Santa internet, que nos faz resgatar músicas, filmes, amigos, e até montar o quebra-cabeça de nós mesmos.
Ganhei este vinil em 1979.Escutei-o até avariá-lo. Depois o perdi, numa das minhas mudanças. Hoje lembrei de procurá-lo...Achei,e Compartilho com vocês!
por José do Vale Pinheiro Feitosa
Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.
José do Vale P Feitosa
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Maysa Figueira Monjardim, mais conhecida como Maysa Matarazzo ou simplesmente Maysa (São Paulo , 6 de junho de 1936 — Niterói, 22 de janeiro de 1977), foi uma cantora, compositora e atriz brasileira. Ao longo da sua carreira imortalizou uma discografia com mais de 25 títulos. Cristalizou uma das mais sensíveis obras da Música Popular Brasileira.
A palavra
nunca é só uma palavra
Nunca come quando diz que é fome
Nunca olha, quando o filme é mudo
Nunca morre, quando a bala é pra outro
A palavra,
nunca é só uma palavra
Nunca arde, quando é sem pimenta
Nunca afoga, quando diz que é choro
Nunca esquece, quando é flor dentro do livro
A palavra,
não morre quando quem fala morre
A palavra só morre
No silêncio do medo
Da primeira e
da última hora
Por
Lupeu Lacerda
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
O SOL JÁ ESTÁ NO SIGNO DE AQUÁRIO – por Stela Siebra
Como temos todos os signos no mapa astrológico, devemos ficar atentos para os sinais de todos eles. É preciso compreender o verdadeiro significado do signo e fazer brilhar (estrelar) seu sinal.
Estrelar AQUÁRIO é sair de um quadro de referências essencialmente subjetivo e pessoal para olhar a vida com uma perspectiva objetiva, social, solidária e ampla, justa e igualitária. Os ideais aquarianos estimulam consciência e interações sociais. Não podemos ficar de braços cruzados quando as mudanças e revoluções estão acontecendo; devemos sim participar, cooperar e desenvolver nosso espírito de solidariedade.
Vamos estrelar Aquário buscando a matriz primordial das coisas. Quando sairmos de um tipo de vida comum – centrados na nossa autoimagem – para buscar o modelo original, estaremos nos repotencializando, nos libertando e oficializando nosso encontro com o Sagrado. Aí começamos a realizar e estrelar PEIXES.
NOTICIAS DO JORNAL "O POVO" NOS IDOS DE 1930
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Os dados e as informações sobre que escrevemos esta reportagem foram colhidos do próprio Lampeão pelo sr. José Alves Feitosa, que há semanas, no alto sertão, com elle conversou demoradamente.
Offerecendo à A Noite essas notas interessantíssimas, o sr. Feitosa, offertamo-la, nós, aos nossos gentilíssimos leitores, a quem não queremos mais poupar o prazer curioso de sentir um bocado da psychologia pittoresca e da vida romanesca do jaguar terrivel dos sertões.
Cabia o crepusculo sobre o escampado arido e esbrazeado daquelle recanto sertanejo do Estado do Ceará, no pé da serra do Araripe: o engenho de rapadura Boa-Vista, a cinco léguas da cidade de Missão Velha, quando o sr. José Alves Feitosa ali chegou.
Um crepusculo doloroso, sertanejo, manchando a paisagem de sombras e difundindo uma melancolia por tudo...
Gentis e acolhedores, os senhores de engenho o receberam, prodigalisando-lhe o conforto de uma hospedagem, onde elle repousaria da viagem exaustiva.
Ahi, foi que se aproximou de Lampeão.
Este assomara à porta, desarmado, fitando o recem-chegado, que o interpellou logo:
- É o capitão Virgulino Ferreira?
- Às suas ordens.
- Já o conhecia através de photographias.
- Ah? Foram esses retratos, de que o sr. fala, que me inutilisaram. Si não tivesse deixado phopographar-me, seria desconhecido e já poderia ter desaparecido, sumindo-me no mundo, indo para longe, ganhar a vida tranquilamente, sem attribulação dessa angustia constante de ser perseguido.
- E o sr. é perseguido? Dizem na capital que a polícia...
- ... não persegue, porque sou amigo dos officiais. É verdade, mas, ainda assim, as trahições, o sr. comprehende.
