por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



domingo, 25 de outubro de 2026

 

O DIA “D” DO BRASIL – NOSSO FUTURO EM JOGO

 

Hoje, o Brasil vai decidir se manterá Lula na presidência ou se o substituirá pelo pior filho de Jair Bolsonaro (não tem nenhum que preste). Flávio é, disparado, o candidato com as piores credenciais morais que já se viu na história das eleições presidenciais. Nem o pai se enfiou tão profundamente na lama.

 

Flávio estreou na política como funcionário fantasma – era assistente técnico de gabinete na liderança do PPB em Brasília, enquanto cursava a faculdade de Direito no Rio de Janeiro. Depois, como deputado estadual, colocou seu gabinete a serviço da milícia, e agora, como senador, foi patrocinado pelo banqueiro mais ladrão do país.

 

Flávio elevou os esquemas da família para um outro patamar. Saiu das rachadinhas e do funcionalismo fantasma — duas tradições familiares — e foi para os grandes negócios. No Rio de Janeiro, seu grupo político está envolvido com o crime organizado, com vários deles presos. Em Brasília, como senador, Flávio mantinha contatos com grandes empresários interessados em fazer negócios com o governo do seu pai.

 

As digitais do 01 aparecem em grandes escândalos de corrupção do país. A coisa vai de “Dark Horse” e Banco Master à compra de vacinas superfaturadas e sociedade oculta em empresas de apostas esportivas. Nós estamos falando de um candidato cujos maiores doadores foram denunciados por corrupção e contrabando.

 

O triunfo eleitoral será o triunfo de Daniel Vorcaro, do crime organizado do Rio de Janeiro e das gangues empresariais que tomam Brasília de assalto.

 

Na reta final da campanha presidencial, uma sucessão de revelações e novos desdobramentos jurídicos colocaram Flávio, mais uma vez, no centro de graves escândalos de corrupção, lavagem de dinheiro e conduta moral incompatível com a imagem de bom cristão que ele tenta fabricar.

Entre tantas denúncias nas últimas semanas, destaca-se uma reportagem da revista Piauí que detalhou um encontro que uma dessas gangues empresariais organizou com o senador.

 

O episódio é um resumo muito bem acabado do que é Flávio Bolsonaro. Tudo o que é descrito ali é tão caricato, tão previsível, que parece roteiro de filme de máfia meia-boca da Netflix.

 

No auge da pandemia, em 2020, quando o país enterrava seus mortos e sofria nas mãos de um presidente que boicotou a compra da vacina, Flávio Bolsonaro participou de uma farra com prostitutas e lobistas.

 

Entre eles, estava Emerson Maximiano, dono da Precisa Medicamentos, a empresa que estava intermediando uma venda superfaturada da vacina Covaxin ao governo federal. Enquanto os brasileiros sofriam com a doença e ficavam em casa para conter o vírus, Flávio Bolsonaro estava em uma lancha no Lago Paranoá, comandando negociatas com vacinas e fazendo churrasco com prostitutas.

 

Ao fim da festinha, depois que Flávio voltou do quarto com a prostituta, um dos diretores da Precisa Medicamentos tirou o relógio rolex do pulso e colocou no do senador, que foi embora para casa ostentando o presentinho.

 

Três meses depois da orgia na lancha, os donos da Precisa Medicamentos fizeram uma reunião com o então presidente do BNDES, Gustavo Montezano. O senador não só conseguiu agendar a reunião como participou dela.

Esse é Flávio Bolsonaro.

 

Em público, um homem de família implacável contra a corrupção. No privado, traía a esposa e confraternizava com empresários com interesses no governo do seu pai. Esse é o tamanho da hipocrisia de um homem criado por Jair Bolsonaro.

 

De todas as corrupções do bolsonarismo, a mais preocupante é a corrupção da democracia. A vitória de Flávio não será apenas a vitória da bandidagem que ele representa, mas a vitória do golpismo que atormentou o país nos últimos anos.

 

É a vitória de Daniel Vorcaro, mas também do 8 de Janeiro, que ganhará uma espécie de aval das urnas. Os ventos mudarão de lado e tanto o banqueiro quanto os golpistas verão o caminho da liberdade sendo pavimentado.

