por José do Vale Pinheiro Feitosa
Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.
José do Vale P Feitosa
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Café para dois- por socorro moreira
Vigília - por socorro moreira
A intuição fala grosso (estranho, pois é feminina)
Ela diz, eu entendo como se pudesse traduzir o japonês que eu invento.
A verdade é clara, em qualquer idioma.
Reflexão minha...
Federico Fellini
Lembrança antiga de Canoa Quebrada- por socorro moreira
20 de Janeiro - Dia de São Sebastião
Garrincha
— Carlos Drummond de Andrade
Moon River - Trilha sonora do filme "Bonequinha de luxo"
Moon river
Wider than a mile
I'm crossing you
In style some day
Oh, dream maker
You heart breaker
Wherever you're goin'
I'm goin' your way
Two drifters
Off to see the world
There's such
A lot of world to see
We're after the same
Rainbow's end
Waitin' 'round the bend
My huckleberry friend
Moon river
And me
Moon river
Wider than a mile
I'm crossing you
In style some day
Oh, dream maker
You heart breaker
Wherever you're goin'
I'm goin' your way
Two drifters
Off to see the world
There's such
A lot of world to see
We're after the same
Rainbow's end
Waitin' 'round the bend
My huckleberry friend
Moon river
And me
Rio da Lua
Rio da Lua,
mais largo que uma milha
Eu atravessarei você
com elegância algum dia
Oh, criador de sonhos,
você partiu meu coração
Onde quer que você esteja indo,
eu estarei seguindo seu caminho.
Dois errantes
Fora pra ver o mundo
Há tanto
do mundo para se ver
Nós procuramos a mesma
extremidade do arco-iris
Esperando em volta da curva
Meu amigo Huckleberry
Rio da Lua
e eu.
Rio da Lua,
mais largo que uma milha
Eu atravessarei você
com elegância algum dia
Oh, criador de sonhos,
você partiu meu coração
Onde quer que você esteja indo,
eu estarei seguindo seu caminho.
Dois errantes
Fora pra ver o mundo
Há tanto
do mundo para se ver
Nós procuramos a mesma
extremidade do arco-iris
Esperando em volta da curva
Meu amigo Huckleberry
Rio da Lua
e eu.
Audrey Hepburm
COMPROVE!!!!! - Autor desconhecido
Dependendo da posição, o prazer será maior...
Segundo estudos recentes:
parado em pé, fortalece a coluna;
de cabeça baixa, estimula a circulação do sangue;
de barriga para cima é mais prazeroso;
sozinho, é estimulante, mas egoísta;
em grupo, pode até ser divertido;
no banho pode ser arriscado;
no automóvel, é muito perigoso...
com frequência, desenvolve a imaginação;
entre duas pessoas, enriquece o conhecimento;
de joelhos, o resultado pode ser doloroso...
Enfim, sobre a mesa ou no escritório,
antes de comer ou depois da sobremesa,
sobre a cama ou na rede,
nus ou vestidos,
sobre o sofá ou no tapete,
com música ou em silêncio,
entre lençóis ou no "closet":
sempre é um ato de amor e de enriquecimento.
Não importa a idade, nem a raça, nem a crença, nem o sexo, nem a
posição socioeconômica...
... Ler é sempre um prazer...!!!
DEFINITIVAMENTE, LER LEVA A DESFRUTAR DA IMAGINAÇÃO...
E VOCÊ ACABOU DE EXPERIMENTAR ESSE FATO...!!!
E, É CLARO, PENSOU BESTEIRA...RSSSS!
Recebido por e-mail
Pensamento para o Dia 20/01/2011

“Para vocês se libertarem da sucessão de mortes, o único meio é "Conhecê-lO". Não se imaginem como pecadores, pois vocês são herdeiros da bem-aventurança (Ananda) eterna. Vocês são "imagens" de Deus. Vocês, por natureza, são sagrados, completos. Há um pecado maior de que chamá-los pecadores? Vocês desonram-se, difamando-se, quando aceitam o título de "pecadores". Ergam-se! Rejeitem o sentimento de que são o corpo. Não sejam enganados por essa idéia. Vocês são o Atma. São gotas do Néctar (Amrita) da Imortalidade que não reconhece começo ou fim. Todas as coisas materiais são seus escravos algemados, vocês não são escravos algemados delas.”
Sathya Sai Baba
As flores feridas - Emerson Monteiro
Vivendo nos braços de ilusões passageiras,
Artistas em festa alimentam o destino
Dos pássaros ligeiros lançados aos céus.
