por José do Vale Pinheiro Feitosa
Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.
José do Vale P Feitosa
sábado, 23 de julho de 2011
Por Norma Hauer - GADÉ
Uum nome estranho para quem nasceu em 23/07/1904, sendo batizado como Oswaldo Chaves Ribeiro. Mas foi como GADÉ que ficou conhecido em nossa música popular,como pianista e compositor.
Nasceu em Niterói, onde se apresentava como pianista, vindo mais tarde para o Rio de Janeiro para exercer um cargo no extinto Lóide Brasileiro, de saudosa memória.
Como compositor, teve suas músicas gravadas pelos grandes vultos de sua época, como Carmen Miranda, Joel e Gaúcho, Almirante...
Com Herivelto Martins e Dalva de Oliveira, esteve na inauguração da Rádio Inconfidência de Belo Horizonte e aqui no Rio foi pianista nas Rádios Clube, Mayrink Veiga, Tupi e Nacional.
Suas músicas mais famosas eram todas de um humorismo sutil. Assim, com Joel e Gaúcho, gravou "Estão Batendo"
Estão batendo,
Se for comigo diga que não estou.
É a mulata que há muito tempo você abandonou.
Está zangada, de cara feia trás um vassourão na mão...
Pelo que eu vejo, ela está disposta
A fazer barulho e te meter a mão...”
Ou, ainda com Joel e Gaúcho,"Que Barulho é Esse ?"
Que barulho é esse,oh Juracy, aí no corredor ?...meu chatô não é pomar de amor"
Com Odete Amaral gravou "Quem é que Paga a Gasolina?
“Quem é que paga a gasolina p’ra você andar
"pelas ruas da cidade a bancar o lorde,
bancando Pintacuda, a 120 a hora"....
Pintacuda era um corredor italiano que fez parte do "Circuito da Gávea", vencendo-o duas vezes. Imaginar o que foi aquele Circuito nos anos 30 e compará-lo com as atuais corridas de Fórmula 1 é o mesmo que comparar água com vinho.
Em compensação, nenhum carro com a velocidade dos atuais poderia correr no Circuito da Gávea, cheio de curvas perigosas.
Voltando a GADÉ, lembremos que Almirante foi quem gravou as mais bem humoradas de suas composições, como "Faustina"
“Oi, Faustina, corre aqui depressa,
Vai ver quem está no portão.
É minha sogra com as malas,
Ela vem resolvida a morar no porão.
Vai ser o "diabo", vamos ter sururu com o vizinho"...
Almirante gravou também "Vou-me Casar no Uruguai", naquele tempo em que não havia divórcio no Brasil e era comum os "desquitados" irem "casar no Uruguai", para dar satisfação à sociedade hipócrita da época.
A letra da música “Vou-me Casar no Uruguai” terminava mais ou menos assim:
Você se vista e vá p’ra casa de seu pai,
Que vou juntar minha bagagem
E vou casar lá no Uruguai”
GADÉ faleceu em 27 de outubro de 1969, aos 65 anos.
Por José Carlos Brandão
O CÁRCERE DE BÁRBARA DE ALENCAR
Eu vi o cárcere de Bárbara de Alencar.
No subsolo, a pequena cela de tortura;
Atrás das grades, pedras, paredes de pedras,
A cela onde um homem não cabe em pé.
Bárbara recebia uma só refeição por dia,
Mas era muito: alimentava-se de pedras
E de orgulho ferido e erguido como bandeira.
As pedras eram cabras mansas para Bárbara.
Ordenhar: Bárbara tirava leite das pedras.
“Quem me pedirá contas de meus atos?
Meu marido, meus filhos, o meu Ceará?
Quem combate o bom combate não sucumbe.
Eu colho na derrota toda a minha vitória.”
Ouvi a voz de Bárbara, viva, nas pedras.
A FRESTA - José Flávio Vieira
– Não se esqueça de pôr a janela dentro da minha mala, minha filha! Aquela frase, dita de supetão, turvou o ânimo de toda a família. D. Mafalda mostrara-se sempre um exemplo de lucidez. Viúva precoce, conduzira toda récua de filhos com cabresto curto. A duras penas, com o minguado salário de professora, realizara o milagre dos pães e dos peixes. Nada faltou aos meninos do essencial e, vez por outra, permitia-lhes um ou outro artigo mais chique, pois entendia perfeitamente que é do supérfluo que se alimentam os sonhos. Seu esforço e sua rédea apertada surtiram o efeito imaginado, aos poucos se deparou com os rebentos encaminhados, quase todos formados e tocando a vida sem maiores atropelos. Todos reconheciam o árduo trabalho da mãe que lhes dedicou o melhor de seus dias e retribuíam-lhe com o conforto, o afeto e o carinho tão necessários à velhice. D. Mafalda morava na antiga casa da família apenas com uma agregada de muitos anos e que praticamente já fazia parte do clã. Apesar da distância, os filhos ainda lhe eram ligados umbilicalmente. As rugas e as cãs que lhe foram ofertando os anos proporcionaram-lhe um ar tranquilo de monge tibetano. Todos os problemas envolvendo netos, bisnetos, noras, genros e os próprios filhos invariavelmente vinham bater à porta da velha senhora, e seus conselhos não só abriam caminhos, desarmavam espíritos, como adquiriam força de lei. Ao quebrar, no entanto, o cabo da boa esperança, aí por volta da oitava década, o peso da idade começou a aparecer mais perceptível. D. Mafalda apresentava lapsos frequentes de memória, muitas vezes já não reconhecia parentes mais próximos. A velha mucama relatava: ela andava “tresvariando” e conversando “arisias”. Os filhos preocuparam-se de início, levaram-na à consulta com geriatra, mas aos poucos perceberam que a seiva que nutria o caule de D. Mafalda começava a secar e aqueles lapsos significavam a queda das primeiras folhas, o ressequimento dos primeiros galhos que antecediam o fenecimento da frondosa árvore. Reunidos os filhos, optaram por deixá-la morando no seu próprio cantinho e contrataram duas enfermeiras para acompanharem o tratamento da mãe, uma vez que a velha empregada, artrítica, já não possuía forças para cuidados mais continuados.
Poucos meses depois, a companheira inseparável de D. Mafalda, subitamente, fez a viagem derradeira. Dormiu na terra e acordou no céu, conforme se comentou no velório. A perda da amiga de luta abateu intensamente a inabalável matrona. Sentiu quase como se perdesse o esposo novamente. Nos dias mais difíceis, a secretária fora de tudo: irmã, colega, confidente e ajudara na criação dos meninos como se os tivesse dado à luz. Esta nova perda embotou visivelmente o ânimo de D. Mafalda. A partir daí parece ter se acentuado seu processo de demência. Nova reunião e os filhos acharam mais sensato transferi-la para a casa da sua primogênita. Leocádia, após o divórcio, morava praticamente só, pois a filharada já ganhara o mundo e tinha vida própria. A aterradora frase de D. Mafalda soara justamente no momento em que Leocádia arrumava os pertences da mãe, providenciando a transferência planejada.
– Não se esqueça de pôr a janela dentro da minha mala, minha filha!