 

O Brasil corre o risco de trocar um estadista, respeitado no mundo inteiro, por um representante das milícias e um herdeiro do golpismo. As conexões de Flávio com o submundo do crime são fortes demais para não termos a convicção de que o Planalto se tornará um puxadinho das máfias que o patrocinam.

 

Mas esse apocalipse está cada vez mais longe de ser inevitável. Nas últimas três semanas, a militância de esquerda e do campo democrático virou o jogo nas ruas e nas redes. A um dia da eleição, as pesquisas mostram empate entre os candidatos, mas com tendência de subida de Lula e queda de Flávio.

 

Ao fim do primeiro turno, a possibilidade de uma virada parecia improvável. Agora já é uma possibilidade real. A mobilização em defesa da democracia está sendo histórica. Nunca se viu algo dessa magnitude na história do país.

 

Qualquer que seja o resultado das urnas, o jogo político contará com uma novidade daqui pra frente: o movimento de massas em defesa da democracia nas ruas e nas redes sociais. O bolsonarismo nunca enfrentou um bicho desse tamanho. Sigamos atentos e fortes. E que domingo triunfem a democracia e o povo brasileiro! É a vitória de Daniel Vorcaro, mas também do 8 de Janeiro, que ganhará uma espécie de aval das urnas. Os ventos mudarão de lado e tanto o banqueiro quanto os golpistas verão o caminho da liberdade sendo pavimentado.

O Brasil corre o risco de trocar um estadista, respeitado no mundo inteiro, por um representante das milícias e um herdeiro do golpismo. As conexões de Flávio com o submundo do crime são fortes demais para não termos a convicção de que o Planalto se tornará um puxadinho das máfias que o patrocinam.

 

Mas esse apocalipse está cada vez mais longe de ser inevitável. Nas últimas três semanas, a militância de esquerda e do campo democrático virou o jogo nas ruas e nas redes. A um dia da eleição, as pesquisas mostram empate entre os candidatos, mas com tendência de subida de Lula e queda de Flávio.

 

Ao fim do primeiro turno, a possibilidade de uma virada parecia improvável. Agora já é uma possibilidade real. A mobilização em defesa da democracia está sendo histórica. Nunca se viu algo dessa magnitude na história do país.

 

Qualquer que seja o resultado das urnas, o jogo político contará com uma novidade daqui pra frente: o movimento de massas em defesa da democracia nas ruas e nas redes sociais. O bolsonarismo nunca enfrentou um bicho desse tamanho. Sigamos atentos e fortes. E que domingo triunfem a democracia e o povo brasileiro!

 

 

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

 INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL – (José Nílton Mariano Saraiva) 

Nos confins do universo, navegando a uma velocidade supersônica na imensidão infinita do cosmos, ao abrigo e no interior daquele insignificante artefato construído pela “raça humana”, desenrolava-se um drama inimaginável: é que, através do recurso conhecido como leitura labial, HAL houvera descoberto que os até então dois fiéis companheiros de viagem tencionavam eliminá-lo da missão, silenciá-lo de vez, descartá-lo como um dos responsáveis pelo sucesso da empreitada, seguindo viagem sozinhos. 

Então, a partir daí, depois de infrutíferas tentativas de persuasão, ciente de que não poderia dissuadi-los a desistir de uma viagem que considerava inviável, HAL arquitetou e pôs em prática, paulatinamente, seu fulminante contra-ataque, que culminou por levar o homem (agora, um único sobrevivente) a romper sua dimensão temporal, transportando-o a uma outra galáxia, uma outra dimensão, onde ele (homem), morre e, paradoxalmente, renasce para a vida, começando tudo de novo, só que longe do seu habitat natural.


Sem maiores pretensões, este é um resumo enxuto de uma das maiores obras de ficção científica já produzidas pelo homem, o filme “2001-Uma Odisseia no Espaço”, narrativa premonitória das dificuldades que, no futuro, o homem (tripulantes de aviões ou de uma nave espacial) teriam que enfrentar quando tivessem que “bater de frente” com sua própria criação: a máquina inteligente, o computador HAL. O célebre conflito criador versus criatura.