No anno passado, Isaias Arruda, meu grande amigo, chefe politico cearense, surpreendeu-me numa localidade deste Estado com um cerco policial terrivel, de que me livrei não sei como.
Estas cousas são que magoam...
Uma trahição, o diabo!
Gosto dos officiaes e odeio os chefes de policia.
Não é verdade que eu haja emboscado, para matar ao dr. Eurico Souza Leão. Ignorava que esse chefe de policia viajava, naquelle tempo, pelo sertão...
Se soubesse, com franqueza, eu teria aventurado...
- Como foi assassinado seu irmão?
- É invenção. Elle não foi morto. Está são, vivo e bolindo.
Aquillo foi brincadeira "só para atrapalhar"...
- E Sabino?
- A mesma coisa.
Está vivo, no Riacho do Navio, à frente de alguns homens. Vou encontrar-me, agora, com elle.
- Disse-me, ha pouco, que se pudesse abandonaria o cangaço...
- Sim. Por porque eu não vivo a vida do cangaço, por maldade minha.
É pela maldade dos outros. Dos homens que não têm a coragem de lutar corpo a corpo como eu e vão matando a gente na sombra, nas tocaias covardes.
Tenho que vingar a morte dos meus paes. Era meninote quando os mataram. Bebi o sangue que jorrava da pelle de minha mãe, e beijando-lhe a boca fria e morta, jurei vinga-la...
É por isso, que de rifle de costas, cruzando as estradas do sertão, deixo um rastro sangrento a procura dos assassinos de meus paes.
(...)
É por isso que eu sou cangaceiro.
Não sei quando hei de deixar os horrores desta vida, onde o maior encanto, a maior belleza seria extinguir a maldade daquelles que roubaram a vida de minha mãe e de meu pae a de minhas irmãs.
Dizendo isto, Lampeão ergueu-se, tomando o chapéo.
Despediu-se do nosso informante.
À porta um seu companheiro o "arreou", isto é, entregou-lhe as cartucheiras e o mosquetão, um fuzil Mouser cortado na extremidade do cano.
Apertando as mãos hospitaleiras de Rosendo, o dono da rustica engenhosa, o monarcha sanguinolento dos sertões tomou a estrada poeirenta para as incertezas do seu destino.
Deante da maravilha da vida de Lampeão cheia de episodios romanescos e impressionantes como aquelle em que ha a scena commovente e soberba do juramento sobre a bocca hirta de uma mãe, quem ousará atirar a primeira pedra sobre o quadrilheiro immortalisado nas chronicas sangrentas do sertão?
A palavra
de Lampeão, o monarcha selvagem dos sertões
Os dados e as informações sobre que escrevemos esta reportagem foram colhidos do próprio Lampeão pelo sr. José Alves Feitosa, que há semanas, no alto sertão, com elle conversou demoradamente.
Offerecendo à A Noite essas notas interessantíssimas, o sr. Feitosa, offertamo-la, nós, aos nossos gentilíssimos leitores, a quem não queremos mais poupar o prazer curioso de sentir um bocado da psychologia pittoresca e da vida romanesca do jaguar terrivel dos sertões.
NO PÉ DA
SERRA
Cabia o crepusculo sobre o escampado arido e esbrazeado daquelle recanto sertanejo do Estado do Ceará, no pé da serra do Araripe: o engenho de rapadura Boa-Vista, a cinco léguas da cidade de Missão Velha, quando o sr. José Alves Feitosa ali chegou.
Um crepusculo doloroso, sertanejo, manchando a paisagem de sombras e difundindo uma melancolia por tudo...
Gentis e acolhedores, os senhores de engenho o receberam, prodigalisando-lhe o conforto de uma hospedagem, onde elle repousaria da viagem exaustiva.
Ahi, foi que se aproximou de Lampeão.
Este assomara à porta, desarmado, fitando o recem-chegado, que o interpellou logo:
- É o capitão Virgulino Ferreira?
- Às suas ordens.
- Já o conhecia através de photographias.
- Ah? Foram esses retratos, de que o sr. fala, que me inutilisaram. Si não tivesse deixado phopographar-me, seria desconhecido e já poderia ter desaparecido, sumindo-me no mundo, indo para longe, ganhar a vida tranquilamente, sem attribulação dessa angustia constante de ser perseguido.