Quanta dor reunida num vento que passa:
Laços fortes e presas são mãos invisíveis
A dominar suas vidas de moços cantantes,
Produzidos, ligeiros, bonitos e frágeis.
Assim acontece aos que se esquecem
Das possibilidades dos trilhos da vida,
Caminhos desertos e inocentes vítimas
Da garra amolada nos shows dessa lida.
Há também outras lutas em vários sentidos,
De sorrisos e luzes, nos ritmos e planos
Das ricas histórias dos grandes artistas,
Os Senhores da fama e bonecos das fitas.
Ninguém acredite em desejo arriscado
De subir as escadas de um jeito afoito
Que persegue talentos e planta ilusões
Na carreira animada dos astros da mídia.
Melhor bem será crescer consciente,
Saber ser humilde e estudar com prazer
Na escola dos dias; e amar bem os livros,
Para erguer seus castelos nos solos seguros.
E depois disso tudo vem vir o sucesso
Das fases amenas, no palco dos sonhos,
Nas horas benditas dos mundos melhores,
Ao pouso tranquilo dos campos dourados.
200111.
Solidariedade feminina ou..."a posição" - José Nilton Mariano Saraiva
A "posição" é uma das primeiras lições de vida de uma menina, super importante e necessária, e irá acompanha-la por toda a vida. No entanto, ainda hoje, em nossa vida adulta, "a posição" é dolorosamente difícil de manter quando a bexiga está estourando.
Quando você TEM que ir ao banheiro público, encontra uma fila de mulheres que faz você pensar que o Brad Pitt deve estar lá dentro. Você se resigna e espera, sorrindo para as outras mulheres, que também estão com braços e pernas cruzados na posição oficial de "estou me mijando". Finalmente, chega a sua vez. Isso, se não entrar a típica mamãe com a menina que não pode mais se segurar. Você, então, verifica cada cubículo por baixo da porta para ver se há pernas. Todos estão ocupados!
Finalmente, um se abre e você, desesperada, se lança em sua direção, quase que puxando a pessoa que está saindo. Você entra e percebe que o trinco não funciona (nunca funciona); não importa... Você imagina pendurar a bolsa no gancho da porta, mas...não há gancho. Então, você inspeciona a área. O chão está cheio de líquidos não identificados e você não se atreve a deixar a bolsa ali; então, você a pendura no pescoço mesmo, enquanto observa como ela balança sob o teu corpo, sem contar que você é quase decapitada pela alça porque a bolsa está cheia com os 50 kg de bugigangas que você foi enfiando lá dentro, a maioria das quais você não usa, mas que você guarda lá, porque ...nunca se sabe, né ???
Mas, voltando à porta... Como não tinha trinco, a única opção é segurá-la com uma mão, enquanto, com a outra, você abaixa a calcinha com um puxão e se coloca "na posição". Alívio...... AAhhhhhh.....finalmente...
Aí é quando os seus músculos começam a tremer ...Porque você está suspensa no ar, com as pernas flexionadas e a calcinha cortando a circulação das pernas, o braço fazendo força contra a porta e uma bolsa de 50 kg pendurada no pescoço. Você adoraria sentar, mas não teve tempo de limpar o assento, nem de cobrir o vaso com papel higiênico. No fundo, você acredita que nada vai acontecer, mas a voz de tua mãe ecoa na tua cabeça "jamais sente em um banheiro público!!!" e, assim, você mantém "a posição" com o tremor nas pernas... E, por um erro de cálculo na distância, um jato finíssimo salpica na tua própria bunda e molha até tuas meias!! Por sorte, não molha os sapatos.
Adotar "a posição" requer grande concentração. Para tirar essa desgraça da cabeça, você procura o rolo de papel higiênico, maaassss... puuuuta que o pariuuuu...! O rolo está vazio...! (sempre).
Então você pede aos céus para que, nos 50 kg de bugigangas que você carrega na bolsa, haja pelo menos um miserável lenço de papel. Mas, para procurar na bolsa, você tem que soltar a porta. Você pensa por um momento, mas não há opção...E, assim que você solta a porta, alguém a empurra e você tem que freiá-la com um movimento rápido e brusco, enquanto grita, OCUPAAADOOOO!!!
