por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



quinta-feira, 12 de abril de 2012

Gêtsemani


Não, não transparecia cansaço nem fastio, embora a cena se repetisse há tantos e tantos anos. Apenas uma leve asa de indignação ruflava ao seu derredor. Como um moderno Prometeu acorrentado, fazia-se eterno pasto à águia do cristianismo. Parece até que ganhara a maldição da imortalidade. Ressuscitavam-no todo ano, em meio às velas, ao vinho e ao roxo da Semana Santa. No seu curto e sub-reptício reinado, fazia-se, rapidamente, senhor de uma quinta , ganhava roupas esfarrapadas, mas modernas, metia-se a cavaleiro. Metamorfoseava-se de uma personalidade qualquer escolhida entre os sempre novos e fartos Judas da humanidade e partia, no Domingo da Ressurreição, para o seu calvário particular.Até um testamento lhe seria providenciado, ele que não deixara sobre a terra nenhum legado que fosse além da pura e cristalina infâmia. Até os 30 dinheiros, levara ao santuário antes do pêndulo do corpo e do final balanço da corda.

Suas memórias, se escritas, seriam um farto material para o estudo do inconsciente coletivo. Havia, com certeza, algo de sanguinário, de sádico e tribal naquela malhação.A simples encenação daquela selvageria, no fundo, contradizia-se frontalmente com as lições de amor, de solidariedade e compreensão que terminaram por permear todo o Novo Testamento. A primeira pedra que ninguém ousara lançar sobre Madalena , agora fariseus multiplicados aos montes atiravam nele com sanha animalesca, sem nenhum remorso, sem nenhum pejo.

Neste ano, ali estava novamente no cadafalso, aguardando o desenlace tão previsível. Enquanto observava a faísca zigzagueante do estopim, teve , por fim uma clara visão do mundo que um dia abandonara pensando em se livrar dos seus demônios e fantasmas. Na verdade a turba não malhava ao Judas, mas tentava destruir as imperfeições pessoais que via nele refletidas. É como se diante do espelho, o quebrassem, por temerem a imagem horrorosa mas verdadeira que se revelaria na superfície cristalina. Nada mudara em tantos anos! Bastava fitar a multidão para ver claramente presente e cristalizado em todos os corações o veneno um dia inoculado no Gêtsemani: a indecisão de Pilatos, a tríplice negação de Pedro, a parcialidade de julgamento de Caifás, a eterna opção dos eleitores por Barrabás. Parecia claro para ele agora que não foram os filhos do Pai que povoaram o mundo, mas sim a raça de Judas. Sim, seus filhos tinham prosperado como nunca sobre a face da terra . Estavam muitos ali familiarmente reunidos, com suas fraquezas, suas indecisões e seus vícios bem à mostra : lábios preparados para o beijo fatídico, mãos entreabertas esperando, sofregamente, os trinta dinheiros...


J. Flávio Vieira

Foto do cratense Luiz Carlos Américo


"Consignados" - José Nilton Mariano Saraiva

Numa das vezes em que, por decisão soberana do povo, o senhor Ciro Gomes teve seu nome rejeitado para o exercício de um cargo público (e isso se deu mais de uma vez), de pronto foi socorrido pelo amigo (e então um dos donos do complexo turístico Beach Park), senhor Arialdo Pinho, que o distinguiu com o cargo de “relações públicas” do empreendimento famoso, evidentemente que com uma polpuda e generosa remuneração.
Assim, e como “uma mão lava a outra”, quando o irmão do senhor Ciro Gomes, Cid Gomes, foi guindado ao “trono” do executivo cearense (Governador do Estado), a chefia da poderosa “Casa Civil” do Estado foi reservada para o senhor... Arialdo Pinho (que nunca constou das famosas “listas” elaboradas pelos “especialistas” de plantão).
Fato é que, depois de empossado, o senhor Arialdo Pinho tornou-se uma espécie de “eminência parda” do Chefe do Executivo cearense, já que, além do poder de influir em outras secretarias, de repente assumiu a condição de “palpiteiro-mór” do Governo, principalmente nas querelas a envolver a Prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (aqui, contando com o apoio do outro irmão do governador, senhor Ivo Gomes, Chefe de Gabinete do próprio).
E aí vem aquela velha, surrada (e repetitiva) história do “nada melhor que um dia atrás do outro, com uma noite no meio”, a fim que os mistérios da madrugada venham à tona; pois não é que, após denúncias consistentes e posterior análise minuciosa do problema, o sério e aguerrido Deputado Estadual Heitor Férrer (candidato à prefeitura de Fortaleza) descobriu e “botou a boca no mundo”, anunciando que a apetitosa “mina” dos empréstimos “consignados” aos servidores do Estado, que “movimenta uma média de 30 milhões de reais em mais ou menos 10.000 operações de crédito a cada mês”, e que propicia às “administradoras” da atividade nada menos que R$ 4,5 milhões mensais de remuneração, é explorada com exclusividade pelas empresas de um tal Luis Antonio Ribeiro Valadares.
E quem será esse sortudo, esse privilegiado, esse escolhido dos deuses, que conseguiu tal mimo do Governo do Estado, verdadeira loteria acumulada ???
Pois não caiam pra trás: o distinto, que ninguém até aqui conhecia, é simplesmente “GENRO” do chefe da Casa Civil, senhor... Arialdo Pinho (seria seu “testa-de-ferro” ???).
E agora, Cid, Ciro e Ivo Gomes ???

Tá chegando o dia!



A festa promete, em todos os bons  sentidos!

Entre em contato  pelos telefones:
35232867
88089685
99444161

14 de abril, no Crato Tênis Clube a partir das 22 h.

Até lá!

Agradecermos a todos que colaboraram para a realização deste evento!

Waldir Calmon



Waldir Calmon Gomes (Rio Novo, 30 de janeiro de 1919 — Rio de Janeiro, 11 de abril de 1982) foi um pianista e compositor brasileiro de grande sucesso nos anos 50.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

"Melhor Idade" ????? (transcrição)

