por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



terça-feira, 25 de janeiro de 2011

melancolia

por favor, guarde suas palavras
para outro dia
guarde o desejo
de se afastar noutro lugar
por que não esquece
de uma vez que as dores
também secam, como uma flor seca,
como o dia acaba?

eu não sei quantas vezes
será preciso abrir as portas
do meu coração, eu não sei
ainda ontem o sorriso em seu rosto
tinha um tom que sempre
precisamos encontrar

é de noite agora?

como é possível
que eu não saiba as cores
de seu sentimento?
uma velha rua se abre
diante de meus olhos
nela você passa,
leva algo de mim
que me afoga
e nada posso fazer

é tão triste!

Para os meninos de 50 anos...

Vocês sabiam ?

"Você já doou sangue? O que acha? Já fiz, contingencialmente, mas conheço um argumento que torna a doação de sangue desnecessária, quase sem importância: a urina da pessoa tem a mesma composição química do sangue dela, de modo que não utilizamos o sangue de outra pessoa em transfusão, mas a nossa própria urina, se houver uma necessidade extraordinária! Li isso na internet. Aliás, ao se bebê-la, em todos os casos, não se precisará nunca de transfusão de sangue. – Desde a revolução industrial, quando os laboratórios internacionais capitalistas usurparam a direção da Medicina, o conhecimento natural, tradicional, é de todas as maneiras escamoteado; cometem o sacrilégio de associar a urina à fez (excremento), o que é absurdo.

A urina é pura, não há filtro mais potente que o sistema renal. O mau cheiro que tem a das pessoas em geral é por causa de tanta intoxicação, ao longo de sua vida, tanto física quanto psíquica, e há ali uma supergrande concentração de anticorpos, para tantos problemas em circulação no seu sangue. Se a pessoa não os ingere, eles ficam sendo produzidos o tempo todo, e a pessoa a cada dia mais e mais se intoxicando, física e mentalmente... As pessoas jogamos (menos eu!) a urina fora, esquecendo-se de que, quando eram gestadas, viviam num mar de urina! Você sabe que o líquido amniótico é composto de urina principalmente, não é isso? Assim, se a pessoa a recicla, reingere, rapidíssimo ela se desintoxica, melhora sua qualidade de vida 1.000% e a sua urina recupera o sabor natural maravilhoso – melhor que água de coco, só comparável mesmo, em sabor absolutamente superagradável, ao leite materno!"

"A vida é bela" - Leitura sugerida e apreciada por Luis Eduardo

A Vida é Bela, Dominique Glocheux, de pensamentos – que começa com:

1. Seja simples. (Mas citou na introdução Oscar Wilde: “Eu me contentarei com o melhor”...)
2. Esforce-se 24 horas por dia para não criticar nada nem ninguém.
3. Aprenda a preparar uma massa deliciosa.
4. Acredite no amor à primeira vista. (Foi isso que senti, quando nos conhecemos!)
5. Se nunca comeu, prove um pouco.
6. Aprenda a dizer NÃO muitas vezes. (Se não fazemos assim, nosso tempo nos é tomado... [Comentário meu, pois fui geralmente vítima disso...])
7. Mande suas cartas com selos de coleção.
8. Decore sua casa da maneira mais aconchegante e confortável possível. (Aqui acho que tem muito a ver com você, e tem alguma coisa a ver comigo também!!)
9. Pegue um bebê no colo. É bom demais (... e muito mais...)
10. Sorria para todas as pessoas cujos olhos cruzarem com os seus. (Sempre foi minha intenção, mas preciso praticar mais, porque estive nesse tempo muito mental, e assim a gente nem vê as pessoas...) (Continuando a transcrição de alguns pensamentos do A Vida é Bela.)
11. Tenha um animal de estimação. Manso, afetuoso. Renda-se. (E agora? É verdade, um animal de estimação... Mas é preciso que aprendamos a lhe ensinar a diferença dos espaços dele e nosso, ou subirá em nossa cama e comerá em nosso prato... Afinal, temos energia diferente da dele...)
12. Volte aos lugares e lembranças de sua infância. (Fiz isso, faço de vez em quando; grande momento de felicidade, que você vive!)
13. Diga mais “Eu te amo” e “Senti saudades”. (Com certeza!!)
14. Doe sangue.

Água do Céu. Liduina Vilar.

Chuva no solo
Chão agradecido
Passarinhos se abrigando,
A natureza em festa,
O roçado umedecido.