Aí, você considera que todas as mulheres esperando lá fora ouviram o recado e você pode soltar a porta sem medo, pois ninguém tentará abri-la novamente (nisso, as mulheres se respeitam muito) e você, enfim, pode procurar seu lenço sem angústia. Você gostaria de usar todos, mas quão valiosos são em casos similares e você guarda um, por via das dúvidas.
Você então começa a contar os segundos que faltam para sair dali, suando em bicas, porque você está vestindo o casaco, já que não há gancho na porta ou cabide para pendurá-lo. É incrível o calor que faz nestes lugares tão pequenos e nessa posição de força, que parece que as coxas e panturrilhas vão explodir. Sem falar da porrada que você levou da porta, da dor na nuca pela alça da bolsa, do suor que corre da testa, das pernas salpicadas...
Heroicamente você resiste a tudo, já que prevale a lembrança de tua mãe, que estaria morrendo de vergonha se te visse assim, já que sua bunda nunca tocou o vaso de um banheiro público, porque, "você não sabe que doenças você pode pegar ali".... Você está exausta. Ao ficar de pé, você não sente mais as pernas. Você acomoda a roupa, rapidíssimo, e tira a alça da bolsa por cima da cabeça!...Você, então, vai a pia lavar as mãos.
Está tudo cheio de água, então você não pode soltar a bolsa nem por um segundo. Você a pendura em um ombro, e não sabendo como funciona a torneira automática, você a toca até que consegue fazer sair um filete de água e estende a mão em busca de sabão. Você se lava na posição de “corcunda de notre dame” para não deixar a bolsa escorregar para baixo do filete de água.... O secador, você nem usa. É um traste inútil; então, você seca as mãos na roupa porque nem pensar usar o último lenço de papel que sobrou na bolsa para isso. Você então sai..
Sorte sua se um pedaço de papel higiênico não tiver grudado no sapato e você sair arrastando-o; ou pior, a saia levantada, presa na meia-calça, que você teve que levantar à velocidade da luz, e te deixou com a bunda à mostra!
Nesse momento, você vê o teu carinha que entrou e saiu do banheiro masculino e ainda teve tempo de sobra para ler um livro enquanto esperava por você. "Por que você demorou tanto?" pergunta o idiota. Você se limita a responder: "A fila estava enorme"
E esta é a razão porque as mulheres vão ao banheiro em grupo. Por solidariedade, já que uma segura a tua bolsa, outra o casaco, a outra segura a porta e assim fica muito mais simples e rápido, já que você só tem que se concentrar em manter "a posição" e a dignidade.
Autor: desconhecido
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
esperarei o dia
SOB O CÉU DO DESERTO por João Marni
Falo do mergulho ao nosso interior, buscando nossos motivos, com a alma nua e em silêncio, capaz então de perceber nossos ruídos, nossas dores, nossas culpas e os aplausos pelos nossos acertos.
Não será uma balança, posto que gramas do que fazemos pelo próximo pesam muito mais do que quilos por nós mesmos, quando no nosso prato só a vaidade, o egoísmo, a insensatez, a grosseria, a ingratidão e a cegueira - apesar de tanta luz -, e a mudez quando não gritamos pelo outro diante de uma injustiça!
Entregar-se, doar-se, arriscar-se, não pensar mais em si.

Elis Regina Carvalho Costa (Porto Alegre, 17 de março de 1945 – São Paulo, 19 de janeiro de 1982) foi uma cantora brasileira. De morte trágica e prematura, deixou vasta e brilhante obra na música popular brasileira. A discografia apresenta mais de 35 títulos. Vinícius de Moraes apelidou-a de Pimentinha.
Nara Lofego Leão Diegues (Vitória, 19 de janeiro de 1942 — Rio de Janeiro, 7 de junho de 1989) foi uma cantora brasileira.
Filha caçula do casal capixaba Jairo Leão e Altina Lofego Leão, Nara nasceu em Vitória e mudou-se para a Cidade do Rio de Janeiro quando tinha apenas um ano de idade, com os pais e a irmã, a jornalista Danuza Leão. Durante a infância, Nara teve aulas de violão com Solon Ayala e Patrício Teixeira, ex-integrante do grupo "Os Oito Batutas" de Pixinguinha. Aos 14 anos, em 1956, resolveu estudar violão na academia de Carlos Lyra e Roberto Menescal, que funcionava em um quarto-e-sala na rua Sá Ferreira, em Copacabana. Mais tarde, Nara tornou-se professora da academia.
QUER VENCER?
Quer vencer os desafios?- confie em DEUS!
Quer ser bom no que faz?- Pratique!
