadores e macabros dados do coronavírus, que normalmente era disponibilizado pela Ministério da Saúde às 19;00 horas (portanto em tempo hábil para serem divulgados nos principais telejornais do país), foi repentinamente mudado para as 22;00 horas, impedindo a população de tomar conhecimento da evolução da mortandade, no mesmo dia. Ou seja, “transparência” já era, mandou lembranças.

Mas, aí, deu-se o “GOLPE DE MESTRE” NO MESTRE DOS GOLPES.

Como o “coiso” houvera afirmado enfaticamente que tal medida visava, sim, esvaziar o principal telejornal do país (o Jornal Nacional, que queiramos ou não é ainda o mais visto e influente) na hora em que os dados foram divulgados pelo (des)governo, coincidentemente durante a exibição da tradicional e sempre prestigiada novela das 21;00 horas (certamente que de maior audiência que o próprio Jornal Nacional) a TV-Globo a interrompeu bruscamente, a fim que o titular do JN, Willian Bonner, anunciasse em “plantão-extraordinário” (que sempre desperta muita atenção e causa suspense) os novos números do coronavírus brasileiro.

Ou seja, muito mais gente tomou conhecimento dos dados do coronavírus no mesmo dia, e o “coiso“ ficou com a “broxa na mão”, literalmente desmoralizado, além de merecidamente acusado de falta de transparência. Quebrou a cara, mais uma vez.

Trata-se de um pangaré.    


quinta-feira, 4 de junho de 2020

ESSE "SOFRIDO BRASILEIRO" - José Nilton Mariano Saraiva

De uma coisa o “coiso” que está Presidente da República (o Bozo) pode ter absoluta e inconteste certeza (assim como dois e dois somam quatro): independentemente de alguma longínqua ou suposta desconfiança de algum possível maldoso adversário (político ou não) sobre se algum dia teria sido vítima de uma suposta traição e, em consequência, algum dos filhos pudesse ser enquadrado como “suposto”, categoricamente afirmamos e reafirmamos que isso não procede, não tem o menor cabimento, é mera figura retórica de uma imaginação fértil: os seus três “filhos-numerais” (01, 02 e 03) saíram à sua imagem e semelhança, são legítimos, genuínos, têm pedigree-humano (raça puro/puro sangue), tanto que herdaram muitas das “qualidades” do pai e, portanto, se constituem prova inconteste da infalibilidade e prevalência do tal DNA. Portanto, “bola preta” para aqueles supostos desconfiados e “bola branquíssima” para o Bozo. Ele merece, tem méritos.


O tal filho 01 (Flávio “rachadinha” Bolsonaro), por exemplo, hoje Senador da República, mostra ter sido um bom aluno e, não decepcionando ao professor, aprendido “pari-passu” a engenhosa arte de reverter ou fazer voltar ao próprio bolso parte do salário pago aos seus funcionários de gabinete (modus operandi adotado pelo pai no gabinete de Brasília).

Por tratar-se de uma “melindrosa” e “arriscada” operação, à qual convencionou-se chamar “rachadinha”, contava com o apoio de um “especialista” no mister, o motorista Queiroz, figura enigmática, porquanto, mesmo residindo no Rio de Janeiro e tendo endereço conhecido, a nossa sempre briosa e eficiente Polícia Federal não consegue localizar e prender, por mais hercúleo esforço que faça.


Já o filho 02 (Carlos “esquentadinho” Bolsonaro, também conhecido por Carluxo), parece ser o “preferido” do papai (o Bozo) tanto que, mesmo eleito vereador no Rio de Janeiro, é detentor de um amplo espaço em pleno Palácio do Planalto, em Brasília (“Gabinete do Ódio”, anexo ao do pai), de onde, junto a uma equipe de mafiosos, vive a “disparar facks news” raivosas para todo o Brasil, denegrindo gregos e troianos que não rezem pela mesma cartilha do pai. Não esquecer, que durante a recente campanha do paizão, usou e abusou de tal procedimento, direto do Rio de Janeiro, tanto que:

01) após eleito, o pai chegou a afirmar publicamente, de forma peremptória e definitiva, ter sido ele (Carluxo) um dos principais responsáveis por sua vitória (assim como o comandante-geral do exército, general Villas Boas) em razão da eficiência do “esquema virtual” arquitetado;

02) que, em função de denúncias consistentes sobre tal procedimento mafioso, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, não teve saída que não instaurar o competente inquérito sobre, o qual está em andamento e poderá redundar na cassação da chapa eleita (se não houver retrocesso), tão grave foram os procedimentos adotados (já confirmados); e

03) que (segundo comentários da mídia), o último contato do matador da vereadora Marielle Franco, Ronnie Lessa, minutos antes de perpetrar o crime, foi exatamente com Carluxo, nas dependências/condomínio onde os dois residem, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.