O homem se preparando
para a safra que há de vir...
Sorrisos nos lábios,cantoria,
Alegria, nada de prantos.
Vem muito milho verde,
arroz, feijão e pequi.
As pessoas celebram satisfeitas:

CHUVA NO CARIRI!

O espelho deste mundo - Emerson Monteiro


Quem quer saber o que seja o mundo, olhe lá dentro de si e verá apenas o reflexo do que queremos para as ações diárias. Ninguém espere resultado diferente do que aquilo que produz. Por isto, nada de esperar seriedade na política sem participar do processo político na altura certa das oportunidades oferecidas todo tempo através das democracias.
Postular segurança pública e correr léguas do convívio da própria comunidade em que vive demonstra contradição. Reclamar da sorte refugiado por trás de muralhas invioláveis, enquanto drogas e armas correm soltas nas madrugadas, destoa do dever. Falar em união de todos e eximir-se do mínimo em aproximação com os demais do grupo social, animais solitários, engana a si quem age desse modo.
A realidade possui a nossa cara, a minha, a sua, o DNA coletivo. Nada muda se a pessoa não mudar, dizem doutrinadores, todo tempo, porquanto assim é se nos parece. Seja a mudança que quer para o mundo, afirmava com autoridade o líder indiano Mahatma Gandhi, revolucionário de uma nação que acreditou nos ensinos de paz da sua mensagem e reverteu séculos de colonialismo.
Quantas e tantas vezes reclamamos coerência e honestidade dos nossos representantes, e, durante os turnos eleitorais, agimos qual eles agirão depois que os elegemos, bolsos cheios dos cheques em branco dos nossos votos. Nem tudo só desespera, nesses tempos distorcidos que pedem luzes. Há provas incontestes de amor ao bem público nas providências dos responsáveis sérios que ainda existem nos postos-chave, desde que os levemos até esses lugares da mais importante valia. Diz a sabedoria popular que quando virmos um jabuti em cima de uma estaca de certeza alguém o botou na posição, porquanto jabuti não sobe estaca. Quando um político preenche o mandato significa que os cidadãos o levaram ao lugar.
Filtro dessas representações políticas são os eleitores. Caso reclamemos dos mandatários, eles mostram a cara da sociedade, a nossa cara, também. Esta a equação mais simples do que acontece desde que o homem é homem, na história.
Por isso, perante a república em que vivemos, nós e nossas famílias, as mudanças principiam no dia das eleições, ao preço do suor das pessoas que sofrem; dos inocentes que padecem fome; das mães que vendem filhos; crianças que se prostituem pela ausência do respeito das orientações corretas; jovens desencantados e marginais; ruas esburacadas, sujas, abandonadas; padrões conturbados de horas críticas e contradições, e erros sem alternativas; desmandos e servidão.
Receita simples esta, a quem queira rever os equívocos acumulados: Abra os olhos e veja no espelho da consciência; interprete os meios conquistados nas existências; limpe o espelho dentro de si e trabalhe para descobrir e reavivar as esperanças perdidas pelos que esqueceram das chances de melhorar este mundo.

Cantigas de Bordar- Saudade - Por Corujinha Baiana




Cantigas de Bordar – Saudade

Hoje é Dia da Saudade. “ E por falar em Saudade...”, lembrei-me da minha infância, e com ela, a imagem da minha mãe sentada à máquina de costura. Na sua máquina ela bordava, e nela criava verdadeiras obras de arte.

Mas não só bordava... o mais bonito é que enquanto bordava, cantava ...e quanto mais cantava, mais encantada eu ficava.

E as linhas melódicas das cantigas se mesclavam às linhas multicoloridas dos galhos, folhas e flores dos seus bordados.

Eu, criança, ouvidos e olhos atentos, a escutava extasiada ( vale dizer que ela era afinada, e tinha uma voz muito agradável ).Mas dava para perceber que havia uma certa melancolia naqueles versos, que eu não conseguia compreender muito bem. Mas a mim, isso não importava. Só sei que eu gostava de ficar ali, sentada no batente da sala, escutando a minha mãe, e pronto !

"Nesse mundo não pretendo mais amar, só a ti, só a ti, foi quem amei ...” E no seu pot-pourri melancólico, ela emendava :"Ao viajar pros Mares do Sul, ele partiu dizendo ...”
" Meu bem te espero essa noite no portão, porque sozinhos precisamos conversar ...”