Quer alcançar o objetivo?- Jamais desista!
Quer crescer?- tenha raízes.
Quer ver resultados? Persevere.
Quer ser feliz?- esqueça o passado
Quer falar bem?- Escute melhor.
Quer aprender?-Persista em ler.
Quer realização pessoal?- Sirva!
Quer fazer diferença?-Pague o preço.
Aqueles que nada fazem e esperam algum tipo de vitória estão enganados.
A vitória é dos que lutam, dos que agem, dos que "saem do porto".
A vitória é dos que se arriscam para alcançar o alto da montanha.
Essa, descobri agora ...
Sérgio Sampaio
Composição: Sérgio Sampaio
Há muito qu'eu trago
No sangue comigo
A febre de um samba
Que é meu amigo
Há muito qu'eu molho
Seus olhos enxutos
Há muito qu'eu canto
Eu só sei cantar
Já fui derrotado
Brigando num ringue
Cantor consagrado
De tango e suingue
Depois destronado
Depois, um bandido
Há muito qu'eu canto
Eu só sei cantar
Pelas madrugadas
Boêmio convicto
Bebendo traçado
Cantando sozinho
Um samba quadrado
Até o sol reclamar
Eu hoje não posso
Ficar em silêncio
Depois de reinar
Neste palco imenso
Há muito qu'eu canto
Eu não posso parar
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Ouça músicas grátis
No instante impróprio- por socorro moreira
Pensamento para o Dia 19/01/2011

“A mente não deve ficar vagando em todas as direções indiscriminadamente como uma mosca. A mosca vive na loja de doces e corre atrás dos carros de lixo; a mosca (mente) deve ser ensinada a perceber a doçura do primeiro lugar e a presença de impurezas no segundo lugar, de modo que não abandone a loja de doces e siga o caminhão de lixo. Quando tal ensinamento é transmitido para a mente, ele é chamado de meditação. Por outro lado, veja a abelha! Ela tem contato apenas com a doçura; ela se aproxima apenas das flores que possuem néctar; não é atraída por outros lugares; nunca vai até lá. Da mesma forma, você deve abandonar todos os apegos pela atração sensorial.”
Sathya Sai Baba
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“As principais coisas a serem consideradas não são a que custo tem-se orado ao Senhor, ou o número de anos que se tem empenhado nisso, ou as regras e regulamentos que se segue, ou mesmo o número de vezes que se tem orado. As principais considerações são: com que disposição tem-se orado, com que grau de paciência tem-se esperado pelo resultado e com que disposição unificada tem-se implorado pela bem-aventurança Divina, independentemente da felicidade mundana e dos atrasos, sem cansaço e com uma atenção constante em si mesmo, em sua meditação e em suas tarefas atuais. Na medida do possível é necessário direcionar a mente para todas as coisas sagradas que produzem doçura e alegria associadas ao Senhor.”
Sathya Sai Baba
Versos no andar a pé- por socorro moreira
espero as horas sem teclas novas
sem o céu das estrelas
janela chama por meu olhar ,
cúmplice da estrada
tudo marcado e sagrado
quero voltas ...
algumas invictas !
Operário das letras
Desconcentra a comunicação
Ponte mantida!
Paixão dócil
tem solução
Na lucidez dos sentidos
nossos olhos
(mar de conhaque)
espumam-se
papel e lápis
borracha em desfunção
palavra mansa
conflito ardente
Fuga em dó
Ré menor
canção em pentaquilo
Sinto o cheiro incomum
da química dos conhecidos.
Parabéns, Dona Maria Valdenora !
Há 83 ela nascia, filha de Maria.
Abriu os olhos, soltou o choro,
numa fazenda de carnaúbas.
Piauí das trovoadas
Flora agreste
Vento embalando sono
Calor queimando a pele
Lamparinas acesas
vestidas de estrelas
Pequena,
crescida,
menina...
Voltou à fragilidade antiga
Cinco Marias cuidam do seu dia
O tempo é corrosivo e multiplicador !
