por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



segunda-feira, 2 de novembro de 2026

 FLAVIO BOLSONARO FUGIU PARA MIAMI E A DIREITA AGRADECEU


A vitória de Lula foi inédita, histórica e ESPETACULAR. A derrota de Flávio foi inédita, histórica e PATÉTICA.

O petista conseguiu seu quarto mandato e sua eleição virou um símbolo internacional de enfrentamento ao neofascismo. A campanha de Lula apontou caminhos para o enfrentamento à extrema direita no resto do mundo.

O GOLPISTA, SEM MANDATO E IMUNIDADE, fugiu para os EUA para escapar dos muitos anos de cadeia que inevitavelmente encararia. Mesmo com o apoio maciço das elites, da Meta, do Tribunal Superior Eleitoral, do mercado financeiro e de parte importante da grande mídia, Flávio Bolsonaro tomou uma virada acachapante.

Com a dignidade e o brio de um homem criado por Jair Bolsonaro, o 01 arrumou as malas, juntou a família e fugiu do país da maneira mais vergonhosa possível. Nem o apoio de quase metade do eleitorado brasileiro e da maioria do Congresso fez esse HOMEMZINHO ficar no país para defender seus eleitores e enfrentar seus problemas de frente. Tal qual seu irmão, fugiu como um rato. ESSE TALVEZ TENHA SIDO O MAIOR ATO DE COVARDIA QUE JÁ SE VIU DE UM POLÍTICO NA HISTÓRIA DA POLÍTICA BRASILEIRA.

Graças à ajuda clandestina dos governos de Javier Milei e Donald Trump, conseguiu despistar a polícia e a imprensa e se mandou para Miami. O voo foi a bordo de um jatinho cuja empresa proprietária é investigada por corrupção e lavagem de dinheiro em um caso envolvendo a irmã de Milei. Nada poderia ser mais simbólico.

Mas o ridículo só estava começando. A patacoada ficaria ainda muito pior. Ao pisar em solo americano, Flávio se juntou à dupla dinâmica de herdeiros do golpismo, Paulo Figueiredo e Eduardo Bolsonaro, que também estão enrolados com a justiça brasileira. OS TRÊS PATETAS então publicaram um panfleto golpista disfarçado de carta ao povo brasileiro em que Flávio se autoproclamava o “presidente eleito” do Brasil.

O trio publicou três versões diferentes e, em uma delas, colocou um brasão antigo da República, com o nome Estados Unidos do BRAZIL. Tamanho viralatismo não foi suficiente para os patriotas. Uma das mudanças de versões foi feita para contemplar uma ordem vinda do governo americano: retiraram da carta os trechos em que se apresentava como o “verdadeiro presidente eleito".

Segundo assessores do Departamento de Estado dos Estados Unidos, isso criaria problemas para as relações diplomáticas com o Brasil e com seu verdadeiro presidente eleito. Ou seja, os EUA estão ajudando o pateta, MAS NÃO EMBARCARAM TOTALMENTE NA FANTASIA DO NOSSO NAPOLEÃO DE HOSPÍCIO.

Além dos quase 60 milhões de eleitores, Flávio abandonou também o seu grupo político, que ficou bastante incomodado. O presidente do PL Valdemar da Costa Neto deixou claro que não gostou da fuga, assim como Rogério Marinho, que é líder da oposição e foi coordenador da campanha de Flávio.

Enquanto o fujão gritava aos cantos do mundo ser vítima de uma fraude eleitoral, Valdemar e Marinho seguem afirmando que as eleições foram limpas e o resultado justo.

O PL acabou de eleger a maior bancada dos últimos 40 anos na Câmara, além de ter eleito uma maioria de senadores e uma penca de governadores. Apesar da derrota de Flávio, o partido obteve um sucesso estrondoso nas urnas. Seria uma completa insensatez endossar a loucura de um candidato que só inventou essa história para fugir do país e da cadeia.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o principal aliado da família Bolsonaro, não só reconheceu a legitimidade da vitória de Lula, como já se apresentou como um presidenciável. Em um vídeo em que se dirige ao povo brasileiro, o governador repetiu seis vezes que “a eleição já passou”. Nem esperou o defunto esfriar e já sentou no trono de presidenciável do bolsonarismo.


Trump recebeu o ladrão fugitivo na Casa Branca, mas não indicou quais serão os seus próximos passos. A posição dos EUA está aberta e o presidente americano é imprevisível. O óbvio e pragmático seria chutar a bunda dessa família de losers, já que ela está enfraquecida até mesmo dentro do seu grupo político.