O filho 03, Eduardo “bananinha” Bolsonaro (recebeu tão carinhosa alcunha do Vice-Presidente Hamilton Mourão), hoje Deputado Federal por São Paulo, se caracteriza pela arrogância, orgulho e prepotência no trato com as pessoas, e predominantemente, funciona como o “conspirador-mór” e porta-voz da família, tanto que já afirmou publicamente que... “para fechar o Supremo Tribunal Federal bastaria um cabo e um soldado” e, mais recentemente, sobre a perspectiva de eclosão de um golpe por parte do pai, para se manter no poder, que… “não se discute SE haverá, mas, sim, QUANDO se dará”.


Alfim, associamo-nos publicamente, em gênero, número e grau, a um questionamento (abaixo, ipsis litteris) que nos foi encaminhado por um apreensivo colega, de Fortaleza, à busca de resposta:

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“Mariano,
A ocupação de espaço no palácio do planalto pelo carluxo não é ilegal?
Afinal ele não tem cargo no governo federal e usa recursos da união.
Não seria o caso de entrar com uma ação para proibir ?”
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Alô, Polícia Federal, como aquietar (tranquilizar, sossegar, apaziguar, dissipar) esse sofrido brasileiro ???



domingo, 31 de maio de 2020

A "FACE OCULTA" - José Nilton Mariano Saraiva


Neste grave e delicado momento em que, através de “editoriais” contundentes e alertas esclarecedores à sociedade, os principais periódicos “direitistas” do país (Folha, O Globo, Estadão, Zero Hora e por aí vai) assim como o mais influente canal televisivo (TV Globo), foram literalmente “forçados” pela dinâmica dos fatos a reconhecer que o candidato que decisivamente apoiaram e ajudaram a eleger na última eleição presidencial (o Bozo) não passa de um “blefe” oceânico, autêntica “farsa” amazônica, porquanto comprovadamente despreparado para a função, além de envolvido com milícias de alta periculosidade (e aí Polícia Federal, cadê o Queiroz ???), não tem sentido ficarmos passivos e inertes à retórica belicista, às ameaças e provocações, às chantagens e arrotos de um bando de generais aposentados (e com sede de poder), e que foram estrategicamente distribuídos em seu entorno exatamente para “assustar” a todos e especialmente ao exército de arrependidos que o sufragaram (na verdade, tudo está a indicar que a nova posição da mídia aponta para uma “reviravolta” iminente).
Fato é que esses poucos meses de exercício do ex-capitão do exército (o Bozo) no comando da nação serviram, num primeiro momento, para demonstrar sua absoluta incompetência e despreparo e, após, para nos mostrar a “face oculta” dos fardados.
E o que se vê é que os generais por ele convocados para assessorá-lo não passam de adeptos desbragados de um mercenarismo vulgar, e sem maiores compromissos com a nação propriamente e nem com o Estado Democrático de Direito, tão duramente conquistado (e o exemplo maior nos é dado pelo próprio ex-comandante geral do exército, general Villas Bôas que, mesmo acometido pela terrível e degenerativa Esclerose Lateral Amiotrófica-ELA, que o impede até de caminhar, ainda assim e deixando de lado qualquer escrúpulo, deu um jeito de arranjar uma “boquinha” remunerada no governo do Bozo, além de, vergonhosamente, incluir uma das filhas no “pacote”).
A propósito, não custa lembrar que, já depois de eleito, em uma solenidade palaciana veiculada pela TV, o Bozo, dirigindo-se ao ainda comandante do exército, lembrou-lhe que estava ali (como presidente da república) graças a ele, e que jamais iria esquecer isso, levaria para o túmulo.
Mas, retomando o fio da meada, o fato é que, intimamente, referidos generais devem saber e ter consciência plena que os tempos são outros, que não há mais espaço para marchas militares provocativas e ameaçadoras, tendo em vista o Brasil ter se tornado visível demais e adquirido respeitabilidade internacional (a partir do governo Lula da Silva) e, principalmente, que aqueles que poderiam (numa improvável prática) operacionalizar um pretenso golpe (a arraia-miúda do exército) mui provavelmente não aderiria a um projeto de enfrentamento que só beneficiaria os “milicos graduados”.
Assim, a hora é de engrossar as fileiras e estimular o “renascer” do quarto poder (a mídia), manifestando-nos onde e quando pudermos contra o governo do Bozo, sempre na lembrança de que fomos vítimas de uma eleição tanto atípica quanto fraudulenta, mas que ainda há tempo para que se processem as necessárias correções.
Antes tarde do que nunca, partindo-se do pressuposto que “cão que ladra não morde”.
É pagar pra ver.