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
tudo eu faria
todas as estradas desse mundo
mergulharia no escuro mais profundo
que o mar tivesse pra oferecer:
tudo eu faria
me perderia por todas as ruas
esqueceria o meu nome até que
me voltassem as palavras suas
e no silêncio sempre sem saber
onde estaria o fim da saudade
nada mais teria pra dizer:
tudo eu faria
dobraria o tempo
retornaria ao começo de tudo
recolheria as pedras do templo
se um templo existiu num tempo de absurdo
sem que ninguém viesse a saber
tudo eu faria
me jogaria na calma dos desertos
o vento roçando na forma da areia
something vibrando em meus ouvidos
meu coração preso em sua teia
reduzido a nada o meu querer:
tudo eu faria
me entragaria às lâminas do frio
que castiga a cidade no outono
quando o meu copo então está vazio
porque bebi o dia que é sem dono
de cujas horas se faz a solidão
porque é meu o dom de não esquecer:
tudo eu faria
???
as pernas não sabem
o caminho de volta
para as melhores horas
de nossas mãos
esse sax tenor
a tarde cheia de frases
se um trumpete então
tal que a tarde
com suas ruas ensolaradas
e as mesmas perguntas
a luz arrebenta na torre
da
igreja
fim da tarde
todas as teclas do piano
escondem a fórmula viva
da música
tem um cigarro aí?...
eu não posso mais dizer
não não posso
não posso
quem sabe que diga
eu não posso mais
calma!...
eu quero um cigarro!
nem ninguém pode mais
calma!...
não não não dá mais
ent...
a música acaba
que é isso?
São Gonçalo do Amarante - Emerson Monteiro
- Mestre, em que lhe posso ser útil para diminuir a tristeza deste mundo? - quis saber o artista e nisso foi perguntando.
- Ora, Gonçalo, por mais que faças, não conseguirás dominar o espírito rebelde dessa gente, mais ainda desses que se divertem no prostíbulo da vila - respondeu Jesus. - Estive lá e eles se mostraram surdos aos meus ensinos, igual a muitos, que preferem continuar na trilha da perdição.
- Senhor, haverá, por certo, outros meios de educar. Quem sabe a música possa tocar os seus corações? - falou Gonçalo, disposto a colaborar na divulgação do bom caminho.
- Tudo pode acontecer. Já que é violeiro, queres experimentar esse recurso? - acrescentou o divino Mestre. Seguiram prosando no assunto. Depois desse diálogo, os dois combinaram que, na hipótese de o músico realizar a proeza da transformação dos pecadores do prostíbulo da vila de Amarante, receberia em dobro as bênçãos de curador.
Gonçalo seguiu na missão. Quando chegou à comunidade, tratou de acertar que, naquela mesma noite, realizaria uma festa em que tocaria para quem viesse ao salão de dança. Os freqüentadores do lugar aceitaram de bom grado o convite, animados perante aquela rara oportunidade.
Festejaram a noite toda até de manhã cedo. No cantar do galo, ainda se ouvia o pinicado da viola do músico. Era chegada a hora de trabalhar. Todos tiveram de procurar suas obrigações, sabedores, no entanto, de que, mais tarde, de noite, se repetiria a mesma função. Mulheres e homens aceitaram bem a chance de, outra vez, se alegrarem com a música de Gonçalo.
Enquanto isso, a notícia se espalhou das cercanias aos lugares mais afastados, quando escureceu, se apresentaram as pessoas interessadas no folguedo que invadiu a madrugada. Antes do fim de cada festa, Gonçalo repetia o convite para a noite seguinte. Não deixava arrefecer os ânimos dos frequentadores, e dessa forma continuou nos dias que se seguiram. À noite, os bailes de rara animação; de dia, os duros afazeres do trabalho de cada um dos convivas para manter a sobrevivência.
À maneira de Gonçalo, todos, sem exceção, tanto as mulheres quanto os seus amantes, se viram na contingência de abandonar os vícios e a fornicação, por meio da música animada e da exaustão das numerosas festas.
Passados mais alguns dias, concluiu a tarefa e se apresentou a Jesus, levando consigo a fieira de almas que havia catequizado. Conta mestre Joaquim Pedro da Silva, o responsável pelo grupo da dança de São Gonçalo que existe na subida do Horto, em Juazeiro do Norte, que Gonçalo, fazendo assim, adquiriu o merecimento de poder socorrer, por si só, aqueles que lhe procuram, sem carecer de intermediação, chegando até Deus com a sua força espiritual, pois dispõe da ciência que recebeu de Jesus quando atendeu a esse ofício que Ele determinou.
Meditações por João Marni
Relatividade – Partiste. Na volta, porém, ninguém aqui de ti!
Roendo as unhas – Criou o que não deveria ter criado; como perfeito é, não pode arrepender-SE!
Infinitude - Os sonhos da infância.
A força e a coragem da juventude!...
Traição e humilhação...
