por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



quarta-feira, 28 de abril de 2021

COMO CHEGAMOS A ISSO ??? - José Nilton Mariano Saraiva

COMO CHEGAMOS A ISSO ??? – José Nilton Mariano Saraiva

 

Nos primórdios da pandemia que assola o mundo, irresponsavelmente e por questões ideológicas, o idiota que colocaram na Presidência da República (o Bozo) tratou com desprezo a vacina oriunda da China, rotulando-a como “VACHINA”  e afirmando que o Brasil não a utilizaria por ser de um país comunista (o alienado desconhece – ou finge desconhecer, por burrice - que todas as vacinas produzidas no mundo precisam de um certo ingrediente chinês para se viabilizarem, tornarem-se vacina).

 

Mais à frente, o “debilóide” que houvera sido nomeado Ministro das Relações Exteriores (por indicação de um dos bananas filhos-numerais) tratou de “escrachar” ainda mais com aquele país asiático, tratando-o de forma pejorativa e nem um pouco respeitosa, o que quase provoca o rompimento das relações diplomáticas-comerciais entre os dois países. A coisa assumiu proporções tão graves que o governo chinês literalmente exigiu desculpas públicas e providências efetivas sobre; assim, mesmo a contragosto o “debilóide” teve que ser defenestrado do cargo/função.

 

Eis que agora, numa reunião entre componentes do próprio governo, o desmoralizado e incompetente Ministro da Economia, Paulo Guedes (indicado também por um dos bananas filhos-numerais) afirma de forma contundente que “A CHINA INVENTOU O VÍRUS” e que “SUA VACINA NÃO É EFICIENTE”; ao ser alertado que a reunião estava sendo gravada, pediu que deletassem o que dissera (debalde, porquanto as redes sociais já haviam publicizado).

 

Na saída da reunião, já com a imprensa  em seu pé querendo uma explicação qualquer pra tão esdrúxula afirmação, com a cara mais lisa do mundo e visivelmente constrangido, o idiota afirma que houvera sido mal interpretado, que não queria dizer o que disse, que aquilo teria que ser relevado e que tinha tanto respeito pela China que já houvera se vacinado ..... com a vacina chinesa (atitude de canalha).

 

A propósito, o atual chefe da Casa Civil do governo, um milico que não vale a pena nem citar o nome, nos forneceu pistas de que, mesmo com seu passado de atleta, o Bozo estaria sendo catequisado a tomar a vacina (na verdade, em comum acordo entre as partes, arma-se o circo para que o Bozo, numa atitude de pseudo respeito à China, reúna a imprensa e publicamente se deixe vacinar.... com uma vacina chinesa). Uma “rendição” digna do próprio.

 

No mais, não custa lembrar que alguns meses atrás, quando participava animadamente e sem máscara, de manifestações organizadas por seu adeptos, o Bozo fez questão de levar a uma delas o atual  Presidente da Anvisa, a fim que aglomerasse junto aos seus, mesmo que indo de encontro às determinações da própria Anvisa (e lá estava ele risonho e feliz, pra agradar o chefe).

 

Hoje, com o Brasil necessitando desesperadamente de vacinas, a Anvisa (do próprio) decide que a vacina russa Sputnik V (que já é usada com sucesso na própria Rússia e em quase 100 outros países) não serve para o Brasil, tanto que até as negociadas por governos estaduais não serão liberadas (os governadores prometem reagir).

 

Fato é que atingiremos assombrosas e inadmissíveis 400.000 (quatrocentos mil) mortes em um ano (reais, de ser humano, carne e osso) amanhã, não temos mais vacina sequer para ofertar a segunda dose aos componentes do grupo prioritário que tomaram a primeira (portanto fica comprometida a imunização) e restam ainda serem vacinados incríveis e impressionantes 87,0% (oitenta e sete por cento) da população brasileira (e com a primeira dose).

 

Como o (des)governo desse bucéfalo brigou com a China (por ser comunista), descarta a vacina da Rússia  (por seu comunista) e não vai mais poder contar com vacinas da Índia (maior produtor de vacinas de mundo, mas que atualmente “queima” os milhares de cadáveres do vírus em horripilantes fogueiras a céu aberto) o nosso futuro – como povo e como nação - é algo difícil até de imaginar. E provoca calafrios.