O fato é que a lisura das eleições brasileiras foi atestada por observadores internacionais, pelo partido de Flávio, pelo bolsonarista que preside o TSE e por quase todos os governos do mundo. Até mesmo a embaixada americana classificou a vitória de Lula como "definitiva”.

Continuar endossando a tese de fraude eleitoral, quando o mundo inteiro e os próprios políticos bolsonaristas não a reconhecem, seria um custo alto para Trump. LULA NÃO É MADURO E O BRASIL NÃO É A VENEZUELA.

O governo americano está mesmo disposto a mergulhar na aventura golpista de um rato fujão que está isolado interna e externamente? As declarações soltas e vazias de Trump, algumas com elogios embutidos a Lula, não indicam que ele abraçou totalmente a tese. O americano está com problemas sérios na política interna e está prestes a tomar uma lavada nas urnas nas eleições de meio de mandato.

Prever as ações de Trump é sempre arriscado, mas o meu palpite é de que ele manterá o assunto em banho-maria por um tempo, mas acabará reconhecendo a legitimidade da eleição de Lula. O governo americano representa hoje o único fiapo de apoio que resta à família Bolsonaro. E é um apoio bastante frágil e instável, que pode acabar a qualquer momento.

Enquanto Flávio brinca de presidente eleito nos EUA, Lula mantém o comando do país sob os holofotes do reconhecimento global e a direita bolsonarista se reorganiza em busca de novas lideranças.

Não estamos diante da morte do bolsonarismo, mas certamente estamos presenciando o início do fim da influência da família Bolsonaro sobre a direita brasileira. Quase todo mundo já largou a mão dessa família de degenerados morais. Só falta o Trump.

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

O Ventre Fértil da Coisa Imunda

 


Todos Vocês, atenção !

Melhor aprenderem a ver, em vez de apenas
Arregalar os olhos, e a agir, em vez de somente falar.
Uma coisa dessas quase chegou a governar o mundo!
Os povos conseguiram dominá-la, mas ainda
É muito cedo para sair cantando vitória:
O ventre que gerou a coisa imunda continua fértil!

                                                                           Bertolt Brecht

 

 

                        Um dos maiores mistérios do Século XX era a incógnita de como o Nazismo conseguiu prosperar na Alemanha ,  a partir dos anos 30. Isso com o apoio maciço da população e (pasmem!) com a chancela quase que total da intelectualidade alemã, pátria mãe da Filosofia moderna. Como foi possível tamanha barbárie: uma Guerra Mundial que ceifou mais de 80 milhões de vidas, o Holocausto que chacinou mais de seis milhões de judeus, além de ciganos, homossexuais e deficientes. Oitenta anos depois, vivemos essa realidade em parte do mundo desenvolvido, subdesenvolvido  e aqui nas nossas barbas tupiniquins.

                        Há pouco, seguindo um tsunami alarmante que varre o mundo, a Cadela do Fascismo volta de novo a entrar no cio. Vivemos no Brasil o gosto amargo desse viés fascistóide no governo Bolsonaro (2019-2023), quando mais de 700.000 brasileiros perderam a vida por conta de um irracional negacionismo . Logo depois, uma ameaça de golpe militar, que por pouco não aconteceu pela simples razão de parte das Forças Armadas não terem aderido aos porra-loucas. Junto do futuro projeto ditatorial, além do fechamento do congresso e do STF, vinha a sobremesa canibalesca: o assassinato do presidente Lula, do vice Alckmin e do Ministro Alexandre de Morais.  Nestes dias, o país viveu uma ameaça semelhante, depois de todas as agruras por que passou, correndo o sério risco de ver projetado o mesmo filme de terror, agora sob a égide do filho do Belzebu soluçante.

                                    O Brasil , num despertar súbito e inesperado, tomou as ruas com jovens novamente ativos e atuantes e idosos com fortes lembranças dos tempos de chumbo e, numa guinada linda e inesperada, fez com que valessem novamente o juízo e o equilíbrio. O mal foi afastado da presidência e da nossa convivência após uma fuga de ratazana doida, correndo para os braços do fascista mor: Donald Trump. Poucas vezes os ares do Brasil ficaram tão respiráveis, a esperança voltou a reluzir, metabolizamos o curare que nos vinha sendo injetado, pouco a pouco, nos últimos dez anos.