Injustiça e condenação.
A dor, a extremada dor.
O calor, a sede.
O medo.
O perdão.
A entrega
Jesus.
Improviso para um poeta.
Seu verso não vem da distante Itabira
não vem do alentejo seu canto, sua lira
mas, feito de aço, de bronze granito
retrata profundo seu laço, seu grito...
Quem dera eu poeta, em meu verso cantasse
com tal agudeza que o tempo estancasse
na dor alegria do verso certeiro
minhalma jorrasse de vez por inteiro.
Poeta, porém de pequena estatura,
pelejo com cinzas da vã criatura
cinzelo em poeria meu longo penar.
Recebo em seu canto, de nobre escultura
suave acalanto, da dor, sepultura
na noite do tempo estrela brilhar.
O emparedado

Eu sempre calado
entre estranhos dobres.
Eis-me limitado
por estanho e cobre.
Eis-me emparedado
no meu quarto pobre.
Ainda mais me calo,
por mais que me dobres.
Sempre o mesmo avaro,
por mais que me cobres.
Parco de palavras
e outros marcos úteis.
Nessas minhas lavras,
sempre mais inúteis.
Memórias escravas,
minhas cobras fúteis.
Meus anjos de lavas,
trevas, barros súteis.
Eis-me em lande escassa:
longe, as formas dúcteis.
Esse o meu destino.
Moldar a estrutura
de encruados mitos.
Na pedra mais dura
forjar um estilo
de vaga ventura.
Nesta arte prossigo,
hera de ternura.
Neste brando rito,
palavra mais pura.
Do quarto as paredes
a pele do corpo.
Isolam as sedes
deste vário horto,
lançadas as redes
onde tudo é morto.
Onde eram as lendas
é um olho torto.
Por que se desvendem
as vozes do orco.
E o que era talvez
um menino antigo
finda-se de vez.
Desse mito findo
o muro de pez
e íntimo granito.
Dessa viuvez
no verbo falido.
– Um poema não lês,
não se lê o olvido.
____________________
Tempo de memória. Não mudei muito: penso que este poema já velho
(in O Emparedado, Companhia Editora Americana, Rio, 1975)
ainda me define.
A foto é da Sônia.
___________________
notas soltas
preciso beber
meu sangue
então não repare
nos meus lábios
rubros
é que nem sempre
sou pálido e tenro
preciso beber meu sangue
juntar meus ossos
encaixar a loucura
no vão encanto
é que por muito tempo
coçam meus dedos
salivam meus dentes
desce a baba
pelo canto
da minha boca
cortada
é que tenho
desde nascença
um corte fino
nos lábios
onde repousa
minha lucidez
asas de fogo
infância
é que a poesia
não está sob
a vigilância
do poeta
nem este
acima
do estalo
dos gravetos
dos uivos
das borboletas
da quietude
dos bisões
é que meus braços
procuram outra coisa
gente quente água-viva
abraço fecundo
fazer mais de um filho
fazer uma penca de filhotes
pela casa rosnando assobiando
festejando alegrando paredes
riscando o teto a cada salto
da cama
é que a tolice
de quem escreve
pode afugentar
um pássaro
prender o dedo
na porta
é que dói
ver o sangue gasto
(todo nos lábios)
e o piso pedinte
suplica uma gota
um pingo
nem que seja
do seu esmalte
é que a minha flauta doce
recusa nessa noite
o meu sopro
e sem blues
a vidraça embaçada
sinto dó das lágrimas
é que meus cílios
nessa noite
bela época
abanam-se
vaidosos
da solidão
Joseph Rudyard Kipling

Prêmio(s) Nobel de Literatura (1907)
Joseph Rudyard Kipling (Bombaim, 30 de dezembro de 1865 — Londres, 18 de janeiro de 1936) foi um autor e poeta britânico.
SE
Se és capaz de manter tua calma, quando,
todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.
De crer em ti quando estão todos duvidando,
e para esses no entanto achar uma desculpa.
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
e não parecer bom demais, nem pretensioso.
Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires,
de sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires,
tratar da mesma forma a esses dois impostores.
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas,
em armadilhas as verdades que disseste
E as coisas, por que deste a vida estraçalhadas,
e refazê-las com o bem pouco que te reste.
Se és capaz de arriscar numa única parada,
tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
resignado, tornar ao ponto de partida.
De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
a dar seja o que for que neles ainda existe.
E a persistir assim quando, exausto, contudo,
resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!
Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,
e, entre Reis, não perder a naturalidade.
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
se a todos podes ser de alguma utilidade.
Se és capaz de dar, segundo por segundo,
ao minuto fatal todo valor e brilho.
Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,
e - o que ainda é muito mais - és um Homem, meu filho!
Rudyard Kipling
Tradução de Guilherme de Almeida
Frazão - Por Norma Hauer
Teve uma passagem pelo famoso Programa Casé, então na Rádio Philips e atuou em outras emissoras (Educadora e Guanabara);
Mas seu forte foram suas composições, uma vez que aos 12 anos já se iniciara na música, tocando flauta..Assim, em 1934 teve uma marcha, feita em parceria com Nassar, de nome “Coração Ingrato”, gravada por Sílvio Caldas.. No ano seguinte, ainda tendo Nássara como parceiro, gravou , com Francisco Alves “A.M. E. I” e com Araci de Almeida”Dono do Meu Afeto”.
Em 1939, sua marcha em parceria mais uma vez com Nássara ganhou o concurso de músicas carnavalescas então realizado pela Prefeitura do Distrito Federal com a marcha “Florisbela”, que venceu “Jardineira”, de Benedito Lacerda e Humberto Porto.
Sílvio, em seus “shows” confessava que houve “marmelada” nesse concurso, que seria ganho por “Jardineira” (sucesso na época e ainda hoje).
Esses concursos da PDF eram realizados na Feira de Amostras, que anualmente funcionava no Castelo e o público é quem dava seus votos para as marchas ou sambas compostos para o carnaval seguinte..
Sílvio contava que o compositor e boxeador Rubens Soares ficava na porta de entrada da Feira e exigia que o voto fosse dado para “Florisbela”.
Orlando Silva, que gravara “Jardineira” ficou aborrecido, mas como “brigar” com Rubens Soares?
Em 1941, ainda com Nássara (seu maior parceiro) compôs uma valsa para o carnaval: “Nós Queremos Uma Valsa”.
Quem a gravou? Obviamente Carlos Galhardo.
"NÓS QUEREMOS UMA VALSA”
Antigamente uma valsa de roda
Era de fato requinte da moda...
Já não se dança uma valsa hoje em dia
Com o mesmo gosto ou com tanta alegria
Mas se a valsa morrer
Que saudade que a gente vai ter.
Nós queremos uma valsa
Uma valsa para dançar .
Uma valsa que fale de amores
Como aquela dos Patinadores.
“Vem meu amor,
Vem meu Amor”
Num passinho de valsa
Que vem e que vai.
Mamãe quer dançar com papai.
. Além de “Gafanhoto” e ainda com Roberto Martins, compôs o “Cordão dos Puxa-Sacos”, para as vozes dos “Anjos do Inferno” e, com Benedito Lacerda, “Lero-Lero”, gravado por Orlando Silva. Todas obtiveram sucesso.
Ainda com seu parceiro mais constante (Nássara) compôs:
"Acredite quem Quiser", gravação de Dircinha Batista
"Acredite quem quiser.
Não existe invenção mais bela.
O homem fala, fala, da mulher
Mas não pode passar sem ela..."
Em 1950, em parceria com Jorge Faraj e na voz de Nelson Gonçalves foi gravado o samba “A Beleza de Teus Olhos” e, por Camélia Alves, ainda com Roberto Martins, “Salve a Orquestra”.
Depois de 1955 passou a dedicar-se à UBC, em defesa dos direitos autorais e em 1969 fez seu depoimento para o Museu da Imagem e do Som.
Erastótenes Frazão faleceu em 17 de abril de 1977, aqui no Rio, aos 76 anos.
curtas e tolas- por socorro moreira
dos nós desatados
Cheia de vazios e hachurados
Esbarro em teu nome
nos diagramas que cantam
e dizem :
Não se percam
Não se esqueçam
O Nós é destino
Tua boca e a taça
Vazantes dos sorvidos
Irrigam a planta
Planta baixa do amor em transe.
A dor tem bálsamo- por socorro moreira
indiferente à dor do parto
A dor da ferida que se alastra
presença de luz
Alma em elevaçao
Que importa a anatomia?
O coração acha-se livre
Paciente,conseguiu no amor, a redenção
Ar complacente
A solenidade da vida
Despediu-se em vida.
Por Telepatia -Socorro Moreira
De frente pro desejo- por socorro moreira
Fronte
Fonte dos sonhos
Etérea natureza
Terra é cama
Nuvem é véu
Espaçam vitrais de luz
Estrelas piscam, seduzem
Vem pelos ares a cor do desejo !
