por José do Vale Pinheiro Feitosa
Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.
José do Vale P Feitosa
sábado, 4 de janeiro de 2020
sexta-feira, 3 de janeiro de 2020
CONFIDÊNCIAS NA MADRUGADA - José Nilton Mariano Saraiva
Desde
tempos imemoriais criamos o saudável
hábito (ou seria
pura insegurança
???) de, ao sentar para tentar redigir
alguma coisa, termos ao lado um velho companheiro de luta: o
dicionário.
Assim,
logo após o seu lançamento no Brasil, em
2001, adquirimos o Dicionário
Houaiss (embora já tivéssemos o do
Aurélio) por entender tratar-se de uma
grande, necessária e imprescindível
obra.
Para
que tenhamos ideia da sua grandeza, basta atentar que, na
sua elaboração, nada menos que 200 (duzentos)
lexicógrafos
e especialistas no mister participaram da empreitada, e que
em
suas 2.924 páginas o “livrão”
nos
traz cerca de 228.500 verbetes, 376.500 acepções, 415.500
sinônimos,
26.400 antônimos
e 57.000 palavras arcaicas, além de um sem número de consistentes
informações técnicas, evidentemente que
versando sobre a Língua
Portuguesa (daí
também ter sido lançado em Portugal).
Sem qualquer
demérito ao “Dicionário
Aurélio”,
o Houaiss lhe dá de goleada. Temo-lo, pois, como um companheiro
inseparável,
sempre que – como agora – queremos colocar o preto no branco,
tentar passar alguma coisa pra você, aí do outro lado da telinha.
Pois
foi exatamente numa dessas íntimas trocas de “confidências na
madrugada” (vocês também conversam com o Dicionário, no
silêncio da noite ???) que a porca torceu o rabo: a palavra que
procurávamos (que
não nos recordamos no momento),
começava com a letra “P”, cujo vastíssimo banco de dados se
encontra relacionado entre as páginas 2.099 a 2.340 do Houaiss, para
onde nos dirigimos.
Uma
primeira pesquisa e a surpresa desagradável: nadica de nada da
dita-cuja. Pacientemente, creditamos o seu “não encontro” à
zonzeira típica da chegada do sono àquela hora da
madrugada,
razão porque nos dirigimos à cozinha para bebericar um gole d’agua
e “lavar a fuça”, objetivando acordar de vez.
Numa
nova tentativa, nada da palavra. Ficamos um tanto quanto
“baratinados”
e
murmuramos cá com os nossos botões: como é que pode, um “bichão”
desse tamanho (2924
páginas) não
ter uma simplória
palavra dessa.
E assim fomos nos deitar com a pulga atrás da orelha.
Pela
manhã, já descansado e alimentado, partimos pra encarar a fera de
frente, convictos
que
dessa vez ela não nos escaparia. Ledo engano. A tal palavra,
definitivamente, não constava do estupendo Houaiss. Inconformados,
tomamos então uma decisão radical: como que a procurar uma agulha
no palheiro, sofregamente
conferimos, uma a uma, da página número 01 à página número
2.924,
na
perspectiva da
falta de alguma página.
Xeque-mate.
Encontramos,
não só no
espaço dedicado à
letra “P”, mas, também, em mais duas outras letras (N
e O ???),
quatro ou cinco páginas faltando (em cada uma das
letras)
e, em seu lugar, páginas repetidas, num imperdoável erro de
impressão (ou organização, ajuntamento e por aí vai) para uma
obra de tamanho vulto.
Imediatamente
acionamos o site ao
qual o
havíamos solicitado via Internet (Livraria Saraiva) e fomos
orientados a devolver o Dicionário, via sedex (evidentemente que sem
custos) e,
semanas
depois, recebemos um outro exemplar de volta (e aí já completo),
com o agradecimento da editora responsável (Objetiva), que alegou
que no “lote” em que se encontrava o exemplar
que
adquirimos originalmente
teria
havido o tal problema (repetição e falta de páginas).
Se,
por conta disso, houve um
“recall” a
posteriori (solicitação
de devolução de um lote ou de uma linha inteira de produtos, feita
pelo responsável
pela impressão do
mesmo), não sabemos e nem nos foi dado conhecimento (mas, aqui pra
nós, se você chegou a adquirir um Dicionário Houaiss, confira pelo
menos a letra “P” à
procura de páginas repetidas e consequentemente à falta das que
deveriam ali constar,
ok ??? ).