                                    No  meio da festa, no entanto, paira-nos uma sombra que não se desanuvia. Como quase sessenta milhões de brasileiros saíram de suas casas para votar num projeto declaradamente ditatorial e fascista? Conseguiram ampla maioria no Senado e na Câmara de Deputados. Evangélicos trocaram as bíblias por reluzentes armas de fogo com um novo princípio bíblico: “Armai-vos uns aos Outros” ; segmentos católicos sonharam o mesmo sonho. As propostas de campanha eram claras e inequívocas:  Fazer o Impeachment  de Ministros do STF não alinhados; militarizar as Escolas públicas; cortar verbas da Educação e da Saúde; dar licença livre para torturar e matar às polícias; cortar verbas de aposentadorias; perseguir estudantes e universidades sob a justificativa que são um antro de maconheiros e esquerdistas; cortar verbas para programas sociais de combate à pobreza e à fome; entregar as poucas riquezas minerais que nos restam aos EUA; entregar o país, de bandeja, ao Trump sob a justificativa de combater o terrorismo, disfarçado de Crime Organizado e de Tráfico; combater as campanhas de vacina; transformar o governo num Evangelistão e, principalmente, modificar a Constituição para ampliar o tempo de governo da Extrema Direita no Brasil. A receita fascista não era nada diferente  de Mussolini. Logo viriam a censura; a perseguição; prisão e eliminação de adversários políticos; o desmonte da Cultura e da Ciência; o fechamento de universidades e da Câmara e Senado, se necessário; a queima de livros e, logo a seguir, dos seus autores. O mais preocupante é justamente isso: 60 milhões de brasileiros escolheram esse remédio, sem nenhum pudor.

                        O filhote de Ditador se escafedeu com medo de responder aos processos que mancham sua Folha Corrida que tem cara de fossa séptica. Seus eleitores todos festejaram e defenderam a fuga. De lá de muito longe, sob as asas luciféricas de Trump, ele se autodenominou presidente e falou num fraude de uma eleição comandada por um juiz aliado seu no STF e que proclamou o processo eleitoral como limpo, justo e inquestionável. Quatro milhões de votos  de distância para Lula. Aqui muitos de seus seguidores começaram a perseguir os que optaram pela lucidez: prometem demitir funcionários não alinhados, perseguir empresas que tiveram juízo no pleito e alimentar preconceitos mil: contra gays, nordestinos, pobres, negros...

                        Conseguimos salvar o paciente que estava prestes a ser submetido ao tratamento derradeiro: uma distanásia. O doente cria um novo alento para os próximos dias, mas não devemos esquecer que o ventre que gerou a coisa imunda continua fértil, ninfomaníaco e no cio. Como na pandemia, o mundo e o Brasil continuam severamente  adoecidos.

 

Crato, 29/10/26

 

 OS 03 PATETAS (José Nílton Mariano Saraiva)

Coincidentemente, na terra do Mickei Mouse (aquele ratinho que tanto diverte as crianças), com a chegada do seu retardatário terceiro integrante, os 03 patetas (Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo e Flávio Bolsonaro) estão, agora, de novo, reunidos. Então, preparemo-nos para se deparar com toda espécie de babaquices, xaropadas, maluquices e hilaridades sem fim.

Tanto, que a primeira não demorou muito: fugindo do Brasil em pleno silencio sepulcral da madrugada, pra não ser preso e pagar pelos seus crimes (está incurso em vários inquéritos), Flávio Bolsonaro, tão logo se reuniu aos outros dois palhaços,  sem nenhum pudor ou vergonha na cara distribuiu um panfleto de qualidade duvidosa, mas claramente com verve golpista, onde se autoproclama “o verdadeiro presidente eleito do Brazil” (assim mesmo, com Z) ou ainda, numa segunda versão, “o líder do Brasil” (aqui pra nós, da parte que nos toca, contundentemente declinamos).

Alheio à realidade dos fatos, quando seu próprio partido e demais integrantes da sua base, através dos seus respectivos presidentes, assim como o bolsonarista presidente do TSE, reconheceram sem dificuldade ou malabarismos a lisura e o resultado das eleições, Flávio Bolsonaro se disse estarrecido com o tsunami de votos endereçados ao presidente Lula da Silva, do primeiro para o segundo turno (mais de 10 milhões de votos) e, para tanto, citou uma tal de “impossibilidade matemática”, sem que explicitasse seu sentido (mas que se enquadraria como “golpe”).