Olhos do sal - Por Socorro Moreira
Busco o celular quase perdido,
na gaveta esquecida
Voz conhecida promete encantos
No meu ceticismo, sorrio ...
O prazer é lento na chegança
Faminto na presença
Um dia, contigo amanheço
Hoje ,a espera é vazia.
Tudo é saudade- por socorro moreira
Uma saudade - por Socorro Moreira
escada silenciosa
cama arrumada
cordas caladas
leite talhado
água sobrando
gelando saudades
Não vou rastrear pensamentos...
Enlouqueceria !
Anjos transportam teu coração
pro campo das alegrias.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Vitrine virtual - Fotos de Heládio Teles Duarte
Boca Oca - Por Nívia Uchôa
Minha boca silencia,
Meu gesto cala,
Tua voz flagra meu desejo
Sacudi meu olhar zen para romper barreiras.
Cuidar do espírito é ouvir música.
Serenar meu coração é deixar o riso suspirar de volta.
Cálidos por mim e por ti me prendem
Me convexo
Convenço-me
Cego
Calo
Amarro e desato os nós a sós.
No ócio em vão passando da hora
Suspiro a nostalgia contida em mim
e deixo viajar a van filosofia dita por ai
A FILOSOFIA PERENE DA EVOLUÇÃO HUMANA

Todo e qualquer ser humano precisa passar por três etapas de evolução: a) se arrastar na ignorância e no prazer instintivo; b) se levantar na sabedoria da consciência esclarecida; c) (somente) brilhar e se iluminar na conquista da unidade do Amor Transcendental - o Amor Universal de Deus. Essas três etapas são fundamentais para se responder: Quem sou Eu? Qual é o sentido da vida material-espiritual? O que é o Verdadeiro Amor? De onde emana o princípio Criador e Transformador de tudo e de todos? De onde eu vim? Para onde eu vou? Qual é o Verdadeiro Caminho de Evolução?
A disciplina material e espiritual é fundamental para a passagem de uma etapa para outra. Poucos são aqueles que têm consciência desse processo e por isso uma multidão segue na escuridão da ignorância e do prazer impulsivo e egoísta – este é o caminho da ilusão. Uma pequena parcela de pessoas disciplinadas conseguiu vislumbrar a terceira etapa derradeira – este é o caminho da transcendência humana. As expressões transmutação, transformação de si, evolução espiritual, transcendência do eu e Amor Universal são palavras chaves como marcos da trajetória pessoal e perene.
CARTA ABERTA AO PREFEITO DO CRATO
Dr. Samuel Alencar Araripe
MD. Prefeito do Crato
Senhor Prefeito,
Em novembro próximo passado escrevi-lhe uma carta que gostaria de nunca ter tido motivo para enviá-la. Nela levei ao seu conhecimento o tratamento descabido, grosseiro, mal educado e sem sentido dispensado à minha mãe, Almina Arraes de Alencar Pinheiro, por parte do Presidente da SAAEC.
Hoje, por questão de justiça, volto à presença de V. Exa, mas por motivo diametralmente oposto. Acompanhei minha mãe até a Secretaria de Meio Ambiente e Controle Urbano de Crato para esclarecer dúvidas quanto a um processo de regularização de terreno nesta cidade. Fomos recebidos com muita cordialidade, D. Almina foi alvo de gentileza por parte dos funcionários encarregados do expediente, que providenciaram cadeira para ela não esperar em pé, ofereceram água, indagaram se poderiam ajudar, etc.
Em seguida, de forma atenciosa e educada, a Sra. Lívia França Aguiar, deu as primeiras explicações e nos encaminhou até o Titular da Secretaria. O Dr. Nivaldo Soares ouviu pacientemente os questionamentos levantados, esclareceu todos os tópicos com segurança, mostrando documentos e mapas e explicando a razão de cada passo adotado.
Acredito que a população do Crato muito ganharia se o procedimento da SEMAC fosse adotado como padrão para todos os órgãos municipais.
Atenciosamente
Joaquim Pinheiro B. de Menezes
Curtinhas , lembrando Aloísio e Liduína - Por Socorro Moreira
O outro deserto

O OUTRO DESERTO
A ROSA
IMAGEM
Sou uma imagem
Por que Lázaro volta à vida
Nas paredes da caverna