Passado o primeiro estupor (Meu Deus, mamãe agora pirou de vez!), os parentes começaram a refletir sobre a frase pronunciada por Mafalda. Enquanto arrumava os velhos guardados, acumulados ao longo de tantos anos, cada um embebido de vida e de passado, Leocádia começou a pensar no pedido da mãe. Que bom seria se se pudesse levar a janela da nossa casinha, a cada mudança que se fizesse na vida! Bastava colocá-la em uma das paredes da nova residência e teríamos fresta aberta para o éden. Ao sentir saudades dos antigos vizinhos, era suficiente apenas se postar diante da janela mágica e perguntá-los pelas novidades. À noite, quando o silêncio baixasse sobre a cidade, seria possível conversar com os conhecidos fantasmas do casarão antigo, ao se aproximar da janela que trouxemos na mala. O bulício da rua sagrada da nossa infância estaria sempre ao nosso alcance se pudéssemos carregar aquele velho rasgão que nos uniria eternamente ao passado. Além de tudo, furtada a janela, qualquer dissabor que nos turvasse a alma, saltaríamos para o quintal da nossa juventude e nos banharíamos nos seus indevassáveis mistérios: a goiabeira confidente, o velocípede veloz, a tina com seus segredos aquáticos. Depois, voltado o enlevo, ajoelharíamos na úmida areia e colheríamos todos os cacos dos nossos sonhos partidos, das nossas ilusões fragmentadas, da nossa felicidade espedaçada nas calçadas da realidade. Teríamos então todo o tempo do mundo para tentar refazer o quebra-cabeça. Quando assim nos aprouvesse, nos seria dado o direito de fechar a janela e mergulhar no presente, mas cuidadosamente deixaríamos a tranca frouxa, para qualquer emergência mais premente.
É, pensou Leocádia com seus cacarecos, D. Mafalda talvez ainda esteja mais lúcida do que pensávamos. No auge do delírio talvez tenha nos legado sua mais sábia lição: qualquer mudança que empreendermos na existência, nunca se deve esquecer de colocar na mala uma janela. É que as portas da vida estão sempre à frente, mas a felicidade, a alegria, o prazer estão nas pequenas janelas que por acaso tivermos a capacidade de escancarar para o pomar da nossa juventude e da nossa infância.
J.Flávio Vieira
NADANDO EM ÁGUAS CLARAS- Carlos Esmeraldo
Numa noite úmida de fevereiro, sentindo-me inadaptado à cidade grande e seus inúmeros rostos estranhos, vi-me, como que de repente, envolvido por uma onda acolhedora, que me lançou no meio de um mar de águas mornas, claras e aconchegantes. Meu corpo flutuava livremente, sem necessidade de esforço para me manter na superfície daquela água deliciosa. Ao meu lado, uma multidão de rostos desconhecidos também flutuava. O sentimento de cada um daqueles banhistas parecia fundir-se ao meu, num processo de unificação sobrenatural. Inexplicável descrever com precisão a emoção que sentíamos. Um bem-estar invadia nossas almas, e aquele prazer inesquecível, que toda criança experimenta num banho de piscina, era comum a todos os companheiros daquele inacreditável passeio aquático. Um velhinho simpático se aproximou de mim, sorrindo. Então comentei com ele:
– Que banho maravilhoso! Sinto-me outro homem. – Ele então me perguntou:
– Você não sabe onde está?
– Não. – Respondi. E enquanto a brisa nos transportava suavemente para a praia,
ele me disse:
– Você morreu. Estamos na vida eterna.
– Que bom! – Exclamei com alegria. – Agora vou rever meu pai e minha mãe, que
estão aqui! – Ao que fui imediatamente contrariado pelo bom velhinho:
– Já faz mais de dez mil anos que estou aqui, e ainda não encontrei nenhum conhecido.
– Também pudera. Há dez mil anos, a população do mundo não era nem duzentos mil habitantes. Agora, não, eu conheci muito mais gente que já morreu que o senhor. – Disse-lhe eu, todo convencido, enquanto, sem que nos déssemos conta, estávamos na praia. Era uma estreita faixa de terra espremida entre aquele lago mágico e um alto, que nos lembrava o morro do Seminário do Crato.
Na encosta dessa pequena elevação, uma multidão incalculável se espremia olhando para o topo da montanha. De repente, vi duas mocinhas conhecidas lá do Crato, que estudavam em João Pessoa, e haviam morrido num desabamento da casa em que moravam, numa noite de grande chuva. E disse pro meu amigo:
– Está vendo? Já encontrei duas conhecidas. Aquelas duas moças são lá do Crato. – Disse-lhe, em tom de vitória. Ele retrucou imediatamente:
– Aquelas duas moças tem dois mil anos que morreram. Elas viveram na época de Cristo. Não podem ser do Crato, porque essa cidade ainda não existia. – Completou o amigo. Em seguida, ele acrescentou:
– É hora de Jesus chegar.
Aquele velhinho transpirava bondade por todos os poros, e me transmitia uma segurança e bem-estar nunca antes experimentado. Ajeitei-me nas pontas dos pés para poder melhor visualizar o Mestre, ansiosamente esperado. O meu bom companheiro explicava que todos os dias, àquela mesma hora, o Senhor vinha nos visitar.
De repente, um forte clarão surgiu por trás de uma nuvem, e a multidão toda se agitava. Jesus estava chegando! À medida que Jesus se aproximava do morro, um vento forte balançava nossos cabelos e refrescava o forte calor daquela noite. O clarão aumentava de intensidade, fechando nossos olhos automaticamente. Fiz um esforço enorme para abrir meus olhos. Precisava ver Jesus. Naquele exato momento, a luz fluorescente do banheiro fora acesa, e o tique-taque do despertador me lembrava um novo dia de muito trabalho.
( do livro "No Azul Sonhado ")
A ÁRVORE E A SEMENTE DE UM NOVO TEMPO- Bernardo Melgaço
Certa vez, um pássaro pousou no galho de uma enorme árvore, numa floresta. Em seu bico, carregava uma pequena semente que, por um descuido, deixou cair lá de cima. A pequena semente, ao cair, se chocou contra o chão e, meio atordoada, procurou refazer-se do susto. Em seguida, ainda assustada, olhou para a árvore imensa, e disse:
– Senhora árvore, por favor, me ajude. Eu não sei me defender. Tenho medo de ser comida e morrer. Vejo que a senhora é muito alta, forte e experiente.
Então, a árvore respondeu, dizendo:
– Querida semente, tu és muito pequenina, mas não tenhas medo, que farei balançar os meus galhos de modo a saltar algumas folhas sobre ti, e assim estarás salva dos predadores que existem nessa floresta. Eu tenho mais de um século de experiência.
E assim fez se balançar, e várias folhas caíram sobre a semente, de tal forma que ainda sobrou um pequeno buraco para ela respirar e olhar para a grande árvore. A semente agradeceu, dirigiu-se novamente à árvore, e disse:
– Puxa vida, cem anos! Por favor, gostaria que me dissesse como é ser um dia uma árvore grande, forte e bonita, como a senhora!
A árvore, com muita doçura, respondeu:
– Querida semente, és muito pequenina ainda para compreender essas coisas. Mas, mesmo assim, direi algo de instrutivo. Eu sou uma espécie de árvore entre milhares e milhares que existem por aí, na floresta. Todas – inclusive tu serás também assim, um dia! – são constituídas de três partes básicas: a raiz, o tronco e a copa. Todas elas têm um duplo crescimento: um em direção às profundezas do chão, e o outro em direção ao firmamento do céu.