Na verdade, se tivesse um mínimo de “simancol”, bastaria ver a televisão no dia da votação (ou gravações exibidas posteriormente) para constatar que, atendendo à proclamação do presidente Lula da Silva, visando não permitir que o fascismo se instalasse de vez por aqui, uma “ruma” de idosos (alguns até com mais de 100 anos, carregados pelos netos, ou empurrados em cadeiras de rodas ou usando muletas, fizeram questão de ir às urnas pra... “votar no Lula”) enquanto a meninada, recém-saída das fraldas, mostrando um vigor impressionante, também afirmava sua disposição de “se livrar de uma vez por todas dos bolsonaros”, numa eloquente manifestação de brasilidade e amor à pátria.

Apoplético e, claramente, navegando na contramão da história, na sua patética carta Flávio Bolsonaro se permitiu navegar em mar revolto, ao querer se igualar a figuras mundialmente conhecidas, como o nosso Rui Barbosa, o francês Charles de Gaulle, o cubano José Marti dentre outros, todos eles atores de relevância quando da defesa de suas nações, atuando fora dos seus limites territoriais.

Ao deitar falação sobre um suposto “regime de exceção instaurado no Brasil”, não consegue explicar convincentemente como ele mesmo venceu o primeiro turno da eleição presidencial sem que houvesse contestação de ninguém, assim como teve um irmão eleito Deputado Federal, um outro Senador da República, além da madrasta, também Senadora da República, sem se falar que o seu partido (PL) conseguiu uma expressiva votação na Câmara Federal e no Senado.

Fato é que, como tinha como principal bandeira (na perspectiva de ser eleito), liberar o pai-bandido da prisão, assim como o irmarzão Vorcaro (“estou e estarei contigo sempre”), além de obstar os diversos processos em que está incurso, que certamente lhe renderão anos e anos de prisão, face a gravidade dos crimes cometidos, Flávio Bolsonaro não teve sequer um apoio que ele considerava decisivo:  é que, no front externo o maquiavélico, esperto e sagaz presidente dos Estados Unidos, a quem pretendia recorrer visando obter apoio pra suas lunáticas teses de golpismo, foi enfático e contundente: prefiro não me envolver nisso (embora tenha autorizado sua estadia por lá).

Pra coroar tudo isso e acabar de vez com essa gororoba toda, agora é levar de volta para a Papuda o chefe da quadrilha, Jair Messias Bolsonaro, porquanto restou provado que essa tal de “prisão domiciliar” é de uma elasticidade sem tamanho, porquanto possivelmente permissiva de visitas não autorizadas, saídas na calada da noite, uso de celulares de terceiros e por aí vai.    

Alfim, dá pena a situação do “coitadinho” do Vorcaro: é que deve se achar perturbado ao constatar que terá que pagar, sim, por anos e anos pelos crimes cometidos, enquanto os Bolsonaros torram seu dinheiro nababescamente em outras plagas (também, quem mandou se meter com bandidos mais espertos ???).

domingo, 25 de outubro de 2026

 

O DIA “D” DO BRASIL – NOSSO FUTURO EM JOGO

 

Hoje, o Brasil vai decidir se manterá Lula na presidência ou se o substituirá pelo pior filho de Jair Bolsonaro (não tem nenhum que preste). Flávio é, disparado, o candidato com as piores credenciais morais que já se viu na história das eleições presidenciais. Nem o pai se enfiou tão profundamente na lama.

 

Flávio estreou na política como funcionário fantasma – era assistente técnico de gabinete na liderança do PPB em Brasília, enquanto cursava a faculdade de Direito no Rio de Janeiro. Depois, como deputado estadual, colocou seu gabinete a serviço da milícia, e agora, como senador, foi patrocinado pelo banqueiro mais ladrão do país.

 

Flávio elevou os esquemas da família para um outro patamar. Saiu das rachadinhas e do funcionalismo fantasma — duas tradições familiares — e foi para os grandes negócios. No Rio de Janeiro, seu grupo político está envolvido com o crime organizado, com vários deles presos. Em Brasília, como senador, Flávio mantinha contatos com grandes empresários interessados em fazer negócios com o governo do seu pai.

 

As digitais do 01 aparecem em grandes escândalos de corrupção do país. A coisa vai de “Dark Horse” e Banco Master à compra de vacinas superfaturadas e sociedade oculta em empresas de apostas esportivas. Nós estamos falando de um candidato cujos maiores doadores foram denunciados por corrupção e contrabando.