sábado, 30 de maio de 2020

"BROXADA" ESPETACULAR - José Nilton Mariano Saraiva

Faz tempo, muito tempo, tempo imemorial, que o Supremo Tribunal Federal praticamente abdicou, por covardia ou (terá sido ???) deplorável conivência e conveniência dos seus integrantes, de exercer seu honroso papel de “guardião” de nossa Carta Maior, conforme lhe é determinado legalmente.
E o pior é que, numa hora por demais substantiva, “broxou” espetacularmente ante um provinciano e limitado juizeco de primeira instância (Sérgio Moro), ao chancelar todas as absurdas arbitrariedades por ele perpetradas (hoje reconhecidas como tal) ao longo da tal Operação Lava Jato, que findaram, alfim, por interferir decisivamente numa eleição presidencial, desaguando no quadro atual, qual seja, a eleição de um miliciano abusado e analfabeto para presidente da república.
E se alguém ainda tem qualquer resquício de dúvida sobre o papel deplorável e criminoso do Supremo no transcurso, basta atentar para a (outrora) inimaginável e bombástica “confissão-reconhecimento” de um dos seus mais destacados integrantes, o falastrão e prolixo ministro Gilmar Mendes que, ao cortar na própria carne, foi de uma contundência inusual (ipsis litteris):
É um grande vexame e participamos disso. SOMOS CÚMPLICES DESSA GENTE. Homologamos delação. É altamente constrangedor. Todos nós que participamos disso temos de dizer: nós falhamos. (...) A República de Curitiba nada tem de republicana, era uma ditadura completa. Assumiram papel de imperadores absolutos. Gente com uma mente muito obscura, gente ordinária. Se achavam soberanos. Gente sem nenhuma maturidade, Corrupta na expressão do termo. Violaram o Código de Processo Penal”.
A reflexão tem muito a ver com o quadro atual, quando o Supremo Tribunal Federal vivencia um diuturno, bombástico e avassalador processo de desgaste, inclusive com alguns “iluminados” advogando pelo seu fechamento imediato ou até sua extinção. E no comando de tais ameaças e manifestações, ninguém menos que o “troglodita” que está Presidente da República, com o aval dos “generais de pijama” que lhe dão uma aparente sustentação (e tendo como caixa de ressonância os abusados “filhos-numerais”. já merecedores de um “cascudo”).
Fato é que a situação chegou a um estágio tal que não há mais espaço para retrocessos ou tergiversações; agora, ou o Supremo Tribunal Federal se afirma de vez como poder garantidor do legalmente constituído, fazendo-se respeitar (exigindo o cumprimento das suas determinações)ou o miliciano e seus generais-babaquaras implantam de vez um regime ditatorial.
E a iminente ameaça de golpe já foi verbalizada via TV pelo “filho-numeral 02” (Eduardo “bananinha” Bolsonaro) que, arrogantemente, declarou: “a questão não é SE (vai haver golpe) mas, sim, QUANDO será” (é bom que não olvidemos que essa mesma figura já houvera sugerido, lá atrás, que bastaria “um cabo e um soldado” para fechar o Supremo).
As cartas estão na mesa. Nós, os longevos, que já passamos por uma ditadura braba, sabemos quão traumático foi aquele negro período, daí a torcida para que o Supremo Tribunal Federal deixe de lado a frouxidão, leniência e covardia que tem adotado nesses últimos anos, “peitando” a perigosa quadrilha que se instalou no Palácio do Planalto.
Instrumental legal pra isso possui: a Constituição Federal. É só aplicá-la, sem ligar para os arroubos e caras feias de generais frouxos e desdentados (até porque, “generais sem tropa não passam de velhos rancorosos enfeitados de medalhas”).
Pra começar, e mostrar a milicianos e babaquaras que não teme as ameaças oriundas do lado de lá, por qual razão não mandar “PRENDER” o “filho-numeral 02” por prática de uma miscelânea de delitos (terrorismo explícito ao anunciar um golpe via concessão governamental, sugestão de fechamento do próprio Supremo, e por aí vai).
É chegada a hora do embate final.

sábado, 23 de maio de 2020

O "CABARÉ" DO PLANALTO - José Nilton Mariano Saraiva

No Crato d’outrora (entre as décadas 1960/1970) afora os sofríveis periféricos, dois “cabarés” (ou zonas/puteiros) se destacavam: o da Maria Alice e o da Glorinha.