Produzido numa época (1968) em que ainda não existiam os famosos “efeitos especiais”, onde o aparato e instrumental tecnológico era uma brincadeira de criança em comparação ao existente nos dias atuais, onde a limitação orçamentária era uma realidade, e sem contar em seu “cast” com nenhum ator famoso capaz de chamar bilheteria, “2001-Uma Odisseia no Espaço” nos mostrava, lá atrás, no hoje distante 1968, a tenebrosa perspectiva de que um dia a “criatura” enfim se rebelasse contra o “criador”, quer que por mero “ciúme” ou, então, pela não aceitação de manter-se “subjugado” a uma “mente inferior”.
 

A pergunta é: agora, que a INTELIGENCIA ARTIFICIAL veio pra ficar, quem conseguirá obstá-la ??? Pra onde ela nos levará ??? O que será do “homo sapiens” ??? Tornar-se-á um servo da máquina inteligente, criada por ele próprio ???

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

TAL PAI...TAL FILHO ??? EQUIVALEM-SE ??? – José Nílton Mariano Saraiva

E nem faz tanto tempo assim. Mas, como o brasileiro é um eterno saudosista, pra quem quiser ver e ouvir, temos na Internet um vídeo onde o então Deputado Federal, Jair Bolsonaro afirma de forma incisiva e  peremptória que o país... “só vai mudar no dia que partir para uma guerra civil aqui dentro, e fazendo o trabalho que o regime militar não fez: MATANDO uns 30 mil” (mais tarde, na pandemia, ele pôde exercer na plenitude essa sua porção macabra, contribuindo decisivamente para as 700 mil mortes de patrícios, ao negar vacina a quem precisava).

Já mais recentemente, o filho, Flávio Bolsonaro, lembrou muito a “essência” do pai quando, na condição de Deputado Estadual pelo Rio de Janeiro, vociferou na tribuna, em 13.10.2004 que, em termos de SEGURANÇA PÚBLICA, o melhor a fazer seria um “programa massivo de laqueadura e vasectomia em hospitais públicos”.

Resumindo: para o pai (Bolsonaro) MATAR era a solução definitiva, enquanto que para o filho (Flávio), privar homens e mulheres da capacidade de REPRODUZIR (ou TORNÁ-LOS INFERTIL), através de uma política de Estado, seria a melhor alternativa. Existiria uma equivalência entre as duas alternativas ???

No mais, embora o candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, tente negar a intenção de, em um seu suposto governo, acabar com os programas Farmácia Popular e Bolsa Família, não custa lembrar que, quando Deputado Estadual no Rio de Janeiro, chamou de “politicagem” o dinheiro dispendido nesses programas, cobrando do governo que parasse de... “usar o dinheiro dos nossos impostos para ficar simplesmente torrando em restaurantes e farmácias populares”.

Portanto, não cabe que aceitemos agora, candidamente, que referida figura venha a público trombetear que, na perspectiva de assumir o governo, irá melhorar o Bolsa Família e o programa Farmácia Popular, dentre outros. 

Trata-se de pura embromação, papo furado, conversa pra boi dormir, relato de quinta categoria para enganar os incautos.   

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

NÚMEROS SUPERLATIVOS (E DECISIVOS), E VAMOS CHEGAR LÁ, SIM – José Nílton Mariano Saraiva


Somando-se as abstenções (33.400.000), os nulos (3.500.000) e os em branco (2.300.000) temos um somatório de 39.200.000 (TRINTA E NOVE MILHÕES E DUZENTOS MIL) de votos não aproveitados, com potencial para decidir qualquer eleição, aqui ou alhures.

A partir daí, pesquisadores mapearam como esses números prejudicaram a candidatura de Lula da Silva, no primeiro turno, principalmente a partir dos perfis da abstenção. São grupos de idosos acima de 70 anos; população de baixa renda prejudicada pelo endividamento, impacto das apostas e pela inflação dos alimentos; e pessoas tomadas pela apatia e desencanto com a política.

O segredo, então, é tratar de acordar esse superlativo contingente de brasileiros, faze-los crer que o futuro do país está em suas mãos, mostrar-lhes a importância de exercerem com dignidade sua cidadania, seu apreço, seu respeito, sua determinação e, principalmente, seu RETUMBANTE NÃO à implantação do fascismo por essas bandas.