No
mais, tirante esse detalhe (atípico), vale a pena investir no
Houaiss (e como vale).
quarta-feira, 1 de janeiro de 2020
AINDA SOBRE O "DESASTRE AMBIENTAL" NA AMAZÔNIA - José Nilton Mariano Saraiva
Durante
muitos anos, o desenvolvimento econômico, decorrente da Revolução Industrial, sobrepôs-se
e impediu que os problemas ambientais fossem considerados seriamente, como
deveriam.
A
poluição e os negativos impactos ambientais do desenvolvimento desordenado eram
visíveis, mas, ante os benefícios proporcionados pelo “progresso”, eram
justificados irresponsavelmente como um “mal necessário”, algo com que
deveríamos conviver e nos resignar, ad eternum.
Só nos
anos recentes, após a descoberta da camada de ozônio, do efeito estufa e do
perigoso aquecimento global, a racionalidade foi posta em prática e o conceito mudou
radicalmente: proteger o meio ambiente não significa impedir o progresso, bem
como não se pode admitir um desenvolvimento predatório e insustentável.
Assim, urge
que reconheçamos ser fundamental a conscientização coletiva da necessidade de
se promover o desenvolvimento em harmonia com o meio ambiente, que é o que
muitos de nós tentamos fazer, individualmente, na procura de uma vida saudável
e duradoura.
Para
tanto, é por demais louvável a ideia de defesa intransigente da adoção do desenvolvimento
sustentável, que tomou corpo e cresceu assustadoramente nas últimas décadas,
norteando a ação dos órgãos públicos encarregados da defesa do meio ambiente,
em todo o mundo.
No caso
do Brasil, especificamente, a própria Constituição Federal estabelece que todos
têm direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado, porquanto é o homem,
o ser humano, a pessoa, não só como indivíduo, mas como humanidade e como
sujeito, a razão direta e prioritária do benefício de um meio ambiente sadio e autossustentável.
Pena
que no atual governo do brucutu Bolsonaro tudo isso tenha sido deixado de lado,
conforme constatamos com as queimadas recentes na Amazônia, sem que o Governo
haja tomado qualquer providência para obstá-las.
sexta-feira, 27 de dezembro de 2019
O PODER E A FORÇA DA TV - José Nilton Mariano Saraiva
Basta
um rápido click no controle e lá estão elas: simpáticas, normalmente bem
afeiçoadas, impecavelmente “produzidas”, sorriso no rosto e dicção perfeita. São
as apresentadoras dos telejornais de certa emissora de TV, aqui de Fortaleza.
De
princípio, um tanto quanto tímidas, aos poucos vão pegando os “macetes” da
profissão e começam a se soltar, findando, em pouco tempo, por nos apresentar não
só a beleza física, mas também um trabalho de boa qualidade, competência e, às vezes, corajoso (uma delas, recentemente, numa
reportagem sobre o circo, se meteu dentro de um daqueles “globo da morte” e
ficou ali, estática, enquanto duas possantes motos zanzavam a toda velocidade
em torno dela).
Um
detalhe, no entanto, as caracteriza (pelo menos parte delas) e não é preciso
ser tão observador pra constatar: apesar de todo o treinamento e técnica que
adquiriram a fim de se habilitarem a se postar diante das câmaras (que inclui até
a forma como se deve empunhar um microfone), com a diária exposição midiática não
mais que de repente, elas não se seguram ou “esquecem” momentaneamente tudo que
aprenderam e fazem questão de orgulhosamente nos mostrar a consequência e
produto do trabalho: uma “argola” no dedo.
De ouro puro, normalmente
grossa e polida o suficiente pra ser visualizada a quilômetros de distância,
enfiada no dedo anular da mão direita (a que segura o microfone), como a nos
anunciar: “AQUI, BICHO, TÔ NOIVA”, VIU ???
A
coisa é tão séria que, recentemente, uma delas chegou a convencer o próprio “chefe”
a comparecer ao programa esportivo que apresenta, a fim que anunciasse ao vivo
e a cores que ela estava noiva.
