por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

ESTRELA SIEBRA - José do Vale Pinheiro Feitosa

As estrelas são luzes. Por luzes são tempo. São mudanças.

Há muito tempo os Astures, 22 tribos dos clãs Pésicos viviam na Galícia, no noroeste da Península Ibérica.

As estrelas impressionam pela humildade de esconder-se às luzes da cidade.

Os Romanos dominaram e a Astúria se fez Hispânia e sua capital Urbs Senabrie.

Estrelas em constelações, em nebulosas tão imensas que a imensidão se torna minúscula.

Os tempos bordam novas imagens e os bárbaros engoliram o império Romano, o Catolicismo dominou os bárbaros e tudo se tornou Paróquia de Sanabria ou Povo de Sanabria.

Estrelas que assustam e este cego pelas luzes da cidade, qual formiga no nos ductos do formigueiro, nunca enxergam o universo além dos restritos fardos da civilização.

Mem Rodriguez de Sanabria, herdou estas terras, tentou salvar um rei e foi traído por outro e se aliou ao reino de Portugal para retomar suas terras.

Estrelas que fluem no ser como aquelas ladainha ao pé do oratório, à luz de vela a dizer: stella matutina, ora pro nobis.

Na Vila da Feira, na cidade do Porto, a família Sanabria começa sua saga na colonização do Brasil. Especialmente no nordeste. E nesta história se tornaram Seabra. Se tornaram SIEBRA.

Estrelas do feto, estrelas do nascimento, estrelas do filho e da mãe, estrelas da infância, da adolescência, do avô, do avô, do avô das estrelas.

Avô das Stelas.






2 comentários:

Stela disse...

Ah, Zé do Vale, só você mesmo pra fazer uma pesquisa tão poética!
Muito grata, amigo.
abraços estrelares.
stela

Fundação Artistico Cultural Iberoamericana disse...

ora, direis, ouvir estrelas..... sorte temos nós, que ouvimos e conversamos com elas.... linda memória afetiva.....