 

O triunfo eleitoral será o triunfo de Daniel Vorcaro, do crime organizado do Rio de Janeiro e das gangues empresariais que tomam Brasília de assalto.

 

Na reta final da campanha presidencial, uma sucessão de revelações e novos desdobramentos jurídicos colocaram Flávio, mais uma vez, no centro de graves escândalos de corrupção, lavagem de dinheiro e conduta moral incompatível com a imagem de bom cristão que ele tenta fabricar.

Entre tantas denúncias nas últimas semanas, destaca-se uma reportagem da revista Piauí que detalhou um encontro que uma dessas gangues empresariais organizou com o senador.

 

O episódio é um resumo muito bem acabado do que é Flávio Bolsonaro. Tudo o que é descrito ali é tão caricato, tão previsível, que parece roteiro de filme de máfia meia-boca da Netflix.

 

No auge da pandemia, em 2020, quando o país enterrava seus mortos e sofria nas mãos de um presidente que boicotou a compra da vacina, Flávio Bolsonaro participou de uma farra com prostitutas e lobistas.

 

Entre eles, estava Emerson Maximiano, dono da Precisa Medicamentos, a empresa que estava intermediando uma venda superfaturada da vacina Covaxin ao governo federal. Enquanto os brasileiros sofriam com a doença e ficavam em casa para conter o vírus, Flávio Bolsonaro estava em uma lancha no Lago Paranoá, comandando negociatas com vacinas e fazendo churrasco com prostitutas.

 

Ao fim da festinha, depois que Flávio voltou do quarto com a prostituta, um dos diretores da Precisa Medicamentos tirou o relógio rolex do pulso e colocou no do senador, que foi embora para casa ostentando o presentinho.

 

Três meses depois da orgia na lancha, os donos da Precisa Medicamentos fizeram uma reunião com o então presidente do BNDES, Gustavo Montezano. O senador não só conseguiu agendar a reunião como participou dela.

Esse é Flávio Bolsonaro.

 

Em público, um homem de família implacável contra a corrupção. No privado, traía a esposa e confraternizava com empresários com interesses no governo do seu pai. Esse é o tamanho da hipocrisia de um homem criado por Jair Bolsonaro.

 

De todas as corrupções do bolsonarismo, a mais preocupante é a corrupção da democracia. A vitória de Flávio não será apenas a vitória da bandidagem que ele representa, mas a vitória do golpismo que atormentou o país nos últimos anos.

 

É a vitória de Daniel Vorcaro, mas também do 8 de Janeiro, que ganhará uma espécie de aval das urnas. Os ventos mudarão de lado e tanto o banqueiro quanto os golpistas verão o caminho da liberdade sendo pavimentado.

 

O Brasil corre o risco de trocar um estadista, respeitado no mundo inteiro, por um representante das milícias e um herdeiro do golpismo. As conexões de Flávio com o submundo do crime são fortes demais para não termos a convicção de que o Planalto se tornará um puxadinho das máfias que o patrocinam.

 

Mas esse apocalipse está cada vez mais longe de ser inevitável. Nas últimas três semanas, a militância de esquerda e do campo democrático virou o jogo nas ruas e nas redes. A um dia da eleição, as pesquisas mostram empate entre os candidatos, mas com tendência de subida de Lula e queda de Flávio.

 

Ao fim do primeiro turno, a possibilidade de uma virada parecia improvável. Agora já é uma possibilidade real. A mobilização em defesa da democracia está sendo histórica. Nunca se viu algo dessa magnitude na história do país.

 

Qualquer que seja o resultado das urnas, o jogo político contará com uma novidade daqui pra frente: o movimento de massas em defesa da democracia nas ruas e nas redes sociais. O bolsonarismo nunca enfrentou um bicho desse tamanho. Sigamos atentos e fortes. E que domingo triunfem a democracia e o povo brasileiro! É a vitória de Daniel Vorcaro, mas também do 8 de Janeiro, que ganhará uma espécie de aval das urnas. Os ventos mudarão de lado e tanto o banqueiro quanto os golpistas verão o caminho da liberdade sendo pavimentado.

O Brasil corre o risco de trocar um estadista, respeitado no mundo inteiro, por um representante das milícias e um herdeiro do golpismo. As conexões de Flávio com o submundo do crime são fortes demais para não termos a convicção de que o Planalto se tornará um puxadinho das máfias que o patrocinam.