 

Post Scriptum:

 

Só pra completar: a China é, hoje, o nosso maior parceiro comercial; tanto importamos como exportamos um portfólio de produtos os mais diversos e em quantidades superlativas: petróleo, minério, grãos, carnes, automóveis e mais uma infindável gama de produtos. Deixar de contar com a China será o “pior dos mundos”. Agora, o duro é saber que isso foi produzido por uma “besta”.      

 

 

domingo, 25 de abril de 2021

A DOR DA "SAUDADE" - (Miguel Falabella)

 A DOR DA “SAUDADE” (Miguel Falabella) 

Trancar o dedo numa porta, dói; bater com o queixo no chão, dói; torcer o tornozelo no jogo de futebol, dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. 

Mas o que mais dói é a... “DOR DA SAUDADE”. 

Saudade de um irmão que mora longe; saudade de uma cachoeira da infância; saudade de um filho que estuda fora; saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais; saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade; saudade da gente mesmo...que o tempo não perdoa. 

Doem essas saudades todas ! 

MAS A SAUDADE MAIS DOLORIDA É A SAUDADE DE QUEM SE AMA. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos; saudade da presença e até da ausência consentida. 

Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, MAS SABIAM-SE LÁ; você podia ir para o dentista e ela para a Faculdade, MAS SABIAM-SE ONDE; você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, MAS SABIAM-SE AMANHÃ. 

Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter. 

SAUDADE É BASICAMENTE NÃO SABER; não saber se ELE continua sem fazer a barba por causa daquela alergia; não saber se ELA foi à consulta com o dermatologista, como prometeu; não saber se ELA tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada; se ELE tem assistido às aulas de Inglês, se aprendeu a entrar na Internet e a encontrar a página do Diário Oficial; se ELA aprendeu a estacionar entre dois carros; se ELE continua preferindo Malzebier; se ELA continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados; se ELE continua cantando tão bem. 

SAUDADE É NÃO SABER MESMO. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos; não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento; não saber como frear as lágrimas diante de uma música; não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. 

Saudade é não querer saber se ELA está com outro, e ao mesmo tempo querer; é não querer saber se ELA está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso; é não querer saber se ELE está mais magro, se ELA está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer. 

Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora, depois que acabou de ler... 

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 “Não importa o quanto essa vida nos obriga a ser sérios; todos nós procuramos alguém para sonhar, brincar, amar; e tudo o que precisamos é de uma mão para segurar e um coração para nos entender”.


sexta-feira, 23 de abril de 2021

MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL - José Nilton Mariano Saraiva

MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL – José Nilton Mariano Saraiva


Independentemente do viés capitalista/socialista, durante muitos anos, nos mais diversos países do planeta Terra, o desenvolvimento econômico, decorrente da Revolução Industrial, sobrepôs-se e impediu que os problemas ambientais fossem considerados seriamente, como deveriam.

A poluição e os negativos impactos ambientais do desenvolvimento desordenado eram visíveis (já então), mas, ante os “benefícios” (???) proporcionados pelo progresso, eram irresponsavelmente justificados como um “mal necessário” e algo com que deveríamos conviver e nos resignar, para sempre.

Nos dias atuais, após a descoberta da camada de ozônio, do efeito estufa e do perigoso aquecimento global, a racionalidade parece ter sido posta em prática, e o conceito mudou radicalmente; assim, proteger o meio ambiente não significa impedir o progresso, bem como não se pode admitir um desenvolvimento predatório e insustentável.

Ante tal constatação, governos de todo o mundo reconhecem ser fundamental a conscientização coletiva da necessidade de se promover o desenvolvimento em harmonia com o meio ambiente, na procura de uma vida saudável e duradoura.

Para tanto, é por demais louvável a ideia de defesa intransigente da adoção do desenvolvimento sustentável, que tomou corpo e cresceu assustadoramente nas últimas décadas, norteando a ação dos órgãos públicos encarregados da defesa do meio ambiente, em todo o mundo.

No caso do Brasil, especificamente, a própria Constituição Federal estabelece que todos têm direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado, porquanto é o homem, o ser humano, a pessoa, não só como indivíduo mas como humanidade e como sujeito, a razão direta e prioritária do benefício de um meio ambiente sadio e autossustentável.

Pena que no atual governo isso tenha sido deixado de lado, daí hoje o Brasil não ser visto com bons olhos pela comunidade internacional, tendo em vista as criminosas e recorrentes queimadas e o agressivo desmatamento verificados na Amazônia e no Planalto Central do país (Pantanal), por parte de inescrupulosos empresários descompromissados com o país (sem que as autoridades ditas competentes tomem as devidas providências).