- E o sr. é perseguido? Dizem na capital que a polícia...
- ... não persegue, porque sou amigo dos officiais. É verdade, mas, ainda assim, as trahições, o sr. comprehende.
No anno passado, Isaias Arruda, meu grande amigo, chefe politico cearense, surpreendeu-me numa localidade deste Estado com um cerco policial terrivel, de que me livrei não sei como.
Estas cousas são que magoam...
Uma trahição, o diabo!
Gosto dos officiaes e odeio os chefes de policia.
Não é verdade que eu haja emboscado, para matar ao dr. Eurico Souza Leão. Ignorava que esse chefe de policia viajava, naquelle tempo, pelo sertão...
Se soubesse, com franqueza, eu teria aventurado...
- Como foi assassinado seu irmão?
- É invenção. Elle não foi morto. Está são, vivo e bolindo.
Aquillo foi brincadeira "só para atrapalhar"...
- E Sabino?
- A mesma coisa.
Está vivo, no Riacho do Navio, à frente de alguns homens. Vou encontrar-me, agora, com elle.
- Disse-me, ha pouco, que se pudesse abandonaria o cangaço...
- Sim. Por porque eu não vivo a vida do cangaço, por maldade minha.
É pela maldade dos outros. Dos homens que não têm a coragem de lutar corpo a corpo como eu e vão matando a gente na sombra, nas tocaias covardes.
Tenho que vingar a morte dos meus paes. Era meninote quando os mataram. Bebi o sangue que jorrava da pelle de minha mãe, e beijando-lhe a boca fria e morta, jurei vinga-la...
É por isso, que de rifle de costas, cruzando as estradas do sertão, deixo um rastro sangrento a procura dos assassinos de meus paes.
(...)
É por isso que eu sou cangaceiro.
Não sei quando hei de deixar os horrores desta vida, onde o maior encanto, a maior belleza seria extinguir a maldade daquelles que roubaram a vida de minha mãe e de meu pae a de minhas irmãs.
Dizendo isto, Lampeão ergueu-se, tomando o chapéo.
Despediu-se do nosso informante.
À porta um seu companheiro o "arreou", isto é, entregou-lhe as cartucheiras e o mosquetão, um fuzil Mouser cortado na extremidade do cano.
Apertando as mãos hospitaleiras de Rosendo, o dono da rustica engenhosa, o monarcha sanguinolento dos sertões tomou a estrada poeirenta para as incertezas do seu destino.
Deante da maravilha da vida de Lampeão cheia de episodios romanescos e impressionantes como aquelle em que ha a scena commovente e soberba do juramento sobre a bocca hirta de uma mãe, quem ousará atirar a primeira pedra sobre o quadrilheiro immortalisado nas chronicas sangrentas do sertão?
http://luzdefifo.blogspot.com.br
http://afnneto.blogspot.com.br
http://blogdomendes
http://blogdomendes
COPIADO DO BLOG CARIRICANGAÇO.BLOGSPOT.COM
A CHUVA CAI
A chuva cai no telhado do meu quarto,Eu contemplo o teu retrato,
E me ponho a imaginar.
Cada goteira o meu coração invade,
Uma onda de Saudade,
Que me faz acreditar.
Que o próprio tempo,
Solidário esta comigo,
E faz questão de ser amigo,
Quando eu sofro por alguém,
A natureza também parece que chora,
Só porque tu foste embora,
Ao me ver chorar também.
Chora a natureza a noite inteira
Suas lágrimas em goteira
Vem molhar meu barracão.
Este barracão todo furado.
Que chove por todo o lado,
E tem lama pelo chão.
Hoje tu moras num apartamento,
Enquanto eu vivo ao relento,
Onde sozinho fiquei.
Pisas num tapete aos pés da cama,
Enquanto eu piso na lama,
Na lama onde te encontrei.
Essa canção é linda!
Não a encontrei na net.
Seria o intérprete Alcides Gerardi?
E o autor?
Alguém sabe?
por socorro moreira
Os últimos dias resolveram mudar o ritmo
Fizeram coreografia com um bando de tartarugas
Céu nublado,tardes quentes,tudo mudo
Agora é 2013
E o vinho espera abril
O milho espera S.João...