Em outras palavras, uma parte tua estará enraizada na escuridão do mundo do chão-terra, e a outra estará buscando luz, energia e claridade na imensidão do cosmo. Somos assim, ou seja, temos dois impulsos de crescimento. Um nos puxando para baixo, e o outro nos puxando para cima. Essa situação nos põe em conflito, porque são duas forças que nos remetem para lados opostos. O mundo do chão é escuro, às vezes úmido, às vezes seco, muitas das vezes duro, sofrido e bastante concreto. Esse crescimento é a base de nossa estrutura física. Por isso, temos que escolher com cuidado e prudência as substâncias e os alimentos que a natureza desse mundo nos oferece.
Terás momento de fome, sede, calor, frio e solidão. À noite, ficarás no escuro, e de dia serás aquecida pelo Sol; no verão, serás alagada pelas águas da chuva; no inverno, serás coberta de neve. O cupim e o homem são os nossos maiores predadores, por isso, não guarde teu tesouro na terra, guarde-o no céu. Mas, não te preocupes, porque o nosso Criador nos fez com sensibilidade para nos protegermos, e selecionarmos as coisas sem errar.
Nada é dado, mas tudo é conquistado com perseverança e mérito. O teu esforço pessoal é o caminho para a tua fortaleza no mundo interior do chão. Nunca te esqueças de cuidar da parte superior da copa, que te liga ao mundo transcendente do céu. Ela é extremamente importante, tanto quanto a parte de baixo da raiz. Terás um desafio muito grande, que é alimentar a tua raiz, fortalecendo-a cada dia, e ao mesmo tempo voltar-te constantemente para a luz transcendente do Sol da vida. Agradece sempre esse aprendizado, porque é uma lei da vida criadora.
Terás momentos difíceis e penosos, principalmente quando a espécie humana se aproximar de ti. Muitos deles perderam a sensibilidade, e não nos enxergam como uma parte sagrada da mãe natureza, mas como meros objetos para as suas riquezas egoístas. E mesmo que os homens te ataquem com serras, martelos, foices e palavras de ordem agressiva, entende que a tua missão é servir e morrer em vida dando sombras, frutos, alimentos, abrigos e água em tuas raízes.
A vida é uma árvore que deverá dar bons frutos; os homens são árvores também. Muitos deles vivem apenas dentro do chão, na escuridão, e não percebem o valor da copa e da luz do céu. Um dia, o homem perceberá, um pouco tarde, que o mal está na raiz. Nesse dia, novas sementes crescerão orientadas pelo céu de um novo tempo.
Aceita ser transformada no altar da vida: é a Lei!
Bernardo Melgaço
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Mireille Mathieu
Mireille Mathieu (Avinhão, 22 de julho de 1946) é uma famosa cantora francesa, tendo interpretado canções em diversos idiomas.
Por Lupeu Lacerda
Tudo bem então:
Eu invento o vento.
Só não me peça pra dizer
que eu gostei do filme.
Só não me peça pra dizer
que entendi a peça.
Só não me peça pra dizer
que existe tempo ainda.
Só não me peça pra
emprestar meu ombro magro
pra esse choro de última hora.
Só não me peça pra dizer
que estava lá na hora.
Só não me peça pra jurar
esse amor, que nem sei se cheira
que nem sei as horas
que não sei o nome.
Tudo bem então:
Desinvente o vento.
por lupeu lacerda
Eu me despeço a cada dia.
E você entende pouco disso, de
se despedir.
Daí que, talvez por isso, eu
tenha menos pressa.
Eu não peço pra que nada ou
ninguém volte pra mim.
Você acha isso bobo,
sem referência.
Daí que, por não saber se
cada olhar não será o último,
só vejo o filme até aparecer
o the end.
por lupeu lacerda
“A MORTE DE MEU PAI”
Assim, entre aspas, começo a meditar sobre o texto de um amigo, dileto amigo e escritor: Álder. É como lhe chamo e como a ele me dirijo, em palestras boas ou quando jogamos conversa fora. Assim, como lhes escrevo e como vejo o universo desse meu caro amigo (como disse um dia Chico Buarque), mas não naquela realidade política tão bem retratada por ele. Não. O assunto é bem outro. E como é.
Escreve-nos, o articulador, sobre uma passagem triste em sua vida: a morte de seu pai.
Em seu trajeto, entre Fortaleza e Iguatu, toda a sua infância lhe veio como um filme, em preto e branco, do que fora a experiência de ter um pai. Cabiam-lhe, na bagagem de filho, alforjes tantos de saber e de ternura que aqueles minutos, em um avião, não lhe diriam jamais. Uma viagem, remetida a outra viagem mais profunda, mais verdadeira. Uma viagem num trem de um interior.
Lendo essa crônica, lembrei-me de outra do Manoel Bandeira, onde ele descrevia o medo de morrer longe do seu pai, posto que faria uma viagem à Suíça para submeter-se a um tratamento contra sua tuberculose, e não querendo que fosse longe do seu pai e tendo o Oceano Atlântico como obstáculo a distanciá-los. Quem morreu foi o seu pai, segurando sua mão, não tendo, sequer, um parede a separá-los.
A angustia do Álder, por não entender o porquê de uma partida tão prematura, aliada a um não sei quê de que porque eu não estava lá, faz-nos repensar o que é ser um pai. O que é ser pai dentro de um contexto onde temos que ser provedores machos e leoas de nossos filhos. Independe o sexo da criação quando o assunto é amar e ser amado. Ensinar aos nossos filhos o que é amor e o que é amar, sem distinção. Ser pai é ser leão e leoa. É ser fera e ser manso.
Pais, quem os teve, ou quem os tem, não são a última pá de terra que se joga em sua vida quando ela não existe mais; pais, quem os teve, ou quem os tem, não são o último grito de aflição quando está se afogando e nem o primeiro espinho que se tira do pé infante.
Álder, entre aspas iniciei meu sublime comentário, não pela dor acolchoada que suas palavras cobriram nosso manto de ternura e de admiração por todos os pais, ao contrário, porque não pude derramar uma palavra pelo pai, que acho que não tive, e tampouco uma lágrima para deitar-lhe sobre o ombro naquela viagem
Café.- Por João Nicodemos
Gosto muito de café. Não me importo com as estatísticas de saúde sobre o seu consumo, em que, ora faz bem para o coração, ora é nocivo para o sistema nervoso... Apenas observo os meus sintomas. Gosto do sabor, do cheiro, da temperatura e das lembranças que me acorrem ao saborear um bom cafezinho. Lembro-me, por exemplo, do “telecoteco“ da colher batendo no bule toda manhã, quando meu pai adoçava o café iniciando a jornada diária. E o aroma que exalava pela casa acordando a todos com a sensação de segurança, de que tudo está bem. Gosto especialmente daquele cafezinho bebido ao pé do balcão, onde apoio o cotovelo e observo a fumaça subindo da xícara e anunciando seu sabor. Uma conversa casual com o vizinho de balcão, sobre o tempo ou alguma notícia recente. Ou mesmo em silêncio ouvindo fragmentos das conversas, alheio aos assuntos.