- Oi, Betão 2011! / - Olá, Luizão, feliz Dia do Aposentado! / - Obrigado, meu caro! É, agora temos um dia de velho num ano novo. Falando em novo, alguma novidade no front? / - Você fala da nossa famosa Lei? - Tá para estourar. / Mesmo? Pois é rapaz! Eu e mais alguns colegas, cantamos com o ovo saindo da zona pudica da galinha e estouramos toda a reserva financeira nas festas de final de ano. Presente prá todo mundo: filhos, netos, noras, esposa, ex-esposas, síndico, zelador e por aí afora. / Para os brotinhos também? / - Que brotinhos? Quando entro em algum coletivo e observo alguma jovem me olhando, imediatamente, aliso o bigode, e tento imitar o olhar "abate lebre nova" do Clark Gable, tiro os óculos escuros e olho para a menina com um sorriso maroto no canto da boca e não dá outra. Ouço a maldita frase que sinaliza minha condição de matusalém: "o senhor gostaria de sentar aqui?" Tá certo que às vezes algumas se insinuam, principalmente, quando pinto os cabelos. A semana passada estava entrando num banco para ver se tinha restado algum trocado, até o dia do pagamento, foi quando uma linda garota de uns trinta e cinco anos, minissaia, entrou na fila dos caixas, imediatamente também entrei na mesma fila. Em pouco tempo ela olhou-me sorrindo e disse: - O senhor não utiliza a fila dos idosos? / - Você sabe em que lugar eu tive vontade de mandá-la, não é ? Porém, calei-me. Puxei papo e resolvi mentir, para impressionar. Falei das minhas "experiências como comandante de navio" - semana passada havia lido um livro sobre um comandante de navio de turismo. Sabia tudo a respeito. / - Uau! o senhor foi comandante de transatlântico? / - Só por vinte e dois anos. - respondi expressando uma certa indiferença pelos anos de trabalho, mas sentindo que tinha capturado a presa, era só abater e comer.
- Nossa! e com essa sua pinta o senhor deveria, certamente, agradar muito o público feminino, nas noites de jantar com o comandante. / - Boquiaberto só pude responder: - Hã? - distraído, eu estava de olho fixo no decote da jovem que exibia, exuberantemente, seus lindos seios. Ela me pegou no flagra. Desagradável! / - O senhor ficou vermelho! Ficou até mais bonito. Aliás, o senhor deveria fazer um teste na televisão. / Eu estava perplexo e apavorado. Depois dos sessenta, isto acontece uma vez antes da morte. Aquele avião pronto para decolar e eu sem condições nem mesmo de efetuar o chek in. Sim, não sabia ao certo quanto teria na conta corrente... Quanto estaria custando um Viagra? Onde poderia arrumar duzentão, até o dia do pagamento? Quanto estariam cobrando um apê no motel? Comecei a suar frio. / - Eu artista de televisão? / - Sim, o senhor lembra aquele famoso galã dos anos cinqüenta, que minha avó me mostrou na revista "Rainha do Rádio". Ela tem verdadeira paixão por essas revistas. Adorava Marlene, Emilinha Borba... Deus nos livre de alguém mexer nas suas revistas. Ela guarda a sete chaves, com o maior carinho. O senhor é saudosista também? / - Sim! Mas, você ta me gozando. Galã dos anos cinquenta? / - Verdade... não me lembro bem o nome, só sei que ele fazia filmes para o cinema. Ma..Mário, não era. Era alguma coisa como... ah sim, tinha dois zes no nome. / - Mário Zan? / - Não, não era este o nome.
- Mazzaropi? / - Isto Mazzaropi! Mazzaropi era um galã, não era?. / - Betão, nesta hora minha autoestima fez um buraco no chão e foi parar na terra do sol nascente. Pô, quando ela disse que eu parecia galã dos anos cinqüenta, pensei num Paulo Gracindo, Paulo Autran, ou algum Antonio Fagundes da vida. Mas, Mazzaropi? ...Foi frustrador. Mas, até aí tudo bem. O meu fabuloso programa da tarde só veio a acabar, quando ela incautamente, derrubou um livro que tinha na mão. Eu, como um verdadeiro cavalheiro, inventei de abaixar para apanhá-lo. Só que esqueci as recomendações do meu ortopedista, para que quando me abaixasse, o fizesse de uma forma bem vagarosa. Enquanto o livro descia, eu mais que depressa, inventei de pegá-lo na altura dos joelhos desnudos da jovem. / - Só escutei a frase dela: - "Uau! que reflexo - você parece um garotão!". Ouvi esta frase, e mais dois sons. Um som abafado da região da minha coluna que travou no ato, e o som estridente de um prolongado peido que sinalizava minha intensa dor no costado. E quem disse que eu conseguia endireitar o corpo. Arcado, tentava me endireitar e... peidava. Tentava, e novamente peidava. Pô Beto, o pior, que há pouco tinha almoçado num restaurante alemão Imagina o odor? A jovem vendo que a situação não reverteria, tirou os dois dedos que apertavam suas narinas, apanhou o celular e discou para o Siate. Fim de um provável romance... Você ta rindo por que não foi com você. / - Mas fala a verdade, aposentado é melhor não é? Não faz nada o dia inteiro. Você tem plano de saúde, não tem? Paga aluguel? - - Pago aluguel, luz, água, telefone, IPVA, IPTU e os IPQosPÊ... E se dependesse do SUS meu endereço seria o de algum cemitério da urbe. / - Mas tenho uma programação diária. De manhã, bater papo com amigos no banco da esperança. / - Banco da esperança? / - Sim, todo dia nos encontramos nesse banco, na esperança que alguém tenha alguma novidade de melhoras do salário. E apesar da descrença da maioria, aproveitamos também para cultuar a imagem da beata Isonomia, que está para ser canonizada nos próximos meses. Daí, só quero ainda estar vivo para poder exclamar com toda a força desse pulmão enfisematoso: "SANTA ISONOMIA, COBRAI POR NÓS!". As RPMs (rotações por minutos) dos velhos são muito mais rápidas. Nosso tempo é curtíssimo. Seria bom se recebêssemos o que nos é devido; nossos credores exultariam. / Continuando, à tarde aquela sesta de lei, após, um banho, e daí parto para consultas médicas, onde apanho um monte de receitas para compras de remédio, pedidos de exames de radiografia, cintilografia, e outras "fias" mais. / - Algum problema de saúde? / - Nãããããoo! exceto hipertensão, diabetes, aneurismas, enfisema pulmonar, dentaduras frouxas, pipi fora do vaso; só mais uns probleminhas corriqueiros, mas, tá tudo bem. A noite, assisto com minha comadre, a novela das 18h, 19h e 20h, depois, noticiários. Lá pelas 23h, tomo uma papinha quente e vou dormir. / Se a artilharia não estiver com muita munição, durmo na cama, senão, a dona da casa me manda para o colchonete do escritório... / - Um exame eu sei que você não fez? / - Qual? - O prostático? - Já fiz. Só que levei meu três oitão prateado para o caso de eu gostar do exame. Pô, rapaz, o médico além de ser candidato a TV Globo, tinha uns dedões super avantajados Pensei cá com meus botões: e se depois desse exame de toque eu pedir o número do celular ou uma foto do médico ??? Meto uma bala no ouvido. / - É isso aí, Betão, o que você ouviu é o alegre dia-a-dia de um indivíduo aposentado, sessentão, faixa etária que algum babaca de plantão, apelidou da "MELHOR IDADE". Argh!

Luiz Celso de Matos – Curitiba/PR

terça-feira, 10 de abril de 2012

NOITE ILUSTRADA- Norma Hauer


No dia 10 de abril de 1928 nasceu, em Minas Gerais Mário Souza Marques Filho, que se tornou conhecido com o nome de NOITE ILUSTRADA. E porque esse apelido?

Há duas versões: uma diz que sua primeira apresentação como cantor foi em uma revista musical denominada Noite Ilustrada e ele adotou o nome. Outra versão diz que ele estava esperando para se apresenrar em público quando, sentiu algo embaixo de seu paletó. Era um exemplar da revista Noite Ilustrada. Aí, resolveu adotar seu nome artístico como Noite Ilustrada.

Isso em seu estado natal.

Veio para o Rio onde depois de passar por empregos modestos foi ser sambista na Escola de Samba Portela. Não ficando muito conhecido aqui, foi tentar a vida em São Paulo trabalhando em casas noturnas. Foi quando PauloVanzolini o conheceu e deu-lhe para gravar o que constituiu seu primeiro sucesso: “Volta por Cima”; mais tarde do mesmo Vanzolini gravou seu conhecido samba “Minha Rainha”.

Além dessa gravou inúmeros outros sambas como “Cara de Boboca”;”Barracão”;”Toalha de Mesa” ...

Mais um grande sucesso ele obteve quando gravou, de Noel Rosa de Oliveira, o samba “O Neguinho e a Senhorita.”

Noite Ilustrada estava residindo em Atibaia (SP) quando faleceu em 28 de julho de 2001, aos 75 anos.


Norma

ROBERTO SILVA- Norma Hauer



ROBERTO SILVA -O PRÍNCIPE DO SAMBA.

Nascido no morro do Cantagalo em Copacabana, no dia 9 de abril de 1920, recebeu o nome de Roberto Napoleão da Silva, mas ficou conhecido no meio musical apenas como ROBERTO SILVA, cognominado o “Príncipe do Samba”.

. Aos seis anos de idade o pai mudou-se com a família para o subúrbio de Inhaúma. A mãe o presenteou com uma flauta, que logo foi trocada por um violão. Mas como gostava de cantar, não aprofundou estudos em nenhum dos instrumentos.

Desde cedo começou a cantar músicas de Benedito Lacerda e Pixinguinha e gostava de imitar os cantores da época de ouro do rádio, sofrendo grande influência de Orlando Silva.

Mas.como todo menino pobre, precisou trabalhar muito cedo (aos 12 anos).

Em 1938, estreou no programa "Canta mocidade", da Rádio Guanabara, onde trabalhou até 1940.

No ano de 1943, após fazer um teste na Rádio Mauá cantando "Risoleta", de Raul Marques e Moacyr Bernardino (sucesso anterior de Luiz Barbosa) e a valsa "Neusa" de Antonio Caldas e Celso Figueiredo (gravação original de Orlando Silva), foi contratado e permaneceu na emissora até 1946. Ali participou de vários programas, dentre eles "Trabalhadores cantando”.

A partir de então, gravou nos anos seguintes, obtendo vários sucessos, como: “Raiou o Amor”;”Maria Teresa” (um de seus maiores sucessos); ”Você diz que é Baiana”; “Dupla Razão”; “Rico Ri à toa”; Notícia”....

Em dois LPs com os nomes de “Descendo o Morro” 1 e 2 regravou várias sucessos de outros cantores, como “Agora é Cinza”;”Juracy”; “Seu Libório; ”Ai que Saudades das Amélia”;”Aos Pés da Cruz” e outros.

Em rádio trabalhou nas Nacional, Mayrink Veiga e Tupi, enquanto que na televisão atuou na Excélcior.