No da “Maria Alice”, encravado num local não muito seguro (a localidade conhecida por “gesso”), a coisa era um tanto quanto "misturada", tanto em termos de frequentadores (clientes) como no tocante à “mercadoria” disponibilizada (mulheres, da região) e, em razão disso, vez por outra surgiam acirradas refregas passionais  (aquele lance em que o “bonitão” da noite anterior (que se julgava o “tal”)  perdia o rebolado ao ver sua “diva” nos braços de um outro e partia pra tomar satisfações (chegou até a morrer gente baleada pelo “rival” na disputa por uma daquelas desqualificadas mulheres).

Já o da “Glorinha”, erigido quase que no centro da cidade (praticamente entre residências familiares), se destacava pela discrição e, consequentemente, pelo “conveniente” desprezo que lhe era devotado pelos “religiosos” moradores do entorno, como que “conformados” por tal tipo de vizinhança (até porque a dona tinha amizades poderosas na cidade e uma pretensa ordem de “despejo” dificilmente encontraria guarida por parte de algum juiz de plantão, já que possivelmente  também frequentador do ambiente).

Só que no aconchegante “ambiente interno”, a partir do comando firme da respeitada proprietária (Glorinha), das acomodações pra lá de confortáveis, da música ambiente suave e convidativa  e da formação de um seletíssimo “plantel de profissionais” escolhidas a dedo no sul do país (mulheres de deixar qualquer um de queixo caído), fazia toda a diferença.

Funcionando durante toda a semana, na Glorinha se faziam presentes quase que a totalidade dos endinheirados do Crato (comerciantes de alto coturno, médicos, advogados, engenheiros, professores, dentistas, industriais e, enfim, a “nata” dos então detentores da bufunfa), a maioria com a “argola” de casados no dedo da mão esquerda e, aos domingos, com a família, frequentadores assíduos das Igrejas da cidade (Sé e São Vicente).

A “coisa” era tão atraente, que o “cabaré da Glorinha” alçou voo, atravessou fronteiras e literalmente ficou conhecido em todo o Brasil, tanto que os então caixeiros-viajantes que em profusão “pintavam” na cidade, já vinham com a expressa  “recomendação” de, por cima de pau e pedra e mesmo sob chuvas, trovoadas, raios e relâmpagos, “conhecer o cabaré da Glorinha”. E de lá saiam fartos e satisfeitos (quando não apaixonados por alguma “profissional” alienígena) a difundirem aquela “maravilha” por outras plagas.

A reflexão acima é só pra afirmar, confirmar e reafirmar que, nos cabarés da Maria Alice e Glorinha, na então esfuziante cidade do Crato, nunca houve algo parecido com o cabaré do Palácio do Planalto, na recente reunião comandada pelo Bozo e secundado por generais de pijama ridículos.

Quanta vergonha para todos nós brasileiros.     

quinta-feira, 21 de maio de 2020

O "NAZISMO" EM TODO O SEU ESPLENDOR - José Nilton Mariano Saraiva


Afastado sumariamente do governo por não concordar com o seu “chefe” (o “coiso”, JB) no tocante ao procedimento de como combater o coronavírus (isolamento social ou não), o médico e ex-ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta aos poucos vai se “soltando” (ou “destravando” a língua, no mote popular), permitindo-nos conhecer escabrosas intimidades do poder.