O
que impressiona, entretanto, é a velocidade com que a tal “argola” transmuta-se
da mão direita pra a mão esquerda e a “necessidade imperiosa” que elas sentem de – mesmo
destras – empunharem o tal do microfone
agora com a mão esquerda, como a nos anunciar (num silêncio ensurdecedor): “OLHA
AÍ, CARA, CASEI, SACOU, ???”.
Mas,
como o número de fãs é expressivo e o assédio certamente que idem, de repente
lá estão elas no vídeo trocando INCESSANTEMENTE, até de forma acintosa, o
microfone de mãos, como se fizessem questão de mostrá-las agora sem nenhuma
“argola”, só nos faltando gritar: “E AÍ, BONITÃO, TÔ LIVRE, PODE CHEGAR
JUNTO”.
E
como a vida continua, dentro de pouco tempo a história recomeça numa velocidade
impressionante: a “argola” na mão direita, transferência para a mão esquerda e,
de repente... tomou doril, a “argola” sumiu.
quinta-feira, 26 de dezembro de 2019
ANTECIPANDO-SE AO FILME "DOIS PAPAS" - José Nilton Mariano Saraiva
Hoje, o sucesso do
momento é o filme “DOIS PAPAS”, que retrata tudo o que expomos no artigo abaixo,
anos atrás, nos diversos blogs para os quais colaboramos.
Premonição ???
************************************
Quem conhece um pouco da história da Igreja Católica Apostólica Romana
sabe perfeitamente que, por trás dos herméticos, vigiados e protegidos muros do
Vaticano, em seus corredores e porões, entre abraços de tamanduá, tapinhas nas
costas e falsos sorrisos, vige uma espécie de briga de foice em quarto escuro,
na oportunidade em que se tem de escolher um novo Papa; conchavos, corrupção,
falsidade, traição, oferecimento de vantagens, tráfico de influência e o
escambau são a essência dos encontros cardinalícios quando da escolha do
sucessor de Pedro.
O jogo é bruto e pesado (fala-se, inclusive, que João Paulo I – o
italiano Luciane – após pouco mais de um mês no trono, teria sido envenenado
por discordar do modus operandi vigente).
Assim, no Vaticano nada difere das diversas arenas políticas
espalhadas pelo mundo, quando da eleição de mandatários nos mais diversos
países. É o tal “componente político” a que tanto aludimos e que na cúpula da
Igreja Católica também se faz presente, sim.
Por essa razão (o penoso e desonesto trabalho de chegar lá e as
concessões que se tem que ofertar), normalmente quem consegue trata de segurar
o bastão até o instante em que “bate as botas”, nem que para tanto tenha que
enfrentar constrangimentos mil (conforme nos mostrou o carismático polonês João
Paulo II, que, acometido de todo tipo de doença - Parkinson, demência,
dificuldade motora, etc), não largou o osso de forma alguma.
Assim, de certa forma foi surpreendente quando, quase chegando aos
80 anos, o ultraconservador ex-integrante da juventude nazista, o alemão Josepf
Ratzinger, conseguiu sucedê-lo.
Só não surpreendeu foi sua postura de alheamento ao que acontecia
ao seu entorno, já que os ultrapassados e envelhecidos dogmas da Igreja
Católica jamais foram ameaçados: celibato, divórcio, aborto, contrareceptivos,
punição de padres pedófilos, alinhamento político do clero com causas sociais e
políticas do terceiro mundo, enfim, desafios típicos do contemporâneo foram
deixados de lado.
Mais surpreendente, então, foi ele anunciar que
iria “se mandar” (renunciar), deixando seu rebanho na orfandade (e de um pai
vivo), já que com apenas 08 anos sentado no trono.
E aí, a grande surpresa, a denúncia/revelação
“bombástica”, porquanto proferida por alguém que comandava a Igreja Católica
até então e, pois, conhecedor profundo das suas entranhas e labirintos: na
cúpula da Igreja Católica vige, sim, a
"hipocrisia
religiosa, o comportamento dos que querem aparentar, as atitudes que buscam os
aplausos e a aprovação" (ipsis litteris).