XÔ, BOLSONARISTAS TRAIDORES DA PÁTRIA !!!

domingo, 11 de outubro de 2026

NUVENS NEGRAS NO HORIZONTE DO PROLETARIADO – José Nílton Mariano Saraiva

Na perspectiva, sombria, mas não excludente, do candidato reconhecidamente amigo e condecorador de milicianos, Flávio “rachadinha” Bolsonaro, chegar lá (o que poderia ser considerado uma tragédia descomunal), definitivamente as portas do inferno escancarar-se-ão à nação brasileira, especialmente em relação à classe trabalhadora.

E isso está perfeitamente delineado quando ele, o rachadinha, advoga, com ênfase e diuturnamente, a adoção de um regime de trabalho flexível (ou intermitente), onde o salário mínimo e o piso da categoria serviriam de referência para calcular O VALOR DA HORA TRABALHADA, MAS SEM ASSEGURAR O PAGAMENTO MENSAL INTEGRAL A QUEM TIVESSE UMA JORNADA MENOR.

Ou seja, com menos horas contratadas (e aí o patrão é quem vai determinar e o trabalhador não pode emitir um pio), seriam menores o salário do mês, o décimo terceiro, a remuneração das férias e os depósitos do FGTS. Em português límpido e cristalino: a redução da jornada de trabalho viria acompanhada da redução da renda. Simples assim.

Alfim, seria calamitosamente imperdoável não transcrever aqui o que disse o Paulo Guedes naquela famosa reunião ministerial com o hoje presidiário/tornozeleiro, Bozo:  “EU QUERO É QUE ELES (TRABALHADORES) SE FODAM. JÁ COLOQUEI UMA GRANADA NO BOLSO DELES”.

A propósito, de bom alvitre seria não olvidar que, segundo divulga a mídia, Paulo Guedes e sua corriola estariam cotados a voltarem à cena, o que literalmente significaria nuvens negras no horizonte do proletariado.

E aí, você, aí do outro lado da telinha, vai ou não de 13 ???    

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

 UMA FIGURA MEDÍOCRE E SEM EXPRESSÃO – José Nilton Mariano Saraiva

 

“O Master é de Lula; o PIX de Bolsonaro”, esta a expressão usada pelo reconhecido apoiador de milicianos Flávio rachadinha Bolsonaro, em recentes declarações à mídia tupiniquim.

Embora todo mundo saiba que o Banco Master, do Volcaro, recebeu a carta homologatória de funcionamento no governo Bolsonaro, via presidente do Banco Central, Campos Neto, enquanto o PIX houvera sido criado lá atrás, no governo Temer, estas foram duas grandes mentiras proferidas pelo despreparado, vazio e “condecorador” de milicianos Flávio Bolsonaro, hoje candidato à Presidência da República.

Aliás, mentir é uma das especialidades desse desqualificado, sem que a corrupta mídia nacional coloque a questão em pratos limpos, indagando-o sobre, mas de forma incisiva e contundente, a fim de desmoralizá-lo de vez. Simples assim.

Pego, em gravações que metade do mundo e a outra banda ouviram ou tomaram conhecimento, implorando que o Vorcaro (já preso e usando tornozeleira eletrônica)  liberasse milhões e milhões de reais, para benefício da sua corja, num primeiro momento negou, para, logo após, admitir, ante a contundência dos fatos (aqui, a suspeita é que a ruma de dinheiro serviria pra bancar a estadia do irmão, traidor da pátria, Eduardo Bolsonaro, que há meses se encontra nos Estados Unidos, desempregado e sem nenhuma renda fixa, mas com vida nababesca,  conspirando contra o Brasil).    

“Rachador” dos salários dos funcionários do seu gabinete de deputado, tem ainda o “mérito” de contratar/abrigar nesse mesmo gabinete não só a mãe do miliciano que foi por ele condecorado (quando ainda preso), como também uma sua irmã.

Enquanto de público tece loas à família e à religião, foi acusado de ser um ativo praticante de orgias sexuais com prostitutas, que jamais negou, até porque a acusação, com direito a fotos, partiu de um ex-sócio na sua loja de venda de chocolates, em quem deu um cano deslumbrante, embora se suspeite que tal ambiente servia, na verdade, para lavar o dinheiro do crime.

A propósito, o dinheiro era tanto, que lhe serviu para, de forma imprudente (tal a certeza da impunidade), adquirir uma mansão em Brasília, com pagamento à vista, com o registro do imóvel feito numa cidade distante quilômetros da capital federal, como se pretendesse esconder algo amoral e imoral.