Estive hoje andando pelas ruas do Crato, depois de uma ausência de quase um ano e, passando pelo calçadão, me lembrei com saudade do Cinelândia, onde saboreei incontáveis cafezinhos acompanhados da prosa espontânea e circunstante. Não que eu tenha me conformado com a derrubada daquele prédio histórico, mas há situações em que nada podemos fazer. Segui, então em direção à praça Siqueira Campos onde poderia saborear o gostoso café servido no Café Crato. Quem gosta de café sabe o que é a vontade de tomar um cafezinho. As papilas gustativas, antes mesmo do contato com o saboroso líquido, salivam de prazer em expectativa. Ali, no Café Crato, pude me deliciar inúmeras ocasiões, com a alegria deste hábito: beber um café e confabular gostosamente com os amigos. Mas qual o quê? Quando meu paladar já anunciava o sabor preso na memória, tive um espanto. Fiquei pasmo! Boquiaberto e triste como um viúvo diante da surpresa inevitável... No lugar do Café, encontrei uma agência bancária.
Por João Nicodemos.
Foto do acervo de Ivens Roberto de Araújo MourãoHAROLDO LOBO- POR NORMA HAUER
O mês de julho marca o nascimento (22/07/1910) e o falecimento (20 /07/1965) de HAROLDO LOBO, um dos compositores que mais sucessos obteve no carnaval do "povão",quando este brincava de verdade. Faleceu em seu "inferno zodiacal", como os astrólogos consideram os 30 dias anteriores ao nosso nascimento. Completaria 50 anos dois dias depois.
HAROLDO LOBO era de uma família de músicos, como seu pai (Quirino) e seu irmão (Oswaldo). Assim era natural que aos 13 anos compusesse seu primeiro samba.
Suas primeiras gravações o foram com Aurora Miranda ("Metralhadora", mais uma música relacionada à revolução constitucionalista de São Paulo e "De Madrugada").
Haroldo fez parceria com Milton de Oliveira na maior parte de suas composições, como:"Juro"; "Índio Quer Apito";"A Mulher do Padeiro";"Clube dos Barrigudos"...
Ele gostava de fazer melodias sobre bichos, daí ter composto "O Passarinho do Relógio", quando surgiram os primeiros relógios com o Cuco; "Passo do Canguru";"Miau Miau" e "Tem Galinha no Bonde", todas gravadas por Aracy de Almeida.
O bonde, veículo popular em sua época, ainda serviu de tema para "O Bonde do Horário já Passou" e "A Mulher do Padeiro", que "viajava só no bonde de Alegria". Sem fugir dos transportes, compôs,"Oito em Pé". Esta música surgiu porque na época passou a ser permitido que os ônibus levassem oito passageiros em pé.
Hoje pode parecer inconcebível, mas nos ônibus não era permitido que os passageiros viajassem "em pé". Foi então emitido um decreto, pela então Prefeitura, admitindo que fossem permitidos "oito em pé", daí a idéia de Haroldo Lobo, gravada por Aracy de Almeida, a mais constante cantora das músicas de Haroldo.
Por ocasião da volta de Getúlio ao poder, Haroldo Lobo e Marino Pinto lançaram, na voz de Francisco Alves, "Retrato do Velho", mandando recolocar o retrato de Getúlio nas paredes das repartições públicas e nas particulares ,cujo donos desejassem tê-lo novamente em suas casas.
Na época da 2ª guerra, compôs "Ruas do Japão", gravada por Linda Batista.
“Ruas do Japão” é uma sátira aos japoneses e seus costumes, lançado no tempo da 2ª guerra.
Assim :
Mas ruas do Japão
Não há mão nem contra-mão(xi)
Lanterna de papel é lampião(xi)
Suicídio lá se chama haraquiri (xi)
Aquilo é um verdadeiro abacaxi.
Quando lá é meia-noite,
Nas ruas do Japão,
Aqui é meio-dia
O quimono lá é moda,
Aqui é fantasia.
Por isso todos dizem:
Na terra do Micado,
Tudo,tudo, tudo
Tudo é atravessado.
É os tempos eram outros, mas o Japão ainda é assim, apesar de toda a evolução que veio depois da guerra, quando os americanos desejavam que seus costumes fossem lá adotados. Poucas modificações conseguiram.
Um dos maiores sucessos de Haroldo Lobo,desta vez com Nássara, ainda hoje fazendo parte de blocos carnavalescos, foi "Alá-lá-ô", gravado por CARLOS GALHARDO. Quem não o conhece?
Houve uma "tristeza" na vida de Haroldo Lobo; este seu samba "Tristeza", lançado pouco antes de seu falecimento, como música de "meio de ano" "estourou" no carnaval de 1966, quando Haroldo já havia falecido.
É conhecido no mundo, mas seu autor não viu seu sucesso, pois falecera, como ficou dito acima, em 20 de
Norma
C
"No Azul Sonhado"
O EVENTO CONTOU COM PRESENÇAS E/OU REPRESENTAÇÕES SIGINIFICATIVAS:
ROBERTO JAMACARU
ABIDORAL JAMACARU
JOÃO MARNI
STELA SIEBRA
PEDRO ESMERALDO
LIDUÍNA BELCHIOR
MANOEL SEVERO- DANIELE ESMERALDO
JOÃO NICODEMOS
ULISSES GERMANO
MARCOS BARRETO- ISA BARRETO
TETÊ BARRETO- GERALDO BARRETO
CARLOS ESMERALDO- TALES E SOCORRINHA
MAGALI ESMERALDO-TALES E SOCORRINHA
JOAQUIM PINHEIRO-ALMINA ARRAES
JOSÉ DO VALE FEITOSA-ALMINA ARRAES
ISABELA PINHEIRO- ALMINA ARRAES
EDMAR LIMA CORDEIRO
LUIZ PEREIRA- TERESA MOREIRA
PEDRO CORTEZ
SOCORRO MOREIRA
ZÉ FLÁIO VIEIRA-LUIS CARLOS SALTIEL
TIAGO ARARIPE- ABIDORAL JAMACARU
BERNARDO MELGAÇO- SOCORRO MOREIRA
ASSIS LIMA- STELA SIEBRA
FRANCISCO DAS CHAGAS-SOCORRO MOREIRA
JOSÉ CARLOS BRANDÃO- JOÃO NICODEMOS
GERALDO ANANIAS
REJANE GONÇALVES- STELA SIEBRA
TELMA BRILHANTE- GERALDO ANANIAS
MARA THIERS- MARLÍSIA SOBREIRA
MARIA DA CONCEIÇÃO R.PAIVA -SOCORRO MOREIRA
ALOÍSIO PAULO- GERALDO BARRETO
EVERADO NORÕES - ALMINA ARRAES
DMAR CORDEIRO - VERA BATISTA
EMERSON MONTEIRO
DMAR CORDEIRO - VERA BATISTA
EMERSON MONTEIRO
AGRADECEMOS A TODOS OS AMIGOS QUE NOS PRESTIGIARAM COM A SUA PRESENÇA:
LUIS FELISBERTO E ESPOSA, RAIMUNDO FILHO ( NOSSO VICE-PREFEITO) ,HERON AQUINO E ESPOSA, GRAÇA BARRETO, AILTON ESMERALDO, BETINHA, REGINA VILAR, ROSINEIDE ESMERALDO, JURANDIR TEMÓTEO, NÍVIA UCHÔA, FAMÍLIA GONÇALVES ESMERALDO, FAMÍLIA SIEBRA DE BRITO,
SALETE LIBÓRIO, JOÃO DO CRATO, BLANDINO, CARMINHA,LUCIANO CARNEIRO, BEBETO BRITO, NEZINHO PATTRÍCIO, HUBERTO CABRAL, BEATRIZ, LÍDIA BATISTA, EVÂNIO,ROSÂNGELA, JOSENIR LACETRDA E MIGUEL, MÚCIO, TERESA MOREIRA, CARLA BONATES, MARISA NUNES SOBREIRA,ÁGUIDA BRITO,MARYFRAN NUNES OLIVEIRA , GEORGE MACÁRIO DE BRITO E MUITOS OUTROS.