Como eu amava aquelas cantigas ! E é importante frisar ( só mais tarde tomei conhecimento ), que cada letra, segundo ela, estava relacionada a uma história da sua vida e ao seu romance com o meu pai.

Mas, entre todas as músicas que minha mãe cantava, havia uma que tocava profundamente a minha alma de criança sensível que eu era.

" Saudade quem é que não tem ?... ”
................................................................................................................................................................Passado algum tempo, por acaso, escutei no rádio a música que minha mãe cantava ( Hoje eu sei que era uma regravação de “Saudade”,composição de Jayme Redondo,do ano de 1929, na voz de Dalva de Oliveira ).

Durante muitos anos, tentei encontrar essa música para lhe dar de presente, mas sempre em vão. Só hoje, tantos anos passados, pesquisando na Internet, encontrei a música tão procurada. E não só por Dalva de Oliveira ( 1961 ),encontrei também uma gravação anterior, na voz de Paulo Tapajós, de 1950.

E assim, hoje - "Dia da Saudade", lembrando as "Cantigas de Bordar" da minha mãe, me vejo a cantar com “ ELA ”:

" Saudade,
Quem é que não tem ?
Só mesmo alguém,
Que nunca quis bem.”
................................................................................................

( Coisas de Família - "Cantigas de Bordar" - Corujinha Baiana - 30 de janeiro de 2010 - Dia da Saudade )

DO BAÚ DE STELA- Por Stella Siebra Brito



Mãos


Mãos crianças brincando de ciranda e de amarelinha,
desenhando a luz da manhã, inquietas, atuantes.
Mãos brincantes:
colhendo frutos,
aparando a chuva,
cortando a cana,
cortando o vento,
cortando a água.


Silêncio.
Música e silêncio.
Som de suave flauta invade a alma.
As mãos vão se abrindo dançantes,
contando muitas histórias,
histórias cicatrizadas em bordado de linhas coloridas.
Cores vibrantes,
cores marcantes.


Mãos de mulher:
amorosas,
suaves,
cálidas,
receptivas.
ao toque, ao encontro
de outras mãos,
de tuas mãos que invadem as minhas
e aí se completam, se entregam,
encantadas,
mergulhadas
no som da Nona Sinfonia que ecoa por todo Universo.


(10/05/06)

Leny de Andrade


Ela é um arraso como intérprete da MPB. Hoje faz aniversário, e eu não resisto em homenageá-la. Repertório cuidadoso, voz assimilável, nos recantos do coração.
Suspiro, quando escuto Leny de Andrade !

Tom Jobim


Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (Rio de Janeiro, 25 de janeiro de 1927 — Nova Iorque, 8 de dezembro de 1994), mais conhecido como Tom Jobim, foi um compositor, maestro, pianista, cantor, arranjador e violonista brasileiro.

É considerado um dos maiores expoentes da música brasileira e um dos criadores do movimento da bossa nova. É praticamente uma unanimidade entre críticos e público em termos de qualidade e sofisticação musical.


* Não dá pra esquecer Tom Jobim dia nenhum do ano.
Imagina hoje, que ele completaria nova idade.
Tornou-se imortal, em vida.
Todo dia é dia de lembrar Jobim.
'...um sonhador tem que acordar ..."
E dormir de novo pro sonho voltar.

Modigliani- Um filme, uma música



Amedeo Clemente Modigliani (Livorno, 12 de julho de 1884 — Paris, 24 de janeiro de 1920) foi um artista plástico e escultor italiano que viveu em Paris. Um artista principalmente figurativo, ele se tornou conhecido por pinturas e esculturas em estilo moderno caracterizado por faces mascara e alongamento da forma. Ele morreu de meningite tuberculosa, agravada pela pobreza, excesso de trabalho, alcool e drogas (haxixe).

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

As águas do eterno





AS ÁGUAS DO ETERNO

As águas correm, correm para sempre.
Sou só, sou a paisagem verde e Deus.
Uma garça branca pousa na margem do rio.
O sol pousa no horizonte vermelho.
Por que contemplar? Por que a luz, o êxtase?
Além do horizonte ergue-se um novo horizonte.

A árvore se transfigura, como Cristo.
A árvore sofre, agoniza, como Cristo.
Os frutos pendem da árvore, como pássaros maduros.
Colho os frutos e canto e conheço.
Como o sol, as águas correm para sempre.