Portanto, se nada fez de
produtivo durante sua gestão de 08 anos à frente da Igreja Católica Apostólica
Romana, o alemão de certa forma se redimiu, ao anunciar aos seus pares, de viva
voz, aquilo que todo mundo já desconfiava: no Vaticano, cerne do cristianismo,
impera a discórdia, o jogo sujo, a luta (fratricida e desonesta) pelo poder. Enfim,
o “componente político”.
domingo, 22 de dezembro de 2019
"DOIS PAPAS" - o filme - José Nilton Mariano Saraiva
Pode o “fim”, resultar em um “começo” ??? Baseado em fatos reais, o excelente filme “DOIS PAPAS” nos mostra exatamente isso.
Após a morte do carismático Papa polonês João Paulo II, nos requintados e luxuosos salões do Vaticano começa uma luta ferrenha à sua sucessão: de um lado, o cardeal alemão Joseph Ratzinger, 78 anos (que na juventude militara na tropa nazista de Hitler), e agora tido e havido como um ultraconservador, de posições jurássicas inabaláveis e assumidamente candidato, capaz até de cabalar votos sem nenhum escrúpulo; na oposição, usando de toda a hipocrisia que se possa imaginar, o polêmico cardeal argentino Jorge Bergoglio, 69 anos, (que no passado se aliara à Ditadura dos militares argentinos) que embora declare não pretender concorrer, intimamente batalha para se viabilizar.
Fato é que, só após o quarto escrutínio, emergiu a fumaça branca oriunda da cafona e ultrapassada chaminé do Vaticano, anunciando que um novo Papa fora sagrado. Joseph Ratzinger, o alemão ambicioso, chegara lá.
Desgostoso por entender que a Igreja necessitava de uma outra política, um outro olhar, uma outra atuação, que só ele poderia implementar, Bergoglio resolve voltar à sua Argentina e se dedicar à sua paróquia.
Eis que, durante o papado de Ratzinger (agora rebatizado como Papa Bento XVI), eclodem os cabeludos e incontentáveis escândalos na cúpula do catolicismo: o roubo no Banco do Vaticano, os padres pedófilos, as traições, o abuso sexual na Igreja entre padres e freiras, bem como a homossexualidade até então reprimida (talvez em razão do ultrapassado celibato), assim como a persistente condenação ao divórcio, e por aí vai.
Contrário a tudo isso, o populista Bergoglio toma a iniciativa de aposentar-se precocemente (mesmo sem contar com o apoio dos argentinos) e, para tanto, necessário solicitar a autorização do Papa Bento XVI-Ratzinger; endereça-lhe, então, o competente pedido, e é chamado a Roma para uma conversa pessoal com o próprio.
Em lá chegando, durante dois dias, respeitosamente Bergoglio e Ratzinger se reúnem várias vezes e põem a nu suas abissais diferenças, olho no olho, a ponto do Papa lhe confidenciar que não concordava com sua aposentadoria, por uma razão simplória: confidencia-lhe, em primeira mão, que iria renunciar ao papado por não aguentar tanta pressão e pela saúde debilitada (estaria, até, cego do olho esquerdo). E então, incisivamente declara sua intenção de fazê-lo seu sucessor, ao afirmar "Não concordo com nada do que você diz, mas você é aquilo de que a Igreja precisa agora".
Eleito Papa (com o apoio do Papa, lembremo-nos), Bergoglio virou o Papa Francisco e até hoje mantém uma respeitosa amizade com Ratzinger, que, por uma deferência sua (Bergoglio), mora no próprio Vaticano.
Baseado em fatos reais, o excelente filme “DOIS PAPAS” nos mostra que, mesmo no crepúsculo da vida (Ratzinger), há que se ter espaço para o começo de uma amizade respeitosa, apesar de divergências profundas.
O final do filme é fabuloso: “tarado” por futebol (que Ratzinger abominara por toda a vida), Francisco convida-o para assistirem juntos a final da Copa do Mundo (realizada no Maracanã, Rio de Janeiro, Brasil), entre Alemanha e Argentina. E então, frente a TV, entre goles generosos de cerveja estupidamente gelada, opiniões sobre determinados lances do jogo (cada um defendendo a sua seleção), Ratzinger descobre, enfim, que o futebol é realmente “fabuloso”.