Em 2002 atuou durante três meses no “Show” “ O Samba é Minha Nobreza”, no cinema Odeon e comemorando, 70 anos de carreira, apresentou-se no “Carioca da Gema”, na Lapa.

Anualmente se apresenta na Cinelândia, durante o carnaval, cantando sucessos dos carnavais de sempre. Como se apresentou este ano em que está completando, em plena atividade, 92 anos.

Mas não é só nesse período que se pode ouvi-lo.

Normalmente se apresenta em “shows” aqui no Rio e em vários estados do Brasil, sendo difícil acreditar que esteja com 92 anos, tal sua atividade profissional.

E sua aparência física.

Parabéns a Roberto Silva por mais um ano vitorioso.


[Norma Hauer]

EVALDO RUI - por Norma Hauer


Ele nasceu na mesma data de Francisco Matoso (8 de abril de 1913) e também viveu pouco :41 anos.


Evaldo Rui Barbosa, irmão do radialista (e também compositor) Haroldo Barbosa , embora já tivesse gravado com Carmen Miranda em 1934, na realidade começou sua carreira com Custódio Mesquita, tendo com ele composto, em 1943, sendo projetado no ano seguinte com:"Como os Rios Correm pro Mar", "Feitiçaria", "Rosa de Maio" e "Gira...Gira...Gira" ; os dois primeiros gravados por Sílvio Caldas e os outros por Carlos Galhardo,

São, ainda,de sua autoria, com Custódio Mesquita, "Algodão","A vida em 4 Tempos", "Valsa do Meu Subúrbio" e"Promessa",também gravadas por Sílvio Caldas.

Após a morte de Custodio, em 1945, Araci de Almeida gravou "Saia do Meu Caminho".

Compondo com seu irmão Haroldo Barbosa (em 1950) foi responsável por um dos maiores sucessos do carnaval de todos os tempos: "Nega Maluca", gravação de Linda Batista.

"Tava "! jogando sinuca

Uma nega maluca, Me aparece.

Vinha com o filho no colo

E dizia p'ro povo

Qie filho era meu..."


Seu fim de vida foi trágico e ao mesmo tempo romântico: morreu por amor.

Apaixonou-se pela cantora Elizeth Cardoso e não foi correspondido; resultado: suicidou-se em 4/8/1954.

Tinha apenas  41 anos


Norma

Aniversariou, em 9.04, ontem, o grande Ulisses Germano!




Ando envolvida por demais com a festa de Hugo Linard, e deixei de fazer a postagem que era de merecimento.
Pra mim Ulisses é uma festa diária.
Passa  tocando, criando, fazendo arte...Somos amigos vizinhos!
Ganhou o presente maior: a visita da sua mãe- figura linda!
Que Deus lhe conceda todas as graças !

Abraços, amigo!

"Surpresa" no Crato - José Nilton Mariano Saraiva

“Assim, tive uma ingrata surpresa, ao perceber que neste processo, estavam avançando em um projeto de continuísmo, com fortes interferências familiares. Nos últimos tempos, nunca fui consultado sobre uma eventual candidatura, seja em reuniões, pesquisas, consultas ou qualquer outro critério. Nunca fui convidado para qualquer discussão sobre essa escolha. Ultimamente, procurei pacientemente o diálogo, mais obtive o silêncio como resposta.” (Raimundo Bezerra Filho)

********************************

Pois é, depois de se servirem por oito anos da “fidelidade canina” do próprio, não mais que de repente, sem dó nem piedade, e de forma desrespeitosa, humilhante e vexatória, o atual mandatário da cidade do Crato, familiares e amigos mostraram ao ex-aliado e ex-fiel colaborador, Raimundo Bezerra Filho (atual vice-prefeito), que, em termos de sucessão municipal, seu nome jamais esteve cotado para vôos mais altos, que não havia interesse em dar-lhe o aval para “sentar no trono”, que era “carta fora do baralho” e, enfim que o poder era privativo, familiar, espécie de “capitania-hereditária” tupiniquim. E o modus operandi para viabilizar tal projeto consistiu basicamente em isolá-lo de qualquer conversa, diálogo ou reunião, mesmo e apesar de terem sido procurados para tal mister.
Assim, antes de configurar lamento ou decepção de quem se achava merecedor e foi irremediavelmente preterido (ou rifado), as palavras do Raimundo Bezerra Filho nos remetem à crua e hipócrita realidade vigente na arena política, onde prevalecem as “conveniências” (primeiro os meus, depois os teus), o apetite desmesurado pelo poder (e tudo que ele representa) e o “jogo sujo” (onde do pescoço pra baixo é tudo canela), mesmo que de alguém que, guindado ao trono ancorado numa suposta “tradição familiar”, ao longo de dois mandatos jamais demonstrou qualquer vocação para gerir a coisa pública - e o estado deplorável, caótico, falimentar e de abandono do município está aí para comprovar). Se alguém duvida é só ir lá constatar, “in loco”.
Isto posto, passar como um rolo compressor por cima de um antigo fiel colaborador parece nada representar para os integrantes do atual grupo dominante, contanto que a perpetuação no poder se materialize ou o “....CONTINUÍSMO, COM FORTES INTERFERÊNCIAS FAMILIARES” seja mantido.
No tocante ao Raimundo Bezerra Filho, depois de ter “...O SILÊNCIO COMO RESPOSTA” (e de ter a coragem – antes tarde do que nunca - de denunciar tal manobra), até por uma questão moral só lhe resta se lançar (ou apoiar) candidato de oposição ao ex-chefe, familiares e seu grupo de áulicos (afinal, reza o velho ditado que... “a ingratidão apaga a afeição”). Ou não ???
E a população do Crato, já não estaria na hora de experimentar algo novo, acordar desse marasmo que já dura décadas ???
Ô povo desprovido de massa crítica !!!

Mexe com a nossa emoção!




Esta foto foi tirada no dia do aniversário de Dr. José Nilton, dia 05/06/1962, conforme consta no blog de Fideralina, de Várzea Alegre.


Coolaboração de Glória

Joaquim Pinheiro, dá pra identificar algumas?

Por Cora Coralina


Mãe

Renovadora e reveladora do mundo
A humanidade se renova no teu ventre.
Cria teus filhos,
não os entregues à creche.
Creche é fria, impessoal.
Nunca será um lar
para teu filho.
Ele, pequenino, precisa de ti.
Não o desligues da tua força maternal.

Que pretendes, mulher?
Independência, igualdade de condições...
Empregos fora do lar?
És superior àqueles
que procuras imitar.
Tens o dom divino
de ser mãe
Em ti está presente a humanidade.

Mulher, não te deixes castrar.
Serás um animal somente de prazer
e às vezes nem mais isso.
Frígida, bloqueada, teu orgulho te faz calar.
Tumultuada, fingindo ser o que não és.
Roendo o teu osso negro da amargura.
Cora Coralina

Cora Coralina



Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, (Cidade de Goiás, 20 de agosto de 1889 — Goiânia, 10 de abril de 1985) foi uma poetisa e contista brasileira. Considerada uma das principais escritoras brasileiras, ela teve seu primeiro livro publicado em junho de 1965 (Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais) quando já tinha quase 76 anos de idade.

Mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás.

wikipédia

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Senhor Raimundo Bezerra Filho,

Iria, por hábito, começar com o tradicional “caro Raimundo etc.”, mas ponderei que não o conheço e nem você a mim. Além do mais tinha acabado de me despedir do blog por 15 dias. Mas não pude me eximir de escrever-lhe por três razões principais: um grande cratense que me orgulha, o cidadão Raimundo Bezerra; esta eterna permanência de “filhinhos de papai” na politica da cidade e a necessária rebelião em face do que está ocorrendo nas municipalidades brasileiras receptoras de enormes verbas federais. Neste último caso, já adianto, a sanha de alguns privilegiados por estas verbas em busca de proveitos próprios e de sua classe social.

E quem me ler neste momento pode pensar que o quero atacar por ter o mesmo nome do grande político local, Raimundo Bezerra ao apontar a eterna permanência de “filhinhos de papai”. Se não leram dessa forma, devem imaginar que estou louco como alguém que fala em corda na casa de enforcado.

Mas o sentido que quero dar é o oposto, sem, no entanto, me eximir do que acho que seja um perfil problemático da política em nossa terra. E este sentido está preliminarmente sendo dado por você mesmo. Negar os arranjos das famílias que se acertam para manter um quadro insustentável no município.

