por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



domingo, 13 de março de 2016

EXCRESCÊNCIA JURÍDICA - José Nilton Mariano Saraiva

De acordo com as normas jurídicas sobre, a “condução coercitiva” só se justifica quando, ao ser notificado com antecedência pela Justiça, alguém se recuse a comparecer para prestar os esclarecimentos devidos, em local e hora pre-determinados (já passamos por tal constrangimento, quando denunciamos as falcatruas do tucano Byron Queiroz, no BNB, e tivemos que comparecer à Polícia Federal para - olho no olho, ao vivo - confirmar tudo o que havíamos escrito; o que foi feito).

Assim, a justificativa do juiz Moro de que, antes de determinar a condução coercitiva do ex-presidente Lula da Silva, já haviam sido expedidas e cumpridas 117 ordens da espécie, sem que tenha havido qualquer reclamação, só serve para atestar que de há muito a Operação Lava Jato trafega na ilegalidade, sem que as instâncias competentes se lhe anteponham. Verdadeira excrescência jurídica. 

E aí, mesmo na desventura, devemos agradecer ao ex-presidente Lula da Silva tal descoberta, porquanto, só a partir da sua detenção (dado o peso do seu nome e a repercussão mundo afora, daí advinda) é que o clamor popular e de autoridades da área se fez ouvir em profusão, levando o juiz Moro a se autoincriminar, literalmente.

Aliás, falta ao juiz Moro se explicar em que se baseou para implantar escutas telefônicas ilegais na cela de presos sob sua responsabilidade (Alberto Youssef), negar aos advogados a palavra quando dos depoimentos dos acusados, bem como o “porquê” de ignorar preceitos constitucionais consagrados, tais quais a presunção de inocência e/ou a necessidade da exigência de provas a fim de prender alguém (agora, na era Moro, o que vale mesmo é só o “achismo”, a “ilação”, a “presunção”, o “desconfiômetro”, e por aí vai).

Estranho, nisso tudo, e fundamental pata que tenhamos chegado a tal ponto, a omissão (injustificável e criminosa) do Supremo Tribunal Federal (a quem se deve atribuir a responsabilidade por toda a baderna que vige), que permitiu a um juiz de primeira instância, Moro, trafegar livremente em suas exorbitâncias, atropelar diuturnamente nossa Carta Maior, humilhar advogados e por aí vai.

A pergunta é: Quem está por trás do Moro ??? Quem lhe dá tamanha sustentação política ??? Quem o permite paralisar um país (literalmente), obcecado por uma operação parecida, acontecida décadas atrás (Mãos Limpas), na Itália, e que restou fracassada ??? Lembremo-nos que o juiz Moro andou participando de cursos nos Estados Unidos, recentemente, e que talvez tenha sido “orientado” a fazer o que tem feito.



sábado, 12 de março de 2016

cegueira-socorro moreira

da noite pro dia
o céu fica nublado
uma rosa desabrocha
o coração fica confuso

lembranças embaralhadas
Puxo a primeira carta
e desisto de entender...
O amor inexplicável
começou a me esquecer

um dia quase acreditei...
as surpresas eram cotidianas
Hoje elas se escondem no tempo
Tenho que viajar pra ver

Lá estão pedaços de mim
esqueci quando parti
e sem caminho de volta
me resgato sem enxergar
o quanto deixei ficar.

socorro moreira

fumaça no olhar-socorro moreira

Chamei a saudade
invoquei o passado
Quis lembrar
e nada captei de um tempo
a não ser um vazio imenso
quis lembrar o dom de amar
a emoção de uma paixão
mas meu coração cansado
adormeceu pra sonhar
e assim a vida finda
sem acender um cigarro...
a fumaça do olhar
impede que eu te veja
na miragem que há no ar.
socorro moreira

sexta-feira, 11 de março de 2016


Maria Do Socorro Moreira
O dia custa a passar
Os anos ligeiro passam
amar sem buscar
achar sem notar
sentir com leveza
Perder sem mágoa
voltar a sorrir...
a vida não perde amor
o amor é sobra de vida.
e assim a vida passa
como um cometa sem volta
como uma estrela apagada
e ainda parece viva!

sábado, 5 de março de 2016

O "IMORTAL" - José Nílton Mariano Saraiva

Afirmação, peremptória e contundente, do “IMORTAL” da Academia 

Brasileira de Letras e colunista das Organizações Globo, MERVAL

PEREIRA, na sua página no facebook:


"não existe perseguição HA

Lula nem ao PT, EXISTE fatos

a serem investigados”?

E aí, é preciso desenhar ???


Uma "cagada" no mesmo texto, até que é desculpável; mas, duas, numa mesma frase e de um "imortal" ???

Essa nossa Academia…

O "ROTEIRO DO GOLPE" - José Nílton Mariano Saraiva

Atualmente operacionalizado pelo juiz Sérgio Moro e seus amestrados e obedientes colaboradores de Curitiba, o “roteiro do golpe”, que hoje assistimos atônitos, visando derrubar uma Presidente eleita democraticamente por quase 55 milhões de votos, está perfeitamente delineado em uma nossa postagem anterior, que denominamos “O Catecismo do Juiz Moro”.