Para quem não lembra, a Alemanha ganhou de 1 x 0 (e como o neófito no mister, Ratzinger, vibrou com o gol da sua Alemanha).
sexta-feira, 6 de dezembro de 2019
MANIPULAÇÃO "GROTESCA" - José Nilton Mariano Saraiva
Lá
atrás, no governo Itamar Franco, foi o então supostamente íntegro
e sério Ministro da Fazenda, senhor Rubens Ricupero que, flagrado em
conversa informal com um dos repórteres globais (Carlos Monfort, seu
cunhado) não percebendo que o microfone estava ligado, soltou esta
pérola:
"Eu
não tenho
escrúpulos. Eu acho que é isso mesmo: o que é bom a gente fatura,
o que é ruim a gente esconde".
Claro
que teve que “se mandar”, tal o escândalo advindo.
Num
segundo momento, no governo do fajuta “príncipe dos sociólogos”
(Fernando Henrique Cardoso), quando se pensava que a “arte”
de fraudar números na gestão
pública houvesse sido obstada, estupefatos tomamos conhecimento que
a presidência do Banco do Nordeste fora entregue a um exímio e
descarado fraudador de balanços, senhor Byron Queiroz, “expert”
em transformar prejuízos em lucros com o simples uso de uma caneta.
Descoberta
a fraude grotesca, ainda assim foi absolvido por unanimidade pelos
desembargadores de um desses tribunais regionais corruptos existentes
no país, por interferência do padrinho famoso (Tasso Jereissati).
Agora,
na gestão do comprovadamente despreparado Jair Bolsonaro, só
através do rigoroso e ultraconservador jornal britânico, Financial
Times (já que a mídia tupiniquim foi cooptada), tomamos
conhecimento que o todo poderoso Ministro da Economia, Paulo Guedes
(aquele, cujo única referência maior é a sua atuação deletéria
no governo chileno do ditador Augusto Pinochet) apresentou números
flagrantemente manipulados no tocante à situação econômica atual
do Brasil, daí a humilhante manchete:
“Falha
nos dados econômicos brasileiros desperta preocupações entre
analistas”.
Pego
no flagra e sem ter justificativa alguma a apresentar, de pronto o
Ministério da Economia tratou de apressadamente “revisar” os
números fraudulentos das exportações brasileiras, pela segunda vez
em menos de uma semana, deixando no ar, dentre outras, as seguintes
dúvidas: 1) desde quando, sob Bolsonaro, os balanços brasileiros
são “martelados” irresponsavelmente, a fim de escamotear a
realidade do país; 2) até quando a mídia e especialistas
brasileiros hão de aceitar passivamente os arroubos do charlatão
Paulo Guedes e sua equipe, sem qualquer questionamento; 3) como fica
a confiança e credibilidade do país ante a comunidade financeira
internacional, já que o “engano” verificado em um só mês
(novembro/2019) foi de “irrisórios” US$ 3,8 bilhões (de
dólares, é bom não esquecer, e em um só mês).
Instado
a explicar-se, o Ministério da Economia disse que tal erro foi
causado por uma “falha” em registrar um grande número de
declarações de exportadores nos últimos três meses, e que as
exportações em setembro e outubro também foram sub-notificadas em
US $ 1,37 bilhão e US $ 1,35 bilhão respectivamente.
Fato
é que, ao receber do ignorante e abobalhado chefe “carta branca”
para atuar livremente em todos os setores da administração pública
(apesar do seu histórico medíocre como economista) Paulo Guedes é
aquele tipo que não tem nenhum escrúpulo ou mesmo respeito por quem
quer que seja, porquanto convicto servo do “deus-mercado”.
E
como sabemos, o “deus-mercado” tem ojeriza a pretos, pobres e
putas, priorizando, sim, os rentistas de plantão (o próprio Paulo
Guedes atua com desembaraço no segmento).
sexta-feira, 29 de novembro de 2019
A "SUPREMA" DESMORALIZAÇÃO DO "SUPREMO" - José Nilton Mariano Saraiva
Em
“N” oportunidades destacamos, aqui mesmo neste espaço (e
nos demais blogs para os quais colaboramos),
que ao chancelar todas as absurdas e cabeludas irregularidades
perpetradas pelo juiz de primeira instância Sérgio Moro, insertas
nos processos abrigados na tal Operação Lava Jato, os integrantes
do Supremo Tribunal Federal fatalmente “se cobrariam” mais à
frente, porquanto a tendência natural seria o surgimento de uma
espécie de “ciumeira”
entre seus integrantes e os “lavajateiros”, no tocante ao “poder
de mando” (ou no “quem manda aqui nessa porra”), em questões
essenciais do mundo jurídico.
