“VENEZUELA
– A BOLA DA VEZ” - José Nilton Mariano Saraiva
Comprovada e irremediavelmente falidos em termos econômicos, enfrentando um avassalador e corrosivo processo de decadência, inclusive moral e ética, mesmo assim a nação americana (EUA) se nos apresenta (ainda) como uma das maiores potências do mundo em termos técnico, científico e poderio bélico.
Como, no
entanto, a “fonte” que sustentava tudo isso - suas reservas petrolíferas - rapidamente
se exauriram em função da “farra” e mau uso durante décadas (seu consumo
interno sempre se manteve nas alturas, resultando infrutíferas todas as
tentativas de diminuí-lo) bem como ainda não se consolidaram quaisquer outras fontes
alternativo-substitutas, no médio prazo, há, sim, a possibilidade iminente de um
“stop” da atividade produtiva do próprio país, dentro de certa brevidade.
Portanto, pra que se mantenha a máquina em funcionamento há o imperioso desafio de “encontrar”, "extrair" ou “tomar de conta” de reservas petrolíferas, onde houver petróleo abundante e em excesso (além mares), senão este, que ainda é um dos países mais poderoso do mundo, inexoravelmente irá à lona, restará nocauteado.
Para a consecução
de tal desiderato, uma das mais eficientes armas utilizadas até aqui tem sido a
distorção de informações, propagadas por uma mídia amestrada, dócil e cooptada,
espalhada pelo mundo, que tem papel preponderante na fixação do uso de certos
métodos heterodoxos de “convencimento”, objetivando sejam atropelados ou
aniquilados aqueles que se lhes postarem
à frente, ou, até mesmo, os que ousem contestá-los ou confrontá-los (desde
quando, por exemplo, os americanos respeitam esses tais fóruns coletivos internacionais
tipo a OTAN, ONU, G-8 e tal, quando resolvem que têm de intervir mundo afora ???).
Assim,
nada mais conveniente e apropriado (pra eles, americanos) que tentarem difundir
e manter o galardão de “xerifes” do mundo, defensores da raça humana, protetores
dos desvalidos, última reserva moral do planeta, solução para todos os males
dos terráqueos, mesmo que a sua inescrupulosa e belicista prática diária se
contraponha a tal teoria; necessário, para tanto, a provocação e manutenção
indefinida de um “conflitozinho” básico com um país periférico qualquer (contanto
que abarrotado de petróleo) a fim de que, quando a coisa apertar mais e se
tornar necessário (como agora, com a Venezuela), possam desestabilizá-los, descredenciá-los,
jogá-los às feras, pô-los contra o resto do mundo e, alfim, invadi-los e tomar
de conta das suas portentosas reservas minerais.
Afinal,
quem não lembra do ocorrido anos atrás no Iraque (lá no distante Oriente Médio),
quando os "gringos", sob o fajuto e inconsistente argumento da
existência de letais armas químicas com potencial de destruir a própria
humanidade (que, desde o começo desconfiava-se, e posteriormente comprovou-se
tratar-se de uma deslavada mentira) acionaram sua mortífera e poderosa força
bélica, ao custo de bilhões de dólares e milhares de vida humana, com o
objetivo único e exclusivo de apoderar-se das portentosas reservas petrolíferas
iraquianas, como realmente aconteceu ???
Para
tanto, não tiveram nenhum escrúpulo de antecipadamente “anunciar”, para
posteriormente executar a “caça, julgamento
e assassinato” em tempo recorde (na forca e com transmissão ao vivo e a cores
para todo o planeta), do presidente Saddam Hussein (ou alguém tem dúvida que
aquilo ali foi um verdadeiro assassinato, mesmo se sabendo tratar-se de um
ditadozinho de quinta categoria) ??? Afinal, aquilo foi ou não uma “interferência
indevida” em assuntos internos de uma nação independente ???
E agora a
“bola da vez” da imperialista determinação americana foi a nossa vizinha e
sofrida Venezuela (dona da maior jazida petrolífera do mundo, suplantando até a
Arábia Saudita), daí a midiática e avassaladora satanização do Chávez (falecido)
e agora o sequestro, remoção e prisão em território americano, do presidente Maduro
(sem dúvida ditadores perigosos), de par com a suspeita e providencial
instalação de bases militares na Colômbia, sob o falso argumento de combate aos
narcotraficantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
É imprescindível, pois, que os “sul-americanos” nos cuidemos (o Brasil, em particular), que tomemos nossas precauções, nos mantenhamos de olhos abertos, preparemo-nos pra botar a boca no trombone, porque, quando o nosso novo pré-sal (lá para os lados do Amapá) estiver em sua capacidade plena, quando nos tornarmos exportadores do “ouro negro”, eles já estarão por aqui, na vizinhança, à espreita, esperando pra dá o bote mortal (a propósito, lembram da Base Espacial de Alcântara, no Maranhão, lhes entregue de mão beijada por FHC, e onde os brasileiros são proibidos até de passar nos arredores ???).
Ou alguém
tem alguma dúvida de que os constantes deslocamentos da 4ª frota naval
americana para “exercícios” no “Atlântico-Sul” não guarda um objetivo muito bem
definido, tal qual aconteceu com os navios “yankes” ancorados nas cercanias do Iraque,
à época ???
Fica,
pois, o alerta: cuidado, muito cuidado, definitivamente ELES... JÁ CHEGARAM (e
não se trata de nenhuma invasão alienígena).