Abraços
Abraços
A cruz de Marciana- Por Emerson Monteiro
Conta, fim precípuo de revelar horas convenientes de fugir das vistas sagazes do feitor. Demonstrou arrependimento, tristeza, gesto meloso dos dissimulados o quanto pôde. Conseguiu fingir acomodação, e lá bela noite jogou-se de impulso selvagem malha da vontade e sumiu caatinga adentro, no escuro estrelejado, doces sonhos de escuridão profunda.
Dias e dias passavam-se, quando ninguém sabia notícias da jovem negra, pois o silêncio vencera a fome dos boatos na desconfiança dali.
Num fim de tarde pouco além, nas horas mormacentas de verão cinza avermelhado, nuvem sinistra de urubus formou-se no meio de manga distante, entremeio das duas propriedades.
Dado instante adiantado, quase noite, deixaram os agregados de ver melhor só na luz do dia seguinte; talvez alguma rês tresmalhada perdera a vida na mata.
O que encontraram na manhã alta, o corpo desfigurado, maltratado pelos bichos, de Marciana danificada a bico das aves de rapina, exposto na claridade e no calor das inclemências.
A perda feriu o povo de solidão, morrer de amor aceito na carne da cativa. E puseram pequena cruz no lugar onde lhe divisaram a fisionomia pela vez derradeira. Àquele canto viriam peregrinos, munindo flores e velas, reverenciar a forma dorida que terminou com o drama dessa Julieta cabocla, em promessas, milagres, devoção.
Do episódio nasceria o nome do povoado que em volta da cruz rendilharia casas, origem da localidade batizada hoje de Planalto de Marciana, município de Arneiroz, Sertão do Inhamuns, Ceará.
Emerson Monteiro
Dos livros "É Domingo e "No Azul Sonhado"
O "jeito PSDB" de governar - José Nilton Mariano Saraiva
O senhor Teodorico Menezes Neto, depois de “exercer a profissão” de Deputado Estadual por nada menos que 20 anos (cinco legislaturas), houve por bem “passar o cetro e o bastão” para o rebento querido (desempregado), Teo Menezes (também do PSDB), fazendo-o seu legítimo sucessor político; antes, porém, providencialmente conseguiu “descolar” para si o milionário emprego (“vitalício”) de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Ceará-TCE (a partir de 1999), chegando à sua presidência em 2010/2011 (para os desavisados, o TCE é o órgão responsável por julgar as contas do governo, além de fiscalizar as obras e contratos firmados com o Executivo).
Pois bem, magnânimo e dotado de um “coração de mãe” (e certamente que usando no “limite da irresponsabilidade” do tal tráfico de influência), o Doutor Teodorico Menezes Neto montou um verdadeiro exército de eficazes operadores de verbas governamentais (esposa, filho, chefe de gabinete, cerimonialistas, motorista terceirizado, assessores e conhecidos outros), para, através da assunção de postos de confiança no próprio Tribunal de Contas do Estado (por ele presidido) e em associações comunitárias fajutas em diversos e miseráveis municípios (Pindoretama, Pacajus, Chorozinho, Horizonte e Cascavel, dentre outros), se habilitarem ao recebimento de uma montanha de dinheiro, objetivando construir... kits sanitários (banheiros).
Assim, contando com o beneplácito de colegas políticos encastelados em posições estratégicas do Governo do Estado, através de convênios firmados com a Secretaria das Cidades conseguiu (só entre maio e junho do ano passado), R$ 2.052.000,00, que seriam utilizados na construção de 1.026 banheiros (imaginem o “rombo” se resolverem auditar os anos anteriores).
Mas, aí, literalmente “fez-se merda”, com o surgimento de um “detalhezinho” um tanto quanto comprometedor e que constrangeria qualquer pessoa dotada de um mínimo de seriedade: além de esqueceram de construir os respectivos (banheiros), os endereços fornecidos (das associações) não foram localizados (ou serviam de abrigo a outras atividades, já que num deles funcionava um motel); enquanto isso, também se descobriu que todos os convênios foram firmados num mesmo dia, já que com numerações seqüenciais.
Como “pimenta nos olhos dos outros é refresco”, pra completar foi descoberto que onze austeros, valorosos e ilustres comissionados do Tribunal de Contas (presidido pelo senhor Teodorico Menezes Neto), funcionaram como ativos doadores da campanha do filho, Téo (alguns, com valores superiores ao permitido por lei).
O surreal disso tudo é que, ao se deparar com tão graves denúncias, repletas de detalhes escabrosos sob qualquer ângulo que se observe e “mancheteadas” pela imprensa durante uma semana, o senhor Teodorico Menezes Neto simplesmente resolveu... tirar férias (confiante na memória curta do povo). Depois, se a coisa apertar ou continuar fedendo muito, dará um jeito de se aposentar, (com vencimentos integrais, evidentemente), legando e deixando ao filho querido tão nobre e belos ensinamentos.
É o “jeito PSDB” de governar (agora, imaginem o “auê” que fariam se “Sua Excelência” fosse filiado ao PT).