E
a razão era simplória: malandramente desfraldando uma falsa
bandeira de combate sem tréguas à corrupção (quando esta se
abrigava no seio da própria
Lava
Jato), Sérgio Moro (e quadrilha) logo ganharam o apoio de boa parte
da população e, sem nenhum constrangimento, avançaram feito um
trator desgovernado sobre o ordenamento jurídico nacional, pouco se
importando com a constitucionalidade ou não dos seus atos. Tanto é,
que um desses iluminados togados chegou ao cúmulo de afirmar que a
tal Lava Jato era uma operação “excepcional” e que, por isso,
mereceria um tratamento “excepcional” (mesmo que estuprando
diuturnamente nossa Carta Maior, reconheceu
na oportunidade).
Tanto
fizeram, tanto transgrediram, tanto desrespeitaram, tanto abusaram da
leniência do Supremo Tribunal Federal (à época não houve qualquer
reação daquela Corte Maior), que, agora, os integrantes do Tribunal
Regional Federal 4 (TRF4), de Porto Alegre, uma espécie de
“puxadinho” (revisor) dos processos oriundos da gangue
de Curitiba, resolveu simplesmente desconsiderar uma “ainda quente”
decisão do STF, no tocante ao necessário respeito à PRESUNÇÃO DE
INOCÊNCIA (até
o trânsito
em julgado),
e
voltaram a condenar
o ex-presidente Lula da Silva sem que o processo haja chegado aos
“finalmentes” (se não for obstada tal decisão, definitivamente
ficará caracterizada a “suprema
desmoralização do supremo”).
Para
tanto, o relator do TRF4, João Gebran Neto (amigo íntimo de Sérgio
Moro), chegou ao absurdo de afirmar em sua sentença sobre o sítio
de Atibaia, frequentado pelo ex-presidente, que... “não é de
fundamental importância a propriedade formal do ex-presidente Lula e
material do Fernando Bittar, ou material de Lula e formal de Bittar.
O que me parece relevante é que o presidente Lula usou o imóvel”.
A
propósito, no longínquo 28.08.2016 (3 anos e 3 meses atrás,
portanto),
ante as “convicções” e “ilações” (sem provas) de Sérgio
Moro e sua gangue, já questionávamos em nossas postagens sobre a
(des)necessidade da existência de “cartórios de imóveis”,
porquanto
os
“registros” por eles emitidos nada valiam, de acordo com os
mafiosos de Curitiba/Rio Grande do Sul.
Se
alguém tem alguma dúvida sobre o que àquela época antecipávamos,
confira abaixo:
domingo,
28 de agosto de 2016
Na
antiguidade, “cartórios de registro de imóveis” eram
responsáveis por emitir documentos de fé pública, atestatórios da
legalidade e da certeza de que qualquer mortal comum era, sim,
proprietário legítimo de um dado imóvel, sobre o qual exerceria
plenos e totais poderes.
Assim,
o ato de compra, venda ou simples aquiescência em ser fiador de
alguém numa transação imobiliária de aluguel, só se realizaria
ou validaria se o “cartório de registro de imóveis” emitisse o
competente “registro” comprobatório da “propriedade” do
referido bem.
Como,
entretanto, vivemos outros tempos, onde um juizeco de primeira
instância (Sérgio Moro) estupra diuturnamente a Constituição
Federal, contando com a omissão e passividade criminosa do próprio
Supremo Tribunal Federal, isso já não é possível (na verdade, o
“ex-guardião” da nossa Carta Maior acoelhou-se, vergonhosamente
abriu as pernas e se deixou usar; tanto que a “agenda” do STF
quem determina é o Moro, o ritmo da dança é o Moro que impõe).
Assim,
se você aí do outro lado da telinha acha é o “proprietário”
do apartamento, casa ou sítio que adquiriu depois de “ralar”
muito, de economizar trocados anos e anos até, finalmente, poder
adquirir e quitar seu imóvel, é bom tirar o cavalinho da chuva; o
juizeco Sérgio Moro e seus raivosos procuradorezinhos de Curitiba,
pode muito bem decidir que não, que na realidade o “proprietário”
é uma outra pessoa, que você talvez nem conheça (estamos
TEMERosos, a respeito).