E o que chamo da política de “filhinhos de papai” não se refere aos filhos e a algum pai, mas e esta eterna irresponsabilidade de não sentir o pulso de uma sociedade que se torna complexa, violenta e ávida por soluções igualmente complexas. Ao “modus operandi” do velho fisiologismo, o empreguismo, a troca de favores, uma obra para um e outra para aquele, tudo aos amigos e aos inimigos a lei. Esta ampla sessão de desvario “infanto-juvenil” de uma política que põe roupas de “shopping center” sobre espectros de velhas oligarquias em que as pontas sempre se interconectam para tudo mudar sem que nada mude.

E esta política tem um “animus genérico” que são as verbas públicas repassadas das outras instâncias de poder para obras, merenda e transporte escolar, para o SUS, segurança, esporte e lazer, cultura, as grandes festas públicas que terminam por alimentar “garotões” que gostam de exibir seus “carrões” e montar “negócios”, sem risco algum, nas capitais. Isso atendendo rigorosamente aos compromissos frente aos sócios menores e com a rede de bons cidadãos a serviço de quem lhes distribui humilhantes migalhas.

Pois é, este é o dedo fatal sobre a ferida da municipalidade nacional. Quem hoje no Brasil resolve mostrar um espírito de luta política, deve pensar no grande problema que se encontra no município. Especialmente o município onde você mora, com uma crescente migração, um número de estudantes universitários em busca de superação, ao lado de grandes e contínuas dificuldades de desenvolvimento industrial e de inovação.

Acho que Raimundo Bezerra, que viveu sob o tacão de uma ditadura feroz, soube enfrentar o seu tempo. E agora é a sua vez, sem a sujeição à sombra e à água fresca, sem a acomodação de espirito e, sobretudo, estando preparado para o seu tempo e as circunstâncias que lhes desafiam e a qualquer um que queira agir seriamente sobre esta realidade.

Atenciosamente,

José do Vale Pinheiro Feitosa

Rio de Janeiro, 9 de abril de 2012

Quinze dias - José do Vale Pinheiro Feitosa

Quinze dias sem postar no blog. Depois do dia 23 de abril estarei de volta.

Ponto de vista: Lya Luft Ainda se caçam bruxas

"Cair na armadilha do rancor primitivo e da atitude destrutiva torna a vida uma selva onde pessoas honradas são impedidas de executar projetos positivos, e às vezes têm sua vida injustamente aniquilada"
O motorista de táxi de um aeroporto deste Brasil xingava um político, acusado no rádio por ter-se encontrado ali mesmo, dias atrás, com um suspeito de corrupção. "Viu só?", ele vociferava, "viu só?". Cansada de aeroporto e do assunto – e porque logo antes alguém tinha me dito: "Olha aí o fulano, fotografado ao lado do sicrano, que é suspeito de corrupção! Certamente ele também é..." –, fui curta e direta: "Meu filho, se sua namorada conversar com uma moça desonesta e disserem que por isso ela também é desonesta, você vai gostar?". Ele olhou sobre o ombro, meio espantado: "Sabe que a senhora tem razão?". Comentei: "Chama-se a isso caça às bruxas". Chegando ao meu destino, não tive tempo de explicar mais.
Na Idade Média, uma tropa de psicopatas autorizados caçava gente com o entusiasmo com que se caçariam animais selvagens. O maior divertimento era julgar, esfolar vivo e queimar na fogueira, depois de outros inimagináveis sofrimentos. Quem eram as vítimas da Igreja daqueles tempos? Em geral mulheres simples, que lidavam com o que hoje chamaríamos medicina alternativa – a sabedoria popular de suas antepassadas. Havia também os bruxos, os que diferiam da doutrina religiosa ou da política dominante, contrariavam alguma autoridade, ou, ainda, aqueles cujo vizinho não ia com sua cara. Relatos e atas oficiais desses processos públicos enchem milhares de páginas da época, e nos dão vergonha de ser humanos.
Eu, que em dois livros infantis criei a simpática e marota Bruxa Boa Lilibeth, achava que neste mundo dito moderno nossa falta de limite estava só na má-criação em casa e na escola, na inversão de público e privado, no interesse pelas calcinhas de certas moças (ou na falta delas) e na postura geral de desleixo que se espalha. Engano meu. Melhoramos, nos civilizamos, cortamos alguns preconceitos. A servidão, ao menos concreta e legal, acabou. Servidões morais temos muitas. Uma delas é esse impulso primitivo, das cavernas, de destruir, essa ferocidade no julgar e sentenciar, essa vontade de que o outro se dê mal. Parecemos doentes de ansiedade por ver alguém enxovalhado, por baixo, sem remissão. Muito além da lei e da Justiça, queremos sangue – ainda que seja o sangue moral, o sangue da alma.
Sou quase fanática contra os crimes, incluindo a corrupção. Valorizo muitíssimo a lei. Quero o infrator julgado e severamente punido. Apóio todas as justas ações da polícia para proteger a sociedade, isto é, cada um de nós. Mas desgostam-me procedimentos que agridem levianamente, interrogatórios em vez de diálogos, ataques de qualquer ângulo, a execução moral de inocentes na fogueira da opinião pública, mais disposta a ver o mal em tudo. Por toda parte no país, ao lado da Justiça e da lei que funcionam, esta parece ser a hora dos cantos escuros da psique humana e da democracia, lá onde lei e Justiça não funcionam direito. Ainda bem que a maioria de nós não é assim.
Naquela mesma viagem, numa palestra, um grupo de jovens questionava a agressividade com que se tratam pessoas em situações como as das mais variadas CPIs, desde o tempo do falecido mensalão. Há interrogatórios violentos, alusões cruéis, ofensas diretas; quebram-se todos os limites da decência em que deviam ocorrer dignamente perguntas e esclarecimentos entre homens dignos. Os jovens tinham razão na sua perplexidade. Respondi que bastava ler um pouco de história dos povos para ver que não há nada de novo entre nós. Às vezes, como grupos ou como sociedade, adoecemos.Não é generalizado, não é permanente: por isso podemos acreditar em respeito no convívio público. Cair na armadilha do rancor primitivo e da atitude destrutiva torna a vida uma selva onde pessoas honradas são impedidas de executar projetos positivos, e às vezes têm sua vida injustamente aniquilada. É quando as bruxas boas fogem nas suas vassouras, deixando-nos um mundo mais sombrio.

Auci Ventura - A artista de Cara pro mundo




Compositora, pesquisadora, educadora, cantora e "viajada". Auci Ventura se contagiou pela música ainda na infância, a partir das cantigas das brincadeiras de criança. Para a artista “é chegada à hora da reeducação do ouvido, de aprender e ensinar com prazer, abrir o caminho que devemos trilhar na descoberta dos sons. A propósito, o que deve fazer de todos nós, ouvintes atentos do nosso meio ambiente”. Uma artista preocupada com o mundo e com o conteúdo da sua musicalidade.

Alexandre Lucas - Quem é Auci Ventura?

Auci Ventura - Uma pessoa comum que ousa sobreviver daquilo que mais gosta de fazer: CANTAR, que acredita em Deus, gosta de privacidade e de silêncio, amante incondicional da paz e da justiça!
Detesta pessoas desonestas e abomina qualquer tipo de violência, assim como, todo e qualquer tipo de preconceito. Uma pessoa que separa seu lixo a mais de 30 anos e que acredita nessa atitude para ajudar o planeta.

Alexandre Lucas - Como se deu seu contato com a Música?

Auci Ventura - Acho que se deu meio que por acaso, desde criança por volta dos 7 anos nas brincadeiras de calçadas, era muito comum nos anos 70 as cantigas de roda do universo infantil aqui no Cariri.
Aos 8 anos fiz minha primeira apresentação no rádio, com Senhor “Eloia”, aos 9 já estava em São Paulo, aos 16 fiz minha primeira música, (toquei meus primeiros acordes no violão), fiz teatro. Aos 20 já cantava profissionalmente, aos 24, graduada em Educação Artística. O tempo voa kkkkkk.

Alexandre Lucas - Como Caracteriza sua Musicalidade?

Auci Ventura - Como uma propriedade natural inerente a meu ser, que tem por necessidade expansão e divisão. É inquietante e sempre em busca de novas emoções, advindas do universo de sons naturais e artificiais do todo existencial.

Alexandre Lucas - Qual a diferença em tocar em barzinhos e palcos?

Auci Ventura - Palcos Alternativos= Público pré selecionado, convocado.
Barzinhos = Público Livre e diverso (muda só o público, o trabalho em si para mim é igual). O que me importa é mostrar o trabalho, amo todo tipo de público de leigos a críticos.

Alexandre Lucas – Você compôs uma música de protesto contra a Indústria Cultural, qual sua análise das músicas tocadas nos veículos de comunicação de massa?

