por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



quarta-feira, 29 de janeiro de 2020


O “CHICAGO BOY” PAULO GUEDES – José Nilton Mariano Saraiva
A trajetória do economista Paulo Guedes é tão inexpressiva e vazia que apenas dois fatos se destacam no decurso de toda a sua vida acadêmica: 

01) sua presença na equipe do governo do ditador chileno Augusto Pinochet (interstício 1973/1990), onde participou da implementação de um plano econômico que ainda hoje espalha seus efeitos deletérios e maléficos sobre a população andina, principalmente aos seus aposentados e pensionistas, hoje vivendo à míngua em razão de; e, 

02) sua posterior desastrada (para os outros) atuação no mercado financeiro brasileiro (claro que à falta de qualquer outra opção), onde atuou no manuseio de uma massa gigantesca de recursos dos fundos de pensão de estatais, de lá saindo (quando se descobriu a verdade) sob a acusação do cometimento de portentosas fraudes em benefício próprio (dizem que está “podre de rico”, em decorrência).

Fato é que, com um “passado que condena”, reflexo da sua formação superior em Chicago, considerada berço do ultra neoliberalismo, (já que essencialmente “mercadista-privatista” e, consequentemente sem nenhum apego à questão “socio-humanitária”, com todos os efeitos perniciosos daí decorrentes), o certo é que num país sério jamais uma figura como Paulo Guedes teria oportunidade de atuar desabridamente em favor de um minúsculo segmento específico (os abutres, formadores do tal “mercado”, como ele sempre foi), e em desfavor dos menos favorecidos: toda uma população.

Quis o destino, entretanto, que, tal qual uma alma penada, à sua frente aparecesse de repente a figura desprezível de Jair Bolsonaro, deputado integrante do baixo clero legislativo, sem noção de absolutamente nada, em qualquer campo, mas que, por um aborto do destino, foi surpreendentemente eleito Presidente da República, oferecendo-lhe a ímpar oportunidade de comandar (na teoria e prática) um país da imensidão do Brasil (tanto que o comparou a um tal “Posto Ipiranga”, teoricamente um local onde tudo é resolvido e todas as soluções são encontradas).

O resultado, catastrófico e aterrorizante, está aí no nosso dia-a-dia: uma nação de dimensões continentais, rica em recursos humanos e naturais, tida e havida com toda razão como uma futura potência mundial (principalmente depois da descoberta do portentoso pre-sal, no governo Lula da Silva), sendo literalmente entregue de mão beijada à “gringarada”, ávida por sugá-la até nada mais restar (não duvidem que se instalem aqui até militarmente após assumirem a base de Alcântara), enquanto a privatização incontida e desmesurada de empresas governamentais joga na rua e desemprega não só pais de família, mas os próprios jovens (e tudo sob o comando dele, Paulo Guedes).

Depois do serviço feito e entregue, aí, lépido e fagueiro, o “chicago boy” Paulo Guedes, como recompensa, assumirá alguma vaga vitalícia num desses organismos americanos responsáveis por desgraçar a vida de outros países, através de prepostos da sua estirpe (como o fez Pedro Malan, outro vendilhão da pátria, na época de FHC).

Quanto ao seu patrão (Jair Bolsonaro, aquele que não sabe nada de nada) voltará a comandar os “milicianos” do Rio de Janeiro, junto com os filhos e com a proteção dos irresponsáveis integrantes do Supremo Tribunal Federal (abonadores, desde sempre, de tudo isso que está aí).





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