 

Mas esse apocalipse está cada vez mais longe de ser inevitável. Nas últimas três semanas, a militância de esquerda e do campo democrático virou o jogo nas ruas e nas redes. A um dia da eleição, as pesquisas mostram empate entre os candidatos, mas com tendência de subida de Lula e queda de Flávio.

 

Ao fim do primeiro turno, a possibilidade de uma virada parecia improvável. Agora já é uma possibilidade real. A mobilização em defesa da democracia está sendo histórica. Nunca se viu algo dessa magnitude na história do país.

 

Qualquer que seja o resultado das urnas, o jogo político contará com uma novidade daqui pra frente: o movimento de massas em defesa da democracia nas ruas e nas redes sociais. O bolsonarismo nunca enfrentou um bicho desse tamanho. Sigamos atentos e fortes. E que domingo triunfem a democracia e o povo brasileiro!

 

 

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

 INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL – (José Nílton Mariano Saraiva) 

Nos confins do universo, navegando a uma velocidade supersônica na imensidão infinita do cosmos, ao abrigo e no interior daquele insignificante artefato construído pela “raça humana”, desenrolava-se um drama inimaginável: é que, através do recurso conhecido como leitura labial, HAL houvera descoberto que os até então dois fiéis companheiros de viagem tencionavam eliminá-lo da missão, silenciá-lo de vez, descartá-lo como um dos responsáveis pelo sucesso da empreitada, seguindo viagem sozinhos. 

Então, a partir daí, depois de infrutíferas tentativas de persuasão, ciente de que não poderia dissuadi-los a desistir de uma viagem que considerava inviável, HAL arquitetou e pôs em prática, paulatinamente, seu fulminante contra-ataque, que culminou por levar o homem (agora, um único sobrevivente) a romper sua dimensão temporal, transportando-o a uma outra galáxia, uma outra dimensão, onde ele (homem), morre e, paradoxalmente, renasce para a vida, começando tudo de novo, só que longe do seu habitat natural.


Sem maiores pretensões, este é um resumo enxuto de uma das maiores obras de ficção científica já produzidas pelo homem, o filme “2001-Uma Odisseia no Espaço”, narrativa premonitória das dificuldades que, no futuro, o homem (tripulantes de aviões ou de uma nave espacial) teriam que enfrentar quando tivessem que “bater de frente” com sua própria criação: a máquina inteligente, o computador HAL. O célebre conflito criador versus criatura.


Produzido numa época (1968) em que ainda não existiam os famosos “efeitos especiais”, onde o aparato e instrumental tecnológico era uma brincadeira de criança em comparação ao existente nos dias atuais, onde a limitação orçamentária era uma realidade, e sem contar em seu “cast” com nenhum ator famoso capaz de chamar bilheteria, “2001-Uma Odisseia no Espaço” nos mostrava, lá atrás, no hoje distante 1968, a tenebrosa perspectiva de que um dia a “criatura” enfim se rebelasse contra o “criador”, quer que por mero “ciúme” ou, então, pela não aceitação de manter-se “subjugado” a uma “mente inferior”.
 

A pergunta é: agora, que a INTELIGENCIA ARTIFICIAL veio pra ficar, quem conseguirá obstá-la ??? Pra onde ela nos levará ??? O que será do “homo sapiens” ??? Tornar-se-á um servo da máquina inteligente, criada por ele próprio ???

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

TAL PAI...TAL FILHO ??? EQUIVALEM-SE ??? – José Nílton Mariano Saraiva

E nem faz tanto tempo assim. Mas, como o brasileiro é um eterno saudosista, pra quem quiser ver e ouvir, temos na Internet um vídeo onde o então Deputado Federal, Jair Bolsonaro afirma de forma incisiva e  peremptória que o país... “só vai mudar no dia que partir para uma guerra civil aqui dentro, e fazendo o trabalho que o regime militar não fez: MATANDO uns 30 mil” (mais tarde, na pandemia, ele pôde exercer na plenitude essa sua porção macabra, contribuindo decisivamente para as 700 mil mortes de patrícios, ao negar vacina a quem precisava).

Já mais recentemente, o filho, Flávio Bolsonaro, lembrou muito a “essência” do pai quando, na condição de Deputado Estadual pelo Rio de Janeiro, vociferou na tribuna, em 13.10.2004 que, em termos de SEGURANÇA PÚBLICA, o melhor a fazer seria um “programa massivo de laqueadura e vasectomia em hospitais públicos”.