Eis que hoje (23.04.21), ao participar de uma reunião de líderes mundiais para tratar sobre medidas a serem tomadas visando preservar o meio ambiente, o “traste” que desgraçadamente nos governa, ao mendigar ajuda financeira para tal mister, mentiu despudoradamente ao afirmar... “determinei o fortalecimento dos órgãos ambientais, duplicando recursos para ações de fiscalização”.

Ao sair dali, sem a menor cerimônia e por trás das cortinas, autorizou um corte de duzentos e quarenta milhões de reais na pasta do Meio Ambiente.

UM "DIA DE MERDA" - Luis Fernando Veríssimo

 UM “DIA DE MERDA” – Luis Fernando Veríssimo


Transcrevemos uma "história real", vivenciada por um personagem famoso (Luis Fernando Veríssimo) e o fazemos porque, além de engraçada, coincidentemente, há alguns anos atrás, na mesma cidade (Rio) e no mesmo aeroporto (Galeão), passamos por situação (quase) idêntica (tomamos a liberdade de por em "caixa alta" algumas passagens que consideramos antológicas).

José Nilton Mariano Saraiva

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Senti um pequeno mal-estar causado por uma cólica intestinal, mas nada que uma urinada ou uma barrigada não aliviasse. Mas, atrasado para chegar ao ônibus que me levaria para o Galeão, de onde partiria o voo para Miami, resolvi segurar as pontas. Afinal de contas são só uns 15 minutinhos de “busão”.

Chegando lá (pensei), tenho tempo de sobra para dar aquela mijadinha esperta, tranquilo, o avião só sairia às 16:30. Entrando no ônibus (sem sanitários), SENTI A PRIMEIRA CONTRAÇÃO E TOMEI CONSCIÊNCIA DE QUE MINHA "GRAVIDEZ FECAL" chegara ao nono mês e que faria um parto de cócoras assim que entrasse no banheiro do aeroporto. Virei para o meu amigo que me acompanhava e, sutil, falei: Cara, mal posso esperar para chegar na merda do aeroporto porque preciso “largar um barro”.

Nesse momento, senti um urubu beliscando minha cueca, mas botei a força de vontade para trabalhar e “segurei a onda”. O ônibus nem tinha começado a andar quando, para meu desespero, uma voz disse pelo alto falante: Senhoras e senhores, nossa viagem entre os dois aeroportos levará em torno de 1 hora, devido a obras na pista.

AÍ, O URUBU FICOU MALUCO, QUERENDO SAIR A QUALQUER CUSTO. Fiz um esforço hercúleo para segurar o “TREM MERDA QUE ESTAVA PARA CHEGAR NA ESTAÇÃO ÂNUS" a qualquer momento. Suava em bicas. Meu amigo percebeu e, como bom amigo que era, aproveitou para tirar um sarro. O alívio provisório veio em forma de bolhas estomacais, indicando que pelo menos por enquanto as coisas tinham se acomodado. Tentava me distrair vendo TV, mas só conseguia pensar em um banheiro, não com uma privada, mas com um vaso sanitário tão branco e tão limpo que alguém poderia botar seu almoço nele. E o papel higiênico então: branco e macio, com textura e perfume e...

Ops, senti um volume almofadado entre meu traseiro e o assento do ônibus e percebi, consternado, que HAVIA CAGADO. Um cocô sólido e comprido, daqueles que dão orgulho de pai ao seu autor. Daqueles que dá vontade de ligar pros amigos e parentes e convidá-los a apreciar na privada. Tão perfeita obra, dava pra expor em uma bienal. Mas sem dúvida, a situação tava tensa. Olhei para o meu amigo, procurando um pouco de piedade, e confessei sério: CARA, CAGUEI !!!

Quando meu amigo parou de rir, uns cinco minutos depois, aconselhou-me a relaxar, pois agora estava tudo sob controle. Que se dane, me limpo no aeroporto, pensei. Pior que isso não fico. Mal o ônibus entrou em movimento, a cólica recomeçou forte.

ARREGALEI OS OLHOS, SEGUREI-ME NA CADEIRA, mas não pude evitar, e sem muita cerimônia ou anunciação, veio a segunda leva de merda. Desta vez, como uma pasta morna. Foi merda para tudo que é lado, borrando, esquentando e melando a bunda, cueca, barra da camisa, pernas, panturrilha, calças, meias e pés.