Em
São Paulo, por exemplo, os senhores Fernando Bittar e Jonas Suassuna
estão na iminência de perder um sítio adquirido anos atrás e
devidamente registrado no cartório de registro de imóveis
competente (e o “registro” de propriedade foi exibido
publicamente), simplesmente porque o juiz Sérgio Moro “cismou”
que o real dono é o ex-presidente Lula da Silva e sua mulher Marisa,
que o frequentam com assiduidade, a convite dos donos. Ou seja, o
documento emitido pelo cartório competente não tem nenhuma
validade, é falso, irrelevante, não condiz com a realidade. O que
vale é o que “pensa” Sérgio Moro, mesmo que não tenha nenhum
documento sobre, a fim de comprovar suas ilações (bom lembrar, que
o mesmo modus operandi foi usado para atribuir a propriedade de um
apartamento na praia de Guarujá ao ex-presidente, embora não haja
nenhum registro, a respeito e, agora, tenha surgido a proprietária
do próprio).
Fato
é que o golpe perpetrado por políticos corruptos e comprovadamente
ladrões, visando destituir uma presidenta democraticamente eleita
com quase 55 milhões de votos, contou com a inestimável e decisiva
colaboração dos “togados” do Supremo Tribunal Federal, que
desde o começo chancelaram as arbitrariedades patrocinadas por uma
juizeco-partidário e que tem como objetivo maior inviabilizar a
candidatura invencível de Lula da Silva, em 2018.
Agora,
“dose” é você ter que aguentar um Aécio Neves (atolado até o
pescoço nas falcatruas de Furnas e Petrobras), o Cássio
“procrastinação” Cunha Lima (que foi cassado quando governador
da Paraíba, por roubo), um Agripino Maia (também comprovadamente
ladrão do erário), um Aloisio “300 mil” Nunes (que recebeu
dinheiro do assalto à Petrobras), um Michel Temer (que atuou com
desembaraço - $$$ - nas “docas” de Santos), um Ronaldo Caiado
(acusado de manter empregados em regime de escravidão) e por aí
afora, virem a público para atacar uma pessoa honrada como a
presidenta Dilma Roussef.
Alfim,
a constatação horripilante: “cartórios de registro de imóveis”
hoje são desnecessários, já eram, não têm mais qualquer validade
e não mais merecem fé pública. O que vale agora é o que o juiz
Sérgio Moro pensa e determina (e tudo por culpa do Supremo Tribunal
Federal).
****************************
Voltando
aos dias atuais, um questionamento pra lá de pertinente: você tem
certeza que o apartamento, casa, sítio, fazenda ou uma birosca
qualquer que você haja adquirido com tanto esforço, é realmente de
sua propriedade ??? O Sérgio Moro sabe que você pensa assim ???
domingo, 3 de novembro de 2019
EU VOU TIRAR VOCÊ DESSE LUGAR – José Nilton Mariano Saraiva
Se,
realmente, "recordar é viver", aqui (em repeteco) a nossa
homenagem a uma mulher que conhecemos numa das
"zonas/puteiros/cabarés" da vida, e pela qual "arriamos"
os quatro pneus, literalmente.
A
lamentar, não termos tido a oportunidade de cumprir o que a ela
prometemos, solenemente: "eu
vou tirar você desse lugar" (hoje
magistralmente relatada pelo cantor brega Odair José - vide link
abaixo).
Ficou
a saudade imorredoura (ou seria a famosa e sofrida "dor de
corno" ???)
