OS 03 PATETAS (José Nílton Mariano Saraiva)
Coincidentemente, na terra do
Mickei Mouse (aquele ratinho que tanto diverte as crianças), com a chegada do
seu retardatário terceiro integrante, os 03 patetas (Eduardo Bolsonaro, Paulo
Figueiredo e Flávio Bolsonaro) estão, agora, de novo, reunidos. Então,
preparemo-nos para se deparar com toda espécie de babaquices, xaropadas, maluquices
e hilaridades sem fim.
Tanto, que a primeira não
demorou muito: fugindo do Brasil em pleno silencio sepulcral da madrugada, pra
não ser preso e pagar pelos seus crimes (está incurso em vários inquéritos), Flávio
Bolsonaro, tão logo se reuniu aos outros dois palhaços, sem nenhum pudor ou vergonha na cara
distribuiu um panfleto de qualidade duvidosa, mas claramente com verve
golpista, onde se autoproclama “o verdadeiro presidente eleito do Brazil”
(assim mesmo, com Z) ou ainda, numa segunda versão, “o líder do Brasil” (aqui
pra nós, da parte que nos toca, contundentemente declinamos).
Alheio à realidade dos fatos,
quando seu próprio partido e demais integrantes da sua base, através dos seus respectivos
presidentes, assim como o bolsonarista presidente do TSE, reconheceram sem
dificuldade ou malabarismos a lisura e o resultado das eleições, Flávio
Bolsonaro se disse estarrecido com o tsunami de votos endereçados ao presidente
Lula da Silva, do primeiro para o segundo turno (mais de 10 milhões de votos) e,
para tanto, citou uma tal de “impossibilidade matemática”, sem que explicitasse
seu sentido (mas que se enquadraria como “golpe”).
Na verdade, se tivesse um
mínimo de “simancol”, bastaria ver a televisão no dia da votação (ou gravações
exibidas posteriormente) para constatar que, atendendo à proclamação do
presidente Lula da Silva, visando não permitir que o fascismo se instalasse de
vez por aqui, uma “ruma” de idosos (alguns até com mais de 100 anos, carregados
pelos netos, ou empurrados em cadeiras de rodas ou usando muletas, fizeram
questão de ir às urnas pra... “votar no Lula”) enquanto a meninada, recém-saída
das fraldas, mostrando um vigor impressionante, também afirmava sua disposição
de “se livrar de uma vez por todas dos bolsonaros”, numa eloquente manifestação
de brasilidade e amor à pátria.
Apoplético e, claramente,
navegando na contramão da história, na sua patética carta Flávio Bolsonaro se
permitiu navegar em mar revolto, ao querer se igualar a figuras mundialmente
conhecidas, como o nosso Rui Barbosa, o francês Charles de Gaulle, o cubano
José Marti dentre outros, todos eles atores de relevância quando da defesa de
suas nações, atuando fora dos seus limites territoriais.
Ao deitar falação sobre um
suposto “regime de exceção instaurado no Brasil”, não consegue explicar convincentemente
como ele mesmo venceu o primeiro turno da eleição presidencial sem que houvesse
contestação de ninguém, assim como teve um irmão eleito Deputado Federal, um
outro Senador da República, além da madrasta, também Senadora da República, sem
se falar que o seu partido (PL) conseguiu uma expressiva votação na Câmara Federal
e no Senado.
Fato é que, como tinha como principal
bandeira (na perspectiva de ser eleito), liberar o pai-bandido da prisão, assim
como o irmarzão Vorcaro (“estou e estarei contigo sempre”), além de obstar os
diversos processos em que está incurso, que certamente lhe renderão anos e anos
de prisão, face a gravidade dos crimes cometidos, Flávio Bolsonaro não teve
sequer um apoio que ele considerava decisivo: é que, no front externo o maquiavélico, esperto
e sagaz presidente dos Estados Unidos, a quem pretendia recorrer visando obter
apoio pra suas lunáticas teses de golpismo, foi enfático e contundente: prefiro
não me envolver nisso (embora tenha autorizado sua estadia por lá).
Pra coroar tudo isso e acabar de
vez com essa gororoba toda, agora é levar de volta para a Papuda o chefe da
quadrilha, Jair Messias Bolsonaro, porquanto restou provado que essa tal de “prisão
domiciliar” é de uma elasticidade sem tamanho, porquanto possivelmente permissiva
de visitas não autorizadas, saídas na calada da noite, uso de celulares de terceiros
e por aí vai.
Alfim, dá pena a situação do “coitadinho”
do Vorcaro: é que deve se achar perturbado ao constatar que terá que pagar,
sim, por anos e anos pelos crimes cometidos, enquanto os Bolsonaros torram seu
dinheiro nababescamente em outras plagas (também, quem mandou se meter com
bandidos mais espertos ???).
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