Auci Ventura - Já fiz várias musicas de protesto, principalmente nos anos 80, a que fiz atualmente trata de questões urgentes da contemporaneidade, lamentavelmente a música tocada para o grande público é de uma qualidade de enlatados para consumo imediato, ainda bem que são descartáveis, não permanecem.
A indústria cultural de enlatados artísticos, lança sem análise qualitativa seus produtos para um público alienável, sem educação auditiva que se condiciona com facilidade pela execução exagerada que a mídia propicia através dos jabás, que dá no que dá: LIXO!

Alexandre Lucas - Como você ver a relação entre Arte e Política?

Auci Ventura - A Arte está para Política, assim como o farol está para escuridão! É o Norte que dirige o olhar através das diferentes expressões para o acerto final. Que ousa, contesta e segue em frente adaptando-se as diferentes marés sejam cheias ou mansas, que percebe o movimento e cria estratégias para mudar o absurdo.

Alexandre Lucas - Qual a sua percepção sobre a musicalidade produzida na região do Cariri?

Auci Ventura - O Conceito de Musicalidade e Musicalidade Cariri:O que tenho a acrescentar nesse sentido, é que de fato são poucos os artistas da região que mostram em seus trabalhos musicais, elementos dessa musicalidade regional, o que de fato na verdade não tem nada de excepcional em sua estética formal. As referências históricas quanto à etnomusicologia local seguem os mesmo padrões de pesquisas antropológicas de diversas regiões do Brasil, o que afasta a idéia de ineditismo, exceto pela corrente gonzagueana que já faz parte do movimento modernista. Não quero aqui desmerecer os talentos regionais, que alias cito com muito carinho na pesquisa. Apenas quero focar no que realmente ficou na memória.
Tenho percebido através do Teatro, da literatura e das artes visuais produzidas no Cariri, uma representação mais fiel dos caracteres da cultura cariri, a música ainda deixa muito a desejar, mesmo porque em sua origem primitiva, o registro que temos de partituras chega a ser melodias enfadonhas e sem graça. (Auci Ventura apresentou a monografia com o tema: “MUSICALIDADE CARIRI:” UMA PROPOSTA EM ARTE – EDUCAÇÃO)

Alexandre Lucas - Quais os seus próximos trabalhos?

Deixo aqui um pouco do meu momento, que é de muito isolamento e concentração, entre Chapada do Araripe (Silêncio) x Urbanidade perturbada (Barulhos Urbanos), estou no limite, penso em dar uma volta novamente pelo mundo e levar um pouco da escola que pratiquei aqui para outros territórios do planeta. internacionais e nacionais. Me preparando para qualquer proposta descente. kkkk!!!!

domingo, 8 de abril de 2012

A festa de Hugo Linard!




As reservas estão encerradas!
ENTRAR  em contato:

35232867( Socorro)
35234305(HUGO)


APOSTAMOS NUMA NOITE ESPETACULAR!

14 DE ABRIL DE 2012, NO CRATO TÊNIS CLUBE
22 H

Por e-mail


Raimundo Bezerra Filho 8 de Abril de 2012 15:18

Vive-se um momento político de pré-candidaturas. No inicio do ano eleitoral, os pretensos candidatos se apresentam em busca de apoio partidário e político.
Recentemente, foi noticiado na mídia que eu teria me antecipado a um anunciado processo de escolha do candidato a Prefeito do Crato – sob a coordenação do atual gestor municipal – o que teria resultado na retirada desse apoio.Tal fato não reflete a realidade. Como vice-prefeito, exerci um papel discreto – como convinha ao cargo – mas sempre deixei claro, o meu desejo de desenvolver um projeto para administrar a cidade do Crato. Como o mandato do atual prefeito estava sendo concluído, era natural que eu fosse candidato.
Acredito que, somos o reflexo de nossos mestres, e eu, em especial, tive um grande mestre. Sou aprendiz de um homem íntegro e correto, Raimundo Bezerra, cresci no combate eleitoral e no idealismo, participando de batalhas onde a causa política era o Crato. Se de um lado acabou, do outro me restou a herança imaterial, que carrego até o último dia.
Assim, tive uma ingrata surpresa, ao perceber que neste processo, estavam avançando em um projeto de continuismo, com fortes interferências familiares. Nos últimos tempos, nunca fui consultado sobre uma eventual candidatura, seja em reuniões, pesquisas, consultas ou qualquer outro critério. Nunca fui convidado para qualquer discussão sobre essa escolha. Ultimamente, procurei pacientemente o diálogo, mais obtive o silêncio como resposta.
Avanço na minha pré-candidatura, tendo o respaldo do meu partido, o Partido Popular Socialista – PPS e o mais importante: o apoio de importantes segmentos da comunidade cratense. Não sei o que o destino me reserva. Se tiver de dar um passo para trás, darei. Se tiver de morrer, morrerei. A vitória e a derrota acompanham quem abraça a vida pública. Tenho confiança na vitória, pois esta decorre unicamente da vontade do povo. Ela é fruto da credibilidade que conquistamos junto a esse mesmo povo.
Raimundo Bezerra Filho
Vice-prefeito do Crato

Interessante! - Colaboração de Pachelly Jamacaru




VOCÊ SABE O QUE É UM PALÍNDROMO?

e Tautologia !?...cometemos e nem percebemos...


VOCÊ SABE O QUE É UM PALÍNDROMO?

Um palíndromo é uma palavra ou um número que se lê da mesma maneira nos dois sentidos, normalmente, da esquerda para a direita e ao contrário.

Exemplos: OVO, OSSO, RADAR. O mesmo se aplica às frases, embora a coincidência seja tanto mais difícil de conseguir quanto maior a frase; é o caso do conhecido:

SOCORRAM-ME, SUBI NO ONIBUS EM MARROCOS.

Diante do interesse pelo assunto (confesse, já leu a frase ao contrário), tomei a liberdade de seleccionar alguns dos melhores palíndromos da língua de Camões...

ANOTARAM A DATA DA MARATONA

ASSIM A AIA IA A MISSA

A DIVA EM ARGEL ALEGRA-ME A VIDA

A DROGA DA GORDA

A MALA NADA NA LAMA

A TORRE DA DERROTA

LUZA ROCELINA, A NAMORADA DO MANUEL, LEU NA MODA DA ROMANA: ANIL É COR AZUL

O CÉU SUECO

O GALO AMA O LAGO

O LOBO AMA O BOLO

O ROMANO ACATA AMORES A DAMAS AMADAS E ROMA ATACA O NAMORO

RIR, O BREVE VERBO RIR

A CARA RAJADA DA JARARACA

SAIRAM O TIO E OITO MARIAS

ZÉ DE LIMA RUA LAURA MIL E DEZ


E agora sabe o que é TAUTOLOGIA?

É o termo usado para definir um dos vícios, e erros, mais comuns de linguagem. Consiste na repetição de uma ideia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido.
O exemplo clássico é o famoso 'subir para cima'ou o 'descer para baixo'. Mas há outros, como pode ver na lista a seguir:

- elo de ligação
- acabamento final
- certeza absoluta
- quantia exata
- nos dias 8, 9 e 10, inclusive
- juntamente com
- expressamente proibido
- em duas metades iguais
- sintomas indicativos
- há anos atrás
- vereador da cidade
- outra alternativa
- detalhes minuciosos
- a razão é porque
- anexo junto à carta
- de sua livre escolha
- superávit positivo
- todos foram unânimes
- conviver junto
- fato real
- encarar de frente
- multidão de pessoas
- amanhecer o dia
- criação nova
- retornar de novo
- empréstimo temporário
- surpresa inesperada
- escolha opcional
- planejar antecipadamente
- abertura inaugural
- continua a permanecer
- a última versão definitiva
- possivelmente poderá ocorrer
- comparecer em pessoa
- gritar bem alto
- propriedade característica
- demasiadamente excessivo
- a seu critério pessoal
- exceder em muito .

Note que todas essas repetições são dispensáveis.
Por exemplo, 'surpresa inesperada'. Existe alguma surpresa esperada? É óbvio que não.
Devemos evitar o uso das repetições desnecessárias. Fique atento às expressões que utiliza no seu dia-a-dia. Assim, se fala em bom português .

Gostou?
Reenvie para os amigos amantes da língua portuguesa.




Feliz Páscoa!


A poesia está no ar

Perdida dos meus afetos...
Sumiram de lá para cá

Quando o mínimo era importante
O máximo era inatingível

Busco agora nas entranhas
Gota a gota, adrenalina...

Custa inventar a vida
Custa voltar a crer

O prazer é parco
Mas a visão do espetáculo
Faz meu coração crescer.