Eu
Vou Tirar Você Desse Lugar (Odair José)
Olha,
a primeira vez que eu estive aqui
Foi
só pra me distrair
Eu
vim em busca do amor
Olha,
foi então que eu lhe conheci
Naquela
noite fria, em seus braços
Meus
problemas esqueci
Olha,
a segunda vez que eu estive aqui
Já
não foi pra distrair
Eu
senti saudades de você
Olha,
eu precisei do seu carinho
Pois
eu me sentia tão sozinho
E
já não podia mais lhe esquecer
Eu
vou tirar você desse lugar
Eu
vou levar você pra ficar comigo
E
não me interessa o que os outros vão pensar
Eu
sei que você tem medo de não dar certo
Pensa
que o passado vai estar sempre perto
E
que um dia eu posso me arrepender
Eu
quero que você não pense em nada triste
Pois
quando o amor existe
Não
existe tempo pra sofrer
Eu
vou tirar você desse lugar
Eu
vou levar você pra ficar comigo
E
não me interessa o que os outros vão pensar
******************************
"ONDE
ANDA VOCÊ, MARIA DE FÁTIMA ??? – José Nilton Mariano Saraiva
Em
Fortaleza, num desses ambientes onde se reúnem mulheres a serem
cortejadas, ela era unanimidade e compreensivelmente para ela
convergiam os olhares, as fantasias e os corações daqueles alegres
e falantes marmanjos, todos já “encharcados” de álcool até o
gogó.
Assim,
presumindo que com o nosso estilo discreto e reflexivo dificilmente
conseguiríamos algo ante tantas feras de porte atlético
privilegiado e verborragia (teoricamente) envolvente, preferimos
ficar na nossa, observando o ambiente, curtindo o som e “deglutindo”
uma geladinha.
De
repente, às nossas costas, aquele toque suave no ombro; e, ao
virarmos pra conferir, deparamo-nos com o mais belo (embora discreto)
sorriso que alguém possa imaginar, seguido da sussurrada e
inolvidável indagação: “E você, não quer ficar comigo ???”.
Foi
assim que conhecemos a meiga Maria de Fátima.
Altura mediana, clara, cabelos castanhos, olhos discretamente ao estilo japonês, nariz perfeito, dentes impecavelmente alvos, lábios carnudos e... “cheinha”. Já no quarto, ao desnudar-se, uma arrebatadora e deslumbrante visão, digna de ser retratada por um desses pintores clássicos e posta num pedestal pra ser admirada por gregos e troianos: seios medianos e rijos, cintura fina, bunda belíssima, coxas firmes e pra lá de torneadas. Enfim, tudo no lugar. Uma deusa da perfeição.
Carinhosa,
fala mansa, conversa aprumada, de pronto bateu aquela sinergia entre
nós. A ponto de, ainda na cama, lhe indagarmos (com sinceridade
d’alma) a “razão” ou o “por que” de uma mulher tão bela e
educada frequentar um local daqueles; de onde ela era; de qual
família e por aí vai.
Surpresa,
ela afirmou que era a primeira vez que alguém fazia tais tipos de
perguntas pra ela, que nunca alguém procurara saber da sua
intimidade, que, enfim, encontrara alguém “diferente” (e a prova
disso é que não aceitou receber nada, ao final, como era praxe
naqueles idos tempos).
Pra
encurtar a conversa: na segunda vez que a procuramos ela simplesmente
largou tudo, sob protestos da cafetina, e fomos curtir a vida em
pleno dia, terminando por encontrar abrigo em nosso apartamento de
solteiro (onde ela aprendeu, a partir de então e durante meses, a
dormir “empacotada” em nossas camisas de seda, de mangas longas,
que achava... ”gostosas”).
Em
represália, fomos proibidos pela "alcoviteira" de adentrar
o tal ambiente, já que os “seguranças” tinham ordem expressa de
“baixar a cacete”, se se tornasse necessário; então,
conjuntamente, arquitetamos que bastariam dois toques na buzina pra
que ela “se mandasse” dali. E assim foi feito, a partir de então.
Foram meses de felicidade plena, durante os quais frequentávamos, de mãos dadas e sorriso no rosto, qualquer lugar que “desse na telha”, sem nenhum constrangimento de encontrar algum desses barões que com ela houvesse se relacionado naquele ambiente ("seleto" e frequentado por homens de realce da sociedade).
Mas...
De repente, a meiga Maria de Fátima sumiu, evaporou-se, tomou Doril, escafedeu-se, literalmente deixando-nos na mais completa orfandade (deve ter havido algo de sério e grave, que jamais saberemos).
Hoje,
apesar de casado (em processo de separação) e com dois belos filhos
já adultos, tal qual os William Bonner da vida não cansamos de
(mentalmente) perguntar: onde anda você, Maria de Fátima ???
Quantas saudades…
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