Até dezembro voltar
Com cestas de intenções
Há uma possibilidade de felicidade no ar
Há uma possibilidade de alegria
No final do dia, quando o sol esfria...
Uma bola prateada que se chama lua
Enche de magia a nossa vida!
Por José Flávio Vieira
Crato & Creta

Crato é Creta
Creta é Crato
A lua que lambe Creta
Alua os doidos do Crato
No palácio de Cnossos
Crato guarda os seus destroços
Não pense que é desacato
E que é coisa de cretino
Mas o mar que enrosca Creta
Explode nas fontes do Crato
Largue o ar aristocrático
Repare bem no retrato
Crato e Creta ,Creta e Crato
Moram na mesma cratera
Pense de forma concreta
Que Minos mata no Crato
O Minotauro de Creta ?
Vai ser o maior barato
Quando a espada discreta
Dilacerar do Nó Górdio
Que ata o Crato a Creta
Quem sabe o fio de Ariadne
Marque a passagem secreta
Último ato do Teatro:
Teseu reinventa Creta
E o Tesão refaz o Crato .
J Flávio
Creta é Crato
A lua que lambe Creta
Alua os doidos do Crato
No palácio de Cnossos
Crato guarda os seus destroços
Não pense que é desacato
E que é coisa de cretino
Mas o mar que enrosca Creta
Explode nas fontes do Crato
Largue o ar aristocrático
Repare bem no retrato
Crato e Creta ,Creta e Crato
Moram na mesma cratera
Pense de forma concreta
Que Minos mata no Crato
O Minotauro de Creta ?
Vai ser o maior barato
Quando a espada discreta
Dilacerar do Nó Górdio
Que ata o Crato a Creta
Quem sabe o fio de Ariadne
Marque a passagem secreta
Último ato do Teatro:
Teseu reinventa Creta
E o Tesão refaz o Crato .
J Flávio
Tudo se transformou
da noite pro dia
Turva natureza
casa vazia
Meus sonoros pigarros
de repente ficaram mudos
Isso é vida ou utopia?
Vou viver no preto e branco
Mais uns anos...
Eu quero água das nascentes
Pra lavar o que ficou guardado
Meu sonho adormecido
Embotado de fumaça
Agora se espreguiça
Apagado de saudade!
socorro moreira
domingo, 20 de janeiro de 2013
Detrás da janela - Everardo Norões
Detrás da janela,
uma lua qualquer.
Prefiro a borboleta girando,
movida a bateria solar:
luz com destino certo,
a marcar
o tom escuro do calendário.
Ele cantou:
‘A saudade não é um rosto que fica,
é trem na montanha’.
Um trem passa.
A montanha permanece
na sua imobilidade primeira.
Sem rosto ou disfarce.
E a borboleta volta a girar.
Enquanto desligam
os últimos tubos da vida
e os aviões procuram
vagos destroços
no mar....Para Armando Lessa (1955-2009), i.m.
uma lua qualquer.
Prefiro a borboleta girando,
movida a bateria solar:
luz com destino certo,
a marcar
o tom escuro do calendário.
Ele cantou:
‘A saudade não é um rosto que fica,
é trem na montanha’.
Um trem passa.
A montanha permanece
na sua imobilidade primeira.
Sem rosto ou disfarce.
E a borboleta volta a girar.
Enquanto desligam
os últimos tubos da vida
e os aviões procuram
vagos destroços
no mar....Para Armando Lessa (1955-2009), i.m.
Sensualidade - por Socorro Moreira

Sensualidade
Não combina com luxúria
Combina com o olhar
Com a delicadeza do toque
Com o bigode
Com o andar
Não combina com luxúria
Combina com o olhar
Com a delicadeza do toque
Com o bigode
Com o andar
Sensualidade combina
com suavidade...
Precisa não saber ser
Precisa saber reter - o carinho!
Sensualidade combina com cheiro
que o vento traga e distribui ...
cheiro de rosa esmagada
cheiro de alma limpa
cheiro de corpo
banhado nas cascatas
Sensualidade é vermelha-cetim
É um passo atrás de mim
que eu alcanço na saudade
Sensualidade é a maciez da neblina
A gota que brota
no poro que agita
Sensualidade é a nudez
coberta de pejo...
