por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



sábado, 7 de fevereiro de 2026

“VENEZUELA – A BOLA DA VEZ” - José Nilton Mariano Saraiva

Comprovada e irremediavelmente falidos em termos econômicos, enfrentando um avassalador e corrosivo processo de decadência, inclusive moral e ética, mesmo assim a nação americana (EUA) se nos apresenta (ainda) como uma das maiores potências do mundo em termos técnico, científico e poderio bélico.

Como, no entanto, a “fonte” que sustentava tudo isso - suas reservas petrolíferas - rapidamente se exauriram em função da “farra” e mau uso durante décadas (seu consumo interno sempre se manteve nas alturas, resultando infrutíferas todas as tentativas de diminuí-lo) bem como ainda não se consolidaram quaisquer outras fontes alternativo-substitutas, no médio prazo, há, sim, a possibilidade iminente de um “stop” da atividade produtiva do próprio país, dentro de certa brevidade. 

Portanto, pra que se mantenha a máquina em funcionamento há o imperioso desafio de “encontrar”, "extrair" ou “tomar de conta” de reservas petrolíferas, onde houver petróleo abundante e em excesso (além mares), senão este, que ainda é um dos países mais poderoso do mundo, inexoravelmente irá à lona, restará nocauteado. 

Para a consecução de tal desiderato, uma das mais eficientes armas utilizadas até aqui tem sido a distorção de informações, propagadas por uma mídia amestrada, dócil e cooptada, espalhada pelo mundo, que tem papel preponderante na fixação do uso de certos métodos heterodoxos de “convencimento”, objetivando sejam atropelados ou aniquilados aqueles que  se lhes postarem à frente, ou, até mesmo, os que ousem contestá-los ou confrontá-los (desde quando, por exemplo, os americanos respeitam esses tais fóruns coletivos internacionais tipo a OTAN, ONU, G-8 e tal, quando resolvem que têm de intervir mundo afora ???). 

Assim, nada mais conveniente e apropriado (pra eles, americanos) que tentarem difundir e manter o galardão de “xerifes” do mundo, defensores da raça humana, protetores dos desvalidos, última reserva moral do planeta, solução para todos os males dos terráqueos, mesmo que a sua inescrupulosa e belicista prática diária se contraponha a tal teoria; necessário, para tanto, a provocação e manutenção indefinida de um “conflitozinho” básico com um país periférico qualquer (contanto que abarrotado de petróleo) a fim de que, quando a coisa apertar mais e se tornar necessário (como agora, com a Venezuela), possam desestabilizá-los, descredenciá-los, jogá-los às feras, pô-los contra o resto do mundo e, alfim, invadi-los e tomar de conta das suas portentosas reservas minerais. 

Afinal, quem não lembra do ocorrido anos atrás no Iraque (lá no distante Oriente Médio), quando os "gringos", sob o fajuto e inconsistente argumento da existência de letais armas químicas com potencial de destruir a própria humanidade (que, desde o começo desconfiava-se, e posteriormente comprovou-se tratar-se de uma deslavada mentira) acionaram sua mortífera e poderosa força bélica, ao custo de bilhões de dólares e milhares de vida humana, com o objetivo único e exclusivo de apoderar-se das portentosas reservas petrolíferas iraquianas, como realmente aconteceu ??? 

Para tanto, não tiveram nenhum escrúpulo de antecipadamente “anunciar”, para posteriormente executar a “caça,  julgamento e assassinato” em tempo recorde (na forca e com transmissão ao vivo e a cores para todo o planeta), do presidente Saddam Hussein (ou alguém tem dúvida que aquilo ali foi um verdadeiro assassinato, mesmo se sabendo tratar-se de um ditadozinho de quinta categoria) ??? Afinal, aquilo foi ou não uma “interferência indevida” em assuntos internos de uma nação independente ??? 

E agora a “bola da vez” da imperialista determinação americana foi a nossa vizinha e sofrida Venezuela (dona da maior jazida petrolífera do mundo, suplantando até a Arábia Saudita), daí a midiática e avassaladora satanização do Chávez (falecido) e agora o sequestro, remoção e prisão em território americano, do presidente Maduro (sem dúvida ditadores perigosos), de par com a suspeita e providencial instalação de bases militares na Colômbia, sob o falso argumento de combate aos narcotraficantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). 

É imprescindível, pois, que os “sul-americanos” nos cuidemos (o Brasil, em particular), que tomemos nossas precauções, nos mantenhamos de olhos abertos, preparemo-nos pra botar a boca no trombone, porque, quando o nosso novo pré-sal (lá para os lados do Amapá) estiver em sua capacidade plena, quando nos tornarmos exportadores do “ouro negro”, eles já estarão por aqui, na vizinhança, à espreita, esperando pra dá o bote mortal (a propósito, lembram da Base Espacial de Alcântara, no Maranhão, lhes entregue de mão beijada por FHC, e onde os brasileiros são proibidos até de passar nos arredores ???). 

Ou alguém tem alguma dúvida de que os constantes deslocamentos da 4ª frota naval americana para “exercícios” no “Atlântico-Sul” não guarda um objetivo muito bem definido, tal qual aconteceu com os navios “yankes” ancorados nas cercanias do Iraque, à época ??? 

Fica, pois, o alerta: cuidado, muito cuidado, definitivamente ELES... JÁ CHEGARAM (e não se trata de nenhuma invasão alienígena).


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