|
O DIA “D” DO BRASIL – NOSSO
FUTURO EM JOGO
Hoje, o Brasil vai decidir se
manterá Lula na presidência ou se o substituirá pelo pior filho de Jair
Bolsonaro (não tem nenhum que preste). Flávio é, disparado, o candidato
com as piores credenciais morais que já se viu na história das eleições
presidenciais. Nem o pai se enfiou tão profundamente na lama.
Flávio estreou na política como
funcionário fantasma – era assistente técnico de gabinete na liderança do
PPB em Brasília, enquanto cursava a faculdade de Direito no Rio de
Janeiro. Depois, como deputado estadual, colocou seu gabinete a serviço
da milícia, e agora, como senador, foi patrocinado pelo banqueiro mais
ladrão do país.
Flávio elevou os esquemas da
família para um outro patamar. Saiu das rachadinhas e do funcionalismo
fantasma — duas tradições familiares — e foi para os grandes negócios. No
Rio de Janeiro, seu grupo político está envolvido com o crime organizado,
com vários deles presos. Em Brasília, como senador, Flávio mantinha
contatos com grandes empresários interessados em fazer negócios com o
governo do seu pai.
As digitais do 01 aparecem em
grandes escândalos de corrupção do país. A coisa vai de “Dark Horse” e
Banco Master à compra de vacinas superfaturadas e sociedade oculta em
empresas de apostas esportivas. Nós estamos falando de um candidato cujos
maiores doadores foram denunciados por corrupção e contrabando.
O triunfo eleitoral será o
triunfo de Daniel Vorcaro, do crime organizado do Rio de Janeiro e das
gangues empresariais que tomam Brasília de assalto.
Na reta final da campanha presidencial,
uma sucessão de revelações e novos desdobramentos jurídicos colocaram
Flávio, mais uma vez, no centro de graves escândalos de corrupção,
lavagem de dinheiro e conduta moral incompatível com a imagem de bom
cristão que ele tenta fabricar.
Entre tantas denúncias nas
últimas semanas, destaca-se uma reportagem da revista Piauí que detalhou
um encontro que uma dessas gangues empresariais organizou com o senador.
O episódio é um resumo muito
bem acabado do que é Flávio Bolsonaro. Tudo o que é descrito ali é tão
caricato, tão previsível, que parece roteiro de filme de máfia meia-boca
da Netflix.
No auge da pandemia, em 2020,
quando o país enterrava seus mortos e sofria nas mãos de um presidente
que boicotou a compra da vacina, Flávio Bolsonaro participou de uma farra
com prostitutas e lobistas.
Entre eles, estava Emerson
Maximiano, dono da Precisa Medicamentos, a empresa que estava
intermediando uma venda superfaturada da vacina Covaxin ao governo
federal. Enquanto os brasileiros sofriam com a doença e ficavam em casa
para conter o vírus, Flávio Bolsonaro estava em uma lancha no Lago
Paranoá, comandando negociatas com vacinas e fazendo churrasco com
prostitutas.
Ao fim da festinha, depois que
Flávio voltou do quarto com a prostituta, um dos diretores da Precisa
Medicamentos tirou o relógio rolex do pulso e colocou no do senador, que
foi embora para casa ostentando o presentinho.
Três meses depois da orgia na
lancha, os donos da Precisa Medicamentos fizeram uma reunião com o então
presidente do BNDES, Gustavo Montezano. O senador não só conseguiu
agendar a reunião como participou dela.
Esse é Flávio Bolsonaro.
Em público, um homem de família
implacável contra a corrupção. No privado, traía a esposa e
confraternizava com empresários com interesses no governo do seu pai.
Esse é o tamanho da hipocrisia de um homem criado por Jair Bolsonaro.
De todas as corrupções do
bolsonarismo, a mais preocupante é a corrupção da democracia. A vitória
de Flávio não será apenas a vitória da bandidagem que ele representa, mas
a vitória do golpismo que atormentou o país nos últimos anos.
É a vitória de Daniel Vorcaro,
mas também do 8 de Janeiro, que ganhará uma espécie de aval das urnas. Os
ventos mudarão de lado e tanto o banqueiro quanto os golpistas verão o
caminho da liberdade sendo pavimentado.
O Brasil corre o risco de
trocar um estadista, respeitado no mundo inteiro, por um representante
das milícias e um herdeiro do golpismo. As conexões de Flávio com o
submundo do crime são fortes demais para não termos a convicção de que o
Planalto se tornará um puxadinho das máfias que o patrocinam.
Mas esse apocalipse está cada
vez mais longe de ser inevitável. Nas últimas três semanas, a militância
de esquerda e do campo democrático virou o jogo nas ruas e nas redes. A
um dia da eleição, as pesquisas mostram empate entre os candidatos, mas
com tendência de subida de Lula e queda de Flávio.
Ao fim do primeiro turno, a
possibilidade de uma virada parecia improvável. Agora já é uma
possibilidade real. A mobilização em defesa da democracia está sendo
histórica. Nunca se viu algo dessa magnitude na história do país.
Qualquer que seja o resultado
das urnas, o jogo político contará com uma novidade daqui pra frente: o
movimento de massas em defesa da democracia nas ruas e nas redes sociais.
O bolsonarismo nunca enfrentou um bicho desse tamanho. Sigamos atentos e
fortes. E que domingo triunfem a democracia e o povo brasileiro! É a
vitória de Daniel Vorcaro, mas também do 8 de Janeiro, que ganhará uma
espécie de aval das urnas. Os ventos mudarão de lado e tanto o banqueiro
quanto os golpistas verão o caminho da liberdade sendo pavimentado.
O Brasil corre o risco de
trocar um estadista, respeitado no mundo inteiro, por um representante
das milícias e um herdeiro do golpismo. As conexões de Flávio com o
submundo do crime são fortes demais para não termos a convicção de que o
Planalto se tornará um puxadinho das máfias que o patrocinam.
Mas esse apocalipse está cada
vez mais longe de ser inevitável. Nas últimas três semanas, a militância
de esquerda e do campo democrático virou o jogo nas ruas e nas redes. A
um dia da eleição, as pesquisas mostram empate entre os candidatos, mas
com tendência de subida de Lula e queda de Flávio.
Ao fim do primeiro turno, a
possibilidade de uma virada parecia improvável. Agora já é uma possibilidade
real. A mobilização em defesa da democracia está sendo histórica. Nunca
se viu algo dessa magnitude na história do país.
Qualquer que seja o resultado
das urnas, o jogo político contará com uma novidade daqui pra frente: o
movimento de massas em defesa da democracia nas ruas e nas redes sociais.
O bolsonarismo nunca enfrentou um bicho desse tamanho. Sigamos atentos e
fortes. E que domingo triunfem a democracia e o povo brasileiro!
|
Nenhum comentário:
Postar um comentário