Na verdade, trata-se da dissecação de um pormenorizado documento elaborado pelo próprio, no principiar de 2001, que se baseia “pari passu” no movimento ocorrido na Itália, em meados de 1992, que ficou conhecido por “Operação Mani Pulite” (Operação Mãos Limpas) e que, a pretexto do combate à corrupção, resultou em prisões arbitrárias, suicídios, quebradeira generalizada, mortes e a própria desestabilização sociopolítico-econômica do país.

Importante salientar que, naquela oportunidade (2001), o juiz Moro, como que a exteriorizar um recôndito desejo íntimo, assim se expressou, contundentemente; “No Brasil, encontram-se presentes várias das condições institucionais necessárias para a realização de ação judicial semelhante. Assim como na Itália, a classe política não goza de grande prestígio junto à população, sendo grande a frustração pelas promessas não-cumpridas após a restauração democrática”.

Para tanto, Moro ficou à espreita da oportunidade de pôr em prática os ditames do seu “catecismo”, independentemente das flagrantes arbitrariedades nele contidas; assim, a descoberta das falcatruas perpetradas na Petrobras constituiu-se uma espécie de “cereja no pudim”, que ele tanto aguardava.

De princípio, e contando com a criminosa e inestimável colaboração do próprio Supremo Tribunal Federal, que literalmente “sentou-se” sobre a ilegalidade de uma ação atinente a tal ato, Moro tratou de “centralizar” em sua Vara, em Curitiba, todos os processos que tratavam de corrupção, independentemente que ocorressem em Curitiba, no Acre, São Paulo ou no Piauí. Para aquele tipo de ação, ele era “o cara” e fim de papo. E assim, até hoje a ação questionadora sobre, continua dormindo em alguma gaveta de algum membro do Supremo (é, portanto, o Supremo, cúmplice das fanfarronices patrocinadas pelo Moro e não pode reclamar).

Num segundo momento, cooptar a imprensa, a fim que servisse de “caixa de ressonância” às suas peraltices, não foi difícil para Moro, porquanto todos sabemos do arraigado e profundo sentimento antipetista que viceja nas redações e TV tupiniquins. Por essa razão, adotou-se o sistema de “vazamentos seletivos” (já presentes na Itália, naquela época) de trechos das delações premiadas firmadas por bandidos confessos, só que numa via de mão única (os adversários do governo, embora citados, jamais foram importunados).


Vencida tal etapa, nada mais apropriado que “deslegitimar a classe política” e, se possível, exterminar os respectivos chefes que possam atrapalhar seus planos. Não é sem razão, pois, a tentativa de Moro de, neste momento, atribuir ao PT (e só ao PT, já que está no poder) a pecha de “quadrilha organizada” para surrupiar o erário, embora todos saibamos que são várias as agremiações envolvidas até a medula nos atuais esquemas de apropriação indébita. Na sua opinião, o processo de deslegitimação política é essencial para a continuidade da Operação Lava Jato.

O próximo passo foi, simplesmente, estuprar a própria Constituição Federal, indo de encontro ao que ali reza; assim, prisão sem provas tornou-se algo banal e corriqueiro, bem como a presunção de inocência virou letra morta; prende-se alguém, joga-se no fundo de uma cela e fica-se à espera de que a tortura psíquica finde por demolir qualquer resquício de resistência, dai as delações em profusão, certamente eivadas de mentiras. Quem não se submeter, que mofe na prisão (os advogados não podem advogar, já que lhes é negado o aceso aos processos).

Moro, entretanto, certamente que picado não pelo mosquito da dengue-zika, mas pela mosca azul, acaba de cometer um erro grosseiro e que poderá comprometer o festival de arbitrariedade da sua “querida” Operação Lava Jato: de forma sectária e prepotente, tentou reduzir o maior ícone do partido, o ex-Presidente da República, Lula da Silva, a “sulfato de merda”, atribuindo-lhe participação, até hoje não comprovada, em esquemas mafiosos. Para tanto, exorbitou, ao emitir uma ordem de “condução coercitiva” contra o ex-Presidente da República, sem que, antes, tivesse havido sequer alguma notificação e, consequentemente, recusa do próprio, princípio básico que até um aluno jejuno de Direito sabe de cor e decorado. Alertado, e à falta de argumento consistente, foi sarcástico e arrogante: a “coercitividade” visou garantir a segurança do “conduzido”. Quanta soberba !!!

As reações surgiram das mais diversas autoridades jurídicas, inclusive do Ministro do Supremo, Marcos Aurélio Melo, que ironizou Moro, ao afirmar que só falta ele construir um muro divisório na Praça dos Três Poderes, em Brasília; enquanto isso, nas ruas, os confrontos já se acirraram perigosamente, e teme-se que, se a “perseguição implacável” (já que sem provas) contra Lula da Silva continuar, corre sério risco a nossa incipiente democracia, abrindo um generoso espaço aos plantonistas do caos (Aécio Neves e seu séquito de bajuladores).


Será que Moro vai pagar pra ver ???