A terra seca, o deserto onde não medra a semente.
Não edifico a minha casa nessa terra.
Este é o campo da penumbra.
Este é o campo da penúria, do silêncio seco de Deus.
Preciso de água para a minha argila.
Preciso de argila para o meu cântaro.
Preciso do cântaro para a minha face.
Modelo a minha face à imagem da face de Deus.
As águas correm para sempre.
Onde as águas que correm para sempre?

As vigas da minha casa estão podres.
Onde a palavra nova que sustente a minha casa?
Ouça o vento, que enferruja o arado.
Ouça o lamento dos sulcos, que esperam a semente.
Ouça a semente amarga florindo no meu túmulo.
As águas fluem, os horizontes fluem.
O pássaro e o trigo fluem, com a terra amarga.
No princípio era o verbo, eram os alvos lençóis.
No princípio eram as águas.
No princípio eram as garças brancas sobre as águas.
E as águas correm para sempre.



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 Foto na ponte sobre o rio Tietê, na divisa de Barra Bonita e Igaraçu do Tietê (SP), onde passei os últimos anos da minha infância.

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Uma música para adormecer o coração...

Caminhos Cruzados
Milton Nascimento
Composição: Tom Jobim / Newton Mendonça

Quando um coração que está cansado de sofrer
Encontra um coração também cansado de sofrer
É tempo de se pensar
Que o amor pode de repente chegar

Quando existe alguém que tem saudade de alguém
E este outro alguém não entender
Deixa este novo amor chegar
Mesmo que depois
Seja imprescindível chorar

Que tolo fui eu, que em vão tentei raciocinar
Nas coisas do amor que ninguém pode explicar
Vem nós dois vamos tentar
Só um novo amor
Pode a saudade apagar

Amores X Destinos - por Socorro Moreira


Lucas e Lya namoraram na infância e adolescência. Namoro inocente com vistas para o futuro.Prometeram-se quando aconteceu a separação, na continuação dos estudos, em cidades diferentes e distantes. Alimentavam as promessas nas cartas trocadas, assiduamente.
Passou um tempo.A distância não apaga sentimentos, mas provoca o resfriamento, desliga.
Lucas conheceu uma morena, envolveu-se sentimentalmente, e engravidou-a. Motivo suficiente para um casamento reparador. Filho é vínculo suficientemente forte para mudar destinos, principalmente numa época castradora e tradicionalista.
Lya continuou sua vida.Tornou-se uma executiva de vida próspera, fugiu de novos compromissos, e ficou invulnerável à paixão.
Duas décadas depois, o casamento de Lucas já desgastado foi concluído pelo divórcio.
Reencontrou Lya por acaso, numa viagem de folgas, e enfim, conversaram sobre o passado, sobre o amor que sentiam, sobre tudo que os separaram. Não houve culpados. O entendimento foi fácil.Resolveu-se por um recomeço, com o restauro das esperanças e planos perdidos.Ela o havia esperado todos aqueles anos. Nunca deixara de amá-lo, e isso o deixou comovido, em dívida, no sentido de devolver-lhe um sonho perdido.Reuniriam suas vidas, quando conseguisse transferência para a cidade de Lya.
Enquanto esperava a transferência, conheceu Vera.
Atração fatal.Ela parecia incorporar uma cigana, figura que habitava outros planos, e que o amava desde muitas e muitas vidas.Vera mexia com sua alma e os seus sentidos. Existia entre eles algo inexplicável, que aos poucos os tornava carne e unha.
Com o destino traçado pelo dever, decidiu em não ferir Lya pela segunda vez.Renunciou ao amor que sentia por Vera e entregou sua sorte à companhia de Lya. Tiveram um filho que deu objetivos àquela escolha.
Importara-se com a realização pessoal daquela mulher, que fora fiel a um sentimento antigo.
Não sei se foram felizes, mas presumo que, no mínimo, foram grandes amigos.
O casamento segundo não lhe roubou a liberdade de conviver com os amigos, e fazer as coisas que lhe davam prazer.Na realidade parecia em certos momentos, um homem solteiro.Nesta condição, buscou em outras mulheres a cigana que o apaixonava.Quem sabe, seria o seu amor de alma?
A cigana conseguia manifestar-se apenas através de Vera, mas Vera também existia, e firmava sua importância amorosa.
Onze anos depois decidiram ficar juntos de fato.Lya estava ressarcida de um amor frustrado.Era uma pessoa madura, especial e, sobretudo sábia.Conduziria sua vida com serenidade.
Justo naquele momento, a cigana para não perde-lo para mais uma mulher, chamou-o para o seu domínio. É lá onde hoje habita.Como será, nem imagino!
Vera deixou de ser uma ameaça, um amor personificado, na vida de Lucas.
Sofreu cruelmente a dor da perda.Encarou o luto por muitos anos, e reverenciou a lembrança daquela figura querida.
É comum no plano terreno, o desencontro amoroso.
A felicidade é rara, embora possa ser construída, quando o casal é consciente da sua missão como parceiros de vida.
Não existem triângulos amorosos, união por conveniência, que resistam...
Vera enfim, reconheceu num grande amigo, Pedro, sua alma gêmea.
Derramaram sentimentos.Declararam amor urgente, e apostam na construção de uma felicidade duradoura.
O amor de Vera é Pedro.
O amor de Lya foi Lucas.
E quem foi o amor de Lucas?
Lya, Vera, a cigana que existia nas duas?
Só Deus sabe. O fim deste conto está na eternidade.