Hoje, candidato à Presidência da República (por simples capricho do pai-bandido), vocifera aos quatro ventos que, se eleito, dará prosseguimento às políticas adotadas por ele (ou seja, a continuação do fascismo, em seu mais nefasto e puro esplendor), ao tempo que que já mostrou disposição para, caso se eleja, trabalhar com membros do governo Trump na “transição” governamental (algo nunca visto em todo o mundo),  

Acabar com o Bolsa Família, com o SUS, com a Farmácia Popular, com o programa Minha Casa. Minha Vida, com o aumento real do salário mínimo, com o programa Pé de Meia, com o Gás do Povo, com a aposentadoria dos servidores, com a estabilidade no emprego, com o Prouni, o Fies, o Mais Médicos, com a Transposição do Rio São Francisco, Ferrovias Norte-Sul e Transnordestina e com as demais políticas sociais implementadas pelo governo Lula, é o seu objetivo maior (além de, prioridade maior, livrar o pai da cadeia e repatriar o irmão traidor da pátria).

Ante tudo isso, é difícil imaginar o “porquê” ou a razão de milhões e milhões de brasileiros votarem numa excrescência dessas, numa figura rasteira e desqualificada como essa.

Afinal, Flávio Bolsonaro nada mais é do que o filho do pai, um CPF corrompido, um homem medíocre e sem expressão, sem história, sem planos e sem ideias, menos um político que um sobrenome. 

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

 A TEIMOSIA DA ESPERANÇA

Diante do desprezo à vida e do ataque às instituições, o único caminho é a democracia
Rubem Alves escreveu sobre a teimosia da esperança. “Hoje não há razões para otimismo. Hoje só é possível ter esperança. Esperança é o oposto do otimismo. Otimismo é quando, sendo primavera do lado de fora, nasce a primavera do lado de dentro. Esperança é quando, sendo seca absoluta do lado de fora, continuam as fontes a borbulhar dentro do coração.”
Em Pedagogia da Esperança, Paulo Freire afirma que ser esperançoso é um imperativo existencial. Mas faz uma ressalva fundamental. “Não quero dizer, porém, que, porque esperançoso, atribuo à minha esperança o poder de transformar a realidade e, assim, convencido, parto para o embate sem levar em consideração os dados concretos, materiais, afirmando que minha esperança basta. Minha esperança é necessária, mas não é suficiente. Ela, só, não ganha a luta, mas sem ela a luta fraqueja e titubeia. Precisamos da esperança crítica, como o peixe necessita de água despoluída.”
É numa combinação dessa esperança e de um medo de quem acompanhou de perto as movimentações eleitorais e das campanhas que tento pensar o Brasil de agora.
Sim, medo. Fui acometida por ele várias vezes ao longo das últimas semanas ao pensar na possibilidade real de um governo autoritário – agora, com o apoio de Donald Trump na Casa Branca. A ideia de que o processo eleitoral é um ritual periódico de alternância de poder ruiu há muito tempo.
A extrema direita está longe de se comportar como uma oposição institucional legítima. Ainda assim, a imprensa hegemônica tenta nos fazer engolir – em meio a sabatinas, debates e manchetes que operam na lógica do jornalismo declaratório – que está em jogo a preferência por um ou outro modelo econômico; ou que estamos debatendo somente uma ou outra divergência programática sobre políticas públicas. Não. Estamos falando da própria sobrevivência das instituições, da nossa soberania e dos direitos humanos mais básicos.
Já vimos esse filme. No governo de Jair Bolsonaro, a imprensa era inimiga. A violência era estimulada dia e noite. As urnas foram descredibilizadas e as instituições sofreram uma série de ataques. A ciência, a educação e a cultura eram tratadas como ameaças. As mortes de milhares de brasileiros pareciam mero detalhe no caminho de um projeto de poder autocrático.
Enquanto famílias enterravam seus mortos durante a pandemia de covid-19, o presidente dizia: “E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê?”. Quando questionado sobre a responsabilidade diante das vítimas, respondeu: “Não sou coveiro”. Gabando-se de um suposto “histórico de atleta”, caso fosse contaminado pelo vírus, disse que teria apenas uma “gripezinha”. Bolsonaro chegou a imitar doentes com falta de ar e a dizer que o Brasil precisava deixar de ser “um país de maricas”.
O conceito de necropolítica, de Achille Mbembe, é a administração de quem vive e quem morre. Em outras palavras, quais grupos são sacrificados em nome de uma suposta ordem. No governo Bolsonaro, o país viu essa lógica operar de maneira brutal. Não se tratava de incompetência. Era método. O presidente minimizou a doença, atacou medidas de proteção, desqualificou as vítimas e estimulou a desconfiança das vacinas – com consequências sentidas até hoje na nossa cobertura vacinal –, tratando a proteção coletiva como disputa ideológica.
O caos produzido por Bolsonaro mobilizava sua base radicalizada, enquanto desorganizava o debate público, intimidava adversários e deslocava a discussão dos problemas concretos para a guerra cultural.
O perigo que Flávio Bolsonaro representa para as instituições brasileiras é a continuidade desse projeto de degradação. Mas não só. Como alertei na minha última coluna na Liberta (sobre o risco Flávio e a institucionalização de um narcoestado), seria a ponte perfeita entre a violência que subjuga territórios e o pragmatismo amoral do mercado financeiro. O que está em jogo neste pleito é se permitiremos que o comando do Estado brasileiro seja capturado e transformado em um balcão de negócios para o crime e o extremismo.
Não há espaço para ceder ao derrotismo ou à apatia – é exatamente nessa brecha que o neofascismo busca se fortalecer. A desesperança é uma arma de dominação política. Quando a sociedade se convence de que nada mais pode ser feito, a extrema direita encontra o terreno para avançar.
Teimamos em ter esperança, justamente, porque sabemos qual é a destruição produzida pelo autoritarismo. Nos últimos quatro anos, buscamos reconstruir, pouco a pouco, aquilo que foi barbarizado. Há forças políticas capazes de disputar o futuro, a dignidade e o sonho de uma nação. O Brasil não está condenado a repetir uma distopia dos anos Bolsonaro. E é nesse sentido que a esperança crítica de Paulo Freire nos convoca à mobilização: ocupar as ruas, conversar com indecisos, disputar o sentido da história.
O voto que depositamos nas urnas, em um primeiro e no provável segundo turno, não representa apenas a nossa perspectiva individual e visão de mundo. É a nossa reafirmação como existência coletiva e do país que queremos construir.
A esperança, aqui, é a decisão política de agir – para que a barbárie não seja aceita como destino.
Gabriela Varella - Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero.

