por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



quinta-feira, 29 de outubro de 2026

 OS 03 PATETAS (José Nílton Mariano Saraiva)

Coincidentemente, na terra do Mickei Mouse (aquele ratinho que tanto diverte as crianças), com a chegada do seu retardatário terceiro integrante, os 03 patetas (Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo e Flávio Bolsonaro) estão, agora, de novo, reunidos. Então, preparemo-nos para se deparar com toda espécie de babaquices, xaropadas, maluquices e hilaridades sem fim.

Tanto, que a primeira não demorou muito: fugindo do Brasil em pleno silencio sepulcral da madrugada, pra não ser preso e pagar pelos seus crimes (está incurso em vários inquéritos), Flávio Bolsonaro, tão logo se reuniu aos outros dois palhaços,  sem nenhum pudor ou vergonha na cara distribuiu um panfleto de qualidade duvidosa, mas claramente com verve golpista, onde se autoproclama “o verdadeiro presidente eleito do Brazil” (assim mesmo, com Z) ou ainda, numa segunda versão, “o líder do Brasil” (aqui pra nós, da parte que nos toca, contundentemente declinamos).

Alheio à realidade dos fatos, quando seu próprio partido e demais integrantes da sua base, através dos seus respectivos presidentes, assim como o bolsonarista presidente do TSE, reconheceram sem dificuldade ou malabarismos a lisura e o resultado das eleições, Flávio Bolsonaro se disse estarrecido com o tsunami de votos endereçados ao presidente Lula da Silva, do primeiro para o segundo turno (mais de 10 milhões de votos) e, para tanto, citou uma tal de “impossibilidade matemática”, sem que explicitasse seu sentido (mas que se enquadraria como “golpe”).

Na verdade, se tivesse um mínimo de “simancol”, bastaria ver a televisão no dia da votação (ou gravações exibidas posteriormente) para constatar que, atendendo à proclamação do presidente Lula da Silva, visando não permitir que o fascismo se instalasse de vez por aqui, uma “ruma” de idosos (alguns até com mais de 100 anos, carregados pelos netos, ou empurrados em cadeiras de rodas ou usando muletas, fizeram questão de ir às urnas pra... “votar no Lula”) enquanto a meninada, recém-saída das fraldas, mostrando um vigor impressionante, também afirmava sua disposição de “se livrar de uma vez por todas dos bolsonaros”, numa eloquente manifestação de brasilidade e amor à pátria.

Apoplético e, claramente, navegando na contramão da história, na sua patética carta Flávio Bolsonaro se permitiu navegar em mar revolto, ao querer se igualar a figuras mundialmente conhecidas, como o nosso Rui Barbosa, o francês Charles de Gaulle, o cubano José Marti dentre outros, todos eles atores de relevância quando da defesa de suas nações, atuando fora dos seus limites territoriais.

Ao deitar falação sobre um suposto “regime de exceção instaurado no Brasil”, não consegue explicar convincentemente como ele mesmo venceu o primeiro turno da eleição presidencial sem que houvesse contestação de ninguém, assim como teve um irmão eleito Deputado Federal, um outro Senador da República, além da madrasta, também Senadora da República, sem se falar que o seu partido (PL) conseguiu uma expressiva votação na Câmara Federal e no Senado.

Fato é que, como tinha como principal bandeira (na perspectiva de ser eleito), liberar o pai-bandido da prisão, assim como o irmarzão Vorcaro (“estou e estarei contigo sempre”), além de obstar os diversos processos em que está incurso, que certamente lhe renderão anos e anos de prisão, face a gravidade dos crimes cometidos, Flávio Bolsonaro não teve sequer um apoio que ele considerava decisivo:  é que, no front externo o maquiavélico, esperto e sagaz presidente dos Estados Unidos, a quem pretendia recorrer visando obter apoio pra suas lunáticas teses de golpismo, foi enfático e contundente: prefiro não me envolver nisso (embora tenha autorizado sua estadia por lá).

Pra coroar tudo isso e acabar de vez com essa gororoba toda, agora é levar de volta para a Papuda o chefe da quadrilha, Jair Messias Bolsonaro, porquanto restou provado que essa tal de “prisão domiciliar” é de uma elasticidade sem tamanho, porquanto possivelmente permissiva de visitas não autorizadas, saídas na calada da noite, uso de celulares de terceiros e por aí vai.    

Alfim, dá pena a situação do “coitadinho” do Vorcaro: é que deve se achar perturbado ao constatar que terá que pagar, sim, por anos e anos pelos crimes cometidos, enquanto os Bolsonaros torram seu dinheiro nababescamente em outras plagas (também, quem mandou se meter com bandidos mais espertos ???).

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