Jacques Brel



Jacques Romain Georges Brel (Ltspkr.png pronúncia do nome em francês) (Schaerbeek, 8 de Abril de 1929 — Bobigny, 9 de Outubro de 1978) foi um autor de canções, compositor e cantor belga francófono. Esteve ainda ligado ao cinema de língua francesa. Tornou-se internacionalmente conhecido pela música Ne me quitte pas, interpretada e composta por ele.



sábado, 7 de abril de 2012

A religião e a cultura do sofrer - José do Vale Pinheiro Feitosa

De tudo se reduzir ao sacrifício. À mutilação do mais sacro da vida que é o corpo. De ampliar-se os eventos do calvário a ponto de esconder a grande mensagem do Cristo: paz, amor, irmandade. De tanto prometer o sofrimento na terra como forma de conformismo aos privilégios dos que pouco sofrem, por vezes o tédio da abundância, a vida se torna um acidente da própria cena do sofrimento vulgarizado.

Neste fim de semana um ator de uma encenação da Paixão de Cristo em São Paulo, está em coma ou já morreu num unidade de tratamento intensivo. O Ator se enforcou acidentalmente numa cena que representava a expiação da traição de Judas.

Em tudo por tudo: a malhação do Judas é mais humana, até por que podemos malhar atos e personagens que representam a traição do povo.

Antes que o dia termine...




Desejamos um Feliz Aniversário a Virgínia Moura- Grande Amiga!

Abraços!


FRANCISCO CARLOS - EL -Norma Hauer




Foi a 5 de abril de 1928, que nasceu, aqui no Rio de Janeiro “El Broto”: Francisco Rodrigues Filho, conhecido como FRANCISCO CARLOS, cantor, galã e pintor.

No princípio destacou-se na Rádio Mayrink Veiga, no então famoso `Programa Casé .

Ficou conhecido em todo o Brasil, quando gravou “Meu Brotinho” (de Humberto Teixeira) passando a ser chamado de “El Broto”. Tinha apenas 22 anos.



“Meu brotinho, por favor, não cresça,

Por favor não cresça, já é grande o cipoal.

Veja só que galharia seca,

“Ta “ pegando fogo nesse carnaval”





No ano seguinte, já estreou no cinema, com o filme “Carnaval Atlântida”, de José Carlos Burle, trabalhando em seguida nas películas “Colégio de Brotos (56); “Garotas e Samba” (57) e “Esse Milhão é Meu” (58), todos sob a direção de Carlos Manga.

Fez grande sucesso com uma bonita valsa de Lamartine Babo e Alcyr Pires Vermelho “Alma dos Violinos”.

Em 1958 foi eleito “Rei do Rádio” e em 1962, fez parte de uma das caravanas que se apresentou na Europa, cumprindo a Lei Humberto Teixeira.

Em 1970 abandonou a carreira de cantor, dedicando-se somente à pintura.

Francisco Carlos faleceu em 19 de março de 2003, sem completar 75 anos, em seu “inferno zodiacal”.
Gostou?
Citar
[Norma Hauer]
Norma Hauer - 6 de abr
CÍCERO NUNES

MAIS UM CENTENÁRIO

Em 6 de abril de 1912 nasceu, aqui no Rio de Janeiro, o compositor e violonista ´CÍCERO NUNES.

A partir dos 14 anos exerceu algumas profissões modestas, até que de 1931 a 1935, ocupou o posto de motorista de hospital, onde, através de um companheiro de trabalho que dedilhava o violão, teve despertado seu interesse pela música, passando a executar o instrumento, e a compor canções.

Em 1935, já com alguma produção musical, mostrou músicas ao compositor Buci Moreira, que, gostando de sua obra, o incentivou a continuar produzindo. Em parceria com Buci, fez o samba "Boa impressão", que foi interpretado pela cantora Dalila de Almeida, no programa da Rádio Philips "Samba e outras coisas", de Henrique e Marília Batista..

Por essa época, passou a viver da música, acompanhando cantores ao violão, o que faria por cerca de 12 anos.

Em 1936, escreveu de parceria com Portelo Juno "Oh seu José", gravada por Castro Barbosa. No ano seguinte, também em parceria com Juno, lançou "Me dá, me dá", gravado por Carmen Miranda, com a qual obteve grande êxito.

Passou, então, a compor principalmente choros humorísticos. Em 1938, Dircinha Batista e Barbosa Júnior gravaram seu choro "Ele não dorme sem apanhar" e Patrício Teixeira, o samba "Ao voltar da batucada", parceria com Max Bulhões.
A partir de 1944, começou a compor samba-canção, gênero que lhe trouxe grandes êxitos, dois quais destaca-se "Apogeu" com Herivelto Martins, gravada por Francisco Alves.

Em 1945, fez sucesso com o samba "Aquela mulher", gravado por Nélson Gonçalves e em 1946, com o samba "Mensagem", em parceria com Aldo Cabral .Gravado por Isaurinha Garcia, fez a cantora paulista ficar conhecida em todo o Brasil.

Gostou?
Citar
[Norma Hauer]
Norma Hauer - 6 de abr
CÍCERTO NUNES -2-

MENSAGEM

“Quando o carteiro chegou

E meu nome chamou

Com uma carta na mão.

Ante tcerteza tão rude

Não sei como pude

Chegar ao portão..

Lendo o envelope bonito,
O seu sobrescrito eu reconheci

A mesma caligrafia que me disse um dia
"Estou farto de ti"


Porém não tive coragem de abrir a mensagem
Porque, na incerteza, eu meditava
Dizia: "será de alegria, será de tristeza?"
Quanta verdade tristonha
Ou mentira risonha uma carta nos traz
E assim pensando, rasguei sua carta e queimei
Para não sofrer mais

Em 1947, ingressou na União Brasileira de Compositores, ocupando o cargo de Vice-Secretário, sendo o responsável pela administração da revista "Música e letra", e pela cobrança de direitos autorais de revistas especializadas em publicação de letras.

Mas não abandonou a composição fazendo-o em diferentes gêneros, como os baiões "Um cabra não chora" e "Manjericão", ambos em parceria com Humberto Teixeira.

Continuou compondo até 1961, gravando com Isaurinha Garcia, Jamelão e Moreira da Silva.

Como tantos outros compositores de sua época, abandonou a carreira com a entrada da Bossa Nova, em nosso meio musical.

Cícero Nunes faleceu em 3 de dezembro de 1993, aos 81 anos.


Norma

sexta-feira, 6 de abril de 2012

FOTO ANTIGA


Nas primeiras décadas do século XX um fotógrafo de Fortaleza percorria o interior cearense tirando fotos das famílias mais abastadas.  Fotografar hoje em dia é comum, a tecnologia  permitiu não só baratear os equipamentos como simplificar o processo.   Naquele tempo era diferente.  As máquinas eram grandes, pesadas, de curto alcance e  baixa velocidade. Qualquer movimento na hora do clique prejudicava a gravação da imagem.  As fotos a que me refiro exigia grande operação logística. Começava com um “vendedor” visitando as famílias munido de “mostruário” e convencendo cada patriarca contratar o serviço que, diga-se de passagem, não era barato.  Contrato ajustado, semanas depois chegava a equipe formada por, no mínimo, três pessoas:  o fotógrafo, o assistente e o auxiliar. A preparação durava dias. Mandavam fazer roupas novas, a casa era pintada, sala retocada, móveis eram envernizados, etc . Organizava-se tudo e ficavam todos de prontidão aguardando a melhor posição do sol por conta da luminosidade. A sessão de fotos durava horas. Era repetida muitas vezes para escolha de chapa sem defeito. Havia um costume curioso. Quando um filho da família estava ausente era substituído por um sobrinho. Nesta foto, o garoto da direita ocupa o lugar do primo.

Deste grupo fotografado não há sobreviventes, mas filhos, numerosos netos e bisnetos moram no Crato.  Registrando que a foto é de 1915 ou 1916, fica o desafio: quem identifica o grupo?
Agradecimento a prima Glória Pinheiro Ordonez, que me enviou a foto.

Pachelly na abertura do Azul Sonhado - José do Vale Pinheiro Feitosa

Ao abrir hoje o "No Azul Sonhado" tomei-me de surpresa. Onde estaria a obra de Pachelly Jamacaru um dos grandes fotógrafos do país e que abria o blog?. Sem exagero. E sem provincianismos. Pachelly em sua mansidão e até mesmo uma timidez enganosa é o verdadeiro espírito do título subterrâneo do blog: Catador de Versos. Pachelly tem um diálogo com o mundo de seu viver que nasce antes do clic e nele é fiel.