*Ficção

Corujinha, seja muito bem-vinda !

Uma das minhas grandes alegrias neste novo espaço é a presença da Corujinha, que esteve afastada dos blogues por longo tempo e nos fez muita falta.
Recebo-a  com o mais carinhoso dos meus abraços !
Claro que estamos comemorando cada chegada  com o entusiasmo que o nosso coração permite.

Vitrine Virtual - Fotos Nívia Uchôa

Poesia da luz !


AS CORES DIZEM O TEMPO
Vieira Calado


As cores dizem o tempo,
o granizo que embranquece as arestas do granito,
o hortelã respirando pequenas flores de sabor a sul.

Ó a antiga sapiência das árvores
e dos caminhos
e da plenitude nas planícies de verdura!

Como não hei-de segredar o teu nome
ó bonina de incenso, em noites de paixão,
nos pântanos que parecem eternizar os teus segredos?

És o pólen e a cegueira
de espirais hipnóticas de paz e medo,
em águas nascentes de musgo e de frescura.

És a vertigem duns olhos feridos pelo orvalho
das manhãs, ao cair da tarde
e eu te invoco na busca dos limites
que fazem o fascínio, a vigília perturbada
do teu violoncelo tocando ao vento.

Um filme, uma música


Chove no Cariri


As roupas no varal embebedam-se , dos alambiques do céu.O coração da gente fica engavetado, na humidade das esperas.

O sentimento luz transita por todos os espaços, e acalora na ardência das intenções.

Quem disse que o encanto amoroso só pertence às entranhas adolescentes?

Conosco também funciona, agilmente. Nada nas profundezas, arvorando descobertas, no interior de nós mesmos.

Meus cantos estão faxinados. Minha alma impregnada de todas as impressões, espera de vermelho um encontro marcado.

Meu corpo em santuário, irrita-se com o desleixo:

Pare de fumar

Corte o cabelo

Pinte as unhas de vermelho

Faça massagens linfáticas

Corra alguns quilômetros

Tome banho de cascata

Compre um vestidinho novo, e um batom escarlate.

É, pois é. O apagado corpo precisa de sol e outros acessórios.

Deixar que mãos servidoras cuidem do nosso corpo...

Podem ser as nossas .Elas sabem o caminho que regenera a beleza/bem estar.

Vou tirar as minhas do teclado, da faca de cozinha,das páginas do livro, e deixá-las a serviço da minha auto-estima.

Ah, e quero uma camisola de cetim pra sonhar enamorada!

Bom dia !

Sábado e Domingo.
Visitei e fui visitada. Um intervalo afetivo, no diário dos eremitas.
Estou ficando pouco tempo na Internet.Propósitos superiores , aleatórios à minha vontade. Posso fazer agora, inclusões missionárias e praseirosas, na pauta do dia.
Vejo mudanças reais e voluntárias. Novas possibilidades de aprendizagem e alegrias.
Tenho muito gosto de estar no meio de pessoas éticas, sensíveis. Não discuto que a parte mais bela do ser humano é artística. Não existem pessoas sem pendores. Já pensei o contrário, subestimando parte maior da humanidade, incluindo-me.
Depois descobri que não toco, nem canto porque não me dediquei ; não sou literata porque li de menos;não pinto, nem bordo, não costuro, porque brinquei com os números.Poderia ter sido bailarina... Lamento !
Todos temos algo para ensinar, aprender, fazer.
Que a vida nos motive, destarte os desencantos.
Palavras à toa, numa manhã chuvosa de começo de semana.
Abraço o coração de todos !