A denúncia da vez (horripilante), porquanto representativa crua e fiel do “nazismo em todo o seu esplendor”, (o menosprezo ao ser humano) tem a ver com a inserção irresponsável e criminosa, na bula (exclusividade brasileira) do medicamento “cloroquina”, da “recomendação/indicação” para combate ao “coronavírus”.
Ou seja, entre quatro paredes e testemunhada por uma inexpressiva cambada de canalhas, a “bula brasileira” do medicamento cloroquina (contrariando todas as outras bulas existentes no mundo), seria alterada inescrupulosamente. (tal medida, ainda segundo Mandetta, seria viabilizada via decreto presidencial).
Ipsis litteris: O presidente se assessorava ou se cercava de outros profissionais médicos. E eu me lembro de quando, no final de um dia de reunião de conselho ministerial, me pediram para entrar numa sala e estavam lá um médico anestesista e uma médica imunologista, que estavam com a redação de um provável ou futuro, ou alguma coisa do gênero, decreto presidencial. A IDEIA QUE ELES TINHAM ERA DE ALTERAR A BULA DO MEDICAMENTO NA ANVISA, COLOCANDO NA BULA A INDICAÇÃO PARA COVID-19”. O ex-ministro disse ainda que naquela oportunidade havia ministros presentes e que o presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, também estava no encontro.
Ante o exposto, e já que o nosso Poder Legislativo está coalhado de figuras medíocres e descompromissadas com o país, a saída seria o Poder Judiciário (que até aqui tem sido uma negação total) assumir o “protagonismo” de vez,  fazendo o que deve ser feito: cassar, sem maiores delongas,  os integrantes da chapa eleita de forma fraudulenta e desonesta.





quarta-feira, 20 de maio de 2020

"MISSÃO EXCLUSIVA" - José Nilton Mariano Saraiva

Definitivamente, a sempre questionável “aura” de respeitabilidade, ética e austeridade que outrora era atribuída aos “generais” (do Exército) dessa vez foi pro espaço, já não existe. É que os próprios deixaram-se cooptar irremediavelmente por um insano e tresloucado ex-tenente (do mesmo Exército) que, por um aborto da natureza, “está” Presidente da República.

O resultado é que, no governo do “traste” (JB) o que não falta no momento são milicos de pijamas (generais), conspiradores, aéticos, senis e improdutivos, naturalmente que atraídos por um “complemento de renda” suculento e a perspectiva de lá se manterem “ad eternum” (via golpe), mesmo que à custa da respeitabilidade.

E o retrato emblemático da “zorra” em que se transformou o Palácio do Planalto nos é dado agora, quando o general Eduardo Pazuello (ainda da ativa), sem nenhuma intimidade com a delicada e sensível área da saúde pública (principalmente tendo à frente uma pandemia galopante e agressiva, como o é a do coronovírus) e numa inconteste prova de falta de compromisso com a seriedade, resolveu deixar-se humilhar publicamente ao assumir o Ministério da Saúde com a MISSÃO EXCLUSIVA de apor sua assinatura no documento liberatório do uso geral da cloroquina, autorizando seu uso indiscriminado (e responsabilizando-se, sozinho, pela tragédia que decerto resultará), por imposição do chefe analfabeto e provocador (pois bem, achando pouco, de pronto o general “sem cacife” agregou ao seu gabinete mais nove milicos que rezam pela mesma cartilha e, consequentemente, o  ajudarão a  infernizar a vida de milhares de patrícios).

Para se avaliar o enorme grau de irresponsabilidade contido na aceitação de tal convite e o que terá que executar logo após, basta lembrar que seus dois antecessores no Ministério da Saúde (médicos renomados) literalmente “provocaram” suas demissões ao não concordarem em assinar o protocolo liberatório de tal medicação, porquanto comprovadamente de efeitos colaterais devastadores ao ser humano.

Instado a pronunciar-se sobre, o “coiso” (JB) mostra todo o seu desprezo para com a situação e à população em geral, ao declarar textualmente, rindo, que..... “por enquanto, deixa lá o general Pazuello, está indo muito bem. É um gestor de primeira linha. É um tremendo de um gestor, está fazendo um excepcional trabalho lá” (que dizer que o cara assumiu só faz dois dias e já “está fazendo um excepcional trabalho lá” ???. Que avaliação mais insana, não ???).

Como o Rodrigo “torcicolo-bundão” Maia já mostrou que é mesmo um covarde-potencial ao sentar-se sobre os mais de trinta pedidos de “impeachment” e anunciar que a prioridade será o combate ao vírus (e o Brasil que se “phoda” nas mãos dos milicos), a esperança é que o Poder Judiciário se redima da sua medíocre atuação de anos e até aqui, fazendo o que deve ser feito e o que as pessoas conscientes almejam (afastar a quadrilha Bolsonaro do poder).