JUANORTE
Jornal de Opinião da Metrópole do Cariri
MEMÓRIAS DE UM ROMEIRO
Fausto da Costa Guimarães foi um romeiro que nasceu em Soledade-PB em 19 de dezembro de 1865, filho de Imperiano José da Costa e Felicidade Maria Guimarães. Casou-se em Catolé do Rocha-PB, no dia 27 de março de 1894, com a senhora Januária Henriques Guimarães, filha de Julio Mendonça e Emília Henriques Mendonça. Na sua origem paraibana, Fausto foi criador de gado, comerciante e funcionário público – escrivão da Coletoria Provincial, até a proclamação da república. Agora se sabe que, monarquista convicto, Fausto deixou o emprego por não concordar com a mudança que se operara no regime político do Pais. Então, ele continuou a trabalhar no comércio, estabelecido ou viajando pelos Estados vizinhos. Veio para Juazeiro em 1907 tornando-se a amigo do Padre Cícero, por cuja confiança ocupou o cargo de coletor federal. Aqui teve numerosíssima prole, com 18 filhos, dos quais menos da metade se criou. Soube há poucos dias que, apesar de poucas letras, o velho Cel. Fausto deixou escrito um volumoso material com a denominação de “Memórias sobre o Revmo. Padre Cícero Romão Batista e o Joazeiro e também uma parte de minha biografia”, (Começada em 1912 a descrever até esta data, Joazeiro, 10 de Abril de 1924. Fausto da Costa Guimarães - Continua no segundo livro). Seu neto, Fausto, que tem levado adiante o interesse de tornar público este documento e vem providenciando a transcrição do primeiro volume, me deu a conhecer que, com buscas nos guardados de família, encontrou o segundo volume referido, e que ao finaldeste, há uma indicação da existência de um terceiro, cujo paradeiro está sendo verificado, mediante estórias relembradas por membros da família e relatadas pelo pai de Fausto - o sr. José Fausto Guimarães, ex-secretário particular do Padre Cícero, de um certo empréstimo do qual não houve, ainda, devolução. Este manuscrito de Fausto da Costa Guimarães é quase um diário no qual o autor relata a vida da cidade, seus fatos mais importantes, como os primeiros momentos do novo município, detalha as diversas investidas durante a sedição de 1913-1914, o relacionamento de políticos do Estado do Ceará com Juazeiro através das pessoas de Pe. Cícero e Floro, os visitantes frequentes da cidade, os graves problemas da grande seca de 1915, a primeira eleição em Joazeiro para deputados federais e senador,
Foto : Família de Fausto Guimarães com Padre Cícero
em 01.03.1918, o primeiro automóvel que chega à cidade, em 05.09.1918, o início das obras de calçamento, em 10.10.1919, a passagem da família do presidente João Pessoa, em 25.11.1919, uma epidemia dizimando gado e outros animais, em 1922, faz uma retrospectiva das comemorações da semana santa em Joazeiro, desde 1890,1891 e 1893 (as três primeiras) (a quarta, segundo ele, só foi acontecer em 1923 (“30 anos de abandono do clero cearense ao Joazeiro”, refere Fausto). E assim por diante. Uma preciosidade. Agora é esperar um pouco mais pois a proposta da Comissão do Centenário, especialmente orientada pelo sub-grupo que trata do seu programa editorial, vai na direção de que seja este original incluído na lista de inéditos, onde também já figuram textos de Octávio Aires de Menezes e Amália Xavier de Oliveira. Segundo Fausto, estes documentos, após o conhecimento público na formatação de livro de memórias, deverão ser devolvidos a Juazeiro do Norte para que passe a integrar parte do seu patrimônio histórico, de cidade centenária.. .
JUANORTE
Qualidade e Credibilidade
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GuiaJUANORTE
Por Geraldo Urano
ÁFRICA
áfrica na minha cabeça
áfrica na tua cabeça
áfrica nos cabelos do Brasil
na nossa cabeça de Brasil
áfrica nos lábios teus
no meu nariz
áfrica para me coraçãnizar
me coraçãnizar
áfrica
meu coração
meu coração
áfrica
Canto da noite- socorro moreira
Ela apareceu minguante
Exuberante, no seu vermelho/ vida
Ela é mulher
Seduz olhares
E se mantém inatingível.
A cidade aos seus pés
- A cidade distante dos nossos pés
Sinalizando movimento
Corações pulsantes
Felizes, sofridos...
Noite fria de julho
Vinho verde
Cheiro de café, bolo de puba
Tias, zinhas...
- Tragos de esperanças
Carinho pulando em cada olhar
Sorrisos
Vestidos de verdade... Ao natural!
O VEIO DA VIDA - por José Flávio Vieira
Acordou encafifado: meio barro, meio tijolo. Mundo se projetando algo sombrio, como um filme noir. As paredes da velha casa, opressivas, carregavam-se com aquele limo pegajoso e úmido das prisões. A vida resumia-se a alguns fragmentos desconjuntados do passado: um puzzle disperso, impossível de ser reorganizado. Rápido percebeu que faltavam resquícios de vida ao derredor, até mesmo porque o ambiente é apenas um mero reflexo das nossas luzes interiores. Quem sabe, adornando aqueles interiores com o verde frescor de alguma begônia, o mundo se reimantaria de magnetismo vital? Perambulou pelas ruas como quem procura um objeto inencontrável: o Santo Graal da felicidade desvanecida.
As rosas da floricultura lhe pareceram opacas e inodoras. Os pássaros na feirinha apresentaram-se profundamente silentes e apenas refizeram na sua alma a angustiante gaiola em que subitamente vira transformada, pela manhã, o seu “Lar Amaro Lar”. Nem lojinha de animais de estimação melhorou-lhe o ânimo, sentiu-os como que empalhados e, num átimo, percebeu que o hamster, o periquito, o chihuhaua seriam incapazes de repovoar o deserto em que se transformara a casa. Sequer os peixes multicolores no aquário iluminado no cantinho da loja resplandeceram alegria e vivacidade.
Sentia-se como único sobrevivente de uma explosão nuclear, tentando refazer o mundo com os dispersos estilhaços que restaram. Desiludido, sem saber bem porque nem pra que, comprou de um vendedor introspectivo e frio um aquário, sem água e sem peixes. Seguiu para casa com aquele trambolho e colocou-o, sintomaticamente vazio, na pequena estante da sala que abrigava a TV. Pressentiu, com os dias, que aquele aquário como que representava um retrato da sua alma: oca, ressequida e sem aparente utilidade. Aquela imagem, estranhamente, aumentou o ar denso e quase irrespirável da sala.
Saiu, no outro dia, em busca de um habitante para o aquário. Na esquina encontrou um vendedor de fósseis e, num ímpeto, adquiriu um pequeno peixe petrificado. Em casa colocou-o cuidadosamente dentro do aquário. Com o passar dos dias foi como se a sala se iluminasse. Já não existiam objetos ao derredor, o fóssil no aquário da sala alegrava-lhe a vida, mas, por outro lado, mantinha-o hipnotizado e submisso. Não mais saiu à rua, deixou de atender telefone, a TV já não tinha qualquer sentido. Algumas semanas depois começou a notar que as paredes da casa se iam tornando mais escuras e compactas e avançavam em direção ao centro, como se fossem se encorpando, dia após dia. Começou notar em si mesmo a pele mais escura e endurecida, e com o passar do dia ela foi se transformando em escamas. As articulações se foram emperrando até levá-lo à total imobilidade. Um belo dia as paredes da sala o aprisionaram definitivamente. Desde então aguarda, ansiosamente, as pancadas do martelo que rompam o veio da pedra e mostrem seu testemunho petrificado para a estonteante mobilidade da vida.
Tristemente- por Francisco das Chagas
nos olhos algo se perdeu
luz de lilás tão longe
vai longe
que não sei se a esqueço
será ela ou eu?
“que música é essa?”
vai longe
tão longe quanto o longe é
quis voltar
não ver o lado quente
desse fio de calçada em frente
que se estira entre a face
e o nada diluído na cidade
“quem é esse cara?”
um dia assim é só saudade
com muita tristeza
o dia em desgaste supõe-se um sonho
“que música é essa?”
“lush life!”
o dia em sintonia com a insensatez
vem de longe muito longe
ou sou eu tristonho?
“quem é esse cara?”
“chet baker!”
um louco nas ruas esse dia
em pé de guerra com a vida
sempre depressa depressa
é demais...
Por BERNARDO MELGAÇO DA SILVA
QUEM É AQUELE SER HUMANO QUE VAI ALI?