Mas qual seria a minha a dúvida? O Pachelly é destas pessoas que conhecemos muito. E apenas estive com ele uma breve noitada de festas quando tudo é dispersivo em fase de tantos, do álcool e da música. Mas Pachelly é sintético: neste segundo como em todos séculos. E nisso discutimos a questão da manipulação da foto pós clic: ou seja o fotoshop ou equivalente.

Por isso não reconheci este pastel ou seja este gauche em que se fundem figuras femininas. Estaria o Pachelly em outras práticas pós- clic? E isso importa? O resultado é leve, belo e tudo.

Consumismo - Por José de Arimatéa dos Santos

José de Arimatéa dos Santos
Estava a lembrar da semana santa quando criança e me lembro que falavam para mim que é um período de recolhimento e meditação. Não havia essa febre consumista que só falam em ovos de páscoa e festas. A festa ficava para o domingo de páscoa e não tinha essa de ovos ou coisas afins.
Nos dias atuais no capitalismo tudo vira consumismo e logo no início do ano já tem as propagandas para o carnaval e depois do carnaval tome anúncio de vendas para a páscoa. A semana santa e a páscoa viram somente datas para consumir, viajar e o que se vê nos noticiários televisivos são os números de automóveis que vão para a praia ou campo. E haja acidentes, infelizmente. Lamentável. A mesma correria dos outros dias só aumenta nessas datas com feriados.
Como disse no início faz-se necessário o meditar e procurar fazer as boas ações que elevam a alma e traz o bem estar para qualquer ser humano. E é importante a reflexão nesse dia tão especial para que o amanhã seja totalmente diferente do que vemos atualmente nesse mundão.
Que o respeito e a caridade no sentido de lutar por uma sociedade de iguais seja possível e não somente um sonho que demora a chegar. Quando falo em ser caridoso é no sentido de aproveitar o potencial de cada pessoa e ela própria no coletivo possa através de seu suor trabalhar pelo bem comum.
E a paz seja a tônica em todos os momentos dessa vida tão transitória, mas que cada um de nós merecemos que seja de muita felicidade e amor.

TODA A SEMANA SANTA - JOSÉ DO VALE PINHEIRO FEITOSA

A Semana Santa é aquela que vai da glória popular de Jesus Cristo entrando em Belém até a conquista dos corações na ressurreição. Este dois extremos da semana, no entanto, é permeado por todo o drama das sociedades hierarquizadas onde alguns são melhores que outros.

No domingo de ramos Jesus arrebata as multidões. Se formos tomar uma referência atual ele estaria com alto índice de aprovação, com o IBOPE lá em cima. Conduzido sobre o principal meio de transporte de sua sociedade tribal e rural, ele é tratado como um Rei: está no topo de todos os homens de Israel.

Nos dias seguintes Jesus radicaliza seu discurso e sua ação ao máximo em toda a narrativa de sua vida. Afronta o poder de César reduzindo César a apenas ele mesmo. Desidratou o Imperador do seu próprio império: dê a César o que é de César. Ou seja, apenas a sua moeda cunhada com a própria esfinge.

Depois investe ferozmente contra os vendilhões do templo e o sinédrio que a rigor era o poder constituído do povo de Israel. Denuncia as principais lideranças judias nominalmente e em função de suas altas posições hierárquicas. Afronta o debate público, fazendo manifestações junto ao povo contra os poderes constituídos do império e de Israel naquela altura sabujos do poder maior.

A radicalização é consciente a ponto dele começar a preparar os discípulos para o pior que viria. As falas da última ceia, o encontro no monte das Oliveiras e a oração de Getsêmani são a tomada de consciência verbalizada aos discípulos de que a vingança do poder hierárquico estava por vir.

A reação do poder constituído de Israel é mais furiosa e contundente do que mesmo aquela do Império Romano. O poder de Israel estava afrontado em sua posição hierárquica com uma mensagem de igualdade e irmandade, mas o poder do Império Romano queria apenas extrair as vantagens de suas posições no Oriente Médio com o menor custo possível em revoltas populares. Afinal Jesus tinha sido aclamado pelo povo.

O papel do Sinédrio, sumos sacerdotes, classe dos fariseus, escribas e anciãos é a violência da luta política com suas farsas, traições e manipulação do sentimento popular. Nada diferente de toda sociedade de massa. E o que fazem é o que se repete continuamente na história contemporânea.

Destruir não apenas o homem Jesus, mas a sua mensagem que era o perigo maior. Então a ação política seria destruir o mensageiro junto com a mensagem. A primeira ação: levar um membro do núcleo central da organização - os apóstolos - a trair Jesus, pois assim a mensagem estaria também atacada. Eis o papel de Judas: ser o instrumento do esvaziamento da mensagem de Jesus.

Depois forjar todo tipo de prova, num falso tribunal e condená-lo à morte. Em seguida ganhar o coração do povo, através de manobras em praça que mobilizam as multidões reunidas, por exemplo, salvar Barrabás e condenar Jesus. Esta escolha era o sinal da conquista das multidões pela reação do poder da hierarquia.

Finalmente se precaverem de uma possível reviravolta no sentimento popular ao transferir o ato formal de condenação ao poder Romano. Que era o poder externo. Neste processo eles sustentaram a máquina de propaganda junto às multidões, infiltrando seus membros a insuflar o povo.

O ato do calvário e da crucificação são por demais explorados. Os modernos detentores do poder hierárquico e do ódio à igualdade e à irmandade transferiram a mensagem para depois do sofrimento, do calvário e da morte. Por isso substituíram a Semana Santa pela Paixão de Cristo. Onde as cenas de sofrimento, do eterno sofrimento do homem sobre a terra é o centro do ritual.

Mas não foi isso o que se disse. Cristo ressuscitou e apenas não ressuscitou em carne e osso com as mesmas intenções do Domingos de Ramos, qual seja conquistar as multidões nas ruas ou nas praças públicas. Ao contrário, a ressureição é a ressureição do coração de cada um, sacrificando todo o seu estilo de vida, todas as suas crenças, preconceitos e artimanhas da hierarquia numa grande destruição e ressuscitando com o coração pleno de irmandade e igualdade entre todos.

E quando os tontos da hierarquia de líderes e reis dão coices contra a idéia de que os homens sejam iguais, a mensagem lhe diz o essencial: somos diferentes em algumas qualidades e iguais perante Deus. Pois Deus não é o poder, mas o símbolo da igualdade. Deus não é humano e nem humanizado: não tem pecado, não tem lei, não se vinga e não persegue. Ele apenas é Deus porque paira acima dos homens a lhes dar a consciência de que suas instituições são arranjos passíveis de modificações e melhoria.

Então que a igualdade seja ressurreta e que os vendilhões do templo sejam expulsos. Que mais um aposentado grego não se imole em face dos bancos.

Como dizia aquele locutor de Barbalha anunciando o filme no Cine Neroli: se não for isso eu cegue.

Música linda!


ANTÓNIO BARBOSA TAVARES




As mãos e o silêncio

O silêncio não existe em vão. Reverbera num fio de luz a essência do mistério. O céu é uma abôbada soturna que alberga esta mágoa de me não ser permitido saber para além do sopro deste sentir.

Olho as mãos vazias e busco uma canção para afagar a dolência desta hora. Reinvento uma esperança esquiva, busco um afago, uma explicação para o sangue que me percorre, na flâmula de vida que me foi soprada, a caminho do barro desta imparável condição.

Que palavras se me oferecem dizer, neste colossal silêncio em que me sinto soçobrar. Um homem defronte da sua magistral solidão, desnudo, a sós perante o indecifrável mistério de ser. Por onde começar esta inquirição? Olhos as mãos, escuto o fremir do sangue que pulsa, agita, alimenta o futuro do sonho , perplexifica e atemoriza o outro em mim.

Tento saciar a sede de infinito que Alguém me reinventou. Uma rosa vermelha dentro de um vaso de vidro sobre a mesa, deveria bastar.

Que insondáveis mistérios habitam a sede de um alma que se deseja saber no além-tempo desta fugiente viagem?

O silêncio é avassalador. Aniquilante e grandioso .Revelador e atemorizante Esventra a alma e faz-me sentir menos que a insignificância. Agora compreendo porque terá Deus inventado o homem. Provávavelmente, para aplacar a Sua própria solidão. Só seremos perante e em função de alguém. Precisamos do outro para saber que somos, por isso a solidão é penível e ainda mais tormentosa quando resulta do desejo não apenas de inquirir o infinito , mas de o sondar, para além do espectáculo da própria vida.