E mais uma cólica anunciando mais merda, agora líquida, daquelas que queimam o fio-fó do freguês ao sair rumo à liberdade. E depois um PEIDO TIPO BUFA, que eu nem tentei segurar. Afinal de contas, o que era um peidinho para quem já estava todo cagado...

Já o peido seguinte, foi do tipo que pesa, arrasador. E me caguei pela quarta vez. Lembrei de um amigo que certa vez estava com tanta caganeira que resolveu botar modess na cueca, mas colocou as linhas adesivas viradas para cima e quando foi tirá-lo levou metade dos pelos do rabo junto. Mas era tarde demais para tal artifício absorvente. TINHA MESTRUADO tanta merda que nem uma bomba de cisterna poderia me ajudar a limpar a sujeirada.

Finalmente cheguei ao aeroporto e saindo apressado com passos curtinhos, supliquei ao meu amigo que apanhasse minha mala no bagageiro do ônibus e a levasse ao sanitário do aeroporto para que eu pudesse trocar de roupas. Corri ao banheiro e entrando de boxe em boxe, constatei falta de papel higiênico em todos os cinco. Olhei para cima e blasfemei: Agora chega, né? Entrei no último, sem papel mesmo, e tirei a roupa toda para analisar minha situação (que concluí como sendo desesperadora, o fundo do poço) e esperar pela minha salvação, com roupas limpinhas e cheirosinhas e com ela uma lufada de dignidade no meu dia.

Meu amigo entrou no banheiro com pressa, tinha feito o check-in e ia correndo tentar segurar o voo. Jogou por cima do boxe o cartão de embarque e uma MALETA DE MÃO e saiu antes de qualquer protesto de minha parte. ÊLE TINHA DESPACHADO A MALA COM ROUPAS.

Na mala de mão só tinha um pulôver de gola 'V'. A temperatura em Miami era de aproximadamente 35 graus. Desesperado, comecei a analisar quais de minhas roupas seriam, de algum modo, aproveitáveis. Minha cueca, joguei no lixo. A camisa era história. As calças estavam deploráveis e assim como minhas meias mudaram de cor tingidas pela merda. Meus sapatos estavam nota 3, numa escala de 1 a 10. Teria que improvisar.

A invenção é mãe da necessidade, então transformei uma simples privada em uma magnífica máquina de lavar. Virei a calça do lado avesso, segurei-a pela barra, e mergulhei a parte atingida na água. Comecei a dar descarga até que o grosso da merda se desprendeu. Estava pronto para embarcar.

Saí do banheiro e atravessei o aeroporto em direção ao portão de embarque trajando sapatos sem meias, as calças do lado avesso e molhadas da cintura ao joelho (não exatamente limpas) e o pulôver gola 'V', sem camisa. MAS CAMINHAVA COM A DIGNIDADE DE UM LORDE INGLÊS.

Embarquei no avião, onde todos os passageiros estavam esperando o 'RAPAZ QUE ESTAVA NO BANHEIRO' (fui até aplaudido) e atravessei todo o corredor até o meu assento, ao lado do meu amigo que sorria. A aeromoça aproximou-se e perguntou se precisava de algo. Eu cheguei a pensar em pedir 120 toalhinhas perfumadas para disfarçar o cheiro de fossa transbordante e uma gilete para cortar os pulsos, mas decidi não pedir: Nada, obrigado. Eu só queria esquecer este dia. UM DIA DE MERDA..."

quinta-feira, 22 de abril de 2021

PERDEU, "OTÁRIO" - José Nilton Mariano Saraiva

 Em “N” oportunidades, através de diversas postagens nos últimos dois anos (é só acessá-las), sempre advogamos que o Supremo Tribunal Federal contribuiu decisivamente para o “golpe” que findou por, não só impedir Lula da Silva de participar das eleições passadas, como também pela sua prisão (sem nenhuma prova), por ordem de um juizeco de primeira instância.


E que, haveria oportunidade, sim, para que esse mesmo Supremo Tribunal Federal se redimisse das decisões equivocadas tomadas e se reconciliasse com a população brasileira. Era só usar de isenção e voltar ao seu leito natural.

Pois é, chegou a hora.

Primeiro, ao finalmente reconhecer (antes tarde do que nunca), que um juizeco de primeira instância jamais poderia arrogar para si a condição de “juiz de jurisdição nacional” (como o foi Sérgio Moro durante certo período) anulando todas as condenações injustamente impingidas por ele ao ex-presidente, já que o foro utilizado (Curitiba, sede da tal Lava Jato) não era o competente.