Quem é aquele ser humano que anda na contramão do tempo sem lenço, sem documento e sem direção? Quem é esse que no lixo divide com as baratas, os ratos, as formigas, as moscas, a sua refeição? Ele vive sem viver, andando sozinho pelas ruas movimentadas, de tanta pressa e confusão e, no entanto, sem nenhuma assistência de compaixão. Ele não é reconhecido como cidadão. Anda fora da moda com a única roupa encardida de tanto dormir ao relento, no frio chão. Às vezes, carrega um saco com objetos estranhos de segunda, terceira ou quarta mão; carrega uma latinha para pedir algum trocado de um coração morador da cidade, chamado "cidadão". Na maioria das vezes, nem banho toma, porque na sua casa não tem água e não tem luz: o seu endereço se chama solidão.
Quem é aquele ser humano que anda na rua carregando o fardo do isolamento e do esquecimento da sua identidade existencial chamada "irmão"? Ele anda num tempo que não é socialmente necessário. A sua dor quase ninguém sabe, e é raro alguém se interessar pela ferida aberta em seu ser. A sua presença, falta ou fala não sai estampada nos jornais e revistas da moda. A sua imagem enegrecida, de tão encardida, é diagnosticada como uma grave doença sem recuperação. Ele não possui talão de cheque. Ele não tem cartão de crédito. Em verdade, poucos são aqueles que lhe dão crédito. Ele é abandonado. Ele é ignorado. Ele é evitado. Ele não é convidado para ir a nenhuma festa. Ele não é abraçado em seu aniversário, e muito menos amado, ou lembrado, nas festas e banquetes de Natal pelos seus irmãos.
Quem é aquele ser humano que vive em outro mundo dentro desse mundo dito moderno, e avançado de tecnologias, porém antigo e atrasado da Ética do coração? Ele anda vagando pelas ruas sem precisar determinar uma orientação. Ele não tem emprego, casa, teto e qualquer função na cadeia de criação produtiva-competitiva-especulativa. A sua casa é a própria carência e necessidade de tudo. A sua família é o sofrimento de pertencer a uma comunidade sem laços de fraternidade e amizade no coração. O seu caminho são passos sem destino de um corpo à espera de um descanso final, em qualquer lugar e em qualquer buraco do chão. Ele somente é reconhecido pela estatística como um número abstrato de certa população de um contexto "social" diferente. Ele não é operário, chefe, patrão ou dirigente. Ele não é engenheiro, mestre, professor, doutor, e tampouco escrivão. Ele não é visto nem como sujeito de uma relação. Ele é esquecido mesmo pela insensibilidade econômica inevitável desta tal integração chamada globalização.
Quem é aquele ser humano que não assiste televisão, não lê jornal e não escuta rádio de nenhuma estação? Ele não tem idade e nem sexo definido, porque é homem, mulher, criança e idoso sem privilégio de raça e religião. Ele não vota e nem é procurado por qualquer candidato em nenhuma eleição. Ele vive à parte fazendo parte de um todo racional que, ao se dividir, perdeu a noção de que todas as partes fazem parte de uma consciência cósmica, que está e é igual em toda e qualquer parte e, portanto, nunca se parte. Quem é aquele ser humano que passa ao lado quase como fantasma-indigente, um vivo-morto perambulando e desafiando a própria sorte da vida da gente? Ele é Deus esquecido no outro! É Cristo ignorado. É a Centelha Divina que insiste em provar que na vida humana até mesmo os excluídos, esquecidos e desassistidos recebem a Glória de Deus para desafiar a insensatez e a incerteza dos homens que buscam a sua própria glória-riqueza e, por isso mesmo, se afastam e perdem o Afeto-Pureza de Deus. É Deus em ação querendo ser tocado, lembrado e amado pelos homens mais uma vez. É Deus mostrando que a Vida transcende a morte, a miséria e a indiferença do poder político e material dos homens. É com certeza a eterna presença de Deus esperando o grande encontro no Outro.
Bernardo Melgaço
(Do livro "No Azul Sonhado")
O Livro "No Azul Sonhado"
Eis aqui outro fenômeno caririense produzido em blogs da Internet que congrega elenco de escritores do Cariri cearense, ou ligados ao seu meio de conhecida tradição artístico-cultural. São pessoas somadas pelo gosto das letras e pela amizade, numa produção que reflete o espírito criativo desta época de tantos e recentes multimeios da comunicação eletrônica. Reunidos, pois, no Azul Sonhado, formam trabalho amplo de inovações, o que sumiria pelos dedos imediatos da virtualidade, não fosse o empenho da sua edição. Resta usufruir os resultados surpreendentes da feliz iniciativa.
Emerson Monteiro
MEDIDA- Aloísio Paulo dos Santos
(Não me ocupo em medir dias, horas, minutos,
pois os segundos são mais importantes.)
Pensando em alguma medida
Não esquento minha moringa
Vou beber água da quartinha
Para lembrar da minha vida
Já medi fita, chita, morim,
Medi bramante estampado
Isto eu fazia com o metro
De madeira amarelado
Medida por unidades,
Dúzias, grosas e centenas
Assim vendia os produtos
Lápis, canetas e penas
E na balança com o peso
Muitas coisas eu media
Açúcar, arroz, feijão,
Café, fubá e sabão
Com a medida do litro
Também media farinha,
Querosene, azeite, mel,
E a popular caninha
E de todas as medidas
Lembro da mais saborosa
Quero saber como se mede
Aquele dedo de prosa
Me diga, minha amiga,
Se acertei na medida,
Porque hoje fui buscar
O ontem na minha vida.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Padre Cícero - Por José de Arimatéa dos Santos
Desde criança via a força do mito do Padre Cícero, principalmente nos dias 20 de cada mês em que seus devotos usam roupa preta. Em casa presenciava o quanto meus avós escutavam pelo rádio com carinho a missa em sua homenagem. Não só eles e mais uma grande parcela da população de Barbalha. Sempre gostei de andar pelas ruas a observar as pessoas e as coisas ao redor. E a audiência ainda hoje é incrível. Rádios com seus sons ligados nas alturas logo cedo da manhã na missa em homenagem a essa grande figura brasileira.
Cícero Romão Batista nasceu na cidade do Crato e o desenvolvimento da cidade de Juazeiro do Norte deve-se ao trabalho incansável de Padre Cícero que com seu carisma foi um verdadeiro catalisador e milhares de brasileiros, em especial nordestinos, se deslocaram e se deslocam para a cidade caririense de Juazeiro para trabalhar e viver segundo seus ensinamentos. E durante o ano com as romarias a cidade se agiganta mais ainda e as ruas, praças e igrejas se enchem de peregrinos em busca de paz e conforto espiritual.
A seu tempo Padre Cícero exerceu seu apostolado de maneira extraordinária e quero ressaltar principalmente o valor do trabalho e os seus ensinamentos ecológicos. Sem sombra de dúvidas considero Padre Cícero um vanguardista quanto ao tema ecologia. Já na sua época ensinava como o agricultor deveria cuidar da terra, água e plantações. Noções de cuidado com o meio ambiente era uma de suas preocupações. É tanto que é conhecida sua cartilha com ensinamentos de como sobreviver no semi árido nordestino. Todas as homenagens ao Padre Cícero e a Juazeiro do Norte, cidade centenária, são infinitas e bem vindas.