 O “CABEÇA DE PREGO” IMPÔS UMA DERROTA HUMILHANTE AO DECADENTE CIRO GOMES – José Nílton Mariano Saraiva

Na época em que ainda poderia ser considerado um bom e equilibrado tribuno, Ciro Gomes chegou a concorrer em quatro oportunidades à Presidência da República, sem, no entanto,  nunca obter sucesso; e, na última vez, então, conseguiu ridículos 03 pontos percentuais dos votos válidos.

Na vã ilusão que conseguiria enganar o eleitorado cearense, “baixou de patente” ao resolver concorrer ao governo do Estado do Ceará, no pressuposto que sua conversa mole surtiria efeito.

Falastrão, arrogante e prepotente (como o é), em mais de uma oportunidade, durante os recentes debates políticos visando a cadeira governamental, o senhor Ciro Gomes, mostrando-se impaciente e nervoso, chegou a rotular o adversário, Elmano de Freitas, como “cabeça de prego”, numa atitude claramente depreciativa ou provocativa.

Afinal, não é preciso que se seja nenhum expert sobre, para constatar tratar-se - o “cabeça de prego” - uma expressão idiomática que, naquele momento especifico, consistiu em nominar o oponente como teimoso, cabeça dura ou pouco inteligente.

A resposta veio num supersônico: Elmano de Freitas aplicou-lhe uma tremenda goleada, e ele ainda teve o desprazer de ver os seus senadores bolsonaristas (o tal do capitão Wágner – aquele do motim policial de anos atrás - bem como um tal de Alcides Fernandes – quem, quem, quem ??? - escorregarem feio na maionese).

Pra completar, vitória insofismável do irmão, agora BI Senador Cid Gomes e da aguerrida Luizianne Lins.

Moral da história: o “cabeça de prego” impôs uma humilhante derrota ao decadente Ciro Gomes.