Ninguém suporta o seu próprio vazio, só os outros poderão colmatar ineficientemente as nossas brechas, suprir por algum tempo a nossa solidão.

Do desejo e da vontade de amar e ser amado se alimentam os caudais da vida. O mundo conquanto se nos assemelhe cruel e descompadecido, deve a sua perpetuidade à inexaurível sede de amor.

Olho as mãos vazias, mãos que sabem colher frutos e acariciar um rosto amado, mãos que servem para suster os vendavais e dedilhar as delícias da vida , mãos pacificadas, mãos erguidas no silêncio e na inutilidade de desejar do mundo um oásis de fraternidade. Mãos que se deveriam erguer para as nuvens e colher numa clareira de luz o mistério da fruição da vida , sem outra pergunta que não seja contemplar esta ave que gorjeia e aquela outra que leva no bico o sentido paternal da vida e soube arquitectar num acolchoado de penas o amoroso resguardo de seus filhotes.

Mãos que sabem ser piedosas e deveriam servir perenemente a piedade. Mãos que deveriam germinar um gesto de gratidão, um naco de pão espiritual, e se recollhem resguardadas, no seu abominável egoismo.

Preencho o intervalo do silêncio, reinvento-me numa esperança. Não sei que força secreta impele a viver, para além do fruto azul esperançadao do amanhã, sabendo que cada dia futuro será fiel e fatalmente a cópia do dia precedido, no inexorável caminho da eternidade da qual nada enxergo para lá do absoluto silêncio.

Olho as mãos vazias. Nada sei do mistério que as talhou. Sei apenas que este mundo não basta para aplacar esta sede que ultrapassa a humana condição. Não posso saltitar sobre a minha própria sombra, sem diluir a alma num ignoto mar de trevas, nem a magnifica luz do sol me revela este mistério ensolarado. Que vontade, desejo, sonho ou destino, se oculta por detrás da aparência do mundo?

Acaso saberá alguém distrinçar esta sede de infinito? Olho este cordame de veias por onde flui o sangue de milhentas interrogações sem resposta plausivel. Mãos talhadas para algum propósito, talvez mãos que se não consumaram ainda nos gestos de amor para que foram traçadas e que, por essa razão, não almejaram ainda a perenidade do seu fim último.

Quem me diz que as mãos , acariciando uma guitarra, serão as mesmas que despoletaram uma granada? Executam o que o coração ordena e são instrumentos da alma e tanto dedilham uma sinfonia como mancham de sangue um inocente. As mãos deveriam viver apenas para semear e colher as sementes da fraternidade para que a vida na terra não ensombrasse de pesadelos o mistério da criação.


António Barbosa Tavares
Brampton, Março/2002

Desabafo- Colaboração de Ismênia Maia





São 6:30 da manhã...

O despertador canta de galo e eu não tenho forças nem para atirá-lo
contra a parede...

Estou tão cansada... não queria ter que trabalhar hoje...

Queria ficar em casa, cozinhando, ouvindo música, cantarolando, até....

Se tivesse filhos, gastaria a manhã brincando com eles, se tivesse< br />cachorro, passeando pelas redondezas...

Aquário? Olhando os peixinhos nadarem...

Se eu tivesse tempo... gostaria de fazer alongamento... Brigadeiro...

Tudo menos sair da cama e ter que engatar uma primeira e colocar o
cérebro pra funcionar.

Gostaria de saber quem foi a mentecapta, a infeliz matriz das
feministas que teve a estúpida idéia de reivindicar direitos de
mulher... queria saber.

POR QUE ela fez isso conosco, que nascemos depois dela?

Estava tudo tão bom no tempo das nossas avós... elas passavam o dia a
bordar, trocar receitas com as amigas, ensinando-se mutuamente segredos
de molhos e temperos, de remédios caseiros, lendo bons livros das
bibliotecas dos maridos, decorando a casa, podando árvores, plantando
flores, colhendo legumes das hortas, educando as crianças, freqüentando
saraus, ENFIM, a vida era um grande curso de artesanato, medicina alter nativa e culinária.

Aí vem uma fulaninha qualquer que não gostava de sutiã nem tão pouco de
espartilho, e contamina várias outras rebeldes inconseqüentes com
idéias mirabolantes sobre "vamos conquistar o nosso espaço"!!!

Que espaço, minha filha???

Você já tinha a casa inteira, o bairro todo, o mundo aos seus pés.

Detinha o domínio completo sobre os homens, eles dependiam de você para
comer, vestir, pra tudo!!! Que raio de direitos requerer?

Agora eles estão aí, são homens todos confusos, que não sabem mais que
papéis desempenhar na sociedade, fugindo de nós como o diabo foge da
cruz...

Essa brincadeira de vocês acabou nos enchendo de deveres, isso sim. E
nos lançando no calabouço da solteirice aguda.

Antigamente, os casamentos duravam para sempre, tripla jornada era
coisa do Bernardinho do vôlei - e olhe lá, porque naquela época não exis tia
Bernardinho do vôlei.

POR QUE ???..me digam POR QUE um sexo que tinha tudo do bom e do
melhor, que só precisava ser frágil, foi se meter a competir com o macharedo?

Olha o tamanho do bíceps deles, e olha o tamanho do nosso. Tava na cara
que isso não ia dar certo!!!

Não agüento mais ser obrigada ao ritual diário de fazer escova,
maquiar, passar hidratantes, escolher que roupa vestir, e que sapatos
combinar, que acessórios usar... tão cansada de ter que disfarçar meu
humor , que sair sempre correndo, ficar engarrafada, correr risco de
ser assaltada, de morrer atropelada, passar o dia ereta na frente do
computador, com o telefone no ouvido, resolvendo problemas que nem são meus!!!

E como se não bastasse, ser fiscalizada e cobrada (até por mim mesma)
de estar sempre em forma, sem estrias, depilada, sorridente, cheirosa,
com as unhas feitas, sem falar no currículo impe cável, recheado de
mestrados, doutorados, e especializações.

(ufffffffffffffffffff!!!!!!!). .

Viramos super mulheres e continuamos a ganhar menos do que eles... Não
era muito melhor ter ficado fazendo tricô na cadeira de balanço?

CHEGAAAAAAA!!!... eu quero alguém que pague as minhas contas, abra a
porta para eu passar, puxe a cadeira para eu sentar, me mande flores
com cartões cheios de poesia, faça serenatas na minha janela...ai meu
Deus, já são 7:30, tenho que levantar!...

E tem mais, quero alguém que chegue do trabalho, sente no meu sofá,
coloque os pés pra cima e diga "meu bem, me traz um cafezinho, por
favor?", descobri que nasci para servir.

Vocês pensam que eu to ironizando? To falando sério! Estou abdicando do
meu posto de mulher moderna.... Troco pelo de Amélia. Alguém se habilita?

(Autora: uma Executiva Puta da Vida)!!!!

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Maior É Deus - Eduardo Gudin / Paulo César Pinheiro

É, maior é Deus
Pequeno sou eu
O que eu tenho foi Deus quem me deu
O que eu dou é o que eu tenho
Foi Deus quem me deu

Eu nada sou
Mas também não sou nenhum fariseu
Vim aqui pra falar, falou
Porque o cala boca já morreu
Maior é Deus

Mas é o que eu vou lhe mostrar
O que de melhor for meu
Quem quiser me escutar, escutou
Não quero glória, fama ou apogeu
(Maior É Deus)

Na Rádio Azul


14 de abril , no Crato Tênis Clube!



95% das mesas estão vendidas e ou/ reservadas.
Quem precisar de ingressos individuais, nos procure.
Telefones:
35234305( Hugo)
35232867(Socorro)
Não tenho dúvidas de que a festa será um sucesso.
4 hs de música para ouvir e dançar.
Encontro de várias gerações.
Data comemorativa  para Hugo, e os amantes da boa música.
É festa de músicos! É festa  da música! É festa de Hugo Linard!
Participação especial de Hildelito Parente, Leninha Sobreira, Ranier Oliveiva, Salatiel,Peixoto, e orquestra formada por diversos: metálicos, teclados, cordas e percussão.
Todos estão convidados!


Traje: esporte fino.
Ingresso p/pessoa: 25,00


Estamos de parabéns!




Ganhamos de presente  uma nova foto de Pachelly Jamacaru , sensacional, exclusiva, feita com o maior dos carinhos.
Obrigada,  amigo!
Apesar da temática feminina, os meninos se escondem  no azul do nosso caminho, e revelam-se  em palavras, nesta riqueza de textos, que iluminam o nosso dia a dia.


Belo, Pachelly!