Foto: José de Arimatéa dos Santos
SILVINO NETO- SILVINO NETO
Foi em 21 de julho de 1913 que ele nasceu na cidade de São Paulo e faleceu em 11 de junho de 1991, aqui no Rio, sem completar 78 anos.
Ele era um gênio. Criou o que muitos hoje fazem mas não dizem a fonte. Aquilo que Chacrinha dizia:"nada se cria, tudo se copia", é uma verdade sempre.
Seu nome : Silvério Silvino Neto, que ficou conhecido como SILVINO NETO. Ele imitava, em seus programas radiofônicos, figuras de nossa política, a tal ponto que ia sempre preso ao terminar seu programa, principalmente antes da Hora do Brasil quando, em plena era de Getúlio Vargas, dizia:"vem aí a hora do espeto". Apesar disso, Getúlio gostava das imitações e, muitas vezes, mandava prendê-lo para que ele o imitasse frente a frente.
Foi também um dos pioneiros a fazer vários personagens sozinho, como a Pimpinela, Seu Acácio e Anestésio. Era a "Pensão da Pimpinela", era "Pimpinela, Anestésio e o Telefone" e outros programas de imitações.
Marcou sua presença atuando no rádio, como humorista, mas também como compositor. Foi o primeiro a comemorar o dia dos namorados com a bonita "Valsa dos Namorados", gravada por Francisco Alves e, depois, por Carlos Galhardo.
De sua autoria, Orlando Silva gravou "Uma Saudade a Mais, Uma Esperança a Menos", como gravou:
CIDADE BRINQUEDO
Autor Silvino Neto
Gravado por Orlando Silva
O Cristo Redentor é uma medalha pequenina
No rosário imenso da colina.
Bonecas delicadas quase todas moreninhas
Adornam suas ruas qual um bando de andorinhas.
Rio és pequeno para os olhos meus,
Olhos, que veneram os encantos teus
Adoro o teu céu da cor do anil
És a cidade brinquedo
Do bazar do meu Brasil.
Silvino Neto escreveu umas bonitas "Cartas Coloridas", que falam de amor", criadas por Carlos Galhardo. Mas antes de tudo ele disse que o "Adeus, são cinco letras que choram".
06:06 (7 horas atrás)
Norma
SILVINO NETO -2-
CINCO LETRAS QUE CHORAM
Autor: Silvino Neto
Gravada originalmente por Francisco Alves
Adeus, adeus,adeus...
Cinco letras que choram
Num soluço de dor.
Adeus, adeus, adeus...
É como o fim de uma estrada,
Cortando a encruzilhada,
Sonho final de um romance de amor.
Quem parte tem os olhos rasos d’água,
Ao sentir a grande mágoa,
Por se despedir de alguém;
Quem fica, também fica chorando
Com o coração penando
Querendo partir também”
Quero destacar ainda que Silvino Neto é pai do ator Paulo Silvino e avô de mais dois atores: Flávio Silvino e João Paulo Silvino. É uma família de artistas, mas Silvério Silvino Neto era um ator completo, o que não acontece com seu filho e netos..
NORMAErnest Hemingway
Ernest Miller Hemingway (Oak Park, 21 de Julho 1899 — Ketchum, 2 de Julho 1961) foi um escritor norte-americano.
Trabalhou como correspondente de guerra em Madrid durante a Guerra Civil Espanhola e a experiência inspirou uma de suas maiores obras, Por Quem os Sinos Dobram. Ao fim da Segunda Guerra Mundial se instalou em Cuba
Colaboração de Altina Siebra
Haja fôlego!!!!!
Exigências da vida moderna (quem aguenta tudo isso???)
ü Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro.
ü E uma banana pelo potássio.
ü E também uma laranja pela vitamina C.
ü Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir o diabetes.
ü Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água.
ü E depois uriná-los, o que consome o dobro do tempo.
ü Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão).
ü Cada dia uma Aspirina, previne infarto.
ü Uma taça de vinho tinto também.
ü Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso.
ü Um copo de cerveja, para... não lembro bem para o que, mas faz bem.
ü O benefício adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber...
ü Todos os dias deve-se comer fibra. Muita, muitíssima fibra. Fibra suficiente para fazer um pulôver.
ü Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente.
ü E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada.
ü Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia. UFA!!!
ü E não esqueça de escovar os dentes depois de comer.
ü Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da laranja, das seis refeições e enquanto tiver dentes, passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax.
ü Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai passar ali várias horas por dia. CAGANDO NÉ!!!
ü Há que se dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia, mais as cinco comendo são vinte e uma. Sobram três, desde que você não pegue trânsito. TÁ DIFICILLLLL!
ü As estatísticas comprovam que assistimos três horas de TV por dia.
ü Menos você, porque todos os dias você vai caminhar ao menos meia hora (por experiência própria, após quinze minutos dê meia volta e comece a voltar, ou a meia hora vira uma).
ü E você deve cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar das minhas amizades quando eu estiver viajando.
ü Deve-se estar bem informado também, lendo dois ou três jornais por dia para comparar as informações.
ü Ah! E o sexo!!!! Todos os dias, um dia sim, o outro também.
ü Dizer EU TE AMO, toda hora. ''Ainda pego quem inventou essa neura...que saco!!!''
ü Também precisa sobrar tempo para varrer, passar, lavar roupa, pratos e espero que você não tenha um bichinho de estimação. Se tiver tem que brincar com ele, pelo menos meia hora todo dia, para ele não ficar deprimido...
ü Na minha conta são 29 horas por dia.
ü A única solução que me ocorre é fazer várias dessas coisas ao mesmo tempo!!!
ü Tomar banho frio com a boca aberta, assim você toma água e escova os dentes ao mesmo tempo.
ü Chame os amigos e seus pais, seu amor, o sogro, a sogra, os cunhados....
ü Beba o vinho, coma a maçã e dê a banana na boca da sua mulher. Não esqueça do “EU TE AMO”, (Vou achar logo quem inventou isso, me aguarde).
ü Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda teria um Danoninho e se sobrarem 5 minutos, uma colherada de leite de magnésio.
ü Agora voce tá ferrado mesmo é se tiver criança pequena. Aí lascou de vez, porque o tempo que ia sobrar para você... já era. criança ocupa um tempo danado. Agora tenho que ir.
ü É o meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que ir ao banheiro e correndo.
ü E já que vou, levo um jornal... Tchau....
ü Se sobrar um tempinho, me manda um e-mail.
Luís Fernando Veríssimo
Sucesso.
O lançamento do livro "No Azul Sonhado" foi uma grande festa cultural. Com a presença de pessoas interessantes e interessadas na produção literária do Crato. Abrilhantado por intervençoes artísticas de João do Crato, Abidoral Jamacaru, Luiz Carlos Salaiel, Ulisses Germano, João Nicodemos, Stela Siebra, contamos com as palavras de Nezinho Patricio, Emerson Monteiro e Huberto Cabral. Aagradecimentos especiais a Bebeto Brito.
Laerton Xenofonte e Nívia Uchôa, garantem a qualidade das imagens captadas, que todos terão acesso nos próximos dias.
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