É a veste rasgando a nudez.
Sensualidade é o tom
É o som...
É um murmúrio inaudível
É o desconhecido mais próximo
Que nunca perdeu seu mistério!
Por Rosa Guerrera
Cada
um canta a sua terra ! Eu escolhí os versos do grande compositor
J.Michiles ,que nessa marcha de bloco retrata tudo de lindo que Recife
possui . ( Vale ressaltar que Betânia também gravou essa música )
RECIFE MANHÃ DE SOL (J. Michiles)
Vejo o Recife prateado
À luz da lua que surgiu
Há um poema aos namorados
No céu e nas águas dos rios
Um seresteiro, um violão
Anunciando o amanhecer
Um sino ao longe a badalar
Recife inteiro vai render
Ave Maria ao pé do altar
Bumba-meu-boi, Maracatu
Recife dos meus carnavais
Não vejo mais sinhá mocinha
Á luz de um lampião de gás
És primavera dos amores
Do horizonte és arrebol
Vai madrugada serena
Traz delirante poema
Recife manhã de sol
O sexto sentido das mulheres - Fernando Sabino
Certo dia, parei para observar as mulheres e só pude concluir uma coisa: elas não são humanas. São espiãs. Espiãs de Deus, disfarçadas entre nós.
Pare para refletir sobre o sexto sentido. Alguém duvida que ele exista? E, como explicar que ela saiba exatamente qual mulher, entre as presentes, em uma reunião, seja aquela que dá em cima de você... Ou é a que você dá em cima? E, quando ela antecipa que alguém tem algo contra você, que alguém está ficando doente ou que você quer terminar o relacionamento?
E, quando ela diz que vai fazer frio e manda você levar um casaco? Rio de Janeiro, 40ºC, você vai pegar um avião para São Paulo. Só meia-hora de vôo. Ela fala para você levar um casaco, porque "vai fazer frio". Você não leva. O que acontece? O avião fica preso no tráfego, em terra, por quase duas horas, depois que você já entrou, antes de decolar. O ar condicionado chega a pingar gelo de tanto frio que faz lá dentro!
O sexto sentido não faz sentido! É a comunicação direta com Deus! Assim é muito fácil...As mulheres são mães! E preparam, literalmente, gente dentro de si. Será que Deus confiaria tamanha responsabilidade a um reles mortal? E não satisfeitas em ensinar a vida, elas insistem em ensinar a vivê-la, de forma íntegra, oferecendo amor incondicional e disponibilidade integral. Fala-se em "praga de mãe", "amor de mãe", "coração de mãe"... Tudo isso é meio mágico... Talvez ele tenha instalado o dispositivo "coração de mãe" nos "anjos da guarda" de seus filhos (que, aliás, foram criados à sua imagem e semelhança).
As mulheres choram, vazam ou extravasam? Homens também choram, mas é um choro diferente. As lágrimas das mulheres têm um não sei quê que não quer chorar, um não sei quê de fragilidade, um não sei quê de amor, um não sei quê de tempero divino, que tem um efeito devastador sobre os homens... É choro feminino; é choro de mulher... Já viram como as mulheres conversam com os olhos? Elas conseguem pedir uma à outra para mudar de assunto com apenas um olhar. Elas fazem um comentário sarcástico com outro olhar. E apontam uma terceira pessoa com outro olhar. Quantos tipos de olhar existem?
Elas conhecem todos... Parece que freqüentam escolas diferentes das que freqüentam os homens! E é com um desses milhões de olhares que elas enfeitiçam os homens. En-fei-ti-çam!
O amor leva as mulheres para perto de Deus... já que ele é o próprio amor. Por isso, dizem "estar nas nuvens", quando apaixonadas. Com todo esse amor de mãe, esposa e amiga, elas ainda são mulheres a maior parte do tempo. Mas elas são anjos depois do sexo-amor. É nessa hora que elas se sentem o próprio amor encarnado e voltam a ser anjos. E levitam. Algumas até voam. Mas os homens não sabem disso. E nem poderiam... Porque são tomados por um encantamento que os faz dormir nessa hora.
( Fernando Sabino )
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