Resumindo: para o pai (Bolsonaro) MATAR era a solução definitiva, enquanto que para o filho (Flávio), privar homens e mulheres da capacidade de REPRODUZIR (ou TORNÁ-LOS INFERTIL), através de uma política de Estado, seria a melhor alternativa. Existiria uma equivalência entre as duas alternativas ???

No mais, embora o candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, tente negar a intenção de, em um seu suposto governo, acabar com os programas Farmácia Popular e Bolsa Família, não custa lembrar que, quando Deputado Estadual no Rio de Janeiro, chamou de “politicagem” o dinheiro dispendido nesses programas, cobrando do governo que parasse de... “usar o dinheiro dos nossos impostos para ficar simplesmente torrando em restaurantes e farmácias populares”.

Portanto, não cabe que aceitemos agora, candidamente, que referida figura venha a público trombetear que, na perspectiva de assumir o governo, irá melhorar o Bolsa Família e o programa Farmácia Popular, dentre outros. 

Trata-se de pura embromação, papo furado, conversa pra boi dormir, relato de quinta categoria para enganar os incautos.   

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

NÚMEROS SUPERLATIVOS (E DECISIVOS), E VAMOS CHEGAR LÁ, SIM – José Nílton Mariano Saraiva


Somando-se as abstenções (33.400.000), os nulos (3.500.000) e os em branco (2.300.000) temos um somatório de 39.200.000 (TRINTA E NOVE MILHÕES E DUZENTOS MIL) de votos não aproveitados, com potencial para decidir qualquer eleição, aqui ou alhures.

A partir daí, pesquisadores mapearam como esses números prejudicaram a candidatura de Lula da Silva, no primeiro turno, principalmente a partir dos perfis da abstenção. São grupos de idosos acima de 70 anos; população de baixa renda prejudicada pelo endividamento, impacto das apostas e pela inflação dos alimentos; e pessoas tomadas pela apatia e desencanto com a política.

O segredo, então, é tratar de acordar esse superlativo contingente de brasileiros, faze-los crer que o futuro do país está em suas mãos, mostrar-lhes a importância de exercerem com dignidade sua cidadania, seu apreço, seu respeito, sua determinação e, principalmente, seu RETUMBANTE NÃO à implantação do fascismo por essas bandas.

XÔ, BOLSONARISTAS TRAIDORES DA PÁTRIA !!!

domingo, 11 de outubro de 2026

NUVENS NEGRAS NO HORIZONTE DO PROLETARIADO – José Nílton Mariano Saraiva

Na perspectiva, sombria, mas não excludente, do candidato reconhecidamente amigo e condecorador de milicianos, Flávio “rachadinha” Bolsonaro, chegar lá (o que poderia ser considerado uma tragédia descomunal), definitivamente as portas do inferno escancarar-se-ão à nação brasileira, especialmente em relação à classe trabalhadora.

E isso está perfeitamente delineado quando ele, o rachadinha, advoga, com ênfase e diuturnamente, a adoção de um regime de trabalho flexível (ou intermitente), onde o salário mínimo e o piso da categoria serviriam de referência para calcular O VALOR DA HORA TRABALHADA, MAS SEM ASSEGURAR O PAGAMENTO MENSAL INTEGRAL A QUEM TIVESSE UMA JORNADA MENOR.

Ou seja, com menos horas contratadas (e aí o patrão é quem vai determinar e o trabalhador não pode emitir um pio), seriam menores o salário do mês, o décimo terceiro, a remuneração das férias e os depósitos do FGTS. Em português límpido e cristalino: a redução da jornada de trabalho viria acompanhada da redução da renda. Simples assim.

Alfim, seria calamitosamente imperdoável não transcrever aqui o que disse o Paulo Guedes naquela famosa reunião ministerial com o hoje presidiário/tornozeleiro, Bozo:  “EU QUERO É QUE ELES (TRABALHADORES) SE FODAM. JÁ COLOQUEI UMA GRANADA NO BOLSO DELES”.

A propósito, de bom alvitre seria não olvidar que, segundo divulga a mídia, Paulo Guedes e sua corriola estariam cotados a voltarem à cena, o que literalmente significaria nuvens negras no horizonte do proletariado.

E aí, você, aí do outro lado da telinha, vai ou não de 13 ???