Agora, ao reconhecer aquilo que metade do mundo e a outra banda já sabiam: que o juizeco atuou com desleal e extremada parcialidade e, politicamente, visando impedir que o ex-presidente voltasse ao poder (como aconteceu), daí a ascensão da excrescência que aí está (o Bozo).

Resta agora, para que finalmente a justiça seja feita em sua essência, prender Sérgio Moro e os procuradorizinhos raivosos de Curitiba e cobrar-lhes a devida indenização pelos 580 dias que o ex-presidente ficou detido ilegalmente (se possível trancafiando-os nas masmorras da mesma Curitiba). Aqui se faz, aqui se paga.

Perdeu, otário.

terça-feira, 20 de abril de 2021

A "FRUSTRAÇÃO" COM A IGREJA - José Nilton Mariano Saraiva

 A “FRUSTRAÇÃO” COM A IGREJA – José Nilton Mariano Saraiva


Particularmente, não compactuamos com o velho adágio popular que, de forma equivocada, medrosa e inconsistente, prega que “política, religião e futebol” não se discutem, já que considerados temas por demais polêmicos. Advogamos, sim, que se existem argumentos convincentes e consistentes, devam ser brandidos e utilizados na elucidação de dúvidas e querelas a respeito.

Assim (com o devido respeito a quem pensa diferente), e partindo-se do pressuposto de que reportar-se à “instituição Igreja” é necessário, permitimo-nos exibir a opinião de alguém que a vivenciou em toda a sua plenitude, porquanto por muitos anos um dos seus principais e badalados pastores: Leonardo Boff.

José Nilton Mariano Saraiva

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IGREJA, A GRANDE “MADRASTA” – Leonardo Boff

“O padre, o seminarista, é educado para ter um “VERDADEIRO CASAMENTO" com a instituição Igreja; assim, aquilo que a pessoa dá em termos de libido, de amor à sua companheira, à sua mulher, ele é educado a dar à sua Igreja.

Agora, há uma fase em que o padre desperta. Geralmente quando “cai na vida real”, como pároco, como agente de pastoral, aí ele se dá conta de que essa Igreja é UMA GRANDE MADRASTA. Que usa a força dele, sua libido, sua inteligência em favor dos interesses institucionais dela e não das pessoas humanas. Que ela, Igreja, não se interessa muito pelos problemas do homem da rua, que tem problema com limitação de natalidade, com eventual aborto, com fracasso no matrimônio e a vontade de começar um outro. Ela, a Igreja, não se interessa, ela é fria e sem piedade e aplica a doutrina.

E AÍ O PADFRE ENTRA EM CRISE, fica entre o pastor que sente o próximo, e a subjetividade que foi criada nele de ser o representante da instituição, da doutrina; e entra num conflito onde muitos sucumbem: ou ele abre e entra num novo estado de consciência e é um pastor que viola as doutrinas, ou ele se enrijece, recalca aquele mundo e fica o homem da instituição, do poder, da palavra rígida e até se transfigura. Ou, então, a terceira alternativa: MUITOS ABANDONAM.

E aí vão atrás das causas profundas que podem ser, digamos, O ENCONTRO COM UMA MULHER. Não é apenas o encontro com uma mulher, quer dizer, ao encontrar a mulher e descobrir o mundo da intimidade, da ternura, da compreensão, do companheirismo, da vida como todos os mortais vivem, que é carregada de valores, e que isso foi tolhido a ele, conclui: "Puxa, mas Deus não pode ser inimigo disso, Deus tem de ser pensado como um prolongamento disso ao infinito e não como corte disso". E aí, muitos então saem, profundamente FRUSTRADOS COM A INSTITUIÇÃO IGREJA.

Então, a educação é levada nesse sentido; POR FORÇA DO CELIBATO você não pode ter o intercurso sexual. Então, a mulher se torna a tentação próxima. E você é educado a não olhar nos olhos da mulher, porque ela é tentadora, de nunca conversar com ela sozinho, mas sempre acompanhado de outros”.


segunda-feira, 19 de abril de 2021

DE SUBSTANTIVOS, ARTIGOS E VERBOS (autor desconhecido)

 DE SUBSTANTIVOS, ARTIGOS E VERBOS (autor desconhecido)


Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.


O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém para ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos.


Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar.


Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo; todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.


Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula; ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa.


Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta.


Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.


Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história. Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício.


O verbo auxiliar se entusiasmou e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.


O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva."


(Autor desconhecido)